VÍDEO: Zema defende privatização total de estatais brasileiras: "Só serve para atender a politicagem"
Por Mauricio Leiro, de Brasília / Ronne Oliveira
Ainda no evento realizado nesta segunda-feira (22) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), foi enfático ao defender uma agenda econômica liberal e de desestatização, resumindo seu plano em uma promessa direta: "Vou privatizar tudo".
Veja em vídeo:
Diante da plateia de empresários, Zema explicou que o caminho para as empresas estatais é a valorização por meio de uma administração técnica eficiente antes da venda. "Dá para valorizar muito as principais estatais, com uma gestão boa, e levá-las ao mercado", diz o ex-governador de Minas Gerais.
Para o pré-candidato, o excesso de atribuições do governo federal prejudica a entrega de serviços públicos essenciais. Ele argumentou que tanto a União quanto as gestões estaduais deveriam focar seus esforços exclusivamente em áreas prioritárias que não podem ser delegadas à iniciativa privada.
"O governo federal, como o estadual, já tem muito o que fazer quando se fala de saúde, de educação, de segurança e de infraestrutura naquelas áreas que não são possíveis de serem concedidas. Já é uma tarefa gigantesca, e ainda vai se meter com atividades que são do setor privado?", questiona.
Zema também usou o Banco Master e os fundos de pensão como exemplos de estruturas sujeitas a distorções quando associadas ao setor público. "Banco Master, ele só teve envolvimento com banco estatal e com fundo de pensões. Será que é isso que nós queremos no futuro? Parece que o setor privado não se envolve. Mas aquilo que é do Estado está sempre sujeito", alega.
Na Bahia, a declaração remete ao debate em torno da privatização da antiga Empresa Baiana de Alimentos (EBAL), responsável pela rede Cesta do Povo. Em 2018, durante o governo de Rui Costa (PT), a estatal foi privatizada juntamente com o Credcesta, cartão consignado voltado a servidores públicos estaduais.
O tema voltou ao centro das discussões políticas após questionamentos da oposição sobre possíveis conexões entre a venda do ativo e o caso envolvendo o Banco Master. Rui Costa, no entanto, rejeita qualquer relação entre os episódios.
"Na época que nós vendemos a Cesta do Povo, com o cartão [Credcesta], nem Banco Master existia", afirmou o ex-governador em entrevista ao programa Linha de Frente, da Antena 1, no último dia 28 de abril.
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Ao concluir sua fala sobre o tema, o pré-candidato relembrou escândalos históricos de corrupção do país e atacou o uso político das companhias públicas, baseado em sua experiência no Executivo mineiro."Nós já tivemos o Petrolão, todo mundo aqui se lembra, e muitas outras questões. Estatal, pelo que eu vi lá em Minas, serve para atender a politicagem e não ao desenvolvimento econômico", dispara.
