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Milão viveu nesta terça-feira (4) um dia de despedida para um dos maiores nomes de sua história esportiva. Franco Baresi, ídolo do Milan e símbolo de uma geração marcante do futebol italiano, foi velado em cerimônia na Basílica de Santo Ambrósio, diante de milhares de torcedores rossoneri.
Horas antes do início do funeral, a praça em frente à igreja já estava tomada por camisas, cachecóis e bandeiras do Milan. Os torcedores transformaram o local em uma arquibancada a céu aberto para prestar a última homenagem ao ex-zagueiro, morto aos 66 anos.
Imaginez avoir aujourd’hui un Franco Baresi dans votre club. Un joueur qui arrive à 14 ans, devient titulaire à 18, puis capitaine à 22. Il devient l’un des plus forts à son poste, mais refuse de partir malgré deux descentes en deuxième division. Il guérit d’une maladie du sang,…
— Guillaume Pacini (@Guillaumemp) August 4, 2026
Durante a manhã, cânticos em homenagem ao eterno camisa 6 ecoaram nos arredores da basílica. Em um prédio diante da igreja, uma faixa resumiu o sentimento dos torcedores: "Franco Baresi, lenda imortal, bandeira eterna que jamais deixará de tremular. Adeus, capitão".
A cerimônia reuniu nomes ligados a uma das fases mais vitoriosas da história do Milan. Paolo Maldini, Alessandro Costacurta, Marco van Basten, Roberto Donadoni, Daniele Massaro, Filippo Galli, Giovanni Galli, Angelo Colombo e o técnico Fabio Capello estiveram entre os presentes.
O caixão de Baresi foi carregado por antigos companheiros de equipe. Maldini e Costacurta, dois nomes diretamente associados ao legado defensivo do Milan, acompanharam a despedida nas primeiras fileiras da basílica.
A diretoria do clube também marcou presença. O proprietário Gerry Cardinale, o presidente Paolo Scaroni e representantes das equipes masculina, feminina e das categorias de base compareceram à cerimônia.
Christian Pulisic e Santiago Giménez, que se recuperam de lesões e não viajaram com o restante do elenco para a turnê de pré-temporada na Austrália, permaneceram na Itália para participar da homenagem.
Ao fim do funeral, a emoção voltou a tomar conta da Praça de Santo Ambrósio. Sob aplausos e novos cânticos, o caixão deixou a basílica enquanto torcedores repetiam uma frase que acompanhou Baresi durante toda a carreira: "Só existe um capitão".
???????????? RIP, Franco Baresi. Thousands gathered to pay their respects. ?????? (@AntoVitiello) pic.twitter.com/ANrYur2I4F
— EuroFoot (@eurofootcom) August 4, 2026
A equipe principal do Milan não pôde comparecer em peso por estar na Austrália para a pré-temporada. Ainda assim, o clube preparou uma série de homenagens para o clássico contra a Inter de Milão, em Perth.
Os jogadores entrarão em campo com braçadeiras pretas, será respeitado um minuto de silêncio, imagens de Baresi serão exibidas nos telões do estádio e uma coreografia especial celebrará o eterno dono da camisa 6.
Baresi construiu toda a carreira profissional no Milan e se tornou um dos maiores defensores da história do futebol. Como capitão, liderou uma geração que marcou época na Itália e na Europa, além de ter integrado a seleção italiana campeã da Copa do Mundo de 1982.
Sua importância foi eternizada pelo clube com a aposentadoria do número 6, que usou durante a carreira. O gesto é reservado a poucos jogadores na história rossonera.
O futebol mundial perdeu nesta sexta-feira (31) um dos maiores defensores de sua história. Franco Baresi, ídolo eterno do Milan e campeão da Copa do Mundo de 1982 com a seleção italiana, morreu aos 66 anos. A notícia foi confirmada pelo clube italiano, que lamentou a morte através de um comunicado oficial.
Dono de uma carreira rara no futebol moderno, Baresi vestiu apenas a camisa do Milan como profissional. Foram 20 temporadas consecutivas no clube, entre 1977 e 1997, período em que disputou 719 partidas oficiais, conquistou seis Campeonatos Italianos, três Copas dos Campeões da Europa, dois Mundiais Interclubes e diversos outros títulos. O reconhecimento foi tamanho que, após sua aposentadoria, o Milan decidiu aposentar a camisa número 6, usada pelo capitão durante grande parte da carreira.
Pela seleção italiana, Baresi participou de três Copas do Mundo. Ainda jovem, integrou o elenco campeão de 1982, na Espanha, e, doze anos depois, foi o capitão da Azzurra na campanha que terminou com o vice-campeonato nos Estados Unidos. Mesmo após passar por uma cirurgia no joelho durante aquele Mundial, retornou para disputar a decisão contra o Brasil e atuou durante os 120 minutos da final, marcada pela vitória brasileira nos pênaltis.
Nos últimos meses, o ex-zagueiro enfrentava problemas de saúde. Em 2025, ele passou por uma cirurgia para retirada de um nódulo pulmonar e iniciou tratamento complementar com imunoterapia. O Milan havia informado, na época, que a recuperação ocorria sem complicações. A causa da morte, porém, não foi divulgada oficialmente.
Para o torcedor brasileiro, Franco Baresi será lembrado por alguns dos confrontos mais emblemáticos entre Brasil e Itália em Copas do Mundo. O mais marcante deles aconteceu na decisão do Mundial de 1994, nos Estados Unidos. Capitão da Azzurra, o zagueiro retornou de forma surpreendente após uma lesão no joelho sofrida ainda na fase de grupos e liderou a defesa italiana na final disputada em Pasadena.
Mesmo sem estar nas melhores condições físicas, Baresi fez uma atuação considerada uma das melhores de sua carreira, anulando boa parte das investidas brasileiras durante os 120 minutos. Nos pênaltis, porém, viveu um dos momentos mais dolorosos da trajetória: cobrou a primeira penalidade da Itália por cima do travessão. Pouco depois, Roberto Baggio também desperdiçou sua cobrança, e o Brasil conquistou o tetracampeonato mundial.
VEJA ABAIXO A NOTA DE PESAR DO MILAN:
"Anunciar a perda de alguém que representava a alma e o coração do Milan é algo extremamente difícil. Mas todos no clube e todos os milanistas precisam honrar a memória de Franco Baresi. Precisamos ser fortes e encontrar forças mesmo neste momento de profunda tristeza. Perdemos Franco apenas alguns meses depois de sua última aparição pública, diante de um San Siro lotado, na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno de Milão, um evento de alcance mundial que ele ajudou a tornar inesquecível.
Em memória de Franco, permanecemos unidos, certos de que ele continuará nos guiando e nos inspirando em nossa trajetória rossonera. Para sempre. Porque Baresi é eterno."
Após ser anunciado na terça-feira (28), a Federação Italiana de Futebol (FIGC) apresentou Roberto Mancini como novo técnico da Itália nesta quarta-feira (29). O treinador, de 61 anos, retorna ao comando da Azzurra após liderar a seleção nacional de 2018 a 2023, conquistando a Eurocopa de 2021.
Buscando voltar aos tempos de glória, a Itália acredita no trabalho de Mancini para reconstruir a seleção e voltar a disputar a Copa do Mundo, após passar três edições consecutivas fora.
“Estou aqui para trazer a Itália de volta ao lugar que ela merece. Independentemente do que aconteceu em 2023, o objetivo é sempre vencer e jogar bem. Estou convencido de que os jogadores estão à altura e que são bons, especialmente os jovens”, afirmou Mancini.
Entre as estratégias pensadas pelo novo técnico está a utilização de jogadores mais novos. “Os jogadores do Sub-18 devem jogar todos na mesma formação, desde o Sub-18. Acho que é possível revelar bons jogadores aos 18 anos e, por isso, seria melhor ter uma identidade tática comum”.
Apesar da crise futebolística, Mancini se mostrou confiante para iniciar o novo trabalho, que deve estrear oficialmente no dia 25 de setembro, contra a Bélgica, pela Liga das Nações da Uefa.
“Acredito que temos jogadores fortes e jovens. Vamos encontrar os novos Bonucci e Chiellini, que servirão de referência e orientarão os mais jovens. [...] Gostaria de ganhar um grande troféu, talvez até dois. Gostaria de construir um projeto com a seleção nacional. E, se possível, ficar além do meu contrato”, completou.
MANCINI NA AZZURRA
Em sua primeira passagem pela equipe iniciada em 2018, comandou a seleção italiana no processo de reconstrução que resultou na conquista da Eurocopa de 2021, em Wembley, contra a Inglaterra.
Mancini saiu da seleção em agosto de 2023, um ano e cinco meses após ser eliminado pela Macedônia do Norte na repescagem e eliminou a Itália da Copa do Mundo do Catar.
Na ocasião, o técnico comunicou sua saída por e-mail antes de assumir a seleção da Arábia Saudita. “Cometi um erro e me arrependo. O destino está me dando a chance de me redimir: é como perder a mulher da sua vida”, afirmou.
Pela Seleção Italiana, Roberto Mancini disputou 61 jogos, com 37 vitórias, 15 empates e 9 derrotas. O ponto alto foi o título da Eurocopa em 2021.
Após cair para o Brasil na semifinal da Liga das Nações de Vôlei Feminino (VNL), a Itália venceu a China por 3 sets a 1 na decisão pelo terceiro lugar e ficou com o bronze do torneio. A partida ocorreu no ginásio Macau East Asian Games Dome, na China, na madrugada deste domingo (26).
As italianas venceram o primeiro set com facilidade, mas sofreram o empate chinês no segundo. Sem se abalar, as tricolores emplacaram dois sets seguidos e confirmaram a vitória. As parciais foram de 25/16, 23/25, 25/22 e 25/13. O destaque da partida ficou com a italiana Antropova, que fez 26 pontos: 21 de ataque, um de bloqueio e quatro aces (pontos de saque).
Tricampeã da VNL, esta é a primeira vez em que a Itália volta com o bronze para casa. Na decisão do título, o Brasil enfrenta a Turquia neste domingo.
O Brasil está na final da Liga das Nações Feminina de Vôlei (VNL). Neste sábado (25), a Seleção Brasileira saiu atrás, reagiu e venceu a Itália por 3 sets a 2, em Macau, na China, pela semifinal da competição.
As parciais do triunfo brasileiro foram de 21/25, 25/21, 26/24, 21/25 e 15/12. Ana Cristina marcou 23 pontos e terminou como a maior pontuadora da partida.
Com a vitória sobre as atuais bicampeãs da VNL, a equipe comandada por José Roberto Guimarães manteve vivo o sonho de conquistar o título inédito. Desde a criação do torneio, em 2018, o Brasil chegou quatro vezes à decisão, mas terminou com a medalha de prata em todas elas.
A disputa pelo ouro será neste domingo (26), às 8h30, pelo horário de Brasília. O adversário brasileiro sairá do confronto entre Turquia e China.
Ao longo da competição, a Seleção Brasileira precisou lidar com problemas físicos e desfalques importantes. Gabi não entrou em quadra na VNL por causa de um desconforto na região lombar.
Júlia Kudiess sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo durante a última partida da fase classificatória. Tainara também se lesionou no decorrer do torneio.
A líbero Nyeme também não participou da competição. A jogadora permaneceu no Brasil ao lado da filha Antonella, de pouco mais de um ano.
Mesmo com as baixas, o Brasil eliminou uma adversária que conquistou resultados importantes nos últimos anos. Além dos dois títulos consecutivos da VNL, a Itália ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, e no Campeonato Mundial de 2025.
O deputado italiano Angelo Bonelli afirmou, nesta quarta-feira (22), que o paradeiro atual da ex-parlamentar brasileira Carla Zambelli (PL) é desconhecido. Segundo ele, a última aparição pública da ex-deputada ocorreu em uma igreja em Roma, durante um encontro de apoio a ela.
O italiano é o mesmo parlamentar que, no ano passado, informou às autoridades italianas o endereço de Zambelli, episódio que resultou na prisão dela pela Interpol. Segundo informações divulgadas pelo Jornal O Globo, Bonelli cumpriu uma agenda na Câmara Municipal de São Paulo e avaliou sobre o caso.
Na avaliação do deputado, Zambelli estaria aguardando o resultado das eleições presidenciais brasileiras, previstas para outubro deste ano. A hipótese levantada pelo deputado é a de que uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia abrir caminho para sua volta ao Brasil.
"Se o Bolsonaro ganhar, pode ser que o governo futuro pense em fazer uma anistia para quem cometeu crime, como a Carla Zambelli", afirmou Bonelli.
O parlamentar também criticou a postura da ex-deputada diante das determinações judiciais brasileiras."Quando uma pessoa foge da Justiça, não é uma postura boa, especialmente quando essa pessoa tem uma responsabilidade pública", disse.
ÚLTIMA APARIÇÃO
A mais recente aparição confirmada de Zambelli ocorreu no dia 11 de julho, quando ela participou de um culto organizado pelo grupo evangélico brasileiro "Patriotas em Roma". No evento, em discurso feito do púlpito, ela orou pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelos condenados pelos atos golpistas de terça-feira (8) de janeiro de 2023.
Zambelli também agradeceu publicamente o apoio dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Damares Alves (Republicanos-DF), que teriam "cruzado o Oceano Atlântico" para visitá-la enquanto estava detida.
O discurso foi divulgado nas redes sociais pelo perfil do grupo religioso e também por Rita Zambelli, mãe da ex-parlamentar e pré-candidata a deputada federal pelo PL em São Paulo. Ela descreveu o evento como um "Culto em Ação de Graça" dedicado à liberdade de Carla.
SITUAÇÃO JURÍDICA
No final de maio, a Corte de Cassação da Itália, equivalente ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, revogou a decisão que havia autorizado a extradição de Zambelli e concedeu sua liberdade. A decisão ocorreu na mesma semana em que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotassem medidas para efetivar o procedimento de extradição.
A defesa de Zambelli sustenta que a decisão da Corte de Cassação abrange os dois processos nos quais a extradição foi solicitada; isso incluiria o pedido vinculado à segunda condenação da ex-parlamentar, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Ambas as condenações têm origem em processos conduzidos pelo STF. Na primeira delas, relativa à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli foi sentenciada a dez anos de prisão.
A ex-deputada deixou o Brasil em maio do ano passado, passando pelos Estados Unidos antes de se instalar na Itália, onde possui cidadania. Dois meses após a chegada ao país europeu, foi presa e declarou querer ser julgada lá. Em dezembro, a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação de seu mandato, mas o STF anulou essa votação e decretou diretamente a cassação em razão da condenação à prisão.
Enquanto o processo de extradição tramitava na Itália, Zambelli permaneceu detida na Penitenciária Feminina de Rebibbia, em Roma, por decisão da Justiça italiana, que identificou risco de fuga. O governo brasileiro informou que, caso a extradição seja efetivada, ela ficará recolhida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
O ex-zagueiro italiano Paolo Maldini, atual diretor de seleções da Federação Italiana de Futebol (FIGC), revelou que a entidade procurou Carlo Ancelotti para assumir o comando da Azzurra antes de iniciar conversas com Pep Guardiola. Segundo ele, a prioridade foi consultar os principais treinadores do futebol mundial.
"Achamos justo começar pelos melhores do mundo, mas é preciso verificar a disponibilidade de cada um", disse Maldini durante entrevista coletiva.
Ancelotti, no entanto, tem contrato com a seleção brasileira até a Copa do Mundo de 2030, o que dificulta qualquer possibilidade de saída.
Segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, Guardiola também está distante de um acordo. O espanhol teria pedido cerca de 20 milhões de euros por temporada, enquanto a FIGC trabalha com um orçamento próximo de 10 milhões de euros para o cargo.
Sem consenso nas negociações, a federação avalia outras opções para substituir Gennaro Gattuso, demitido após a Itália ficar fora da Copa do Mundo de 2026. Andrea Pirlo desponta como principal alternativa, seguido por Roberto Mancini e Antonio Conte.
Maldini e o brasileiro Leonardo foram anunciados recentemente para cargos executivos na FIGC e conduzem o processo de escolha do novo comandante da Azzurra.
O Brasil venceu suas cinco Copas do Mundo sem perder nenhum jogo. Em levantamento feito pelo Bahia Notícias neste domingo (5), a Seleção Brasileira aparece como o país que mais vezes conquistou o Mundial de forma invicta, considerando todas as edições disputadas entre 1930 e 2022.
Os títulos brasileiros aconteceram em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Nas cinco campanhas, o Brasil terminou a competição sem derrotas. Em duas delas, a Seleção teve 100% de aproveitamento: em 1970, no México, e em 2002, na Coreia do Sul e no Japão.
Na primeira conquista, em 1958, o Brasil venceu Áustria, União Soviética, País de Gales, França e Suécia. O único jogo sem vitória foi o empate em 0 a 0 com a Inglaterra, ainda na fase de grupos. A campanha terminou com triunfo por 5 a 2 sobre os suecos, donos da casa, na final.
Quatro anos depois, em 1962, a Seleção voltou a ser campeã sem perder. O Brasil venceu México, Espanha, Inglaterra, Chile e Tchecoslováquia, além de empatar com a própria Tchecoslováquia na primeira fase. Na decisão, os brasileiros venceram por 3 a 1 e conquistaram o bicampeonato mundial.
Em 1970, o Brasil fez uma das campanhas perfeitas da história da Copa. A equipe comandada por Mário Zagallo venceu todos os seis jogos: Tchecoslováquia, Inglaterra, Romênia, Peru, Uruguai e Itália. A final terminou com vitória por 4 a 1 sobre os italianos e garantiu o tricampeonato brasileiro.
O tetracampeonato, em 1994, também veio sem derrota. O Brasil venceu Rússia e Camarões, empatou com a Suécia na primeira fase, passou por Estados Unidos, Holanda e Suécia no mata-mata, e empatou com a Itália na final. O título foi decidido nos pênaltis, após 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.
Em 2002, a Seleção voltou a fazer uma campanha com 100% de aproveitamento. O Brasil venceu Turquia, China, Costa Rica, Bélgica, Inglaterra, Turquia novamente e Alemanha. Na final, Ronaldo marcou duas vezes na vitória por 2 a 0 sobre os alemães.
O Brasil é o único país com cinco títulos mundiais e também o que mais vezes foi campeão sem perder. A Itália aparece em seguida, com quatro conquistas invictas, em 1934, 1938, 1982 e 2006.
Entre os demais campeões, Alemanha, Argentina, Espanha e França tiveram ao menos uma campanha de título com derrota ou empate, dependendo da edição. No caso brasileiro, todas as conquistas foram encerradas sem derrotas.
Defender o título da Copa do Mundo se tornou uma das missões mais raras do futebol de seleções. Em 22 edições disputadas até 2022, apenas duas conseguiram ser campeãs mundiais em torneios consecutivos: Itália e Brasil.
De acordo com um levantamento feito pela reportagem do Bahia Notícias neste domingo (5), a Itália foi a primeira seleção a alcançar o feito. Depois de conquistar o título em casa, em 1934, a Azzurra voltou a levantar a taça em 1938, na França. Na segunda conquista, os italianos venceram a Hungria por 4 a 2 na decisão e se tornaram os primeiros bicampeões consecutivos da história da Copa.

Foto: Divulgação / Calciopédia
O Brasil repetiu a marca duas décadas depois. Campeã em 1958, na Suécia, a Seleção Brasileira chegou à Copa de 1962, no Chile, como defensora do título. Mesmo após perder Pelé por lesão ainda na fase inicial, o time brasileiro avançou na competição e venceu a Tchecoslováquia por 3 a 1 na final, conquistando o bicampeonato mundial seguido.
Desde então, nenhuma seleção conseguiu defender o título. A sequência começou em 1966, quando o Brasil, campeão de 1962, foi eliminado ainda na fase de grupos da Copa disputada na Inglaterra. Quatro anos depois, a Inglaterra, campeã em 1966, caiu nas quartas de final para a Alemanha Ocidental, no México.
A Alemanha Ocidental, campeã em 1974, também não repetiu o título em 1978. A seleção avançou para a segunda fase, mas não chegou à final. A Argentina, campeã em 1978, caiu na segunda fase em 1982. A Itália, campeã em 1982, foi eliminada pela França nas oitavas de final em 1986.
Nas Copas seguintes, alguns campeões chegaram perto, mas não conseguiram repetir a conquista. A Argentina, campeã em 1986, foi vice em 1990 ao perder a final para a Alemanha Ocidental. O Brasil, campeão em 1994, também chegou à final seguinte, em 1998, mas foi derrotado pela França. A França, campeã em 1998, caiu na fase de grupos em 2002.
O mesmo aconteceu com outros campeões do século XXI. O Brasil, campeão em 2002, parou nas quartas de final em 2006. A Itália, campeã em 2006, foi eliminada na fase de grupos em 2010. A Espanha, campeã em 2010, caiu na primeira fase em 2014. A Alemanha, campeã em 2014, também foi eliminada na fase de grupos em 2018. A França, campeã em 2018, chegou à final em 2022, mas perdeu para a Argentina nos pênaltis.
A Copa do Mundo de 2026 mantém a Argentina como atual defensora do título. Campeã em 2022, no Catar, a Seleção Argentina tenta ser a primeira desde o Brasil de 1962 a conquistar duas edições consecutivas do Mundial.
O jejum de bicampeonato consecutivo chegou a 64 anos entre o título brasileiro no Chile e a edição de 2026.

Foto: X / @CuriosidadesBRL
Desde 1986, todas as seleções campeãs da Copa do Mundo terminaram a fase de grupos na liderança de suas respectivas chaves. Um levantamento feito pelo Bahia Notícias identificou que as últimas dez edições do torneio, de Argentina 1986 até Argentina 2022, mostram um padrão recorrente no caminho das equipes que levantaram a taça.
No período, Argentina, Alemanha, Brasil, França, Itália e Espanha chegaram ao título depois de avançarem ao mata-mata como primeiras colocadas. A sequência começou com a Argentina de Diego Maradona, em 1986, e se repetiu com Alemanha Ocidental em 1990, Brasil em 1994, França em 1998, Brasil em 2002, Itália em 2006, Espanha em 2010, Alemanha em 2014, França em 2018 e Argentina em 2022.
O levantamento também aponta que, mesmo com alguns tropeços, os campeões conseguiram se recuperar ainda na primeira fase. A Espanha, em 2010, perdeu na estreia para a Suíça por 1 a 0, mas venceu Honduras e Chile na sequência, terminou na liderança do Grupo H e depois conquistou o título mundial. Situação semelhante aconteceu com a Argentina em 2022, que foi derrotada pela Arábia Saudita na primeira rodada, mas bateu México e Polônia para fechar o Grupo C em primeiro lugar.
O Brasil aparece duas vezes dentro dessa sequência. Em 1994, a Seleção liderou o Grupo B após vencer Rússia e Camarões e empatar com a Suécia. No mata-mata, passou por Estados Unidos, Holanda e novamente pela Suécia antes de vencer a Itália nos pênaltis, na final. Já em 2002, o time comandado por Luiz Felipe Scolari terminou o Grupo C com 100% de aproveitamento, superando Turquia, China e Costa Rica, e depois venceu Bélgica, Inglaterra, Turquia e Alemanha até o pentacampeonato.
A França também repetiu o caminho em duas conquistas. Em 1998, jogando em casa, liderou o Grupo C com três vitórias diante de África do Sul, Arábia Saudita e Dinamarca. Vinte anos depois, em 2018, voltou a terminar em primeiro, desta vez no Grupo C, após vitórias contra Austrália e Peru e empate diante da Dinamarca.
A Alemanha seguiu o mesmo roteiro em 1990 e 2014. Na conquista de 1990, ainda como Alemanha Ocidental, a equipe foi primeira colocada no Grupo D, com vitórias sobre Iugoslávia e Emirados Árabes Unidos e empate contra a Colômbia. Em 2014, liderou o Grupo G após vencer Portugal e Estados Unidos e empatar com Gana, antes de eliminar Argélia, França, Brasil e Argentina.
A Itália de 2006 também se encaixa no padrão. A Azzurra terminou o Grupo E na liderança, com vitórias sobre Gana e República Tcheca e empate contra os Estados Unidos. No mata-mata, passou por Austrália, Ucrânia e Alemanha antes de vencer a França nos pênaltis, na decisão.
Antes de 1986, a história teve exceções. A Itália de 1982, por exemplo, foi campeã após passar pela primeira fase em segundo lugar, com três empates. A Argentina de 1978 e a Alemanha Ocidental de 1974 também não lideraram suas chaves na fase inicial, mas conseguiram avançar e conquistar o título.
Fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, os italianos vão torcer para o Brasil do técnico e compatriota Carlo Ancelotti, segundo uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisas SWG, nesta quinta-feira (11). Além da Canarinho, os torcedores da Azzurra apontam a Espanha como uma de suas favoritas na competição de 2026.
Dos italianos consultados, 75% disseram se sentir “tristes e nostálgicos” com a ausência da Itália na Copa. Apesar disso, 59% dos entrevistados informaram que pretendem assistir ao Mundial. Por outro lado, 19% foram categóricos ao afirmar que, sem a presença da própria seleção, não acompanharão a competição.
Entre as equipes participantes da edição de 2026, o Brasil apareceu como o favorito dos torcedores italianos, com 17% da preferência. A Espanha veio logo atrás, com 16%, seguida pela Argentina, atual campeã mundial, com 10%.
Já 35% dos entrevistados que pretendem acompanhar o torneio afirmaram não ter uma seleção favorita.
A pesquisa da SWG foi realizada entre os dias 3 e 5 de junho, ouvindo 800 cidadãos italianos.
A seleção brasileira feminina de vôlei encerra neste domingo (7) sua participação na primeira semana da Liga das Nações (VNL) 2026. A adversária será a atual campeã olímpica e líder do ranking mudial, a Itália. O jogo ocorre às 14h30, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.
O confronto marca o quarto compromisso do Brasil na etapa disputada na capital federal. Até aqui, a equipe comandada por Zé Roberto mantém campanha perfeita, com três vitórias em três partidas.
A mais recente delas aconteceu neste sábado (6), quando as brasileiras venceram a Bulgária por 3 sets a 0, com parciais de 25/23, 25/17 e 25/13. Antes dessa, a seleção já havia derrotado a Holanda e a República Dominicana, ambas por 3 sets a 1.
Vice-campeão da competição em três oportunidades (2021, 2022 e 2025), o Brasil segue em busca de um título inédito. Na última edição, a equipe brasileira foi derrotada justamente pela Itália na decisão.
VNL 2026
A Liga das Nações reúne 18 seleções, que disputam 12 partidas na fase classificatória, distribuídas em três etapas realizadas em diferentes países. Após os jogos em Brasília, a seleção brasileira ainda terá compromissos em Ancara, na Turquia, e Osaka, no Japão. As oito melhores campanhas avançam para a fase final, que será disputada em Macau, região administrativa da China.
A brasileira Martine Grael relatou o acidente que tirou sua equipe da última regata do segundo dia do Mubadala SailGP New York 2026. O barco do Brasil se envolveu em uma colisão tripla com Itália e Estados Unidos durante a largada da prova, em um dos momentos mais tensos da etapa realizada em Nova York.
A velejadora brasileira afirmou que a equipe entrou na água animada para a disputa, mas acabou imprensada entre os barcos italiano e norte-americano logo no início da regata.
"A gente foi pra água muito animada hoje aqui. Tivemos um acidente na largada da última regata. Foi duro eu não poder correr essa última regata. Viramos um sanduíche entre o italiano e o americano. Acontece, por enquanto não temos nenhuma notícia. Estamos esperando pra saber como vai ser o processo desse conserto. Parecia ter sido um pouco pior, mas parece que são coisas consertáveis. Vamos ver o quanto dura", afirmou Martine.
Apesar do impacto, a organização do evento não relatou feridos. A principal preocupação da equipe brasileira agora é avaliar os danos na embarcação e entender quanto tempo será necessário para realizar os reparos.
O acidente ocorreu em uma largada marcada por disputa apertada por espaço. Segundo a análise da regata, o Brasil vinha de trás da área de largada em alta velocidade e tentou encontrar uma brecha. O espaço, no entanto, acabou fechado por Itália e Estados Unidos, provocando a batida entre os três barcos.
A colisão retirou as equipes envolvidas da regata e poderia ter tido consequências ainda mais graves, já que a SailGP reúne embarcações de alta velocidade e decisões tomadas em poucos segundos durante as largadas.
O segundo dia do Mubadala SailGP New York 2026 também teve outras situações de tensão dentro e fora da água. Antes das provas, a organização informou que não concederia pontos pelas três regatas de sábado, decisão que gerou contestação, principalmente por parte da Espanha.
Dentro da disputa, Canadá, Grã-Bretanha e Austrália avançaram à final. Para o Brasil, a etapa terminou marcada pelo acidente e pela espera por uma definição sobre as condições do barco para as próximas competições da temporada.
A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, mas nem mesmo a ampliação de 32 para 48 seleções evitou a ausência de camisas tradicionais no torneio que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. Depois de um ciclo de Eliminatórias marcado por repescagens, quedas nos pênaltis, campanhas irregulares e impactos extracampo, o Mundial terá uma lista relevante de seleções conhecidas fora da competição.
O caso de maior peso esportivo é o da Itália. Tetracampeã mundial, a Azzurra voltou a fracassar nas Eliminatórias e ficará fora da Copa pela terceira edição consecutiva. Depois de não disputar os Mundiais de 2018 e 2022, a seleção italiana caiu novamente na repescagem europeia, desta vez diante da Bósnia e Herzegovina, após empate por 1 a 1 e derrota por 4 a 1 nos pênaltis. Com o resultado, a Itália se tornou a primeira campeã mundial a ficar fora de três Copas seguidas.
A eliminação amplia uma crise que atravessa gerações. Em 2017, a Itália ficou fora da Copa da Rússia após perder a vaga para a Suécia. Quatro anos depois, para o Mundial do Catar, foi surpreendida pela Macedônia do Norte ainda na semifinal da repescagem. Agora, mesmo com um torneio maior e mais vagas disponíveis, voltou a cair no mata-mata classificatório e verá mais uma Copa pela televisão.
Outra ausência de grande repercussão é a Rússia. Diferentemente das seleções eliminadas em campo, os russos sequer participaram das Eliminatórias. A seleção e os clubes do país seguem suspensos das competições organizadas por Fifa e Uefa desde 2022, após a invasão da Ucrânia. Com isso, a Rússia ficou fora do processo classificatório para 2026 e não teve chance esportiva de buscar vaga no Mundial.
A suspensão russa mantém o futebol do país isolado do circuito competitivo internacional. Em fevereiro de 2026, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, chegou a defender publicamente a revisão da punição, mas a Uefa reiterou que a reintegração depende do fim da guerra na Ucrânia. A ausência da Rússia, portanto, continua sendo um dos principais efeitos políticos no cenário da Copa.
A Ucrânia, por sua vez, ficou fora dentro de campo, mas em um contexto diretamente atravessado pela guerra. A seleção chegou à repescagem europeia, mas foi eliminada pela Suécia na semifinal, após derrota por 3 a 1. Poucas semanas depois, Serhiy Rebrov deixou o comando técnico da equipe, embora tenha permanecido ligado à federação ucraniana em outra função.
A eliminação interrompeu a tentativa ucraniana de voltar ao Mundial depois de duas décadas. A última participação do país em Copas foi em 2006, na Alemanha, quando chegou às quartas de final. Desde então, a seleção acumulou campanhas competitivas, mas sem conseguir transformar boas gerações em uma nova classificação.
Na África, a ausência mais simbólica é a Nigéria. Os Super Eagles, que já foram presença frequente em Copas desde os anos 1990, ficarão fora do Mundial pela segunda edição consecutiva. A seleção terminou a fase de grupos das Eliminatórias Africanas atrás da África do Sul e ainda teve uma segunda chance nos playoffs continentais. Depois de vencer Gabão na semifinal, caiu para a República Democrática do Congo nos pênaltis, após empate por 1 a 1.
A queda nigeriana tira da Copa nomes de peso do futebol europeu, como Victor Osimhen, e reforça o momento instável de uma seleção que, durante décadas, foi uma das principais representantes do continente africano em Mundiais. A Nigéria disputou as Copas de 1994, 1998, 2002, 2010, 2014 e 2018, mas também ficou fora em 2006, 2022 e agora em 2026.
Outra seleção africana tradicional que não estará no torneio é Camarões. Os Leões Indomáveis, presença histórica em Copas e classificados para o Mundial de 2022, também falharam no caminho para 2026. A equipe terminou atrás de Cabo Verde em seu grupo e foi eliminada posteriormente pela própria República Democrática do Congo, que avançou no caminho africano até conquistar vaga.
Na Europa, a Dinamarca aparece entre as ausências de maior peso técnico. A seleção dinamarquesa, que esteve no Catar em 2022 e vinha de ciclos recentes competitivos, foi eliminada pela República Tcheca na final da repescagem europeia. Após empate por 2 a 2, os tchecos venceram por 3 a 1 nos pênaltis e garantiram retorno à Copa depois de 20 anos.
A derrota dinamarquesa também marca o fim de uma sequência de presença em grandes torneios e deixa fora do Mundial jogadores importantes do futebol europeu. A seleção vinha sendo vista nos últimos anos como uma equipe sólida, com bom nível coletivo, mas não conseguiu confirmar o favoritismo na repescagem.
A Polônia também está fora. A seleção de Robert Lewandowski foi eliminada pela Suécia em uma das decisões da repescagem europeia, em derrota por 3 a 2. O resultado tirou do Mundial um dos principais centroavantes da geração e pode ter encerrado as chances do atacante de disputar uma nova Copa.
Outras seleções europeias conhecidas também ficaram pelo caminho, como Sérvia, País de Gales, Hungria, Grécia, Finlândia, Irlanda, Romênia e Eslováquia. A ampliação do torneio aumentou o número de vagas para a Uefa, mas a disputa continental continuou marcada por grupos duros e repescagens de alto risco.
Na América do Sul, quatro seleções ficaram fora: Chile, Peru, Venezuela e Bolívia. O caso chileno chama atenção pelo peso recente da geração bicampeã da Copa América, em 2015 e 2016, mas que voltou a falhar no caminho mundialista. A Roja não disputa uma Copa desde 2014 e completará três edições consecutivas ausente.
A Venezuela, por sua vez, perdeu a chance de disputar a primeira Copa de sua história. Mesmo em um formato ampliado e com maior número de vagas para a América do Sul, a Vinotinto não conseguiu confirmar a classificação direta nem avançar pela repescagem. A Bolívia e o Peru também não conseguiram quebrar seus jejuns.
Na Concacaf, o Mundial terá a presença automática de Estados Unidos, México e Canadá, mas seleções tradicionais da região ficaram fora. Costa Rica, Honduras, Jamaica, Trinidad e Tobago, Guatemala e El Salvador estão entre as ausências mais conhecidas. A Costa Rica, que disputou três das últimas quatro Copas, não repetirá a presença de 2022.
A Jamaica também tinha expectativa de brigar por uma vaga no torneio, especialmente pela ampliação do Mundial e pelo maior número de oportunidades na Concacaf. Ainda assim, a seleção caribenha ficou pelo caminho e verá outras equipes da região ocuparem o espaço aberto pelo novo formato.
Na Ásia, a ausência mais relevante é a China, que novamente não conseguiu transformar investimento e mercado em presença mundialista. A seleção chinesa disputou apenas uma Copa, em 2002, e seguirá fora em 2026. Emirados Árabes Unidos, Omã, Síria, Líbano, Índia, Vietnã e Tailândia também aparecem entre as seleções eliminadas no continente.
A Oceania, por sua vez, terá a Nova Zelândia como representante direta, beneficiada pelo novo formato de distribuição de vagas. Seleções como Ilhas Salomão, Taiti, Fiji, Nova Caledônia, Papua-Nova Guiné, Samoa e Vanuatu ficaram fora da disputa.
Mesmo com 48 participantes, a Copa de 2026 mostra que a expansão não eliminou o peso das Eliminatórias. Para algumas seleções, a ausência veio nos detalhes de uma disputa de pênaltis. Para outras, foi resultado de campanhas abaixo do esperado. No caso da Rússia, a vaga sequer pôde ser buscada em campo.
O novo Mundial terá estreantes, retornos importantes e mais jogos, mas também carregará ausências capazes de moldar a narrativa do torneio antes mesmo da bola rolar. Itália, Rússia, Nigéria, Ucrânia, Dinamarca, Polônia, Camarões e Chile formarão uma espécie de “Copa paralela” de seleções conhecidas que não estarão na maior edição da história.
O lateral Theo Hernández, ex-Milan e atualmente no Al-Hilal, voltou a ser mencionado em um suposto escândalo envolvendo festas privadas com jogadores que atuaram na Série A italiana. O francês é apontado, segundo alegações divulgadas na Itália, como um dos responsáveis pela organização de encontros nos quais acompanhantes teriam sido contratadas para atletas.
As acusações ganharam repercussão nesta semana após publicações do empresário italiano Fabrizio Corona, conhecido por divulgar controvérsias envolvendo celebridades e jogadores. Ele publicou vídeos e fotos de festas e afirmou que os eventos teriam sido organizados por Theo Hernández. Veja abaixo:
???????? O polêmico empresário Fabrizio Corona, conhecido pelo vazamento de polêmicas com algumas celebridades, divulgou vídeos e fotos de festas em que ex-jogadores do Milan, como Theo e Castillejo, aparecem inalando o chamado "gás do riso", na companhia de "modelos" de luxo.… pic.twitter.com/WGjGewCwzJ
— AC Milan Brasil (@ACMilan_Brasil) May 11, 2026
Além do francês, Corona citou nomes como Hakan Çalhano?lu, Brahim Díaz, Gianluigi Donnarumma, Sandro Tonali, Zlatan Ibrahimovi? e Rafael Leão. Até o momento, não há confirmação pública de eventual responsabilização criminal dos jogadores citados.
Em um dos vídeos que circulam nas redes sociais, Theo aparece cercado por mulheres durante uma festa. Nas imagens, o jogador também surge exibindo participantes do evento e, em seguida, aparentemente inalando óxido nitroso, conhecido popularmente como “gás do riso”, por meio de um balão preto.
O episódio faz parte de uma investigação mais ampla que, segundo a imprensa italiana, envolve mais de 50 jogadores supostamente ligados a uma rede de prostituição de luxo que atuaria desde 2019. As alegações apontam que os encontros reuniam atletas, empresários, celebridades e até pilotos de Fórmula 1.
Segundo as informações divulgadas, Theo Hernández teria uma van usada para transportar participantes dos eventos particulares. A apuração também cita transferências de dinheiro entre investigados e conversas interceptadas sobre a negociação de acompanhantes.
Ainda de acordo com a imprensa italiana, uma das escutas telefônicas teria registrado a frase: "Vou mandar a brasileira para ele."
Na Itália, a prostituição voluntária não é crime, assim como ocorre no Brasil. A legislação italiana, no entanto, considera ilegal a organização, intermediação ou exploração da prostituição de terceiros.
A promotoria italiana apura se uma agência teria começado a organizar os eventos em 2019 e mantido as festas mesmo durante o período de restrições da pandemia de Covid-19. Uma testemunha relatou que a sede da empresa funcionava como uma espécie de boate clandestina durante o confinamento.
O caso segue sob investigação pelas autoridades italianas.
Última seleção a carimbar o passaporte para a Copa do Mundo e, curiosamente, a primeira a anunciar oficialmente seus convocados. Nesta segunda-feira (11), a Bósnia e Herzegovina divulgou a lista com os 26 jogadores que disputarão o Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá.
A relação da equipe, que será comandada pelo técnico Sergej Barbarez, tem como principal referência o veterano Edin Dzeko. Além dele, destacam-se atletas que atuam em ligas europeias, como Sead Kolasinac, Amar Dedic, Ermedin Demirovic e Esmir Bajraktarevic.
A classificação bósnia veio de forma heroica após a eliminação da Itália, no estádio de Zenica. No Mundial, a Bósnia integra o Grupo B, ao lado de Canadá, Catar e Suíça. A estreia será no dia 12 de junho, contra os canadenses, no Toronto Field.
Confira abaixo abaixo a lista dos convocados da Bósnia:
- Goleiros: Nikola Vasilj (FC St. Pauli), Martin Zlomislic (HNK Rijeka) e Osman Hadzikic (Slaven Belupo);
- Defensores: Sead Kolasinac (Atalanta), Amar Dedic (Benfica), Nihad Mujakic (Gaziantep), Nikola Katic (Schalke 04), Tarik Muharemovic (Sassuolo), Stjepan Radeljic (Rijeka), Dennis Hadzikadunic (Sampdoria) e Nidal Celik (Lens);
- Meio-campistas: Amir Hadziahmetovic (Hull City), Ivan Sunjic (Pafos), Ivan Basic (Astana), Dzenis Burnic (Karlsruhe), Ermin Mahmic (Slovan Liberec), Benjamin Tahirovic (Brøndby), Amar Memic (Viktoria Plze?) e Armin Gigovic (Young Boys);
- Atacantes: Kerim Alajbegovic (Red Bull Salzburg), Esmir Bajraktarevic (PSV), Ermedin Demirovic (VfB Stuttgart), Jovo Lukic (Universitatea Cluj), Samed Bazdar (Jagiellonia Bia?ystok), Haris Tabakovic (Borussia Mönchengladbach) e Edin Dzeko (Schalke 04).

A decoradora baiana Duda Mandelli embarcou para a Europa em abril, em uma viagem que misturou compromissos profissionais e tempo livre. O roteiro, iniciado no dia 20 de abril, passou por cidades da Itália e terminou em Barcelona, com foco em referências criativas e experiências culturais.
“Foi uma viagem de férias, mas com um olhar muito direcionado para repertório e vivência criativa. Eu chamo de ‘ócio criativo’”, contou ao BN Hall. A primeira parada foi Milão, durante o Salone del Mobile, considerado um dos principais encontros do setor de mobiliário e design no mundo. Na cidade, ela também acompanhou o circuito do Fuorisalone, com ativações de marcas como Louis Vuitton, Prada, Gucci e Audi, ao lado de dois arquitetos.
Após os compromissos, seguiu para o Lago de Como, onde passou alguns dias voltados ao descanso. A região, conhecida pelas vilas históricas e pela paisagem entre montanhas e água, marcou uma pausa no ritmo mais intenso da viagem.
O roteiro foi encerrado em Barcelona, na região da Catalunha, na Espanha. Segundo Duda, a cidade teve um papel duplo, reunindo interesses profissionais e pessoais. “Teve essa parte do contato com as obras de Gaudí, mas também foi uma experiência mais interna”, disse.
A passagem pela cidade espanhola também marcou um momento inédito: a primeira viagem internacional feita sozinha. “Foi uma experiência que traz ainda mais significado para tudo”, completou.
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O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou como “vergonhosa” a proposta do governo de Donald Trump de substituir a seleção do Irã pela italiana na Copa do Mundo de 2026. A mudança foi solicitada pelos Estados Unidos à Fifa na última quarta-feira (22).
A informação foi divulgada pelo enviado especial do país norte-americano para Negócios Globais, Paolo Zampolli, ao jornal Financial Times.
O ministro do Esporte, Andrea Abodi, também afirmou não ter gostado da ideia em entrevista à agência italiana LaPresse. "Primeiro, não é possível; segundo, não é apropriado... Você se classifica em campo".
A participação do Irã nesta edição da Copa do Mundo — que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México — foi colocada em questão após o início das tensões bélicas entre o país e os EUA. A Itália disputou a repescagem do torneio, no entanto, não conquistou a vaga após perder para a Bósnia na final dos play-offs.
Apesar da tentativa norte-americana, a Fifa afirmou, nesta quinta-feira (23), em entrevista à BBC, que não substituirá a seleção do Irã pela da Itália na Copa. Segundo a fonte ouvida pela rede britânica, a entidade não tem planos para realizar a troca, que só seria considerada se o Irã desistisse oficialmente da competição.
Os brasileiros Arthur Melo e Carlos Augusto aparecem entre os jogadores citados em uma investigação conduzida pela promotoria de Milão que apura a atuação de uma rede de prostituição de luxo na Itália. O caso, revelado por veículos da imprensa local, mobiliza autoridades e repercute nos bastidores do futebol europeu.
De acordo com informações publicadas por jornais como Tuttosport e Corriere dello Sport, o inquérito teve início na cidade de Milão e resultou na detenção de quatro suspeitos. Eles são investigados por operar uma empresa de fachada utilizada para organizar encontros exclusivos voltados a clientes de alto poder aquisitivo, entre eles figuras ligadas ao esporte.
Além dos brasileiros, a apuração menciona nomes de destaque do futebol internacional, como Olivier Giroud, Achraf Hakimi, Dean Huijsen e Milan Skriniar. Outros atletas também citados incluem Andrea Ranocchia, Matteo Ruggeri, Soualiho Meïté e Nuno Tavares, além dos portugueses Rafael Leão e Dany Mota.
Até o momento, não há acusações formais contra os jogadores mencionados. A presença dos nomes no material investigativo não implica, necessariamente, envolvimento direto em atividades ilegais. Segundo as informações divulgadas, parte dos atletas pode ter participado apenas de eventos sociais organizados pelo grupo, sem ligação comprovada com os serviços ilícitos. O caso segue em apuração pelas autoridades italianas.
A designer de interiores Daniela Lopes e o arquiteto Rogério Menezes estão em Milão, na Itália, acompanhando de perto o Salone del Mobile, um dos principais eventos de design e mobiliário do mundo, que movimenta a cidade nesta semana. Os dois desembarcaram no último domingo (19) e permanecem até esta quinta-feira (24), último dia da programação.
Referência global no setor, a feira reúne mais de 1.900 expositores e profissionais de diferentes países, consolidando-se como vitrine de tendências, lançamentos e inovações que impactam o mercado internacional.
Em conversa com o BN Hall, Daniela e Rogério contaram que estão acompanhando tanto a programação oficial quanto o circuito criativo que se espalha por Milão durante o evento. “Nossa expectativa vai muito além dos pavilhões oficiais. Estamos especialmente atentos ao que acontece fora do salão, onde a cidade inteira se transforma e revela movimentos autênticos, novas linguagens e tendências que muitas vezes antecipam o futuro do design”, afirmaram.
Segundo eles, entre os destaques já observados nesta edição estão o uso intenso de cores, que amplia a personalidade dos ambientes; o retorno do brilho nos acabamentos, especialmente em pedras naturais; a valorização de materiais orgânicos, como o couro; e a presença cada vez mais forte das grandes grifes de moda no design de mobiliário e interiores.
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A Polícia Financeira de Milão desarticulou uma organização criminosa que atuava na vida noturna da cidade italiana, utilizando uma empresa de promoção de eventos como fachada para atividades ilegais.
Segundo as investigações, o grupo oferecia pacotes “all-inclusive” a clientes de alto poder aquisitivo, que iam desde acesso a casas noturnas de luxo até serviços sexuais em hotéis. Os valores cobrados chegavam a milhares de euros por noite, gerando lucros elevados para a organização.
A operação foi coordenada pela Procuradoria de Milão e resultou na prisão de quatro pessoas apontadas como líderes do esquema. Eles são investigados por exploração da prostituição, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com os investigadores, a agência recrutava acompanhantes profissionais e também jovens mulheres aliciadas em eventos sociais, utilizando redes de relacionamento ligadas a casas noturnas da cidade.
Um dos pontos centrais da investigação envolve a lista de clientes. As autoridades apontam que o grupo atendia pessoas “especialmente ricas”, incluindo empresários e um número significativo de jogadores da Serie A que atuam na região da Lombardia, especialmente em Milão.
Embora os nomes não tenham sido divulgados oficialmente, documentos do processo indicam que o esquema movimentou mais de 1,2 milhão de euros.
As autoridades italianas seguem com as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos e a extensão da rede criminosa.
Seguindo o “esquenta” para a Copa do Mundo de 2026, que começa no dia 11 de junho, o Bahia Notícias volta as atenções para a Europa. O continente, que reúne 12 títulos das 22 Copas já disputadas na história, traz favoritos destacados como França e Espanha, fortes candidatos como Portugal e Inglaterra, além de camisas pesadas como Alemanha e Holanda. Além disso, uma emergente Noruega aparece como possível surpresa, embalada por uma campanha que incluiu goleadas sobre a ausente Itália nas Eliminatórias.
E sim, a Itália novamente não estará na Copa. Dona de quatro títulos mundiais e segunda maior campeã da história ao lado da Alemanha, atrás apenas do pentacampeão Brasil, a Azzurra ficará fora do Mundial pela terceira vez consecutiva. A nova tristeza italiana veio de forma dramática, na repescagem disputada em Zenica, na Bósnia, com eliminação nos pênaltis para o time da casa.
Na prática, o último jogo de mata-mata da Itália em Copas do Mundo ainda é a final de 2006, quando a geração de Buffon, Cannavaro, Totti, Del Piero e Pirlo levantou a taça diante da França. Assim, o jejum italiano pode chegar a 16 anos em 2030, caso a equipe confirme presença na edição que terá como sedes principais Espanha, Portugal e Marrocos.
Mas, enquanto uma gigante histórica fica pelo caminho, outras história são escritas. Entre elas, a já citada Noruega, que teve papel direto na eliminação italiana ao liderar o Grupo I com 100% de aproveitamento em oito jogos. A campanha incluiu duas vitórias marcantes sobre a Itália, um 3 a 0 na ida e um contundente 4 a 1 na volta, em pleno Giuseppe Meazza, em Milão, na última rodada da fase de classificação.
Haaland marcou dois na vitória da Noruega por 4 a 1 diante da Itália nas Eliminatórias | Foto: Reprodução/X/@Azzurri
AS CLASSIFICADAS
Ao fim das Eliminatórias, 16 seleções europeias se classificaram para a Copa do Mundo de 2026: Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Holanda, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia, como primeiros colocados dos seus grupos.
Nos jogos finais das repescagens, Bósnia, Suécia, Turquia e Chéquia bateram Itália, Polônia, Kosovo e Dinamarca, respectivamente, e se juntaram aos 48 classificados que irão para os Estados Unidos, México e Canadá.
Com 16 vagas, a UEFA lidera o número de seleções de um continente na Copa do Mundo. Depois, aparece a América do Sul, representada pela Conmebol, com 6 participantes, seguida pela África, com 9 seleções da CAF, a Ásia, com 8 representantes da AFC, e a Oceania, com 1 vaga garantida para a OFC.
FAVORITAS
França e Espanha chegam como os principais nomes entre os europeus. Respaldado por elencos recheados de craques como Kylian Mbappé, Michael Olise e o atual Bola de Ouro Ousmane Dembélé, do lado francês, e Lamine Yamal, Pedri e o Bola de Ouro de 2024, Rodri.
FRANÇA
Vice-campeã do mundo em 2022 em final dramática contra a Argentina, a França, campeã mundial em 1998 e 2018, vem de nove jogos de invencibilidade, incluindo a derrota por 2 a 1 diante do Brasil na última Data Fifa, em 26 de março. Nas Eliminatórias, vida tranquila para os franceses, que venceram cinco e empataram uma partida para encabeçar um grupo formado por Ucrânia, Islândia e Azerbaijão.
A França está no Grupo D, onde estreia contra o Canadá, encara o Marrocos na segunda rodada e fecha a primeira fase diante da Coreia do Sul.
ESPANHA
Já a Espanha, atual campeã da Euro 2024 e vice-campeã da Liga das Nações de 2025, ostenta uma sequência invicta de 28 jogos. A única “derrota” no período ocorreu justamente na decisão contra Portugal, na Liga das Nações, definida apenas nos pênaltis após empate por 2 a 2 no tempo normal.
Comandados pelo técnico Luis de la Fuente, os espanhós, campeões do mundo em 2020, estão no Grupo B, com abertura diante do Japão, confronto direto contra o México e encerramento frente à Costa do Marfim, em um grupo equilibrado, mas com margem para os espanhóis confirmarem o favoritismo.
Liderados por Yamal e Mbappé, Espanha e França são as principais favoritas da Europa | Foto: Reprodução/Instagram
OUTRAS GRANDES FORÇAS
Entre os candidatos que correm logo atrás do principais favoritos, a Europa também tem as forças de Portugal, de Cristiano Ronaldo que chegará à Copa com 41 anos, da tetracampeã Alemanha, em renovação, o forte elenco da Inglaterra, vice-campeã da Eurocopa de 2024, e a Holanda.
PORTUGAL
Campeão da Liga das Nações de 2025, quando bateu a Espanha nos pênaltis, Portugal conta com a experiência de nomes consagrados como Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e Bernardo Silva. Nas Eliminatórias, a única derrota foi para Irlanda fora de casa. No Grupo F, o time do técnico espanhol Roberto Martínez estreia contra os Estados Unidos, enfrenta Gana na segunda rodada e fecha a fase inicial diante da Tunísia.
INGLATERRA
A Inglaterra chega embalada por uma geração talentosa e pelo status de vice-campeã da Euro 2024. O principal nome do “English Team” é o centroavante Harry Kane, artilheiro do Bayern de Munique e um dos destaques da temporada 2025/2026. Ao seu lado, jogadores como Declan Rice e Bukayo Saka, do Arsenal, além de Jude Bellingham, do Real Madrid, elevam o nível técnico da equipe comandada pelo alemão Thomas Tuchel.
Campeã do mundo em 1966, a equipe inglesa fez uma campanha perfeita nas Eliminatórias, com oito vitórias em oito partidas, 22 gols marcados e nenhum sofrido. No Grupo C da Copa do Mundo, a Inglaterra estreia diante da Austrália, encara um confronto de peso contra a Argentina na segunda rodada e fecha a fase inicial frente à Nigéria.
ALEMANHA
Alemanha, tetracampeã mundial, vive um processo de renovação, mas segue como uma das seleções mais tradicionais e competitivas do torneio. Após o título em 2014, o time alemão chega com a missão de mudar a imagem deixada nas duas últimas edições, quando acabou eliminado ainda na fase de grupos nas edições de 2018 e 2022.
Com um elenco reformulado e já sem o goleiro Manuel Neuer, aposentado da seleção, a equipe passa a apostar em novos nomes, como Florian Wirtz, do Liverpool, o centroavante Nick Woltemade, do Newcastle, e o jovem Lennart Karl, do Bayern de Munique. Ao mesmo tempo, mantém referências técnicas importantes, como Joshua Kimmich, do Bayern, Antonio Rüdiger, do Real Madrid, e Kai Havertz, do Arsenal, um dos mais experientes do grupo.
Nas Eliminatórias, confirmou sua força com uma campanha sólida, somando cinco vitórias e apenas uma derrota, para a Eslováquia. No Grupo E da Copa do Mundo, os alemães terão pela frente Equador, Costa do Marfim e a estreante Curaçao.
CROÁCIA
Ainda capitaneada pela lenda Luka Modri?, atualmente no Milan, a Croácia chega para a Copa do Mundo respaldada por um histórico recente de peso. A seleção emendou duas campanhas consecutivas entre as quatro melhores do mundo, com o vice-campeonato em 2018 e o terceiro lugar em 2022, quando eliminou a Seleção Brasileira nas quartas de final.
Desde a independência, os croatas já somam três pódios em Copas, incluindo também o terceiro lugar em 1998, um retrospecto que reforça a consistência da equipe em torneios de alto nível. Para 2026, o time mantém a base do trabalho de Zlatko Dali?, ainda com lideranças experientes como Ivan Periši?, hoje no PSV, mas cada vez mais sustentado por uma transição geracional.
Nesse processo, ganham protagonismo nomes como Joško Gvardiol, do Manchester City, um dos defensores mais valorizados da Europa, e o meio-campista Luka Su?i?, da Real Sociedad, que ajudam a manter o nível técnico e competitivo da equipe.
Nas Eliminatórias, o “carrasco do Brasil” confirmou essa força com uma campanha segura, somando sete vitórias e um empate para terminar na liderança do grupo, à frente da Chéquia, que acabou garantindo vaga na Copa via repescagem.
HOLANDA
Vice-campeã mundial em 1978 e 2010 e terceira colocada em 2014, a Holanda chega embalada após retomar protagonismo recente. Depois de ficar fora da Copa de 2018, a equipe voltou em 2022 e alcançou as quartas de final, sendo eliminada pela Argentina em uma disputa de pênaltis carregada de tensão.
Sob o comando de Ronald Koeman, a Laranja vive um momento de consistência. A seleção não perde desde outubro de 2024 e acumula uma sequência de 13 jogos de invencibilidade. Nesse período, a única “queda” veio nos pênaltis, diante da Espanha, nas quartas de final da Liga das Nações de 2025.
O elenco combina experiência e renovação, com nomes como Virgil van Dijk, referência do Liverpool, além de Denzel Dumfries, da Inter de Milão, Tijjani Reijnders, do Manchester City, Xavi Simons, do Tottenham, e Cody Gakpo, também do Liverpool.
Nas eliminatórias, a campanha reforçou o bom momento: foram seis vitórias e dois empates, desempenho suficiente para liderar o grupo à frente da Polônia, que acabou eliminada na repescagem pela Suécia.
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A Inglaterra de Harry Kane, Portugal de Cristiano Ronaldo e a Alemanha de Wirtz encabeçam outras fortes candidatas da Europa | Fotos: Reprodução
CANDIDATOS A SURPRESA
Todo pré-Copa do Mundo tem aquela lista de seleções que entram no radar como possíveis surpresas, as famosas “olho nelas”.
NORGUEGA
Em 2026, a Noruega aparece com esse status bem sustentado. Embalada por uma geração talentosa liderada por Erling Haaland, do Manchester City, e Martin Ødegaard, do Arsenal, a equipe nórdica chega credenciada, inclusive, por dois resultados de impacto diante da Itália, com vitórias por 3 a 0, em Oslo, e 4 a 1, em Milão.
Haaland, aliás, vive mais uma fase impressionante. Aos 25 anos, terminou as Eliminatórias como artilheiro isolado, com 16 gols em apenas oito partidas, números que reforçam o peso ofensivo da seleção. Sob o comando de Ståle Solbakken, a Noruega, que venceu todos os seus oito jogos nas Eliminatórias, volta a disputar uma Copa do Mundo após 28 anos e estará no Grupo I, ao lado da forte França, além de Senegal e Iraque.
ÁUSTRIA
Não tão badalada quanto a Noruega, a Áustria surge como outra candidata a surpreender. A equipe é comandada pelo experiente Ralf Rangnick e fez uma campanha consistente nas Eliminatórias, fechando a fase de grupos na liderança, com seis vitórias, um empate e apenas uma derrota. A principal concorrente na chave foi a Bósnia, que terminou em segundo antes de cair na repescagem.
Mesmo eliminada nas oitavas de final da última Eurocopa, a Áustria deixou boa impressão pelo desempenho coletivo, especialmente pelo meio-campo entrosado, com base no RB Leipzig, formado por Seiwald, Schlager e Baumgartner. O elenco ainda conta com nomes rodados como Sabitzer, do Borussia Dortmund, e Laimer, do Bayern de Munique, peças que agregam experiência e equilíbrio ao time.
SUÍÇA
Indo para a sexta Copa do Mundo consecutiva, a Suíça chega embalada por uma sequência recente de regularidade em grandes torneios. A seleção europeia alcançou as oitavas de final nas últimas três edições do Mundial, consolidando uma trajetória consistente, ainda que sem grandes saltos rumo às fases decisivas.
Para 2026, a campanha nas Eliminatórias reforçou esse perfil competitivo. A equipe comandada por Murat Yakin liderou um grupo com Kosovo, Eslovênia e Suécia, somando quatro vitórias e dois empates. O principal concorrente foi Kosovo, que terminou na segunda colocação, mas sem ameaçar de forma decisiva a liderança suíça.
No Mundial, os suíços estarão no Grupo B, ao lado do anfitrião Canadá, além de Bósnia e Catar. A chave, em tese equilibrada, abre espaço para mais uma classificação ao mata-mata, algo que já virou rotina para a equipe.
Na Euro 2024, a Suíça voltou a mostrar sua competitividade ao chegar às quartas de final, sendo eliminada pela Inglaterra apenas nos pênaltis, após um confronto equilibrado.
Dentro de campo, o time aposta em uma base sólida e experiente. Na defesa, o destaque é Manuel Akanji, peça importante no sistema defensivo. No ataque, Dan Ndoye surge como uma das principais armas ofensivas, representando a renovação do elenco.
Áustria, Norguega e Suíça aparecem como candidatas à surpresa da Copa do Mundo de 2026 | Fotos: Reprodução/Instagram
VÃO PARA PASSEAR?
O ranking de forças do continente europeu para a Copa do Mundo termina com Suécia, Escócia, Bósnia e Herzegovina e Chéquia.
SUÉCIA
Depois de uma campanha fraca na fase de grupos das Eliminatórias, com dois empates e quatro derrotas, além de apenas quatro gols marcados, a Suécia ainda assim conseguiu se manter viva graças ao desempenho na Liga das Nações, que garantiu a vaga na repescagem. Nessa etapa decisiva, os suecos cresceram, venceram a Ucrânia por 3 a 1 e a Polônia por 3 a 2, carimbando o passaporte para a Copa do Mundo.
No elenco comandado pelo inglês Graham Potter, ex-Chelsea, o principal nome é o centroavante Viktor Gyokeres, do Arsenal. O time ainda conta com outras peças de destaque, como Roony Bardghji, do Barcelona, Anthony Elanga, do Newcastle, e Lucas Bergvall, do Tottenham.
Na Copa do Mundo, a Suécia integra o Grupo F, ao lado de Tunísia, Holanda e Japão.
ESCÓCIA
Após 28 anos de ausência, a Escócia volta a disputar uma Copa do Mundo em 2026 e estará no mesmo grupo do Brasil. As seleções se enfrentam na terceira e última rodada do Grupo C, que ainda conta com Haiti e Marrocos.
Liderada por Scott McTominay, eleito melhor jogador do Campeonato Italiano 2024/2025 após conquistar o título com o Napoli, a Escócia garantiu vaga no Mundial com uma vitória dramática sobre a Dinamarca na fase de grupos. O triunfo teve como destaque um gol de bicicleta do próprio McTominay, que selou a classificação e deixou os dinamarqueses na repescagem.
Sob o comando do técnico Steve Clarke, a seleção venceu quatro dos seis jogos nas Eliminatórias, além de somar um empate e uma derrota. No grupo, além da Dinamarca, Grécia e Belarus também ficaram pelo caminho.
BÓSNIA E HERZEGOVINA
Protagonista de uma das grandes histórias das Eliminatórias ao eliminar a Itália nos pênaltis, a Bósnia e Herzegovina volta à Copa do Mundo após sua única participação como país independente, em 2014, no Brasil.
Ainda tendo como principal referência o experiente centroavante Dzeko, atualmente no Schalke 04 e com passagens por clubes como Manchester City e Roma, a seleção bósnia chegou à repescagem depois de terminar atrás da Áustria por apenas dois pontos. A campanha teve cinco vitórias, dois empates e uma derrota, justamente diante dos austríacos.
No Grupo B, a Bósnia estreia contra o anfitrião Canadá e, na sequência, enfrenta Suíça e Catar.
REPÚBLICA TCHECA
A emoção deu o tom da classificação da República Tcheca para a Copa do Mundo de 2026. Fora das últimas quatro edições e sem disputar o torneio desde 2006, o país, também conhecido como Tchéquia (ou Chéquia), precisou encarar duas decisões por pênaltis para eliminar Irlanda e Dinamarca na repescagem das Eliminatórias.
Na fase de grupos, os tchecos terminaram atrás da Croácia, que ficou com a liderança e a vaga direta. Sob o comando de Miroslav Koubek, a seleção tem como principais nomes o atacante Patrik Schick, do Bayer Leverkusen, além de Pavel Šulc, do Lyon, e do meio-campista e capitão Tomáš Sou?ek, do West Ham.
Na Copa do Mundo, a República Tcheca terá pela frente Coreia do Sul, África do Sul e México na fase de grupos.
Seleção canadense lança ação para que italianos usem camisas do Canadá após eliminação na repescagem
A eliminação da Seleção Italiana na repescagem para a Copa do Mundo motivou uma ação promocional da Seleção Canadense. A federação do Canadá anunciou que torcedores poderão trocar gratuitamente camisas da Itália pelo uniforme canadense neste sábado (4).
A iniciativa foi divulgada na sexta-feira (3) e convida fãs italianos a comparecerem ao Café Diplomatico, em Toronto — uma das cidades-sede do Mundial. O atendimento está previsto entre 10h e 14h no horário local (11h às 15h de Brasília).
Segundo a organização, a troca será realizada enquanto houver disponibilidade de camisas. A campanha também utiliza tom provocativo ao afirmar que os italianos não devem “esperar mais quatro anos” para deixar de usar o uniforme da seleção europeia.
A ausência da Itália foi confirmada na última terça-feira (31), após empate em 1 a 1 com a Seleção da Bósnia no tempo regulamentar, pela final da repescagem europeia. Nos pênaltis, a equipe do Leste Europeu venceu por 4 a 1 no Estádio Bilino Polje, em Zenica, e garantiu vaga na Copa.
O primeiro compromisso dos bósnios no torneio será justamente contra o Canadá, no dia 12 de junho, em Toronto.
A eliminação da seleção italiana na disputa por uma vaga na Copa do Mundo desencadeou mudanças imediatas na estrutura do futebol do país. Após a saída de Gabriele Gravina da presidência da federação, o ex-goleiro Gianluigi Buffon também anunciou sua despedida do cargo de chefe de delegação.
A decisão veio logo depois da derrota para a Bósnia e Herzegovina nos pênaltis, resultado que deixou a Itália fora do Mundial pela terceira edição consecutiva. Buffon afirmou que sua reação inicial foi imediata, mas optou por oficializar a saída após a definição na federação.
"Apresentar minha demissão um minuto após o término da partida contra a Bósnia foi um ato impulsivo, que surgiu do fundo da minha alma . Tão espontâneo quanto as lágrimas e a dor que sinto no coração, uma dor que sei que compartilho com todos vocês. Pediram-me para esperar para que todos pudessem refletir adequadamente. Agora que o presidente Gravina decidiu renunciar, sinto-me livre para fazer o que considero ser a coisa responsável a fazer. (...) O principal objetivo era levar a Itália de volta à Copa do Mundo. E não conseguimos isso", declarou.
Buffon exercia a função desde agosto de 2023, quando assumiu poucos dias após encerrar a carreira como jogador. Ele substituiu Gianluca Vialli, que faleceu em janeiro daquele ano, aos 58 anos, em decorrência de câncer. Durante o período, participou do ciclo que terminou sem a classificação para o Mundial.
A ausência marca um feito negativo inédito: é a primeira vez que uma seleção campeã do mundo fica fora de três Copas seguidas. O cenário gerou forte pressão interna. O ministro do Esporte e Juventude da Itália, Andrea Abodi, já havia cobrado mudanças na federação e defendido a saída do então presidente.
Ídolo histórico, Buffon é o jogador com mais partidas pela seleção italiana, com 176 jogos entre 1997 e 2018. Ele foi peça-chave na conquista da Copa do Mundo FIFA de 2006 e construiu carreira de destaque por clubes como Juventus, Parma e Paris Saint-Germain.
Fora de mais uma Copa do Mundo, a Itália já começa a reorganizar seu projeto esportivo e tem como principal meta uma mudança de rumo no comando técnico da seleção após a saída de Gennaro Gattuso.
Segundo a imprensa italiana, o nome mais ambicioso no radar da federação é o de Pep Guardiola. A ideia é apostar em um treinador com perfil moderno para promover uma transformação profunda no estilo de jogo da equipe.
No entanto, a operação é considerada difícil. O espanhol tem vínculo com o Manchester City até 2027, o que exige uma negociação complexa e uma eventual saída antecipada do clube inglês para que a chegada à seleção se torne viável.
Enquanto mantém o desejo por Guardiola, a federação trabalha com cenários mais realistas. Entre eles, aparece Roberto Mancini, campeão da Eurocopa de 2020 e figura conhecida internamente. O treinador surge como opção capaz de reorganizar o elenco, embora represente uma continuidade de um ciclo recente que não conseguiu levar a Itália às últimas Copas.
Outros nomes também são analisados, como Antonio Conte e Massimiliano Allegri. Ambos estão empregados no momento, o que pode dificultar qualquer movimentação imediata. No caso de Conte, a resistência do Napoli é vista como um obstáculo importante para qualquer negociação.
A definição do novo comando ocorre em meio à pressão por resultados rápidos. Sem vaga no Mundial de 2026 após eliminação na repescagem, a Itália volta a campo apenas em setembro, quando estreia na Liga das Nações diante da Bélgica.
A eliminação da Itália nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 provocou mais um abalo no futebol do país — desta vez, fora de campo. O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, deixou o cargo nesta quinta-feira (2) após reunião com dirigentes da entidade, em Roma.
A saída ocorre em meio à forte pressão institucional e política gerada pela ausência da seleção no Mundial. Campeã em quatro oportunidades, a Itália ficará fora da competição pela terceira edição consecutiva, repetindo o cenário de 2018 e 2022.
O golpe mais recente veio na última terça-feira (31) , quando a equipe foi superada pela Bósnia nos pênaltis, após empate no tempo normal. A eliminação ampliou a insatisfação com a condução do futebol italiano e acelerou o desgaste da gestão.
Nos bastidores, a permanência de Gravina já era considerada insustentável. Na véspera da renúncia, o ministro de Esporte e Juventude, Andrea Abodi, havia se posicionado publicamente a favor de mudanças na federação, indicando a necessidade de renovação no comando.
Gravina estava à frente da FIGC desde fevereiro de 2025. Com a saída, a federação iniciará um novo processo eleitoral, marcado para o dia 22 de junho, que definirá o responsável por conduzir a reestruturação do futebol italiano nos próximos anos.
Um dia após a eliminação da Itália nos pênaltis frente a Bósnia e Hezergovina, e a ausência confirmada em uma Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, o governo italiano se manifestou publicamente cobrando mudanças profundas no futebol do país.
O Ministro do Esporte, Andrea Abodi, fez duras críticas à gestão da federação italiana e defendeu uma reformulação estrutural.
“É evidente para todos que o futebol italiano precisa ser reconstruído e que esse processo deve começar com a renovação da liderança da FIGC”, afirmou.
Abodi também rebateu tentativas de transferir responsabilidades às instituições públicas e reforçou que a crise não pode ser ignorada.
“O Governo demonstrou concretamente, nos últimos anos, seu compromisso com todo o movimento esportivo italiano. Acredito que seja objetivamente incorreto tentar negar sua responsabilidade pelo terceiro fracasso consecutivo na Copa do Mundo”, declarou.
Apesar do tom crítico, o ministro agradeceu o empenho da equipe e da comissão técnica na última partida.
O ministro destacou ainda o peso cultural do futebol na Itália e lamentou os impactos da sequência de fracassos para as novas gerações.
“Especialmente na Itália, onde o futebol se tornou cultura popular, um ritual comunitário e prestígio internacional. Lamento pensar que há toda uma geração de crianças e jovens que ainda não experimentaram a emoção de assistir à seleção nacional jogar uma Copa do Mundo”, disse.
Abodi também ponderou que, apesar da importância do futebol, ele não deve ser sobrecarregado em meio a um cenário de crise mais amplo no país.
Durante evento oficial, o ministro voltou a reforçar a necessidade de responsabilização e mudanças internas.
“Ficar de fora da Copa do Mundo por três vezes consecutivas é uma derrota. Hoje não é um dia normal. Jogar a responsabilidade para os outros não pode ser suficiente”, afirmou.
A crise deve avançar para o campo institucional já nesta quinta-feira (2), quando está prevista a primeira reunião com membros da federação italiana após a eliminação.
O encontro servirá como preparação para uma reunião mais ampla na próxima semana, convocada pelo presidente da federação, que reunirá dirigentes das principais ligas do país e entidades representativas do futebol italiano.
A seleção italiana foi derrotada pela Bósnia & Herzegovina por 4 a 1 nos pênaltis, e com isso, foi confirmada a ausência da Itália pela terceira edição seguida da Copa do Mundo. Depois de superar os italianos, a seleção bósnia se garantiu no Grupo B do Mundial.
Jogando em casa, no estádio Bilino Polje, em Zenica, a Bósnia viu a Itália abrir o placar com Moise Kean, aos 15 minutos. Com um jogador a mais desde os 41’ do primeiro tempo, depois da expulsão de Alessandro Bastoni, Haris Tabakovic marcou o gol de empate aos 34’ da segunda etapa.
Depois do empate por 1 a 1 persistir na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. Enquanto os jogadores da Bósnia acertaram todas cobranças, Pio Esposito e Bryan Cristante perderam pela Itália. Com isso, a seleção bósnia venceu por 4 a 1.
Com a classificação, a Bósnia & e Herzegovina passou a fazer parte do Grupo B, também formado por Canadá, Catar, e Suíça.
Com a eliminação, a seleção italiana vai completar ao menos 15 anos sem disputar uma partida da Copa do Mundo. A última Copa jogada pela Itália foi a de 2014, sediada no Brasil. Ficando de fora em 2018, 2022 e agora 2026, os italianos conquistaram a Eurocopa de 2020/21 durante este hiato.
A modelo e empresária Pamela Genini, de 29 anos, teve a cabeça roubada de seu túmulo na Itália, em um caso que vem sendo investigado pelas autoridades locais.
O crime foi descoberto por funcionários de um cemitério durante a transferência do corpo. Eles perceberam que o caixão apresentava parafusos soltos e não estava devidamente fechado. Ao abrirem a urna, constataram que a cabeça da vítima havia desaparecido.
De acordo com as primeiras análises, havia sinais de uso recente de silicone na vedação do caixão, o que indica que o túmulo foi violado meses após o sepultamento, que aconteceu há cinco meses.
A polícia trabalha com a hipótese de que entre três e quatro pessoas participaram da ação, embora ainda não tenha detalhado como chegou a essa conclusão. Até o momento, também não há informações sobre a motivação do crime.
O caso é tratado como profanação de cadáver e ocultação de parte do corpo, crimes que, segundo a legislação italiana, podem resultar em pena de até sete anos de prisão.
O governo federal recebeu nesta quinta-feira (26) uma notificação da justiça italiana em que é comunicada a decisão de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A defesa de Zambelli, entretanto, ainda terá direito a apresentar recurso contra a decisão. Não há prazo para uma resposta definitiva.
“A Embaixada do Brasil em Roma foi informada pelos advogados sobre decisão da Corte de Apelação em favor da concessão da extradição. Ainda cabe recurso no âmbito judicial, antes de o assunto ser levado para a decisão final do governo italiano”, afirma o Itamaraty, em nota.
A decisão teria sido tomada pela Corte de Apelação da Itália, país, que analisa o pedido de extradição feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra Zambelli. Com a autorização da extradição, a expectativa é de que Zambelli seja transferida ao Brasil nas próximas semanas para cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
A ex-deputada Carla Zambelli foi condenada em dois processos pelo Supremo Tribunal Federal. O julgamento na Corte de Apelação de Roma foi concluído em fevereiro.
Zambelli deixou o Brasil em junho de 2025, passando inicialmente pelos Estados Unidos antes de seguir para a Itália. Após período fora do alcance das autoridades, foi presa no fim de julho e passou a responder a processo de extradição.
O mês de março de 2026 será decisivo para a conclusão do quadro de seleções classificadas para a Copa do Mundo, que será realizada conjuntamente por Canadá, Estados Unidos e México. Restando apenas seis vagas para o torneio, as definições ocorrerão nos dias 26 e 31, por meio das repescagens europeias e da repescagem intercontinental.
No continente europeu, quatro seleções vão garantir classificação. A disputa envolve os 12 segundos colocados de suas respectivas chaves das Eliminatórias, além das quatro equipes mais bem posicionadas na Nations League que não obtiveram vaga direta. Os participantes foram organizados em quatro grupos paralelos, com semifinais e finais disputadas em partidas únicas.
Entre os confrontos, a Itália, tetracampeã mundial, terá de vencer a Irlanda do Norte na semifinal e, caso avance, enfrentar o vencedor do duelo entre País de Gales e Bósnia para assegurar presença no Mundial.
Confrontos das semifinais europeias (26 de março, às 16h45):
Chave 1: Itália x Irlanda do Norte | País de Gales x Bósnia
Chave 2: Ucrânia x Suécia | Polônia x Albânia
Chave 3: Turquia x Romênia | Eslováquia x Kosovo
Chave 4: Dinamarca x Macedônia do Norte | Tchéquia x Irlanda
As finais de cada chave ocorrerão no dia 31 de março, terça-feira, às 15h45.
As duas vagas restantes serão definidas na repescagem intercontinental, programada para ocorrer em campo neutro, no México. A competição reúne Bolívia, Nova Caledônia, Iraque, República Democrática do Congo, Jamaica e Suriname.
O torneio será disputado em dois grupos com formato triangular. Em razão da melhor colocação no ranking da Fifa, República Democrática do Congo e Iraque avançaram diretamente às finais de seus respectivos grupos e aguardam os vencedores das semifinais para a definição dos classificados.
Confrontos da repescagem intercontinental:
Chave 1 (Estádio Akron, Zapopan):
Semifinal: Nova Caledônia x Jamaica (26 de março, às 23h)
Final: Vencedor da Semifinal x RD Congo (31 de março, às 18h)
Chave 2 (Estádio El Gigante de Acero, Guadalupe):
Semifinal: Bolívia x Suriname (26 de março, às 23h)
Final: Vencedor da Semifinal x Iraque (1º de abril, às 00h)
O descarrilamento de um trem que acabou colidindo contra um prédio em Milão, na Itália, deixou duas pessoas mortas e outras 38 feridas nesta sexta-feira (27).
Segundo informações da Agence France-Presse (AFP), ainda não está claro o que provocou a saída do veículo dos trilhos nas proximidades do centro da cidade, localizada no norte do país.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostram diversas ambulâncias e equipes de resgate mobilizadas no local do acidente.
(Atualizada às 18h52)
Integrantes do Neojiba desembarcaram em Cosenza, na Itália, para uma imersão que combina formação e palco. Desde sexta-feira (20), o grupo, de 28 pessoas, participa de uma residência artística internacional que inclui concertos sinfônicos, apresentações da ópera “Falstaff” e atividades formativas na Universidade da Calábria (Unical).
A iniciativa integra o projeto IMPACT (International Music and Performing Arts Contaminations and Training), desenvolvido em parceria com instituições europeias. O intercâmbio dá sequência a um processo iniciado em Salvador, quando duas apresentações da ópera foram realizadas na sede do programa, em dezembro de 2025, reunindo jovens músicos brasileiros e artistas italianos. Agora, o fluxo se inverte: é a vez de a experiência atravessar o Atlântico.
A delegação saiu de Salvador e chegou a Cosenza no sábado (21). Após um dia de adaptação, as atividades começaram oficialmente nesta segunda-feira (23), no Teatro Auditorium Unical (TAU), no campus da universidade, onde acontece a residência.
Até 8 de março, os participantes encaram uma rotina intensa de ensaios, preparação técnica e apresentações. O concerto sinfônico está marcado para 26 de fevereiro, às 20h30, no próprio TAU, reunindo integrantes do Neojiba e jovens músicos italianos. Já nos dias 5 e 8 de março, o grupo sobe ao palco com “Falstaff”, de Giuseppe Verdi, com direção de Alessio Bergamo. Nessa montagem, o coro é formado integralmente por integrantes do Neojiba, enquanto a orquestra reúne brasileiros e músicos de duas instituições italianas parceiras.
Além dos espetáculos, a programação inclui um seminário internacional e um congresso, nos dias 6 e 7 de março, voltados à formação artística, intercâmbio cultural e aprofundamento pedagógico. Participam músicos, cantores, técnicos e professores de diferentes instituições europeias e brasileiras.
O IMPACT reúne o Neojiba e parceiros como a Scuola di Musica di Fiesole, o Conservatoire de la Vallée d’Aoste, o Conservatório E. R. Duni de Matera, a própria Universidade da Calábria e a Accademia di Belle Arti de Catania, com foco na formação integrada em ópera e prática orquestral.
Criado como programa prioritário do Governo da Bahia, o Neojiba amplia, com a etapa italiana, uma colaboração iniciada em casa. Mais do que uma viagem, a residência consolida pontes e expõe jovens músicos baianos a um circuito internacional que combina exigência técnica, troca cultural e experiência profissional.
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Com chance real de medalha para o Brasil, os Jogos Olímpicos de Inverno, realizados em Milão e Cortina, no norte da Itália, chegam a edição de 2026, cercados por relatos de obras inacabadas, que podem impactar no andamento do evento.
Para a realização do evento, que tem o início marcado para esta quarta-feira (4), foi construída a arena Santa Giulia, palco que receberá as disputas de hóquei no gelo. O projeto, realizado pelo arquiteto David Chipperfield se tornou assunto nos últimos dias pela pressa na finalização da obra. Até o último fim de semana, o ginásio não estava concluido. Entre as áreas inacabadas, estão os camarotes, áreas de comidas e imprensa, além de ambientes - internos e externos - com materias e sujeira de construção.
Já em Cortia d'Ampezzo, o Teléferico de Apollonio-Socrepes, projetado para transportar o público até as provas de esquialpino feminino, está sob risco de não ser finalizado a tempo.
Segundo a Simico (Sociedade Infraestrutura Milano Cortina), sociedade que une o governo italiano e quatro administrações locais na realização das obras, são 98 obras ligadas aos jogos, sendo 47 em instalações esportivas e 51 em infraestrutura de transporte. Do total, 40 obras foram concluídas, 29 estão em andamento, 27 em fase de projeto e duas em licitação. O custo até agora é 3,5 bilhões de euros (R$ 21,6 bilhões) – a arena de Milão não entra na conta, porque foi erguida com recursos privados.
São esperados mais de cem eventos até dia 22 fevereiro, com mais de 2.900 atletas de 90 países. Este ano, o Brasil enviou a maior delegação da história, com 14 atletas competindo em cinco modalidades - sendo elas: esqui alpino, esqui cross-country, bobsled, skeleton e snowboard. a melhor colocação brasileira. A melhor colocação brasileira até hoje foi em 2006, com o nono lugar de Isabel Clark no snowboard.
A chance real de medalha fica por conta de Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, nascido na Noruega de mãe brasileira, no esqui alpino.
A transmissão dos Jogos de Inverso podem ser acompanhados no Brasil por meio das emissoras do Grupo Glopo e na CazéTV.
O deputado estadual Jurailton Santos (Republicanos) solicitou licença de suas atividades na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) entre esta segunda-feira (2) e o próximo sábado (7) para participar do congresso internacional “United Freedom Forum (UFF)”, que será realizado em Roma, capital da Itália.
A solicitação foi feita no sistema da AL-BA ainda nesta segunda, um dia antes do retorno das atividades após o recesso parlamentar. No requerimento, Jurailton informou que foi convidado para o evento deste ano, que reúne políticos de diferentes países para a realização de debates.
“O United Freedom Forum é uma iniciativa educacional apartidária e que busca o fortalecimento da democracia. A edição 2026 será focada nos seguintes pilares: economia, finanças, comércio, energia, infraestrutura, investimentos, eleições e segurança pública. Devido ao seu cometimento e trabalho, nós achamos que será um grande evento para aprofundar seus conhecimentos sobre os desafios políticos de nossa região, o fortalecimento dos processos democráticos e laços entre os países do continente americano”, afirma o convite.
Conforme o site do UFF, para o público, o valor do ingresso para participar das atividades na sexta (6) e no sábado (7) gira em torno de R$ 1,8 mil. No site oficial do evento e na plataforma de vendas não há informações detalhadas sobre a programação.
Segundo a organização do congresso, a intenção é realizar debates contemporâneos entre os parlamentares de diversos países para uma “cooperação internacional”. Além disso, conforme o site do UFF, o encontro pretende contribuir para a formulação de caminhos responsáveis para o crescimento econômico, social e institucional.
“O encontro tem como objetivo central debater os desafios contemporâneos que impactam as nações livres, com foco em temas como governança, soberania, inovação, segurança institucional e cooperação internacional. Com uma programação estratégica e conteúdo de alto nível, o United Freedom Forum se propõe a ir além do debate teórico, promovendo conexões reais entre ideias, experiências e propostas concretas”, diz o site do evento.
Quatro policiais e dois funcionários da Guarda Costeira da Itália começaram a ser julgados nesta sexta-feira (30), na cidade de Crotone, no sudeste do país, acusados de atraso no resgate de uma embarcação com migrantes em 2023. O naufrágio deixou ao menos 94 mortos e é considerado o pior registrado na Itália nos últimos dez anos.
A tragédia ocorreu na costa da região da Calábria, quando a embarcação encalhou nas rochas em frente à cidade de Cutro, em 26 de fevereiro de 2023. Entre as vítimas estavam 35 crianças. Cerca de 80 pessoas sobreviveram, mas as autoridades acreditam que o número de mortos pode ser maior, já que alguns corpos nunca foram localizados.
Os réus, quatro oficiais da Guardia di Finanza (GDF), força policial financeira que também atua na vigilância marítima, e dois integrantes da Guarda Costeira, compareceram ao primeiro dia de julgamento, segundo a imprensa local. Eles respondem por homicídio culposo e naufrágio por negligência, crimes previstos no código penal italiano.
O barco superlotado havia partido da Turquia, transportando migrantes do Afeganistão, Irã, Paquistão e Síria. De acordo com a acusação, as autoridades foram alertadas sobre a situação da embarcação com horas de antecedência, mas uma operação de busca e resgate não foi realizada.
Um avião da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras (Frontex) identificou o barco em dificuldades pouco depois das 23h, a cerca de 38 quilômetros da costa, e comunicou as autoridades italianas. Posteriormente, um navio da Guardia di Finanza foi enviado à área, mas retornou devido às condições climáticas adversas. Cerca de quatro horas depois, a embarcação acabou colidindo contra as rochas próximas à praia.
Os promotores acusam a polícia e a Guarda Costeira de falhas de comunicação e de terem retardado a resposta após avaliarem inicialmente o caso como uma operação policial marítima, e não como uma missão de resgate.
A Corte de Apelação de Roma decidiu adiar a conclusão do julgamento do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, solicitado pelo governo brasileiro. A ex-parlamentar, que renunciou ao cargo no mês passado após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar a perda do seu mandato, aguarda uma decisão desde dezembro. Com o adiamento, o caso deve ser retomado na primeira quinzena de fevereiro.
Segundo informações do jornal O Globo desta terça-feira (20), o julgamento de Zambelli estava previsto para 18 de dezembro, mas foi adiado atendendo a um pedido da defesa, que solicitou mais tempo para examinar e se manifestar sobre os documentos anexados pelas autoridades do Brasil sobre o sistema carcerário nacional.
Nesta terça, o adiamento ocorreu devido à insuficiência de tempo para análise da Corte de Apelação. Desde julho do ano passado, Zambelli está no complexo penitenciário de Rebibbia, nos arredores de Roma. Após passagem pela Apelação, caberá recurso de Zambelli e do governo brasileiro à Corte de Cassação da Itália, independentemente do resultado. As informações são da Agência Brasil.
ZAMBELLI NA COLMEIA
Para convencer as autoridades italianas de que Zambelli não corre riscos no sistema penitenciário brasileiro, o governo Lula enviou informações sobre em qual prisão ela seria detida caso fosse entregue ao Brasil pela Itália e como são as condições gerais das mulheres presas.
Conforme a documentação enviada pelo Itamaraty, se for enviada ao Brasil, Zambelli deve cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde as internas do regime fechado, semiaberto e presas provisórias são separadas por “blocos distintos, assegurando a não convivência entre internas de regimes diversos”.
Durante a sessão desta terça-feira, a defesa de Zambelli pediu mais informações sobre as condições da Colmeia. Também solicitou que Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prestasse depoimento à Justiça italiana.
O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, revelou o sentimento da possibilidade de encontrar a Itália durante o caminho da Copa do Mundo de 2026. O comandante afirmou que vê com naturalidade o ocasional encontro com os conterrâneos no Mundial.
“Doloroso, não. É normal. Será normal enfrentar a Itália. Eu acho que, a nível emocional, vai ser um dia bastante forte, com muita emoção, mas só isso. É só futebol”, completou o treinador em entrevista para a revista Placar.
Os italianos ainda não garantiram a vaga para a Copa, mas possem a chance de ir pela Repescagem da Europa. Ancelotti já esteve do outro lado, e enfrentou o Brasil na final da Copa de 1994 como auxiliar técnico de Arrigo Sacchi na Itália.
“Eu me lembro do Mundial de 1994, quando a equipe era muito sólida, com os dois volantes, com a equipe muito fechada atrás, com duas linhas muito juntas, e depois com o Romário e Bebeto na frente para marcar a diferença. Eu acho que é um aspecto muito, muito importante também para o próximo Mundial”, completou.
Na última Data Fifa antes da Copa do Mundo de 2026, a Seleção brasileira enfrenta a França, no dia 26, em Boston, e a Croácia, no dia 31, em Orlando.
Quatro partidos que integram a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registraram votos contrários à cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Na votação ocorrida na madrugada desta quinta-feira (11), o plenário da Câmara somou 227 votos favoráveis e 170 contrários à perda de mandato. Para a cassação, eram necessários ao menos 257 votos.
Republicanos, PSD, MDB e PP, todos com ministros no governo federal, reuniram 58 votos contrários à cassação, o equivalente a 34% do total que garantiu a manutenção do mandato da parlamentar.
Como faltaram 30 votos para alcançar o número mínimo para a cassação, a posição dos partidos governistas teve potencial de alterar o resultado final da sessão.
A Câmara dos Deputados criou uma “bancada de foragidos”, com parlamentares que estão exercendo mandato no exterior, o que seria um “grande escândalo” diante da sociedade. A afirmação foi feita na tarde desta terça-feira (2) pelo líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), ao criticar a decisão do relator na CCJ de negar o pedido de cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP).
O deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) apresentou um parecer para rejeitar a perda do mandato da parlamentar, que está presa na Itália e condenada a dez anos de prisão por comandar a invasão a sistemas do CNJ.
Com o pedido de vista, o presidente da CCJ, Paulo Azi (União-BA), adiou por duas sessões a análise do relatório do processo contra Carla Zambelli.
Lindbergh Farias anunciou que a bancada do PT ingressou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja declarada a perda imediata do mandato da deputada do PL, em respeito à decisão judicial.
“Um escândalo na Câmara o relator do caso Zambelli pedir o arquivamento. Ele não quer cassar a deputada. Olha que escândalo. O Conselho de Ética já absolveu Eduardo Bolsonaro e agora estão querendo ir no mesmo caminho com a Zambelli, que tem duas condenações com trânsito em julgado, e que está presa em presídio na Itália. É a bancada de foragidos”, afirmou Lindbergh, que disse que a Câmara tinha a obrigação de declarar a perda do mandato na época da condenação.
No relatório de 148 páginas, Garcia afirma que não existe como comprovar que Carla Zambelli comandou a invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, e diz que a condenação se baseou exclusivamente no depoimento do hacker, Walter Delgatti, que, segundo ele, mudou de versão diversas vezes. Diego Garcia considerou que não há outras provas que deem sustentação à condenação.
Colegas de Zambelli no PL agora tentam conseguir votos para a aprovação do relatório pelo arquivamento da cassação. A deputada Bia Kicis (PL-DF), que lidera a ofensiva contra a cassação, argumenta que Zambelli foi “perseguida” pelo Judiciário e que nada justifica a perda do mandato para o qual foi eleita em São Paulo.
Em meio à luta mais difícil da carreira e da vida, Achille Polonara será homenageado pela seleção italiana de basquete. O ala-pivô de 34 anos, afastado das quadras desde março para tratar uma leucemia agressiva, foi convocado de maneira simbólica para a rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2027 e participará do protocolo inicial da partida contra a Islândia, nesta quinta-feira, em Tortona, cidade italiana. Ele entrará em quadra usando a braçadeira de capitão.
A iniciativa da Federação Italiana de Basquete representa mais um gesto dentro da onda de solidariedade que tomou conta da modalidade no país nos últimos meses. Clubes da Liga Italiana têm estampado faixas e camisetas de apoio ao jogador, que defendeu a seleção em diferentes categorias desde a base e construiu carreira sólida também no basquete espanhol e turco. Atualmente, Polonara pertence ao Dinamo Sassari.
A batalha do atleta ganhou contornos dramáticos no fim de 2025. Em setembro, ele passou por um transplante de medula óssea e enfrentou complicações graves, que o levaram a quase dois meses de internação em Bolonha — incluindo dez dias em coma. Polonara descobriu a doença em junho do mesmo ano, após exames de rotina feitos logo depois de trocar o Virtus Bologna pelo Dinamo Sassari.
A Fifa realizou, nesta quinta-feira (21), em Zurique, o sorteio que desenha o último caminho europeu rumo à Copa do Mundo de 2026. As seleções que ficaram de fora da classificação direta agora disputarão uma repescagem em jogos únicos, entre 26 e 31 de março, para tentar entrar na lista final do Mundial.
O destaque do sorteio ficou por conta da Itália, que tenta evitar o trauma de ficar fora de uma terceira Copa consecutiva. Os italianos terão pela frente a Irlanda do Norte, em solo italiano. Se confirmarem o favoritismo, vão decidir a vaga contra País de Gales ou Bósnia.
A divisão ficou organizada em quatro caminhos independentes. Cada rota tem duas semifinais e uma final — todas em partida única. Apenas o campeão de cada chave se classifica para o Mundial.
Confira como ficaram os cruzamentos:
Chave A
• Itália x Irlanda do Norte
• País de Gales x Bósnia
Chave B
• Ucrânia x Suécia
• Polônia x Albânia
Chave C
• Turquia x Romênia
• Eslováquia x Kosovo
Chave D
• Dinamarca x Macedônia do Norte
• República Tcheca x Irlanda
Os grupos foram montados de acordo com os critérios de entrada na repescagem — seleções vice-líderes nas Eliminatórias ou líderes de grupos da Liga das Nações.
Com o avanço das classificatórias ao redor do mundo, o Mundial sediado por Canadá, México e Estados Unidos já soma 42 seleções confirmadas. Restam seis vagas: quatro serão preenchidas pelos europeus desta repescagem e duas sairão da disputa intercontinental envolvendo Bolívia, Congo, Jamaica, Iraque, Nova Caledônia e Suriname.
A Copa de 2026 abrirá no dia 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, e será encerrada em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O sorteio dos grupos acontece em 5 de dezembro, em Washington.
A Seleção Brasileira Feminina vai finalizar a temporada de 2025 com duas partidas durante a Data Fina de novembro e dezembro. No dia 28, as Canarinhas vão enfrentar a Noruega, no Estádio Municipal de La Linea, em Marbella, na Espanha, a partir das 15h. Já no dia 2 de dezembro, a Amarelinha vai atuar contra a Seleção de Portugal, às 16h45.
Ainda em outubro, a equipe derrotou a Inglaterra pelo placar de 2 a 1 e a Itália por 1 a 0. Os resultados recuperaram as esperanças da equipe que vão disputar a Copa do Mundo de 2027 em casa, no Brasil.
Quanto as equipes que enfrentarão as brasileiras, Portugal não passou da fase de grupos da Eurocopa em julho. Já a Noruega ficou nas quartas de final e foi eliminada pela Itália.
No total, a Seleção disputou 13 partidas com 9 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, com um aproveitamento de 64,1%.
O Brasil vive uma grande fase. Na tarde desta terça-feira (28), a Seleção Brasileira feminina enfrentou a Itália e confirmou a sétima vitória no recorte dos últimos oito jogos. Luany marcou o único gol da partida amistosa realizada na casa das italianas.
No estádio Ennio Tardini, em Parma, Itália e Brasil fizeram um primeiro tempo aberto, com boas oportunidades para ambas as equipes, mas sem gols. Na segunda etapa, aos 23’, Dudinha evitou a saída da bola com um cruzamento para Luany, que chutou forte de perna direita para marcar o gol da vitória brasileira por 1 a 0.
No último sábado (25), o Brasil venceu a Inglaterra, no Etihad Stadium, por 2 a 1. Georgia Stanway marcou o gol inglês, mas antes, Bia Zaneratto e Dudinha balançaram as redes para a Canarinho.
27 de junho. Esta foi a data da última derrota brasileira. A França venceu o Brasil por 3 a 2 em um amistoso. Depois disso, a seleção treinada por Arthur Elias jogou mais oito partidas, vencendo sete e empatando uma. Nessa trajetória, as meninas conquistaram a Copa América sobre a Colômbia, nos pênaltis.
A Seleção Brasileira Feminina Sub-17 garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo da categoria, mesmo com a derrota por 4 a 3 para a Itália, nesta sexta-feira (24). Mesmo com o resultado negativo, o Brasil encerrou a fase de grupos na segunda colocação do Grupo A e enfrentará a China na próxima terça-feira (28), às 12h30 (horário de Brasília).
Os gols brasileiros foram marcados por Giovanna Waksman, duas vezes, e Giovanna Iseppe. Do lado italiano, Giullia Galli, Venturelli, Verrini e Bedini balançaram as redes.
O Brasil começou o jogo tentando controlar a posse de bola, mas sofreu o primeiro gol logo aos cinco minutos, quando Galli recebeu em posição duvidosa e abriu o placar. A equipe italiana ampliou com Venturelli, em belo chute de fora da área.
Antes do intervalo, Waksman descontou em jogada individual pela esquerda, mostrando o poder de reação da equipe comandada por Simone Jatobá.
Na volta para o segundo tempo, a Itália voltou a marcar com Verrini, que contou com um desvio da defesa brasileira. O Brasil respondeu com belo lance de Waksman, que lançou Iseppe para marcar o segundo gol.
Nos minutos finais, Bedini fez o quarto da Itália, mas Waksman voltou a brilhar com outro gol em jogada individual, encerrando a partida em 4 a 3. Apesar do revés, a seleção garantiu a classificação e segue viva na competição.
A seleção italiana vive um momento de incerteza nas Eliminatórias Europeias, mas o técnico Gennaro Gattuso mantém o otimismo. A equipe ocupa a segunda colocação do Grupo I, posição que leva à repescagem e não garante vaga direta na Copa do Mundo de 2026.
Gattuso, no entanto, tratou o risco de eliminação com seriedade e destacou que, em caso de não classificação para a Copa do Mundo de 2026, ele sairia da Itália.
“Se não nos classificarmos para a Copa do Mundo, vou me mudar e morar longe da Itália. Já estou um pouco longe, mas vou ainda mais longe”, declarou o treinador em coletiva de imprensa.
A Itália soma três pontos a menos que a líder Noruega, que também leva vantagem expressiva no saldo de gols, 26 contra 10 da equipe italiana. Apesar disso, os italianos já asseguraram presença nos playoffs, uma vez que Israel, Estônia e Moldávia não têm mais chances matemáticas de alcançar os dois primeiros lugares. O adversário da repescagem será definido por sorteio.
As rodadas decisivas estão marcadas para os dias 13 e 16 de novembro. A Itália enfrenta a Moldávia, fora de casa, e encerra a campanha contra a Noruega, no Giuseppe Meazza, em Milão.
Após a vitória por 3 a 0 contra Israel, Gattuso destacou o empenho da equipe.
“É preciso dar os parabéns aos rapazes, inclusive ao Gigio (Donnarumma), que fez boas defesas. Pessoalmente, estou satisfeito, vi um grande espírito e estou contente por não termos sofrido gols. Fizemos o jogo que tínhamos de fazer, apesar de hoje termos tudo a perder... Playoffs? Não há descanso, esperemos que Deus nos ajude e que não percamos jogadores. Vamos fazer dois jogos sérios e tentar formar aquele núcleo compacto que consegue estar bem dentro e fora do campo”, afirmou.
Quatro vezes campeã mundial, a Itália não passa da fase de grupos de um Mundial desde 2006. Gattuso assumiu o comando em julho, substituindo Luciano Spalletti, que deixou o cargo após três derrotas consecutivas no início das Eliminatórias.
Cannavaro é anunciado como novo técnico da Seleção do Uzbequistão, classificada para a Copa do Mundo
O ex-jogador campeão do mundo com a Seleção da Itália, Fabio Cannavaro será o novo técnico do Uzbequistão. A equipe disputará sua primeira Copa do Mundo em 2026, e a Federação do país anunciou o treinador nesta segunda-feira (6).
"Ele é um especialista renomado, um dos melhores zagueiros de sua geração, com participações em quatro Copas do Mundo e vencedor da Copa do Mundo de 2006", afirmou a entidade em comunicado.
Além da primeira competição mundial da Seleção, também será a primeira oportunidade de Cannavaro sob o comando de uma equipe no torneio.
Junto a comissão técnica do italiano, o Uzbequistão também contará com Timur Kapadze, de acordo com a imprensa internacional. O ex-futebolista foi o responsável por garantir a Seleção na Copa.
Até então, o técnico comandou times na China, Arábia Saudita, Croácia e Itália. A experiência com mais sucesso do treinador foi durante a passagem pela Superliga Chinesa com o Guangzhou Evergrande em 2019.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou o bloqueio dos perfis da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) nas redes sociais. A decisão foi proferida no âmbito da Ação Penal (AP) 2428, na qual a parlamentar foi condenada pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema de informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo o ministro, no atual estágio processual não há mais necessidade de manutenção da medida, devendo ser excluídas apenas as postagens ilícitas que motivaram o bloqueio.
O bloqueio havia sido determinado em razão de publicações que propagaram desinformação e discursos de ódio, atentando contra as instituições, Poderes de Estado e o Estado Democrático de Direito.
A decisão autoriza a reativação dos perfis e canais de Carla Zambelli nas plataformas Gettr, Meta (Facebook e Instagram), LinkedIn, TikTok, X (antigo Twitter), Telegram e YouTube. Em caso de reiteração das postagens ilícitas, a deputada deverá pagar multa diária de R$ 20 mil.
Israel e Itália se enfrentaram pela sexta rodada das Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo 2026 e protagonizaram um jogo de nove gols na tarde desta segunda-feira (8). Em Debrecen, na Hungria, Sandro Tonali marcou nos acréscimos e deu a vitória por 5 a 4 aos italianos.
No Nagyerdei Stadion, apenas 16 minutos foram suficientes para que o placar fosse aberto. Manuel Locatelli desviou contra o próprio patrimônio e Israel passou a frente. Ainda no primeiro tempo, Moise Kean empatou para a Itália.
Na segunda etapa, Dor Peretz balançou as redes e deixou 2 a 1 para os israelitas, mas dois minutos depois, Moise Kean deixou tudo igual novamente. Aos 13’, Matteo Politano colocou a Itália na frente por 3 a 2. Aos 36’, Giacomo Raspadori ampliou para 4 a 2, mas nada estava acabado, porque um novo gol contra, desta vez de Alessandro Bastoni, colocou Israel de volta ao jogo.
Dor Peretz deixou o placar em 4 a 4 aos 44 minutos do segundo tempo, mas Andrea Cambiaso cruzou para Sandro Tonali nos acréscimos e o camisa 8 colocou a Itália na frente pela segunda vez na partida. 5 a 4 para a equipe comandada por Gennaro Gattuso.
Com o resultado, a Itália passou a assumir a segunda colocação do Grupo I com nove pontos somados. Com os mesmos nove pontos conquistados, Israel fica na terceira posição, mas com um jogo a mais que os italianos.
A Corte de Apelação de Roma decidiu que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deve aguardar na prisão, em regime fechado, a tramitação do processo de sua extradição para o Brasil. A decisão, comunicada nesta quinta-feira (28) diretamente aos advogados da parlamentar, confirma sua permanência no presídio feminino de Rebibbia, em Roma, onde está detida desde o fim de julho.
O tribunal baseou-se em perícia médica encomendada pela própria corte para avaliar a compatibilidade do estado de saúde de Zambelli com a permanência no cárcere. O laudo, apresentado na audiência de quarta-feira (27), identificou que a deputada possui doenças e um quadro depressivo, além de estar em greve de fome. No entanto, a especialista concluiu que "suas necessidades terapêuticas podem ser todas atendidas dentro da estrutura de detenção" e que não há elementos que impeçam sua manutenção na prisão.
A decisão contrariou os argumentos da defesa, que pedia a transferência de Zambelli para a prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, alegando incompatibilidade de suas condições de saúde com o regime carcerário.
Com a questão da prisão definida, a análise do pedido de extradição feito pelo governo brasileiro poderá ser iniciada. O Ministério Público de Roma deve enviar nas próximas semanas um relatório se manifestando sobre o caso. Em seguida, a Corte de Apelação, atuando como primeira instância, marcará uma audiência para discutir se preenchem os requisitos para a extradição.
O advogado italiano Alessandro Gentiloni, que representa o Brasil no caso, estima que a decisão desta primeira instância possa sair até o fim de outubro. Especialistas calculam que a tramitação total do processo possa levar de um a dois anos, mas o fato de a deputada estar presa pode agilizar os prazos. Após a decisão de primeira instância, eventuais recursos serão analisados pela Corte de Cassação, que, para pessoas detidas, pode levar entre três e quatro meses para julgar. Finalmente, o governo italiano terá 45 dias, após a decisão final da Justiça, para dar a última palavra sobre a extradição.
As informações são da Folha de S. Paulo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).