Ricardo Lima cobra respeito ao futebol baiano em caso envolvendo Vitória e FFU: "Não pode ser menosprezado"
Por Thiago Tolentino / Bia Jesus
A Federação Bahiana de Futebol (FBF) voltou a se posicionar sobre a representação apresentada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) após reclamações do presidente do Vitória, Fábio Mota, a respeito de um possível tratamento desigual dentro da Futebol Forte União (FFU).
O presidente da entidade, Ricardo Lima, falou sobre o tema neste sábado (8), durante o evento de lançamento do Intermunicipal 2026, realizado no BEPE. Em entrevista ao Bahia Notícias, o dirigente afirmou que a federação acompanha os assuntos envolvendo os clubes baianos e vai atuar para defender tratamento isonômico aos seus filiados.
"A gente tem acompanhado todos os assuntos que envolvem o futebol baiano. E a gente vai estar sempre pregando e brigando pela isonomia. Não pode o mesmo contrato e dois tipos de tratamento", afirmou Ricardo.
A manifestação ocorre depois de Fábio Mota reclamar publicamente que o Vitória estaria sofrendo descontos em suas receitas dentro do acordo com a FFU, enquanto o Atlético-MG, que teria situação semelhante, não estaria passando pela mesma retenção.
Sem citar nominalmente o clube mineiro, Ricardo Lima afirmou que o papel da FBF é defender seus filiados.
"Não vou citar o outro clube porque as matérias já estão claras, não tenho nada a ver com o outro clube. Mas tenho que defender sempre os nossos filiados, nesse caso o Vitória. Vou brigar para que se tenha sempre tratamento igualitário", completou.
O presidente da FBF também afirmou que o futebol baiano não pode ser tratado em posição inferior dentro das negociações nacionais. Para Ricardo, um investidor não pode estabelecer diferença de tratamento entre clubes que assinaram contratos semelhantes.
"O futebol baiano já passou dessa fase e ele não pode ser mais menosprezado. A gente vai estar sempre em cima, lutando para que a igualdade sempre possa prevalecer. O investidor não tem o direito de dizer como ou quanto cada um vai ter para investir, tem que colocar os valores iguais desde que o contrato tenha sido assinado da mesma maneira", disse.
A representação da FBF no Cade foi motivada pelas reclamações de Fábio Mota sobre o tratamento dado ao Vitória pela FFU. O dirigente rubro-negro argumenta que a diferença nos descontos pode gerar impacto financeiro e também técnico, já que Vitória e Atlético-MG disputam a mesma competição.
