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Ex-presidente da Câmara de SP e outros 12 são indiciados por ligação com PCC no transporte público

Por Redação

Foto: Reprodução / g1

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite e outras 12 pessoas foram indiciados pela Polícia Civil por suspeita de integrar ou promover os interesses da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

Segundo a Folha, o relatório final da Operação Vectura Corrupta foi apresentado à Justiça nesta sexta-feira (6). A investigação apura a possível infiltração da organização criminosa em empresas de ônibus que operam na capital paulista e em outros municípios do estado.

 

No documento, a Polícia Civil também pediu a prisão preventiva dos 13 indiciados. A solicitação ainda aguarda análise da Justiça. Conforme os investigadores, há indícios de que empresas do transporte coletivo tenham sido controladas por integrantes do PCC após vencerem licitações.

 

A apuração também aponta suspeitas de corrupção de agentes públicos e financiamento de campanhas eleitorais em 2024. A polícia considera que Milton Leite seria o verdadeiro proprietário da Transwolff, empresa que operou linhas de ônibus na capital paulista e teve o contrato encerrado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) após suspeitas de ligação com a facção.

 

O ex-vereador está preso desde 18 de setembro, quando se apresentou à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. As suspeitas contra ele incluem menções ao seu nome em um áudio extraído de um celular apreendido e em depoimentos de policiais à Corregedoria da Polícia Militar.

 

Entre os outros indiciados estão empresários do setor de transportes, como Carla de Paula Muller e Paulo Korek. As defesas apresentaram posicionamentos distintos: os advogados de Carla afirmaram confiar na inocência da cliente, enquanto a defesa de Korek não respondeu aos contatos da reportagem.

 

Outro investigado é José Daniel Satilite, conhecido como Alemão, que está foragido. A quebra do sigilo de seu celular foi apontada como uma das principais fontes de informações da investigação.

 

Milton Leite nega qualquer relação com facções criminosas ou com a Transwolff, segundo manifestação anterior. A reportagem também procurou o advogado dele, mas não obteve resposta até a publicação.