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Artigos

Wenceslau Júnior
Grande orgulho de ser cidadão da primeira capital do Brasil
Foto: Eduardo Mafra

Grande orgulho de ser cidadão da primeira capital do Brasil

Conheci Salvador aos 18 anos, em 1988, quando fui morar na residência estudantil de Iaçu (BA), minha cidade natal. Ali, passei dois anos fazendo cursinho, quando, em 1990, fui para Ilhéus, fazer o curso de Direito na Fespi.

Multimídia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia

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O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) afirmou que, à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

cade

Ricardo Lima cobra respeito ao futebol baiano em caso envolvendo Vitória e FFU: "Não pode ser menosprezado"
Foto: Bia Jesus / Bahia Notícias

A Federação Bahiana de Futebol (FBF) voltou a se posicionar sobre a representação apresentada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) após reclamações do presidente do Vitória, Fábio Mota, a respeito de um possível tratamento desigual dentro da Futebol Forte União (FFU).

 

O presidente da entidade, Ricardo Lima, falou sobre o tema neste sábado (8), durante o evento de lançamento do Intermunicipal 2026, realizado no BEPE. Em entrevista ao Bahia Notícias, o dirigente afirmou que a federação acompanha os assuntos envolvendo os clubes baianos e vai atuar para defender tratamento isonômico aos seus filiados.

 

"A gente tem acompanhado todos os assuntos que envolvem o futebol baiano. E a gente vai estar sempre pregando e brigando pela isonomia. Não pode o mesmo contrato e dois tipos de tratamento", afirmou Ricardo.

 

A manifestação ocorre depois de Fábio Mota reclamar publicamente que o Vitória estaria sofrendo descontos em suas receitas dentro do acordo com a FFU, enquanto o Atlético-MG, que teria situação semelhante, não estaria passando pela mesma retenção.

 

Sem citar nominalmente o clube mineiro, Ricardo Lima afirmou que o papel da FBF é defender seus filiados.

 

"Não vou citar o outro clube porque as matérias já estão claras, não tenho nada a ver com o outro clube. Mas tenho que defender sempre os nossos filiados, nesse caso o Vitória. Vou brigar para que se tenha sempre tratamento igualitário", completou.

 

O presidente da FBF também afirmou que o futebol baiano não pode ser tratado em posição inferior dentro das negociações nacionais. Para Ricardo, um investidor não pode estabelecer diferença de tratamento entre clubes que assinaram contratos semelhantes.

 

"O futebol baiano já passou dessa fase e ele não pode ser mais menosprezado. A gente vai estar sempre em cima, lutando para que a igualdade sempre possa prevalecer. O investidor não tem o direito de dizer como ou quanto cada um vai ter para investir, tem que colocar os valores iguais desde que o contrato tenha sido assinado da mesma maneira", disse.

 

A representação da FBF no Cade foi motivada pelas reclamações de Fábio Mota sobre o tratamento dado ao Vitória pela FFU. O dirigente rubro-negro argumenta que a diferença nos descontos pode gerar impacto financeiro e também técnico, já que Vitória e Atlético-MG disputam a mesma competição.

FBF aciona o Cade após Vitória alegar "tratamento desigual" da FFU em relação ao Atlético-MG; entenda
Foto: Bia Jesus / Bahia Notícias

A Federação Bahiana de Futebol (FBF) entrou com uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) após as reclamações do presidente do Vitória, Fábio Mota, sobre tratamento desigual dentro da Futebol Forte União (FFU). A informação foi publicada inicialmente pelo Lance! e confirmada pelo Bahia Notícias nesta quarta-feia (5). 

 

A queixa envolve a Sports Media Entertainment (SME), investidora que sustenta financeiramente a FFU. O ponto central da discussão é a diferença de tratamento entre Vitória e Atlético-MG, clubes que deixaram a Libra e migraram para o bloco em movimentos semelhantes.

 

Segundo Fábio Mota, os contratos seriam padronizados, mas o Vitória estaria sofrendo descontos de 15% em suas receitas, enquanto o Atlético-MG não teria a mesma retenção. Para o dirigente rubro-negro, a situação cria impacto financeiro e também técnico, já que os clubes disputam a mesma competição e aparecem como adversários diretos no Campeonato Brasileiro.

 

Os dois clubes tinham compromissos com a Libra válidos até 2029. Por isso, a mudança para a FFU só terá efeito prático a partir de 2030. O acordo financeiro para a troca, no entanto, já foi firmado. No caso do Vitória, R$ 68,2 milhões já foram repassados ao clube baiano.

 

Entrevistado pelo Lance!, o presidente da FBF, Ricardo Lima, classificou a situação como 'completamente inaceitáve'.

 

"É completamente inaceitável essa situação que se descobriu agora. Dois clubes fazem o mesmo acordo, mas recebem tratamentos completamente distintos. Não há razão para que só o Vitória esteja sendo vítima desses descontos de 15%. Isso aí já sai do plano do investimento e entra no campo desportivo. É o investidor se achando dono do jogo, decidindo com quanto cada time vai competir. Vamos lutar em todas as instâncias para que o Vitória receba tratamento isonômico e o futebol baiano não seja menosprezado!", afirmou o presidente da FBF.

 

A manifestação da Federação Bahiana se apoia em declaração dada pelo presidente rubro-negro também ao Lance! na última segunda-feira (4). Na entrevista, Mota afirmou que a FFU não poderia aplicar 'dois pesos e duas medidas' a clubes em situação equivalente.

 

"Os contratos são iguais. São padrão, são iguais para todos. O que você muda é o que você vendeu, se 15%, se 20%, se 30%. No meu caso foi 15%, o dele também foi 15%. O contrato é padrão, então. São iguais, iguais com todos os clubes do Brasil, todos são iguais. E todos descontam, todos, todos estão descontando. O único que não está descontando é o que foi junto comigo. (...) Do ponto de vista técnico, há um desequilíbrio, porque, quando você tem um desequilíbrio do ponto de vista financeiro, você tem um desequilíbrio do ponto de vista técnico. Então, não dá para a FFU tratar casos iguais lá dentro, com dois pesos e duas medidas", disse Fábio Mota.

 

Na petição apresentada ao Cade, a FBF afirma que não tem acesso aos instrumentos contratuais firmados entre a SME e os clubes. Por isso, pede que os documentos sejam incluídos no processo para que seja possível verificar se houve diferença de tratamento entre agremiações em situação semelhante.

 

Em um dos trechos do documento, a federação aponta que a falta de transparência na negociação individual dos clubes cria vantagem para o investidor.

 

"A opacidade é parte do problema. Cada clube contratou sem conhecer as condições oferecidas aos demais, e a diferença só veio à tona por descoberta do prejudicado, meses depois de já estar produzindo efeitos. Dessa opacidade decorrem dois resultados distintos, e ambos importam a este julgamento. O primeiro é a vantagem negocial permanente que ela confere ao polo investidor, que negocia conhecendo todas as posições, enquanto cada clube negocia conhecendo apenas a sua", diz trecho da petição obtida pelo Lance!.

 

Entre os pedidos feitos ao Cade, a FBF solicita que a SME apresente a relação de negócios de cessão ou aquisição de percentuais de receitas celebrados com clubes, os percentuais envolvidos, prazos, valores de aporte, datas de início dos descontos e os valores retidos em 2026, clube a clube.

 

A federação também pede que a medida preventiva em análise assegure tratamento isonômico entre clubes que disputam a mesma competição. A solicitação inclui a proibição de tratamento econômico desigual em retenções, descontos na origem e repasses de receitas, salvo se houver critério objetivo demonstrado nos autos.

 

Outro ponto da petição é a defesa do direito de os clubes deixarem o arranjo atual e migrarem para estruturas concorrentes, como forma de evitar que a relação com a investidora limite a liberdade de negociação.

 

Consultada, a SME afirmou, em nota, que a petição da FBF inclui temas ligados à interpretação e à execução de contratos privados, o que, na avaliação da empresa, ultrapassa o alcance da medida preventiva atualmente em análise no Cade. Leia abaixo na íntegra:

 

"A Sports Media Entertainment (SME) informa que a petição apresentada ao Cade incorpora ao recurso questões relacionadas à execução e à interpretação de contratos privados. Na avaliação da empresa, esses pontos ultrapassam o alcance da medida preventiva atualmente em análise pelo Tribunal, cujo despacho, já referendado pelos conselheiros, preserva expressamente os compromissos assumidos entre os clubes e as partes contratantes. Eventuais divergências sobre obrigações contratuais contam com vias próprias de discussão. A SME entende que a inclusão dessas matérias no recurso exige a demonstração concreta de efeitos sobre a concorrência e seguirá prestando ao Cade todos os esclarecimentos necessários. A Sports Media reforça sua confiança na autoridade antitruste."

 

O processo no Cade foi iniciado em junho pelo CSA. Na ocasião, o órgão determinou medida preventiva para que a SME não adotasse qualquer medida capaz de criar obstáculos à saída dos clubes que integram o Condomínio Forte União até a análise definitiva do caso.

 

A decisão estabeleceu multa diária de R$ 250 mil em caso de descumprimento. Depois da representação do clube alagoano, outros integrantes da FFU passaram a pedir explicações sobre a relação com a investidora, em meio ao debate sobre governança, liberdade de saída e criação de uma liga única no futebol brasileiro.

Cade proíbe investidora da FFU de dificultar saída de clubes
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou, por meio de uma medida preventiva, que a Sports Media, investidora ligada à Futebol Forte União (FFU), não poderá adotar mecanismos que dificultem a saída de clubes do bloco. A informação foi publicada pelo colunista Diogo Dantas no portal O Globo nesta sexta-feira (26). 

 

A decisão foi motivada por uma representação apresentada pelo CSA, que questiona cláusulas dos contratos da FFU para exploração dos direitos de transmissão e comerciais do Campeonato Brasileiro. Para o Cade, dispositivos que impeçam ou dificultem artificialmente a migração de clubes entre ligas concorrentes podem representar risco à livre concorrência.

 

A medida se soma a outro revés sofrido pela Sports Media em maio, quando a Justiça proibiu a empresa de condicionar repasses financeiros aos clubes à assinatura de documentos, à prática de atos de gestão ou à desistência de medidas judiciais. 

 

Em nota, a empresa negou as acusações, afirmou que não é responsável pela distribuição dos recursos aos clubes, refutou qualquer alegação de pressão sobre as agremiações e informou que apresentará sua defesa no processo.
 

Cristiano Ronaldo vira acionista da LiveModeTV, braço internacional da empresa dona da CazéTV
Foto: Instagram / @cristiano

Cristiano Ronaldo entrou no mercado de transmissões esportivas digitais. O craque português anunciou, nesta quinta-feira (14), que passou a integrar o quadro de acionistas da LiveModeTV, braço internacional da LiveMode, empresa brasileira responsável pela CazéTV.

 

A movimentação faz parte da estratégia de expansão global da LiveMode antes da Copa do Mundo de 2026. A empresa ganhou projeção no Brasil principalmente por meio da CazéTV, canal criado em parceria com Casimiro Miguel e que acumulou grandes audiências em transmissões da Copa do Mundo de 2022, Jogos Olímpicos, Copa do Brasil e outros eventos esportivos.

 

Em comunicado, Cristiano Ronaldo afirmou que a parceria tem como objetivo ampliar o alcance do esporte por meio de plataformas digitais e redes sociais.

 

"Juntos, estamos a trazer o futebol ao vivo para o YouTube de uma nova forma, com os fãs no centro de tudo", escreveu o jogador, em seu instagram. 

 

O acordo envolve a operação internacional da LiveMode, que lançou recentemente a LiveModeTV em Portugal para oferecer cobertura digital e gratuita da Copa do Mundo de 2026. O modelo segue a lógica que consolidou a CazéTV no Brasil: transmissões em plataformas abertas, como YouTube, com monetização baseada em publicidade e patrocínios, e não em assinatura.

 

A chegada de Cristiano Ronaldo acontece meses depois de uma reestruturação societária envolvendo a CazéTV. Segundo o portal InvestNews, a LiveMode assumiu 100% do canal ao adquirir os 49% que pertenciam à CMiguel Produções, empresa de Casimiro Miguel. Antes disso, a LiveMode já detinha 51% da operação.

 

Com a transação, Casimiro deixou de ser sócio direto apenas da CazéTV e passou a integrar a holding global do grupo, a LiveMode Cayman. Os valores e percentuais do acordo não foram divulgados, e a operação ainda dependia de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

 

Na prática, Cristiano Ronaldo e Casimiro passam a estar ligados ao mesmo grupo empresarial, ainda que em estruturas societárias diferentes dentro da operação da LiveMode.

 

Criada em 2022, a CazéTV cresceu a partir da parceria entre Casimiro e a LiveMode. O canal se consolidou como uma das principais plataformas digitais de transmissão esportiva no Brasil, com grande alcance em torneios nacionais e internacionais.

Empresa acusada de chefiar cartel do asfalto mantém contratos de obras em rodovias na Bahia
Foto: Agência Brasil

Investigada por suspeitas de fraudes em licitações e apontada como uma das protagonistas de um suposto cartel no setor de asfalto, a construtora LCM mantém contratos para execução de obras e serviços de manutenção em rodovias federais que cortam a Bahia.

 

De acordo com investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a LCM Construções é a principal articuladora do esquema. A empreiteira reúne contratos que somam aproximadamente R$ 17 bilhões, com pagamentos superiores a R$ 12 bilhões.

 

As empresas utilizaram sociedades em conta de participação para repassar obras. A prática, vedada em licitações públicas, permite a atuação de sócios “ocultos”, que não aparecem formalmente nos contratos firmados com o poder público.

 

O levantamento feito pelo Bahia Notícias, a partir de dados do Portal da Transparência do Governo Federal, mostra que a empresa participa de ao menos seis contratos vinculados à superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no estado.

 

OBRAS NAS PRINCIPAIS RODOVIAS
A licitação mais antiga, firmada em 2014 e prorrogada até 2027, prevê a execução de obras de duplicação, implantação de vias laterais e restauração em trecho da BR-116. O valor da obra é de R$ 176,7 milhões. Apesar de ter o nome de apenas uma empresa, a obra envolve um consórcio com mais duas empreiteiras.

 

O contrato, que atravessa ao menos quatro governos federais e teve sua vigência prorrogada por mais de uma década, abrange um trecho de cerca de 98 quilômetros, entre a divisa de Pernambuco e Bahia, na região de Ibó, e a divisa da Bahia com Minas Gerais, incluindo o subtrecho entre a BR-235 e a BA-220, em Euclides da Cunha.

 

Outra licitação firmada pela construtora envolve serviços de manutenção e recuperação da BR-030, no trecho entre a divisa de Goiás e Bahia e o município de Campinho. Com vigência entre fevereiro de 2025 e julho de 2028, o contrato prevê intervenções ao longo de 96,6 quilômetros da rodovia e tem valor estimado em R$ 35,1 milhões.

 

A empresa também mantém um segundo contrato na BR-030, firmado em 2023, que prevê a execução de serviços de conservação e recuperação em um trecho de 77,7 quilômetros entre Ubaitaba e Campinho. Com vigência até setembro de 2026, o valor é de aproximadamente R$ 29,8 milhões.

 

Na BR-235, a LCM assumiu em dezembro de 2024 para a execução de serviços de manutenção rodoviária em trechos que conectam a Bahia a outros estados do Nordeste. As intervenções abrangem acessos nos municípios de Juazeiro e Uauá, incluindo segmentos que ligam as divisas da Bahia com Sergipe, Pernambuco e Piauí. O contrato tem vigência até 2028 e valor estimado em R$ 48,9 milhões.

 

A construtora também figura como contratada em obra de manutenção e recuperação da BR-324, uma das principais rodovias federais da Bahia. O contrato de R$ 35 milhões, firmado em maio de 2025, prevê intervenções em trecho entre a divisa do Piauí com a Bahia e a capital Salvador, incluindo segmentos que passam por Feira de Santana. A vigência vai até março de 2026.

 

PONTE JEQUITINHONHA
Além das rodovias federais, a empresa integra contrato emergencial relacionado à manutenção do desvio provisório da ponte sobre o Rio Jequitinhonha. O objeto prevê serviços de conservação e recuperação em um conjunto de rodovias estaduais e federais, totalizando cerca de 73 quilômetros. O valor do contrato foi atualizado em R$ 32,5 milhões, conforme dados do Portal da Transparência.

 

Em nota, o DNIT informou que vem colaborando integralmente com as investigações para a completa elucidação dos fatos e "repudia qualquer prática fraudulenta ou ato de corrupção". A administração do DNIT ainda ressaltou que não tem ingerência direta na elaboração ou no envio de propostas pelas empresas participantes dos processos licitatórios. 

Cartel no setor do asfalto teria atuado em um terço das licitações do DNIT
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Um grupo de empresas é suspeito de integrar um cartel no setor de asfalto. Segundo apuração do portal UOL, os empreendimentos concentram contratos bilionários de pavimentação firmados com o governo desde 2015.

 

As companhias investigadas participaram de cerca de um terço das licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e firmaram mais de 170 contratos entre 2023 e 2025, com valor mínimo estimado em R$ 9 bilhões.

 

De acordo com investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a LCM Construções é uma das protagonistas do esquema. A empreiteira reúne contratos que somam aproximadamente R$ 17 bilhões, com pagamentos superiores a R$ 12 bilhões.

 

A empresa e seu controlador, Luiz Otávio Fontes Junqueira, também são alvos da operação Route 156, que apura suspeitas de fraude em licitações no Amapá. Um suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP) foi citado na investigação.

 

Segundo os investigadores, as empresas utilizaram sociedades em conta de participação para repassar obras — prática vedada em licitações públicas. Esse tipo de sociedade permite a atuação de sócios “ocultos”, que não aparecem formalmente nos contratos firmados com o poder público.

 

Em alguns casos, segundo o Cade, as empresas repassaram quase a totalidade dos contratos à LCM por meio desse mecanismo.

 

Em nota ao UOL, a LCM afirmou que não participou de práticas anticoncorrenciais e que prestará esclarecimentos ao Cade. O Dnit informou que coopera com as investigações e mantém mecanismos internos de controle para apurar irregularidades.

Cade determina nova etapa de instrução em processo que apura formação da Libra; entenda
Foto: Divulgação

O Tribunal Administrativo de Defesa Econômica, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), determinou uma nova fase de instrução no processo que analisa a criação da Liga do Futebol Brasileiro (Libra). A decisão, publicada no despacho nº 88/2025/GAB4/CADE nesta quinta-feira (27), envolve clubes das Séries A e B, acusados de possível formação de joint venture que poderia restringir a concorrência no mercado do futebol brasileiro.

 

O procedimento, registrado sob o número 08700.007461/2023-22, apura se a constituição da Libra e a submissão de clubes ao bloco configuram prática de concentração anticompetitiva. A investigação faz parte de um Procedimento Administrativo de Apuração de Ato de Concentração (APAC).

 

O despacho lista 30 clubes como representados, entre eles:


Bahia, Vitória, Flamengo, Atlético-MG, Ponte Preta, ABC, Guarani, Grêmio, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo, Palmeiras, Mirassol, Ituan o, Novorizontino, Paysandu, Sport, Corinthians, Botafogo-SP e Sampaio Corrêa.

 

As agremiações são acompanhadas por seus respectivos advogados e assessorias jurídicas, conforme especificado pelo Cade.

 

A decisão decorre da Nota Técnica nº 21/2025, emitida pela Superintendência-Geral em setembro, que apontou que a estrutura da Libra se assemelha a uma joint venture contratual. Segundo o documento, o modelo pode, em tese, limitar a concorrência caso resulte em coordenação de mercado ou restrição a clubes que não aderiram ao bloco.

 

Com base nisso, o Cade determinou nova coleta de informações para esclarecer pontos considerados essenciais ao julgamento:

  • Instrumentos constitutivos e alterações da Libra, incluindo atas de assembleias e documentos que formalizam entrada ou saída de clubes;
  • Contratos e acordos firmados no âmbito da venda de direitos de transmissão e demais operações relacionadas;
  • Negociações e entendimentos com a Liga Forte União (LFU), bloco concorrente que negocia unitariamente a comercialização de direitos.

 

Todos os clubes têm prazo de cinco dias úteis para enviar a documentação exigida.

 

O relatório menciona que Fluminense, Cruzeiro, Botafogo-RJ, Vasco e Brusque também integram a Libra, mas não constam como partes do processo. A recomendação é pela inclusão dessas equipes, consideradas essenciais para análise completa da estrutura e das práticas da Liga.

 

Também foram notados envios incompletos de documentos por parte de clubes como Atlético-MG, Ponte Preta, Vitória e Palmeiras, que ainda precisam complementar suas informações.

 

O relator do caso, Victor Oliveira Fernandes, destacou que ainda não há conclusão sobre existência de infração concorrencial, mas que a coleta de novos elementos é fundamental para o julgamento.

 

Com a ampliação da base documental e inclusão de clubes faltantes, o Cade busca detalhar como a Libra se organiza internamente e de que forma negocia direitos comerciais — especialmente diante da disputa com a Liga Forte União (LFU).

 

O despacho agora segue para homologação final.

CADE amplia prazo para clubes responderem sobre investigação envolvendo a Libra
Foto: Reprodução/Instagram

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) prorrogou por mais dez dias úteis o prazo para que os clubes integrantes da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) apresentem esclarecimentos sobre o processo que apura possível prática de gun jumping — quando empresas formalizam uma fusão ou parceria antes da aprovação do órgão antitruste.

 

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O caso foi aberto em outubro de 2023, após a Superintendência-Geral do CADE apontar que a criação da Libra, em 2022, configuraria uma joint venture contratual que deveria ter sido submetida à análise prévia do conselho.
 

Entre os clubes representados estão Bahia, Vitória, Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Grêmio, Atlético Mineiro, Ponte Preta, Ituano, Mirassol, Red Bull Bragantino, Paysandu, Novorizontino, ABC e Sampaio Corrêa, além da própria Libra.

 

A decisão, assinada pelo conselheiro-relator Victor Oliveira Fernandes, foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (14). O despacho determina que todos os representados enviem documentação complementar, como estatutos, contratos e acordos relativos à venda de direitos de transmissão e eventuais entendimentos com a Liga Forte União (LFU).

 

O CADE também advertiu que o não cumprimento do pedido dentro do prazo pode gerar multa diária de R$ 5 mil por clube.

CADE investiga Liga Forte União por possível irregularidade na venda de direitos comerciais
Fotos: Divulgação

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) abriu um procedimento para apurar possíveis irregularidades na constituição e operação da Liga Forte União do Futebol Brasileiro (LFU), grupo que reúne atualmente 25 clubes da Série A e B do Campeonato Brasileiro. As informações constam no Diário Oficial da União, publicado nesta terça-feira (7). 

 

O processo, registrado sob o número 08700.005511/2023–37, pretende verificar se a criação da LFU e os contratos firmados com investidores institucionais, como Life Capital Partners (LCP), XP Investimentos e General Atlantic, configuraram atos de concentração sem notificação prévia ao CADE, o que seria uma infração à Lei de Defesa da Concorrência (Lei n.º 12.529/2011).

 

Segundo o despacho do conselheiro-relator Victor Oliveira Fernandes, a LFU surgiu em 2022 como associação civil, conhecida inicialmente como “Liga Forte Futebol do Brasil”, reunindo clubes como América-MG, Chapecoense, Atlético-GO, Avaí, Ceará, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional, Cruzeiro e outros. Em 2023, novos clubes, como Botafogo, Vasco, Cruzeiro e Coritiba, se uniram à liga através do chamado “Grupo União”, consolidando a atual LFU.

 

Entre agosto e novembro de 2023, a LFU estruturou operações financeiras com investidores institucionais, incluindo a alienação de 20% dos direitos comerciais de transmissão dos clubes pelos próximos 50 anos, em transação que movimentou R$ 2,6 bilhões. A governança da liga prevê um comitê condominial com sete representantes (cinco dos clubes e dois dos investidores), conferindo liderança empresarial aos investidores, mesmo com participação econômica limitada a 20%.

 

O procedimento busca esclarecer se houve “gun jumping”, termo usado para atos de concentração consumados sem autorização prévia do CADE, o que poderia levar à nulidade dos atos e sanções financeiras significativas.

 

O CADE determinou que a LFU, bem como as empresas Life Capital Partners e Sports Media Participações S.A., apresentem documentos detalhando a constituição, evolução societária, contratos de transmissão e acordos com investidores, todos preferencialmente em formato digital, sob pena de multa diária de R$ 5.000 em caso de descumprimento.

Ministro revela que fusão de empresas não deve elevar preço de passagens aéreas
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo federal não acredita que haverá aumento no preço das passagens aéreas se for confirmada a fusão entre as companhias Azul e Gol. Esse pensamento foi externado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, nesta terça-feira (21), em Foz do Iguaçu (PR), sobre a fusão que ainda está sendo analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

 

“Eu tenho muita confiança que não haverá aumento de passagem. Pelo contrário, a gente vai ter o fortalecimento da aviação regional, a gente vai ter economicidade em muitos voos. Por exemplo, às vezes, você tem um voo para a mesma cidade, por exemplo, saindo aqui de Foz do Iguaçu para Curitiba, você tem um voo da Gol e tem um voo da Azul. Às vezes, esse voo, os dois aviões têm capacidade, por exemplo, de mais de 150 passageiros, mas só que um voo sai com 80 da Azul e o voo da Gol sai com 80. Então, em um único voo, a gente poderia levar a população e sobrar uma aeronave para outros destinos do Brasil”, disse o ministro à imprensa após participar, no fim da tarde de hoje, da cerimônia de entrega das obras de modernização do do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.

 

“Quanto mais as companhias se estruturam, quanto mais ampliam voos, quanto mais se organizam estruturalmente, mais têm capacidade de baixar [preços de] voos, ou seja, é ampliar a ocupação e melhor qualificar a malha aérea da aviação do país", acrescentou.

 

Segundo Silvio Costa Filho, a prioridade do governo, neste momento, é fortalecer as companhias aéreas. “Infelizmente, teria muito mais o efeito perverso e danoso para o Brasil se essas empresas viessem a quebrar, já que representam de 63% a 64% do mercado. Então, a prioridade nossa, desde o primeiro momento, foi dialogar com as companhias aéreas, criar uma agenda de crédito que nunca houve. Criamos no valor de R$ 4 bilhões". 

 

"A expectativa agora é amanhã iniciar o diálogo, no primeiro momento com o presidente da Gol. E, na próxima semana, devemos nos reunir com o presidente da Azul para discutir o que eles estão imaginando em relação a essa possível fusão, no intuito, sobretudo, de fortalecer a aviação”, afirmou o ministro.

Cade retoma investigação contra Globo por suposto monopólio em transmissões de futebol
Foto: Divulgação

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu retomar o inquérito contra a Rede Globo de Televisão por suspeita de monopólio nas transmissões de futebol no Brasil. A investigação, que estava paralisada desde julho de 2023, volta à pauta sem que, até o momento, a emissora tenha sofrido qualquer punição.

 

De acordo com informações do portal F5, da Folha de São Paulo, a decisão de renovar o inquérito foi tomada pelo Cade em 27 de dezembro de 2024. O objetivo é avaliar as práticas de mercado da Globo até março de 2025, em um contexto onde a concorrência por direitos de transmissões esportivas tem se intensificado nos últimos anos.

 

ENTENDA O CASO

A investigação contra a Rede Globo teve início em 2021, com foco nas relações da emissora com concorrentes, clubes de futebol e outras empresas do setor. Em julho de 2023, o Cade enviou 34 ofícios a clubes e à Warner Bros Discovery, solicitando esclarecimentos sobre os contratos de transmissão do Campeonato Brasileiro entre 2019 e 2024. O objetivo é apurar se a Globo adotou práticas anticompetitivas que prejudicaram a concorrência e impactaram negativamente o mercado de transmissões esportivas no Brasil.

 

A Warner Bros Discovery, um dos principais concorrentes, afirmou ao Cade que rescindiu um contrato com o Brasileirão devido a "situações ruins" causadas pela Globo. Clubes como Vitória, São Paulo, Vasco e Cuiabá também responderam aos questionamentos do órgão. O Flamengo relatou que tentou transmitir seus jogos por meio de sua própria plataforma de streaming, mas teve as iniciativas frustradas pela emissora.

 

DEFESA DA GLOBO

A Rede Globo nega as acusações de monopólio, alegando que o mercado de direitos de transmissão passou por uma "pulverização recente". Como exemplo, cita a aquisição dos direitos do Campeonato Brasileiro pela Record, com contrato firmado por três anos a partir de 2025. Segundo a emissora, essa diversificação no mercado demonstra que não há práticas anticompetitivas.

Cade investiga se Petrobras realizou prática anticompetitiva na crise hídrica
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, instaurou um inquérito administrativo contra a Petrobras para investigar supostos indícios de práticas anticompetitivas na venda de gás natural às usinas termelétricas (UTE) durante a crise hídrica de 2021. As informações são da Agência Brasil.

 

O Cade é uma autarquia ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem entre as funções impedir medidas que afetem a livre concorrência e causem danos a consumidores e à economia.

 

O processo se iniciou em 1º de setembro de 2021, ano em que o Brasil enfrentou a pior crise hídrica em mais de 91 anos. O Cade solicitou a 50 UTE informações sobre custo médio de compra de combustíveis para a geração de energia elétrica e cópia de contratos de venda para distribuidoras.

 

À Petrobras, o Cade indagou sobre os tipos de combustíveis fornecidos às UTE, cópia dos contratos e preço mensal cobrado nos últimos três anos.

 

Depois da análise das respostas e de apurações compartilhadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Cade considerou que existem indícios de infração da ordem econômica. Em 11 de agosto de 2023, a Petrobras foi notificada da abertura do inquérito.

 

Na nota técnica que fundamenta o inquérito, o Cade contextualiza o mercado de gás natural no Brasil, apontando a Petrobras como a principal fornecedora, com 75% de market share (participação no mercado). O gás natural é matéria-prima para as UTE gerarem energia elétrica, que é mais cara do que fontes como hidrelétrica, eólica e solar.

 

O documento mostra que o ápice da produção das termelétricas aconteceu no segundo semestre de 2021, em um esforço do país para suprir a menor geração das hidrelétricas, afetadas pela crise hídrica.

 

Além de fornecedora de gás natural, a Petrobras atua diretamente no mercado de energia termelétrica ao ter participação em UTE.

 

A nota técnica do Cade identificou comportamento anormal no preço do gás natural vendido pela Petrobras, o que levantou a suspeita de que a estatal poderia ter atuado para prejudicar concorrentes.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Hilton Coelho

Hilton Coelho
Foto: Reprodução Antena 1 Salvador

"Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?"

 

Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) ao cobrar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual que prevê medidas de proteção à Serra da Chapadinha, unidade de conservação planejada para uma área localizada entre os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na Chapada Diamantina.

Podcast

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A pré-candidata ao Senado Federal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Professora Delliana Ricelli, é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda-feira (17).

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