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leo lanches
Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, o Juiz da Vara de Auditoria Militar, Paulo Roberto de Oliveira, avaliou positivamente a implementação de câmeras corporais nos uniformes dos policiais militares do estado da Bahia. O magistrado ressaltou que, embora o uso do equipamento ainda esteja em uma fase embrionária e enfrente desafios técnicos, como falhas de funcionamento, a tecnologia já tem se mostrado decisiva na Justiça Militar.
Como exemplo da eficácia do sistema, o juiz relatou que a Justiça Militar Estadual já proferiu uma condenação, referente a um caso ocorrido em Salvador, onde as imagens capturadas pelas câmeras corporais foram fundamentais. "As câmeras corporais foram super importantes para o desfecho da ação penal militar", afirmou Oliveira.
Ele pontuou ainda que as imagens forneceram a prova necessária sobre a ocorrência do fato, sendo essenciais para a análise do caso, que atualmente encontra-se em grau de recurso.
O magistrado não citou o caso mas no dia 04 de agosto, uma policial militar foi presa por suspeita de matar o comerciante Léo Lanches em Salvador, e a análise das câmeras corporais foi importante para a prisão.
A fala do juiz integra o debate atual sobre a transparência nas abordagens policiais e o uso da tecnologia como mecanismo de proteção tanto para a população quanto para os próprios agentes de segurança.
Para conferir a entrevista completa:
Uma soldada da Polícia Militar investigada pelo homicídio do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, de 33 anos, foi presa nesta terça-feira (4) no bairro da Pituba, em Salvador. O crime ocorreu no dia 23 de julho, durante uma intervenção policial no bairro de São Cristóvão.
A ordem de prisão preventiva foi cumprida em uma ação integrada conduzida por equipes da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar. O caso gerou forte reação dos moradores da comunidade com uma manifestação.
Segundo o apurado nas investigações, um laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou que o tiro que atingiu e vitimou o comerciante partiu da arma de fogo utilizada pela policial militar.
Após ser detida, a suspeita foi encaminhada à sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para adoção das medidas cartorárias e, em seguida, transferida para uma unidade prisional militar, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
INQUÉRITO ABERTO
O inquérito policial foi instaurado pela 1ª DH/Atlântico após a notificação do fato. Ao longo das diligências, os investigadores colheram depoimentos de testemunhas, analisaram as gravações das câmeras corporais acopladas aos uniformes dos agentes envolvidos e requisitaram perícias complementares para determinar a dinâmica do confronto e a autoria dos disparos.
Leonardo Gil Lima foi atingido na região da cabeça durante a operação da PM em São Cristóvão. Segundo os relatos de moradores da localidade, policiais militares teriam chegado efetuando disparos de arma de fogo. A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Geral Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.
Na data da ocorrência, a Polícia Militar informou que guarnições da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) realizavam patrulhamento em uma área com histórico de conflitos entre grupos criminosos rivais e que teriam encontrado o homem ferido no local.
A vítima era casada, pai de três filhos e havia inaugurado seu próprio estabelecimento comercial quatro dias antes do ocorrido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.