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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou, por meio de uma medida preventiva, que a Sports Media, investidora ligada à Futebol Forte União (FFU), não poderá adotar mecanismos que dificultem a saída de clubes do bloco. A informação foi publicada pelo colunista Diogo Dantas no portal O Globo nesta sexta-feira (26).
A decisão foi motivada por uma representação apresentada pelo CSA, que questiona cláusulas dos contratos da FFU para exploração dos direitos de transmissão e comerciais do Campeonato Brasileiro. Para o Cade, dispositivos que impeçam ou dificultem artificialmente a migração de clubes entre ligas concorrentes podem representar risco à livre concorrência.
A medida se soma a outro revés sofrido pela Sports Media em maio, quando a Justiça proibiu a empresa de condicionar repasses financeiros aos clubes à assinatura de documentos, à prática de atos de gestão ou à desistência de medidas judiciais.
Em nota, a empresa negou as acusações, afirmou que não é responsável pela distribuição dos recursos aos clubes, refutou qualquer alegação de pressão sobre as agremiações e informou que apresentará sua defesa no processo.
A disputa envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a liga Futebol Forte União (FFU) ganhou um novo capítulo fora dos canais tradicionais. Na última semana, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e Suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas ingressou com uma ação civil pública na 2ª Vara Cível de Brasília contra a Sports Media Entertainment, empresa ligada à negociação dos direitos de transmissão dos clubes da FFU. A informação foi veiculada inicialmente por Lauro Jardim, do O Globo.
Na ação, o sindicato solicita que a empresa seja impedida de suspender, por qualquer motivo, o repasse de receitas comerciais aos 31 clubes integrantes da liga.
A iniciativa ocorre em meio a um cenário de embate político nos bastidores do futebol brasileiro. A composição da diretoria do Sinafut reúne nomes que também ocupam cargos em federações estaduais e na própria CBF, o que evidencia a proximidade institucional entre as partes.
Entre os dirigentes estão Gustavo Vieira, presidente do sindicato e da Federação do Espírito Santo; Ednailson Rozenha, secretário-geral, presidente da Federação do Amazonas e vice-presidente da CBF; e Ricardo Paul, diretor financeiro, presidente da Federação do Pará e também vice da entidade nacional.
A lista inclui ainda Adriano Aro, à frente da diretoria jurídica e da Federação Mineira; Felipe Feijó, diretor administrativo e presidente da Federação Alagoana; Rubens Angelotti, integrante do conselho fiscal, presidente da Federação Catarinense e vice da CBF; além de Ricardo Lima, vice do Sinafut e presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF).
O movimento judicial é mais um elemento na disputa de interesses que envolve a organização das ligas e a gestão dos direitos comerciais no futebol nacional.
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"Eu estou vendo o quadro eleitoral, não sei quantos candidatos vão ter ainda. Eu, como presidente da República, não vou para debate para ouvir bobagem. Não vou".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que não irá participar dos debates eleitorais se for "para ouvir bobagem". A declaração ocorreu durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.