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O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.
O caso foi parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional e possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Em publicação oficial, Roma afirmou:
"Minha posição é a mesma de sempre: toda irregularidade deve ser apurada com seriedade, respeito ao devido processo legal e punição aos responsáveis. A lei não pode ter lado político. A Bahia merece verdade, transparência e respeito", diz o pré-candidato.
O ex-ministro do governo Bolsonaro também relacionou o episódio ao cenário político estadual e fez críticas à gestão petista na Bahia: "Em 2026, os baianos terão a oportunidade de decidir os rumos do nosso estado. Escolham com consciência. O futuro da Bahia está nas mãos de vocês. São 20 anos de PT na Bahia desse mesmo jeito", diz.
Roma reforçou o discurso de mudança política: "A Bahia cansou. O eleitor tem chance real de escolher representantes dignos, tanto para o Senado quanto para o governo. O futuro está na mão de vocês".
Foto: Moreira Mariz / Agência Senado
SENADOR NO MASTER
A operação contra Jaques Wagner (PT) ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao chamado Caso Banco Master. Para a Polícia Federal, há apurações sobre uma possível relação entre agentes públicos e integrantes do grupo empresarial ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, Wagner teria feito lobby em favor do banco Master.
Wagner nega irregularidades e afirma que não recebeu vantagens indevidas. Segundo as decisões judiciais divulgadas pela imprensa nacional, os investigadores apuram supostos benefícios que teriam sido destinados ao senador e pessoas próximas a ele.
O STF autorizou as buscas com base em elementos considerados suficientes para aprofundar as investigações, ressaltando que a medida não representa condenação nem oferecimento de denúncia.
A repercussão do caso alcança diferentes setores da política nacional. Reportagens publicadas nos últimos meses apontaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) também teve seu nome mencionado em desdobramentos das investigações envolvendo Daniel Vorcaro, assim como o senador Ciro Nogueira (PP), que nega qualquer irregularidade.
A operação contra um dos principais líderes do PT no Congresso adiciona novos elementos ao debate político nacional e estadual, especialmente diante das articulações para as eleições de 2026. Aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jaques Wagner é uma das figuras centrais do grupo político que governa a Bahia.
LEIA TAMBÉM:
- VÍDEO: Após ser alvo da PF, Wagner nega propina do Master e explica dólares e apartamento no Horto Florestal;
- Opinião: Wagner se explica e se complica nas relações pouco apropriadas com Augusto Lima e o caso Master;
- PT da Bahia sai em defesa de Jaques Wagner após operação da PF e diz confiar na conduta do senador.
O vice-líder petista no Senado Federal também pede afastamento de Wagner: "Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas", escreve o mineiro Rogério Correia.
Confira abaixo:
O presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não seria diferente.
— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 18, 2026
Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua…
Depois de ter apresentado explicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre suas relações com o Banco Master e os sócios Daniel Vorcaro, que o levaram a ser alvo, nesta quinta-feira (18), de operação da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA) seguiu atuando normalmente como líder do governo. Em entrevista à Band News, Wagner disse que Lula se solidarizou com ele e que vai continuar na liderança do governo no Senado até segunda ordem.
“A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje, e eu acho muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim”, disse Jaques Wagner na entrevista.
Como líder, o senador Jaques Wagner protocolou, na noite desta quinta, um recurso ao projeto que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais. No documento, o líder do governo pede que o projeto seja apreciado e votado no plenário do Senado.
O projeto, aprovado em 10 de maio na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, foi analisado em caráter terminativo, e caso não recebesse recurso de algum senador, seguiria diretamente para a Câmara dos Deputados. A proposta que aumenta a remuneração mínima de médicos e cirurgiões-dentistas, é considerada pelo governo federal uma das “pautas-bombas” em análise pelo Congresso.
A equipe econômica do governo apresentou uma estimativa de impacto de R$ 47 bilhões ao ano para as contas públicas caso o projeto seja aprovado também pela Câmara. Além de elevar o piso salarial, a proposta também prevê um aumento de 20% para 50% no adicional por trabalho noturno e as horas extras e estabelece um intervalo obrigatório de dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho.
O prazo para recurso ao projeto vencia nesta quinta (18), e o senador Jaques Wagner apresentou seu recurso às 21h04 da noite. A partir do recurso apresentado por Jaques Wagner, a Mesa Diretora decidiu abrir prazo para recebimento de emendas, que serão analisadas posteriormente por um relator de plenário a ser escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A ação de Jaques Wagner como líder, na prática, retardou a tramitação do projeto tachado pelo governo como uma “pauta-bomba”. O projeto agora só deverá ter sua discussão retomada no início de julho, a depender de decisão do presidente do Senado.
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou solidariedade ao líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), alvo de operação da Polícia Federal devido às relações dele com o banco Master. Alcolumbre condenou a polarização política que leva políticos a serem condenados antes mesmo de serem julgados.
“Meu apoio, minha solidariedade integral a um colega senador da República. [...] Tenho a convicção de que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas. Um dia elas serão julgadas, é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, disse o presidente do Senado.
“Ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados. Isso é normal no Estado democrático de Direito, mas todos também têm que ter a presunção da inocência”, completou Alcolumbre.
As investigações da PF indicam que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master. O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a expedição dos mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar nesta quinta (18).
No documento oficial, a Polícia Federal aponta que os indícios da relação entre Wagner e o banco de Vorcaro foram divididos em três eixos, que vão desde o favorecimento financeiro por meio de propinas e presentes até a atuação parlamentar como líder do governo no Senado.
Davi Alcolumbre, na entrevista, disse respeitar o papel das instituições, mencionando a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça, “mas a gente precisa ter a compreensão de que esse mantra de que todo mundo é culpado até que se prove que é inocente está errado”.
O presidente do Senado disse ainda que o senador Jaques Wagner “é um colega, respeitado por todos, cuja trajetória política é admirada e que teve a legitimidade do voto popular”.
Na última terça (16), no plenário do Senado, após Alcolumbre se defender de acusações sobre envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro e negar que recebeu US$ 30 milhões em uma conta no exterior, Jaques Wagner manifestou sua solidariedade ao senador. Wagner disse que a revista Veja mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.
“Eu já desafiei vários a me mostrarem qual foi a investigação da Federal que encontrou algo sobre V. Exa., na medida em que foi citado agora, ou sobre o meu comportamento e o comportamento do ex-governador Rui Costa”, afirmou o senador Jaques Wagner no plenário.
Antes de divulgar a nota de solidariedade, Davi Alcolumbre havia cancelado a realização de uma sessão do Congresso Nacional, marcada para a manhã desta quinta (18). Segundo Alcolumbre, a sessão foi cancelada por falta de acordo entre as lideranças e uma nova sessão deve ser agendada em no máximo 15 dias, antes do início do recesso parlamentar.
A sessão desta quinta havia sido agendada para analisar dezenas de vetos presidenciais pendentes de apreciação, além de projetos de lei nos quais o Executivo pede ao Congresso autorização para destinar créditos adicionais a órgãos públicos no Orçamento de 2026.
Na sessão plenária do Senado na última terça-feira (16), o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), disse que processaria a revista Veja por fazer ilações a respeito de ligações dele e do PT da Bahia com o dono do Master, Daniel Vorcaro. O senador disse também que procuraria o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para saber se havia alguma acusação contra ele ou declaração de alguém que o envolvesse em atividades suspeitas.
A fala do líder do governo se deu em uma manifestação de solidariedade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Naquela mesma sessão, Alcolumbre negou informações divulgadas pela Veja de que teria recebido cerca de US$ 30 milhões de Vorcaro em uma conta no exterior. Jaques Wagner disse que a revista mentia e que se tratava de uma 'guerra de narrativas'.
“Do meu ponto de vista, meu advogado já está preparando a peça para processar, e eu quero saber a mesma verdade. Eu vou perguntar ao chefe da Polícia Federal, Dr. Andrei, se essa coisa pode chegar a alguém para me acusar, eu quero saber também para poder me defender”, afirmou o senador baiano.
No seu discurso na última terça, Jaques Wagner reiterou que não possuía qualquer vínculo com Daniel Vorcaro ou o Banco Master, e classificou as informações da revista como infundadas.
“Eu estou muito à vontade porque não tenho, como V. Exa. afirmou, nenhuma relação com ... Conheci esse senhor duas vezes, uma vez em Salvador e uma vez em São Paulo. Não tenho nenhuma relação com ele, não tenho nenhum negócio. Aliás, eu não tenho nem CNPJ, eu só tenho CPF - eu não tenho CNPJ. Então, eu quero me solidarizar com V. Exa. e antecipar que meu advogado já está preparando a peça para processar a revista”, reforçou o senador.
Jaques Wagner aproveitou ainda para criticar a forma como a delação premiada vem sendo utilizada dentro de um contexto de guerra política e voltada à difamação da classe política. Para o senador, há uma distorção no uso da delação, que, para ele, tem servido de instrumento para coerção e obtenção de elementos de acusação que posteriormente não se sustentam.
“Nós, acho, cometemos um erro, o Congresso Nacional. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas. Na verdade, foi com essa delação, sob coação psicológica, ou real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram [...] Lula à cadeia. Talvez, naquele momento, a gente não tenha se dado conta da violência”, explicou o senador Jaques Wagner.
Além do discurso, o líder do governo publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que a informação da revista Veja sobre ele seria mentirosa e que foi proveniente de uma delação que não se concretizou.
“A capa da Veja trata de uma delação inexistente, já negada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. A verdade sempre vencerá”, afirmou o senador do PT da Bahia, alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta (18) por relações suspeitas com o dono do Banco Master.
As investigações da Polícia Federal (PF) que embasaram a deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero indicam que o senador baiano Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de pautas relacionadas aos interesses do Banco Master.
O Bahia Notícias teve acesso à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que oficializou a liberação dos mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar nesta quinta-feira (18). No documento oficial, a Polícia Federal aponta que os indícios da relação entre Wagner e o banco de Vorcaro foram divididos em três eixos, que vão desde o favorecimento financeiro por meio de propinas e presentes até a atuação parlamentar como líder do governo no Senado.
No Legislativo, o petista teria atuado especificamente a favor do Master e de Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, em três momentos. O primeiro seria na apresentação da Emenda nº 30 à Medida Provisória 1.106/2022. A MP previa a ampliação da margem de crédito consignado para beneficiários da Previdência Social e autorizava a realização de empréstimos e financiamentos mediante crédito consignado para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada e de programas federais de transferência de renda.
O segundo episódio seria a pressão pela aprovação da "emenda Master", apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 65/2023, com repercussões sobre o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito, favorecendo as ações dos fundos do Banco Master. Por fim, a PF aponta que, em sua atuação parlamentar, Jaques Wagner teria exercido influência na fiscalização e controle da aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
No documento do STF, a Polícia Federal destaca que o senador baiano possuía um canal de interlocução direto com Augusto Lima para atualização sobre as notícias, as investigações, liquidação e estrutura do Banco Master. No texto, os investigadores narram que "a constância desse fluxo informacional sugere, em juízo preliminar, relação funcionalmente direcionada e não meramente social".
A Polícia Federal diz ainda que os diálogos entre ambos contavam com a "utilização de chamadas de voz, mensagens temporárias e comunicações de baixa rastreabilidade, circunstância que reforça, em juízo preliminar, o risco de perecimento ou ocultação de provas".
Esses indícios sustentaram o pedido formal para a realização de busca e apreensão nos endereços residenciais de Jaques Wagner e Augusto Lima, além dos endereços empresariais deste último. No caso do ex-governador da Bahia, o Supremo negou a atuação da polícia no seu gabinete no Congresso Nacional.
A Polícia Federal iniciou nesta quinta-feira (18/6), a Operação Lixiviação II, com o objetivo de combater a continuidade da exploração ilegal de ouro e a prática de lavagem de dinheiro na Bahia.
São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em endereços ligados aos investigados nos municípios baianos de Nordestina, Quijingue e em área rural de Cansanção, incluindo locais usados para extração, beneficiamento de ouro, residências e empresas vinculadas ao grupo investigado.
A investigação teve início após a abertura de um novo inquérito policial, que constatou que o principal investigado continuou realizando extração ilegal de ouro mesmo após operações anteriores, incluindo a Operação Lixiviação.
As apurações indicam que ele expandiu a atividade para novas áreas e passou a usar o processo químico de lixiviação com cianeto para o beneficiamento do minério. O cianeto é uma substância altamente tóxica e seu uso é controlado por órgãos governamentais.
Além disso, foram identificados indícios de lavagem de dinheiro.
A PF ressalta que o principal investigado estava foragido da Justiça em razão de mandado de prisão preventiva expedido em investigação anterior. O mandado foi cumprido em 9 de junho de 2026, reforçando os indícios de continuidade das atividades criminosas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, organização criminosa, posse de artefatos explosivos e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, para apurar a eventual participação de um agente público no esquema de irregularidades do Banco Master no sistema financeiro nacional.
Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.
Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a Operação Putridium Malum 7, em conjunto com a Receita Federal, visando o combate ao crime de descaminho e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de Salvador e Lauro de Freitas, na região metropolitana (RMS).
As medidas judiciais foram expedidas pela 17ª Vara da Justiça Federal nesta capital. A ação decorre de investigações sobre o comércio ilegal de diversos produtos eletrônicos. A investigação aponta que empresas do mesmo grupo funcionavam em espaços físicos com a venda de produtos eletrônicos introduzidos de forma clandestina no País, sem o pagamento dos tributos devidos.
Ficou constatado uma movimentação ilícita de cerca de R$ 6 milhões, entre os anos de 2022 e 2025. Participaram da operação 14 Policiais Federais e 4 Auditores da Receita Federal do Brasil.
Uma ameaça de bomba manteve um avião da Azul Linhas Aéreas em solo, no Aeroporto Internacional de Brasília, na noite desta terça-feira (16). Segundo informações do jornal Metrópoles, a Polícia Federal (PF) foi acionada e iniciou uma varredura no interior da aeronave, em busca do suposto artefato. Nenhum objeto foi encontrado na ocasião.
Não há informações sobre o que teria provocado a suspeita. Em nota, a Inframérica, concessionária responsável pela administração do terminal, confirmou a operação. “A Polícia Federal realizou, na noite desta terça-feira, um procedimento de verificação e inspeção em uma aeronave no Aeroporto de Brasília, seguindo protocolos operacionais de segurança aeroportuária. O Plano de Contingência da concessionária foi acionado, conforme prevê a regulação”, disse.
A concessionária completou dizendo que “a ação foi coordenada com os órgãos competentes e com a administração aeroportuária, sem registro de intercorrências ou impactos à operação e às atividades do aeroporto. A aeronave foi liberada para seguir viagem”, detalhou a Inframérica.
A Polícia Federal, com o apoio da Polícia Militar da Bahia e da Polícia Militar de Pernambuco, deflagrou nesta terça-feira (16/6), a Operação Farol da Caatinga, visando o tráfico ilícito de drogas, na cidade de Senhor do Bonfim/BA e região. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão (sendo quatro em Senhor do Bonfim/BA, um em Juazeiro/BA e um em Belém do São Francisco/PE), além do cumprimento de cinco mandados de prisão, dos quais quatro foram efetivamente cumpridos.
A operação teve início com a erradicação de plantio de maconha, em 2025, às margens da BR 407, localizada entre os municípios de Ponto Novo/BA e Filadélfia/BA, quando 90 mil pés de maconha foram erradicados e apreendidos aparelhos celulares, anotações e drogas, sendo um traficante preso em flagrante.
Com a análise do material, foram identificados outros coautores e partícipes, inclusive financiadores e gerentes de plantios ilícitos na região, cujas prisões preventivas foram deferidas pela Justiça Estadual da Bahia. Durante as buscas, foram apreendidos armas, drogas, valores e veículos, além da lavratura de dois autos de prisão em flagrante delito por posse ilegal de arma de fogo.
O nome da operação, “Farol da Caatinga”, faz referência ao local da erradicação do cultivo ilícito de maconha, às margens da BR 407, e a grande quantidade de comprimidos de “arrebites” apreendidos (mais de 8 mil comprimidos), usados por caminhoneiros, principalmente, e aos faróis dos caminhões, que iluminam a rodovia e a caatinga, trazendo a luz da Justiça para a região.
Em audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (9), o ministro da Justiça, Wellington Cesar Lima, assegurou que Luiz Philip Mourão, cúmplice de Daniel Vorcaro conhecido como Sicário, atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado.
Apesar de confirmar a ação de Luiz Philip, o ministro disse aos deputados que os detalhes sobre a morte dele têm “muitas facetas sigilosas” que devem ser destituídas de sigilo em breve.
“Não houve menor dúvida da natureza do evento (suicídio) com base em perícias. Não assisti ao vídeo, mas oficiais disseram que era inequívoco. A PF (Polícia Federal) apurou com todo rigor”, disse o ministro.
Conhecido pelo apelido “Sicário”, termo usado para designar um matador de aluguel, Luiz Phillipi Mourão era apontado pela polícia como um operador de perfil violento e ligado a fraudes financeiras. Preso na operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades bilionárias relacionadas ao Banco Master, Mourão morreu após tentar suicídio dentro da cela da Polícia Federal em Belo Horizonte, em 4 de março deste ano.
As investigações também o relacionam ao banqueiro Daniel Vorcaro e a um grupo que monitorava e intimidava adversários. Embora não tenha respondido formalmente por homicídios, Mourão já era conhecido das autoridades, pois tinha passagens por crimes como estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça.
Em outro momento da audiência pública, o ministro Wellington Cesar Lima e Silva revelou que o governo federal estuda a conversão de 138 presídios em unidades de segurança máxima. O ministro não deu detalhes sobre o trabalho de coordenação com as secretarias penitenciárias estaduais, e também não deu um prazo para conclusão dessa conversão.
“Vamos converter em presídios de segurança máxima dotando de equipamentos e tecnologia para tirar esses 138 presídios de estado precário. Nossa ideia original era fazer um novo por estado, seriam 27, até que tivemos o estímulo e o apoio para elevarmos”, afirmou Wellington.
O ministro da Justiça recebeu ainda diversos questionamentos de deputados de oposição sobre o papel da Polícia Federal na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), em abril deste ano, no estado da Flórida (EUA), pelo serviço de imigração americano. Ele foi condenado por tentativa de golpe e é foragido da Justiça brasileira.
Na sua fala, Wellington Lima e Silva negou que autoridades brasileiras teriam intercedido junto aos Estados Unidos pela prisão de Ramagem e citou um relatório da PF.
“Teria ocorrido uma comunicação ao nível da cooperação policial, uma comunicação informal entre diálogos entre os agentes da ICE [serviço de imigração] e o oficial de ligação, que teriam trocado informações sobre o cidadão brasileiro que acabou sendo alcançado pela providência”, afirmou.
O senador Ciro Nogueira utilizou um apartamento de alto padrão pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro em São Paulo após o fim do relacionamento com Flávia Rosalen. A informação foi divulgada pelo repórter Breno Pires, pela Revista Piauí, com base em mensagens obtidas pela Polícia Federal.
Segundo a publicação, em conversa de 2 de novembro de 2025, Ciro pediu para permanecer no imóvel por mais três ou quatro meses. No áudio enviado a Vorcaro, o senador afirmou que havia comprado um apartamento para a ex-companheira e aguardava a conclusão de obras no local para que ela pudesse se mudar e desocupar seu imóvel no Hotel Fasano.
“Não quero abusar da tua boa vontade, não”, disse o parlamentar ao banqueiro, segundo a reportagem.
Na resposta, Vorcaro questionou se Ciro se referia ao apartamento onde já estava hospedado ou se precisava de outro imóvel. Após o esclarecimento, o banqueiro afirmou que o senador não precisava se preocupar com a situação. “Relaxa com isso”, respondeu.
As mensagens integram o material analisado pela Polícia Federal na investigação sobre a relação entre o senador e o empresário. Em decisão que autorizou uma nova fase das apurações, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou haver indícios de um “arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo”, extrapolando uma relação de amizade.
A reportagem da Piauí também cita outras suspeitas investigadas pela PF, incluindo uma sociedade empresarial entre empresas ligadas aos dois, pagamentos que os investigadores classificam como possíveis mesadas e viagens custeadas pelo banqueiro. A revista afirma que o custo total chegou a R$ 1.849.201, valor apurado pela PF no âmbito das investigações que analisam a proximidade entre o senador e o banqueiro.
Confira conversas:
A grande reportagem feita pela revista Piauí sobre o império de Virginia Fonseca apontou uma suposta ligação da influenciadora em um de seus negócios com o a facção PCC (Primeiro Comando da Capital).
De acordo com a publicação, a WePink surgiu de um negócio antigo de sócios da blogueira, a Pink Lash, rede de estética fundada pelo casal Samara Martins e Thiago Stabile.
Esse empreendimento teria tido o investimento de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC". Em entrevista à revista, ela confirmou ter investido R$ 800 mil na abertura da primeira unidade.
Questionada sobre a origem do dinheiro, Karen afirmou que o valor teria vindo da venda de um carro pertencente ao marido à época, apontado pelas autoridades como liderança do PCC na Baixada Santista.
Segundo a publicação, a Japa do PCC teve uma participação ativa na operação da Pink Lash nos primeiros anos da empresa, no entanto, deixou o negócio após Samara e Thiago se juntarem para criar a WePink ao lado de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan. A marca de cosméticos atingiu faturamento de cerca de R$ 1,3 bilhão em 2025.
Em entrevista à Piauí, Virgínia disse ter conhecido Karen Mori em eventos ligados à Pink Lash. "Não associo pessoas a possíveis envolvimentos de terceiros apenas por relações comerciais ou convivência".
SOBRE A INVESTIGAÇÃO
De acordo com a revista Piauí, a blogueira de 27 anos se tornou alvo de uma investigação que apura transações atípicas em suas empresas após um relatório emitido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A investigação busca checar a legalidade das operações e se houve crimes financeiros, fiscais ou de lavagem de dinheiro em três empresas ligadas a Virgínia.
A influenciadora Virginia Fonseca, de 27 anos, está na mira da Polícia Federal (PF). De acordo com a revista Piauí, a blogueira se tornou alvo de uma investigação que apura transações atípicas em suas empresas após um relatório emitido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A investigação busca checar a legalidade das operações e se houve crimes financeiros, fiscais ou de lavagem de dinheiro em três empresas ligadas a Virgínia.
De acordo com a publicação, a primeira movimentação suspeita aconteceu entre março e setembro de 2024, quando a empresa Talismã Digital recebeu R$ 22,4 milhões (via PIX e TED). O que teria chamado a atenção das autoridades foi o fato de o principal depositante ser uma empresa cadastrada no Simples Nacional (regime voltado para negócios de menor porte).
A segunda movimentação que chamou a atenção da PF foi envolvendo a Wepink Suplementos Nutricionais, que entre janeiro e março de 2025 registrou a entrada de R$ 43,6 milhões e a saída de R$ 43,5 milhões. Segundo o relatório, esse volume movimentado parece incompatível com o faturamento mensal declarado pela empresa.
A Wepink Cosméticos (Savi Cosméticos S.A.) também está entre as empresas investigadas. Entre novembro de 2023 e maio de 2024, foram identificados R$ 502 mil divididos em 190 depósitos fracionados feitos em caixas eletrônicos de agências diferentes. O sistema financeiro alertou que esse tipo de divisão pode ser uma tentativa de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
À revista Piauí, a defesa de Virginia negou qualquer irregularidade à revista Piauí. Eles afirmaram que todas as notas fiscais foram emitidas, os valores foram declarados aos órgãos competentes e que há justificativas legais para todas as movimentações.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, autorizou nesta quinta-feira (28) a prorrogação por mais 60 dias das investigações da Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça.
A decisão atende a um pedido da PF, que alegou necessidade de aprofundar diligências ainda em andamento. O caso já resultou na denúncia de nove investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo a denúncia apresentada ao STF, os envolvidos podem responder por crimes como corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. No mesmo despacho, Zanin também abriu prazo de 15 dias para que os acusados apresentem defesa prévia às acusações formuladas pela PGR.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (28), a Operação Nébula, com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada à produção clandestina, distribuição de cigarros ilegais e lavagem de dinheiro. Ação ocorre em quatro estados, incluindo a Bahia, e busca desarticular grupo estruturado que movimentou milhões por meio de empresas de fachada e contas de passagem.
Segundo a PF, o esquema ocorria em galpões localizados nas cidades baianas de Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos e Cruz das Almas. A apuração teve início após apreensões realizadas em novembro de 2024, quando foram encontrados cigarros de origem ilícita, insumos e maquinário industrial utilizados na fabricação clandestina.
Também foi constatada a existência de uma estrutura organizada para fabricação, armazenamento e distribuição interestadual de cigarros clandestinos, com integração ao mercado formal para dissimulação financeira.
Estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, nos estados do Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, além do bloqueio de, aproximadamente, R$10 milhões em contas bancárias dos investigados.
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Apreensões contra os investigados. Fotos: Polícia Federal
As medidas visam interromper as atividades da organização criminosa, reunir novas provas e descapitalizar o grupo, evitando a continuidade das práticas ilícitas. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contrabando e lavagem de dinheiro.
A Delegacia da Polícia Federal em Ilhéus anunciou, nesta quarta-feira (27), a construção de sua nova sede no município. O complexo será edificado em um terreno de 12,5 mil metros quadrados na Avenida Soares Lopes, no bairro Cidade Nova, na orla da cidade. Em nota, a instituição se posicionou frente a “interpretações equivocadas e narrativas que não refletem adequadamente a realidade” dos processos envolvendo a mudança.
A Polícia Federal inicia o posicionamento destacando que “a atual sede da Delegacia em Ilhéus não mais atende às necessidades institucionais, operacionais e de atendimento ao público exigidas pela realidade contemporânea da Instituição”. Na mesma nota, a entidade relembra que foram deflagradas cerca de 15 operações da PF no Sul e Extremo Sul da Bahia, sob a competência da Delegacia de Ilhéus.
Segundo o órgão, a estrutura atual é "antiga e incompatível com os padrões tecnológicos, de segurança e de funcionamento atualmente adotados pela Polícia Federal, que passou nos últimos anos por um significativo processo de modernização e ampliação de suas atribuições".
A PF também compartilhou as imagens do projeto para a nova sede:


Foto: Divulgação / Polícia Federal
Há cerca de uma semana, a Secretaria do Patrimônio da União na Bahia (SPU-BA) havia confirmado a transferência do terreno, que pertence à União, para o uso da PF. Em abril, logo após o primeiro anúncio do projeto, um coletivo de organizações ilheenses criticou a destinação do espaço e a concessão da área federal.
Em resposta a essas críticas, a instituição esclarece que o espaço destinado à futura sede corresponde ao local onde funcionava a antiga Concha Acústica de Ilhéus, “que se encontra abandonada e utilizada por usuários de drogas, localizada entre o Centro de Convenções e o Porto”.
A escolha do local permitiu que uma outra área sondada anteriormente, ao lado direito do Centro de Convenções, fosse liberada para que “possa futuramente ser utilizada em benefício direto da população e de projetos de interesse público”.
A PF destaca ainda que o endereço possui relevância estratégica para as atribuições institucionais, especialmente por estar próximo ao Porto de Ilhéus, local onde a corporação exerce atividades permanentes de polícia judiciária da União, fiscalização migratória e controle de embarcações vindas do exterior.
Para a instituição, a implantação da nova delegacia também deve contribuir para o aumento da segurança pública local. “A presença permanente de uma instituição policial federal no local tende a promover maior sensação de segurança, valorização do espaço público e incremento da utilização ordenada da região pela população”, garante a PF.
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Foto: Divulgação / Polícia Federal
O Atlético Mineiro aprovou nesta segunda-feira (24) um aporte de R$ 530 milhões na SAF alvinegra, movimento que reduz significativamente a participação acionária de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master e atualmente preso pela Polícia Federal.
A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo do clube em reunião realizada presencialmente na Arena MRV, na última segunda-feira (25). Apenas um conselheiro votou contra a operação. Além do aporte, também foram aprovadas as contas da associação referentes ao último exercício.
Com a nova injeção financeira, a composição societária da SAF atleticana sofreu alterações importantes. O grupo liderado por Rubens Menin e Rafael Menin ampliou sua participação de 41,8% para 83,5%, enquanto a fatia vinculada ao Galo Forte FIP — fundo ligado a Daniel Vorcaro — caiu de 20,2% para 6,5%.
A associação do clube também teve redução percentual, passando de 25% para 10%.
Segundo o CEO do Atlético, Pedro Daniel, cerca de 90% do valor aprovado será destinado ao pagamento de dívidas bancárias do clube.
"Um dia bem importante. A aprovação do aporte de R$ 530 milhões é basicamente para pagar dívidas bancárias. Quase 90% do valor. Uma pequena parte para os investimentos que já fizemos, seja nas últimas janelas, mas principalmente para o ecossistema do futebol", afirmou o dirigente.
Parte do investimento — aproximadamente R$ 94 milhões — foi realizada por meio do FIGA (Fundo de Investimentos do Galo), mecanismo criado para participação de investidores minoritários ligados ao clube.
O cenário ocorre em meio à repercussão envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. O empresário teve prisão preventiva decretada novamente pelo STF após investigações apontarem supostas fraudes bilionárias, manipulação de balanços, lavagem de dinheiro e criação de um grupo de intimidação conhecido como “A Turma”.
Vorcaro já estava afastado do conselho de administração da SAF atleticana antes da votação desta segunda-feira.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo, nesta terça-feira (26), de uma nova operação da Polícia Federal (PF). A ação que investiga aportes de recursos do estado em fundos ligados ao Banco Master, cumpriou 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF.
Os ofícios judiciais foram expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações do g1, a ação ocorre após o deputado estadual fluminense Flávio Serafini, do PSOL, anunciar a tentativa de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master.
A CPI ainda não foi instalada mas já obteve o mínimo de assinaturas.
Relatórios da Polícia Federal (PF) revelam que Gabriel Dias de Oliveira, apontado como "Índio do Lixão", uma das lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV), manteve interlocução frequente para tratar de encontros, troca de favores e cobrança de nomeações com o círculo de aliados do empresário Gutemberg Fonseca.
Ex-secretário de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, Fonseca foi indicado ao cargo em 2023 pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e permaneceu no posto até abril de 2026, de onde saiu para se lançar pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo PL. Esse caso foi revelado pelo portal Metrópoles.
Gutemberg Fonseca e Flávio Bolsonaro lado a lado | Foto: Reprodução / Redes Sociais
Segundo as investigações da Polícia Federal, as trocas de mensagens ocorreram entre maio e agosto de 2025. O intermediário das conversas com Índio do Lixão era Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o "Dudu", então assessor do ex-deputado TH Joias.
O primeiro registro de aproximação data de 13 de maio de 2025. Na ocasião, o suposto membro do CV, que ainda não possuía mandado de prisão ativo contra si, enviou uma mensagem a Dudu demonstrando insatisfação com sua ausência.
"Cadê você? Assim eu vou ficar fraco. Tá geral aqui, Guto e todos. Cadê vocês?". De acordo com a PF, "Guto" é a forma como o grupo se referia a Gutemberg Fonseca, aliado do pré-candidato Flávio Bolsonaro.
No dia seguinte, Índio e Dudu conversaram por chamada telefônica durante 39 minutos. Logo após o término da ligação, o suspeito do CV orientou o assessor a perguntar a Gutemberg o que ele havia achado de sua "atitude" para resolver um problema de forma célere.
Em junho de 2025, o traficante enviou a Dudu um vídeo institucional da Secretaria de Defesa do Consumidor detalhando uma reunião oficial com o Procon e a concessionária de energia Enel. Junto ao vídeo, Índio escreveu: "Mérito que ganha quando eu resolvo algo. Aí, reunião Enel, Procon e Sedcon". O assessor Dudu respondeu em seguida afirmando ter enviado o registro para "Menezes", sugerindo que teria sido positivo levar o traficante à reunião.
NOMEAÇÕES NO RIO
As investigações da PF também detalham tentativas de nomeação de indicados pelo Comando Vermelho na estrutura do Procon estadual, autarquia subordinada à secretaria chefiada por Gutemberg Fonseca. O elo para essas movimentações seria Marcos José Menezes, ex-servidor municipal e do Procon, apontado pela PF como interlocutor frequente de Dudu.
Em julho de 2025, Índio do Lixão cobrou o andamento de um cargo: "Pergunta da nomeação. Se ele não for, eu vou em outro caminho já certo". Pouco depois, Dudu solicitou os dados de identificação civil do criminoso para agilizar o processo de nomeação.
Diante de supostas dificuldades de Menezes para concretizar o ato, Índio do Lixão sugeriu, em agosto de 2025, que o próprio secretário Gutemberg Fonseca intercedesse diretamente. Dias depois, o assessor Dudu chegou a enviar ao traficante o endereço da sede do Procon para uma reunião agendada por Menezes, que contaria com a presença do secretário.
A PF ressalta que, devido à falta de retorno telefônico de Menezes nos registros daquele dia, não foi possível confirmar se a reunião presencial de fato ocorreu.
SUBSECRETÁRIO ENVOLVIDO?
As investigações apontam ainda que o chefe do Comando Vermelho possuía linha direta com o advogado Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário de Esportes do Rio e ex-subsecretário de Defesa do Consumidor na gestão de Gutemberg Fonseca. Carracena foi preso em setembro de 2025 sob a acusação de receber vantagens financeiras para atender demandas de lideranças da facção criminosa.[
Mesmo exonerado do cargo público desde janeiro de 2025, Carracena continuava recebendo valores e mantendo contato com Índio do Lixão. Em maio de 2025, após a primeira reunião relatada pela PF, Índio enviou uma mensagem ao advogado afirmando que havia se reunido com Fonseca e oferecido apoio político. Segundo o relato do traficante, o secretário teria elogiado Carracena na conversa.
Posteriormente, em junho, o traficante enviou o mesmo vídeo da reunião institucional com a Enel para Carracena, afirmando que a posição de Fonseca estava forte. O advogado respondeu: "Muito é por causa de você". Índio do Lixão, contudo, desabafou.
Ainda sobre a falta de contrapartida do secretário: "Não vou mais incomodar ele não, doutor. Não posso ficar forçando ele a me ajudar se o coração dele não quer me ajudar [...]. Se ele quisesse, já teria feito. Ainda mais depois do que eu fiz". Conforme a Polícia Federal, Gutemberg Fonseca aparentemente não atendeu às expectativas do traficante após as tratativas.
Gutemberg Fonseca e Flávio Bolsonaro dialogando em mesa | Foto: Reprodução / Redes Sociais
FONSECA RESPONDE
Procurado pela imprensa, Gutemberg Fonseca rebateu categoricamente qualquer ligação ou reunião com Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão. O ex-secretário argumentou que, na qualidade de homem público, conversa com diversas pessoas cotidianamente e destacou que, na época mencionada, o investigado não tinha mandados de prisão pendentes.
Ele declarou também não compreender por que seu nome foi citado nas conversas interceptadas. Sobre o relacionamento com Marcos José Menezes, Fonseca confirmou que mantém contato pessoal e profissional com o ex-servidor, que atuou como coordenador de sua campanha eleitoral em 2022 e desempenha a mesma função nas eleições deste ano.
O pré-candidato do PL reafirmou que sua trajetória pública sempre foi pautada pelo combate sistemático ao crime organizado e pela defesa das instituições de segurança pública.
A Polícia Federal rejeitou, nesta quarta-feira (20), a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada aos advogados do banqueiro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master.
Segundo o g1, o acordo estava sendo negociado pela defesa de Vorcaro junto a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) conjuntamente. Após a rejeição na Polícia Federal, a proposta ainda pode ser analisada individualmente pela Procuradoria.
Segundo investigadores, o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão é que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.
A Polícia Federal apreendeu, no âmbito da Operação Compliance Zero, mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e, até o momento, a perícia de parte deles já revelou desdobramentos importantes de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.
VORCARO NA PF
Após pedido da Polícia Federal, Daniel Vorcaro foi transferido, nesta terça-feira (19), para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Até então, ele estava em uma sala com estilo de "sala de Estado-maior", mesmo espaço usado para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
Em uma cela comum, o acusado ficará submetido às regras internas da PF para, por exemplo, receber visitas dos advogados.
A Secretaria do Patrimônio da União na Bahia (SPU-BA), autarquia vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), confirmou a transferência de uma área da União para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, para a construção de uma nova sede da Polícia Federal na Bahia. O Termo de Entrega foi assinado pela SPU na última segunda-feira (18).
O terreno em questão está localizado na Avenida Soares Lopes, no bairro Cidade Nova, em Ilhéus, no Sul da Bahia. A área que deve receber a nova sede da PF possui 12.560,80 m², tamanho equivalente a quase um campo de futebol oficial e meio. O terreno está avaliado em R$ 5,035 milhões.
O Termo de Entrega é um formato de acordo que firma a transferência de posse de um bem federal de um órgão para outro. O termo é divulgado cerca de um mês após o espaço ser concedido pela Secretaria de forma provisória ao Ministério da Justiça, conforme reportagem do Bahia Notícias divulgada em abril.
O ato também determina que a utilização do terreno deve ser exclusivamente para a construção da Delegacia da PF em Ilhéus, não sendo permitida nenhuma outra destinação.
INTERESSE PÚBLICO
Acontece que a área cedida à Polícia Federal é parte de um terreno ainda maior, de 61 hectares, que está no centro de um debate na região de Ilhéus. Ainda no mês de abril, o Instituto Nossa Ilhéus divulgou uma nota pública assinada por 33 associações municipais solicitando a revisão da concessão e a realização de uma consulta pública para garantir a participação dos munícipes na deliberação para o uso do terreno.
A nota do Instituto relembra que, em 2022, foi realizado o Minipúblico Orla Viva, um projeto ilheense com articulação entre a sociedade civil organizada, a Câmara de Vereadores e iniciativas de inovação democrática, para a criação de “um conjunto consistente de recomendações, construídas a partir do diálogo qualificado entre cidadãos, especialistas e poder público”.
Segundo a entidade, “entre os consensos estabelecidos, destaca-se a clara oposição à implantação de grandes edificações institucionais na área, como fóruns, centros administrativos e outros equipamentos incompatíveis com a vocação ambiental, paisagística e turística da orla”. A intenção do movimento é que seja criado no local um projeto urbanístico integrado, “orientado por princípios de sustentabilidade, uso público, valorização cultural, incentivo ao esporte e lazer, e respeito à dinâmica costeira e às mudanças climáticas”.
Na mesma nota, a organização afirma que a área ainda é sensível a ações antrópicas, necessitando de procedimentos específicos para compreender impactos ambientais e riscos associados à recomposição da vegetação de restinga; o planejamento ambiental integrado; e a proteção contra o avanço do mar.
À época, o Instituto Nossa Ilhéus solicitou, por sua vez: “a necessidade de suspensão de quaisquer iniciativas de destinação isolada da área até que seja elaborado um projeto urbanístico integrado; o respeito às diretrizes estabelecidas no processo do Minipúblico Orla Viva; a importância de garantir transparência, participação social e planejamento técnico nas decisões sobre o território; e o compromisso com um modelo de desenvolvimento que concilie preservação ambiental, justiça social e dinamismo econômico”.
A Polícia Federal e a Secretaria do Patrimônio da União na Bahia (SPU-BA) não se manifestaram formalmente sobre o caso, na ocasião. O Bahia Notícias entrou em contato antes da publicação desta reportagem, mas não obteve resposta.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (19) a Operação Colina. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, Vera Cruz e Nazaré, no Recôncavo baiano.
A ação tem como objetivo desarticular um esquema de fraudes previdenciárias relacionadas à manutenção e prorrogação irregular de benefícios por incapacidade no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com a PF, as investigações tiveram início após análises realizadas pela Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP/MPS). Os levantamentos apontam que um servidor do INSS, lotado em Salvador, estaria promovendo remarcações indevidas e sucessivos adiamentos injustificados de perícias médicas.
Segundo a apuração, a prática impedia que segurados fossem submetidos à avaliação de peritos médicos oficiais, o que possibilitava a renovação automática e contínua de auxílios-doença por incapacidade temporária de forma considerada irregular.
Ainda conforme as investigações, foram identificados casos em que perícias foram adiadas sob justificativas falsas, como suposta ausência de atendimento médico, mesmo em dias de funcionamento normal das agências do INSS.
Ainda segundo apuração, a suspeita é que intermediários recolhiam valores de beneficiários [alguns já investigados em operações anteriores da PF] e repassavam vantagens financeiras indevidas ao servidor responsável pelas inserções fraudulentas nos sistemas corporativos da Previdência Social.
As medidas cautelares foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
A Polícia Federal (PF) promoveu uma alteração no comando do inquérito que apura desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A mudança resultou na substituição do delegado responsável por solicitar a investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha" por ser filho mais velho do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Oficialmente, a PF informou que a decisão decorre da transferência do caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro. Segundo informações confirmadas pelo jornal Estado de São Paulo, a corporação, a mudança estrutural tem como objetivo conferir maior robustez à investigação e “potencializar recursos”.
Sede do STF em Brasília | Foto: Reprodução / CNJ
A movimentação gerou repercussão no Judiciário. Nesta sexta-feira (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, reuniu-se com a equipe da PF para solicitar esclarecimentos sobre a troca. O delegado substituído, que ocupava a chefia da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, foi o responsável por medidas incisivas no caso, como o pedido de prisão de Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como líder do esquema.
Embora ele permaneça na divisão original, o inquérito do INSS passa agora para a coordenação de um novo delegado, que ainda não havia atuado no processo. A Polícia Federal assegurou que o restante da equipe de investigadores e delegados foi mantido, o que, segundo a nota oficial, evitaria prejuízos ao andamento dos trabalhos.
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino para apurar a atuação do Grupo Refit, um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
O grupo é proprietário da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e controla diversas empresas ligadas à distribuição e comercialização de combustíveis. De acordo com os dados, a organização tem débitos superiores a R$ 26 bilhões.
Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal. O empresário e dono do Grupo , Ricardo Andrade Magro, é um dos alvos de mandado.
A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro. Entre os alvos está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo. Segundo nota da PF, a operação também determinou a inclusão de investigados na Difusão Vermelha da INTERPOL.
A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi um dos alvos da Operação Sem Refino da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (15). Segundo informações da Globonews, agentes realizaram uma operação de busca e apreensão na casa de Castro, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.
Segundo informações da TV Globo, a ordem judicial partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação ocorre no âmbito da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) das Favelas, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no RJ.
O ex-governador renunciou ao cargo um dia antes de ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022.
OPERAÇÃO SEM REFINO
As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada do Grupo Refit, de Ricardo Magro. Segundo nota da PF, a operação também determinou a inclusão de investigados na Difusão Vermelha da INTERPOL.
A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil. (A reportagem foi atualizada às 8h27)
A Polícia Federal identificou, há dois anos, que um adolescente de 15 anos do Subúrbio Ferroviário de Salvador planejava um ataque terrorista a uma igreja católica. O suspeito, que não teve a identidade revelada, estaria aliciando outros jovens de outros estados a participarem dos ataques.
Em entrevista à Antena 1 Salvador 100.1 FM, nesta quinta-feira (14), no programa Bahia Notícias no Ar, a delegada da Polícia Federal Lívia Carvalho afirmou que o caso é um exemplo do crescente envolvimento de menores de idade com atividades ilícitas em comunidades online.
A delegada explica que o crescimento deste tipo de crime, assim como ocorrências de abuso no meio cibernético, se intensifica com a insatisfação dos adolescentes e constante desumanização ligadas ao aumento do consumo das redes sociais.
“Quantas vezes a gente ouviu em notícias um jovem que matou a vó ou até matou alguém por conta de um smartphone. Eles não conseguem se movimentar no mundo sem esses aparelhos. Isso é algo que é fruto de muita atenção [...] São muitos jovens vivendo essa desumanidade e acreditando que a pessoa do outro lado não é gente”, alertou a delegada.
A policial ainda divulgou as atividades do Maio Laranja, mês de combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes. Uma das ações destacadas foi o projeto Guardiões da Infância, um programa especial para enfrentar a violência sexual contra crianças e adolescentes.
Nesse contexto, policiais federais voluntários são capacitados para levar informação, orientação e em escolas e instituições de todo o Brasil. Por meio de palestras e atividades socioeducativas e um material didático padronizado para ensinar adolescentes, educadores, famílias e membros da rede de proteção a reconhecer riscos, reduzir vulnerabilidades e fortalecer a rede de proteção.
“Em termos de abuso sexual, eles não se refletem na prática. Hoje a gente sabe que o abuso sexual infantil está no ambiente doméstico muitas vezes. Não é só com estranho. A gente precisa dar informação ao jovem para que ele entenda qual o limite de contato entre qualquer um e o seu próprio corpo”, afirmou Lívia.
Os três hackers foram alvos de mandado de prisão durante a sexta fase da operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (14). Os hackers fariam parte do grupo A Turma, investigado por fazer ameaças sob determinação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo investigação, eles atuavam para derrubar conteúdos negativos contra o banqueiro na internet ou tentar inflar publicações positivas sobre ele.
A sexta fase da Compliance Zero apura se o pai de Vorcaro, preso nesta manhã, e outras pessoas cometeram atos de intimidação, de coerção, de obtenção de informações sigilosas e de invasões a dispositivos informáticos. Essas pessoas estariam relacionadas a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que era acusado de atuar para o ex-banqueiro em uma milícia privada. Luiz Mourão cometeu suícidio ao ser preso, em março deste ano.
Na mesma operação, uma delegada da PF de Minas Gerais também foi alvo de busca e apreensão e afastada do cargo, e um agente da ativa foi preso. Um delegado aposentado foi alvo de busca.
No total, a polícia cumpre sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). São investigadas suspeitas dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Uma delegada e um agente da Polícia Federal foram afastados de suas funções durante a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada, nesta quinta-feira (14). Informações do jornal Metrópoles apontam que a dupla era suspeita de repassar informações da corporação para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Vorcaro está preso na carceragem da Superintendência da PF, em Brasília. A nova fase da força-tarefa também prendeu o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, na manhã desta quinta. Ele é controlador do banco.
Segundo a PF, a sexta fase da Compliance Zero investiga grupos liderados por Daniel Vorcaro que atuavam de forma articulada para acessar dados protegidos e pressionar pessoas de interesse do Master. Segundo as investigações, Henrique Vorcaro aparecia desde o início do caso, como peça ligada às movimentações financeiras suspeitas do grupo investigado.
A PF aponta os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
A operação desta quinta foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluiu sete mandados de prisão e 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, o pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo informações da CNN Brasil, a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.
A operação faz parte da investigação sobre as irregularidades no Banco Master, como nova fase da Compliance Zero. A ação foi realizada pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) da PF.
Henrique era apontado pela investigação como um dos beneficiários do filho, que chegou a depositar recursos na conta bancária do pai.
A Polícia Federal prendeu, na tarde desta quarta-feira (13), o contraventor Carlinhos Cachoeira no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Cachoeira é investigado por crimes de calúnia, difamação e injúria.
Segundo informações do g1, o mandado de prisão preventiva foi expedido pela 8ª Vara Criminal de Goiânia. O mandado em questão diz respeito a um processo de difamação contra o delegado de Goiás, Francisco Lipari, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), em Goiânia. O trâmite judicial ocorre em segredo de Justiça.
Segundo reportagem da TV Anhanguera, Carlinhos Cachoeira fez publicações em 2024 contra o delegado. O contraventor divulgou informações sigilosas sobre Francisco.
Carlinhos Cachoeira é o apelido de Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido nacionalmente por comandar esquemas de jogos ilegais e por ter sido alvo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 2012. Na época, a investigação revelou uma rede de exploração de caça-níqueis, corrupção e influência sobre políticos, empresários e agentes públicos.
A Polícia Federal instituiu, na última quarta-feira (12), a criação da Base Apostas, unidade voltada para a investigação de crimes relacionados ao mercado de apostas esportivas. A nova estrutura tem como foco o combate à manipulação de partidas, corrupção de agentes esportivos, combate ao jogo ilegal, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e associação criminosa.
O grupo foi instituído através da Portaria nº 501, que estabelece que uma atuação com caráter altamente especializado, envolvendo o uso de técnicas avançadas de investigação, análise de dados, inteligência financeira e monitoramento de plataformas digitais. Também está prevista a colaboração com polícias de outros países e articulação com órgãos reguladores, entidades esportivas e operadores legalmente autorizados.
A Base Apostas também terá como diretriz a descapitalização das organizações criminosas, por meio da apreensão de bens obtidos com atividades ilegais. A unidade será composta por profissionais com expertise em recuperação de ativos, investigação financeira e compreensão do ecossistema das apostas esportivas.
Para o secretário nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco, o fortalecimento das estruturas de investigação é fundamental para assegurar a credibilidade das competições esportivas no país.
“A integridade esportiva é um dos pilares do desenvolvimento sustentável do esporte brasileiro. O fortalecimento das estruturas de investigação e inteligência demonstra que o Governo do Brasil está preparado para enfrentar organizações criminosas que tentam comprometer a credibilidade das competições. Proteger o resultado esportivo é proteger atletas, torcedores, clubes e a confiança da sociedade no esporte”, afirmou.
O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, do estado do Piauí, recebeu manifestações de apoio de parlamentares e dirigentes da sigla após ser alvo de operação da Polícia Federal. A investigação apura conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Para outras lideranças do partido ouvidas pela CNN Brasil, não existe, no momento, movimentação para o afastamento do senador do comando da legenda. Apesar do respaldo interno, o tema será debatido na reunião da executiva nacional do Progressistas, marcada para a próxima quarta-feira (20).
O encontro, que já estava agendado para discutir questões administrativas e articulação política, servirá de palco para conversas reservadas sobre os impactos do caso. Caciques do PP indicam que a tendência majoritária é a manutenção do apoio político a Nogueira, sob a justificativa de que, até o momento, os elementos apresentados não demandam pressão interna por mudanças na liderança.
A avaliação na cúpula é de que um eventual afastamento deveria partir de uma iniciativa do próprio senador. A operação também gerou repercussões na federação composta por PP e União Brasil. Dirigentes do Progressistas admitem que houve questionamentos e críticas por parte de integrantes do União, mas afirmam que o desgaste inicial foi mitigado após diálogos entre as presidências das duas siglas.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (12), Ciro Nogueira classificou as acusações como "absurdas" e negou o recebimento de qualquer valor ilícito. O parlamentar defendeu a lisura de suas ações e pediu isenção nas investigações e no julgamento em sua tentativa de reeleição. Veja sua declaração abaixo:
O senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) anunciou nesta terça-feira (12) que permanece como pré-candidato à reeleição ao Senado Federal. A declaração foi dada ao g1 por meio de um vídeo enviado pela assessoria de imprensa. A decisão vem após a quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, na qual Ciro foi um dos alvos da investigação que apura possíveis interferências do Banco Master no Congresso Nacional.
No posicionamento, o parlamentar, que é o presidente nacional do Progressistas, questiona o motivo de a operação do Caso Master mirar um líder da oposição ao governo do presidente Lula (PT) como o primeiro alvo.
"Tem uma coisa que me causou muita estranheza: por que começar essa operação por um líder da oposição? Essas coisas não surgem por acaso, acontecem porque estamos em ano eleitoral. As questões técnicas e provas estão em segundo plano para eles", afirmou o senador.
A investigação da PF aponta que a empresa CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., da qual Ciro Nogueira é sócio, teria sido usada para repassar vantagens financeiras em troca de atuação política em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O administrador da empresa, Raimundo Nogueira, irmão do senador, também foi alvo da ação e segue sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.
Os repasses mensais poderiam chegar a R$500 mil. Ao g1, o senador sugeriu que as acusações seriam uma “invenção”. "Agora inventaram que recebi ilegalmente valores por meio dessas empresas, valores que não chegam sequer a 1% do seu faturamento anual. Não chega a 0,5% do faturamento em dois anos", apontou Ciro.
Além dos supostos valores recebidos pela CNLF, a investigação da polícia federal ainda investiga a chamada Emenda Master, uma emenda apresentada pelo senador para aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Ação teria sido parte de uma atuação do parlamentar para atuar em favor do banco de Daniel Vorcaro. Ciro negou que o texto tenha sido publicado na íntegra como foi recebido pela assessoria do Banco Master, de acordo com a PF.
"Este fundo é completamente privado. Quem financia o fundo são os bancos, não é a União, não tem recursos públicos. Até hoje ninguém veio a público explicar por que esse valor não é corrigido há 13 longos anos, sendo que isso só beneficia os grandes bancos", argumentou.
Uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e Receita Federal, deflagrada nesta terça-feira (12), cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, na cidade de Salvador, por crimes de descaminho e lavagem de dinheiro. A Operação Putridium Malum 6 é decorrente de investigações sobre comércio ilegal de diversos produtos eletrônicos.
Na ação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara da Justiça Federal na cidade de Salvador. A investigação da PF aponta que várias empresas funcionavam em mesmo espaço físico, com a venda de produtos eletrônicos introduzidos de forma clandestina, sem o pagamento dos tributos devidos.
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Foto: Reprodução / Polícia Federal
Ainda segundo a investigação, estima-se que, no período aproximado de 18 meses, o investigado movimentou cerca de R$ 16,2 milhões. Os investigados podem responder pelos crimes de descaminho e lavagem de dinheiro.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, negou publicamente nesta sexta-feira (8) que a nova fase da Operação Compliance Zero tenha como objetivo pressionar o banqueiro Daniel Vorcaro a ampliar o escopo de sua delação premiada.
Essa declaração foi feita durante a cerimônia de formação de 640 novos agentes na Academia Nacional de Polícia (ANP) em coletiva de imprensa capturada pelo portal Metrópoles.
“Isso não faz parte da estratégia, da investigação, da questão técnica e legal que a Polícia faz. Nós não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar para obter outro resultado”, diz Rodrigues ao comentar a fase deflagrada na última quinta-feira (7).
Ao ser questionado sobre uma eventual negativa da instituição em relação ao acordo de colaboração de Vorcaro, o diretor-geral afirmou desconhecer os termos específicos que tramitam sob sigilo, mas ressaltou o rigor do processo.
Segundo o delegado, a delação deve cumprir requisitos técnicos para ser aceita pela PF ou pelo Ministério Público Federal e, posteriormente, homologada pelo Poder Judiciário. “Se não atender esses requisitos, se ela não é validada, o processo segue o seu curso. Isso é um direito do investigado, do réu”, pontuou.
Rodrigues evitou detalhar as diligências em virtude do sigilo judicial, embora tenha destacado que trechos da decisão já foram tornados públicos. Ele caracterizou a operação como parte do esforço de combate ao "andar de cima" do crime organizado, afirmando que a PF continuará a análise de provas e o encaminhamento de conclusões ao Judiciário.
Na quinta-feira (7), a quinta fase da Compliance Zero cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador e presidente do Partido Progressistas (PP), Ciro Nogueira, e efetuou a prisão de um primo de Daniel Vorcaro.
O inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF), apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional no contexto do "caso Master".
Durante o evento, o diretor-geral também abordou a situação de cerca de 150 policiais federais que estão cedidos a outros órgãos estaduais e federais. Rodrigues informou que a corporação realizará uma avaliação individual para decidir sobre a permanência desses servidores em funções externas.
“Temos colegas que são secretários de segurança pública e cumprem papel importante no combate ao crime organizado. Vamos analisar caso a caso”, conclui o diretor.
Depois da operação de busca e apreensão da Polícia Federal que envolveu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), por suspeita de envolvimento em ações de corrupção relacionadas ao Banco Master, o próximo grande alvo que estaria na mira dos investigadores seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Foi o que afirmou a coluna Radar da revista Veja, que chegou às bancas nesta sexta-feira (8).
Segundo a coluna, as apurações da Polícia Federal estariam desvendando as relações de Alcolumbre com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A revista Veja afirma que, cientes dessa investigação, dois ministros do governo Lula já teriam procurado o presidente do Senado para dizer que o líder petista não tem responsabilidade sobre o que virá pela frente nos desdobramentos da investigação.
O próprio Alcolumbre, segundo apuração da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, teria falado recentemente com o presidente Lula sobre a investigação da PF a respeito dele. A jornalista afirma que duas semanas antes da votação no Senado que rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre teria se queixado a Lula de estar sendo perseguido pela Polícia Federal, e pediu ao presidente que o ajudasse a se blindar do que chamou de “injustiças”.
Malu Gaspar afirma que, na conversa, que ocorreu nos bastidores da posse do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, Alcolumbre disse a Lula que a delação de Vorcaro viria com “muitas mentiras e injustiças” sobre ele e apelou ao presidente para que o ajudasse a ficar de fora. De acordo com o relato que fez a aliados, Lula respondeu que não tem como segurar delegado da PF, o Ministério Público Federal (MPF) e muito menos o Supremo.
Alcolumbre, de sua parte, teria certeza de que será alvo de retaliação do PT, após manobrar pela derrota na indicação de Jorge Messias, tanto que, como diz a coluna Radar da Veja, até teria desabafado com um ministro do STF. “Todo dia vem alguém me avisar de alguma delação”, teria dito o senador amapaense.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu um pedido da Polícia Federal para que o banqueiro Daniel Vorcaro seja enviado de volta à penitenciária federal de Brasília, no Complexo da Papuda. O pedido havia sido feito antes de Vorcaro, dono do Banco Master, ter finalizado e enviado sua proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à própria Polícia Federal.
Vorcaro está desde o dia 19 de março em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi autorizado a deixar a penitenciária após negociar um acordo d delação premiada com a PGR e a PF.
Segundo o SBT News, o pedido da PF a Mendonça foi feito por razões administrativas. Na superintendência, funciona uma carceragem usada apenas para presos de passagem, antes de serem enviados ao sistema penitenciário. Vorcaro foi alocado em uma sala de Estado-Maior reformada inicialmente para receber o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A presença do banqueiro no local alterou a rotina da administração, já que seus advogados o visitavam diariamente para trabalhar na confecção dos anexos de sua delação premiada e costumavam apresentar diversos pleitos à administração. Ele também recebe semanalmente a visita de seus familiares.
Como a proposta de delação já foi entregue, na última terça (5), a PF argumentou ao ministro do STF que não tem condições de manter Vorcaro indefinidamente alocado na superintendência e que o tempo já havia sido suficiente para que ele finalizasse a confecção da sua proposta. O argumento da corporação é de que não é mais necessária a presença do banqueiro na sede da Superintendência.
A investigação da Polícia Federal (PF) que apura possíveis crimes relacionados aos bloqueios em rodovias após as eleições de 2022 foi prorrogada por 60 dias. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (6).
A escolha ocorre após a PF informar que ainda há diligências em andamento e solicitar mais tempo para concluir o inquérito, que tramita sob segredo de Justiça. As investigações buscam identificar a participação de empresas de ônibus no transporte de manifestantes até Brasília, além de possíveis conexões com os atos de Atos de 8 de janeiro.
Segundo Moraes, a continuidade das apurações é necessária diante das pendências. “Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização das diligências ainda pendentes, prorrogo por mais 60 dias a presente investigação”, escreveu o ministro.
Com a ampliação do prazo, a Polícia Federal deverá aprofundar a coleta de provas e concluir os procedimentos em andamento antes de apresentar um relatório final sobre o caso.
A Polícia Federal (PF) abriu inquérito policial para averiguar o caso de contaminação na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador. Em nota enviada ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (6), a PF também informou que solicitou perícia na região.
O caso veio à tona no último mês de fevereiro após moradores denunciarem o surgimento de manchas nas cores azul e amarela na água. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) foi acionado e determinou a interdição da área para análise. Um laudo preliminar do órgão apontou índices significativos de nitrato e cobre na água.
O resultado resultou na interdição da empresa Terminal Itapuã, em março, por suspeita de que suas atividades contribuíram para a contaminação. Na época, o Inema alegou que a decisão foi adotada com o objetivo de resguardar a saúde pública e proteger o ecossistema do local.
Em abril, uma reportagem do Bahia Notícias apontou o surgimento de novas manchas, dessa vez na cor verde, na faixa de areia. Os moradores também denunciaram a morte de peixes e mariscos na região. No último dia 23, a Câmara Municipal de Salvador realizou uma audiência pública com moradores, parlamentares e lideranças comunitárias para debater o tema.
O deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) foi preso nesta terça-feira (5) durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne. A ação deflagrada pela Polícia Federal visa desarticular uma organização criminosa voltada para a prática de fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços.

As fraudes teriam ocorrido em obras para reformas, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Na operação, policiais federais cumprem 7 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão na capital carioca e nas cidades de Campos dos Goytacazes, de Miracema e de Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a PF, as investigações revelaram um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada. Além do crime de organização criminosa, o deputado e os outros investigados poderão responder por peculato, por fraude à licitação e por lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam surgir no decorrer da investigação.
Durante a 1ª fase da Operação Unha e Carne contra o vazamento de informações sigilosas por agentes públicos, o também deputado e ex-presidente da Asssembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União) foi preso.
Viralizou nas redes sociais, nesta segunda-feira (27), um vídeo feito por um morador da cidade de Presidente Prudente, em São Paulo, que teria sido abordado por agentes da Polícia Federal. O morador filmou uma conversa com os policiais em que foi pedido a ele que retirasse da sua varanda uma faixa estendida com a palavra “ladrão”.
A faixa foi colocada pelo morador por conta da perspectiva de uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cidade nesta segunda. Lula, entretanto, cancelou sua visita após passar por um procedimento cirúrgico na última sexta (24), quando removeu do couro cabeludo uma lesão de carcinoma basocelular, tipo menos grave e mais comum de câncer de pele.
Durante a conversa que aparece no vídeo, um policial diz: “A gente já está informando o senhor que já vai dar (problema)”. O morador respondeu: “É opinião, cara”. O agente afirmou: “Eles não vão considerar isso como opinião”.
O vídeo divulgado nas redes gerou milhares de comentários, e a hashtag “Governo da censura” alcançou o topo dos trending topics da rede X no final da tarde de hoje. Outros termos relacionados ao episódio também entraram nos assuntos mais comentados da plataforma, como “Ladrão”, “Censura”, entre outros.
Políticos e influenciadores de oposição fizeram diversas críticas à ação dos agentes da Polícia Federal. Em publicação nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) destacou o fato de a faixa não fazer referência direta ao líder petista.
“A faixa não tava nem com o nome do Lula… a carapuça serviu?”, questionou Nikolas.
O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), também se pronunciou e classificou o episódio como “absurdo”. Em publicação nas redes, Mello Araújo afirmou que a faixa estava na propriedade do morador e indagou sobre a atuação dos agentes.
“Fato gravíssimo em Presidente Prudente, um direito constitucional sendo quebrado. Como podem agentes da Polícia Federal adentrar no prédio e solicitar a retirada de cartazes? Isso é o fim do país, espero que os órgãos competentes apurem esse fato. Isso é o começo de outro regime em nosso país, sem consultar seu povo”, afirmou.
Até mesmo o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou sobre a retirada da faixa. O senador do PL disse que o governo da censura estaria com os dias contados: "Se Lula achou que a faixa escrito LADRÃO era pra ele, quem sou eu pra discordar!"
A Bahia é o décimo maior “mercado” de armas legais do Brasil. É o que apontam os dados do SINARM (Sistema Nacional de Armas), vinculado ao Departamento de Polícia Federal. O número diz respeito ao contingente de revendedoras e fornecedores disponíveis por estado no Brasil. Na Bahia, estão cadastrados 202 estabelecimentos que vendem ou revendem armamentos no estado.
Destes estabelecimentos, 201 são revendedores e apenas um é produtor ou importador. Esse mercado, que, ao todo, possui 7.110 estabelecimentos, é mais proeminente no sul e sudeste do país. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias junto à Polícia Federal, o maior número de estabelecimentos está localizado no Rio Grande do Sul, com 1.324, sendo 18 fabricantes ou importadores que realizam a venda e outros 1.306 revendedores.
O estado de São Paulo conta com o segundo maior mercado, com 1064 estabelecimentos – 40 fabricantes/importadores e 1024 revendedores –, seguido de Santa Catarina, com 645, sendo 30 fabricantes e 615 revendedores. Paraná e Minas Gerais completam a lista de estados com maior número de estabelecimentos para compra e venda de armas.
ARMAS NO BRASIL
Todos os cidadãos que cumprirem os requisitos mínimos exigidos em lei têm o direito de possuir e portar armas de fogo para legítima defesa ou proteção do próprio patrimônio. Isso é o que diz o Estatuto do Desarmamento, delimitado pela Lei nº 10.826/2003, que regula o registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo no Brasil.
Assim, desde 2003, os cidadãos brasileiros podem adquirir uma arma de fogo em razão de defesa pessoal, desde que cumpram os requisitos obrigatórios, sendo eles: ter idade mínima de 25 (vinte e cinco) anos; declarar a efetiva necessidade de possuir arma de fogo; comprovar idoneidade, com a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais; apresentar documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa; e comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo.
Respondendo a estes requisitos, em caso de solicitação aprovada, o solicitante deve, em 15 dias, requerer o registro da arma de fogo obtida, mediante o preenchimento do requerimento do SINARM.
No Brasil, a posse obtida permite manter uma arma de fogo legalizada estritamente no interior da residência ou local de trabalho, desde que você seja o dono/responsável. Para obter autorização para circular com ela, o cidadão deve solicitar a obtenção do porte de arma de Fogo através da Polícia Federal.
Conforme a instrução da PF, o Porte de Arma de Fogo é um documento, com validade de até 5 anos, que autoriza o cidadão a portar, transportar e trazer consigo uma arma de fogo, de forma discreta, fora das dependências de sua residência ou local de trabalho. Neste caso, só é possível obter o porte de um arma já registrada no SINARM e a qual o solicititante seja proprietário.
Em 2023, o governo federal atualizou esta legislação, por meio do Decreto nº 11.615. Conforme a atualização, para o cidadão comum, a posse de armas se restringe a 2 armas e 50 munições por ano. Os CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores), por sua vez, seguem outras regras.
Para ser considerado um CAC, é necessária a obtenção de registro específico junto ao Exército Brasileiro, o CRAF (Certificado de Registro de Arma de Fogo). Além da documentação necessária, que inclui comprovante de filiação a entidade de tiro/caça e uma procuração pública, a obtenção do CRAF ainda inclui uma vistoria das forças de segurança ao local de guarda do acervo e pagamento de uma taxa para a realização do processo.
Os atiradores profissionais têm o limite de armas garantido por nível de senioridade, ou seja, a experiência e domínio técnico, com limite máximo de 16 armas por pessoa. Já os colecionadores, esses podem adquirir uma arma de cada modelo, tipo, marca, variante, calibre e procedência, ao invés de cinco, ainda com limitações nos modelos e lotes de fabricação. No caso dos caçadores excepcionais, ao invés do limite de 30 armas, fica permitida a aquisição de até seis armas e 500 munições por ano.
Alegando atuar de forma recíproca ao governo norte-americano, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, retirou, nesta quarta-feira (22), as credenciais de um policial de imigração dos Estados Unidos do sistema da corporação. A medida foi tomada como reação à retirada de credenciais do delegado brasileiro Marco Ivo de Carvalho, envolvido na detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.
Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, o diretor-geral da Polícia Federal explicou que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho estava em missão nos Estados Unidos e teve as suas credenciais retiradas do sistema norte-americano. O diretor-geral da PF negou que o agente tenha sido expulso e disse que ele mesmo ordenou o retorno ao Brasil.
“Ao chegar ao trabalho, ele teve a credencial de acesso ao sistema negada. Portanto, eu entendi que seria mais prudente mandá-lo voltar ao Brasil. Ele permanece creditado junto à agência nos Estados Unidos, a missão dele permanece em vigor, mas ele está aqui, no Brasil, para a gente poder compreender, inclusive de maneira formal, esse processo”, disse Andrei Rodrigues.
Em nota divulgada nesta tarde, o Itamaraty informou que comunicou ao representante da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil a aplicação do princípio da reciprocidade diante da decisão norte-americana sobre o delegado brasileiro.
“[A medida] não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso, como [estabelece] o parágrafo 7.3 do memorando de entendimento bilateral que regula essa modalidade de cooperação policial”, disse o Itamaraty.
Segundo a pasta, “o agente brasileiro atuava com base em memorando de entendimento firmado entre os dois governos sobre a facilitação do intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança”.
O Itamaraty afirmou ainda na nota oficial que “os termos da aplicação da reciprocidade foram também transmitidos verbalmente à representante da embaixada, e envolvem a interrupção imediata do exercício de funções oficiais de representante norte-americano de área homóloga em território brasileiro”.
Na última segunda (20), o Departamento de Estado do governo Donald Trump confirmou que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho foi convidado a deixar o país. O agente brasileiro era oficial de ligação da PF com o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).
“Nenhum estrangeiro tem o direito de manipular nosso sistema de imigração para, simultaneamente, contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, solicitamos que a autoridade brasileira em questão deixe o nosso país por tentar fazer exatamente isso”, informou o órgão norte-americano.
Seguindo o mesmo caminho do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, decidiu trocar a sua equipe de defesa com objetivo de iniciar negociações para fechar um acordo de delação premiada. Costa será defendido pelo advogado Eugênio Aragão, que foi ministro da Justiça no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
A informação sobre a mudança de advogado foi dada pela colunista Malu Gaspar, do site de O Globo. Fontes da jornalista afirmaram que o ex-presidente do BRB, que está preso, precisa “passar à frente” de Vorcaro porque sabe que, se o dono do Master fechar o seu acordo antes, será ainda mais difícil para ele oferecer informações relevantes o suficiente para obter um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
Paulo Henrique Costa é acusado pela Polícia Federal de corrupção passiva e lavagem de dinheiro de propinas recebidas do Master para aprovar as compras de carteiras fraudulentas durante o processo em que o BRB tentava autorização para compra do banco de Daniel Vorcaro. Os investigadores identificaram seis imóveis que teriam sido recebidos como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146 milhões no total.
De acordo com a PF, R$ 74,6 milhões foram efetivamente pagos – o pagamento total não teria sido efetuado porque Vorcaro teria tido conhecimento da investigação sigilosa aberta pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar as transações.
Nesta quarta-feira (22), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou julgamento virtual na Segunda Turma para confirmar ou não a manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram para manter a prisão do ex-presidente do BRB.
Em sessão virtual, Mendonça, relator do caso, reforçou os argumentos citados na ordem de prisão de Costa, expedida na semana passada. Fux acompanhou o colega sem apresentar um voto escrito. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para se manifestar sobre a prisão.
Deputados federais como Lindbergh Farias (RJ), Paulo Pimenta (RS) e Gleisi Hoffmann (PR), além do presidente do PT, Edinho Silva, reproduziram vídeo editado pelo PT que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter sido beneficiado pelo então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na obtenção de um financiamento bancário para compra de uma mansão em Brasília no valor de cerca de R$ 6 milhões.
Paulo Henrique Costa foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16) por envolvimento nas fraudes cometidas em conluio com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no período em que esteve à frente da presidência do banco público do Distrito Federal. Costa foi enviado no mesmo dia para a Penitenciária da Papuda.
Na legenda da postagem, o PT escreveu a seguinte chamada: "Banco Master e Flávio Bolsonaro: um negócio de família". O vídeo, que na conta do PT tem mais de 300 mil visualizações, vem sendo reproduzido em outras plataformas por políticos e influenciadores de esquerda.
No vídeo, são relembradas reportagens de diversos veículos de imprensa na época em que Flávio comprou a mansão, em 2021. As reportagens citadas no vídeo afirmaram que o senador pagou R$ 2,87 milhões à vista pelo imóvel.
Os R$ 3,1 milhões restantes foram financiados em 360 meses pelo BRB, presidido na época por Paulo Henrique Costa, com taxa de juros nominal de 3,65% ao ano. O valor era abaixo da inflação, que ficou em 4,52% em 2020.
A compra, naquela ocasião, causou polêmica, porque o valor da casa tinha valor quase quatro vezes o valor do patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro na sua eleição para o Senado, em 2018. O vídeo faz uma relação de possível favorecimento ao senador pelo presidente do BRB, já que o financiamento da casa teve juros de 3,65%, quando a taxa de balcão praticada pelo BRB para outros financiamentos seria de 4,85%.
Em 2022, como resposta a uma ação popular movida pela deputada Erika Kokay (PT-DF), o senador Flávio Bolsonaro no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT), o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a compra da mansão estaria relacionada à sua renda como advogado. O parlamentar justificou que sua carreira na advocacia o ajudou a juntar o montante necessário para financiar o imóvel.
Além da renda como advogado, o hoje pré-candidato a presidente também informou que atua como empresário e empreendedor, e sua esposa, Fernanda Bolsonaro, atua na odontologia “há bastante tempo”.
“Cabe dizer ainda que o banco que concedeu o financiamento, assim como todas as instituições financeiras no Brasil, segue um rigoroso complience e está sujeito a regras regulatórias e de fiscalização que impedem qualquer irregularidade”, disse também o senador em nota à imprensa em 2022 sobre a compra da mansão.
O influenciador baiano Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, foi um dos alvos da Operação Narcofluxo da Polícia Federal, que prendeu o blogueiro Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.
Diogo, que já havia sido detido em fevereiro durante a Operação Falsas Promessas 3, as vésperas do Carnaval de Salvador, e teve o camarote montado na folia interditado pela polícia, desta vez está sendo investigado por envolvimento com uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.
Além do baiano, outras 39 pessoas são investigadas na operação, um desdobramento da Narco Bet, que teve como foco uma organização criminosa que utilizava o setor de entretenimento e a indústria musical para ocultar de recursos provenientes do tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas digitais.
De acordo com a CNN Brasil, as investigações apontam ainda uma conexão da organização com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
No cumprimento dos mandatos de busca e apreensão, a PF apreendeu veículos de luxo, armas, joias, relógios, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Apenas os carros recolhidos, incluindo modelos como Amarok V6, BMW X1 e Porsche, somam cerca de R$ 20 milhões.
O influenciador digital Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15), em Goiânia, como parte da Operação Narcofluxo.
O blogueiro, que acumula mais de 27 milhões de seguidores no Instagram, está sendo alvo da operação que investiga uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de fazer transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.
Além de Raphael, os funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP também foram presos pela PF. Até o momento, não se sabe qual o envolvimento do dono da Choquei no esquema, o influenciador também foi alvo de um mandado de busca e apreensão.
Ao g1, o advogado do influenciador, Frederico Moreira, disse que ele está sendo ouvido na sede da Polícia Federal, em Goiânia.
Segundo a PF, os suspeitos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.
A Operação Narcofluxo envolve cerca de 200 policiais federais, que saíram na manhã desta quarta (15) para cumprir 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Santa Hermandad para cumprir oito mandados de busca e apreensão no âmbito de investigação sobre o homicídio do indígena Vítor Braga Braz e a tentativa de homicídio contra Roniele Pereira.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Os crimes ocorreram em 10 de março do ano passado, nas imediações da Aldeia Terra Vista, localizada na Terra Indígena Barra Velha, em Prado, no Extremo Sul baiano.

Vítor Braga Braz foi morto em março do ano passado / Foto: Reprodução / Redes Sociais
Segundo a Polícia Federal (PF), os mandados foram cumpridos em Salvador e em Teixeira de Freitas, Itamaraju e Medeiros Neto, cidades do Extremo Sul.
De acordo com a corporação, as medidas têm como finalidade desarticular uma possível estrutura criminosa armada e reforçar o conjunto de provas já obtido.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, um investigado foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e munições de uso proibido. Os agentes ainda apreenderam 813 munições de calibres variados, 7 armas de fogo, celulares e 1 veículo.
Ainda segundo a PF, as informações reunidas até o momento apontam indícios da prática de crimes como homicídio consumado, tentativa de homicídio e, em tese, atuação de organização criminosa armada.
O caso está inserido em um contexto de conflitos relacionados a direitos territoriais indígenas. Por esse motivo, a investigação passou a ser conduzida no âmbito da Justiça Federal.
Desde então, diligências vêm sendo realizadas com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do crime, identificar os responsáveis e reunir provas para eventual responsabilização penal.
Os funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP foram preso pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (15), como um dos alvos da Operação Narcofluxo.
A operação da PF que acontece em dois estados, investiga uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de fazer transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.
Poze foi preso pelos agentes no condomínio de luxo onde vive no Rio. Já Ryan foi detido em Bertioga, no litoral paulista.
Ao g1, a defesa de Poze afirmou que desconhecia os autos ou teor do mandado de prisão. Vale lembrar que esta é a segunda vez que o artista é preso em menos de 1 ano. Na época, Poze foi preso pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico de drogas.
A Operação Narcofluxo envolve cerca de 200 policiais federais, que saíram na manhã desta quarta (15) para cumprir 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.