Artigos
Os “meninus” do trio
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
futebol baiano
A Juazeirense oficializou, na manhã deste domingo (1°) o retorno do técnico Carlos Rabelo para dar continuidade à temporada. Ídolo recente da história do clube, o treinador inicia sua sétima passagem pelo Cancão de Fogo.
Rabelo chega para substituir a função que havia sido dada a Zé Humberto, demitido após duas rodadas do Baianão 2026, em janeiro deste ano.

Foto: Divulgação / Juazeirense
Entre os trabalhos mais marcantes de Rabelo à frente da equipe está a campanha que culminou no acesso à Série C do Campeonato Brasileiro, em 2017. O clube aposta novamente na experiência do comandante para reorganizar o elenco e buscar estabilidade nos próximos compromissos.
O treinador começa oficialmente as atividades com o grupo ainda neste domingo, já com foco no duelo contra o Atlético de Alagoinhas. A partida, válida pela sequência da competição estadual, está marcada para a próxima terça-feira (3), no Antônio Carneiro.
Na comissão técnica, o interino Zé Carijé retorna à função de auxiliar e seguirá trabalhando em conjunto com Carlos Rabelo, mantendo a base do staff para facilitar a transição e a continuidade do trabalho. Ele esteve à beira do gramado para comandar o Cancão diante do Jacuipense, pela quinta rodada do Baiano, no Adauto Moraes. O placar final acabou zerado para ambas as equipes.
A Juazeirense atualmente é a oitava colocada na tabela do Baianão com cinco pontos somados. Bahia de Feira (9°) e Atlético (10°) amargam a zona de rebaixamento.
Atlético de Alagoinhas anuncia contratação por empréstimo do volante Wanderson Papaterra, ex-Vitória
Em busca de recuperação após um início abaixo do esperado no Campeonato Baiano de 2026, o Atlético de Alagoinhas oficializou a contratação do volante Wanderson Papaterra, de 20 anos. O jogador estava vinculado ao CSA e chega ao Carcará por empréstimo até o fim da temporada.
Revelado pelas categorias de base do Vitória, Wanderson ingressou no clube rubro-negro em 2021, ainda no Sub-17. Dois anos depois, foi emprestado ao Internacional para integrar o time Sub-20 e retornou ao Vitória em 2024, quando teve sua primeira oportunidade no futebol profissional. Na mesma temporada, defendeu o Itabuna durante a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro.
O meio-campista já conhece o ambiente do Atlético de Alagoinhas. Em 2025, atuou pelo clube também por empréstimo, antes de retornar ao Vitória. Pelo time profissional do Leão da Barra, soma apenas uma partida oficial. Apesar da pouca rodagem no elenco principal, Wanderson carrega no currículo o título do Campeonato Baiano Sub-17 com o Vitória.
Ainda em fase inicial de carreira, o atleta não registra gols ou assistências no futebol profissional. A expectativa é que Wanderson esteja à disposição para o duelo contra o Galícia, válido pela quinta rodada do Baianão. A partida será disputada nesta terça-feira (27), às 19h15, no Estádio de Pituaçu, em Salvador.
Fora de campo, o Atlético segue em processo de reformulação. Na última sexta-feira (23), o clube anunciou a saída do técnico Agnaldo Liz, após a goleada sofrida diante do Jequié, no Waldomiro Borges. Até o fechamento desta matéria, o Carcará ainda não definiu o nome do novo treinador que comandará a equipe na sequência da competição.
O Atlético de Alagoinhas tem divulgado os boletins financeiros das partidas disputadas em casa no Campeonato Baiano de 2026. Até o momento, o clube atuou como mandante em duas oportunidades, na segunda e na terceira rodadas, ambas realizadas no Estádio Antônio Carneiro, o Carneirão. Os dados permitem uma comparação direta entre arrecadação, estrutura de custos e resultado financeiro dos jogos.
No quesito público, os dois confrontos apresentaram números praticamente idênticos. Contra o Barcelona de Ilhéus, na segunda rodada, foram vendidos 989 ingressos. Já diante do Bahia de Feira, na terceira rodada, o total foi de 984 ingressos, uma diferença de apenas cinco bilhetes, o que indica estabilidade na presença de torcedores nas duas partidas.
Apesar do público semelhante, houve variação relevante na bilheteria. No jogo contra o Barcelona, a arrecadação foi de R$ 19.780,00. Na rodada seguinte, a receita subiu para R$ 24.860,00, um aumento de R$ 5.080,00 em relação ao confronto anterior, mesmo com leve redução no número de ingressos vendidos.
As despesas com impostos, policiamento e outros tributos também apresentaram crescimento. Na segunda rodada, esses custos somaram R$ 13.033,37. Na terceira rodada, o valor subiu para R$ 17.268,40, um acréscimo de R$ 4.235,03 entre um jogo e outro.
Já o custo de concentração teve comportamento inverso. Contra o Barcelona, o Atlético desembolsou R$ 8.730. No jogo diante do Bahia de Feira, esse valor foi reduzido para R$ 6.750, representando uma diminuição de R$ 1.980,00.
Somando todos os gastos, o total de despesas na segunda rodada foi de R$ 21.763,37. Na terceira rodada, as despesas chegaram a R$ 24.018,40, um aumento de R$ 2.255,03 em comparação com o jogo anterior.
Essas variações impactaram diretamente o resultado financeiro de cada partida. No confronto contra o Barcelona de Ilhéus, o Atlético registrou prejuízo de R$ 1.983,37. Já diante do Bahia de Feira, o clube obteve superávit de R$ 841,60, revertendo o resultado negativo da rodada anterior.
No acumulado dos dois jogos como mandante, o Atlético de Alagoinhas arrecadou R$ 44.640,00 em bilheteria. As despesas totais somaram R$ 45.781,77, considerando impostos, policiamento, tributos e custos de concentração. Com isso, o saldo financeiro consolidado foi negativo em R$ 1.141,77.

Foto: Divulgação / Atlético de Alagoinhas

Foto: Divulgação / Atlético de Alagoinhas
A iniciativa ocorre em um momento de transição institucional do Atlético de Alagoinhas. Em setembro de 2025, o clube anunciou a venda de 90% de suas ações ao grupo TLS Sports, passando a operar oficialmente como Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A divulgação dos boletins financeiros aparece, nesse contexto, como um movimento alinhado ao discurso de governança e profissionalização exigido pelo novo modelo de gestão.
Dentro de campo a realidade também segue sendo desafiadora. Após as primeiras rodadas do estadual, o Atlético ocupa a lanterna do Baianão, com apenas dois pontos conquistados. O próximo compromisso da equipe será fora de casa, contra o Galícia, nesta terça-feira (27), no Estádio de Pituaçu, em Salvador.
O retorno ao Carneirão está previsto apenas para a sétima rodada, no dia 3 de março, às 19h15, contra a Juazeirense, quando um novo boletim financeiro deve ser divulgado. Além do confronto contra o Cancão de Fogo, o Carcará recebe em casa Porto Sport Club e Bahia nas duas últimas rodadas da primeira fase.
O Atlético de Alagoinhas anunciou nesta sexta-feira (23) a saída do técnico Agnaldo Liz, de 57 anos. A decisão foi comunicada oficialmente pelo clube, um dia após a equipe sofrer uma goleada por 4 a 1 para o Jequié, fora de casa, pela quarta rodada do Campeonato Baiano de 2026.

Foto: Divulgação / Atlético de Alagoinhas
Em nota divulgada, o Carcará agradeceu ao treinador pelo trabalho realizado e desejou êxito na sequência da carreira.
"Sua dedicação, profissionalismo e entrega deixaram marcas importantes na nossa caminhada. Desejamos sucesso nos próximos desafios e que o futuro reserve ainda mais conquistas", escreveu o clube, em trecho.
A demissão ocorre em meio a um início de estadual abaixo do esperado. Em quatro jogos disputados, o Atlético somou dois empates e duas derrotas, desempenho que deixou a equipe na lanterna da competição após a rodada mais recente.
Esta foi a sexta vez que Agnaldo Liz comandou o Atlético de Alagoinhas. O treinador já havia passado pelo clube em 2010, 2020, 2021, 2022 e 2025, consolidando uma relação de longa data com o Carcará. Ao todo, ele esteve à frente da equipe em 53 partidas oficiais, considerando todas as passagens. Entre as conquistas, venceu o Campeonato Baiano de 2022.
Até o fechamento desta matéria, o Atlético de Alagoinhas não anunciou um substituto para o cargo. A tendência é que a diretoria avalie o mercado nos próximos dias, enquanto a comissão técnica permanente ou um auxiliar interino possa assumir os trabalhos de forma provisória.
A licitação para a concessão onerosa do Estádio Alberto Oliveira, o Joia da Princesa, teve apenas uma proposta apresentada. O certame foi realizado na última segunda-feira (19) pela Prefeitura de Feira de Santana e contou exclusivamente com a participação de uma empresa vinculada ao grupo Core 3, responsável pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Fluminense de Feira. A informaçãofoi veículada nesta quarta-feira (21), pelo portal O Exclusivo, de Feira de Santana, e confirmada pela reportagem do Bahia Notícias.
Com o encerramento da fase de recebimento das propostas, o processo entra agora na etapa de análise documental. A Comissão Especial de Licitação avalia se a proponente atende a todas as exigências previstas no edital antes da homologação oficial do resultado. O cenário confirma informações antecipadas pelo Bahia Notícias, que já apontava o Fluminense de Feira como principal interessado na gestão do equipamento esportivo.
LEIA TAMBÉM:
O superintendente de Feira de Santana, Emerson Britto, ressaltou a condução do processo pela administração municipal e destacou a expectativa em torno da transformação do estádio em um espaço mais moderno e multifuncional.
"Uma grande força a tarefa do governo municipal sobre a liderança do prefeito José Ronaldo para tornar essa praça esportiva que é o Joia da Princesa numa arena multiuso. Isso vem sido feito desde o ano passado, né? Desde o início do governo", destacou.
N"ão é fácil, mas as coisas têm sido feitas com muito profissional com muita ética e com muito trabalho. E a comunidade esportiva de Feira de Santana vive essa expectativa da conclusão desse desse momento, né? Conclusão desses trâmites da licitação para que possa ser anunciado oficialmente o Joia da Princesa gerido em parceria com a iniciativa privada para que o nosso Joia da Princesa, de fato, seja transformado numa grande arena, como vemos nas principais capitais do nosso país", concluiu Britto.
De acordo com os dados do processo licitatório, a proposta foi protocolada pela GD Serviços Internet Ltda, empresa registrada como EPP e com sede em Feira de Santana. A companhia integra o grupo Core 3, que assumiu a SAF do Fluminense de Feira em 2022, com previsão de investimento mínimo de R$ 60 milhões no projeto esportivo.
O valor ofertado pela outorga foi de R$ 125 mil, conforme estabelecido no edital da Concorrência Maior Preço nº 95/2025. O contrato prevê a concessão para requalificação, operação, exploração comercial e manutenção do estádio.
ARENA MULTIUSO
No plano apresentado, a proposta aponta para a transformação do Joia da Princesa em uma arena multiuso, com infraestrutura voltada tanto ao futebol profissional e de base quanto a outras atividades. Estão previstas áreas comerciais, espaços de hotelaria, ações ligadas ao turismo esportivo e a realização de eventos esportivos, culturais e corporativos.
A ideia central é ampliar o uso do equipamento ao longo do ano, diminuindo a dependência exclusiva do calendário de jogos e estimulando a economia local, especialmente nos setores de serviços e entretenimento.
Apesar da existência de uma proposta única, a Prefeitura de Feira de Santana reforça que o processo segue em andamento. A concessão só será oficializada após a validação completa da documentação exigida no edital e a posterior homologação do resultado.
A licitação faz parte de um planejamento iniciado ainda em 2025, quando foi publicada a Portaria nº 004/2025, responsável por instituir a Comissão Especial de Licitação. O modelo de concessão segue as diretrizes da Lei Federal nº 8.987/95, que regula concessões e permissões de serviços públicos.
O Joia da Princesa voltou a receber jogos oficiais em 2026, sendo palco de partidas do Campeonato Baiano, da Série B do estadual e da final vencida pelo Bahia de Feira. O estádio também sediou confrontos do Bahia pelo Campeonato Brasileiro Feminino, além de jogos das categorias de base e do time principal.
A Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) informou, em nota oficial emitida na manhã desta quinta-feira (8), que a exigência de alvará de funcionamento para o Estádio Professor Roberto Santos, o Pituaçu, decorre de norma do Ministério do Esporte e nunca havia sido requerida anteriormente para o equipamento. Segundo a autarquia, não há registros de alvará de construção nem de funcionamento do estádio desde sua inauguração, em 1979.
Desde a edição da portaria ministerial que passou a exigir o documento, a Sudesb afirma ter iniciado um trabalho técnico e documental para atender à nova norma. Segundo o órgão, o processo inclui o levantamento criterioso de informações e a obtenção dos instrumentos que antecedem o pedido de alvará, como o Termo de Viabilidade Locacional (TVL) e o Habite-se. A autarquia informou ainda que solicitou à Prefeitura de Salvador a concessão do Habite-se, que segue em tramitação junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur).
A Sudesb destacou que, em 10 de dezembro de 2025, obteve junto à Prefeitura um alvará para execução de obras no estádio, contemplando intervenções estruturais, substituição de assentos danificados, melhorias em áreas comprometidas pela ação do tempo e, em etapa posterior, a renovação do gramado. Segundo a autarquia, a liberação representou um primeiro passo rumo à regularização do equipamento.
Outro ponto citado foi a alteração da natureza imobiliária do estádio no sistema da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), que passou a classificar Pituaçu como imóvel residencial. Conforme a Sudesb, a mudança impede o cadastramento do pedido de alvará por se tratar de um equipamento público estadual, e a correção já foi solicitada à Prefeitura por se tratar, segundo a autarquia, de um possível erro técnico.
Por fim, a Sudesb afirmou que segue rigorosamente todas as orientações da Sedur municipal, ressaltou que os prazos dependem dos trâmites dos órgãos municipais competentes e reafirmou o compromisso com a regularização, segurança e transparência na gestão do estádio. A autarquia informou ainda que os demais laudos técnicos exigidos estão em dia e manifestou expectativa de que Pituaçu volte a receber jogos da Série A do Campeonato Baiano, especialmente de Galícia e Jacuipense, que solicitaram o mando de campo no local.
LEIA TAMBÉM:
- Pituaçu retorna ao calendário do Baianão com dois jogos na 2ª rodada; confira;
- Retorno de Pituaçu ao Campeonato Baiano ocorrerá com portões fechados por ausência de alvará municipal; entenda;
- Falta de alvará municipal pode tirar jogos do Estádio de Pituaçu no Baianão; FBF prevê transferência para o interior;
- Sem alvará da prefeitura, Estádio de Pituaçu fica fora da 2ª rodada do Baianão; Galícia e Jacuipense jogarão no interior; confira locais
ENTENDA O CASO
O Estádio de Pituaçu está confirmado no calendário do Campeonato Baiano após três anos fora da elite estadual, mas o retorno ocorre em meio a entraves administrativos. Apesar de um acordo entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) que viabilizou a reabertura gradual do equipamento, a utilização do estádio segue condicionada à apresentação do alvará municipal, exigência prevista na Portaria nº 55/2023 do Ministério do Esporte.
A Federação Bahiana de Futebol (FBF) informou que, sem o documento, os jogos de Galícia e Jacuipense — clubes que solicitaram Pituaçu como mando de campo — não podem ser realizados no local, nem mesmo com portões fechados, com possibilidade de transferência das partidas para o interior. Para a segunda rodada do Baianão de 2026, os confrontos foram confirmados fora de Salvador, com o Jacuipense enfrentando o Vitória na Arena Cajueiro, em Feira de Santana, e o Galícia recebendo a Juazeirense no Estádio Waldomiro Borges, em Jequié, ambos sujeitos a eventual mudança caso o alvará seja emitido e haja concordância dos clubes visitantes.
A Prefeitura de Salvador informou que não há pedido de alvará de funcionamento registrado nos últimos meses, esclarecendo que a emissão ocorre automaticamente pelo portal de serviços municipais, além de destacar que o alvará de ampliação e reforma do estádio foi deferido em outubro, com o documento final retirado em 10 de dezembro de 2025.
Os mandos de campo de Galícia e Jacuipense para a segunda rodada do Campeonato Baiano de 2026 foram definidos pela Federação Bahiana de Futebol (FBF). O Jacuipense mandará a partida contra o Vitória na próxima terça-feira (13), às 19h15, na Arena Cajueiro, em Feira de Santana. Já o Galícia será o mandante do confronto diante da Juazeirense na quarta-feira (14), às 17h, no Estádio Waldomiro Borges, em Jequié.
Apesar da confirmação dos jogos no interior do estado, a possibilidade de transferência das partidas para o Estádio de Pituaçu, em Salvador, segue em aberto de acordo com a FBF. A mudança depende da emissão do alvará municipal da praça esportiva e também da concordância dos clubes visitantes, conforme previsto no regulamento da competição.
Pituaçu está confirmado no calendário do Baianão, mas ainda enfrenta entraves administrativos para sua utilização. Um acordo firmado entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) viabilizou a reabertura gradual do estádio, porém a Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) aguarda a regularização do alvará municipal.
A Federação Bahiana de Futebol já informou que, sem a apresentação do documento, o estádio não pode receber partidas, nem mesmo com portões fechados, seguindo a Portaria nº 55/2023 do Ministério do Esporte. Do ponto de vista técnico, a Polícia Militar da Bahia apresentou Laudo de Segurança liberando Pituaçu, neste momento, para até 3.000 pessoas, condicionado ao cumprimento das demais exigências legais.
Em posicionamento oficial, a Prefeitura de Salvador informou que não há pedido de alvará de funcionamento registrado nos últimos meses e esclareceu que a emissão do documento ocorre automaticamente por meio do portal de serviços municipais. A gestão municipal acrescentou ainda que o alvará de ampliação e reforma do estádio foi deferido em outubro, com o documento final retirado em 10 de dezembro de 2025.
A Prefeitura de Salvador informou que não há pedido de alvará de funcionamento em aberto para o Estádio de Pituaçu nos últimos meses. O posicionamento foi obtido nesta terça-feira (6) pelo Bahia Notícias junto à administração municipal, em meio às discussões sobre a utilização do equipamento esportivo no Campeonato Baiano.
De acordo com a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), não existe registro recente de solicitação de alvará de funcionamento para o estádio. O órgão esclareceu ainda que a emissão do documento ocorre de forma automática, por meio do portal de serviços da Prefeitura, não sendo necessária a abertura de processo administrativo, exceto em situações consideradas excepcionais.
Ainda segundo a gestão municipal, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) informou que o alvará referente à ampliação e reforma do imóvel foi deferido em outubro. Após a conclusão dos trâmites internos, o documento final foi retirado no dia 10 de dezembro de 2025.
O posicionamento da Prefeitura ocorre em meio às tratativas envolvendo a retomada do Estádio de Pituaçu como sede de partidas do Campeonato Baiano, após três anos fora do calendário da elite estadual. Até então, a ausência do alvará municipal vinha sendo apontada como fator determinante para a não liberação do estádio para jogos da competição.
LEIA TAMBÉM:
- Pituaçu retorna ao calendário do Baianão com dois jogos na 2ª rodada; confira
- Retorno de Pituaçu ao Campeonato Baiano ocorrerá com portões fechados por ausência de alvará municipal; entenda
- Falta de alvará municipal pode tirar jogos do Estádio de Pituaçu no Baianão; FBF prevê transferência para o interior
ENTENDA O CASO
O Estádio de Pituaçu havia sido confirmado no calendário do Campeonato Baiano após três anos sem sediar partidas da elite estadual, com seu retorno ocorrendo em meio a entraves administrativos. Apesar de um acordo firmado entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), que viabilizou a reabertura gradual do equipamento, a Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) informou que o estádio, neste momento, não está liberado para receber torcedores, em razão da pendência do alvará municipal.
Posteriormente, esta reportagem procurou a Federação Bahiana de Futebol (FBF), que reforçou que, sem a apresentação do alvará, os jogos de Galícia e Jacuipense — únicos clubes que solicitaram Pituaçu como mando de campo — não podem ser realizados no local, nem mesmo com portões fechados, com possibilidade de transferência das partidas para o interior. A exigência segue a Portaria nº 55/2023 do Ministério do Esporte.
Após três anos fora do calendário da elite do futebol baiano, o Estádio de Pituaçu está confirmado como palco de partidas do Campeonato Baiano de 2026. A retomada, no entanto, ocorre de forma parcial. Por enquanto, os jogos previstos no equipamento esportivo serão realizados sem a presença de torcedores, em razão da ausência do alvará de funcionamento emitido pela Prefeitura de Salvador.
A informação foi apurada pelo Bahia Notícias junto à Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), responsável pela administração do estádio. Segundo o órgão, apesar de avanços institucionais para a reabertura, a liberação municipal ainda não foi concedida, o que inviabiliza a entrada de público nas partidas.
O retorno de Pituaçu ao cenário esportivo foi viabilizado a partir de um acordo firmado entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). O entendimento, mediado pelo Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor), estabeleceu as bases para a reabertura gradual do estádio, inclusive para jogos com torcedores.
Do ponto de vista do acordo celebrado entre MP-BA e Setre, não há impedimentos para a liberação do público. No entanto, conforme apurado pela reportagem, a Sudesb segue aguardando o alvará da Prefeitura, documento indispensável para autorizar o funcionamento do estádio em eventos com presença de espectadores.
O Bahia Notícias entrou em contato com a Prefeitura de Salvador para obter esclarecimentos sobre a liberação do alvará, mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria.
Durante o Campeonato Baiano, Galícia e Jacuipense serão as únicas equipes a utilizar Pituaçu como mando de campo. Os dois clubes, inclusive, se enfrentam no estádio no dia 24, às 16h, pela terceira rodada da fase inicial, em partida com mando do Jacuipense.
Antes disso, Pituaçu receberá dois jogos válidos pela segunda rodada do Baianão. Na terça-feira (13), às 19h15, Jacuipense e Vitória se enfrentam no local. Já na quarta-feira (14), às 17h, o Galícia será o mandante no confronto diante da Juazeirense.
Caso o alvará municipal seja concedido, o estádio poderá receber até 18 mil torcedores, conforme estabelece a Lei Geral do Esporte.
O Estádio Roberto Santos (Pituaçu) voltará a receber partidas do Campeonato Baiano a partir da próxima semana. A informação foi confirmada pelo Bahia Notícias junto à Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), responsável pela administração do equipamento.
Os dois primeiros jogos previstos no local serão válidos pela segunda rodada da primeira fase do Baianão. Na terça-feira (13), às 19h15, Jacuipense e Vitória se enfrentam em Pituaçu. No dia seguinte, quarta-feira (14), às 17h, o Galícia será mandante diante da Juazeirense, também no estádio.
Ao longo da competição, Galícia e Jacuipense serão as únicas equipes a utilizar Pituaçu como mando de campo. As duas equipes, inclusive, se enfrentam no local no dia 24, às 16h, pela terceira rodada da fase inicial, em partida com mando do Jacuipense.
A retomada do uso do Estádio Roberto Santos ocorre após um acordo firmado entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), que viabilizou a reabertura gradual do estádio para jogos com presença de público. O entendimento foi mediado pelo Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor).
O acordo contou com a participação dos promotores de Justiça Saulo Mattos e Fernanda Pataro, do procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, e do secretário estadual do Esporte, Augusto Vasconcelos. Segundo o MP-BA, o termo busca resolver pendências estruturais e adequar o estádio às normas vigentes.
Com a liberação, Pituaçu terá capacidade máxima definida em até 18 mil torcedores, em conformidade com a Lei Geral do Esporte. Para a Setre, a reabertura representa um avanço para que o estádio volte a integrar o calendário esportivo do estado e receba novamente o público nas competições oficiais.
O Jacuipense apresentou no último domingo (21) a nova identidade visual do Centro de Treinamento do clube, localizado no WET, em Salvador. Segundo a diretoria, a reformulação tem como objetivo destacar a trajetória do Leão do Sisal e valorizar atletas formados ou projetados pela equipe ao longo dos últimos anos.
O projeto reúne referências a momentos relevantes da história recente do clube, como o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro e o vice-campeonato do Campeonato Baiano. Também há menções a jogadores que passaram pelo Jacuipense e alcançaram projeção no futebol nacional, entre eles Matheus Cabral, Guilherme Rend, Marcelo, Weverton e Newton.

Foto: Divulgação / Ascom Jacuipense
De acordo com o clube, a iniciativa busca fortalecer a identidade institucional e estabelecer uma ligação entre o passado recente e o trabalho desenvolvido atualmente no centro de treinamento.
Em campo, o Jacuipense segue a preparação para a temporada de 2026. A equipe tem estreia marcada no Campeonato Baiano contra o Porto Sport Club, no estádio Agnaldo Bento, no dia 10 de janeiro, às 18h30.
O técnico do Jacuipense, Rodrigo Ribeiro, analisou os desafios do calendário do futebol brasileiro para a temporada de 2026 e comentou o planejamento do clube para as competições do próximo ano. As declarações foram dadas durante o mesmo evento realizado na última terça-feira (18), no Rancho do Cupim, em Pituaçu, que reuniu dirigentes e representantes do clube.
Segundo o treinador, a redução de datas e o acúmulo de competições estaduais, regionais e nacionais impactam diretamente o planejamento das equipes, especialmente em um ano marcado pela realização da Copa do Mundo.
"Essa redução, infelizmente, é uma determinação do calendário nacional. A gente fica pressionado com o calendário estadual, ainda tem a Copa do Nordeste. Inclusive, isso foi o que gerou a necessidade da mudança do regulamento da Copa do Nordeste. O Bahia não disputa em 2026 por conta do calendário apertado. Por isso que se cria essa nova fórmula de quem disputa competição sul-americana, seja a Libertadores ou a própria Sul-Americana, não disputar mais a Copa do Nordeste. Então, é um problema do calendário nacional, que é imposto naturalmente pela CBF. E o ano de 2026 é pior ainda por conta da Copa do Mundo. Ficou tudo muito apertado", argumentou.
Rodrigo também detalhou situações específicas enfrentadas pelo Jacuipense logo no início da temporada, citando o curto intervalo entre viagens e jogos decisivos.
"O Flávio, da TVE, estava falando aqui há pouco sobre um problema já na primeira rodada. A gente vai jogar no sábado, às 18h30, em uma viagem extremamente longa. A gente só vai chegar aqui no domingo, talvez ao meio-dia ou no horário da tarde, e já joga na terça-feira contra o Vitória. Então, é um calendário muito apertado que, infelizmente, a gente não tem muito como escolher. Não tem o que fazer. A gente tem que jogar", explicou.

Foto: Cauã Maciel
Apesar do cenário, o treinador afirmou que o clube trabalha para minimizar os impactos físicos e mentais nos atletas.
"A gente vai dar a máxima condição para os atletas estarem tranquilos do ponto de vista físico e mental para que possam jogar as partidas da melhor maneira possível. A dificuldade é para a gente, mas é para todo mundo."
Rodrigo ainda destacou que os desafios logísticos atingem clubes de todo o estado, especialmente em razão da extensão territorial da Bahia.
"Todos os clubes vão passar por esse mesmo problema, ainda mais em um estado com uma dimensão territorial gigante, com clube jogando no Sul, como Porto Seguro, e depois jogando lá em cima, como a Juazeirense. A gente passa por essa dificuldade, mas o Jacuipense é o guerreiro do sertão, está acostumado com essa situação e vai se adaptar com certeza."
Apontado como o técnico mais jovem do Campeonato Baiano de 2026, Rodrigo comentou o momento da carreira e a trajetória construída dentro do clube, após passagens anteriores, como a campanha invicta com o Itabuna.
"Me sinto abençoado, é o que eu posso falar. Sou grato pela oportunidade. Muita gente está vendo o Rodrigo de agora, mas não viu o Rodrigo que chegou no Jacuipense há seis anos, que lutou, batalhou, esperou o momento, estudou, se dedicou e foi paciente. É isso que eu sempre coloco para os atletas", avaliou Rodrigo.
O treinador ressaltou a importância do aspecto humano na relação com o elenco e afirmou que a cobrança faz parte do processo profissional.
"Antes de eu pensar no atleta, eu penso no ser humano. Foi isso que eu vivi aqui no Jacuipense. Tive pessoas que me aguardaram, me esperaram e me deram condições. Primeiro eu penso na parte humana e depois cobro. Vou cobrar atleta de 16 anos ou mais velho do que eu. Eu cobro os diretores, imagine os atletas."
Por fim, Rodrigo explicou o perfil adotado pelo clube nas contratações para 2026, destacando o monitoramento contínuo e a busca por jogadores alinhados à cultura do Jacuipense.
"O Jacuipense, a partir do momento que inicia qualquer competição, já começa o processo de monitoramento. Nenhum jogador que veio é novidade. Todos fizeram boas competições em outros clubes. A gente busca atletas que respeitam o treino, a ética e entendem as nossas dificuldades. Aqui é uma família antes de qualquer coisa. A gente contrata guerreiros. Pode ter certeza que, dentro de campo, qualquer atleta vai dar não só a vida dele, mas também a dos companheiros", finalizou.
O Jacuipense disputará quatro competições em 2026 e segue ajustando o elenco e o planejamento diante de um calendário considerado um dos mais desafiadores dos últimos anos. Além do Baianão, o jacupa vai jogar a Copa do Nordeste, a segunda fase da Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro.
O Esporte Clube Jacuipense revelou, na tarde desta quinta-feira (18), a sua nova linha de uniformes para a temporada de 2026. O Leão do Sisal renovou sua identidade visual para as disputas do próximo ano, apostando em detalhes em dourado para substituir o tradicional branco nos modelos titular e reserva.
A nova coleção traz mudanças significativas no design, buscando um ar mais sofisticado para o clube de Riachão do Jacuípe.
O uniforme principal mantém a cor vermelha (rubro) predominante. A principal novidade é a substituição dos detalhes brancos por acabamentos em dourado nas mangas e na gola. O tecido apresenta uma textura de linhas verticais que percorre toda a peça.
O uniforme visitante é predominantemente branco, o modelo conta com detalhes rubros na gola e especificamente na manga direita. Um diferencial técnico é a textura opaca com o escudo do clube vazado ao longo do tecido.
Nos uniformes de goleiro, foram apresentadas duas opções: uma combinação de preto com dourado e outra em laranja, também com detalhes dourados.
Além das camisas de jogo, o clube lançou simultaneamente as linhas de treino, concentração, viagem e o vestuário da comissão técnica.

Fotos: Cauã Maciel
Os modelos foram oficialmente apresentados durante um evento realizado na última terça-feira, no Rancho do Cupim, em Pituaçu. A cerimônia contou com a cúpula da diretoria, representada pelo presidente Emanuel Carneiro e pelo vice-presidente Gegê Magalhães.
O lançamento também atraiu personalidades do cenário cultural baiano, como os cantores Lincoln Senna (Parangolé) e Guga Meyra.

Foto: Cauã Maciel
O torcedor do Jacuipense já tem data marcada para ver os novos uniformes em ação. A estreia oficial ocorrerá no dia 10 de janeiro de 2026, na abertura do Campeonato Baiano. O Leão do Sisal enfrentará o Porto Sport Club, às 18h30, em partida que marca o início da caminhada do clube na competição estadual.
O deputado estadual Roberto Carlos (PV) e presidente da Juazeirense, afirmou que 2026 deve marcar um novo momento para o clube do norte da Bahia, com investimentos em infraestrutura e mudanças estruturais. A projeção foi feita na manhã desta terça-feira (16), durante entrevista à rádio Antena 1 Salvador (100.1).
De acordo com o dirigente, o Cancão de Fogo segue passando por um processo de modernização institucional. "A gente espera que esse ano de 2026 seja o ano realmente que a Juazeirense vai fazer a diferença. Nós mudamos o escudo para procurar modernizar a equipe", afirmou.
Ele também destacou o avanço das obras do centro de treinamento do clube. "Nós estamos construindo nosso centro de treinamento, já está bem avançado. Essa semana a empresa vai colocar o gramado nos dois campos que nós estamos fazendo", completou.
Outro ponto abordado foi a situação do Estádio Adauto Moraes. Conforme apuração antecipada pela reportagem do Bahia Notícias, Roberto Carlos informou que o Governo do Estado destinou R$ 5,5 milhões para a reforma do equipamento, mas que a nova gestão municipal avalia uma alternativa diferente.
"Ele entende que o estádio já não comporta o tamanho da Juazeirense e o tamanho de Juazeiro. A ideia agora é construir uma arena”, explicou.
De acordo com o deputado, o projeto prevê a construção de uma arena por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), utilizando os recursos já anunciados pelo Estado. O investimento total deve girar em torno de R$ 25 milhões, com capacidade estimada para 15 mil torcedores.
"É o suficiente para que a Juazeirense possa ir até as oitavas de final da Copa do Brasil e não ter prejuízo como tivemos em 2022", disse, ao relembrar a partida contra o Palmeiras que precisou ser realizada fora de Juazeiro.
"Todo mundo queria assistir ao jogo, mas tivemos que levar para Londrina por causa da capacidade do estádio", acrescentou.
Na sequência da entrevista, Roberto Carlos ampliou a análise para o cenário nacional e defendeu o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) como alternativa para clubes de médio e pequeno porte. "Hoje, no Brasil, para sobreviver, tem que virar SAF", afirmou.
O presidente da Juazeirense citou a disparidade financeira como um dos principais fatores de desequilíbrio nas competições. "A Juazeirense disputou o Brasileiro com uma folha de R$ 350 mil por mês, enquanto clubes SAF que jogavam a mesma competição tinham folha de R$ 1,5 milhão. É impossível disputar em igualdade", declarou.
Roberto Carlos também comparou a realidade dos clubes baianos. "O maior exemplo está aqui em casa. O Bahia virou SAF e brigou lá em cima. O Vitória não virou SAF ainda e brigou para não cair", afirmou.
O Vitória abriu um novo movimento na expansão de seus núcleos de formação e confirmou uma parceria com o Barcelona de Ilhéus que deve entrar em vigor a partir de 2026. O anúncio foi feito pelo presidente rubro-negro, Fábio Mota, durante entrevista ao BN na Bola, na última terça-feira (9). A direção do clube ilheense também confirmou as tratativas.
Segundo Mota, o acordo prevê a implantação de um núcleo da escolinha do Vitória em Ilhéus, integrado ao modelo metodológico já aplicado pelo clube em outras regiões do país. A coordenação será liderada por Laelson Lopes, ex-técnico do Sub-20 e hoje responsável pela área de formação e expansão dos núcleos rubro-negros.
"Temos parceria com o Barcelona de Ilhéus. Assinamos contrato para montar lá a escolinha do Vitória. Laelson coordena esse trabalho, que já conta com núcleos em Maceió e está sendo ampliado para Recife e Tocantins", afirmou o presidente, confirmando oficialmente o acordo.
A reportagem apurou junto ao CEO do Barcelona de Ilhéus, Weliton Nascimento, que a parceria já é tratada como fechada internamente, restando apenas trâmites jurídicos antes da publicação oficial. O projeto envolve troca de conhecimento técnico, desenvolvimento metodológico e a criação de uma estrutura voltada à identificação de talentos no sul da Bahia.
Laelson Lopes assumiu a coordenação metodológica da Academia do Leão, instalada no Complexo Benedito Dourado da Luz, em agosto deste ano, após deixar o comando do Sub-20. Ele atua como responsável por toda a integração técnica dos núcleos ligados ao clube.
PARCERIA COM O ITABUNA
A parceria com o Barcelona sucede um acordo mantido entre Vitória e Itabuna entre 2024 e 2025. O projeto incluía empréstimos de jogadores da base e o comando técnico de Laelson durante a Série D, além da utilização do Estádio de Pituaçu como mando de campo. A gestão do Dragão ficou a cargo de Thiago Noronha.
O acordo foi encerrado após problemas financeiros enfrentados pelo Itabuna. Jogadores e membros da comissão técnica relataram atrasos salariais, inclusive no último mês de contrato.
Fábio Mota reforçou que o Vitória não possuía responsabilidade sobre os pagamentos. Segundo ele, os contratos eram firmados diretamente entre o Itabuna e atletas cedidos pelo Jacuipense, enquanto o Rubro-Negro se limitava a oferecer estrutura de treinamento e auxílio na busca por patrocinadores.
BAIANÃO 2026
Enquanto ajustam os últimos detalhes da parceria, Vitória e Barcelona de Ilhéus também finalizam a preparação para o Campeonato Baiano de 2026. O Leão estreia diante do Atlético de Alagoinhas no fim de semana de 10 e 11 de janeiro, com um elenco formado majoritariamente por atletas com baixa minutagem em 2025 e reforço de jogadores da base.
O Barcelona abre sua participação diante do Galícia. A Federação Bahiana de Futebol (FBF) ainda definirá locais e horários das partidas.
Diante das atuações de destaque de Thiago Couto — fundamentais para a permanência do Vitória na Série A — e do retorno de Gabriel Vasconcelos após empréstimo ao Sport, o clube vive um cenário de indefinições para a posição de goleiro em 2026. Em entrevista ao BN na Bola, podcast do Bahia Notícias, na última terça-feira (9) o presidente Fábio Mota detalhou a situação de Lucas Arcanjo, ex-titular da equipe e peça-chave nos últimos acessos do Rubro-Negro.
Arcanjo era o dono absoluto da meta até sofrer uma lesão no duelo contra o Corinthians, no segundo turno do Brasileirão. Segundo Mota, a diretoria já negociava sua transferência quando o problema físico interrompeu as conversas.
"Estava bem encaminhado até ele se lesionar. Temos que ter paciência com o Lucas, é um ídolo do clube. Subiu da Série C para a B, da B para a A, foi para a Sul-Americana. Mas está lesionado e ainda não temos uma previsão exata de retorno. Uns falam em fevereiro, outros em março, outros em abril. Não é só curar a lesão — precisa recuperar ritmo, condicionamento e tudo mais", afirmou o dirigente.
O presidente também explicou a situação atual do elenco na posição.
“Hoje, o Thiago Couto é do Sport. O único goleiro que temos na casa é o Yuri, porque o Fintelmann também se machucou e não volta tão cedo. O Gabriel é goleiro do Vitória, vai se apresentar no dia 3 de janeiro, e estamos tentando também contratar o Thiago Couto. Quando o Lucas se recuperar, a gente resolve o que fazer”, completou.
Thiago Couto veio ao Vitória justamente na troca que levou Gabriel Vasconcelos ao Sport. Com a lesão de Arcanjo, o goleiro rapidamente assumiu a titularidade e protagonizou partidas decisivas na reta final, como o empate com o Palmeiras, na 37ª rodada, e a vitória sobre o Mirassol, na rodada anterior.
O planejamento rubro-negro para 2026 inclui a manutenção de Gabriel Vasconcelos e o desejo de seguir com Thiago Couto, enquanto aguarda a recuperação completa de Arcanjo para definir seu futuro no clube.
O torcedor pode assistir à participação completa de Fábio Mota no BN na Bola no canal do Bahia Notícias no YouTube. Inscreva-se, deixe o like e ative o sininho para receber o alerta da live.
O Vitória já tem definido o planejamento para os jogadores que tiveram pouca minutagem na temporada 2025. Em entrevista ao BN na Bola, podcast esportivo do Bahia Notícias, o presidente Fábio Mota revelou que atletas como Kike Saverio, Ruben Rodrigues, Ruben Ismael, Jamerson e Claudinho integrarão o elenco que disputará o Campeonato Baiano 2026, ao lado de jogadores da base e de atletas que retornam de empréstimo.
Segundo o dirigente, o estadual será utilizado como vitrine e etapa de observação para este grupo.
"Inicialmente, eles estão nos planos para jogar o Campeonato Baiano. A ideia é colocar atletas de pouca minutagem, que não jogaram, para a gente observar. Também entram os meninos da base — Edenilson, Cauê, Breno, que fez uma excelente Série C pelo Londrina, e Pablo, que voltou do Guarani. Temos muitos jogadores retornando: Gabriel (Sport), Lepo (Goiás), Léo Naldi (Criciúma), Felipe Machado (Coritiba), Felipe Vieira (Chapecoense)", explicou Mota.
Claudinho, que chegou ao Vitória com alta expectativa, enfrentou problemas físicos, perdeu espaço e terminou a temporada com 31 jogos, três gols e uma assistência.
Jamerson, que vinha se firmando na lateral esquerda, rompeu o ligamento cruzado do joelho e acabou fora do ano. Antes da lesão, disputou 25 partidas, com um gol e uma assistência.
Os estrangeiros Ruben Ismael, Ruben Rodrigues e Kike Saverio, contratados na segunda janela, também tiveram pouco espaço.
- Ismael atuou em apenas uma partida, sendo prejudicado por lesões;
- Rodrigues entrou em campo quatro vezes, sempre no segundo tempo, e deixou de ser utilizado após a chegada de Jair Ventura;
- Kike participou de apenas dois jogos.
Todos chegaram na mesma leva que Aitor Cantalapiedra, hoje titular, e Renzo López, que também se firmou no elenco.
Fábio Mota detalhou como será a preparação do elenco no início da próxima temporada. A equipe mista — formada por atletas da base, pouco utilizados e retornos de empréstimo — se reapresenta no dia 26 de dezembro. Já o elenco principal volta no dia três de janeiro.
O dirigente também anunciou que Rodrigo Chagas, auxiliar técnico e ex-treinador do clube, comandará o time no Campeonato Baiano.
"Eles vão se apresentar no dia 26 de dezembro e o elenco principal no dia 3 de janeiro. Essa equipe mista será dirigida por Rodrigo Chagas. Ele será o treinador do Vitória no estadual, enquanto Jair Ventura fará a pré-temporada com o elenco principal. A exigência mínima é de dez dias. Os atletas chegam direto para a concentração, que vai até o dia 14, se preparando para o jogo do dia 28, nossa estreia na Série A", disse Mota.
O torcedor pode assistir à participação completa de Fábio Mota no BN na Bola no canal do Bahia Notícias no YouTube. Inscreva-se, deixe o like e ative o sininho para receber o alerta da live.
O possível retorno das torcidas visitantes aos Clássicos Ba-Vis foi o tema central do seminário “Violência não marca ponto no esporte: causas, consequências e soluções”, promovido pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) nesta sexta-feira (5), no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
A Promotora do MP-BA, Thelma Leal, fez um balanço da violência nos estádios em 2025 e classificou o ano como “razoável”, apesar de episódios isolados. Ela destacou o sucesso do seminário em trazer as torcidas organizadas para o diálogo.
“Olha, o evento está sendo maravilhoso, o que a gente pretendia, a gente alcançou, que é a participação de vários órgãos, inclusive das duas torcidas, que é muito importante a gente trazer as torcidas para o Ministério Público para tentarmos desmistificar o caráter de violência que é sempre atrelado à questão da torcida organizada. Então isso já foi dito aqui várias vezes que torcida organizada não é sinônimo de violência, então a gente trouxe para casa do Ministério Público onde eles estão maravilhosos e se comportando com todo o respeito para que a gente possa desmistificar”, afirmou Leal ao Bahia Notícias.
Sobre o balanço de violência, a Promotora demonstrou cautela:
“Em relação ao balanço da violência esse ano, eu diria que não foi dos piores anos. Evidentemente que a gente teve alguns assuntos, alguns episódios isolados, mas graças a Deus, nada é muito grave a ponto da gente tentar excluir, como já aconteceu em outros tempos, tentar suspender as torcidas. Então o balanço, foi um balanço bastante razoável, mas a gente precisa avançar, a gente precisa melhorar para que a gente possa trazer as torcidas”.
Questionada sobre o andamento das conversas para o retorno das duas torcidas nos clássicos, Thelma Leal explicou que o processo complexo de avaliação está sob a responsabilidade do COMPOR (Centro de Autocomposição e Construção de Consensos) do Ministério Público.
“Olha, esse processo hoje, ele está com o COMPOR, que é um órgão de composição do Ministério Público, porque são muitos órgãos envolvidos, muitos órgãos municipais e muitos órgãos estaduais envolvidos para a atenção dos requisitos que a gente precisa para poder voltar. Então, hoje está sendo feita essa conciliação grande, está caminhando a passos largos e eu acho que, com fé em Deus, a gente vai ter um resultado bem positivo em breve”, disse Leal.
A Promotora, no entanto, preferiu não fazer previsões sobre a possibilidade de a torcida visitante retornar já na temporada de 2026.
“Eu não queria antecipar esse resultado, não, tá bom? Ainda tá em avaliação”, finalizou.
A Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) publicou nesta terça-feira (2) o aviso de abertura da Concorrência Eletrônica nº 008/2025, que prevê a contratação de empresa especializada para a implantação do novo gramado do Estádio Governador Roberto Santos, em Pituaçu, em Salvador.
A sessão está marcada para o dia 19 de dezembro de 2025, às 10h (horário de Brasília). A licitação será realizada na forma eletrônica e seguirá as normas da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) em conjunto com a Sudesb.
O aviso foi assinado pelo pregoeiro e agente de contratação Osvan Rodrigo dos Santos Ramos, na última segunda-feira (1º).
O Atlético de Alagoinhas SAF abriu oficialmente a pré-temporada nesta sexta-feira (28), dando início ao planejamento para as competições de 2026. Parte do elenco e a comissão técnica se apresentaram no centro de treinamento em Cachoeira, onde foram realizados os primeiros trabalhos de integração e avaliação física.
Segundo o clube, a estrutura disponibilizada e o ambiente de concentração marcam o início de um novo ciclo. A comissão técnica apresentou aos jogadores o cronograma das próximas semanas, com foco em organização, disciplina e evolução do desempenho coletivo.
“O Carcará segue firme na construção de uma temporada competitiva, com trabalho intenso desde os primeiros dias”, afirmou o clube nas redes sociais.
CALENDÁRIO DO CARCARÁ EM 2026
Com as mudanças do calendário do futebol brasileiro para 2026, proposto pela CBF, o Atlético de Alagoinhas garantiu um calendário recheado. Além de competir no Baianão, o Carcará assegurou vaga na segunda fase da Copa do Brasil, na fase de grupos da Copa do Nordeste e na disputa da Série D do Campeonato Brasileiro.
Focado na preparação para a disputa da temporada de 2026, que já começa com o Campeonato Baiano em janeiro, o Jacuipense anunciou, nesta sexta-feira (28), por meio de suas redes sociais, a contratação do zagueiro João Pedro Talisca, revelado no Vitória.
JP Talisca começou a despontar no futebol em 2020, quando ainda era da categoria sub-17 do Vitória. Em seguida, teve uma rápida passagem pelo Jacuipense, porque ainda em 2020, foi para o sub-20 do Palmeiras, onde atingiu mais sucesso em sua carreira até o momento.
Contratado em novembro de 2020, Talisca se consolidou como um dos pilares da base do Alviverde Paulista. Na equipe, o defensor conquistou seis títulos: Copinha (2022 e 2023), Brasileirão Sub-20 (2022), Copa do Brasil Sub-20 (2022) e o Campeonato Paulista Sub-20 (2020 e 2023).
CALENDÁRIO DO LEÃO DO SISAL
Com as mudanças do calendário do futebol brasileiro para 2026, proposto pela CBF, o Jacuipense garantiu um calendário recheado. Além de competir no Baianão, o Leão do Sisal assegurou vaga na segunda fase da Copa do Brasil, na fase de grupos da Copa do Nordeste e na disputa da Série D do Campeonato Brasileiro.
O Esporte Clube Vitória teria iniciado sondagens para uma parceria com o Estádio de Pituaçu para mandar os seus confrontos durante a reforma do Estádio Manoel Barradas, que passará a se tornar Arena Barradão. A informação foi confirmada ao Bahia Notícias pelo diretor-geral da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), ao projeto Prisma, podcast de política, transmitido no canal do Bahia Notícias na última segunda-feira (24).
Vicente revelou que a parceria vai de encontro com um acordo firmado entre o clube e a autarquia, vinculada à Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esportes (Setre), após a Sudesb prestar serviços de fornecimento e instalação de gramado sintético com manta amortecedora drenante e insumos no valor de R$ 2.926.380,45 no CT do Rubro-Negro Baiano.
Em troca, o Leão doou uma área de 2 mil metros quadrados com objetivo de construir uma escola estadual. A ação se dá por meio de um convênio formalizado em 2009, no qual o clube terá que assumir a obrigação com o estado.
"Nós fizemos um acordo com a diretoria do Vitória, porque o Vitoria cedeu um espaço do seu terreno para a construção de uma escola no entorno. Na época, a contrapartida do estado era colocar grama sintética nos campos de treinamento, que foi a Sudesb que fez no entorno do estádio, e colocar o programa social Esporte por Toda Parte com 80 mil matriculados no estado. Já colocamos a grama. Semana passada a vistoria foi feita e a grama foi assentada e assim que as condições existirem o programa vai entrar", explicou Vicente.
O diretor contou que ficou sabendo da reforma por intermediários do Vitória, que já avisaram à Sudesb antes da conversa com o presidente Fábio Mota. Apesar do aviso ter sido feito por intermediários, ele explica que já conversou com o atual mandatário do Vitória e que inclui a utilização do equipamento esportivo a partir do próximo ano.
"Como o presidente Fábio Mota anunciou a reforma, ficamos sabendo, não por ele, mas por intermediários que nos procuraram, dizendo que talvez seja necessário usar Pituaçu. Estamos prontos para isso. No nosso planejamento para 2026 estamos incluindo essa possibilidade. Falei com Fábio diretamente. O anúncio foi público de uma reforma grande, então naturalmente seremos procurados para essa ação. Será um prazer, mais uma vez, fazer essa parceria com um dos grandes clubes da Bahia".
Durante a apresentação do projeto da Arena Barradão, em evento realizado na última segunda-feira (24), o presidente do Vitória, Fábio Mota, disse ao Bahia Notícias que a intenção do clube é não precisar sair do Barradão durante as obras. Ainda assim, caso a mudança seja necessária, já existem conversas com a administração da Arena Fonte Nova e do Estádio de Pituaçu.
"A ideia é a gente não precisar sair, mas a gente sabe que o Vitória vai chegar em finais de campeonato e vai ter que ter uma capacidade maior. Se isso acontecer, estamos conversando com a Arena Fonte Nova, que é um estádio do estado da Bahia, qualquer um joga, basta ter um contrato e assinar, jogamos lá no ano passado. Também conversamos com Pituaçu, aí vai depender da conveniência da competição que vamos jogar. Tem essas duas possibilidades", disse o presidente do Vitória.
O Vitória deve aprovar no conselho, em dezembro, a formalização e assinatura dos contratos da Arena Barradão. No primeiro semestre de 2026, começa a etapa de desenvolvimento dos projetos executivos e a corrida pelas licenças. Já a segunda metade do ano marca o início efetivo das obras.
A previsão é que a construção dure cerca de dois anos e meio, o que colocaria a entrega da nova arena no primeiro semestre de 2029.
ARENA BARRADÃO
Detalhadamente, a Arena Barradão passará a ter a capacidade geral de 40.597 torcedores (antes eram 30.793), além de sair de 20 para 116 camarotes. O número representa um aumento de sete mil assentos destinados ao torcedor do Leão.
O consórcio SD Arenas, formado pela SD Plan e o Grupo AR, estará à frente da condução do projeto e do investimento da Arena Barradão. O grupo responsável pela administração financeira e operacional do projeto se divide da seguinte forma: a SD Plan cuida da engenharia, infraestrutura e manutenção, enquanto o Grupo AR toma a frente da hospitalidade, eventos e gastronomia.
A SD Plan acumula mais de duas décadas de experiência em engenharia e gestão de empreendimentos, enquanto o Grupo AR tem histórico na administração de estádios, arenas e centros de eventos.
Com o investimento de R$ 405 milhões, a projeção é de que, ao final do contrato, o clube chegue ao valor de R$ 1,4 bilhão de patrimônio considerando a Arena Barradão. A previsão da SD Plan também é de que o investimento como um todo gere receitas de R$ 20 milhões anuais de receita líquida e sem risco.
O presidente da Juazeirense e deputado estadual Roberto Carlos (PV), anunciou na manhã deste domingo (23) uma série de novidades que marcam uma nova fase na história do clube. O dirigente revelou que a agremiação está passando por um processo de modernização estrutural e de identidade, incluindo a criação de um novo escudo oficial a partir de 2026.
Segundo Roberto Carlos, o trabalho de fortalecimento da Juazeirense já vem sendo realizado em diferentes frentes. Entre os avanços citados estão a loja oficial do clube, reformulada recentemente, e o novo Centro de Treinamento, que está em fase avançada de construção. A expectativa é que o equipamento leve a estrutura do time a um novo nível de competitividade.
A mudança do escudo, porém, é apresentada como um marco simbólico e estratégico. "O futebol moderno exige atualização, identidade clara e presença forte no mercado", destacou o presidente em publicação nas redes sociais. A reformulação, segundo ele, vai além da estética: trata-se de fortalecer a marca, abrir novas oportunidades comerciais e impulsionar a imagem da Juazeirense dentro e fora de campo.
Roberto Carlos também convidou a torcida a participar do processo. Os apaixonados pelo clube poderão enviar sugestões de design diretamente pelo Instagram do próprio dirigente ou pelas redes oficiais da Juazeirense.
Com foco na temporada de 2026, a diretoria afirma que cada passo dado agora representa um investimento em um futuro mais competitivo. "A Juazeirense merece estar entre os grandes", reforçou Roberto, ao destacar que o envolvimento da torcida será fundamental nessa nova etapa.
REFORMA DO ADAUTÃO
Outra novidade, esta apurada pela reportagem do Bahia Notícias, envolve o Adauto Moraes, estádio conhecido entre os baianos pela dificuldade imposta aos visitantes. O palco voltará a receber jogos do Baianão 2026, agora com um reforço fundamental: a revitalização completa do gramado, ponto mais criticado nos últimos anos.
A informação foi confirmada pelo zagueiro Victor Ramos, durante participação no podcast BN na Bola. O defensor revelou que as garantias de melhoria foram determinantes para aceitar defender o Cancão de Fogo em 2026.
“Eu tive uma conversa muito boa com o presidente. Falei sobre estrutura e pedi uma melhora no gramado. Ele me disse que já estava tudo certo, com verba liberada pelo governador para a reforma. Vão trocar o gramado, que é essencial. Nas vezes em que joguei lá era muito complicado — não tinha como sair jogando, só bola aérea. A conversa foi importante antes de fechar o contrato”, afirmou Victor.
Segundo ele, a expectativa é de que a obra esteja concluída até a estreia da competição, evitando que o clube precise atuar longe de Juazeiro.
O Jacuipense contará novamente com um dos nomes mais experientes em sua defesa nos últimos anos. O zagueiro Weverton está muito próximo de retornar ao clube para a disputa do Campeonato Baiano de 2026, conforme apuração do Bahia Notícias.
Atuando pelo Leão do Sisal desde 2020, o defensor, cria do Athletico Paranaense, soma 41 partidas com a camisa grená. Nesta temporada, ele esteve emprestado ao Avaí, onde disputou a Série B do Campeonato Brasileiro.
Weverton reforçará o setor defensivo ao lado dos zagueiros Railon e Matheus Cabral, que renovaram contrato para a próxima temporada.
A expectativa é de que o anúncio oficial seja feito pelo Jacuipense nas redes sociais ainda nesta semana.
O Jacupa já conhece seu adversário na estreia do Baianão 2026: o Porto Sport Club, pela primeira rodada. A Federação Bahiana de Futebol (FBF) ainda definirá data e horário da partida.
De olho no Campeonato Baiano de 2026, o Jacuipense oficializou, na última quinta-feira (20), a contratação do atacante Thiaguinho. Revelado pelo Juazeiro, o jogador de 32 anos possui ampla bagagem no futebol baiano, incluindo uma passagem pelo Vitória durante a Série C de 2022.
Na atual temporada, Thiaguinho disputou 27 partidas e marcou um gol. O atacante acumula passagens por clubes como Vila Real, Lagarto-SE, Iguatu e Atlético Piauiense em 2025. No estado, também vestiu as camisas de Bahia de Feira e Catuense.
Thiaguinho é o sexto reforço confirmado pelo Leão do Sisal para o Baianão 2026. Antes dele, chegaram os volantes Gabriel Pereira e David Santana, o lateral Geferson Teles, o meia Geovani e o goleiro Eric Santos.
O Jacupa já conhece seu adversário na estreia do estadual: o Porto Sport Club, pela primeira rodada. A Federação Bahiana de Futebol (FBF) ainda definirá a data e o horário da partida.
LEIA TAMBÉM:
O Jequié completa nesta quarta-feira (20) 56 anos de fundação. Criado em 20 de novembro de 1968, o clube se consolidou como um dos representantes tradicionais do interior no futebol baiano e acumula participações em diferentes fases do Campeonato Baiano ao longo de sua história.
A Associação Desportiva Jequié foi fundada em 1968. Nos primeiros anos, a equipe passou a disputar competições regionais e estaduais, construindo sua presença no cenário esportivo da Bahia e ampliando sua participação no Campeonato Baiano.
O principal resultado do clube ocorreu em 1972, quando o Jequié terminou o Campeonato Baiano na segunda colocação. A campanha marcou a melhor posição do time na elite estadual e permanece como referência histórica para o torcedor.
Nas décadas seguintes, o Jequié alternou presenças na Série A e na Série B do Baianão. Em alguns períodos, a equipe deixou de disputar a primeira divisão, retornando posteriormente por meio de campanhas de acesso.
O feito mais recente ocorreu em 2017, quando o Jequié conquistou a Série B do Campeonato Baiano, garantindo retorno à elite no ano seguinte.
Na temporada atual, o Jipão tem acordo firmado com o Fluminense de Feira para disputar a elite do Baianão. O primeiro desafio da equipe será contra o Bahia no fim de semana dos dias 10 e 11 de janeiro. Horário e local ainda não foram definidos.
Com a janela de transferências circulando no futebol baiano, o clube já anunciou 24 reforços.
Estádio mais temido entre os clubes baianos, o Adauto Moraes voltará a ser um dos palcos do Baianão 2026, com mando da Juazeirense, em Juazeiro. Muito contestado pelas condições estruturais — sobretudo pelo gramado — o estádio passará por uma revitalização do campo, ponto mais sensível das reclamações. A expectativa é de que a troca seja concluída até a estreia da competição. A informação foi confirmada ao Bahia Notícias pelo zagueiro Victor Ramos, durante participação no podcast BN na Bola.
Segundo o defensor, a garantia de melhorias foi determinante para seu acerto com o Cancão de Fogo. Ele revelou ter conversado com o deputado estadual e presidente da Juazeirense, Roberto Carlos (PV), que assegurou que o gramado terá condições adequadas para a próxima edição do Campeonato Baiano.
"Eu tive uma conversa muito boa com o presidente da Juazeirense. Falei sobre estrutura e pedi uma melhora no gramado. Ele me disse que já estava tudo certo, com verba liberada pelo governador [Jerônimo Rodrigues] para a reforma. Inicialmente vão trocar apenas o gramado, que é essencial. Nas vezes em que joguei lá era muito complicado — não tinha como sair jogando, só bola aérea. A conversa foi importante antes de fechar o contrato", disse Victor.
A fala do jogador confirma o anúncio feito ainda em julho, quando o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o prefeito Andrei Gonçalves (MDB) e o deputado Roberto Carlos comunicaram que o Adauto Moraes seria reformado após a classificação da Juazeirense para a segunda fase da Série D.
A obra será financiada por meio de convênio entre a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e a Prefeitura de Juazeiro. A informação, antecipada pela reportagem do Bahia Notícias, apontou que havia uma previsão de investimento inicial, estimado era de R$ 3,5 milhões, contemplando melhorias no gramado, arquibancadas, vestiários e iluminação. Após o anúncio oficial, o valor subiu para R$ 5 milhões.
"O projeto foi finalizado junto à Sudesb e ao diretor Vicente Neto. Estamos em tratativas com o governador e já temos a sinalização do investimento", afirmou Roberto Carlos na época.
A reportagem apurou que a previsão inicial era que as obras estruturais fossem entregues até janeiro de 2026. Entretanto, com a decisão de priorizar apenas o gramado antes do estadual, as intervenções mais amplas serão realizadas após o Baianão. Assim, a Juazeirense poderá mandar seus jogos em outra praça esportiva da região após o fim da competição.
O BN apurou que o prazo estimado para as reformas completas é de três a quatro meses. Atualmente, o Adauto Moraes tem capacidade para 8 mil torcedores e figura como um dos locais mais criticados por torcida, imprensa e profissionais do futebol.
LEIA TAMBÉM:
FÁBIO MOTA X ROBERTO CARLOS
Ainda nesta temporada, o estádio foi centro de polêmica após o Vitória derrotar a Juazeirense por 4 a 1 e perder os zagueiros Caio Vinícius e Edu, que se lesionaram ao pisar em buracos falsos no gramado. O presidente do Leão, Fábio Mota, publicou vídeo no X denunciando as condições do campo. Assista:
Estádio Adauto Moraes - Juazeiro (BA) pic.twitter.com/1L6Dw0Bwj1
— Fábio Mota (@FabioRiosMota) January 16, 2025
Na véspera da partida, Mota havia sido acusado de 'preconceito' e 'discriminação' pelo presidente Roberto Carlos, depois de críticas públicas às condições da praça esportiva. Após o jogo, o técnico Thiago Carpini classificou o gramado como 'inadmissível'.
Vale destacar que o Adauto Moraes não é administrado pela Juazeirense, mas sim pela Prefeitura de Juazeiro.
OUTRAS POLÊMICAS
A situação precária do estádio não é recente. Em 2022, o Ministério Público Federal vetou o Adauto Moraes para o duelo entre Juazeirense e Palmeiras, pela terceira fase da Copa do Brasil, por não atender à capacidade mínima de 10 mil torcedores — à época, comportava apenas 5.014 pessoas. A partida foi transferida para o Estádio do Café, em Londrina.
A última reforma significativa ocorreu entre 2015 e 2016, quando, por meio de parceria entre Sudesb, prefeitura e clube, foram feitas melhorias no campo, iluminação, segurança, cabines de imprensa e espaços internos.
Em 2019, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre prefeitura e Ministério Público da Bahia determinou a correção de irregularidades apontadas por laudos técnicos. As intervenções deveriam ter sido concluídas até maio de 2020, mas diversos problemas permanecem pendentes até hoje.
Victor Ramos relembra fase de 'glamour', relacionamentos famosos e impacto do extracampo na carreira
Conhecido no início da carreira pela segurança dentro de campo e pelo estilo "garanhão" fora dele, Victor Ramos voltou a revisitar um capítulo marcante de sua trajetória durante entrevista ao BN na Bola. Entre os bastidores do futebol, mudanças de países, relacionamento com celebridades e a pressão do alto nível, o zagueiro abriu o jogo sobre a fase em que seu nome estampava páginas esportivas e de entretenimento — muitas vezes ao mesmo tempo.
Um dos episódios mais lembrados é o namoro com a ex-panicat Nicole Bahls, que colocou o então jovem defensor do Vitória no centro dos holofotes nacionais. À época, Victor despontava como uma das promessas defensivas do país e vivia um momento de grande evidência, dentro e fora dos gramados. Mas, segundo ele, a exposição trouxe aprendizados e também obstáculos.
"A gente tem que estar preparado pra tudo. No Vasco isso me atrapalhou um pouco porque eu era muito jovem e a mudança foi brutal. Comecei no Vitória, fui pra Bélgica e voltar para o Brasil, logo para o Rio de Janeiro, é pesado. Tinha todo aquele glamour do Rio, jogando em time grande. Foi complicado. Conheci pessoas, tinha extracampo. Eu me machucava muito e não consegui mostrar o meu valor", relembrou.
Apesar da fase agitada, Victor afirma que nunca deixou de cumprir seu papel profissional. "Tive alguns relacionamentos com mulheres famosas. Na época eu era solteiro, queria viver a vida. Tinha oportunidades e me relacionei. Mas nunca deixei de honrar meu compromisso com os clubes. Sempre soube separar", frisou.
O zagueiro conta que frequentava lugares mais reservados, mas nem sempre era possível fugir dos flashes. A faceta midiática, segundo ele, ficou no passado. Com maturidade, diz ter mudado o ritmo — e as prioridades.
"Eu sou homem, gosto de mulher. Estava solteiro e faz parte. Saía, ia para um lugar mais reservado, mas infelizmente um ou outro tirava foto. Faz parte da vida. Hoje sou outra pessoa", contou. Não me arrependo do que fiz, mas sou muito mais centrado. Odeio exposição hoje em dia, pra mim o menos é mais. Hoje estou com outra pessoa, uma pessoa bacana, e estou muito feliz. Então não tem por que se expor", concluiu.
O fã de esporte pode assistir a melhor resenha do futebol baiano no canal do Bahia Notícias no YouTube. Se inscreva no canal, compartilhe com os amigos e ative as notificações!
Convidado do episódio #82 no podcast BN na Bola, do Bahia Notícias, o zagueiro Victor Ramos voltou no tempo para relembrar o início da carreira no Vitória, clube onde foi revelado em 2008 e se firmou como titular em 2009. O hoje defensor da Juazeirense contou bastidores, memórias e reafirmou a forte ligação com o Rubro-Negro baiano. Logo de início, Victor não escondeu o carinho pelo clube que o projetou, revelando inclusive, uma proposta do Bahia na ocasião.
"O Vitória é minha casa. Quando entro no Vitória bate um frio muito grande. Tive proposta do Bahia com o dobro do salário na época, e não aceitei. É um clube ao qual sou muito grato", contou o defensor
O zagueiro também lembrou a época em que subiu ao profissional ao lado de Anderson Martins e Wallace — geração marcada e memorizada pela torcida.
"Quando subi, eu era o mais novo. Era eu, Anderson Martins e Wallace. Coincidentemente fui o primeiro a ir embora, o primeiro a ser vendido. Sou rubro-negro de coração, todos sabem disso", relembrou.
Capitão na melhor campanha do Vitória nos pontos corridos, Victor destacou o orgulho pela trajetória construída no clube e fez questão de citar um dado que considera importante: não ter sido rebaixado por nenhum clube.
"É uma história muito bonita. Subi com o Vitória também. Graças a Deus não tenho rebaixamento na minha carreira. Nunca rebaixei nenhum clube e nem o Vitória. Isso é muito importante pro atleta", frisou.
Apesar da fama de jogador competitivo e 'pavio curto', como ele mesmo define, o defensor destacou que no Leão viveu os anos mais marcantes da sua trajetória. "Minha carreira no Vitória foi brilhante. Claro que tem algumas coisas, mas sempre dei o meu melhor. No Vitória, graças a Deus, meu sonho foi realizado e sou muito grato."
Victor Ramos ainda revelou um bastidor pouco conhecido: recebeu um convite do presidente Fábio Mota para treinar no clube no ano passado, em 2024, mas recusou para evitar interpretações equivocadas.
"Conversei com Fábio Mota, ele me convidou pra treinar no Vitória, mas não aceitei. Torço muito, mas não queria que achassem que eu estava forçando a barra pra voltar", concluiu.
O fã de esporte pode assistir a melhor resenha do futebol baiano no canal do Bahia Notícias no YouTube. Se inscreva no canal, compartilhe com os amigos e ative as notificações!
"A Juazeirense vem forte." Foi assim que o zagueiro Victor Ramos abriu sua entrevista ao BN na Bola, ao comentar o retorno ao futebol baiano e o acerto com o Cancão de Fogo, clube que defenderá na temporada 2026, durante a disputa do Campeonato Baiano. O bate-papo foi ao ar na última terça-feira (18), no canal do YouTube do Bahia Notícias.
O defensor de 36 anos revelou que as conversas para o acerto não são novidade. Segundo ele, a negociação só foi concluída agora após anos de tentativa.
"A contratação se arrastou um pouco. É um namoro antigo. Já é a terceira vez que converso com eles, mas não tínhamos chegado a um denominador comum. Da última vez, eu fui pra Chapecoense e não deu certo. Agora tivemos um final feliz e fechamos para o Baianão e a Copa do Nordeste. Talvez até a Copa do Brasil, se o Vitória não cair", afirmou.
Victor Ramos contou que decidiu tirar um período para cuidar do corpo e da mente antes de assumir o novo desafio. Segundo ele, essas pausas sempre fizeram parte da carreira.
“Estou feliz depois de um ano parado por opção. Cansaço mental e físico também. Sempre dei pausas de um ano, seis meses, oito meses para dar uma revigorada. A gente precisa, ainda mais eu, que comecei no Vitória aos doze anos. É cansativo: viagens, concentração… Chega uma hora que o jogador fica saturado. Mas estou motivado e espero dar muitas alegrias ao torcedor do Cancão.”
Conhecido como “Xerife”, Victor Ramos foi o sétimo dos nove reforços já anunciados pela Juazeirense para o Campeonato Baiano de 2026, que tem início previsto para 10 de janeiro. A estreia será contra o Bahia de Feira, em data e horário ainda a serem definidos pela Federação Bahiana de Futebol (FBF).
O fã de esporte pode assistir a melhor resenha do futebol baiano no canal do Bahia Notícias no YouTube. Se inscreva no canal, compartilhe com os amigos e ative as notificações!
Destaques do Galícia em 2025, Palacios e Brendon fecham com o Bahia de Feira para disputa do Baianão
De olho na disputa do Campeonato Baiano de 2026, o Bahia de Feira está por vias de anunciar dois reforços que se destacaram pelo Galícia na última temporada. O atacante colombiano Juan Palacios, de 27 anos, e o experiente meia Brendon, de 33, já trabalham com o elenco e devem ser peças importantes no Tremendão. As informações foram confirmadas por fontes ligadas ao Bahia Notícias.
A dupla foi protagonista na campanha do Galícia em 2025, quando o clube conquistou o acesso à Série A do Baianão e terminou como vice-campeão da Segundona, justamente perdendo a final para o Tremendão.
Palacios chega como o nome mais badalado. Em fase artilheira, o colombiano marcou sete gols em 12 partidas pelo Galícia na temporada passada, tornando-se goleador do time em 2025. Este ano, também vestiu a camisa do Patriotas-PR, e no futebol baiano carregou o status de artilheiro da Série B do Baianão 2025. Ele também atuou pelo rebaixado Colo-Colo, na elite estadual, disputando seis jogos e marcando um gol.
Brendon também foi um dos destaques do Granadeiro. Revelado na base do Bahia, o meia acumula múltiplas passagens pelo futebol baiano e três delas pelo próprio Galícia. Na última temporada, atuou em 11 partidas, marcou três gols e vestiu a braçadeira de capitão. Em 2023, defendeu também o Juazeiro.
Os dois atletas já treinam com o elenco, que trabalha na pré-temporada, e incluvise, foram vistos ao lado dos jogadores em imagem publicada nas redes sociais do clube. O Tremendão já confirmou também as renovações dos atacantes Lucas Santos, Ronan e Arthur Martins para 2026.

Foto: Reprodução / Instagram / @bahiadefeira
Com a tabela do Campeonato Baiano definida, o Bahia de Feira estreia fora de casa contra a Juazeirense, a partir do dia 10 de janeiro, com datas, horários e mandos a serem oficializados pela Federação Bahiana de Futebol (FBF).
Um velho conhecido da torcida do Vitória está de volta ao futebol baiano. A Juazeirense anunciou, no último domingo (16), a contratação do zagueiro Victor Ramos, de 36 anos, para a disputa da próxima temporada.
Revelado em 2008, Victor Ramos é cria da Toca e possui forte identificação com a torcida rubro-negra. O defensor ganhou destaque no profissional em 2009, quando disputou 28 partidas antes de ser negociado com o Standard Liège, da Bélgica. Em 2011, retornou ao Brasil para defender o Vasco, mas fez apenas sete jogos antes de ser emprestado novamente ao Vitória, onde atuou entre 2012 e 2013, totalizando 98 partidas pelo clube.
Depois, passou pelo Monterrey, do México, e pelo Palmeiras, neste último sendo campeão da Copa do Brasil, em 2015, até voltar ao Vitória em duas oportunidades: 2016 e 2019, quando encerrou seu ciclo com o Leão.
Victor Ramos também acumula passagens por clubes como a Chapecoense e, nesta temporada, defendeu o Rio Branco-PR.
O zagueiro é o sétimo reforço anunciado pela Juazeirense para o Campeonato Baiano de 2026, que tem início previsto para 10 de janeiro. O Cancão estreia contra o Bahia de Feira, ainda sem data e horário definidos pela Federação Bahiana de Futebol (FBF).
Após oito anos longe da elite, o Galícia vive um período decisivo nos bastidores antes de retornar ao Campeonato Baiano em 2026. O clube, que atravessou a última temporada alternando mandos entre diferentes municípios, agora busca estabilidade — e um endereço fixo — para iniciar sua campanha no estadual, que começa mais cedo no próximo ano.
A estreia da competição está marcada para o dia 10 de janeiro, e o primeiro adversário será o Barcelona de Ilhéus. Já o primeiro jogo como mandante deve ocorrer nos dias 14 ou 15 de janeiro, diante da Juazeirense. Veja o calendário abaixo:
A diretoria trabalha com três caminhos, mas cada um carrega seus próprios entraves e possibilidades. O plano preferencial do Granadeiro é jogar em Pituaçu. O Bahia Notícias apurou que clube já solicitou o mando e obteve autorização da Sudesb (Superintendência de Desportos do Estado da Bahia), responsável pelo equipamento. Porém, o Estádio vive uma situação sensível: desde fevereiro, segue sob um Termo de Ajustamento de Conduta firmado após recomendação do Ministério Público da Bahia. Até que as adequações estruturais de segurança sejam executadas, partidas só podem ocorrer sem público.
A Sudesb iniciou o processo para atender às exigências, mas a primeira licitação foi frustrada. Agora, a autarquia, vinculada à Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) avalia uma contratação direta, sem data definida para conclusão. Enquanto isso, o Galícia observa o avanço lento e mantém o plano, mas sem a convicção necessária para depender exclusivamente dele.
LEIA TAMBÉM:

Foto: Divulgação/Neoenergia
Com a indefinição em Salvador, o Estádio Municipal de Simões Filho emerge como opção real e, segundo fontes internas do próprio clube, já tratado nos bastidores como um “Plano A alternativo”. Requalificado em 2022 e com histórico recente de uso em competições de base — incluindo o Baianão Sub-20 —, o equipamento agrada pela estrutura e pela possibilidade de receber torcedores desde o início da campanha, algo visto como determinante no retorno do Galícia à elite.
O clube já esteve reunido com o secretário de Esportes, Igor Mateus, que garantiu que todos os laudos necessários estão emitidos. Porém, na outra ponta, a FBF informou ao Bahia Notícias que nenhum documento foi apresentado oficialmente até o momento. A confirmação desses laudos será decisiva para a escolha final.
Como terceira via, o Galícia mantém a Arena Cajueiro no radar. O estádio do Bahia de Feira, já utilizado pelo clube na Série B, oferece estrutura considerada adequada para o Demolidor, mas esbarra na distância e no impacto logístico para jogadores e torcedores. Ainda assim, permanece como alternativa caso as demais não avancem.

Foto: Prefeitura de Simões Filho

Foto: Ascom/Bahia de Feira
Com o calendário apertado e a necessidade de planejamento operacional — desde logística de elenco até operação de jogo, segurança e bilheteria —, o Galícia corre contra o tempo para anunciar seu mando. O Demolidor de Campeões aborda o tema da definição do estádio como um dos pilares da campanha de 2026. E, por isso, segue tentando dar um passo cada vez mais estratégico.
Enquanto segue se planejando, dentro do campo, o Galícia já anunciou 12 contratações. Se destacam entre elas os retornos dos zagueiros Vitor Salvador e Luiz Bahia, do lateral-direito Kekeu e do volante Antony Popó. Chegaram também o goleiro Henrique Ferreira, o zagueiro Jaques, o lateral Lucas Araújo, os meias Rogerinho, Gabriel Vieira, Rafael Mineiro e Mayron, e o atacante Adilson Bahia.
A Federação Bahiana de Futebol (FBF) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançaram na última quarta-feira (29) o projeto “Palcos do Futebol”, iniciativa voltada à manutenção e qualificação dos estádios baianos. O programa busca garantir melhores condições estruturais e operacionais nas praças esportivas utilizadas no Campeonato Baiano Série A.
Nesta primeira fase, dez clubes e dez estádios serão contemplados. As ações incluem melhorias em gramados, iluminação e outros setores de infraestrutura, além da capacitação dos profissionais responsáveis pela conservação dos locais. O projeto envolve vistorias técnicas, diagnósticos, consultoria e treinamentos.
O lançamento ocorreu no Estádio Eliel Martins, a Arena Valfredão, em Riachão do Jacuípe. Nas próximas semanas, o programa será estendido a outras cidades do estado.
O presidente da FBF, Ricardo Lima, destacou que a iniciativa busca fortalecer o futebol baiano. Segundo ele, o projeto deve contribuir para melhores condições de jogo, segurança dos atletas e experiências mais qualificadas para o público.
"O Palcos do Futebol veio para desenvolver ainda mais o futebol brasileiro. Uma iniciativa que valoriza os estádios, melhora os gramados e, por consequência, as condições de jogo, dando segurança aos atletas e promovendo espetáculos para o público", disse o presidente da FBF.
Novo calendário da CBF para 2026 pode fazer “sol brilhar mais forte” no futebol do interior da Bahia
No último dia 1º de outubro, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) anunciou o novo calendário para a temporada de 2026 do futebol brasileiro. Havia uma grande expectativa para mudanças e melhorias, dentre a diminuição e melhor distribuição de datas para os times da elite e um aumento de datas para clubes emergentes e submergentes do futebol nacional, as inovações deram uma nova realidade para as equipes do Campeonato Baiano.
Os campeonatos regionais, como a Copa Verde, Copa do Nordeste, passaram por mudanças, além da adição na nova Copa Sul-Sudeste. Equipes que se classificarem para competições da Conmebol (Libertadores e Sul-Americana) não participarão dos torneios regionais, o que já pode mudar o roteiro do Bahia, que está brigando por vaga nas copas internacionais.
Observando por outro prisma, essas mudanças também interferem no cenário de Atlético de Alagoinhas, Jacuipense, Juazeirense e Porto Sport Clube, que automaticamente conquistaram vagas em mais torneios e asseguraram um calendário recheado no próximo ano.
CAMPEONATO BAIANO 2026
No evento realizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a CBF anunciou que o Brasileirão começará no dia 28 de janeiro e terminará no dia 2 de dezembro. Assim, o torneio terá início antes do fim dos estaduais, o que significa que o Campeonato Baiano 2026 será disputado de 11 de janeiro a 8 de março, com limite de 11 datas.
O Baianão 2026 vai ter a presença de Bahia, Bahia de Feira, Barcelona de Ilhéus, Galícia, Jequié, Vitória, Atlético de Alagoinhas, Jacuipense, Juazeirense e Porto Sport Club. Esses últimos quatro times citados em questão devem contar com um aumento significativo no calendário.
Além de disputar a elite do futebol baiano, Atlético de Alagoinhas e Jacuipense estão com vagas garantidas para a segunda fase da Copa do Brasil, enquanto o Porto entra na primeira fase. Caso o Vitória confirme a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro, começará a Copa do Brasil na quinta fase, o que garante a Juazeirense na primeira fase da copa nacional.
Na Copa do Nordeste, Atlético de Alagoinhas e Jacuipense garantiram vaga direta para o torneio. Até o momento, o Vitória também vai ser um dos três times baianos na competição, mas caso conquiste vaga para a Copa Sul-Americana, não poderá disputar a Copa do Nordeste, que é o mesmo caso do Bahia. Caso este cenário se confirme, a terceira vaga deve ficar com a Juazeirense por via do ranking estadual.
Com as mudanças divulgadas pela CBF, o futebol baiano também terá quatro times na Série D do Campeonato Brasileiro em 2026. Atlético de Alagoinhas, Jacuipense, Juazeirense e Porto Sport Club vão disputar a quarta divisão do futebol brasileiro na próxima temporada, melhoria que garante um maior calendário e mantém o nível de competitividade para os times emergentes.
Miguel Gomes, gerente de futebol do Jacuipense, celebrou a conquista das vagas para a disputa da Série D, Copa do Nordeste e Copa do Brasil de 2026 após a campanha do Baiano de 2025.
“Então, nesse ano de 2025 nós fizemos uma boa campanha no Campeonato Baiano. Graças a Deus, conseguimos conquistar todas as vagas possíveis para o do ano de 2026, né? Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série D. Então temos um calendário cheio. A gente já vem se planejando nesta temporada, e em 2026, é entrar forte para disputar o Campeonato Baiano e as demais competições”, declarou Miguel Gomes.
No Baianão de 2025, o Leão do Sisal ficou em segundo na primeira fase e avançou para as semifinais. O bom desempenho já colocava a equipe como um dos representantes baianos na Série D e na Copa do Brasil.
Diferentemente de como foi em 2024, quando jogou a fase pré da Copa do Nordeste, o Jacuipense já está garantido na fase de grupos do torneio em 2026.
O aumento de compromissos no calendário é um ponto positivo, mas também há o outro lado da moeda. Uma questão destacada por Miguel Gomes foi sobre a necessidade de ter um elenco robusto para aguentar um número maior de competições, algo que a comissão do Jacupa está trabalhando.
“Graças a Deus a gente manteve uma boa parte do plantel. Tínhamos pelo menos 16 atletas com contrato com o clube que retornam, são atletas que já estavam nesse ano de 2025. Vamos contratar aproximadamente mais uns 10 jogadores para fazer um plantel forte e robusto para aguentar todas as competições”, afirmou.
O principal objetivo do Jacuipense no momento é manter um número maior de datas no calendário, o que pede a constância de campanhas no Campeonato Baiano e bom desempenho na Série D, que Miguel Gomes definiu como foco do clube.
“Temos que fazer um bom Campeonato Baiano em 2026 para garantir calendário para 2027 também. A Copa do Brasil é um torneio difícil, queremos fazer uma boa série D para subir para série C, é um objetivo do clube. Vamos trabalhar em cima disso”, disse o gestor de futebol do Jacuipense.
Nesta conferência há um estreante que pulou lugares na fila e já alcança patamares maiores no futebol baiano. O Porto Sport Club, fundado em fevereiro de 2024, jogou o Baianão 2025 e terminou com a quinta posição.
A rápida ascensão e boa campanha no Baiano premiou o clube com a vaga na primeira fase da Copa do Brasil e na disputa da Série D do Campeonato Brasileiro de 2026. André Negão, presidente do Porto, enfatizou o trabalho que o clube vem fazendo desde sua fundação para chegar na elite do futebol estadual, e posteriormente, alcançar competições nacionais, objetivo que já foi conquistado em dois anos.
“O Porto Sport Club tem uma administração séria que vem trabalhando desde a sua criação para que pudéssemos ascender à série A do Baiano e chegar em um campeonato nacional. Todo bom trabalho tem suas recompensas e a nossa está sendo a Série D e a Copa do Brasil”, afirmou.
A partir de 2026, a Série D passará de 64 para 96 times, o que representa um aumento de 26% no total de clubes com participação em divisões nacionais. Além disso, a criação de novos torneios regionais e a ampliação da Copa do Brasil elevarão em 82 o número de vagas em competições organizadas pela entidade.
"Essas mudanças têm dois motivos e objetivos principais: reduzir carga de jogos da elite do futebol, que hoje enfrentam maratonas exaustivas ao longo do ano. E segundo, ampliar as oportunidades de competições nacionais para equipes que, há muito tempo, passam meses inativas. É uma questão de justiça esportiva, desenvolvimento sustentável e equilíbrio", contextualizou o presidente da CBF, Samir Xaud, após a entrega do novo calendário do futebol brasileiro.
A reestruturação proposta pela CBF marca uma tentativa de equilibrar o calendário do futebol brasileiro e ampliar o alcance das competições nacionais. A entidade aposta que o novo formato, com mais vagas em torneios regionais e redução da sobrecarga de jogos, tornará o sistema mais competitivo e sustentável.
Mesmo com os ajustes previstos para os anos de Copa do Mundo masculina e feminina, a CBF avalia que os resultados práticos da reformulação devem ser sentidos a partir de 2028. A expectativa é que o calendário mais racional e a distribuição ampliada de vagas fortaleçam o futebol em todo o país, com maior equilíbrio entre clubes de diferentes regiões.
O baiano Péricles Chamusca entrou para a história do futebol árabe na última quinta-feira (18). O treinador atingiu a marca de 83 vitórias na Liga Saudita após comandar o Al Taawoun na goleada por 4 a 1 sobre o Al Ettifaq, tornando-se o técnico com mais triunfos na competição.
À frente do Al Taawoun desde 2023, Chamusca soma 36 vitórias pelo clube. A conquista coroa uma trajetória de sucesso no Oriente Médio, onde também passou por Al Hilal, Al Faisaly, Al Shabab e Neom SC. Na Arábia Saudita, conquistou a Copa do Rei em 2021 com o Al Faisaly e levou o Neom SC ao título da segunda divisão no ano passado.
Natural de Salvador, Chamusca começou no futebol como meio-campista nas divisões de base do Bahia, mas não chegou a se profissionalizar. Seu primeiro trabalho fora das quatro linhas foi como auxiliar de preparação física no próprio Esquadrão, em 1989, integrando a comissão técnica de Evaristo de Macedo.
Como treinador, iniciou a carreira nas categorias de base do Vitória em 1994 e chegou a comandar o time principal em duas passagens curtas: em 1995, com três vitórias em 14 jogos, e em 2001, quando esteve à frente em duas partidas. No Brasil, também dirigiu clubes de tradição, como Botafogo, Coritiba, Sport, Santa Cruz, Avaí e Portuguesa.
Ídolo do Atlético de Alagoinhas e maior artilheiro da história do clube, com 64 gols em 114 partidas, o atacante Robert vive um momento que jamais pensou enfrentar. Aos 40 anos, o ex-jogador encara um drama pessoal e de saúde desde que fraturou a perna em setembro de 2023.
"Quebrei minha perna em 2023. Fiz cirurgia em janeiro de 2024, coloquei uma placa e oito parafusos. Mais dois quebraram em apenas cinco meses de tratamento. Depois de 11 meses, tive que refazer a cirurgia porque meu tornozelo calcificou fora do lugar", contou ao Bahia Notícias.
Sem emprego e sem renda desde o acidente, Robert se apoia em uma rede de familiares, amigos e profissionais da saúde que o impede de desistir.
"Quem me apoia hoje são minha mãe Arlene, meu pai Célio, minha irmã Jéssica, minha esposa Adriana, além dos fisioterapeutas e da clínica CIS, que estão me dando suporte. Se não fosse por eles, eu estaria numa situação muito pior", contou.

Robert Mendes é considerado um dos maiores ídolos da história do Carcará | Foto: Divulgação/Atlético de Alagoinhas
Nos últimos 30 dias, uma nova figura surgiu em sua caminhada para a retomada da saúde: o médico Ivo Kitaoka. "Gostaria primeiramente de agradecer a Deus. Ele coloca pessoas generosas e capacitadas na nossa vida. O Dr. Ivo Kitaoka é uma dessas pessoas. Mesmo sem eu poder custear o tratamento no momento, ele começou a cuidar de mim. Fiz até uma rifa para tentar pagar uma parte, mas ele nunca me falou o preço. Só tenho gratidão por sua empatia e apoio", afirmou o ex-atacante.
Segundo Robert, o especialista apresentou três opções para o tornozelo lesionado: uma cirurgia para fixar os ossos e perder a mobilidade do pé; uma cirurgia com prótese; ou um tratamento menos invasivo, com injeções de ácido hialurônico, ozônio e células-tronco.

Robert realizando um dos seus tratamentos | Foto: Acervo Pessoal
"Por ainda ser novo, ele me sugeriu a terceira opção. E já iniciou o tratamento, mesmo sabendo que não tenho condições de pagar. Isso me dá esperança de voltar a andar sem dor."
Enquanto encontra solidariedade em pessoas comuns, Robert não esconde a mágoa com o esquecimento de dirigentes e autoridades, principalmente com o clube no qual é ídolo.
"Sobre o Atlético de Alagoinhas, um clube onde me identifiquei desde minha chegada à cidade, até hoje nunca me procuraram para me dar suporte. Fico triste, porque representei a cidade sendo o maior artilheiro da história, vice-campeão em 2020 e campeão em 2021 — um feito inédito. Mas hoje, o clube, vereadores, prefeitos e a própria prefeitura me deixaram cair no esquecimento."
Ele também lamenta a distância de antigos companheiros e dirigentes. "Muitos que me chamavam de ídolo e batiam nas minhas costas, hoje não atendem minhas ligações. Antigamente me ofereciam ajuda sem eu pedir, hoje, que realmente preciso, sumiram. Nunca imaginei passar por isso", desabafou.
A batalha é agravada pela falta de amparo institucional. Segundo Robert, duas perícias do INSS foram negadas no meio desse difícil processo. "Não recebo nada desde que quebrei a perna, já são um ano e nove meses. Alegaram que eu estava desassegurado. Meu último clube foi o Atlético em 2023, mas como não assinaram minha carteira, fiquei sem direito ao benefício."
Apesar do presente desafiador, Robert guarda no currículo uma trajetória vitoriosa. Além de ser símbolo do Carcará, defendeu Bahia de Feira, Juazeirense, Itabuna, Jacuipense, Vitória e Vitória da Conquista entre os principais clubes da Bahia. No total, foram 241 jogos e 83 gols na carreira.

Robert erguendo a taça do Campeonato Baiano pelo Atlético de Alagoinhas | Foto: Divulgação/Atlético de Alagoinhas
O ex-artilheiro conquistou títulos importantes, como o Campeonato Baiano com o Atlético de Alagoinhas, a Copa Governador pelo Fluminense de Feira e a Série B do Baianão pelo Itabuna.
Hoje, no entanto, o artilheiro enfrenta uma partida muito mais dura do que qualquer clássico: a luta por saúde, dignidade e reconhecimento. Para bancar parte das injeções necessárias no tratamento, Robert organizou uma rifa. E deixa um apelo.
"Peço a ajuda de quem puder, de dirigentes como os presidentes de Vitória e Bahia, de jogadores e de qualquer pessoa que tenha condição de me apoiar. Preciso muito para seguir nesse tratamento e recuperar minha vida", concluiu.
Um levantamento da empresa de inteligência esportiva VIP Grinders, realizado nesta semana, mapeou jogadores que atuaram no futebol baiano e que, após experiências de destaque no exterior, decidiram retornar ao clube que os revelou ou onde se tornaram ídolos. A lista inclui nomes históricos como Bebeto e Vampeta, além de atletas recentes como Thaciano e Lucas Fonseca.
A pesquisa analisou atletas que, em algum momento da carreira, voltaram ao time de origem no Brasil — mesmo sem encerrar a trajetória no futebol. As passagens internacionais abrangem destinos como Espanha, Itália, França, Holanda, Turquia, China e Emirados Árabes Unidos.
Entre os casos mais emblemáticos, está o de Bebeto. Revelado pelo Vitória em 1982, brilhou no Deportivo La Coruña e retornou em 1997, quando marcou 17 gols em 21 partidas e conquistou o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste. Neto Baiano também voltou em alta: somando as duas passagens pelo clube, balançou as redes 126 vezes, sendo o maior artilheiro desta lista.
No Bahia, Thaciano viveu um retorno especial. Após curta passagem pelo futebol turco, voltou em 2023, conquistou o título estadual no ano seguinte e entrou para a história ao marcar o gol de número 10 mil do clube. Outro destaque é Adriano “Michael Jackson”, que, após brilhar com 16 gols na primeira passagem, acumulou 240 jogos e 25 assistências no total das duas estadias pelo tricolor.
Casos mais raros também aparecem no levantamento, como o de Renato Cajá, que retornou ao Bahia no mesmo ano em que deixou o clube para atuar no Sharjah FC. Já Lucas Fonseca, após três anos na China defendendo o Tianjin Teda, voltou e ajudou o time a conquistar três Campeonatos Baianos. André Lima, por sua vez, retornou ao Vitória e foi campeão da Copa do Nordeste em duas oportunidades.
Vampeta e Bebeto se destacam por serem os únicos da lista com passagem pela Seleção Brasileira. O ex-volante atuou por PSV Eindhoven, VVV-Venlo, Paris Saint-Germain e Internazionale de Milão antes de voltar ao Vitória. Já Bebeto, além de sua trajetória na Espanha, também defendeu o Al-Ittihad e conquistou títulos importantes, incluindo o Mundial de Clubes.
A pesquisa também apontou atletas que, mesmo revelados no Bahia ou Vitória, voltaram ao Brasil para vestir outras camisas. Luís Alberto e Jorge Wagner, formados no Bahia, retornaram para defender justamente o rival Vitória. Cícero Santos, também revelado pelo Bahia, brilhou no Fluminense após voltar do exterior.
Casos como o de Dida (Bahia - Milan - Corinthians) e David Luiz (Vitória - Chelsea/Arsenal - Flamengo) mostram que a escolha pelo clube de retorno muitas vezes é influenciada por fatores como mercado, condição física e perspectivas de títulos. Outros exemplos incluem Hulk (Vitória - Porto - Atlético-MG), Elkeson (passagem pela China antes de defender o Grêmio) e Bruno Paulista (Sporting-POR - Vasco).
Terceira principal praça esportiva da Bahia, o Estádio Metropolitano Governador Roberto Santos, mais conhecido como Pituaçu, voltou a receber jogos oficiais após passar quase um ano sem atividades. Na última sexta (1), Jacuipense e Vitória se enfrentaram pela 1ª rodada da fase classificatória do Baianão Sub-17. Antes, o último jogo havia sido o clássico Ba-Vi do Campeonato Baiano Feminino de 2024, vencido pelo Bahia por 4 a 0, em novembro do ano passado.
Desde então, o estádio passou por intervenções, como a modernização do sistema elétrico e melhorias na iluminação. O gramado, alvo de críticas em 2024, também foi recuperado e hoje está em boas condições, necessitando apenas de manutenção de rotina.
A reativação do equipamento foi possível após a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) atender parcialmente às exigências do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que formalizou recomendações nos Procedimentos IDEA nº 003.9.126731/2024 e 003.9.458655/2024, instaurados pela 2ª e 3ª Promotorias de Justiça do Consumidor de Salvador. Porém, o retorno ainda não será pleno.
A recomendação, assinada pelos promotores Fernanda Pataro de Queiroz e Saulo Murilo de Oliveira Mattos, determina que eventos esportivos no estádio sejam realizados sem a presença de público enquanto não forem implementadas medidas essenciais, como:
- Substituição completa dos alambrados por divisórias de vidro laminado temperado ou estrutura similar que evite invasões ao gramado;
- Implantação de sistema de monitoramento por imagem nas catracas com identificação biométrica dos espectadores;
- Instalação de uma central técnica de informações, com infraestrutura adequada para monitoramento em tempo real e cadastramento biométrico do público, conforme determina o artigo 148 da Lei Geral do Esporte (nº 14.597/2023).
Além disso, o MP-BA reforçou que essas medidas estão previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 113/2023, firmado entre a Sudesb e o Ministério Público em fevereiro deste ano.
Durante reunião ocorrida em 29 de julho de 2025, conforme antecipada pelo Bahia Notícias, a Sudesb informou que está providenciando a substituição dos alambrados e a aquisição das catracas com tecnologia biométrica. Segundo o órgão, a primeira licitação foi frustrada, e agora avalia-se a possibilidade de contratação direta, ainda sem prazo definido para a conclusão das adequações.
Enquanto as exigências legais e estruturais não forem plenamente cumpridas, o estádio seguirá funcionando com portões fechados ao público, conforme a recomendação ministerial.
Apesar das restrições, Pituaçu já está sendo utilizado nas competições de base do futebol baiano. Clubes como Jacuipense, Galícia, Estrela de Março e SSA FC, que disputam os Campeonatos Baianos Sub-15 e Sub-17, optaram por utilizar o estádio como mando de campo. Bahia, Vitória e Ypiranga seguem mandando seus jogos em seus centros de treinamento: CT Evaristo de Macedo, CT Manoel Barradas e CT Galdino Leite, respectivamente.
Confira abaixo os jogos já agendados no Estádio Roberto Santos:
BAIANÃO SUB-15 - FASE CLASSIFICATÓRIA
- Jacuipense 0 x 5 Vitória (02/08) – 1ª rodada
- Galícia x Leônico (10/08) – 2ª rodada
- SSA FC x Serrano (10/08) – 2ª rodada
- Jacuipense x Redenção (16/08) – 3ª rodada
- Estrela de Março x Atlântico (16/08) – 3ª rodada
BAIANÃO SUB-17 - FASE CLASSIFICATÓRIA
- Jacuipense 1 x 0 Vitória (01/08) – 1ª rodada
- Galícia x Leônico (10/08) – 2ª rodada
- SSA FC x Serrano (10/08) – 2ª rodada
- Jacuipense x Redenção (16/08) – 3ª rodada
- Estrela de Março x Atlântico (16/08) – 3ª rodada
BAHIA SONDOU RETORNO AO ESTÁDIO
O Bahia, que vive boa fase no futebol feminino e disputa as quartas de final do Campeonato Brasileiro da categoria, sondou o retorno a Pituaçu para se reaproximar do torcedor.
No entanto, o BN apurou que o clube possui conhecimento de que o estádio ainda não tem um dos laudos obrigatórios para receber jogos com público — o laudo da Polícia Militar da Bahia. Sem esse documento, o local segue inapto para partidas oficiais com presença de torcedores. Caso a situação seja regularizada, o uso do estádio volta a ser considerado uma possibilidade real pelo clube.
Por ora, o Bahia mandará o jogo de ida contra o Corinthians, pelas quartas do Brasileirão Feminino, na Arena Batistão, em Aracaju. A partida está marcada para este sábado (9), às 18h. O confronto de volta será no dia 15, com local ainda indefinido.
EXPECTATIVA PARA O BAIANÃO FEMININO
O Campeonato Baiano Feminino tem início previsto para 24 de agosto, e há grande expectativa para que Pituaçu também receba partidas da competição, mesmo que sem público. Como no Sub-15 e no Sub-17, a disputa não exige obrigatoriamente estádios oficiais, o que permite que clubes como Bahia, Vitória e Ypiranga mantenham seus mandos em centros de treinamento.
A definição dos mandos de campo ainda será feita, mas o Jacuipense, que já utiliza Pituaçu na base, pode ser o único clube a usar o estádio no feminino.
Matéria atualizada às 12:41
Nem Bahia, nem Vitória. Em 2021 e 2022, quem mandou no futebol baiano foi o Atlético de Alagoinhas. Com um time cascudo, elenco entrosado e apoio fervoroso no Carneirão, o Carcará voou alto, bateu favoritos e conquistou o que até então parecia utopia: dois títulos consecutivos do Campeonato Baiano.
Esse momento icônico do esporte do estado foi o escolhido para o sétimo e último episódio de uma série especial que o Bahia Notícias conta neste sábado (2). A ideia da série é destacar grandes equipes do futebol baiano que fizeram história, deixaram fãs apaixonados e marcaram seus nomes nos estádios.
2021: CAMPANHA RUMO AO 1° TÍTULO
A 117ª edição do Campeonato Baiano começou em fevereiro e teve o Atlético conquistando vaga no mata-mata como 4º colocado da fase de grupos, com 13 pontos em 10 jogos. A estreia no Baianão aconteceu no dia 21 de fevereiro, com vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense de Feira.
Na semifinal, o Atlético enfrentou a Juazeirense. No jogo de ida, venceu por 2 a 1 fora de casa e levou a vantagem para a volta. Nas penalidades, após empate e defesas de Fábio Lima, garantiu vaga na final contra o Bahia de Feira.

Foto: Divulgação/Atlético de Alagoinhas
Pela primeira vez na história, a final envolveu dois clubes do interior. No jogo de ida (16 de maio, no Carneirão): empate em 2 a 2 — Jarbas abriu o placar, Ronan empatou de pênalti e houve nova troca de gols pelos dois times.
Jogo de volta (23 de maio, na Arena Cajueiro): placar de 3 a 2 para o Atlético. Gol contra abriu o placar e foi seguido com gol de Ronan, de pênalti, com Dionísio ampliando e Marcone Pelé fazendo o segundo do Bahia de Feira nos acréscimos.

Foto: Max Haack/Bahia Notícias
A equipe escalada por Sérgio Araújo atuou com Fábio Lima; Edson, Iran, Bremer, Radar; Gilmar, Willian Kaefer; Dionísio, Miller (Jerry), Ronan, Vitinho (Emerson). Foi o primeiro título estadual do clube e garantiu vagas para as principais competições nacionais de 2022.
2022: CONSOLIDAÇÃO E BI-CAMPEONATO
Na 118ª edição do Baianão, Bahia e Vitória foram eliminados ainda na fase de grupos — algo inédito na história do campeonato. O Atlético de Alagoinhas terminou a primeira fase em 2º lugar, com 17 pontos, cinco vitórias, dois empates, 22 gols marcados e 11 sofridos, atrás apenas do Jacuipense.
A semifinal foi decidida em duas vitórias por 1 a 0: primeira em Feira de Santana (Arena Cajueiro), e a segunda em Alagoinhas (Carneirão). Muller e Cesinha marcaram na ida, e o segundo jogo confirmou a classificação para mais uma final.

Foto: Mr Fotografia/Atlético de Alagoinhas
No jogo de ida, realizado no dia 3 de abril, no Carneirão, empate em 1 a 1. Na volta (10 de abril, no Valfredão em Riachão do Jacuípe): Atlético venceu por 2 a 0 com gols de Thiaguinho (rebote aos 14’) e Paulinho (rebote após defesa de pênalti por Mota), fechando o agregado em 3 a 1 e garantindo o bicampeonato.
Na campanha de 2022, disputou 13 jogos com 8 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas, saldo de +11 gols, artilharia com Miller (6 gols) e Thiaguinho (5), composição técnica reconhecida com jogadores como Miller, Dionísio, Paulinho, Railan e treinador Agnaldo Liz, eleito melhor técnico. O clube também figurou com vários jogadores na seleção do campeonato.

Foto: Max Haack/FBF
PROJEÇÃO
As conquistas de 2021 e 2022 representaram o ponto mais alto da história do Atlético de Alagoinhas até aqui, mas o clube mira ainda voos maiores. Em entrevista concedida ao Bahia Notícias em março de 2025, o presidente Albino Leite destacou que o próximo passo é transformar o Carcará em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), buscando um investidor para profissionalizar a estrutura e viabilizar o acesso à Série B do Brasileirão nos próximos anos.
"A sobrevivência do Alagoinhas Atlético Clube chama-se SAF. Não temos condições, não podemos. Existem muitas coisas que acontecem dentro do clube. A sobrevivência dele depende muito do presidente, da força de vontade, do caráter do presidente e de buscar recursos. Mas o que estamos vendo no cenário nacional é que isso não é suficiente. Precisamos de parceiros fortes para atingir grandes objetivos e, quem sabe, chegar à Série B em cinco anos", afirmou o dirigente.
Segundo Albino, o Atlético já demonstrou força sem o apoio de investidores — com títulos estaduais e boas participações na Série D —, mas o modelo SAF permitiria estruturar melhor o clube, dentro e fora de campo. Ele projeta avanços a partir da eleição do novo Conselho Deliberativo, para abrir caminho para futuras negociações com empresários interessados.
"Se sem recursos nós conseguimos ser vice-campeão, campeão, bicampeão baiano e disputar a Série D de forma competitiva, imagine com uma SAF, com recursos financeiros e um staff bem montado, sabendo buscar jogadores no mercado", concluiu.
Em meados da década de 1940, Salvador vivia intensamente o futebol amador. Estádios, público apaixonado e rivalidades que já acendiam o coração da cidade. Neste cenário, aconteceu algo raro: em 1946, o modesto Associação Desportiva Guarany, de Salvador, conquistou o seu primeiro — e único — título estadual, derrotando gigantes históricos como Bahia e Ypiranga.
Esse momento icônico do esporte do estado foi o escolhido para o sexto e penúltimo episódio de uma série especial que o Bahia Notícias conta nesta sexta-feira (1º). A ideia da série é destacar grandes equipes do futebol baiano que fizeram história, deixaram fãs apaixonados e marcaram seus nomes nos estádios.
A competição daquele ano reuniu sete clubes da Bahia e foi disputada em turno único. O Guarany somou impressionantes 26 pontos em 18 jogos, com 12 vitórias, dois empates e quatro derrotas, saldo de gols positivo de 11 e média superior a dois gols por partida. Ao final da primeira fase, Guarany e Ypiranga terminaram empatados na ponta da tabela, o que levou à realização de uma emocionante decisão em melhor de três partidas, disputadas no Estádio da Graça entre fevereiro e março de 1947.

Foto: Reprodução
Entre as principais escalações do Guarany nas decisões, a base é formada por: Menezes; Bolívar e Bacamarte; Manu, Zé do Correio (ou Berto) e Sabino; Camerino, Mundinho, Elísio, Tuta e Aurélio.
O primeiro jogo, no dia 23 de fevereiro, terminou empatado em 2 a 2, com gols de Chaves e Pequeno para o Ypiranga, enquanto Elísio e Camerino marcaram para o Guarany. Três dias depois, em 26 de fevereiro, Elísio voltou a balançar as redes e garantiu a vitória por 1 a 0 para o alvinegro. A consagração veio em 16 de março: com gols de Mundinho e novamente Elísio, o Guarany venceu por 2 a 0 e levantou a taça diante de um público que reconheceu o feito inédito.
O time campeão teve como base a escalação formada por Menezes; Bolívar e Bacamarte; Manu, Zé do Correio (ou Berto) e Sabino; Camerino, Mundinho, Elísio, Tuta e Aurélio. Confira:
.jpg)
Montagem: Thiago Tolentino/Bahia Notícias
A tabela final da competição mostrou a força da campanha: Guarany em primeiro com 26 pontos, seguido pelo Ypiranga com 23. O artilheiro da competição foi Pequeno, do Ypiranga, com 18 gols, enquanto Elísio, do Guarany, brilhou com 12 e foi o grande destaque da equipe campeã. A consistência na fase classificatória, aliada ao desempenho decisivo na reta final, selou a conquista histórica. Confira abaixo a campanha na série melhor de três:
23/02/1947 – Ypiranga 2 x 2 Guarany
Gols: Chaves e Pequeno (Ypi); Elísio e Camerino (Gua)
26/02/1947 – Guarany 1 x 0 Ypiranga
Gol de Elísio garantiu vantagem ao Guarany.
16/03/1947 – Guarany 2 x 0 Ypiranga
Mundinho e Elísio marcaram, fechando a série e consagrando o título ao clube.
O título de 1946 foi o único da história do Guarany, clube fundado em 1920 e já extinto atualmente. Em uma era dominada por Bahia, Vitória e Ypiranga, a conquista alvinegra foi rara — e deixou um marco na memória do futebol baiano. A campanha mostrou a superação de um clube menor frente a um gigante como o Ypiranga: empate, vitória apertada e triunfo categórico no jogo final.
A conquista daquele ano carrega consigo um simbolismo. Foi uma das raras vezes em que um time de fora do eixo dominante da capital se sagrou campeão estadual. O Guarany representou a força do futebol da Cidade Baixa e desafiou a lógica de um cenário centralizado em poucos clubes. Mesmo extinto, o clube permanece até hoje no ranking dos campeões baianos — um lembrete de que, no futebol, glórias podem surgir de onde menos se espera.
Em 1951, Salvador ainda respirava os ares nostálgicos do futebol romântico. Arquibancadas de madeira, rádios de válvula, camisas de botão e torcidas apaixonadas compunham o cenário de um campeonato baiano acirrado. Foi nesse ambiente que o Esporte Clube Ypiranga, o "Mais Querido", escreveu o último capítulo de glória de sua história centenária. Com campanha memorável, o clube aurinegro levantou seu décimo título estadual, que até hoje permanece como seu último troféu de campeão baiano.
A conquista marcou o fim de uma era. Fundado em 7 de setembro de 1906, o Ypiranga já havia sido uma potência do futebol baiano. Nas décadas anteriores, rivalizou com Vitória e Bahia, empilhando taças entre os anos 1910 e 1940. Em 1951, porém, já vivia sob a sombra do crescimento meteórico do Tricolor e das reestruturações do Rubro-Negro. Ainda assim, a equipe comandada por técnicos e dirigentes locais surpreendeu os favoritos e levou o título para a Vila Canária.
O campeonato foi decidido em pontos corridos, e o Ypiranga terminou à frente de Bahia, Vitória, Botafogo e Galícia. Em campo, nomes como Nadinho, Tará, Mário e Duque escreveram suas trajetórias como heróis do Aurinegro Baiano. A solidez defensiva e a regularidade da equipe também ficaram marcadas na campanha, que teve vitórias decisivas sobre os rivais diretos e a consagração do clube como o segundo maior campeão baiano até então, com 10 taças conquistadas.
A estreia na competição foi no dia 22 de abril, quando o Ypiranga empatou com o Guarany em 1 a 1. Chaves marcou para o time amarelo e preto. No segundo compromisso, 5 de maio, o Ypiranga sofreu sua única derrota na campanha regular: perdeu por 2 a 0 para o Galícia.
A recuperação veio em grande estilo no dia 20 de maio, com uma goleada por 5 a 0 sobre o Vitória — uma das atuações mais marcantes daquela temporada. Os gols foram de Chaves, Raimundo II e Marito. O time seguiu firme e arrancou mais um ponto importante ao empatar por 1 a 1 com o Bahia no dia 3 de junho, na Fonte Nova. Carlito marcou para o Bahia, enquanto Marito empatou para o Ypiranga.
A sequência teve novo brilho no dia 20 de junho, com um sonoro 6 a 1 sobre o São Cristóvão. Israel marcou três gols (hat-trick), enquanto Raimundinho, Novinha e um gol contra fecharam o placar. No dia 28 de junho, o Ypiranga empatou com o Botafogo em 1 a 1. Chaves novamente balançou a rede.
Classificado para a fase decisiva, o aurinegro confirmou o título no dia 10 de fevereiro de 1952, ao empatar com o Vitória por 1 a 1. Juvenal marcou para o rubro-negro, e Raimundinho garantiu o gol do título do Ypiranga. Relembre abaixo todas as partidas disputadas pelo Ypiranga:
- 25/04 - Guarany 1x1 Ypiranga
- 05/05 - Ypiranga 0x2 Galícia
- 20/05 - Vitória 0x5 Ypiranga
- 03/06 - Bahia 1x1 Ypiranga
- 20/06 - Ypiranga 6x1 São Cristóvão
- 28/06 - Ypiranga 1x1 Botafogo
- 08/08 - Guarany 1x1 Ypiranga
- 22/08 - Galícia 1x1 Ypiranga
- 05/09 - Vitória 1x1 Ypiranga
- 23/09 - Bahia 1x1 Ypiranga
- 13/10 - Ypiranga 2x1 São Cristóvão
- 20/10 - Ypiranga 1X0 Botafogo
- 02/12 - Ypiranga 2x2 Guarany
- 16/12 - Ypiranga 2x1 Galícia
- 30/12 - Vitória 2x2 Ypiranga
- 10/01/52 - Bahia 0x3 Ypiranga
- 23/01/52 - Ypiranga 2x0 São Cristóvão
- 30/01/52 - Ypiranga 4x2 Botafogo
- 10/02/52 - Vitória 1x1 Ypiranga (grande final)
A base titular da equipe campeã era formada por: Ferrari; Pequeno, Valder; Zizo, Valter, Raimundo I; Raimundo Mário, Chaves, Novinha, Israel e Raimundinho.

Montagem: Thiago Tolentino/Bahia Notícias
CURIOSIDADES
Naquele 1951, o Brasil também vivia um momento de reconstrução após o trauma do Maracanazo. O futebol local ganhava novo fôlego com estádios lotados e rivalidades inflamadas. E o Ypiranga, fundado por operários e comerciantes da Cidade Baixa, se impôs como símbolo de resistência e identidade popular.

Foto: Arquivo Nacional
No mesmo ano, também foi comemorado o primeiro título estadual na Fonte Nova, tendo em vista que a praça esportiva, hoje comandada pelo Bahia, também havia sido fundada em 1951.
PÓS-CONQUISTA
O brilho não duraria por muito tempo. Após o título, o clube enfrentaria dificuldades financeiras, perdas de jogadores e o gradual afastamento dos holofotes. O profissionalismo crescente no futebol, as mudanças no calendário e a concentração de recursos nos clubes maiores foram barreiras para o Mais Querido. A partir dali, o Ypiranga nunca mais voltaria a disputar um título estadual. O que restou foi a saudade, a mística e um legado que o tempo tenta apagar, mas que a memória resiste em preservar.
Hoje, mais de sete décadas depois, o Esporte Clube Ypiranga segue na luta pela reconstrução. Comandado por novos gestores e presente na segunda divisão do futebol baiano, a Squadra Sports, empresa comandada pelo ex-presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, sonha com o retorno à elite.

Foto: Click Mirtis/E.C Ypiranga
Mesmo que o cenário presente seja de recomeço, o passado remete à grandeza: em 1951, o Ypiranga deu sua última volta olímpica como campeão baiano — e fez história.
No dia 9 de abril de 1905, a bola rolou oficialmente pela primeira vez em gramados baianos. No Campo da Pólvora, em Salvador, um duelo fundacional: de um lado, o Sport Club Victória (atual Esporte Clube Vitória), rubro-negro recém-criado por jovens baianos. Do outro, o "aristocrático" Club Internacional de Cricket, fundado por ingleses e vestido de amarelo e preto. Venceu o Inter, por 3 a 1. Para além do placar, ali começava a história do futebol na Bahia — e o caminho para a consagração do primeiro campeão baiano da história.
Aquele primeiro campeonato foi organizado pela Liga Bahiana de Sports Terrestres, entidade com perfil assumidamente racista. A presença de negros não era permitida como jogadores ou dirigentes — toleravam-se pretos somente para buscar a bola quando saía de campo. O futebol, naquele momento, era uma extensão da elite branca e europeia que dominava os espaços de poder social na capital baiana.

Escudo da Liga Bahiana de Sports Terrestres | Foto: Acervo Pessoal/Paulo Leandro
O Campeonato Baiano de 1905 foi o segundo estadual mais antigo do país, atrás apenas do Paulista, que ocorreu em 1902, e o mais antigo da região Nordeste. A organização ficou a cargo da Liga Bahiana de Sports Terrestres (LBST), precursora da atual Federação Bahiana de Futebol (FBF). A fórmula era simples: quatro clubes — Internacional de Cricket, São Salvador, Sport Club Bahiano e Victória — jogando entre si em sistema de pontos corridos, com turno e returno.
O Internacional de Cricket, que até então se dedicava exclusivamente ao cricket, mostrou que sabia também jogar bola. Em seis partidas, foram seis vitórias. Uma campanha perfeita, que rendeu o título invicto, com 12 pontos conquistados e apenas três gols sofridos. O presidente da agremiação era o inglês Frank Gordon May.
Reprodução da primeira cobertura jornalística de um jogo na Bahia | Foto: Paulo Leandro/Acervo Pessoal

Escalações da partida realizada entre Internacional e Victória, que ocorreu no dia 09/04/1905 | Foto: Paulo Leandro/Acervo Pessoal
Confira os resultados do Internacional de Cricket no campeonato de 1905:
- 09/04 – Internacional 3 x 1 Victoria
- 16/04 – Internacional 2 x 0 São Salvador
- 11/06 – Internacional 3 x 1 Bahiano
- 23/07 – Internacional 3 x 0 Bahiano
- 27/08 – Internacional 2 x 1 São Salvador
- 10/09 – Internacional 1 x 0 Victoria
CLASSIFICAÇÃO FINAL:
- 1º: Internacional (12 pontos)
- 2º: São Salvador (8 pontos)
- 3º: Victoria (4 pontos)
- 4º: Bahiano (0 pontos)
A escalação do aurinegro era formada por S. Orr; E. E. Scharp e C. North; D. S. McNair, A. E. Gleig e R. J. McNair; V. Vero, J. Cower, A. Hayne, P. Stewart e J. McNair. Entre os destaques estavam Stewart, autor de três gols no campeonato, e Hayne, com dois.

Montagem: Thiago Tolentino/Bahia Notícias
Na última rodada, diante do Victoria, o Internacional já era campeão. Ainda assim, venceu por 1 a 0, sacramentando a campanha perfeita e se consagrando como o primeiro campeão baiano da história — uma glória que, por pouco, não se perdeu nas páginas do tempo.
Para entender quem foi o Internacional de Cricket, o Bahia Notícias conversou com Paulo Leandro, pesquisador de cultura e sociedade do esporte. Ele explicou o pano de fundo histórico e social da criação do clube — e também do próprio Vitória, nascido como resposta ao elitismo inglês.
"O Internacional era um clube formado por ingleses residentes na Bahia. Eles dominavam vários setores da sociedade no fim do século XIX — da construção de ferrovias à iluminação pública — e trouxeram consigo o cricket, esporte da aristocracia britânica. Os jovens baianos não podiam jogar com eles. Era um clube fechado. O Vitória surge como um grito de afirmação: 'Também queremos jogar', explica Paulo.
O pesquisador destaca que o futebol, inicialmente, era mais um evento social do que uma disputa esportiva, ou seja, elementos básicos como o placar da partida eram deixados de lado.
"O placar era secundário. Importava se as senhoras da alta sociedade estavam nas arquibancadas, se havia carruagens estacionadas, se o evento era digno da elite. Era uma extensão da distinção social. A bola mesmo, às vezes, era improvisada com bexiga de boi e crina de cavalo pelos meninos da periferia."

As torcidas assistiam aos jogos em pé, à beira do "quadrilátero", utilizando paletó e chapéu panamá | Foto: Acervo Pessoal/Paulo Leandro
Segundo Paulo Leandro, o Internacional representava a hegemonia inglesa em território baiano.
"Eles tinham dinheiro, estrutura e o poder simbólico de representar o império britânico, que dominava do Caribe à Índia. Por isso, não surpreende que tenham vencido com tanta autoridade o primeiro campeonato. Mas o futebol é movimento, e o domínio não durou muito."
Apesar do título invicto, a relação do Internacional com o futebol foi curta. Em 1906, entrou na competição, mas desistiu após três jogos. Pouco depois, o clube desapareceu. Não deixou sede, nem estátua, nem placa. Mas sua memória foi preservada por apaixonados como Paulo Leandro, que recriou a camisa do time em versão retrô e até o miniaturizou em time de botão. Veja alguns registros:
.jpg)
Camisa amarela com frisos pretos na gola e nas mangas; escudo com dois bastões e a bola do cricket; Na manga direita, a bandeira do Reino Unido | Fotos: Acervo Pessoal/Paulo Leandro

Foto: Acervo Pessoal/Paulo Leandro
"Eu chamo esses times de 'campeões esquecidos'. Faço questão de preservar suas histórias. São fundadores do nosso futebol. O Internacional pode não existir mais, mas o título dele é real. Ele foi o primeiro campeão baiano”, afirma o pesquisador.
"Eles queriam jogar sozinhos. Mas a Bahia quis jogar também. E assim nasceu o nosso futebol", concluiu.
Os convidados do podcast BN na Bola desta terça-feira (29) foram Daniel Brugni e Danilo Capinam, gerente e técnico do sub-20 do Ypiranga, respectivamente. Durante a conversa com Hugo Araújo e Thiago Tolentino, o dirigente comentou o peso de trabalhar com a reestruturação de um clube com história centenária e dez títulos de Campeonato Baiano na estante.
“Em alguns momentos não temos dimensão do que a gente representa por estarmos ali no dia a dia, mas a gente vai compreendendo a medida em que a gente vai vendo a importância que esse clube traz para as pessoas e isso só aumenta o senso de responsabilidade que a gente tem com esse projeto, mas o sentimento é muito bacana. Ainda não fomos xingados (em tom de brincadeira), temos conseguido fazer o processo andar legal e a longo prazo esperamos conseguir realizar todos os objetivos. Tem sido muito bacana viver isso”, revelou.
Pelo profissional, o Ypiranga não avançou para o mata-mata da Série B do Baianão por ter terminado a primeira fase na quinta colocação, com 13 pontos ganhos. No entanto, Daniel Brugni avaliou a campanha como um primeiro passo positivo dentro do contexto de um projeto a longo prazo. Ele ainda acrescentou que inicialmente, de forma interna, o clube projeta uma volta para a elite do futebol baiano em mais ou menos três anos.
“Com muito pé no chão a gente iniciou o projeto do time profissional. Tanto é que, internamente, a gente planejou algo em torno de três anos para esse acesso (Primeira Divisão Baiana). Considerando esse primeiro ano também como um recorte de aprendizado, conhecer o contexto da Série B do Baiano, entender bem como é o funcionamento da competição para que não fosse feito um investimento mais elevado em vão, caminhamos nesse sentido. Obviamente que o nosso interesse objetivo era de subir agora, mas a gente entendia que isso poderia levar um pouco mais de tempo e a gente projeta mais ou menos esse período de três anos. Jogar a Série B foi repentino também, porque a gente tinha a possibilidade de jogar a Série C do Baiano caso acontecesse, mas houve a surpresa da Série B, que foi muito melhor para a gente“, comentou.
O fã de esporte pode assistir a melhor resenha do futebol baiano no canal do Bahia Notícias no YouTube. Se inscreva no canal, compartilhe com os amigos e ative as notificações!
No futebol, algumas histórias desafiam a lógica e marcam gerações. Em 2011, o Bahia de Feira protagonizou um desses capítulos memoráveis ao se sagrar campeão baiano pela primeira vez em sua história. Contra todos os prognósticos, o time de Feira de Santana venceu o Vitória na grande final, em pleno Barradão, e levantou o troféu do Campeonato Baiano diante de mais de 30 mil torcedores.
Esse feito é o destaque do terceiro episódio da série especial do Bahia Notícias sobre grandes equipes do futebol baiano que fizeram história, deixaram fãs apaixonados e marcaram seus nomes nos estádios.
CAMPANHA NO BAIANÃO
A edição de 2011 contou com 12 clubes. Na primeira fase, todos se enfrentaram em jogos de ida e volta, com os quatro melhores avançando para as semifinais. O Bahia de Feira fez uma campanha sólida, terminando em primeiro lugar no Grupo A com 23 pontos, na frente de Bahia, Vitória da Conquista, Atlético de Alagoinhas, Colo-Colo e Juazeiro. Comandado pelo técnico Arnaldo Lira, o Tremendão tinha um elenco modesto, mas extremamente competitivo.
Na segunda fase, integrou o Grupo 3, ao lado de Atlético, Vitória da Conquista e Bahia. O desempenho se manteve sólido.
Nas semifinais, o adversário foi o Serrano de Vitória da Conquista. Após empate por 1 a 1 em casa, o Bahia de Feira surpreendeu novamente com vitória por 2 a 1 fora, garantindo vaga na grande final monopolizada pela capital.

Foto: Divulgação
CONSAGRAÇÃO NO BARRADÃO
Na decisão, o adversário foi o Vitória. O jogo de ida, disputado no Estádio Joia da Princesa, terminou empatado em 2 a 2, com gols de Diones e Carlinhos para o Tremendão, enquanto Elkeson e Renié igualaram para o Leão. No duelo de volta, o Bahia de Feira conquistou uma vitória épica por 2 a 1, com gols de João Neto e Alysson, e sagrou-se campeão baiano pela primeira vez em seus 78 anos de história.
O título foi o primeiro de um clube do interior baiano desde 1969, quando o Fluminense de Feira ergueu a taça. A conquista colocou o Tremendão no cenário nacional, garantindo vaga na Copa do Brasil de 2012 e na Série D do Campeonato Brasileiro.
.jpg)
Foto: Divulgação
ELENCO QUE MARCOU ÉPOCA
O Bahia de Feira tinha um grupo limitado em termos de orçamento, mas com jogadores que abraçaram o projeto e se tornaram ídolos da torcida. João Neto, autor de um dos gols da final, foi o artilheiro do time na competição, com nove gols marcados. Outro destaque foi o experiente zagueiro Alysson, autor do gol do título, que teve passagem por clubes como Santa Cruz e Fortaleza.
No meio, o motor do time era Bruninho, enquanto o atacante Carlinhos, ex-Bahia, também teve papel importante ao longo da campanha. Arnaldo Lira, técnico conhecido por seu estilo pragmático e disciplinador, teve papel fundamental na condução do grupo. Confira a escalação principal do Bahia de Feira naquela ocasião:

Montagem:Thiago Tolentino/Bahia Notícias
IMPACTOS DA CONQUISTA
Fundado em 2 de julho de 1937, o Bahia de Feira havia retornado à elite do estadual em 2010, após anos longe das principais disputas. A conquista de 2011 foi um divisor de águas para a agremiação. O título atraiu patrocínios, projetou jogadores para outras equipes e fortaleceu o nome do clube no cenário do futebol nordestino.
A equipe mandava seus jogos no Estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana, mas posteriormente passou a utilizar a Arena Cajueiro, sede moderna e com capacidade para cerca de 5 mil torcedores, que ajudou a consolidar a base estrutural do projeto.
NOVAS AMBIÇÕES
Mesmo após o título, o Bahia de Feira seguiu se mantendo competitivo. Chegou a disputar outras fases decisivas do Baianão e tornou-se figurinha carimbada na Série D do Brasileirão, além de voltar a disputar a Copa do Brasil.
Hoje, o clube é reconhecido como uma das principais forças do interior baiano.
Em 2024, o Tricolor Feirense foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Baiano, passando por uma reformulação interna. Na edição atual, garantiu o acesso à elite do Campeonato Baiano e irá disputar a Série A em 2026, ao lado do Galícia. A equipe se classificou para a grande final, após bater o rival Fluminense de Feira nas semis.

Foto: Felipe Alves/ Bahia Esportiva/ Bahia de Feira
No primeiro jogo da final, o Bahia de Feira detém a vantagem do 1 a 0 como mandante ao vencer o Galícia. E neste domingo (27), realizar o jogo de volta para decidir o que pode ser o tetracampeonato da segundona.
O BN na Bola, podcast esportivo do Bahia Notícias, recebe nesta terça-feira (22), às 19h, dois nomes que estão no centro da retomada do Galícia Esporte Clube: o treinador Edson Fabiano e o diretor de futebol Jayme Brandão. A dupla participa do episódio #66 do programa, apresentado por Hugo Araújo e Thiago Tolentino.
No bate-papo, os representantes do Granadeiro irão revelar os bastidores da campanha que recolocou o clube na primeira divisão do Campeonato Baiano, após oito anos na Série B estadual. Além disso, vão projetar a grande final do Baianão Série B 2025, contra o Bahia de Feira, e detalhar os planos para a próxima temporada.
O programa oferece ao público a chance de acompanhar ao vivo e interagir com perguntas e comentários. Para participar, basta acessar o canal do Bahia Notícias no YouTube, se inscrever, ativar as notificações e compartilhar o link do programa com outros torcedores.
Mudança de comando no Jipão. Após o empate por 0 a 0 frente ao Barcelona de Ilhéus, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série D, a Associação Desportiva Jequié (ADJ) anunciou, na noite do último domingo (29), que o técnico Erivaldo Oliveira solicitou o desligamento do cargo de comandante da equipe, alegando motivos de ordem pessoal.
Em nota oficial, a diretoria do clube agradeceu ao treinador pelo trabalho e dedicação demonstrados durante o período em que esteve à frente da equipe, desejando sucesso em seus próximos desafios profissionais.
O clube informou ainda que o novo treinador será anunciado em breve, e que a comissão técnica segue conduzindo os trabalhos de preparação até a chegada do substituto. Veja abaixo, a nota oficial do Jequié:
O Galícia segue vivo na briga por uma vaga nas semifinais da Série B do Campeonato Baiano. Com 15 pontos somados em oito partidas, o Azulino ocupa a quarta colocação e depende de um tropeço do Ypiranga, quinto colocado com 13 pontos, para confirmar o avanço à próxima fase. Mesmo sem entrar em campo na última rodada da primeira fase, a equipe mantém as esperanças de classificação e trabalha com foco em uma possível semifinal diante do Itabuna.
A boa campanha de 2025 coloca o Galícia entre os protagonistas da competição. Em oito jogos, foram três vitórias, três empates e apenas duas derrotas, com um aproveitamento de 57%. O time tem o terceiro melhor ataque do torneio, com 17 gols marcados, e a melhor marca ofensiva de uma partida — a goleada por 8 a 1 sobre o Grapiúna. Além disso, conta com o artilheiro da competição: o atacante Palácio, com seis gols.
Artilheiro do Campeonato Baiano Série B, Palácio, atacante do Galícia, destacou a garra e o ímpeto da equipe na temporada de 2025. O jogador também lamentou a derrota na oitava rodada e afirmou que o clube fica na expectativa de um tropeço do Ypiranga na nona e última rodada da primeira fase da Segunda Divisão do Baianão, resultado que faz com que o Azulino se classifique para o mata-mata.
“O Galícia é um time muito aguerrido, que trabalha bastante. Infelizmente no jogo passado não ganhamos e estamos esperando a definição da rodada neste domingo. É uma temporada muito importante, positiva. Eu tenho trabalhado muito. Passei momentos difíceis também, fase ruim, mas Deus é fiel e estou aqui na luta ainda”, comentou o atacante.
Artilheiro do Campeonato Baiano Série B, Palácio, atacante do Galícia, destacou a garra e o ímpeto da equipe na temporada de 2025.
— BN Esportes (@bnesportes) June 28, 2025
????: @thiagotoler / @BahiaNoticias pic.twitter.com/o6FyTw0fFn
O desempenho supera inclusive o da equipe campeã em 2013, segundo levantamento do clube que considera apenas as edições da Série B disputadas nos últimos 13 anos. O Galícia ficou fora do estadual em 2020 e 2021, e esteve na elite entre 2014 e 2017.
Um dos responsáveis deste momento é o técnico Edson Fabiano, que afirmou que o planejamento da equipe sempre passou por se classificar entre os quatro primeiros da Segunda Divisão do Baiano.
"O planejamento da gente sempre foi estar entre os quatro. A gente conseguiu voltar para a zona de classificação, mas agora, a gente já não faz mais o último jogo e estamos na esperança de o Ypiranga não vencer o Bahia de Feira, né? A gente fica agora esperando. Vamos treinar, vamos treinar forte, pensando na semifinal contra Itabuna. Para que a gente esteja preparado se isso acontecer", declarou Edson Fabiano.
O técnico ressaltou o desempenho do Azulino na temporada atual e relembrou que este trabalho começou no ano de 2024 e também atravessou uma reformulação na divisão de base. Edson ainda enalteceu a montagem do elenco, que passa por um time que combina juventude e capacidade de desempenho em alto nível, mantendo a competitividade do grupo.
"O Galícia vem se organizando desde o ano passado. Desde 2024, quando a gente chegou aqui para fazer uma reformulação na divisão de base. E esse ano a gente fez um planejamento bom com a chegada de Jayme Brandão (diretor de futebol do Galícia), que também nos ajudou bastante. Na organização do trabalho e na montagem do elenco. Eu acho que a gente acertou na montagem, fez um time jovem, um time competitivo. Um time com jogadores ofensivos, tanto que a gente tem o terceiro melhor ataque, temos o artilheiro da competição com sete gols, que é o Palácio. Mas eu acho que é isso, eu acho que é a organização que o clube tem fora de campo. Isso facilita também muito e ajuda também no trabalho em campo”, disse.
Apesar da boa campanha, a classificação ainda depende de outros resultados. O técnico do Galícia destaca que a equipe fez por merecer a posição atual e acredita que, caso avance, estará pronta para brigar pelo acesso.
“O planejamento da gente sempre foi estar entre os quatro. A gente conseguiu estar em oito rodadas entre os quatro melhores. Agora estamos na esperança de o Ipiranga não vencer o Bahia de Feira. Vamos treinar forte, pensando na semifinal contra o Itabuna, para que a gente esteja preparado se isso acontecer”, afirmou o treinador.
Um dos responsáveis do momento do Galícia é o técnico Edson Fabiano, que afirmou que o planejamento da equipe sempre passou por se classificar entre os quatro primeiros da Segunda Divisão do Baiano.
— BN Esportes (@bnesportes) June 28, 2025
????: @thiagotoler / @BahiaNoticias pic.twitter.com/mbdE2k0BV2
Nos bastidores, o Galícia também aposta na estabilidade administrativa para impulsionar o futebol. O diretor de futebol Jayme Brandão explicou que o clube já opera como Sociedade Anônima do Futebol (SAF), em fase final de homologação.
“O Galícia já é uma SAF. O clube ainda está no processo final de homologação, de oficialização da SAF, mas João Ricardo é o investidor e o clube vem se organizando sim. O Galícia é um clube que hoje tem questões trabalhistas e receitas muito mais organizadas. É um clube que paga em dia, que não atrasa salário de funcionários, salário de atletas, então isso é um grande diferencial, é muito atrativo para os atletas, porque no mercado acaba-se correndo a informação do bom trabalho que o Galícia vem fazendo. Então o Galícia é uma SAF, mas não é uma SAF como fica no imaginário do torcedor, de milhões e milhões de investimentos, mas sim uma SAF em termos de profissionalização dos processos, de organização financeira, contábil e jurídica. A SAF já é uma realidade para o Galícia”, explicou Brandão.
.jpg)
Sede do Galícia Esporte Clube, na Arena Parque Santiago, em Salvador | Foto: Thiago Tolentino / Bahia Notícias
O dirigente reconhece que o Azulino não tem o mesmo poder financeiro de outros concorrentes, como Itabuna, Bahia de Feira ou Fluminense de Feira, mas ressalta que o objetivo sempre foi claro: brigar pelo acesso. Jayme ainda avaliou o Galícia como uma terceira ou quarta força dentro da competição.
“Bom, o objetivo sempre foi brigar pelo acesso, a gente tem concorrentes com maior investimento, Bahia de Feira, Fluminense de Feira e o próprio Itabuna, que tem uma parceria com o Jacuipense, treina no Barradão, então a gente veio para ser a terceira ou quarta força da competição e o objetivo sempre foi e ainda é o acesso. A gente vai brigar até o último minuto por isso”, revelou.
Aproveitando o momento do Galícia, o diretor Jayme Brandão traçou os dois principais objetivos do clube a curto prazo: voltar para a elite do futebol baiano, e em segundo, garantir uma vaga para a disputa da Copinha em 2026.
— BN Esportes (@bnesportes) June 28, 2025
????: @thiagotoler / @BahiaNoticias pic.twitter.com/pI00P9nxBC
Outro trunfo da nova fase do Galícia é a estrutura de treinamento. A Arena Parque Santiago, em Salvador, tem sido um diferencial para o clube, que investe também nas categorias de base. Aproveitando o momento, Jayme Brandão traçou os dois principais objetivos do clube a curto prazo: voltar para a elite do futebol baiano, e em segundo, garantir uma vaga para a disputa da Copa São Paulo Futebol Júnior em 2026.
“O Galícia teve um grande ganho nos últimos anos: a Arena Parque Santiago. Essa estrutura aqui é de primeira qualidade. Um centro de treinamento muito bem localizado aqui em Salvador e com uma estrutura boa. O campo é sintético, mas é um campo de boa qualidade e o clube vem se organizando nas divisões de base. Tem chegado em finais, tem revelado jogadores e é um processo de evolução, de resgate do Galícia, dessa diretoria, do presidente Manolo, de João Ricardo, que é o investidor do clube. E neste ano, no profissional, a gente conseguiu montar uma equipe competitiva. Eu cheguei aqui neste ano e estou satisfeito com o rendimento da equipe. Eu acredito que a gente consiga sim brigar pelo acesso, que é o principal objetivo da temporada. O segundo objetivo é conseguir uma vaga na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026 com a equipe Sub-20 e o time está classificado para a próxima fase qualificatória. Vamos ver como é que vai desenrolar na fase final do Campeonato Sub-20”, detalhou o dirigente.
..jpg)
Arena Parque Santiago, Centro de Treinamento do Galícia | Foto: Thiago Tolentino / Bahia Notícias
Com tradição de pentacampeão baiano e tricampeão da Série B, o Galícia busca agora o quinto acesso à elite do futebol estadual. O clube aguarda os desdobramentos da última rodada para saber se terá a chance de continuar escrevendo esse novo capítulo da sua história.
A duas rodadas do fim da primeira fase da Série B do Campeonato Baiano 2025, o Galícia mantém vivo o sonho do acesso e tem aumentado as expectativas do seu torcedor. Atualmente com doze pontos conquistados em sete jogos, o Demolidor de Campeões aparece entre os quatro primeiros colocados — zona de classificação para as semifinais — e vem sendo um dos protagonistas na briga pelo G4 durante toda a competição.
Em números, é comprovado que o desempenho do time é um dos melhores dos últimos anos 13 anos. Até aqui, o Azulino soma 3 vitórias, 3 empates e apenas 1 derrota, com 16 gols marcados e 7 sofridos, o que representa um aproveitamento de 57%. O clube também ostenta dois feitos de destaque: tem o artilheiro da competição, o atacante Palacios, com 6 gols, e protagonizou a maior goleada do torneio, ao aplicar 8 a 1 no Grapiúna.

Foto: Divulgação/Ascom Galícia
O desempenho atual supera o da equipe campeã em 2013. O comparativo leva em conta apenas as edições disputadas nos anos de 2025, 2024, 2023, 2022, 2019, 2018, 2013 e 2012. Em 2020 e 2021, o clube esteve ausente das competições, e entre 2014 e 2017, disputou a elite do estadual.
Apesar do bom momento, o clima entre jogadores, comissão técnica e diretoria tem sido de foco e pés no chão. Todos reconhecem que ainda há um longo caminho até o acesso, e que os dois jogos restantes na fase de grupos serão decisivos.
A 8ª rodada do Grupo A4 da Série D do Campeonato Brasileiro teve resultados distintos para os quatro clubes baianos na disputa. O Sergipe goleou o Barcelona de Ilhéus por 4 a 1 no Batistão, e com isso ultrapassou o Jequié, que tropeçou em casa e ficou no empate sem gols com o Penedense.
O Jipão perdeu a chance de se manter isolado na vice-liderança e agora ocupa a 3ª colocação, com os mesmos 14 pontos do Sergipe, mas em desvantagem no saldo de gols. A equipe baiana soma quatro vitórias, dois empates e duas derrotas na competição.
Quem segue em situação complicada é a Onça de Ilhéus. A equipe sofreu sua segunda derrota consecutiva e permanece na 7ª posição, com apenas 4 pontos em oito jogos. São quatro empates e quatro derrotas, sem nenhuma vitória até o momento, além de uma das piores defesas do grupo, com 15 gols sofridos.
Já a Juazeirense ainda não entrou em campo na rodada. O Cancão de Fogo enfrenta o Lagarto nesta quarta-feira (12), no Adauto Moraes, em confronto direto por vaga no G-4. Ambos somam 11 pontos, e quem vencer pode fechar a rodada no grupo dos quatro melhores colocados da chave.
Assim, a Juazeirense tem a chance de ultrapassar Jequié e Sergipe e retomar a vice-liderança. Abaixo, veja a tabela da Série D, com dados fornecidos pela Data Factory, parceira do Bahia Notícias:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ivana Bastos
"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira".
Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.