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A reta final antes da convocação da Seleção Brasileira, que acontece no dia 18 de maio, ganhou um novo elemento de pressão para Neymar. A acusação feita por Robinho Jr. de que teria sido agredido pelo camisa 10 durante um treino do Santos, no último domingo (3), pode dificultar a tentativa do jogador de demonstrar comprometimento e estabilidade para fazer parte do grupo de Carlo Ancelotti na Copa do Mundo.
Segundo informações do jornalista Marcel Rizzo, do Estadão, a presença de Neymar na pré-lista que será enviada à Fifa no dia 11 de maio, com mais de 50 nomes, não está ameaçada neste momento. A direção da Seleção, porém, pretende entender melhor o episódio ocorrido no CT do Santos antes de qualquer definição sobre a lista final.
Nos bastidores da CBF, fatores extracampo são tratados como um dos pontos de atenção na avaliação sobre Neymar. O jogador tem sido orientado por pessoas próximas e por integrantes ligados à Seleção a procurar Carlo Ancelotti e Rodrigo Caetano, diretor de seleções, para deixar claro que deseja estar no grupo e que aceitaria um papel diferente, inclusive no banco de reservas, sem gerar turbulências no ambiente.
A nova polêmica, no entanto, pode atrapalhar esse movimento. De acordo com as informações publicadas pelo ge.globo, Robinho Jr. afirma ter sido xingado, sofrido uma rasteira e levado um tapa no rosto depois de aplicar um drible em Neymar durante o treinamento. A equipe do filho do ex-jogador Robinho notificou o Santos e ameaçou pedir rescisão contratual, alegando falta de segurança no ambiente de trabalho. O clube abriu uma apuração interna para investigar o caso.
Em 2026, Neymar já havia se envolvido em outros episódios de repercussão negativa. O atacante discutiu com torcedores e também foi criticado após usar uma expressão considerada misógina ao reclamar de uma arbitragem, quando disse que o árbitro "estava de chico".
Com seis nomes já encaminhadas para a Copa no setor de ataque, três vagas ainda seguem em aberto. Uma delas é considerada praticamente reservada para Endrick. Igor Thiago, do Brentford, vice-artilheiro da Premier League, foi bem avaliado nos amistosos de março contra França e Croácia. Pedro, do Flamengo, também ganhou força pelas atuações recentes.
Estêvão, do Chelsea, era considerado presença praticamente certa, inclusive com possibilidade de titularidade, mas sofreu uma lesão muscular grave. Apesar da tentativa de recuperação, há pessimismo na CBF sobre sua convocação.
Neymar ainda poderia ser utilizado em uma função mais centralizada no meio-campo. Mesmo assim, Danilo, do Botafogo, e Lucas Paquetá devem aparecer na lista final, o que diminui o espaço para o camisa 10 do Santos.
Depois do compromisso contra o Deportivo Recoleta, no Paraguai, pela Copa Sul-Americana, Neymar ainda deve ter mais três oportunidades para atuar antes da lista: duas na Vila Belmiro, contra Bragantino e Coritiba, pelo Brasileirão, e outra em Curitiba, novamente contra o Coritiba, pela Copa do Brasil.
A Copa do Mundo é contada, em geral, por gols, títulos, craques e derrotas históricas. Mas a trajetória do torneio também passa por episódios de bastidores que explicam mudanças e histórias que se aproximam do folclore esportivo.
Desde a primeira edição, em 1930, no Uruguai, até a Copa de 2022, no Catar, a competição acumulou casos que explicam como o futebol se transformou até os dias atuais.
Para contar parte desse percurso, a reportagem do Bahia Notícias selecionou dez momentos marcantes que revelam curiosidades e bastidores importantes na trajetória do torneio.
1: APITO ANTES DA HORA
A Copa de 1930 teve a participação de Gilberto de Almeida Rego, o primeiro brasileiro a arbitrar em um Mundial. Ele foi bandeirinha no jogo inaugural (França x México) e árbitro principal em três partidas, incluindo Argentina x França.

Foto: Divulgação
O episódio mais lembrado ocorreu justamente na vitória argentina por 1 a 0: Almeida Rego encerrou a partida quando ainda faltavam seis minutos, orientado de forma equivocada pelo cronometrista. Jogadores argentinos chegaram a ir para o banho antes de a decisão ser revogada e o jogo retomado para completar o tempo regulamentar. O placar não foi alterado.
2: A HISTÓRIA DOS PÉS DESCALÇOS
Uma das curiosidades mais repetidas sobre a Copa de 1950 é a de que a Índia teria desistido de disputar o Mundial porque seus jogadores não poderiam atuar descalços.

Foto: Divulgação
A história, porém, tem nuances. Embora a Fifa tenha proibido o jogo sem calçados, pesquisadores apontam outros fatores para a desistência: divergências na convocação, falta de preparação e a percepção da federação indiana de que as Olimpíadas eram mais importantes que a Copa na época.
3: OS 200 MIL NO MARACANÃ
A final de 1950 entre Brasil e Uruguai consolidou o termo "Maracanazo". Estimativas apontam cerca de 200 mil pessoas no estádio, um recorde histórico.
Sem transmissão de TV na época, o rádio foi o meio de quem não estava lá. No Maracanã, o silêncio após o gol de Ghiggia, que deu a vitória por 2 a 1 ao Uruguai, marcou profundamente a memória dos brasileiros.

Foto: Divulgação
4: A CAMISA CANARINHO
O Brasil jogava de branco até a derrota de 1950. Em 1953, o jornal Correio da Manhã promoveu um concurso para criar um uniforme que utilizasse as cores da bandeira. O vencedor foi o ilustrador Aldyr Garcia Schlee.
A estreia do modelo em Copas ocorreu em 1954, na Suíça. O radialista Geraldo José de Almeida foi quem popularizou o apelido "Seleção Canarinho".

Foto: Divulgação / CBF
5: O ÚNICO GOL OLÍMPICO DAS COPAS
Na Copa de 1962, no Chile, o colombiano Marcos Coll entrou para a história ao marcar diretamente de uma cobrança de escanteio contra a União Soviética. O lance ocorreu no empate por 4 a 4, e a bola passou por ninguém menos que Lev Yashin, o "Aranha Negra". É, até hoje, o único gol olímpico da história dos Mundiais.
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Foto: Divulgação
6: TAÇA ROUBADA E ENCONTRADA POR UM CACHORRO
Antes da Copa de 1966, a Taça Jules Rimet foi roubada enquanto estava exposta em Londres. O desfecho teve um herói improvável: Pickles, um cachorro que encontrou o troféu enrolado em jornais em um jardim. Pickles e seu dono, David Corbett, tornaram-se celebridades instantâneas na Inglaterra.
7: O SEGUNDO ROUBO DA JULES RIMET
Após o tri em 1970, o Brasil ficou com a posse definitiva da taça. Porém, em 1983, ela foi roubada da sede da CBF, no Rio de Janeiro. Diferentemente do caso inglês, o troféu nunca foi recuperado. A versão oficial é de que a peça foi derretida, transformando a Jules Rimet original em uma relíquia perdida.

Foto: Divulgação / CBF
8: FRANÇA DE VERDE E BRANCO
Na Copa de 1978, França e Hungria chegaram para o jogo com uniformes brancos, gerando conflito visual. Sem um segundo kit disponível, os franceses jogaram com camisas emprestadas do Kimberley, um clube local de Mar del Plata. A França venceu por 3 a 1 vestindo listras verdes e brancas.

Foto: Divulgação
9: PARALISAÇÃO EM FRANÇA X KUWAIT
Em 1982, o príncipe Fahad Al-Sabah, dirigente do Kuwait, invadiu o campo para contestar um gol francês, alegando que seus jogadores pararam após ouvirem um apito vindo da arquibancada. Surpreendentemente, a arbitragem anulou o gol. No entanto, a França venceu por 4 a 1, e o príncipe foi multado pela FIFA posteriormente.

Foto: Divulgação
10: RECORDES NA COPA DE 2018
A edição na Rússia foi o marco da tecnologia com a estreia do VAR. Foi a primeira Copa em que todas as seleções marcaram ao menos dois gols. O torneio registrou números recordes até então: 169 gols totais, 29 pênaltis marcados e 12 gols contra. O título ficou com a França após bater a Croácia por 4 a 2.

Foto: Divulgação
A ausência de Neymar no álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 lançado pela Panini nesta semana virou um dos principais assuntos entre colecionadores. Mesmo sendo um dos principais nomes do futebol brasileiro na última década, o atacante não foi incluído na publicação.
A explicação está nos critérios adotados pela editora. Segundo o CEO da Panini Brasil, Raul Vallecillo, em entrevista ao Estadão, a escolha dos jogadores é feita com base no histórico recente de convocações para a Seleção. Nesse cenário, Neymar não aparece por estar fora das listas desde outubro de 2023, quando sofreu uma lesão.
Desde a chegada de Carlo Ancelotti ao comando da Seleção Brasileira, em maio de 2025, o atacante não foi chamado em nenhuma das convocações realizadas. Esse fator foi determinante para sua exclusão do álbum.
A definição dos nomes ocorre antes da lista oficial para a Copa do Mundo, que ainda será divulgada. Mesmo assim, a Panini utiliza como base o ciclo recente da seleção, priorizando atletas que vêm sendo presença constante.
O álbum desta edição é o maior já produzido, impulsionado pela ampliação do torneio para 48 seleções, e conta com 980 figurinhas.
A Fifa aumentou seus esforços para comercializar ingressos de hospitalidade da próxima Copa do Mundo. Ainda há disponibilidade para 102 das 104 partidas do torneio, com exceção da estreia do México no Grupo A, contra a Coreia do Sul, e de um confronto das oitavas de final que deve envolver a Espanha.
Como parte da estratégia, a entidade lançou uma nova categoria de ingressos, chamada "suite essentials". A proposta permite a compra individual de lugares em camarotes VIP — anteriormente vendidos apenas em pacotes fechados para grupos — especialmente em partidas de menor demanda.
Informações do jornal The Guardian, repercutidas nesta semana, dão conta de que a iniciativa ocorre após uma revisão para baixo nas projeções de receita com hospitalidade, considerada a área mais lucrativa do torneio. A FIFA, no entanto, afirma que a venda geral de ingressos segue acima do esperado.
Os pacotes da nova categoria incluem assento numerado, acesso a camarote VIP, alimentos embalados, bebidas não alcoólicas e um item comemorativo. Os preços partem de US$ 650 (cerca de R$ 3.200), com opções disponíveis para cerca de dez partidas, como Colômbia x República Democrática do Congo e Uruguai x Espanha.
Além disso, a entidade mantém ativa a fase final de venda de ingressos, iniciada em abril, com sistema por ordem de chegada. De acordo com o secretário-geral Mattias Grafström, os valores praticados refletem "a realidade de mercado na América do Norte".
Outro ponto destacado é o modelo de preços adaptativos adotado pela organização. Nesse sistema, os valores podem ser ajustados conforme a demanda, com decisões tomadas diretamente por executivos da entidade. A FIFA também disponibiliza uma plataforma oficial de revenda, permitindo que torcedores negociem ingressos até o início do torneio.
Apesar disso, a política de preços tem sido alvo de críticas. A Football Supporters Europe classificou os valores como "extorsivos" e chegou a formalizar uma denúncia à Comissão Europeia. Ainda assim, o presidente Gianni Infantino sustenta que os preços são consequência direta da alta procura pelo evento.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou nesta quinta-feira (30) que o Irã está confirmado na Copa do Mundo de 2026 e disputará suas partidas nos Estados Unidos, mesmo diante das tensões recentes envolvendo o país.
Durante discurso no 76º Congresso da entidade, realizado em Vancouver, no Canadá, o dirigente reforçou a participação da seleção iraniana e destacou o papel do futebol como instrumento de união.
"Para começar, gostaria de confirmar logo de início que, é claro, o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa de 2026. E, é claro, o Irã jogará nos Estados Unidos. O motivo é simples: temos de nos unir, unir as pessoas, é a nossa responsabilidade. O futebol une o mundo", disse. Em seguida, completou: "Temos de sorrir, ser felizes, ser positivos. Muitas pessoas tentando dividir o mundo, se ninguém unir, o que acontecerá? Temos essa oportunidade, temos a Copa, muito poderosa, tem a mágica de nos unir. Juntos somos invencíveis".
A presença do Irã no torneio chegou a ser questionada após a escalada de conflitos envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel, iniciada em fevereiro. Ainda assim, Infantino já havia sinalizado anteriormente que a seleção estaria garantida na competição, apesar de declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que levantou dúvidas sobre a segurança dos iranianos em território americano.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções e está programada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho. O Irã integra o Grupo G, ao lado de Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com todos os jogos previstos para os Estados Unidos.
A estreia iraniana será diante da Nova Zelândia, no dia 15 de junho, em Los Angeles. Na sequência, a equipe enfrenta a Bélgica, também na cidade californiana, em 21 de junho. O último compromisso da fase de grupos será contra o Egito, em 26 de junho, em Seattle. Em caso de classificação, a equipe seguirá atuando exclusivamente em solo norte-americano.
A situação de Giorgian De Arrascaeta preocupa os torcedores do Flamengo e da seleção do Uruguai. O meia foi substituído ainda na primeira etapa do duelo entre Estudiantes e Flamengo, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, após cair sobre o ombro no gramado do Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata. Assista:
arrascaeta sai de campo após lesão no ombro pic.twitter.com/1qcVimbRcw
— out of context brasileirão (@oocbrsao) April 30, 2026
O uruguaio deixou o campo e passou por exames em um hospital próximo ao estádio, onde foi constatada uma fratura na clavícula direita.
As informações passadas pelo Flamengo, na madrugada desta quinta-feira (30), dão conta de que o meia será submetido a uma cirurgia para corrigir a fratura. A equipe responsável pelo procedimento será formada pelos especialistas Márcio Schiefer e Bruno Tebaldi, além de Fernando Sassaki, chefe do departamento médico do clube.
O prazo estipulado para o retorno de Arrascaeta aos gramados é de 45 dias. Vale ressaltar que o tempo de evolução fisiológica é individual e pode variar de acordo com a recuperação do atleta.
Com a previsão de retorno para meados de junho, o meio-campista só voltará a atuar após o início da Copa do Mundo, que começa no dia 11 do mesmo mês. Com isso, a participação do camisa 10 no Mundial pela Seleção do Uruguai está ameaçada. Caso apresente uma recuperação acelerada, ele ainda poderá ser convocado para integrar o grupo durante a competição.
Pelo Flamengo, Arrascaeta ficará fora dos próximos nove jogos, incluindo o duelo decisivo contra o Vitória, no dia 14 de maio, pelo jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil, no Barradão. Entre os compromissos importantes, ele perderá clássicos contra o Vasco, neste domingo (3), e contra o Palmeiras, no dia 23 de maio, ambos pelo Brasileirão.
Até o momento da lesão, o camisa 10 rubro-negro somava 20 jogos e nove participações em gols na temporada de 2026 (sete gols e duas assistências).
Para suprir a ausência do uruguaio, o técnico do Flamengo terá à disposição Lucas Paquetá, que retorna de lesão, Jorge Carrascal e Nicolás De La Cruz — que, apesar de atuar como volante, possui características para exercer a função de meia-armador.
Salvador será uma das cidades a receber o projeto 'Arena Nº1', promovido pela cervejaria Brahma, patrocinadora oficial da seleção brasileira.
Ao longo dos jogos da seleção na Copa do Mundo, cinco cidades irão receber uma programação com shows e transmissão dos confrontos, de forma gratuita para o público. Na capital, a Arena Nº1 ficará localizada na Praça Maria Felipa, no Comércio.
O projeto, idealizado pela Braham e desenvolvido pela Agência Califórnia, terá uma divisão de espaços, um acesso gratuito mediante a doação de 1kg de alimento, e o Backstage, que dará ao público uma experiência mais VIP e contará com venda de ingressos através do Sympla.
A organização do projeto ainda não anunciou qual atração irá agitar cada praça durante os jogos, no entanto, já confirmou grandes nomes para a Arena Nº1, entre eles Ludmilla, Bell Marques, Parangolé, O Kannalha, Banda Eva, MArcos & Belutti, Felipe Amorim, Mari Fernandez e Filhos de Jorge.
As atrações divididas por cidades devem ser anunciadas nos próximos dias.
O zagueiro Éder Militão embarca nesta segunda-feira (27) para a Finlândia após sofrer uma lesão na perna esquerda. O jogador passará por avaliação médica que definirá se será necessário um procedimento cirúrgico ou se há possibilidade de tratamento conservador visando sua participação na Copa do Mundo.
A consulta está marcada para terça-feira (28), com o especialista Lasse Lempainen. Internamente, o Real Madrid adota cautela e trabalha com a possibilidade de cirurgia, cenário que pode tirar o defensor do Mundial com a Seleção Brasileira.
Militão retornou recentemente aos gramados após ficar cerca de quatro meses afastado devido a uma lesão grave no bíceps femoral da mesma perna. O zagueiro voltou a atuar neste mês, mas voltou a sentir problemas físicos.
A nova lesão ocorreu durante a vitória do Real Madrid por 2 a 1 sobre o Deportivo Alavés, pelo Campeonato Espanhol. O brasileiro deixou o campo ainda no fim do primeiro tempo, em sua terceira partida desde o retorno. Inicialmente tratado como um problema sem maior gravidade, o quadro foi reavaliado após exames detalhados que apontaram uma lesão mais séria.
A Seleção Brasileira tem convocação marcada para o dia 18 de maio, no Rio de Janeiro. A apresentação dos atletas será em 27 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis. Antes da estreia na Copa, a equipe fará amistosos contra Panamá, no Maracanã, no dia 31 de maio, e Egito, já nos Estados Unidos, no dia 6 de junho. O Brasil está no Grupo C do Mundial e estreia no dia 13 de junho contra o Marrocos. Escócia e Haiti completam a chave.
A Arena Brasil Salvador iniciou a venda de ingressos para a festa que acontecerá na capital baiana durante a Copa do Mundo. O espaço, montado no Centro de Convenções, na Boca do Rio, contará com uma programação extensa com shows ao longo da participação da seleção brasileira no mundial.
Com três datas já confirmadas, a festa terá início no dia 13 de junho, estreia do Brasil na Copa contra o Marrocos. Para o primeiro dia de festa, o público poderá curtir os shows de Timbalada e Filhos de Jorge, com ingressos a R$ 170.
O segundo confronto da seleção, no dia 19 de junho, contra o Haiti, será agitado por Tomate e mais atrações. Já o terceiro jogo, contra a Escócia no dia 24 de junho, dia do São João, terá shows de Diggo, Uel, Mika e mais.
A programação da festa conta ainda com shows confimados de Thiaguinho, Saulo, Alexandre Peixe, Pedro Gabriel, Grupo Representa e mais. Os ingressos para a festa estão sendo vendidos no site Sympla.
De acordo com a organização, a ideia é levar para o público a sensação de estar na Copa, com direito a estrutura de estádio, energia de festival e clima de final.
Realizada pelas produtoras Oquei Entretenimento, NA Entretenimento, AMB, 2GB e Salvador Produções, a festa contará com bares bem distribuídos, praça de alimentação com fast food diversificado, atendimento ágil para a torcida.
Eles já representaram o Brasil em Copas do Mundo. Alguns ergueram taças, outros chegaram perto, mas, no pós-carreira, optaram por representar o povo brasileiro em outra esfera: a política. Do “Rei” Pelé ao “Baixinho” Romário, uma legião de craques da Seleção Brasileira que disputaram Copas do Mundo trocou as chuteiras pelo palanque.
No ano em que a Copa do Mundo de 2026 será realizada em três países, com 48 seleções, o Bahia Notícias preparou uma lista de atletas que disputaram o Mundial e seguiram carreira política após pendurarem as chuteiras.
Entre os nomes selecionados, a reportagem montou uma formação no esquema 3-4-3, com alguns improvisos, para escalar os onze titulares. O BN foi a campo com: João Leite; Zé Maria, Piazza e Marinho Chagas; Zico, Zinho, Ademir da Guia e Pelé; Bebeto, Romário e Roberto Dinamite. Veja abaixo:

Foto: Montagem / ChatGPT
JOÃO LEITE
No gol está o ex-goleiro e ídolo do Atlético Mineiro. É o jogador com maior número de partidas pelo clube (684) e também um dos mais vitoriosos, com 13 títulos. Conquistou 12 Campeonatos Mineiros e uma Copa Conmebol.
Foi um dos precursores do movimento Atletas de Cristo e ficou conhecido como “Goleiro de Deus”, por distribuir bíblias a adversários.
João Leite participou das Copas do Mundo de 1978 e 1982 como goleiro reserva da Seleção Brasileira.
Atualmente, é deputado estadual em Minas Gerais, cargo que ocupa desde 1995. Em janeiro de 2023, solicitou aposentadoria da vida política, junto com outros nove parlamentares.

Foto: Divulgação
ZÉ MARIA
Na lateral direita, improvisado na zaga, está o “Super Zé”, lateral-direito de origem, ídolo do Corinthians e campeão da Copa do Mundo de 1970.
Foi vereador em São Paulo a partir de 1983. No clube paulista, é o quinto jogador que mais vezes vestiu a camisa alvinegra, conquistando quatro Campeonatos Paulistas.

Foto: Divulgação
WILSON PIAZZA
Na zaga está um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro. Volante de origem, atuou diversas vezes como zagueiro, inclusive na Copa do Mundo de 1970, quando foi campeão.
Foi um dos protagonistas da primeira grande era do Cruzeiro, entre as décadas de 1960 e 1970, conquistando 14 títulos oficiais, incluindo a Taça Brasil de 1966 e a Copa Libertadores de 1976. Também disputou a Copa do Mundo de 1966.
Na política, foi eleito vereador em Belo Horizonte em 1972, ainda como jogador, pelo MDB. Exerceu mandatos entre 1972 e 1988 e também atuou como secretário municipal de Esportes entre 1983 e 1988. Tentou a reeleição em 1978, sem sucesso, e posteriormente se afastou da vida política partidária.

Foto: Divulgação
MARINHO CHAGAS
Lendário lateral-esquerdo brasileiro, conhecido como “Bruxa” ou “Diabo Loiro”, foi eleito o melhor da posição na Copa do Mundo de 1974. Destacou-se pela habilidade técnica, chutes potentes e forte presença ofensiva.
Iniciou a carreira no ABC-RN, ganhou projeção no Botafogo e teve passagens por Fluminense, São Paulo e New York Cosmos.
Foi titular da Seleção Brasileira em 1974. Já fora dos gramados, ocupou cargo comissionado na Prefeitura de Natal por volta de 2012, atuando como embaixador da Copa do Mundo de 2014 na cidade.

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ZICO
Maior ídolo da história do Flamengo e um dos principais meias do futebol mundial nas décadas de 1970 e 1980, o “Galinho de Quintino” marcou 476 gols pelo clube.
Foi protagonista em conquistas como quatro Campeonatos Brasileiros, uma Libertadores e um Mundial. Disputou três Copas do Mundo (1978, 1982 e 1986) com a Seleção Brasileira.
Na política, foi secretário nacional de Esportes no governo Fernando Collor (1990-1991). Participou da criação da “Lei Zico”, voltada à modernização do esporte no país.

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ZINHO
Peça importante no tetracampeonato mundial de 1994, nos Estados Unidos, Zinho teve passagens vitoriosas por Flamengo, Palmeiras, Grêmio e Cruzeiro.
Na política, foi vereador em Nova Iguaçu e ocupou cargo público na prefeitura da cidade, sendo exonerado em 2005, durante a gestão de Lindberg Farias.

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ADEMIR DA GUIA
Maior ídolo da história do Palmeiras, Ademir da Guia é considerado um dos meio-campistas mais elegantes do futebol brasileiro. Conhecido como “O Divino”, foi o principal nome das “Academias” do clube.
É o jogador com mais partidas pelo Palmeiras (902 jogos), com 155 gols marcados e 513 vitórias. Conquistou cinco Campeonatos Brasileiros, cinco Paulistas e um Torneio Rio-São Paulo.
Apesar da carreira destacada, disputou apenas a Copa do Mundo de 1974.
Na política, foi eleito vereador de São Paulo em 2004, pelo PCdoB. Não conseguiu a reeleição em 2008 e não obteve êxito em outras tentativas eleitorais.

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PELÉ
Edson Arantes do Nascimento (1940–2022), o Pelé, é considerado o maior jogador da história do futebol. Único tricampeão mundial (1958, 1962 e 1970) como jogador, também brilhou pelo Santos e pelo New York Cosmos.
Após a carreira, foi ministro do Esporte entre 1995 e 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso. Foi responsável pela criação da “Lei Pelé”, que modernizou as relações no futebol e extinguiu o sistema de passe.

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BEBETO
O baiano Bebeto foi um dos principais nomes do tetracampeonato mundial de 1994, formando dupla histórica com Romário.
Revelado no Vitória e um dos ídolos do Rubro-Negro Baiano, teve destaque por clubes como Flamengo, Vasco e Deportivo La Coruña, onde foi artilheiro do Campeonato Espanhol.
Na política, foi deputado estadual por três mandatos (2011–2023) no Rio de Janeiro. Em 2022, concorreu a deputado federal, ficando como suplente. Em 2024, disputou vaga de vereador na capital fluminense, sem ser eleito.

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ROMÁRIO
Romário é um dos maiores artilheiros da história do futebol mundial e protagonista do título da Copa de 1994. Ídolo no Flamengo, Vasco, Barcelona, Ajax e entre outros clubes.
Na política, segue em atividade como senador pelo Rio de Janeiro desde 2015, com mandato até 2031. Também foi deputado federal e candidato ao governo do estado em 2018.

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ROBERTO DINAMITE
Roberto Dinamite (1954–2023) foi o maior ídolo e artilheiro da história do Vasco, com 708 gols.
Disputou as Copas de 1978 e 1982 e teve carreira política iniciada em 1992 como vereador. Posteriormente, foi deputado estadual por cinco mandatos consecutivos no Rio de Janeiro.

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REINALDO
Como suplente, fica a menção honrosa a Reinaldo. Maior artilheiro da história do Atlético-MG, com 255 gols, também atuou como vereador em Belo Horizonte entre 2005 e 2008, após encerrar a carreira nos gramados.

Foto: Divulgação
O Palmeiras confirmou nesta sexta-feira (24) que o atacante Vitor Roque será submetido a cirurgia após sofrer uma lesão na sindesmose do tornozelo esquerdo. O problema foi identificado em exames realizados após a partida de ida contra a Jacuipense, pelas oitavas de finais da Copa do Brasil, disputada na quinta-feira (23).
A lesão ocorreu após uma entrada durante o jogo e atinge a região responsável pela estabilidade do tornozelo, formada por ligamentos que conectam a tíbia e a fíbula. O clube não informou prazo oficial de recuperação, mas a tendência é que o retorno aconteça apenas após a disputa da Copa do Mundo, entre junho e julho.
No vestiário da arena palmeirense, o clima foi de apreensão. O jogador deixou o estádio com proteção no local e dificuldade para caminhar. Em sua primeira partida como titular após cerca de um mês afastado, o camisa 9 permaneceu em campo por apenas 15 minutos. Após sofrer falta de Vicente Reis, pediu substituição e foi substituído por Luighi.
Esta é a segunda lesão recente de Vitor Roque no mesmo tornozelo. A anterior ocorreu na semifinal do Campeonato Paulista, contra o São Paulo, em 1º de março. Mesmo assim, o atacante atuou na final diante do Novorizontino e marcou um dos gols que garantiram o título estadual.
Após iniciar tratamento, o jogador ainda tentou retornar no fim de março, entrando no segundo tempo das partidas contra São Paulo e Botafogo. No entanto, voltou a ser afastado para cuidados com o Núcleo de Saúde e Performance do clube.
Durante o período de recuperação, o Palmeiras adotou cautela, priorizando não apenas a reabilitação física, mas também o aspecto psicológico do atleta. O retorno gradual começou no último domingo, quando atuou por oito minutos contra o Athletico Paranaense. A nova lesão, contudo, interrompe o processo e deve afastá-lo dos gramados por um período prolongado.
O Movimento Verde e Amarelo (MVA) articula a presença de torcedores organizados de diferentes clubes para apoiar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A iniciativa busca replicar um modelo adotado pela Associação do Futebol Argentino no Mundial de 2022, quando torcedores uniformizados foram mobilizados para fortalecer a presença da Argentina nas arquibancadas.
De acordo com o UOL, o movimento conta com apoio da Confederação Brasileira de Futebol, que viabilizará cerca de 500 ingressos por partida. As entradas serão adquiridas junto à FIFA e posteriormente repassadas aos representantes das torcidas pelo mesmo valor.
A proposta prevê a convivência de lideranças de grupos historicamente rivais nas arquibancadas, como Gaviões da Fiel e Independente, além de Força Jovem do Vasco e Raça Rubro-Negra.
Um dos fundadores do MVA, Luiz Carvalho, comentou a articulação. “A gente está muito feliz por como se encaminhou a conversa. Muito felizes pelo reconhecimento da CBF e por conseguirmos trazer com a gente a galera das organizadas”.
Até o momento, diversas torcidas confirmaram participação no projeto, representando clubes de diferentes regiões do país. Entre elas estão Império Alviverde (Coritiba), Os Fanáticos (Athletico-PR), Young Flu (Fluminense), Fúria Jovem do Botafogo (Botafogo), Máfia Azul (Cruzeiro), Galoucura (Atlético-MG), Fúria Jovem (Manaus), Camisa 12 e Guarda Popular (Internacional), Geral do Grêmio (Grêmio), Cearamor (Ceará), Mancha Alviverde (Palmeiras), Dragões da Real(São Paulo), e Gaviões da Fiel, Fiel Macabra, Estopim da Fiel e Camisa 12, além de outras organizadas.
Como diretriz do movimento, os participantes deverão vestir apenas camisas da Seleção Brasileira ou do próprio MVA durante os jogos. O uso de uniformes ou faixas que identifiquem clubes específicos não será permitido, em uma tentativa de reforçar a unidade nas arquibancadas.
A 27ª edição do Salvador Restaurant Week já tem período definido e proposta temática anunciada. O festival gastronômico será realizado entre os dias 14 de maio e 14 de junho, reunindo restaurantes da capital baiana em mais uma temporada voltada à democratização da alta gastronomia.
Neste ano, o evento terá como inspiração a Copa do Mundo, com menus que prometem dialogar com diferentes culturas e referências internacionais. Durante o período, os estabelecimentos participantes vão oferecer pratos exclusivos, com combinações especiais e valores fixos, estratégia tradicional do festival para ampliar o acesso do público a experiências gastronômicas diferenciadas.
Nas redes sociais, o projeto, que é produzido pelo Restaurant Week Brasil e pela Licia Fabio Produções, divulgou a informação e convidou o público: “Muita gente perguntando quando começa o festival gastronômico mais democrático do país! Então, anota aí: a 27ª Salvador Restaurant Week começa no dia 14 de maio e já vem em clima de Copa para esquentar a torcida brasileira. Vai preparando a resenha com os amigos, aquele almoço com a turma toda do trabalho, o jantar com o date; afinal, o Week é para curtir de todas as formas!”, anunciou a organização.
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A Copa do Mundo terá gostinho de festa em Salvador. A capital baiana receberá o projeto 'Arena Brasil Salvador', com shows em dias de jogo da seleção brasileira e festa para o público no Centro de Convenções, na Boca do Rio.
A grade da festa conta com apresentações de Saulo Fernandes, Timbalada, Filhos de Jorge, Diggo, Thiaguinho, Alexandre Peixe e mais estrelas da música brasileira.

O espaço funcionará do dia 13 de julho ao dia 5 de julho, e a pré-venda dos ingressos tem início nesta quinta-feira (23).
Até o momento, este é o único evento confirmado para a capital baiana no período da Copa do Mundo. Em 2022, ano do mundial no Catar, Salvador recebeu shows no Clube Espanhol, na Bahia Marina, na Mansão Cunha Guedes, no Armazém Hall em Lauro de Freitas, além da tradicional festa gratuita promovida pelo Olodum no Pelourinho.
Serge Gnabry, atacante do Bayern de Munique e da seleção da Alemanha, está fora da Copa do Mundo FIFA de 2026. A ausência foi confirmada nesta quarta-feira (22), após o jogador sofrer uma lesão muscular na coxa direita.
O problema ocorreu durante um treino do clube alemão e foi diagnosticado como ruptura no músculo adutor, com previsão de afastamento de ao menos três meses, o que inviabiliza sua participação no Mundial.
Aos 30 anos, Gnabry comunicou a decisão por meio das redes sociais e lamentou não poder disputar a competição.
“Os últimos dias foram difíceis de assimilar. Uma temporada do Bayern que ainda reserva muitas surpresas depois da conquista de mais um título da Bundesliga no fim de semana. Quanto ao sonho da Copa do Mundo com a Seleção, infelizmente acabou para mim. Como o resto do país, estarei torcendo pelos meninos de casa. Agora é hora de focar na recuperação e voltar para a pré-temporada. Obrigado por todas as mensagens”, escreveu o jogador.
O atacante vinha sendo presença frequente na equipe nacional e participou recentemente de amistosos internacionais. Ao todo, soma 26 gols em 59 partidas pela Alemanha.
A baixa representa um impacto relevante para a seleção alemã, que perde uma de suas principais opções ofensivas às vésperas do torneio.
O atacante Estêvão teve uma lesão leve na coxa direita confirmada após exames realizados neste domingo. A previsão é de que o jogador retorne aos gramados antes da convocação final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo.
O técnico Carlo Ancelotti divulgará a lista com os 26 convocados no próximo dia 18 de maio, no Rio de Janeiro.
O jovem de 18 anos deixou o gramado do Stamford Bridge ainda aos 12 minutos da partida de sábado, pela Premier League, após sentir dores na coxa durante uma arrancada em contra-ataque. Inicialmente, a sensação relatada foi semelhante a uma câimbra, o que indicava um quadro menos grave.
Após a realização dos exames, foi identificado um problema semelhante ao que o atleta teve no início do ano, quando sofreu uma lesão na coxa esquerda e ficou cerca de 25 dias afastado, entre fevereiro e março. Na ocasião, ele acabou fora da convocação para os amistosos da Seleção.
Com a nova lesão, o prazo estimado de recuperação é de 15 a 20 dias. Caso cumpra esse período, Estêvão pode voltar a atuar antes de compromissos importantes do clube.
No dia 26 de abril, o Chelsea enfrenta o Leeds United, em Wembley, pela semifinal da Copa da Inglaterra. Se avançar à final, marcada para 17 de maio, a expectativa é de que o brasileiro esteja disponível — um dia antes da divulgação da lista para o Mundial.
O conjunto brasileiro de ginástica rítmica conquistou a medalha de prata na prova das cinco bolas durante a etapa da Copa do Mundo disputada em Baku, no Azerbaijão.
Com nota 26.350, a equipe formada por Duda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi e Sofia Pereira ficou atrás apenas de Israel, que levou o ouro com 26.650. O Uzbequistão completou o pódio com 25.450.
Conhecidas como “leoas”, as brasileiras se apresentaram com a nova coreografia para o ciclo olímpico ao som de “Feeling Good”, clássico de Nina Simone. Vice-campeãs mundiais em 2025, elas haviam estreado a série na etapa de Tashkent, quando terminaram na oitava posição. Em Baku, a equipe apresentou evolução na execução e garantiu a medalha de prata.
Sob o comando da técnica Camila Ferezin e da coreógrafa Bruna Martins, o Brasil também disputou a final mista neste domingo, na prova de três arcos e dois pares de maças.
Na apresentação, realizada ao som de “Abracadabra”, da cantora Lady Gaga, a equipe contou com a entrada de Nicole Pircio no lugar de Mariana Gonçalves. Apesar de ter conquistado prata na mesma prova na etapa anterior, em Tashkent, o conjunto ficou fora do pódio desta vez após um erro na parte final da série.
Nas disputas individuais, o Brasil foi representado por Maria Eduarda Alexandre, que terminou na sétima colocação tanto na prova da bola quanto na fita.
A TV Globo definiu que Everaldo Marques será o narrador dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo deste ano. O profissional substitui Luis Roberto, afastado após diagnóstico de neoplasia na região cervical. A primeira participação confirmada de Everaldo na cobertura será na convocação do técnico Carlo Ancelotti, marcada para 18 de maio. A equipe de transmissões contará ainda com os comentaristas Ana Thaís Matos, Cristiane, Denilson e Junior.
Aos 47 anos, Everaldo tem trajetória consolidada na emissora, com passagens por diferentes modalidades esportivas, incluindo coberturas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021 e Paris 2024. Atualmente, também narra a Fórmula 1. Esta será sua segunda participação em Copas do Mundo pela Globo. Em 2022, integrou a equipe do SporTV. Nos últimos anos, também esteve à frente das transmissões dos desfiles do Carnaval de São Paulo.
Ao comentar a oportunidade, o narrador destacou o significado pessoal do momento e a relação com o colega afastado:
"Narrar os jogos da seleção brasileira em uma Copa do Mundo é o sonho de criança, quando eu brincava de narrar partidas de futebol de botão. Então, esse é o topo da montanha e que vou poder realizar agora. Uma oportunidade que chega em circunstâncias que mexem muito comigo. O Luis Roberto é alguém que eu tenho a felicidade de chamar de amigo há mais de 20 anos. Uma pessoa sempre muito gentil, que me acolheu de uma maneira incrível quando eu cheguei na Globo. Nós conversamos praticamente todos os dias. Enquanto o Luis cuida da saúde eu vou abraçar essa missão e me preparar da melhor maneira possível para estar à altura dessa oportunidade que eu estou recebendo".
A estreia do Brasil na Copa do Mundo está marcada para o dia 13 de junho, contra o Marrocos, às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O narrador Galvão Bueno deu mais uma declaração sobre o estado de saúde de Luis Roberto, que se afastou das transmissões após ser diagnosticado com uma neoplasia na região cervical. Em entrevista à Quem, divulgada nesta sexta-feira (17), Galvão afirmou que tem mantido contato com o colega e pediu apoio do público.
"Tenho falado com ele. O Luis Roberto é um amigo querido há 30 anos. Ele herdou o meu lugar por mérito total dele. O que eu peço é que Deus o abençoe e ilumine os caminhos da recuperação dele, que ele volte o mais breve possível. Peço para que todo mundo faça uma prece ou um momento de pensamento positivo pelo Luis Roberto", disse.
Luis Roberto anunciou no início de abril que precisaria se afastar das atividades profissionais para iniciar o tratamento. O diagnóstico foi identificado em exames de rotina, e o narrador destacou que a condição tem possibilidade de cura.
"Está tudo sob controle, estou muito bem, cercado por uma equipe médica espetacular aqui em São Paulo, por um hospital nota 10. Tenho um diagnóstico, um diagnóstico na hora certa, tem cura, tem tratamento. Eu vou à luta", afirmou.
Com quase quatro décadas de atuação na TV Globo, Luis Roberto estava cotado para narrar sua sétima Copa do Mundo consecutiva. No entanto, ficará fora da cobertura para priorizar o tratamento.
"Claro que é um momento difícil. Profissionalmente, a gente tinha um projeto que ia culminar com a Copa do Mundo. Mas a Copa agora é estar vivo, é poder seguir a vida ao lado das pessoas que estão do meu lado e que não soltaram a minha mão", declarou.
Nesta semana, o narrador atualizou o público sobre o início do tratamento.
"Tratamento. Dia 01. Vencemos. Bora pro dia 02. Sigo agradecendo por essa avalanche de carinho", escreveu em publicação nas redes sociais.
A presença de Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026 marca um momento histórico para o país e para o futebol africano. Num ano em que o aumento de 32 para 48 seleções não é a única novidade, a equipe garante sua primeira participação em Mundiais e consolida um processo de crescimento que vinha se desenhando nas últimas décadas.
A história de Cabo Verde começa bem antes da classificação inédita para a disputa da Copa do Mundo de 2026 ou do sorteio para o Grupo H, onde os cabo-verdianos vão dividir espaço com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. Antes mesmo da campanha memorável nas Eliminatórias da África — com dez jogos, sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota — a narrativa deste país foi forjada num contexto singular.
Localizado na costa oeste da África, Cabo Verde é um arquipélago formado por dez ilhas vulcânicas no Oceano Atlântico, com pouco mais de 500 mil habitantes. A identidade cultural do país é marcada pela mistura de influências africanas e europeias, especialmente portuguesas, herança que também se reflete no futebol. Um dos aspectos mais determinantes na formação da seleção é a diáspora cabo-verdiana: há mais cidadãos vivendo fora do país do que dentro dele, principalmente em nações como Portugal, França e Holanda. Esse cenário faz com que muitos jogadores tenham nascido ou sido formados no exterior, mas optem por defender Cabo Verde em nível internacional.

Vista aérea da costa da Ilha de Santiago, em Praia, capital de Cabo Verde | Foto: Divulgação
A seleção, conhecida como Tubarões Azuis, é filiada à Fifa desde 1986 e passou a ganhar relevância no cenário africano a partir da década de 2010. O primeiro grande marco foi a classificação para a Copa Africana de Nações de 2013, quando surpreendeu ao alcançar as quartas de final. Desde então, a equipe passou a figurar com maior regularidade em competições continentais, acompanhando também uma evolução no ranking internacional.
A vaga para a Copa de 2026 foi construída com base em uma campanha consistente nas Eliminatórias Africanas, marcada por organização defensiva e eficiência nas transições ofensivas. O time apresentou um modelo de jogo equilibrado, com linhas compactas e forte disciplina tática, características influenciadas pela formação europeia de grande parte do elenco.
Nesse contexto, nomes como Ryan Mendes, capitão e principal referência técnica, tiveram papel decisivo, contribuindo diretamente em momentos-chave. Ao seu lado, o atacante Jovane Cabral se destacou pela velocidade e capacidade de desequilíbrio, enquanto o goleiro Vozinha foi fundamental em jogos equilibrados, especialmente fora de casa. No sistema defensivo, Stopira se consolidou como uma das lideranças, sendo peça central na solidez que marcou a campanha.
Em campo, Cabo Verde apresenta um perfil híbrido, que combina organização tática europeia com características tradicionais do futebol africano, como intensidade, velocidade e força física. A equipe costuma priorizar o equilíbrio, com postura reativa em muitos momentos, explorando erros dos adversários e transições rápidas. Essa capacidade de adaptação é facilitada pela diversidade de experiências dos jogadores, espalhados por diferentes ligas ao redor do mundo.

Fotografia oficial da equipe nacional titular de Cabo Verde | Foto: Reprodução/Instagram (@fcfcomunicacao)
MORNA: MÚSICA É CULTURA VIVA
A morna é um dos principais símbolos culturais de Cabo Verde e talvez a expressão artística que melhor traduz a identidade do país. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2019, ela carrega em sua essência temas como saudade, amor, distância, partida e cotidiano, sendo estes elementos profundamente ligados à experiência histórica cabo-verdiana.
É justamente nessa mistura que a morna ganha profundidade. Suas letras, quase sempre cantadas em crioulo cabo-verdiano, abordam histórias pessoais e coletivas, muitas vezes relacionadas à separação — seja de amores, da terra natal ou da família. Por isso, o gênero é frequentemente associado ao sentimento de “saudade de quem emigrou”, uma definição que dialoga diretamente com a realidade da diáspora do país. Em Cabo Verde, onde grande parte da população vive fora do território nacional, a música se torna uma forma de manter vínculos afetivos e culturais. O que reforça a ideia de que a cultura é viva e transmite relações em diferentes lugares, num contexto em que, apesar da liberdade de suas descendências serem sequestradas, a conexão é uma força para fazer suas raízes sobreviverem.

Grupo de músicos de morna | Foto: Augusto Brázio/UNESCO
Outra ideia associada ao gênero é de “registro emocional da história”. A morna não conta, diretamente, a história de Cabo Verde de forma factual ou cronológica, como faria um livro ou documento. O que ela registra são as emoções ligadas aos processos históricos que marcaram o país: colonização, pobreza estrutural, migração, isolamento geográfico.
Ao longo do tempo, diferentes composições capturam como essas experiências foram sentidas pelas pessoas comuns. A saída de um familiar, por exemplo, não aparece apenas como dado estatístico, mas como dor, espera ou esperança. A relação com o mar — que ao mesmo tempo conecta e separa e tem ligação com expedições marítimas — surge como metáfora recorrente. A própria ideia da música “sodade” (forma crioula de “saudade”), de Cesária Evora, um dos maiores nomes do gênero, sintetiza esse conjunto de sentimentos ligados à distância e à memória.
Talvez não seja de senso comum, mas do ponto de vista linguístico, a conexão entre Cabo Verde e Brasil é direta. O português é o idioma oficial nos dois países, resultado da colonização, mas com diferenças importantes: em Cabo Verde, o crioulo cabo-verdiano é amplamente falado no cotidiano, enquanto no Brasil o português incorporou vocabulário, ritmos e estruturas influenciadas por línguas africanas e indígenas. Em comum, há essa adaptação local de uma base linguística europeia.
Até no futebol essa relação aparece de forma indireta. Assim como Cabo Verde utiliza fortemente jogadores formados na diáspora europeia, o Brasil também é um dos maiores exportadores de jogadores do mundo, com atletas espalhados por diferentes ligas, ainda que, no caso brasileiro, a seleção seja majoritariamente composta por jogadores nascidos no próprio país.
A participação de Cabo Verde na Copa do Mundo ocorre dentro de um novo contexto competitivo, impulsionado pela ampliação do torneio na edição de 2026. Embora enfrente seleções mais tradicionais, os Tubarões Azuis chegam com a possibilidade de ser uma das surpresas, especialmente pela consistência demonstrada ao longo das Eliminatórias. Independentemente do desempenho, a classificação já representa um marco significativo e posiciona o país como um dos exemplos mais claros de como a expansão do Mundial e a influência da diáspora vêm redefinindo o mapa do futebol internacional.
O narrador esportivo Luis Roberto iniciou o tratamento contra uma neoplasia na região cervical e compartilhou, na madrugada desta quinta-feira (16), um registro da ida ao hospital. Pelas redes sociais, o profissional atualizou o público sobre o primeiro dia do processo.
"Tratamento. Dia 01. Vencemos. Bora pro dia 02. Sigo agradecendo por essa avalanche de carinho", escreveu.
O diagnóstico foi identificado em exames de rotina. Ainda em fase de avaliação médica, o narrador ficará afastado das transmissões esportivas nas próximas semanas, incluindo a cobertura da Copa do Mundo.
Em comunicado anterior, Luis Roberto destacou confiança no tratamento e o suporte recebido durante o processo.
"Depois do susto, está tudo sob controle. Tenho ao meu lado o que a ciência tem de melhor. Melhores médicos, hospitais. Tenho uma família amorosa seguindo ao meu lado. Em quase 40 anos na Globo, aprendi que essa casa jamais desampara os seus. Estou plenamente amparado por todo nosso time. Ficar ausente por esse período que engloba a Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer esta etapa. Esse é o meu foco. Com fé em Deus e na ciência, em breve estaremos de volta à vida normal. Obrigado a todos por tanto carinho e apoio", declarou.
A última transmissão do narrador na TV Globo foi a vitória do Flamengo por 3 a 1 sobre o Santos Futebol Clube, no último domingo (5), no Maracanã.
Aos 64 anos, Luis Roberto construiu carreira no rádio paulista antes de chegar à televisão, tornando-se narrador da Globo em 1998.
A neoplasia é caracterizada pelo crescimento anormal de células no organismo, podendo formar tumores benignos ou malignos, com potencial de evolução para câncer.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou ter conversado com o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, sobre a possível convocação de Neymar para a próxima Copa do Mundo, disputada entre junho e julho. A declaração foi dada em entrevista ao site Brasil 247.
Segundo Lula, o tema surgiu durante um encontro com o treinador. “Eu tive a chance de conversar com o Ancelotti. E aí o Ancelotti perguntou para mim, 'você acha que o Neymar deve ser convocado?' Eu falei: ‘olha, se ele estiver fisicamente preparado, ele tem futebol”, afirmou.
A reunião entre o presidente e o técnico ocorreu em 26 de janeiro, durante um evento ligado à Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. Na ocasião, ambos posaram para fotos, e Lula chegou a brincar ao sugerir que Ancelotti comandasse o Corinthians.
Ao comentar a situação de Neymar, o presidente também citou referências do futebol mundial. Para ele, o atacante deve priorizar o desempenho físico. “É preciso saber se ele quer. Se ele quiser, ele tem que ser profissional. Ele é novo ainda. Mas ele não pode querer ir pelo nome. Ele tem que ir pelo futebol. Ele pode se espelhar no Cristiano Ronaldo, no Messi, e ele vai para a seleção”, declarou.
Neymar aguarda a definição sobre sua presença no Mundial, que pode marcar sua primeira convocação sob o comando de Ancelotti. A lista oficial de convocados vai ser divulgada no dia 18 de maio, na tarde de uma segunda-feira.
A ampliação da Copa do Mundo de 2026, que será realizada em Estados Unidos, México e Canadá, marca uma inflexão importante para seleções da Ásia e da Oceania. Com o aumento de 32 para 48 participantes, as confederações Confederação Asiática de Futebol e Confederação de Futebol da Oceania passam a ter maior representatividade, alterando o peso competitivo de regiões historicamente periféricas no cenário mundial.
A AFC, que tradicionalmente contava com quatro ou cinco vagas, passa a ter oito classificações diretas, além de uma possibilidade adicional via repescagem intercontinental. Já a OFC, que nunca teve vaga direta garantida, assegura pela primeira vez um representante automático, além de também disputar a repescagem. A mudança reduz a dependência de confrontos eliminatórios contra seleções de outros continentes — historicamente um obstáculo para equipes da Oceania — e amplia o leque competitivo asiático.
No contexto das Eliminatórias, a Ásia confirmou um grupo diversificado de seleções para 2026. Entre elas, nomes tradicionais como Japão, Coreia do Sul, Irã e Arábia Saudita mantêm protagonismo, enquanto outras equipes consolidam crescimento recente, como Austrália — integrante da AFC desde 2006 — e Catar, que busca continuidade após sediar o Mundial de 2022.
O Japão chega como uma das seleções mais organizadas do continente, com forte presença de jogadores em ligas europeias e campanhas consistentes nas últimas Copas — disputou todas desde 1998, tendo alcançado as oitavas de final em quatro ocasiões, incluindo 2022. A Coreia do Sul, semifinalista em 2002, segue como potência regional e presença frequente — estará em sua 11ª participação consecutiva. O Irã, dominante nas Eliminatórias asiáticas, tenta superar a barreira histórica da fase de grupos, enquanto a Arábia Saudita busca repetir feitos como a vitória sobre a Argentina em 2022.
A Austrália, por sua vez, mantém regularidade desde que migrou para a AFC, tendo disputado as últimas cinco Copas (a mais recente em 2022, quando chegou às oitavas). Já o Catar vive um momento de reconstrução, após campanha abaixo das expectativas como anfitrião em 2022, sua estreia em Mundiais.
Outras seleções asiáticas aparecem como possíveis estreantes ou retornos relevantes, reflexo direto do aumento de vagas. Países como Uzbequistão e Jordânia, historicamente competitivos em nível continental, entram no ciclo com chances reais de classificação inédita, algo raro no formato anterior.
Na Oceania, a Nova Zelândia desponta como principal beneficiada. Tradicional dominante regional, a equipe disputou apenas duas Copas (1982 e 2010) e, até então, dependia de repescagens contra seleções mais fortes. Com a vaga direta assegurada à OFC, os neozelandeses chegam como favoritos naturais à classificação e podem retornar ao Mundial após 16 anos.

Jogadores da Nova Zelândia comemorando gol | Foto: Reprodução/Instagram (@nzallwhites)
O histórico de Ásia e Oceania em Copas do Mundo ainda é limitado quando comparado a Europa e América do Sul, mas registra avanços pontuais. A melhor campanha asiática segue sendo o quarto lugar da Coreia do Sul em 2002. Além disso, Japão e Coreia do Sul acumularam presenças frequentes em oitavas de final, enquanto seleções como Arábia Saudita (1994) e Austrália (2006 e 2022) também alcançaram essa fase.
Já a Oceania tem participação muito mais restrita: além da Nova Zelândia, apenas a Austrália — antes de migrar para a AFC — representou a região, com destaque para 2006, quando chegou às oitavas. Em termos históricos, nenhuma seleção da OFC venceu uma partida em fase eliminatória de Copa.
No cenário de 2026, algumas marcas podem ser quebradas. A Ásia pode atingir seu maior número de seleções em oitavas de final em uma mesma edição, impulsionada pelo aumento de vagas e pelo novo formato que permite a classificação de terceiros colocados. Há também a possibilidade de estreias inéditas e de ampliação do número de participações consecutivas de seleções como Japão e Coreia do Sul. Pela Oceania, a expectativa é de encerrar o longo jejum sem vitórias em Copas, caso a Nova Zelândia avance de fase.
O novo formato do torneio — com 12 grupos de quatro seleções — altera a dinâmica competitiva. Para equipes asiáticas e da Oceania, a possibilidade de avançar como uma das melhores terceiras colocadas reduz a pressão por campanhas quase perfeitas na fase inicial, algo que historicamente limitava essas seleções.
Na repescagem intercontinental, o ciclo para 2026 também evidenciou evolução. Seleções asiáticas tiveram desempenho competitivo contra adversários de outras confederações, refletindo maior equilíbrio técnico global. A presença ampliada nesses playoffs reforça o crescimento estrutural da AFC. Já a OFC, embora ainda enfrente limitações, ganha relevância ao participar de forma mais consistente do processo classificatório.
Para além do futebol, Ásia e Oceania carregam enorme diversidade cultural, que também se reflete no estilo de jogo. A Ásia reúne tradições milenares, com sociedades que valorizam disciplina, coletividade e organização — características frequentemente observadas em campo. Já a Oceania, composta por nações insulares e forte influência indígena e colonial, apresenta uma identidade esportiva marcada por intensidade física e resiliência.
A leitura do atual ciclo de preparação para a Copa de 2026 reforça que Japão e Coreia do Sul não apenas mantêm protagonismo asiático, mas chegam com gerações tecnicamente mais qualificadas e internacionalizadas — sobretudo pela presença massiva de jogadores em ligas europeias.
No caso japonês, o momento é considerado um dos mais promissores de sua história recente. A base da equipe que vem sendo utilizada ao longo das Eliminatórias e amistosos internacionais é formada por atletas que atuam em alto nível no futebol europeu, o que tem elevado o patamar competitivo da seleção. Nomes como Takefusa Kubo, destaque na Espanha, Kaoru Mitoma (ainda que eventualmente ausente por lesões), Daichi Kamada e Takumi Minamino formam a espinha dorsal ofensiva, combinando velocidade, mobilidade e capacidade de jogo entrelinhas.
No meio-campo, a seleção japonesa se estrutura a partir de Wataru Endo, que atua como elemento de equilíbrio e liderança tática — peça recorrente nas escalações do ciclo — ao lado de jogadores como Ao Tanaka. Já no setor defensivo, nomes como Ko Itakura e Takehiro Tomiyasu (quando disponível) sustentam uma linha defensiva mais sólida e adaptada ao ritmo europeu.
O ataque também apresenta variedade de opções, com Ayase Ueda, Daizen Maeda e Ritsu Doan frequentemente utilizados no ciclo recente. Esse conjunto de jogadores evidencia um Japão mais versátil taticamente, capaz de alternar entre posse de bola e transições rápidas — característica que se refletiu em resultados relevantes em amistosos contra seleções campeãs mundiais ao longo do ciclo, reforçando sua competitividade internacional.
De acordo com convocações recentes, a base da equipe tem sido relativamente estável, com presença recorrente de atletas que atuam em ligas como Premier League (Inglaterra), Bundesliga (Alemanha), La Liga (Espanha) e Ligue 1 (França), algo que diferencia essa geração de ciclos anteriores e amplia a experiência internacional do elenco.

Time titular da seleção japonesa antes de amistoso | Foto: Reprodução/Instagram (@japanfootballassociation)
Já a Coreia do Sul mantém uma estrutura mais consolidada em torno de lideranças técnicas e de um núcleo ofensivo bem definido. O principal nome segue sendo Son Heung-min, capitão e referência histórica da seleção, além de ser o jogador com mais partidas pela equipe nacional e um dos maiores artilheiros de sua história. Mesmo em um momento de questionamentos sobre desempenho, o próprio comando técnico reforça sua centralidade no grupo, tratando-o como “o coração da equipe” no atual ciclo.
Ao redor de Son, a Coreia do Sul construiu uma base ofensiva que aparece com frequência nas convocações, com nomes como Hwang Hee-chan, Lee Kang-in e Cho Gue-sung, além de opções mais jovens que vêm sendo integradas progressivamente ao elenco. Jogadores como Oh Hyeon-gyu e Yang Min-hyeok representam essa renovação ofensiva, aparecendo com regularidade em listas recentes.
No meio-campo, a equipe sul-coreana mantém um perfil dinâmico, com atletas que combinam intensidade física e capacidade de transição, enquanto a defesa ainda busca maior estabilidade — ponto que tem sido trabalhado ao longo dos amistosos preparatórios.
Assim, tanto Japão quanto Coreia do Sul chegam ao ciclo final pré-Copa com estruturas consolidadas, mas com características distintas: os japoneses apoiados em uma geração amplamente inserida no futebol europeu e em evolução coletiva, enquanto os sul-coreanos mantêm uma espinha dorsal mais experiente, liderada por Son, ao mesmo tempo em que promovem renovação gradual. Em comum, ambas refletem o avanço técnico do futebol asiático e chegam a 2026 com potencial real de protagonismo maior do que em edições anteriores.
Assim, a Copa de 2026 se desenha como a mais inclusiva da história para esses continentes. Mais do que ampliar números, o novo formato cria condições para que Ásia e Oceania deixem de ser coadjuvantes ocasionais e passem a ocupar, de forma mais consistente, espaços competitivos no cenário global do futebol.
O atacante Marcelo Moreno foi protagonista de um retorno marcante — e polêmico — aos gramados. Aos 38 anos, o jogador saiu da aposentadoria, marcou dois gols na vitória do Oriente Petrolero por 2 a 1 sobre o GV San José, pelo Campeonato Boliviano, e aproveitou para disparar críticas ao técnico da seleção boliviana.
Na saída de campo, o atacante direcionou o desabafo ao treinador Óscar Villegas, responsável por não convocá-lo para as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
"Dedico meus dois gols a Óscar Villegas. Gols são o que dão a vitória, e era disso que precisávamos na repescagem. Eu me sacrifiquei para estar lá, e estou simplesmente dizendo que ele cometeu um erro. A culpa é toda dele. Tínhamos que estar na Copa do Mundo, os jogadores deram tudo de si. Temos que esperar para ver se ele será demitido ou não", afirmou.
Depois de voltar da aposentadoria e não ser convocado para a repescagem, Marcelo Martins Moreno dedicou os gols pelo Oriente Petrolero ao técnico da seleção. pic.twitter.com/qgNtGPdxTR
— Leonardo Bertozzi (@lbertozzi) April 13, 2026
Maior artilheiro da história da seleção da Bolívia, Marcelo Moreno retornou à ativa após mais de dois anos afastado, com o objetivo de ajudar o país na tentativa de classificação para o Mundial. No entanto, acabou ficando fora da convocação nas partidas decisivas.
Mesmo com boas atuações recentes, incluindo gols em jogos preparatórios, o atacante não foi incluído na lista final. O treinador havia indicado anteriormente que gostaria de vê-lo em atividade com maior regularidade.
Sem o experiente jogador, a Bolívia venceu o Suriname, mas acabou derrotada pelo Iraque na repescagem e ficou fora da Copa do Mundo. A seleção não disputa um Mundial desde 1994.
O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, voltou a comentar a situação de Neymar e deixou em aberto a possibilidade de convocação do atacante para a Copa do Mundo.
Em entrevista ao jornal francês L'Équipe, o treinador afirmou que o jogador segue sendo monitorado, mas condicionou sua presença no Mundial à plena condição física.
Neymar ficou fora dos amistosos contra França e Croácia, últimos compromissos antes da convocação final, marcada para 18 de maio. Ainda assim, Ancelotti indicou que o atleta tem tempo para se recuperar e disputar uma vaga na lista dos 26 convocados.
"Ele é capaz de voltar a estar a 100%. Já disse isso repetidas vezes, e é muito claro: vou convocar os jogadores que estiverem fisicamente aptos. Depois da lesão no joelho (em dezembro), Neymar teve uma ótima recuperação, está marcando gols. Ele precisa continuar nessa direção e melhorar seu condicionamento físico. Ele está no caminho certo", afirmou.
O treinador também comentou a recorrência de perguntas sobre o camisa 10 em entrevistas e demonstrou naturalidade com o tema.
"Não me incomoda. Neymar fez e continua fazendo história no futebol brasileiro. Ele é um grande talento e é normal que as pessoas pensem que ele pode nos ajudar a ganhar a próxima Copa do Mundo. Ele está sendo avaliado pela CBF, por mim, e ainda tem dois meses para mostrar que tem qualidade para jogar a próxima Copa do Mundo", disse.
Por fim, Ancelotti indicou qual considera ser a melhor função para o atacante em campo.
"Como ele está jogando atualmente (no Santos)".
Seguindo o “esquenta” para a Copa do Mundo de 2026, que começa no dia 11 de junho, o Bahia Notícias volta as atenções para a Europa. O continente, que reúne 12 títulos das 22 Copas já disputadas na história, traz favoritos destacados como França e Espanha, fortes candidatos como Portugal e Inglaterra, além de camisas pesadas como Alemanha e Holanda. Além disso, uma emergente Noruega aparece como possível surpresa, embalada por uma campanha que incluiu goleadas sobre a ausente Itália nas Eliminatórias.
E sim, a Itália novamente não estará na Copa. Dona de quatro títulos mundiais e segunda maior campeã da história ao lado da Alemanha, atrás apenas do pentacampeão Brasil, a Azzurra ficará fora do Mundial pela terceira vez consecutiva. A nova tristeza italiana veio de forma dramática, na repescagem disputada em Zenica, na Bósnia, com eliminação nos pênaltis para o time da casa.
Na prática, o último jogo de mata-mata da Itália em Copas do Mundo ainda é a final de 2006, quando a geração de Buffon, Cannavaro, Totti, Del Piero e Pirlo levantou a taça diante da França. Assim, o jejum italiano pode chegar a 16 anos em 2030, caso a equipe confirme presença na edição que terá como sedes principais Espanha, Portugal e Marrocos.
Mas, enquanto uma gigante histórica fica pelo caminho, outras história são escritas. Entre elas, a já citada Noruega, que teve papel direto na eliminação italiana ao liderar o Grupo I com 100% de aproveitamento em oito jogos. A campanha incluiu duas vitórias marcantes sobre a Itália, um 3 a 0 na ida e um contundente 4 a 1 na volta, em pleno Giuseppe Meazza, em Milão, na última rodada da fase de classificação.
Haaland marcou dois na vitória da Noruega por 4 a 1 diante da Itália nas Eliminatórias | Foto: Reprodução/X/@Azzurri
AS CLASSIFICADAS
Ao fim das Eliminatórias, 16 seleções europeias se classificaram para a Copa do Mundo de 2026: Alemanha, Suíça, Escócia, França, Espanha, Portugal, Holanda, Áustria, Noruega, Bélgica, Inglaterra e Croácia, como primeiros colocados dos seus grupos.
Nos jogos finais das repescagens, Bósnia, Suécia, Turquia e Chéquia bateram Itália, Polônia, Kosovo e Dinamarca, respectivamente, e se juntaram aos 48 classificados que irão para os Estados Unidos, México e Canadá.
Com 16 vagas, a UEFA lidera o número de seleções de um continente na Copa do Mundo. Depois, aparece a América do Sul, representada pela Conmebol, com 6 participantes, seguida pela África, com 9 seleções da CAF, a Ásia, com 8 representantes da AFC, e a Oceania, com 1 vaga garantida para a OFC.
FAVORITAS
França e Espanha chegam como os principais nomes entre os europeus. Respaldado por elencos recheados de craques como Kylian Mbappé, Michael Olise e o atual Bola de Ouro Ousmane Dembélé, do lado francês, e Lamine Yamal, Pedri e o Bola de Ouro de 2024, Rodri.
FRANÇA
Vice-campeã do mundo em 2022 em final dramática contra a Argentina, a França, campeã mundial em 1998 e 2018, vem de nove jogos de invencibilidade, incluindo a derrota por 2 a 1 diante do Brasil na última Data Fifa, em 26 de março. Nas Eliminatórias, vida tranquila para os franceses, que venceram cinco e empataram uma partida para encabeçar um grupo formado por Ucrânia, Islândia e Azerbaijão.
A França está no Grupo D, onde estreia contra o Canadá, encara o Marrocos na segunda rodada e fecha a primeira fase diante da Coreia do Sul.
ESPANHA
Já a Espanha, atual campeã da Euro 2024 e vice-campeã da Liga das Nações de 2025, ostenta uma sequência invicta de 28 jogos. A única “derrota” no período ocorreu justamente na decisão contra Portugal, na Liga das Nações, definida apenas nos pênaltis após empate por 2 a 2 no tempo normal.
Comandados pelo técnico Luis de la Fuente, os espanhós, campeões do mundo em 2020, estão no Grupo B, com abertura diante do Japão, confronto direto contra o México e encerramento frente à Costa do Marfim, em um grupo equilibrado, mas com margem para os espanhóis confirmarem o favoritismo.
Liderados por Yamal e Mbappé, Espanha e França são as principais favoritas da Europa | Foto: Reprodução/Instagram
OUTRAS GRANDES FORÇAS
Entre os candidatos que correm logo atrás do principais favoritos, a Europa também tem as forças de Portugal, de Cristiano Ronaldo que chegará à Copa com 41 anos, da tetracampeã Alemanha, em renovação, o forte elenco da Inglaterra, vice-campeã da Eurocopa de 2024, e a Holanda.
PORTUGAL
Campeão da Liga das Nações de 2025, quando bateu a Espanha nos pênaltis, Portugal conta com a experiência de nomes consagrados como Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e Bernardo Silva. Nas Eliminatórias, a única derrota foi para Irlanda fora de casa. No Grupo F, o time do técnico espanhol Roberto Martínez estreia contra os Estados Unidos, enfrenta Gana na segunda rodada e fecha a fase inicial diante da Tunísia.
INGLATERRA
A Inglaterra chega embalada por uma geração talentosa e pelo status de vice-campeã da Euro 2024. O principal nome do “English Team” é o centroavante Harry Kane, artilheiro do Bayern de Munique e um dos destaques da temporada 2025/2026. Ao seu lado, jogadores como Declan Rice e Bukayo Saka, do Arsenal, além de Jude Bellingham, do Real Madrid, elevam o nível técnico da equipe comandada pelo alemão Thomas Tuchel.
Campeã do mundo em 1966, a equipe inglesa fez uma campanha perfeita nas Eliminatórias, com oito vitórias em oito partidas, 22 gols marcados e nenhum sofrido. No Grupo C da Copa do Mundo, a Inglaterra estreia diante da Austrália, encara um confronto de peso contra a Argentina na segunda rodada e fecha a fase inicial frente à Nigéria.
ALEMANHA
Alemanha, tetracampeã mundial, vive um processo de renovação, mas segue como uma das seleções mais tradicionais e competitivas do torneio. Após o título em 2014, o time alemão chega com a missão de mudar a imagem deixada nas duas últimas edições, quando acabou eliminado ainda na fase de grupos nas edições de 2018 e 2022.
Com um elenco reformulado e já sem o goleiro Manuel Neuer, aposentado da seleção, a equipe passa a apostar em novos nomes, como Florian Wirtz, do Liverpool, o centroavante Nick Woltemade, do Newcastle, e o jovem Lennart Karl, do Bayern de Munique. Ao mesmo tempo, mantém referências técnicas importantes, como Joshua Kimmich, do Bayern, Antonio Rüdiger, do Real Madrid, e Kai Havertz, do Arsenal, um dos mais experientes do grupo.
Nas Eliminatórias, confirmou sua força com uma campanha sólida, somando cinco vitórias e apenas uma derrota, para a Eslováquia. No Grupo E da Copa do Mundo, os alemães terão pela frente Equador, Costa do Marfim e a estreante Curaçao.
CROÁCIA
Ainda capitaneada pela lenda Luka Modri?, atualmente no Milan, a Croácia chega para a Copa do Mundo respaldada por um histórico recente de peso. A seleção emendou duas campanhas consecutivas entre as quatro melhores do mundo, com o vice-campeonato em 2018 e o terceiro lugar em 2022, quando eliminou a Seleção Brasileira nas quartas de final.
Desde a independência, os croatas já somam três pódios em Copas, incluindo também o terceiro lugar em 1998, um retrospecto que reforça a consistência da equipe em torneios de alto nível. Para 2026, o time mantém a base do trabalho de Zlatko Dali?, ainda com lideranças experientes como Ivan Periši?, hoje no PSV, mas cada vez mais sustentado por uma transição geracional.
Nesse processo, ganham protagonismo nomes como Joško Gvardiol, do Manchester City, um dos defensores mais valorizados da Europa, e o meio-campista Luka Su?i?, da Real Sociedad, que ajudam a manter o nível técnico e competitivo da equipe.
Nas Eliminatórias, o “carrasco do Brasil” confirmou essa força com uma campanha segura, somando sete vitórias e um empate para terminar na liderança do grupo, à frente da Chéquia, que acabou garantindo vaga na Copa via repescagem.
HOLANDA
Vice-campeã mundial em 1978 e 2010 e terceira colocada em 2014, a Holanda chega embalada após retomar protagonismo recente. Depois de ficar fora da Copa de 2018, a equipe voltou em 2022 e alcançou as quartas de final, sendo eliminada pela Argentina em uma disputa de pênaltis carregada de tensão.
Sob o comando de Ronald Koeman, a Laranja vive um momento de consistência. A seleção não perde desde outubro de 2024 e acumula uma sequência de 13 jogos de invencibilidade. Nesse período, a única “queda” veio nos pênaltis, diante da Espanha, nas quartas de final da Liga das Nações de 2025.
O elenco combina experiência e renovação, com nomes como Virgil van Dijk, referência do Liverpool, além de Denzel Dumfries, da Inter de Milão, Tijjani Reijnders, do Manchester City, Xavi Simons, do Tottenham, e Cody Gakpo, também do Liverpool.
Nas eliminatórias, a campanha reforçou o bom momento: foram seis vitórias e dois empates, desempenho suficiente para liderar o grupo à frente da Polônia, que acabou eliminada na repescagem pela Suécia.
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A Inglaterra de Harry Kane, Portugal de Cristiano Ronaldo e a Alemanha de Wirtz encabeçam outras fortes candidatas da Europa | Fotos: Reprodução
CANDIDATOS A SURPRESA
Todo pré-Copa do Mundo tem aquela lista de seleções que entram no radar como possíveis surpresas, as famosas “olho nelas”.
NORGUEGA
Em 2026, a Noruega aparece com esse status bem sustentado. Embalada por uma geração talentosa liderada por Erling Haaland, do Manchester City, e Martin Ødegaard, do Arsenal, a equipe nórdica chega credenciada, inclusive, por dois resultados de impacto diante da Itália, com vitórias por 3 a 0, em Oslo, e 4 a 1, em Milão.
Haaland, aliás, vive mais uma fase impressionante. Aos 25 anos, terminou as Eliminatórias como artilheiro isolado, com 16 gols em apenas oito partidas, números que reforçam o peso ofensivo da seleção. Sob o comando de Ståle Solbakken, a Noruega, que venceu todos os seus oito jogos nas Eliminatórias, volta a disputar uma Copa do Mundo após 28 anos e estará no Grupo I, ao lado da forte França, além de Senegal e Iraque.
ÁUSTRIA
Não tão badalada quanto a Noruega, a Áustria surge como outra candidata a surpreender. A equipe é comandada pelo experiente Ralf Rangnick e fez uma campanha consistente nas Eliminatórias, fechando a fase de grupos na liderança, com seis vitórias, um empate e apenas uma derrota. A principal concorrente na chave foi a Bósnia, que terminou em segundo antes de cair na repescagem.
Mesmo eliminada nas oitavas de final da última Eurocopa, a Áustria deixou boa impressão pelo desempenho coletivo, especialmente pelo meio-campo entrosado, com base no RB Leipzig, formado por Seiwald, Schlager e Baumgartner. O elenco ainda conta com nomes rodados como Sabitzer, do Borussia Dortmund, e Laimer, do Bayern de Munique, peças que agregam experiência e equilíbrio ao time.
SUÍÇA
Indo para a sexta Copa do Mundo consecutiva, a Suíça chega embalada por uma sequência recente de regularidade em grandes torneios. A seleção europeia alcançou as oitavas de final nas últimas três edições do Mundial, consolidando uma trajetória consistente, ainda que sem grandes saltos rumo às fases decisivas.
Para 2026, a campanha nas Eliminatórias reforçou esse perfil competitivo. A equipe comandada por Murat Yakin liderou um grupo com Kosovo, Eslovênia e Suécia, somando quatro vitórias e dois empates. O principal concorrente foi Kosovo, que terminou na segunda colocação, mas sem ameaçar de forma decisiva a liderança suíça.
No Mundial, os suíços estarão no Grupo B, ao lado do anfitrião Canadá, além de Bósnia e Catar. A chave, em tese equilibrada, abre espaço para mais uma classificação ao mata-mata, algo que já virou rotina para a equipe.
Na Euro 2024, a Suíça voltou a mostrar sua competitividade ao chegar às quartas de final, sendo eliminada pela Inglaterra apenas nos pênaltis, após um confronto equilibrado.
Dentro de campo, o time aposta em uma base sólida e experiente. Na defesa, o destaque é Manuel Akanji, peça importante no sistema defensivo. No ataque, Dan Ndoye surge como uma das principais armas ofensivas, representando a renovação do elenco.
Áustria, Norguega e Suíça aparecem como candidatas à surpresa da Copa do Mundo de 2026 | Fotos: Reprodução/Instagram
VÃO PARA PASSEAR?
O ranking de forças do continente europeu para a Copa do Mundo termina com Suécia, Escócia, Bósnia e Herzegovina e Chéquia.
SUÉCIA
Depois de uma campanha fraca na fase de grupos das Eliminatórias, com dois empates e quatro derrotas, além de apenas quatro gols marcados, a Suécia ainda assim conseguiu se manter viva graças ao desempenho na Liga das Nações, que garantiu a vaga na repescagem. Nessa etapa decisiva, os suecos cresceram, venceram a Ucrânia por 3 a 1 e a Polônia por 3 a 2, carimbando o passaporte para a Copa do Mundo.
No elenco comandado pelo inglês Graham Potter, ex-Chelsea, o principal nome é o centroavante Viktor Gyokeres, do Arsenal. O time ainda conta com outras peças de destaque, como Roony Bardghji, do Barcelona, Anthony Elanga, do Newcastle, e Lucas Bergvall, do Tottenham.
Na Copa do Mundo, a Suécia integra o Grupo F, ao lado de Tunísia, Holanda e Japão.
ESCÓCIA
Após 28 anos de ausência, a Escócia volta a disputar uma Copa do Mundo em 2026 e estará no mesmo grupo do Brasil. As seleções se enfrentam na terceira e última rodada do Grupo C, que ainda conta com Haiti e Marrocos.
Liderada por Scott McTominay, eleito melhor jogador do Campeonato Italiano 2024/2025 após conquistar o título com o Napoli, a Escócia garantiu vaga no Mundial com uma vitória dramática sobre a Dinamarca na fase de grupos. O triunfo teve como destaque um gol de bicicleta do próprio McTominay, que selou a classificação e deixou os dinamarqueses na repescagem.
Sob o comando do técnico Steve Clarke, a seleção venceu quatro dos seis jogos nas Eliminatórias, além de somar um empate e uma derrota. No grupo, além da Dinamarca, Grécia e Belarus também ficaram pelo caminho.
BÓSNIA E HERZEGOVINA
Protagonista de uma das grandes histórias das Eliminatórias ao eliminar a Itália nos pênaltis, a Bósnia e Herzegovina volta à Copa do Mundo após sua única participação como país independente, em 2014, no Brasil.
Ainda tendo como principal referência o experiente centroavante Dzeko, atualmente no Schalke 04 e com passagens por clubes como Manchester City e Roma, a seleção bósnia chegou à repescagem depois de terminar atrás da Áustria por apenas dois pontos. A campanha teve cinco vitórias, dois empates e uma derrota, justamente diante dos austríacos.
No Grupo B, a Bósnia estreia contra o anfitrião Canadá e, na sequência, enfrenta Suíça e Catar.
REPÚBLICA TCHECA
A emoção deu o tom da classificação da República Tcheca para a Copa do Mundo de 2026. Fora das últimas quatro edições e sem disputar o torneio desde 2006, o país, também conhecido como Tchéquia (ou Chéquia), precisou encarar duas decisões por pênaltis para eliminar Irlanda e Dinamarca na repescagem das Eliminatórias.
Na fase de grupos, os tchecos terminaram atrás da Croácia, que ficou com a liderança e a vaga direta. Sob o comando de Miroslav Koubek, a seleção tem como principais nomes o atacante Patrik Schick, do Bayer Leverkusen, além de Pavel Šulc, do Lyon, e do meio-campista e capitão Tomáš Sou?ek, do West Ham.
Na Copa do Mundo, a República Tcheca terá pela frente Coreia do Sul, África do Sul e México na fase de grupos.
Às vésperas do confronto contra o Lorient, pela 29ª rodada do Campeonato Francês, o técnico Paulo Fonseca avaliou o momento do atacante Endrick e afirmou esperar uma melhora no rendimento do brasileiro.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o treinador foi direto ao comentar a fase do jogador. “Não estou satisfeito com o desempenho de Endrick. Ele estava cansado das viagens com a seleção brasileira. Mesmo assim, acho que ele precisa melhorar; espero mais dele, precisamos dele a 100%. Endrick está sendo marcado de perto pelos adversários”, declarou.
Contratado por empréstimo junto ao Real Madrid no fim de 2025, Endrick teve impacto imediato no Lyon, marcando cinco gols nas cinco primeiras partidas. No entanto, o desempenho caiu nas rodadas seguintes: apenas um gol nos nove jogos mais recentes.
O atacante também enfrentou momentos de instabilidade disciplinar, como a expulsão diante do Nantes, além de críticas após atuações irregulares, incluindo o jogo contra o Angers.
Ao todo, Endrick soma 14 partidas pelo Lyon na temporada, com cinco gols e três assistências. Antes da transferência, ele havia atuado em apenas três jogos pelo clube espanhol na temporada 2025/26.
A Fifa voltou a virar alvo de polêmica envolvendo a Copa do Mundo após torcedores relatarem mudanças na distribuição de assentos dentro dos estádios no decorrer desta semana. A situação ocorre em meio a críticas já existentes sobre os altos valores dos ingressos.
Na fase mais recente de vendas, a entidade passou a divulgar mapas detalhados das arenas, com a localização dos lugares. No entanto, compradores afirmam que os assentos indicados não correspondem aos setores originalmente adquiridos.
Os ingressos são divididos por categorias de preço, mas, nas etapas iniciais de comercialização, não havia definição exata dos lugares. Com a atualização recente, torcedores passaram a apontar inconsistências na alocação.
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Há relatos de fãs que adquiriram entradas de Categoria 1 — a mais cara — e foram direcionados para áreas consideradas menos privilegiadas, como setores atrás dos gols ou nos cantos dos estádios. Em alguns casos, a alocação teria ocorrido até em espaços tradicionalmente destinados a torcidas organizadas.
Outro ponto que gerou questionamentos foi a mudança na classificação de determinados setores ao longo das fases de venda. Áreas que anteriormente eram enquadradas como Categoria 2, por exemplo, passaram a ser reclassificadas como Categoria 3 em etapas posteriores, com redução de valor.
A divulgação dos mapas também levantou suspeitas sobre a destinação dos melhores lugares. Setores centrais e próximos ao campo aparecem majoritariamente reservados para pacotes de hospitalidade — ingressos mais caros e exclusivos.
Esses pacotes têm valores elevados, partindo de cerca de R$ 7 mil e chegando a cifras ainda mais altas. Em partidas da seleção brasileira, por exemplo, os ingressos disponíveis nesse formato superam R$ 14 mil.
Diante disso, cresce a percepção entre torcedores de que o público geral foi deslocado para áreas menos privilegiadas, enquanto os melhores espaços foram direcionados ao público VIP.
O QUE DIZ A FIFA
A Fifa afirma que os mapas divulgados têm caráter apenas ilustrativo e não garantem a posição exata dos assentos. Segundo a entidade, a definição final pode sofrer alterações, desde que respeite a categoria adquirida ou seja equivalente a uma superior.
Nos termos de uso, a organização também prevê a possibilidade de mudanças na localização dos lugares até mesmo no dia da partida.
Procurada, a entidade informou que irá analisar o caso internamente e não descarta um posicionamento oficial.
VALORES DOS INGRESSOS
A polêmica sobre os assentos se soma a outras controvérsias recentes envolvendo a venda de ingressos para o Mundial.
A adoção do modelo de “preço dinâmico”, em que os valores variam conforme a demanda, tem sido um dos principais alvos de críticas. A prática, aliada a uma plataforma oficial de revenda, contribuiu para a disparada dos preços.
Ingressos que inicialmente custavam cerca de R$ 300 passaram a ser comercializados por valores muito superiores. Em alguns casos, partidas da fase de grupos da seleção brasileira já superam a faixa dos R$ 8 mil.
Para a final da competição, há ofertas que se aproximam de R$ 1 milhão, segundo plataformas de revenda autorizadas.
A Fifa definiu os nomes da arbitragem para a Copa do Mundo de 2026 e incluiu três árbitros brasileiros no quadro principal: Raphael Claus (SP), Ramon Abatti Abel (SC) e Wilton Pereira Sampaio (GO).
O torneio será realizado entre 11 de junho e 19 de julho, com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá. Além dos árbitros centrais, o Brasil contará com cinco assistentes: Bruno Boschillia (PR), Bruno Pires (GO), Danilo Manis (SP), Rodrigo Figueiredo (RJ) e Rafael Alves (RS).
Na equipe de arbitragem de vídeo, Rodolpho Toski Marques (PR) foi escalado como árbitro de VAR.
Ao todo, a Fifa selecionou 52 árbitros, 87 assistentes e 30 profissionais de vídeo para a competição, que terá 104 partidas.
Entre os brasileiros, Raphael Claus e Wilton Pereira Sampaio voltam a uma Copa do Mundo após participação na edição do Catar, em 2022. Já Ramon Abatti Abel fará sua estreia no torneio, depois de atuar recentemente na Copa do Mundo de Clubes, assim como Pereira Sampaio.
Com nove representantes, o Brasil atinge um recorde de participação na arbitragem em Copas do Mundo. Na edição anterior, disputada no Catar, o país teve sete integrantes — ocasião em que Neuza Inês Back se tornou a primeira mulher brasileira a integrar o quadro de arbitragem do torneio.
A última vez que o Brasil contou com três árbitros em uma mesma edição de Copa havia sido em 1950, quando o país sediou a competição. Desde então, a presença brasileira se limitava, em geral, a um árbitro por edição, cenário que voltou a ser ampliado a partir do Mundial de 2022.
A Globo avalia cenários para a cobertura da Copa do Mundo sem a presença do narrador Luís Roberto, diagnosticado com uma neoplasia na região cervical. A competição acontece em junho e julho e o narrador titular está afastado do trabalho.
Segundo a coluna Outro Canal, do site F5, o canal estuda criar um sistema de revezamentos entre os narradores da casa para as partidas da seleção brasileira como o modelo adotado pelo SporTV, desde 2006.
Conforme o site, Everaldo Marques e Gustavo Villani podem se dividir na primeira fase e no mata-mata do torneio. A decisão deverá ser tomada nas próximas semanas.
O afastamento de Luís Roberto foi informado por meio de comunicado pela emissora na última terça-feira (7). Segundo a nota, o narrador está em fase final de avaliação para decidir qual será o tratamento adotado.
O narrador Galvão Bueno se manifestou publicamente na última terça-feira (7) após o diagnóstico de Luis Roberto, que foi afastado das transmissões da Copa do Mundo por conta de uma neoplasia na região cervical. Em publicação nas redes sociais, Galvão desejou força e pronta recuperação ao colega de profissão.
Meu querido Luis Roberto!! A vida nos traz momentos difíceis!! Mas tenho certeza que vc terá mais uma grande vitória!! Que Deus te abençoe e ilumine os caminhos de sua recuperação!! ???????? Estarei aqui, sempre ao seu lado!! Ao lado de um grande ser humano, grande profissional e amigo…
— Galvão Bueno (@galvaobueno) April 7, 2026
A mensagem ocorre após a TV Globo confirmar, na mesma terça, que Luis Roberto não participará da cobertura do Mundial. O narrador está em fase final de avaliação para definição do tratamento médico e precisará se afastar temporariamente das atividades.
Luis Roberto era o nome escolhido para assumir o protagonismo nas transmissões da emissora após a saída de Galvão Bueno, o que faria desta a sua primeira Copa do Mundo como narrador principal. Galvão seguirá narrando os jogos do Brasil, agora pelo SBT.
A relação entre os dois narradores é construída ao longo de décadas na TV Globo. Luis Roberto integrou a equipe esportiva da emissora enquanto Galvão consolidava sua trajetória como principal voz das transmissões de futebol no país. Ao longo dos anos, dividiram coberturas, eventos e bastidores.
A última narração de Luis Roberto aconteceu no último domingo (5), na vitória do Flamengo por 3 a 1 sobre o Santos, no Maracanã. O profissional, de 64 anos, soma quase quatro décadas de atuação na Globo.
O QUE É A NEOPLASIA?
A neoplasia, conforme definição médica, é caracterizada pelo crescimento anormal de células no organismo, podendo resultar na formação de tumores benignos ou malignos.
COMUNICADO
Em declaração, Luis Roberto falou sobre o momento e destacou confiança no tratamento.
"Depois do susto, está tudo sob controle. Tenho ao meu lado o que a ciência tem de melhor. Melhores médicos, hospitais. Tenho uma família amorosa seguindo ao meu lado. Em quase 40 anos na Globo, aprendi que essa casa jamais desampara os seus. Estou plenamente amparado por todo nosso time. Ficar ausente por esse período que engloba a Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer esta etapa. Esse é o meu foco. Com fé em Deus e na ciência, em breve estaremos de volta à vida normal. Obrigado a todos por tanto carinho e apoio", declarou Luis Roberto.
Cerca de 26 influenciadores digitais foram contratados pela Globo, e agência Play9, para cobrir a Copa do Mundo através das redes sociais. O evento esportivo acontece em junho e julho, nos três principais países da América do Norte.
Segundo a coluna Outro Canal, o projeto “2026 Convocados” contratou nomes como Daniel Braune, Matheus Costa e Bruna Ayra para alcançar uma audiência jovem através de plataformas como Instagram e TikTok.
Cerca de cinco empresas, como Amazon, Localiza, Medley, Suvinil e BYD, compraram patrocínio para o projeto. Nomes da própria Globo e da GE TV também foram contratados.
A Grupo Globo anunciou nesta terça-feira (7) a contratação de 26 influenciadores digitais para atuar na cobertura da Copa do Mundo de 2026, que será realizada entre junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá. A informação foi veiculada inicialmente pela coluna f5, da Folha de S.Paulo.
A iniciativa integra o projeto “2026 Convocados”, desenvolvido em parceria com a Play9, com foco exclusivo na produção de conteúdo para redes sociais como Instagram e TikTok.
Entre os nomes confirmados estão Daniel Braune, Matheus Costa, Rafa Tuma, Ale Xavier, Andrey Raychtock, Bruna Ayra e Menzino. O grupo também inclui profissionais ligados à emissora, como Jorge Iggor e Denílson.
Além dos influenciadores principais, o projeto prevê a mobilização de cerca de dois mil criadores de conteúdo de pequeno e médio porte em diferentes regiões do país. A estratégia busca ampliar o alcance da cobertura e potencializar entregas publicitárias. A gestão dessa rede será feita por meio do PlayNest, plataforma da Play9.
Até o momento, cinco marcas já adquiriram cotas de patrocínio: Amazon, Localiza, Medley, Suvinil e BYD. Novas negociações seguem em andamento até o início do torneio.
A emissora aposta em sua capacidade de alcance para atrair anunciantes. Segundo a empresa, transmissões de jogos da seleção brasileira podem atingir mais de 100 milhões de pessoas. Com a estratégia digital, o objetivo é ampliar a presença entre o público jovem, que acompanha o Mundial majoritariamente pelas plataformas online.
Na televisão, empresas do grupo exibirão 55 das 104 partidas da competição. Além da TV Globo, SporTV e GE TV, outros veículos também terão direitos de transmissão, como a CazéTV e o SBT. A CazéTV será a única a disponibilizar todos os jogos do torneio.
Confira a lista dos influenciadores contratados pela Globo:
Rafaella Tuma
Matheus Costa
Fausto – O Menzinho
Daniel Braune
Ilan Kriger
Ale Xavier
Paulo Vita
Fabão
Xandi Barros
Treinador PP
Enzo Baracho
Greengo Dictionary
Flávia Bandoni
Lucas Veloso
Bri Fancy
Pedro Faria
Mike On
Jojoca
Franklin Medrado
Bianca Santos
Bruna Ayra
Andrey Raychtock
FutCerto
João Vittor Mello
Endrik Rafael
Marina Guaragn
A América do Sul chega à Copa do Mundo de 2026 inserida dentro de um cenário de transição. A ampliação do torneio para 48 seleções elevou o número de vagas da Conmebol para seis classificações diretas e uma na repescagem, influenciando no peso das Eliminatórias.
Ao fim da disputa, garantiram vaga direta Argentina, Brasil, Uruguai, Equador, Colômbia e Paraguai. A Bolívia terminou na sétima colocação e foi à repescagem intercontinental, mas acabou eliminada ao perder por 2 a 1 para o Iraque, que ficou com a última vaga do Mundial.
FORÇA HISTÓRICA
A Conmebol é, historicamente, uma das principais forças do futebol mundial. Em 22 edições de Copa do Mundo até 2022, seleções sul-americanas conquistaram 10 títulos, número que só fica atrás da Europa.
O Brasil lidera o ranking global com cinco conquistas (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e é a única seleção presente em todas as edições do torneio. A Argentina aparece como segunda maior potência continental, com três títulos (1978, 1986 e 2022), enquanto o Uruguai completa a lista com duas conquistas (1930 e 1950).
Além dos títulos, a América do Sul também acumula campanhas consistentes. Desde 1930, ao menos uma seleção do continente esteve presente em 15 finais de Copa do Mundo, incluindo sequências históricas como entre 1930 e 1950, quando sul-americanos venceram três das quatro primeiras edições.

Maior campeão entre as seleções, o Brasil não chega a uma final de Mundial desde 2002, ano em que se sagrou pentacampeão do mundo | Foto: Divulgação / Fifa
DESEMPENHO DAS SELEÇÕES
Entre as seleções classificadas, a Argentina chega ao Mundial como atual campeã e principal referência técnica do continente. A liderança nas Eliminatórias traz a continuidade de um ciclo vencedor, no entanto, com algumas ressalvas: os argentinos não tiveram grandes renovações em relação à Copa de 2022 e pouco competiram com equipes de níveis mais altos no ranking da Fifa.

Entre os nomes já experientes, a Seleção Argentina terá mais uma vez — e pela última — um Lionel Messi já envelhecido como o principal astro do grupo | Foto: Divulgação / Seleção Argentina
Historicamente, a seleção argentina soma seis finais de Copa do Mundo (1930, 1978, 1986, 1990, 2014 e 2022), consolidando-se como uma das equipes mais regulares do torneio ao longo das décadas.
O Brasil, apesar da classificação, vive um momento de instabilidade. A campanha irregular nas Eliminatórias, com a troca de três treinadores, evidencia uma seleção em transição, distante mais uma vez do domínio que marcou décadas anteriores, embora ainda carregue o peso de ser o maior campeão mundial.

No ciclo para a Copa de 2026, o Brasil contou com o comando de Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Jr. antes da chegada de Ancelotti. Hoje, corre para recuperar o tempo perdido e mostrar que pode competir com as grandes potências europeias | Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Em termos históricos, o Brasil também é a seleção com mais participações em finais (7) e a única a conquistar o título em três continentes diferentes (Europa, América do Sul e Ásia), além de manter tradição de chegar, ao menos, às quartas de final em grande parte das edições.
O Uruguai mantém sua característica de competitividade e regularidade, sustentando-se como presença frequente em Copas e adversário tradicional em fases decisivas. Bicampeão mundial, o país também soma campanhas relevantes mais recentes, como o quarto lugar em 2010.
A Colômbia confirma sua consolidação como força relevante no século XXI. A melhor campanha da seleção em Copas foi em 2014, quando chegou às quartas de final, desempenho que marcou seu maior protagonismo internacional.
O Equador se firma como uma das seleções que mais evoluíram estruturalmente nos últimos ciclos. Desde sua primeira participação em 2002, a equipe tem presença constante em Mundiais e alcançou seu melhor resultado em 2006, ao chegar às oitavas de final.
Já o Paraguai representa um retorno importante ao cenário mundial. Após ausência nas últimas edições, a seleção volta a disputar a Copa, resgatando um protagonismo que marcou especialmente o período entre 1998 e 2010, quando participou de quatro edições consecutivas e chegou às quartas de final em 2010, sua melhor campanha.
Abaixo, veja como se encerrou a disputa das Eliminatórias. Os dados são fornecidos pela DataFactory, parceira do Bahia Notícias:
AUSÊNCIAS E QUEDA DE RENDIMENTO
Se o novo formato ampliou o número de classificados, também evidenciou o declínio de seleções tradicionais. Chile e Peru ficaram fora da Copa de 2026, ampliando um cenário de queda de rendimento.
O Chile, que viveu seu auge recente com os títulos da Copa América em 2015 e 2016, já teve participações marcantes em Copas, como o terceiro lugar em 1962, quando sediou o torneio.
O Peru, que voltou à Copa em 2018 após 36 anos de ausência, tem como principal feito histórico o quarto lugar em 1970, além de participações competitivas nas décadas de 1970 e 1980.
A Venezuela, por sua vez, permanece como a única seleção sul-americana que nunca disputou uma Copa do Mundo, mantendo um histórico que atravessa gerações desde sua filiação à Fifa em 1952.
A Bolívia chegou a um feito relevante ao alcançar a repescagem intercontinental pela primeira vez em décadas, mantendo viva a chance de retornar a um Mundial — algo que não acontece desde 1994, quando disputou sua última Copa. A equipe avançou na fase preliminar, mas acabou derrotada pelo Iraque por 2 a 1, em Monterrey, no México, e ficou fora da Copa.
Historicamente, a Bolívia tem participação limitada em Copas do Mundo, com presença apenas em 1930, 1950 e 1994, sendo esta última sua campanha mais recente.

Eliminada para o Iraque, a Seleção Boliviana perdeu a chance de voltar a disputar uma Copa do Mundo. A última vez foi em 1994 | Foto: Instagram / @laverde_fbf
MUDANÇAS NO FORMATO
Durante décadas, a América do Sul teve apenas quatro vagas diretas e uma na repescagem, o que tornava suas Eliminatórias consideradas as mais difíceis do mundo, com alto índice de seleções tradicionais ficando fora do Mundial.
Com a ampliação para seis vagas, o cenário mudou significativamente. A disputa ficou menos excludente e mais aberta, permitindo que seleções intermediárias se mantivessem competitivas até as rodadas finais.
Ao longo da história, as Eliminatórias sul-americanas sempre foram marcadas pelo formato de pontos corridos com confrontos de ida e volta entre todas as seleções — modelo adotado de forma contínua desde a década de 1990, após mudanças nos sistemas anteriores.
FORMATO DA COPA
A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre os dias 11 de junho e 19 de julho, com sede compartilhada por Estados Unidos, México e Canadá — a primeira vez na história em que o torneio será realizado em três países.
O novo formato prevê 48 seleções divididas em 12 grupos de quatro equipes, com avanço dos dois primeiros colocados de cada grupo e dos oito melhores terceiros colocados para a fase eliminatória, iniciada nos 16 avos de final.
Será também a primeira edição com esse modelo ampliado, após sete edições consecutivas com 32 participantes (de 1998 a 2022). A mudança altera a dinâmica da competição, ampliando o número de jogos e o tempo de duração do torneio.
DESEMPENHO RECENTE
No histórico recente, a América do Sul teve presença constante nas fases decisivas. Desde 1994, ao menos uma seleção do continente chegou às semifinais em todas as edições, com exceção de 2006.
No mesmo período, Brasil e Argentina conquistaram três títulos (1994, 2002 e 2022), enquanto outras seleções também alcançaram campanhas relevantes, como o Uruguai em 2010.
Com seis seleções classificadas, a Conmebol iguala sua maior representação em uma edição de Copa do Mundo, considerando formatos anteriores proporcionais ao número de participantes. A distribuição das vagas também mantém a América do Sul como a segunda confederação com mais representantes no torneio, atrás apenas da Uefa.
O desempenho das seleções sul-americanas em 2026 também será observado dentro de um recorte histórico mais amplo, considerando a participação do continente em finais, títulos e campanhas em fases eliminatórias ao longo das diferentes eras do Mundial.
O brasileiro Hugo Calderano garantiu vaga na semifinal da Copa do Mundo de tênis de mesa, disputada em Macau, na China. Atual campeão e terceiro colocado no ranking mundial, ele venceu o francês Alexis Lebrun por 4 sets a 0 neste sábado (4), com parciais de 11/8, 11/7, 11/9 e 11/8.
Considerada uma das principais competições do circuito, a Copa do Mundo concede 1.500 pontos ao campeão. Na próxima fase, Calderano terá pela frente o chinês Wang Chuqin, atual número 1 do mundo.
Para chegar à semifinal, o brasileiro superou uma sequência de adversários. Na estreia, venceu o tcheco Lubomír Jancarik com rapidez, em partida que durou cerca de 17 minutos. Em seguida, enfrentou maior dificuldade contra o sueco Kristian Karlsson, vencendo em cinco sets. Já nas oitavas, passou pelo japonês Shunsuke Togami em confronto equilibrado decidido em sete sets.
A semifinal será disputada na madrugada de sábado para domingo, às 2h15 (horário de Brasília). Aos 29 anos, Calderano tenta repetir o feito da última edição, quando conquistou o título e se tornou o primeiro atleta fora da Ásia ou Europa a vencer a competição.
Na campanha do título anterior, o brasileiro superou justamente Wang Chuqin na semifinal. Apesar disso, o retrospecto geral entre os dois ainda favorece o chinês, vencedor de quatro dos seis confrontos disputados.
Titular absoluto no gol da Seleção Brasileira, Alisson Becker está afastado dos gramados desde as oitavas de final da Champions League, no dia 18 de março, quando sentiu a coxa direita. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), Arne Slot, treinador do Liverpool, confirmou que o brasileiro ficará fora por mais tempo enquanto se recupera da lesão e só deve voltar a jogar no fim da temporada europeia, às vésperas da Copa do Mundo.
Segundo Slot, o goleiro não estará disponível para as quartas de final da Copa da Inglaterra contra o Manchester City, neste sábado (4), nem para os jogos decisivos contra o PSG pela Champions.
“Ele também não participará dos jogos contra o Paris Saint-Germain. Ficará fora por um pouco mais de tempo. Esperamos que, no final da temporada, ele esteja em forma novamente", disse o treinador.
O técnico da Seleção, Carlo Ancelotti, convocará os 26 jogadores que representarão o Brasil na Copa do Mundo de 2026 no dia 18 de maio. O país estreia na competição contra o Marrocos, no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília).
O Santos contará com o retorno de Neymar para o confronto diante do Remo, nesta quinta-feira (2), às 19h, na Vila Belmiro, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O atacante volta a ficar à disposição após ausência na partida contra o Cruzeiro Esporte Clube.
O técnico Cuca terá um elenco com 24 jogadores relacionados. Por outro lado, não poderá contar com Gabriel Barbosa. O atacante segue em recuperação de um edema na panturrilha direita e a expectativa é de retorno apenas no duelo contra o Flamengo.
Outra baixa é o meio-campista Gabriel Menino, que sofreu lesão no músculo posterior da coxa direita durante os treinamentos e também está fora da partida.
O momento do Santos na competição é delicado. A equipe soma sete pontos em oito rodadas e corre o risco de terminar a rodada na zona de rebaixamento. O confronto marca ainda a primeira partida de Cuca na Vila Belmiro em sua quarta passagem pelo clube. Após o empate na estreia, o treinador tenta conquistar seu primeiro triunfo na Série A.
A eliminação da seleção italiana na disputa por uma vaga na Copa do Mundo desencadeou mudanças imediatas na estrutura do futebol do país. Após a saída de Gabriele Gravina da presidência da federação, o ex-goleiro Gianluigi Buffon também anunciou sua despedida do cargo de chefe de delegação.
A decisão veio logo depois da derrota para a Bósnia e Herzegovina nos pênaltis, resultado que deixou a Itália fora do Mundial pela terceira edição consecutiva. Buffon afirmou que sua reação inicial foi imediata, mas optou por oficializar a saída após a definição na federação.
"Apresentar minha demissão um minuto após o término da partida contra a Bósnia foi um ato impulsivo, que surgiu do fundo da minha alma . Tão espontâneo quanto as lágrimas e a dor que sinto no coração, uma dor que sei que compartilho com todos vocês. Pediram-me para esperar para que todos pudessem refletir adequadamente. Agora que o presidente Gravina decidiu renunciar, sinto-me livre para fazer o que considero ser a coisa responsável a fazer. (...) O principal objetivo era levar a Itália de volta à Copa do Mundo. E não conseguimos isso", declarou.
Buffon exercia a função desde agosto de 2023, quando assumiu poucos dias após encerrar a carreira como jogador. Ele substituiu Gianluca Vialli, que faleceu em janeiro daquele ano, aos 58 anos, em decorrência de câncer. Durante o período, participou do ciclo que terminou sem a classificação para o Mundial.
A ausência marca um feito negativo inédito: é a primeira vez que uma seleção campeã do mundo fica fora de três Copas seguidas. O cenário gerou forte pressão interna. O ministro do Esporte e Juventude da Itália, Andrea Abodi, já havia cobrado mudanças na federação e defendido a saída do então presidente.
Ídolo histórico, Buffon é o jogador com mais partidas pela seleção italiana, com 176 jogos entre 1997 e 2018. Ele foi peça-chave na conquista da Copa do Mundo FIFA de 2006 e construiu carreira de destaque por clubes como Juventus, Parma e Paris Saint-Germain.
A última leva de amistosos antes do ato final de preparação das seleções para a Copa do Mundo causou alterações no ranking da Fifa. A França assumiu a ponta da lista após as vitórias contra o Brasil e a Colômbia, além de ver a antiga líder, Espanha, tropeçar ao empatar em 0 a 0 com o Egito. A Seleção Brasileira caiu da quinta para sexta posição, e para evitar uma queda maior, a Canarinho venceu a Croácia, o que impossibilitou a ultrapassagem da Holanda ou de Marrocos, que estavam na cola.
O retrospecto de uma derrota e uma vitória contra França e Croácia, respectivamente, representa a queda de uma posição no ranking em relação a última Data Fifa, realizada em novembro, para o Brasil. Naquele momento, a Seleção terminou na quinta colocação. Depois dos dois últimos amistosos, a equipe de Carlo Ancelotti caiu para a sexta posição ao ser ultrapassada por Portugal, que empatou com o México e ganhou dos Estados Unidos.
A vitória por 3 a 1 contra a Croácia evitou uma queda ainda maior do Brasil no ranking de seleções da Fifa. A Seleção, que é seguida por Holanda e Marrocos na lista, havia perdido para a França, na última quinta-feira (26), e com isso, estava ocupando, momentaneamente, a sétima colocação. Uma nova derrota para os croatas resultaria num declínio para a oitava colocação, mas o triunfo, combinado com o empate dos holandeses com o Equador, recuperou o sexto lugar.
A vitória por 5 a 0 da Argentina sobre a Zâmbia, em amistoso disputado no La Bombonera, em Buenos Aires, na última terça-feira (31), terminou com um episódio incomum na coletiva do técnico Lionel Scaloni. Um torcedor invadiu o local da entrevista para questionar o nível dos adversários escolhidos na preparação para a Copa do Mundo de 2026.
Um torcedor argentino invadiu a conferência de imprensa de Lionel Scaloni e reclamou sobre o nível dos amistosos da Seleção Argentina.
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) April 1, 2026
“Quero que vocês estejam preparados pq a França é uma equipe muito boa, melhor que o Brasil e a Espanha."
?????Reproduçãopic.twitter.com/aGWC9rVfqf
O homem, que vestia uma camisa com "La Mano de Dios", escrita homenagem a Diego Maradona, interrompeu a entrevista e cobrou confrontos considerados mais exigentes. Na mesma Data-Fifa, a equipe argentina também enfrentou a Seleção Mauritana de Futebol e venceu por 2 a 1 no mesmo estádio.
Durante a intervenção, o torcedor comparou o nível dos possíveis adversários do Mundial e citou seleções europeias como referência.
"Quero que a seleção esteja preparada. A França é muito forte, mais que Brasil e Espanha, com todo respeito. Mbappé é o melhor do mundo, junto com Messi e Dibu Martínez", afirmou, antes de ser contido.
Surpreendido com a situação, Scaloni não respondeu ao questionamento e permaneceu em silêncio diante da interrupção. O episódio ocorre em meio a críticas relacionadas ao nível dos amistosos disputados pela atual campeã mundial desde a conquista do título no Copa do Mundo de 2022.
Um levantamento feio pelo jornal francês L’Equipe aponta que, desde então, a Argentina ainda não enfrentou seleções posicionadas entre as 20 primeiras do ranking da FIFA em partidas preparatórias.
O Iraque confirmou presença na Copa do Mundo de 2026 após derrotar a Bolívia por 2 a 1 na madrugada desta quarta-feira (1º), em partida decisiva da repescagem intercontinental. O confronto foi realizado no Estádio BBVA, em Guadalupe, na região metropolitana de Monterrey, no México.
Com o resultado, a equipe asiática garantiu a última vaga disponível para o torneio e voltará a disputar uma Copa do Mundo após quatro décadas.
O JOGO
A partida começou com pressão do Iraque. Logo aos nove minutos, após defesa do goleiro Guillermo Viscarra em cobrança de falta de Amir Al-Ammari, o próprio meio-campista cobrou escanteio para Ali Al-Hamadi marcar de cabeça e abrir o placar.
A Bolívia reagiu ainda na etapa inicial. Aos 37 minutos, Ramiro Vaca finalizou de fora da área, a bola desviou e sobrou para Moisés Paniagua, que concluiu para empatar.
No segundo tempo, o gol da classificação veio aos sete minutos. Após cruzamento de Marko Farji pela direita, Aymen Hussein finalizou com precisão para garantir a vitória.
GRUPO DEFINIDO
Com a classificação, o Iraque passou a integrar o Grupo I da Copa do Mundo. A estreia será diante da Seleção Norueguesa, no dia 16 de junho, em Boston, nos Estados Unidos. Na sequência, enfrentará a França, na Filadélfia, e Senegal, em Toronto, no Canadá.
Como uma das seleções mais bem posicionadas no ranking da Confederação Asiática de Futebol, o Iraque entrou diretamente na segunda fase das eliminatórias. Na etapa, venceu os seis jogos do Grupo F contra Indonésia, Vietnã e Filipina.
Na fase seguinte, terminou em terceiro lugar no Grupo B, atrás da Seleção Sul-Coreana de Futebol e da Seleção Jordaniana de Futebol, o que levou a equipe à repescagem continental.
Na repescagem asiática, o Iraque terminou atrás da Arábia Saudita no grupo decisivo e avançou para a fase seguinte. Depois, superou os Emirados Árabes por 3 a 2 no placar agregado.
Já na repescagem intercontinental, entrou diretamente na decisão por posição no ranking da FIFA e garantiu a vaga ao derrotar a Bolívia, que havia eliminado Suriname na fase anterior.
A seleção italiana foi derrotada pela Bósnia & Herzegovina por 4 a 1 nos pênaltis, e com isso, foi confirmada a ausência da Itália pela terceira edição seguida da Copa do Mundo. Depois de superar os italianos, a seleção bósnia se garantiu no Grupo B do Mundial.
Jogando em casa, no estádio Bilino Polje, em Zenica, a Bósnia viu a Itália abrir o placar com Moise Kean, aos 15 minutos. Com um jogador a mais desde os 41’ do primeiro tempo, depois da expulsão de Alessandro Bastoni, Haris Tabakovic marcou o gol de empate aos 34’ da segunda etapa.
Depois do empate por 1 a 1 persistir na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. Enquanto os jogadores da Bósnia acertaram todas cobranças, Pio Esposito e Bryan Cristante perderam pela Itália. Com isso, a seleção bósnia venceu por 4 a 1.
Com a classificação, a Bósnia & e Herzegovina passou a fazer parte do Grupo B, também formado por Canadá, Catar, e Suíça.
Com a eliminação, a seleção italiana vai completar ao menos 15 anos sem disputar uma partida da Copa do Mundo. A última Copa jogada pela Itália foi a de 2014, sediada no Brasil. Ficando de fora em 2018, 2022 e agora 2026, os italianos conquistaram a Eurocopa de 2020/21 durante este hiato.
Turquia, Suécia e República Tcheca vencem na repescagem europeia e se classificam para Copa do Mundo
A Copa do Mundo se aproxima cada vez mais e as vagas vão acabando. Na tarde desta terça-feira (31), Turquia, Suécia e República Tcheca venceram seus jogos contra Kosovo e Polônia, respectivamente, e conquistaram duas das quatro vagas para o Mundial. Os Tchecos venceram a Dinamarca por 3 a 1 nos pênaltis e ficaram com a vaga do Grupo A.
Em Pristina, em Kosovo, no estádio Fadil Vokrri, a Turquia venceu por 1 a 0. Depois de um primeiro tempo mais frio e com poucas oportunidades claras, a partida ficou em 0 a 0. Mas no início da segunda etapa, Kerem Akturkoglu recebeu passe de Orkun Kökçü e fez o único gol do jogo, classificando os turcos para a Copa de 2026.
Jogando em casa, a Suécia recebeu a Polônia em Solna, no estádio de Stawberry. As duas equipes fizeram um jogo movimentado, onde os suecos venceram por 3 a 2. Nicola Zalewski e Karol Swiderski marcaram para os poloneses, mas Anthony Elanga, Gustaf Laagerbielke e Viktor Gyokeres fizeram os gols da seleção sueca.
Em Praga, na epet Arena, a classificação demorou mais a chegar. Depois da persistência do empate entre República Tcheca e Dinamarca tanto no tempo regulamentar quanto na prorrogação, coube a decisão por pênaltis, onde os tchecos venceram por 3 a 1 e garantiram vaga na Copa do Mundo.
Com a classificação, a Turquia passou a fazer parte do Grupo D, também formado por Estados Unidos, Paraguai e Austrália. Já a Suécia entrou no Grupo F, que tem Holanda, Japão e Tunísia. A República Tcheca se colocou no Grupo A, que têm México, África do Sul e Coreia do Sul.
Atualmente no Flamengo, Danilo está garantido na Copa do Mundo de 2026 e, com isso, passará a integrar um grupo seleto de jogadores da Seleção Brasileira com três participações em Mundiais.
A confirmação foi feita pelo técnico Carlo Ancelotti, na última segunda-feira (30), que destacou a importância do jogador no elenco, mesmo com poucos jogos na atual temporada.
"Danilo é um jogador muito importante, não só no campo, mas também fora dele. Ele pode estar seguro de que estará na lista final porque eu gosto de seu caráter, de sua personalidade e de seu futebol. Ele pode fazer todas as posições na linha defensiva; então, entre os nove defensores, o Danilo estará presente", cravou o treinador.
Versátil, Danilo é visto como um "Coringa", ou seja, um reserva de todas as funções na defesa, característica essa que é muito valorizada pela comissão técnica.
O jogador soma, ao todo, 67 jogos vestindo a Amarelinha, com um gol marcado. No Flamengo, o defensor viveu uma das suas temporadas mais artilheiras em 2025, marcando cinco gols e concedendo duas assistências ao todo. Ele foi eternizado pelo torcedor rubro-negro após marcar o gol do título que deu o tetracampeonato da Libertadores diante do Palmeiras, principal concorrente no futebol brasileiro.
Caso não haja imprevistos, Danilo disputará sua terceira Copa do Mundo consecutiva, após ter atuado nas edições de 2018, na Rússia, e em 2022, no Catar. O feito o coloca ao lado de nomes históricos do futebol brasileiro que também alcançaram três participações, como Zico, Rivellino, Roberto Carlos, Lúcio, Dunga e Neymar. Veja a lista abaixo:
- Garrincha: 1958, 1962 e 1966.
- Didi: 1954, 1958 e 1962.
- Zico: 1978, 1982 e 1986.
- Jairzinho: 1966, 1970 e 1974.
- Rivellino: 1970, 1974 e 1978.
- Taffarel: 1990, 1994 e 1998.
- Dunga: 1990, 1994 e 1998.
- Bebeto: 1990, 1994 e 1998.
- Roberto Carlos: 1998, 2002 e 2006.
- Lúcio: 2002, 2006 e 2010.
- Gilberto Silva: 2002, 2006 e 2010.
- Neymar: 2014, 2018 e 2022.
Além dos que jogaram três edições, o Brasil possui um grupo ainda mais restrito de oito atletas que foram convocados para quatro Copas do Mundo:
- Pelé (1958-1970): Único jogador a vencer três edições.
- Cafu (1994-2006): Único a jogar três finais seguidas.
- Ronaldo (1994-2006): Campeão em 1994 (reserva) e 2002 (protagonista).
- Castilho & Nilton Santos (1950-1962): Lendas das primeiras conquistas.
- Djalma Santos (1954-1966): Titular absoluto na lateral.
- Emerson Leão (1970-1986): Goleiro presente em quatro décadas diferentes.
- Thiago Silva (2010-2022): O capitão da última década.
BRASIL NA COPA
O Brasil estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, contra o Marrocos, pelo Grupo C. A trajetória na primeira fase segue contra o Haiti (19/06) e a Escócia (24/06). A convocação final de Ancelotti será divulgada no dia 18 de maio.
O Mundial começa oficialmente em 11 de junho, com o jogo de abertura entre México e África do Sul, no histórico Estádio Azteca. A grande final está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O atacante Neymar aproveitou a pausa da Data FIFA para compartilhar momentos da vida pessoal e da rotina de treinos. Em vídeos publicados, o jogador mostrou desde o convívio com as filhas até atividades voltadas à prevenção de lesões realizadas em casa.
Durante o período, Neymar acompanhou o amistoso entre Seleção Brasileira de Futebol e Seleção Francesa de Futebol e destacou o desempenho de Kylian Mbappé, seu ex-companheiro de Paris Saint-Germain, autor de um dos gols da vitória francesa.
Além dos bastidores, o camisa 10 fez um desabafo sobre a pressão enfrentada por atletas no país.
"É um preço ser jogador, é difícil, porque no Brasil é muito massacrante. A galera te massacra demais. Eles não entendem que você é uma pessoa normal. Tudo certo: é f...; sou grato para c..., mas eu trabalhei para isso, mas eu sou um ser humano", declarou.
"Tenho os mesmos sentimentos que você, eu também sofro, eu sinto dor, acordo de mau humor, eu choro, fico p..., fico feliz, normal. Por que não posso fazer as coisas normais?", continuou.
Durante as 48 horas de folga, o jogador também manteve compromissos profissionais, incluindo uma reunião de desempenho com o preparador físico Ricardo Rosa, responsável pelo acompanhamento individual do atleta em conjunto com o Santos Futebol Clube, além de agenda com representantes de patrocinadores.
No conteúdo divulgado, Neymar comentou ainda sobre a condição física em partidas recentes. O atacante revelou preocupação com possíveis problemas musculares no clássico contra o Sport Club Corinthians Paulista, disputado semanas atrás.
"Um jogo que me senti muito bem foi contra o Vasco, foi um jogo que não senti dor nenhuma. Contra o Corinthians, eu já estava com um certo receio de posteriores. Contra o Inter, estava um pouco mais solto, com um pouco mais de confiança para correr, arrancar", afirmou.
O registro termina com o jogador em sessão de recuperação muscular ao lado de amigos, enquanto assistia à derrota da Seleção Brasileira para a França, em amistoso realizado na última quinta-feira (26).
O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho anunciou a criação de sua própria gravadora, a Tu Música, ampliando sua atuação no setor de entretenimento. A iniciativa foi divulgada nesta segunda-feira (30), em reportagem da Billboard.
O projeto conta com a participação de Roberto de Assis, além de profissionais do mercado musical como Roni Maltz Bin e Allan Jesus. A sede da gravadora será em Miami, com foco inicial no desenvolvimento de artistas da América Latina e na conexão com outros mercados internacionais.
O primeiro projeto do selo já está definido: um álbum temático inspirado na Copa do Mundo, reunindo músicos de diferentes países. A proposta é promover diversidade cultural e ampliar oportunidades para novos talentos.
“A música sempre foi uma parte importante da minha vida. Ela esteve comigo nos momentos mais importantes, dentro e fora de campo”, afirmou Ronaldinho em comunicado. “Agora quero levar essa energia para todos os lugares, conectando culturas e criando oportunidades para artistas de qualquer lugar", disse o craque.
A partir da próxima segunda-feira (6), artistas e compositores poderão submeter suas produções para seleção. As faixas escolhidas integrarão o primeiro lançamento oficial da gravadora.
A realização da Copa do Mundo de 2026 marca uma inflexão histórica para o Canadá. Inserido em um modelo inédito de sede tripla ao lado de Estados Unidos e México, o país deixa de ocupar uma posição periférica no cenário do futebol internacional para assumir, ainda que de forma parcial, o protagonismo na organização do maior evento esportivo do planeta.
Se por um lado a centralidade operacional da competição estará concentrada majoritariamente nos Estados Unidos, o papel canadense extrapola o número reduzido de jogos. Trata-se de uma inserção estratégica que dialoga com o crescimento recente do futebol no país e com uma política esportiva que, nos últimos anos, passou a investir de forma mais consistente na modalidade.
A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções, em um total de 104 partidas organizadas pela FIFA, distribuídas entre 11 de junho e 19 de julho. Dentro desse novo desenho, o Canadá funcionará como um dos polos regionais da fase inicial, recebendo partidas da fase de grupos e contribuindo para a lógica de regionalização logística adotada pela entidade.
Cabeça de chave do Grupo B da Copa do Mundo, a seleção canadense enfrentará Catar, Suíça e o vencedor do Grupo A da repescagem europeia. Itália e Bósnia decidem, na próxima terça-feira (31), às 15h45, a última vaga do grupo liderado pelo Canadá no Mundial.
Ao contrário de países que precisaram construir ou reformular amplamente sua infraestrutura em edições anteriores, o Canadá optou por um modelo de adaptação. A escolha reflete tanto a racionalização de custos quanto a existência de arenas multiuso capazes de atender às exigências do torneio com intervenções pontuais.
Duas cidades foram confirmadas como sedes: Toronto e Vancouver. No centro do projeto está o estádio BMO Field, que passará por expansão temporária para ampliar sua capacidade e adequação aos padrões internacionais, e o BC Place, uma arena coberta que já opera dentro de parâmetros próximos aos exigidos pela Fifa. Ambas representam não apenas a capacidade estrutural do país, mas também sua distribuição geográfica estratégica — uma na porção leste e outra na costa oeste.

Cidade de Vancouver | Foto: Reprodução
Essa configuração permite ao Canadá integrar o modelo logístico do torneio, que prevê grupos regionalizados para minimizar deslocamentos entre países e fusos horários. A medida é considerada central diante da dimensão continental da Copa e da necessidade de equilibrar desempenho esportivo com eficiência operacional.
ORGANIZAÇÃO E DESAFIOS LOGÍSTICOS
A preparação canadense envolve uma articulação multiescalar entre governo federal, províncias e administrações municipais. Diferentemente de outras edições em que o foco recai sobre construção de estádios, o principal desafio está na coordenação de fluxos: entrada de turistas, controle de fronteiras, mobilidade urbana e integração com os sistemas dos países vizinhos.
A realização de jogos em um país com clima e características geográficas distintas também entra no radar. Embora o torneio ocorra no verão do hemisfério norte, fatores como variações de temperatura e condições específicas de cada cidade-sede são considerados no planejamento.
Outro ponto central é a circulação internacional em um torneio compartilhado. A necessidade de deslocamento entre Canadá, Estados Unidos e México impõe desafios inéditos em termos de padronização de vistos, segurança e controle migratório. A expectativa é que haja acordos específicos para facilitar a mobilidade de torcedores e delegações durante a competição.
CONTEXTO INTERNACIONAL
O Canadá chega ao Mundial inserido em um ambiente geopolítico relativamente estável, especialmente quando comparado a outros polos globais. A relação diplomática consolidada com Estados Unidos e México favorece a execução do torneio, reduzindo ruídos institucionais e permitindo maior previsibilidade na organização.
Ainda assim, o evento não está imune ao cenário internacional. Tensões geopolíticas, políticas migratórias globais e questões de segurança seguem como variáveis monitoradas por autoridades locais e pela Fifa. Em um torneio com circulação multinacional, qualquer instabilidade externa pode ter reflexos diretos na operação.
O posicionamento do Canadá como país historicamente aberto à imigração e ao multiculturalismo também influencia a expectativa em torno do evento. A Copa tende a reforçar essa imagem, ao mesmo tempo em que testa a capacidade do país de lidar com um aumento significativo no fluxo de visitantes.
FUTEBOL EM EXPANSÃO
A escolha do Canadá como uma das sedes não ocorre de forma isolada. Ela está diretamente relacionada ao crescimento do futebol no país ao longo das últimas décadas. A presença de clubes canadenses na Major League Soccer — como Toronto FC, Vancouver Whitecaps e CF Montréal — ajudou a consolidar uma base de torcedores e a ampliar a visibilidade do esporte.
Paralelamente, a criação da Canadian Premier League, em 2019, representou um passo na estruturação de um ecossistema doméstico mais sólido. A liga nacional passou a funcionar como plataforma de desenvolvimento de atletas e fortalecimento da identidade futebolística local.
Esse movimento se reflete também nas seleções nacionais, que vêm apresentando evolução consistente, especialmente no masculino, após décadas de pouca relevância no cenário internacional.
SELEÇÃO DO CANADÁ
A Copa de 2026 será a primeira disputada pelo Canadá como país-sede e representa uma oportunidade de consolidação esportiva. Após retornar ao Mundial em 2022 depois de um longo período de ausência, a equipe entra no próximo ciclo com maior rodagem internacional e uma geração considerada a mais qualificada de sua história.
O principal nome segue sendo Alphonso Davies, jogador do Bayern de Munique, cuja capacidade de atuar em diferentes funções pelo lado esquerdo o torna peça central no modelo de jogo. Ao seu lado, o ataque conta com Jonathan David, da Juventus, responsável pela referência ofensiva e presença na área.
O meio-campo tem em Stephen Eustáquio, do Porto, um dos principais organizadores, enquanto Tajon Buchanan oferece profundidade e velocidade pelos corredores. Na defesa, nomes como Alistair Johnston e Moïse Bombito compõem a base de um sistema que ainda busca maior consistência contra adversários de alto nível.

Titulares da seleção canadense | Foto: Reprodução/Instagram (@canmnt)
A equipe canadense tem como características a intensidade física, o jogo vertical e a exploração dos lados do campo. O desafio para a comissão técnica está em equilibrar essa proposta com maior controle de posse e solidez defensiva, especialmente diante de seleções mais experientes.
A definição do elenco final seguirá até a véspera do torneio, com amistosos e competições continentais funcionando como laboratório. A lista contará com 26 jogadores, e o fator casa surge como um possível diferencial competitivo.
Com participação mais discreta no aspecto estrutural, mas em ascensão no campo esportivo, o Canadá chega à Copa do Mundo de 2026 como um dos símbolos de expansão do futebol global. Entre a consolidação interna e a exposição internacional, o país transforma o torneio em um marco de transição — de coadjuvante histórico a protagonista emergente no cenário do futebol.
A derrota da Seleção Brasileira para a França por 2 a 1, em amistoso disputado nesta quinta-feira (26), no Gillette Stadium, em Boston, foi analisada com tranquilidade pelo técnico Carlo Ancelotti. O treinador reconheceu dificuldades ao longo da partida, mas ressaltou a competitividade da equipe diante de um adversário de alto nível.
“Acho que o jogo de hoje deixa muito claro para mim: podemos competir com as melhores equipes do mundo. Não tenho nenhuma dúvida. Olhando o jogo de hoje, jogamos contra uma equipe muito forte, de muita qualidade, competimos até o último minuto para tentar ganhar o jogo. Estou convencido que vamos brigar pela Copa do Mundo com toda a nossa energia”, declarou.
Ao ser questionado sobre as atuações de Raphinha e Vinícius Júnior, o técnico evitou críticas mais duras e valorizou o desempenho da dupla, mesmo sem grande destaque no placar.
“Para mim, não falta nada. Raphinha jogou bem, depois teve um problema no fim do primeiro tempo, tivemos que tirá-lo. Raphinha teve oportunidades, movimento bom sem bola. Vini é perigoso, pode não ter marcado, mas um atacante sempre pode marcar. O trabalho dos dois está bem feito”, afirmou.
Durante o jogo, torcedores presentes no estádio pediram a presença de Neymar, que não foi convocado pelo técnico Carlo Ancelotti na última lista anunciada. O treinador italiano, no entanto, preferiu valorizar os jogadores que estiveram em campo.
“Agora temos que falar dos que estavam aqui, que jogaram, que deram tudo, trabalharam muito e estou satisfeito. E depois vamos nos preparar para o próximo jogo contra a Croácia”, disse.
A equipe nacional volta a campo na próxima terça-feira (31), às 21h (de Brasília), quando enfrenta a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando, também em amistoso preparatório para a disputa da Copa do Mundo.
A seleção turca se garantiu na decisão do Grupo C da repescagem europeia da Copa do Mundo 2026. Nesta quinta-feira (26), a Turquia venceu a Romênia por 1 a 0 e deixou a semifinal para trás. Ferdi Kadioglu marcou o único gol da partida.
Jogando em casa, no Tupras Stadium, em Istambul, a Turquia não encontrou tantos espaços contra a Romênia e o primeiro tempo terminou em 0 a 0. Mas logo no início da segunda etapa, Arda Guler fez um belo cruzamento para Ferdi Kadioglu abrir o placar. Assim terminou, o tento do atacante garantiu a classificação para a final.
Agora a Turquia aguarda o vencedor de Eslováquia e Kosovo, confronto também disputado nesta quinta, às 16h45, e de onde sai o adversário dos turcos na final do Grupo C da repescagem. A decisão vai acontecer na próxima terça-feira (31), às 16h45.
A seleção de Marrocos incorporou seis novos atletas em um intervalo de apenas 13 dias, todos aptos a defender o país após mudança de nacionalidade esportiva. Os dados constam no sistema oficial da FIFA para transferência de elegibilidade entre seleções.
A movimentação integra um planejamento mais amplo da federação marroquina, que projeta não apenas a Copa do Mundo de 2026, mas também o Mundial de 2030, quando o país será um dos anfitriões. Como parte da estratégia, dirigentes intensificaram o mapeamento de jogadores com ascendência marroquina atuando no futebol europeu.
O levantamento concentrou-se principalmente em mercados como Espanha, França, Itália, Alemanha, Holanda e Bélgica. Entre os seis atletas recém-integrados, dois tinham passagem pelas categorias de base da Bélgica, enquanto outros quatro defendiam seleções jovens da Holanda.
Os jogadores que optaram por atuar por Marrocos são:
- Rayane Bounida (20 anos, Ajax)
- Saif Eddien Lazar (20 anos, Genk)
- Benjamin Khaderi (19 anos, PSV)
- Ayoub Ouarghi (18 anos, Feyenoord)
- Oualid Agougil (21 anos, Utrecht)
- Sami Bouhoudane (18 anos, PSV)
Além das recentes incorporações, a federação ainda trabalha para convencer outros nomes a aderirem ao projeto. Um dos principais alvos é o meia Thiago Pitarch, destaque das categorias de base do Real Madrid e recentemente convocado para a seleção sub-19 da Espanha. Outro jogador monitorado é o meio-campista Ayyoub Bouaddi, do Lille, que atualmente representa as seleções de base da França.
Marrocos será o primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026. As equipes se enfrentam pela rodada inicial do Grupo C, no dia 13 de junho, em Nova Jersey.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.