"Tem que ser possível", diz Maria Marighella sobre 'vira voto' para Lula e destaca combate à abstenção na Bahia
Por Daniel Araújo
A deputada federal eleita Maria Marighella (PT) demonstrou confiança quanto à possibilidade de "virar votos" a favor do presidente Lula no segundo turno das eleições. Em entrevista concedida nesta terça-feira (13) ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, ela analisou o cenário eleitoral e detalhou os focos da campanha nesta reta final, destacando que as ruas já pedem o movimento de virada.
Questionada sobre a viabilidade de convencer eleitores em um país marcado pela polarização absoluta, Marighella afirmou que o feito é perfeitamente possível, principalmente porque a diferença de votos entre o primeiro e o segundo colocado foi "minúscula" (aproximadamente 2% dos votos). Segundo a petista, o presidente Lula é uma figura política marcada por criar fatos inéditos no Brasil, e uma virada nestas condições representaria mais um "feito histórico" em sua trajetória.
Para a deputada eleita, o principal gargalo a ser superado pela campanha é a alta taxa de abstenção, que ela classificou como "gigante". Marighella apontou que muitos eleitores deixaram de comparecer às urnas por falta de condições reais de deslocamento e cobrou fortemente a garantia de transporte público gratuito. Durante a entrevista, ela fez um apelo direto ao prefeito de Salvador, Bruno Reis, para que assegure 100% da frota nas ruas e o passe livre.
Além da questão estrutural do transporte, Marighella destacou que a dinâmica de votação do segundo turno ajudará a diminuir a abstenção. Ela lembrou que, no primeiro turno, a necessidade de votar em seis cargos gera filas que desmotivaram muitos eleitores. Com a votação reduzida a apenas um ou dois cargos neste segundo turno, o processo será mais ágil e confortável para a população.
"A gente vai ficar na rua, é debater com a turma, ocupar as ruas, falar do que está em jogo e garantir as condições objetivas para que o eleitorado chegue à urna", concluiu a deputada.
Confira a entrevista completa:
