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Derrota de Matheus de Geraldinho expõe enfraquecimento de Geraldo Júnior

Por Redação

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O revés nas urnas do deputado estadual Matheus Ferreira (MDB), que não conseguiu renovar seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) nas eleições deste domingo (4), consolidou os sinais de enfraquecimento do capital político do vice-governador reeleito, Geraldo Júnior (MDB). Com 41.855 votos, Matheus terminou apenas na quarta colocação entre os candidatos da sigla, ficando de fora da nova composição da Casa.

 

A derrota ocorre a despeito da manutenção da estratégia utilizada em 2022, quando o parlamentar adotou a alcunha "Matheus de Geraldinho" para vincular sua candidatura à imagem e ao eleitorado do pai. O resultado nas urnas agrava a sequência de desgastes eleitorais de Geraldo Júnior, que já havia registrado um desempenho abaixo das expectativas em 2024, quando amargou o terceiro lugar na disputa pela Prefeitura de Salvador, com apenas 10,33% dos votos válidos.

 

No balanço interno do MDB para a Alba, Matheus ficou atrás de Bete de Zé de Agdônio (44.723 votos, também não eleita) e dos eleitos Carlinhos Sobral (73.274 votos) e Rogério Andrade, que renovou o mandato com 93.451 votos.

 

O saldo das urnas também foi amargo para a legenda na disputa pela Câmara dos Deputados. O MDB baiano conseguiu eleger apenas um representante: Ricardo Maia, reeleito com 147.981 votos. Nomes como o de Jayme Vieira Lima — ex-presidente da Cerb e primo do ex-ministro Geddel Vieira Lima —, ficaram de fora do Congresso Nacional mesmo após alcançarem a expressiva marca de mais de 115 mil votos.

 

O encolhimento da legenda foi sentido e verbalizado pela cúpula partidária. Durante o acompanhamento da apuração no Palácio de Ondina, Geddel Vieira Lima lamentou publicamente o desempenho das bancadas estadual e federal do MDB, admitindo uma quebra de expectativas e classificando o tamanho da bancada eleita como “menor do que o esperado”.