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leo lanches
A Justiça concedeu liberdade à soldado da Polícia Militar investigada pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches. A soltura da agente Valdilene Nonato Santos França ocorreu após o término do prazo de 60 dias do inquérito policial e foi confirmada à reportagem pela esposa da vítima.
A policial estava presa preventivamente desde o dia 4 de agosto, cumprindo custódia em uma unidade prisional militar, e agora responderá ao processo em liberdade. A decisão judicial determinou uma série de medidas cautelares rigorosas, como a suspensão do exercício da função pública pelo prazo inicial de 180 dias, a proibição de se aproximar ou manter contato com familiares e testemunhas, e a restrição de frequentar a localidade de Lessa Ribeiro, no bairro de São Cristóvão, onde ocorreu o crime.
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 23 de julho, durante uma operação da 49ª CIPM na localidade de Lessa Ribeiro. Leonardo foi atingido por um tiro na região da cabeça e, apesar de ter sido socorrido e levado ao hospital, não resistiu aos ferimentos. A ação causou forte comoção e levou moradores da comunidade a realizarem manifestações em protesto.
As investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) contaram com análise de depoimentos, imagens das câmeras corporais dos agentes e laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT). O exame pericial confirmou que o disparo fatal partiu da arma de fogo utilizada pela soldado.
Leonardo era casado, pai de três filhos e tinha inaugurado seu próprio estabelecimento comercial apenas quatro dias antes de ser morto. Além do processo criminal na Justiça, a Polícia Militar mantém um procedimento administrativo para apurar a conduta e as responsabilidades disciplinares dos policiais envolvidos.
Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, o Juiz da Vara de Auditoria Militar, Paulo Roberto de Oliveira, avaliou positivamente a implementação de câmeras corporais nos uniformes dos policiais militares do estado da Bahia. O magistrado ressaltou que, embora o uso do equipamento ainda esteja em uma fase embrionária e enfrente desafios técnicos, como falhas de funcionamento, a tecnologia já tem se mostrado decisiva na Justiça Militar.
Como exemplo da eficácia do sistema, o juiz relatou que a Justiça Militar Estadual já proferiu uma condenação, referente a um caso ocorrido em Salvador, onde as imagens capturadas pelas câmeras corporais foram fundamentais. "As câmeras corporais foram super importantes para o desfecho da ação penal militar", afirmou Oliveira.
Ele pontuou ainda que as imagens forneceram a prova necessária sobre a ocorrência do fato, sendo essenciais para a análise do caso, que atualmente encontra-se em grau de recurso.
O magistrado não citou o caso mas no dia 04 de agosto, uma policial militar foi presa por suspeita de matar o comerciante Léo Lanches em Salvador, e a análise das câmeras corporais foi importante para a prisão.
A fala do juiz integra o debate atual sobre a transparência nas abordagens policiais e o uso da tecnologia como mecanismo de proteção tanto para a população quanto para os próprios agentes de segurança.
Para conferir a entrevista completa:
Uma soldada da Polícia Militar investigada pelo homicídio do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, de 33 anos, foi presa nesta terça-feira (4) no bairro da Pituba, em Salvador. O crime ocorreu no dia 23 de julho, durante uma intervenção policial no bairro de São Cristóvão.
A ordem de prisão preventiva foi cumprida em uma ação integrada conduzida por equipes da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar. O caso gerou forte reação dos moradores da comunidade com uma manifestação.
Segundo o apurado nas investigações, um laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou que o tiro que atingiu e vitimou o comerciante partiu da arma de fogo utilizada pela policial militar.
Após ser detida, a suspeita foi encaminhada à sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para adoção das medidas cartorárias e, em seguida, transferida para uma unidade prisional militar, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
INQUÉRITO ABERTO
O inquérito policial foi instaurado pela 1ª DH/Atlântico após a notificação do fato. Ao longo das diligências, os investigadores colheram depoimentos de testemunhas, analisaram as gravações das câmeras corporais acopladas aos uniformes dos agentes envolvidos e requisitaram perícias complementares para determinar a dinâmica do confronto e a autoria dos disparos.
Leonardo Gil Lima foi atingido na região da cabeça durante a operação da PM em São Cristóvão. Segundo os relatos de moradores da localidade, policiais militares teriam chegado efetuando disparos de arma de fogo. A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Geral Menandro de Faria, mas não resistiu aos ferimentos.
Na data da ocorrência, a Polícia Militar informou que guarnições da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) realizavam patrulhamento em uma área com histórico de conflitos entre grupos criminosos rivais e que teriam encontrado o homem ferido no local.
A vítima era casada, pai de três filhos e havia inaugurado seu próprio estabelecimento comercial quatro dias antes do ocorrido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.