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Ufba lidera no estado e ocupa 71ª posição em ranking latino-americano; Uesc, Uefs, Uneb Unifacs também são citadas

Por Ronne Oliveira

Foto montagem: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O novo levantamento QS University Rankings 2027 mapeou as melhores instituições de ensino superior da América Latina e do Caribe, abrangendo também o México e a América do Sul. A edição voltou a listar instituições da Bahia, com destaque para a Universidade Federal da Bahia (Ufba), que se manteve no Top 100 continental ao alcançar a 71ª colocação geral (56ª na América do Sul).

 

Além da Ufba, o ranking internacional classificou outras instituições baianas: a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), na faixa de 171ª a 180ª; a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), entre a 251ª e a 300ª posição; a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), na faixa de 301ª a 350ª; e a Universidade Salvador (Unifacs), classificada na posição 401+.

 

Entrada da Uneb no bairro do Cabula, em Salvador. | Foto: Reprodução / Google Street View

 

Por outro lado, instituições baianas que já haviam pontuado em posições em edições anteriores, como a Universidade Católica do Salvador (UCSal), a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), não pontuaram na avaliação atual.

 

No panorama nacional, a liderança seguiu com a Universidade de São Paulo (USP), classificada como a melhor instituição do país e a segunda melhor de toda a América Latina. No comparativo regional do Nordeste, a Ufba não obteve o primeiro lugar, sendo superada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que ocupou a 61ª posição, e pela Universidade Federal do Ceará (UFC), na 67ª colocação continental.

 

E AS BAIANAS?

O levantamento detalhou as classificações regionais e as pontuações registradas por critério de avaliação para cada instituição do estado:

• Ufba (71ª na América Latina e Caribe / 56ª na América do Sul): A maior da Bahia registrou pontuação geral de 56,2 na nota global. Ficou com 95,7 em Impacto Web, 95,5 em Rede Internacional de Pesquisa, 93,7 em Doutores no Corpo Docente e 74,9 em Artigos por Docente. Obteve ainda 52,2 em Reputação Acadêmica, 38,1 em Citações por Artigo, 24,3 na Razão Docente/Estudante e 19,4 em Reputação do Empregador.
 

• Uesc (Faixa 171-180 na América Latina e Caribe / 138ª na América do Sul): A instituição sediada em Ilhéus conta com 5.359 alunos e teve como pontos fortes o percentual de doutores no corpo docente (94,5), a razão docente/estudante (82,5), a rede internacional de pesquisa (61,5) e os artigos por docente (60,1). Registrou ainda 39,4 em Citações por Artigo e 2,2 em Reputação Acadêmica.
 

• Uefs (Faixa 251-300 na América Latina e Caribe / 198ª na América do Sul): A universidade sediada em Feira de Santana soma 8.656 estudantes e obteve 77,6 em Doutores no Corpo Docente, 72,5 na Razão Docente/Estudante, 34,1 em Rede Internacional de Pesquisa, 32,3 em Artigos por Docente, 26,1 em Citações por Artigo e 4,8 em Reputação Acadêmica.
 

• Uneb (Faixa 301-350 na América Latina e Caribe / 243ª na América do Sul): Maior universidade estadual em número de discentes (27.848 alunos), pontuou com 50,5 na Razão Docente/Estudante, 37,4 em Doutores no Corpo Docente, 34,2 em Rede Internacional de Pesquisa, 8,5 em Reputação Acadêmica, 8,1 em Artigos por Docente, 7,6 em Citações por Artigo e 6,7 em Reputação do Empregador.
 

• Unifacs (Faixa 401+ na América Latina e Caribe / 316ª na América do Sul): Com 24.044 estudantes, a única instituição privada baiana na lista com 53,0 em Citações por Artigo e 20,6 em Impacto Web, registrando também 20,0 em Doutores no Corpo Docente, 12,4 em Artigos por Docente, 9,6 em Rede Internacional de Pesquisa, 4,1 em Reputação do Empregador e 3,0 na Razão Docente/Estudante.

 

ENTENDA A METODOLOGIA 

A avaliação promovida pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS) baseia-se em métricas organizadas em cinco pilares estruturantes, revisadas anualmente:
 

• Pesquisa e Descoberta (50% do peso total): Examina a relevância e o volume acadêmico por meio da Reputação Acadêmica (30%), calculada a partir de consulta global a especialistas, e de Citações por Docente (20%), que mede a repercussão do trabalho científico de cada universidade.

• Empregabilidade e Resultados (20%): Mede a inserção de egressos no mercado profissional, integrando a Reputação do Empregador (15%), apurada com contratantes em nível mundial, e os Resultados de Emprego (5%), que avaliam o impacto profissional e social dos graduados.
 

• Engajamento Global (15%): Mede o nível de internacionalização das universidades. Avalia a Rede Internacional de Pesquisa (5%), a Proporção de Docentes Internacionais (5%) e a Proporção e Diversidade de Estudantes Internacionais (5%).
 

• Experiência de Aprendizagem (10%): Mensurada pela Relação Docente/Estudante (10%), que afere o suporte acadêmico e a proporção de professores dedicados ao ensino por número de alunos.
 

• Sustentabilidade (5%): Avalia o alinhamento da instituição com práticas de gestão sustentável, diversidade, governança e pesquisas voltadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.