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Bruno Monteiro diz que Lei Rouanet foi transformada em "palavrão" e defende combate à desinformação

Por Lucas Vieira

Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O secretário estadual de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, afirmou que a disseminação de informações falsas contribuiu para a "demonização" da cultura nos últimos anos e defendeu que o debate sobre o setor seja baseado em dados. A declaração foi dada durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (27).

 

Segundo o gestor cultural, a Lei Rouanet passou a ser alvo de interpretações equivocadas durante o debate político, apesar do retorno econômico gerado pelos investimentos em projetos culturais. "A informação e a verdade são as maiores aliadas que a gente tem. A Lei Rouanet virou um palavrão, e as pessoas reproduzem coisas como se ela fosse algo completamente diferente do que é. Cada R$ 1 investido gera um retorno de R$ 4,80 para os cofres públicos", afirmou.

 

Bruno ressaltou que os recursos destinados à cultura movimentam diversos segmentos da economia, impulsionando áreas como turismo, hospedagem, alimentação, transporte e produção audiovisual. Ele também destacou que a participação do setor cultural no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro já supera a da indústria automobilística.

 

"A cultura hoje tem uma participação maior no PIB do Brasil do que a indústria automobilística. Um projeto cultural movimenta muitos setores e esse retorno não serve apenas para investir em cultura, mas também em educação, saúde e segurança", disse.

 

O secretário ainda atribuiu os ataques à área cultural ao papel que ela exerce na formação crítica da população. Para ele, o fortalecimento das manifestações artísticas amplia o senso de pertencimento e incentiva o debate democrático. "Por que se atacou tanto a cultura? Porque a cultura gera pertencimento, liberdade, senso crítico e questionamento. Quanto mais as pessoas são cultas, mais elas se sentem empoderadas para questionar", declarou.

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