"Salário de ministro não garante vida sem preocupações", afirma André Mendonça
"Um ministro do tribunal, um juiz em geral, não pode ter a pretensão de ficar rico. O salário, ainda que seja um bom salário, não lhe dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras", afirmou André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o magistrado, ainda que sejam uma classe privilegiada, o salário que recebem proporciona uma condição média de vida, em que eles precisam controlar as despesas do dia a dia e se preocupar com as contas no fim do mês.
A declaração aconteceu durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), na última sexta-feira (21), na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Durante o evento, o ministro também relatou que os seus dois primeiros anos na Corte foram um período de muita infelicidade, e que hoje ele vive “muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa”.
Conforme o Portal da Transparência do STF, o salário bruto mensal de um ministro do Supremo é R$ 46 mil, no entanto, a remuneração líquida varia de acordo com as deduções e descontos. Informações obtidas pela CNN apontam que entre janeiro e julho deste ano Mendonça recebeu uma média de R$ 26 mil líquidos por mês.
O episódio ocorre em meio aos questionamentos sobre o salário de magistrados no país. Recentemente, o STF tentou limitar o pagamento de auxílios e benefícios utilizados para ultrapassar o teto constitucional, os chamados “penduricalhos”.
