Bahia tem 15 candidatos com contas rejeitadas ou irregulares nos tribunais de contas e que disputam as eleições de 2026; confira os nomes
Por Mauricio Leiro / Eduarda Pinto / Ronne Oliveira
Um levantamento revelado pela Fiquem Sabendo, realizado a partir do cruzamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com informações do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) e do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), identificou 15 candidatos baianos registrados para disputar as eleições de 2026 que possuem apontamentos nas cortes de contas baianas.
A relação reúne ex-prefeitos, ex-gestores públicos e ordenadores de despesas que tiveram pareceres desfavoráveis ou contas julgadas irregulares pelos órgãos de controle. Os nomes concorrem a cargos de deputado estadual, deputado federal e suplências.
Candidatos com apontamentos no TCM-BA:
- Silva Neto (Avante), candidato a deputado estadual — 4 registros;
- Elinaldo (União), candidato a deputado estadual — 1 registro;
- Carlinhos Sobral (MDB), candidato a deputado estadual — 1 registro;
- Charles Fernandes (PSD), candidato a deputado federal — 1 registro;
- Elmo Vaz (Avante), candidato a deputado federal — 1 registro;
- Juscelino de Irará (União), candidato a deputado estadual — 3 registros;
- Jusmari Oliveira (PSD), candidata a deputada estadual — 1 registro;
- Binho de Mota (PSDB), candidato a deputado estadual — 2 registros;
- Marcone Amaral (PSD), candidato a deputado estadual — 3 registros;
- Marão (Avante), candidato a deputado estadual — 3 registros;
- Moema Gramacho (MDB), candidata a deputada federal — 1 registro;
- Rodrigo Hagge (PSDB), 2º suplente — 3 registros.
Candidatos com apontamentos no TCE-BA:
- Cleiton Lin (PDT), candidato a deputado federal — 1 registro;
- Edvaldo Brito (PSD), 1º suplente — 1 registro;
- Joseildo (PT), candidato a deputado federal — 1 registro;
- Marão (Avante), candidato a deputado estadual — 1 registro.
O levantamento utilizou o CPF dos candidatos para cruzar os dados dos tribunais com os registros do TSE, evitando divergências causadas por homônimos. A inclusão nas listas dos tribunais de contas não implica inelegibilidade automática. A análise sobre a regularidade das candidaturas cabe à Justiça Eleitoral, que avalia cada caso individualmente.
Além disso, decisões dos órgãos de controle podem ser alvo de recursos administrativos ou questionamentos judiciais, o que pode modificar seus efeitos ao longo da tramitação dos processos.
