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VÍDEO: Werner se emociona ao relembrar morte de amigo PF em operação na Bahia: "Um dos momentos mais difíceis"

Por Lucas Vieira

Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, apontou a morte do policial federal Lucas Monteiro Caribe como o momento mais difícil de sua gestão à frente da pasta. O relato foi feito no décimo episódio do podcast Voz Própria, podcast do Bahia Notícias apresentado por Keila Xavier e Jordan Dafner, nesta quarta-feira (2). 

 

Caribe morreu em setembro de 2023, durante um confronto com integrantes de uma facção criminosa na Operação Fauda, no bairro de Valéria, em Salvador. Na ocasião, outros dois policiais ficaram feridos. Werner contou que tinha uma relação próxima com o agente, com quem havia se formado e trabalhado anteriormente.

 

Segundo o secretário, os dois chegaram a passar dois meses juntos durante a preparação para integrar um grupo de intervenção. “Um dos momentos mais difíceis da gestão, e aí não só da gestão, mas eu acho que enquanto profissional e de forma pessoal muito particular, foi a perda de um amigo e irmão, policial federal, em setembro de 2023”, afirmou.

 

Ao lembrar do episódio, Werner se emocionou e destacou os riscos enfrentados por profissionais da segurança. “Quando escolhe ser policial, a gente sabe que é mesmo como sabe que fez a própria vida. E a gente se prepara”, declarou.

 

O secretário também associou aquele período ao aumento dos confrontos entre organizações criminosas na Bahia. Conforme o relato, facções locais passaram a se associar a grupos do Sudeste, incorporando novas estratégias, armamentos e maior nível de violência. “Foi um ano muito atípico”, avaliou Werner.

 

Ele afirmou que as forças de segurança conseguiram reagir ao cenário com prisões e ações contra integrantes das organizações, além de reduzir os conflitos entre grupos rivais. Apesar dos avanços apontados, o titular da SSP-BA afirmou que a perda de colegas e outros episódios marcantes continuam sendo situações difíceis ao longo da carreira. “Esse foi um momento como posso dizer, dessa minha gestão mais marcante, porque teve também, acima de tudo, um vínculo pessoal”, disse.

 

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