Auditoria recomenda rejeição de contas de Rui Costa por compra de respiradores na pandemia
Por Redação
As contas da gestão do Consórcio Nordeste em 2020, sob responsabilidade do então governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), entraram na mira do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA). Em parecer técnico, auditores recomendaram a reprovação das contas ao apontarem "erros administrativos grosseiros" na compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19. As informações são da Folha de São Paulo, nesta terça-feira (14).
A auditoria trata da aquisição de ventiladores pulmonares da empresa Hempcare Pharma Representações, contratada pelo Consórcio Nordeste. Segundo o relatório, a negociação apresentou falhas consideradas graves, incluindo o pagamento antecipado de R$ 48,7 milhões por equipamentos que nunca foram entregues.
Os técnicos também apontaram que a contratação foi autorizada sem a devida verificação das condições da empresa, que possuía capital social reduzido, não tinha registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercializar equipamentos médicos e foi escolhida mesmo após alertas sobre os riscos da operação.
Além de Rui Costa, o parecer responsabiliza o então secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas. Ambos poderão ser obrigados a ressarcir os cofres públicos caso a recomendação seja acolhida ao fim do processo. O relatório ainda será apreciado pelo plenário do TCE-BA.
Depois da análise dos conselheiros, a decisão sobre a aprovação ou rejeição das contas caberá à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Em sua defesa, Rui Costa sustentou que a contratação ocorreu em um cenário excepcional de emergência sanitária e escassez mundial de equipamentos.
