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"Eles ainda não se importam conosco", afirma Spike Lee dias após polêmica com Varanda de Michael Jackson em Salvador

Por Bianca Andrade

Foto: Divulgação

Dias após a polêmica envolvendo a "Varanda de Michael Jackson" no Pelourinho, em Salvador, o diretor norte-americano Spike Lee, responsável pelo clipe de 'They Don't Care About Us', gravado no Brasil, compartilhou uma imagem sugestiva nas redes sociais.

 

Sem mencionar o caso envolvendo o comerciante Carlos Alberto dos Santos, que está sendo alvo de uma ação judicial para deixar a varanda onde expõe a figura de Michael Jackson, o diretor postou uma foto ao lado de uma estátua do Rei do Pop. "Eles ainda não se importam conosco", escreveu na legenda.

 

Nos comentários, o público fez questão de alertar Spike Lee sobre o ocorrido em Salvador. "Eles continuam não se importando. O homem que preservou a casa onde você e Michael Jackson gravaram "They Don't Care About Us", em Salvador, enfrenta agora um despejo injusto", escreveu um internauta.

 

Outros pediram a ajuda do diretor para manter o espaço no Pelourinho, que se tornou um ponto turístico do bairro.

 

"Milhares de fãs que viajam a Salvador para visitar a "Casa do Michael" lançaram um abaixo-assinado para salvá-la. Por favor, ajude-nos, Spike”, comentou outra.

 

Na plataforma Change.org, é possível encontrar diversos abaixo-assinado para manter o espaço, que em junho deste ano recebeu uma nova imagem de Micahel Jackson, um deles já conta com 2.064 assinaturas.

 

ENTENDA O CASO
A Justiça da Bahia determinou a reintegração de posse do imóvel onde fica a famosa "Varanda do Michael Jackson", no Pelourinho, espaço que serviu de cenário para o clipe They Don’t Care About Us em 1996.

 

A proprietária do casarão, a empresa My Falcam Brasil, moveu o processo após o comerciante Carlos Alberto dos Santos, que mantinha o local há 14 anos, descumprir a notificação para devolver o imóvel.

 

A empresa alegou que o imóvel apresentava problemas estruturais, tendo sido autuado pelo Corpo de Bombeiros em 2025. Mesmo com o pavimento superior interditado, o comerciante continuava permitindo o acesso de turistas e cobrando entradas para shows.

 

A defesa de Carlos Alberto alegou que ele preservou o casarão do abandono, exercia a posse mansa do local e depende das vendas na loja de lembrancinhas para seu sustento e tratamento médico.