Justiça concede liberdade a PM investigada pela morte do comerciante 'Léo Lanches' em Salvador
Por Victor Hernandes / Lizzy Maria
A Justiça concedeu liberdade à soldado da Polícia Militar investigada pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches. A soltura da agente Valdilene Nonato Santos França ocorreu após o término do prazo de 60 dias do inquérito policial e foi confirmada à reportagem pela esposa da vítima.
A policial estava presa preventivamente desde o dia 4 de agosto, cumprindo custódia em uma unidade prisional militar, e agora responderá ao processo em liberdade. A decisão judicial determinou uma série de medidas cautelares rigorosas, como a suspensão do exercício da função pública pelo prazo inicial de 180 dias, a proibição de se aproximar ou manter contato com familiares e testemunhas, e a restrição de frequentar a localidade de Lessa Ribeiro, no bairro de São Cristóvão, onde ocorreu o crime.
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 23 de julho, durante uma operação da 49ª CIPM na localidade de Lessa Ribeiro. Leonardo foi atingido por um tiro na região da cabeça e, apesar de ter sido socorrido e levado ao hospital, não resistiu aos ferimentos. A ação causou forte comoção e levou moradores da comunidade a realizarem manifestações em protesto.
As investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) contaram com análise de depoimentos, imagens das câmeras corporais dos agentes e laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT). O exame pericial confirmou que o disparo fatal partiu da arma de fogo utilizada pela soldado.
Leonardo era casado, pai de três filhos e tinha inaugurado seu próprio estabelecimento comercial apenas quatro dias antes de ser morto. Além do processo criminal na Justiça, a Polícia Militar mantém um procedimento administrativo para apurar a conduta e as responsabilidades disciplinares dos policiais envolvidos.
