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Buffon renuncia cargo na Federação Italiana de Futebol após terceira ausência consecutiva em Copas

Por Redação

Foto: Imago

 

A eliminação da seleção italiana na disputa por uma vaga na Copa do Mundo desencadeou mudanças imediatas na estrutura do futebol do país. Após a saída de Gabriele Gravina da presidência da federação, o ex-goleiro Gianluigi Buffon também anunciou sua despedida do cargo de chefe de delegação.

 

A decisão veio logo depois da derrota para a Bósnia e Herzegovina nos pênaltis, resultado que deixou a Itália fora do Mundial pela terceira edição consecutiva. Buffon afirmou que sua reação inicial foi imediata, mas optou por oficializar a saída após a definição na federação.

 

"Apresentar minha demissão um minuto após o término da partida contra a Bósnia foi um ato impulsivo, que surgiu do fundo da minha alma . Tão espontâneo quanto as lágrimas e a dor que sinto no coração, uma dor que sei que compartilho com todos vocês. Pediram-me para esperar para que todos pudessem refletir adequadamente. Agora que o presidente Gravina decidiu renunciar, sinto-me livre para fazer o que considero ser a coisa responsável a fazer. (...) O principal objetivo era levar a Itália de volta à Copa do Mundo. E não conseguimos isso", declarou.

 

Buffon exercia a função desde agosto de 2023, quando assumiu poucos dias após encerrar a carreira como jogador. Ele substituiu Gianluca Vialli, que faleceu em janeiro daquele ano, aos 58 anos, em decorrência de câncer. Durante o período, participou do ciclo que terminou sem a classificação para o Mundial.

 

A ausência marca um feito negativo inédito: é a primeira vez que uma seleção campeã do mundo fica fora de três Copas seguidas. O cenário gerou forte pressão interna. O ministro do Esporte e Juventude da Itália, Andrea Abodi, já havia cobrado mudanças na federação e defendido a saída do então presidente.

 

Ídolo histórico, Buffon é o jogador com mais partidas pela seleção italiana, com 176 jogos entre 1997 e 2018. Ele foi peça-chave na conquista da Copa do Mundo FIFA de 2006 e construiu carreira de destaque por clubes como Juventus, Parma e Paris Saint-Germain.