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VÍDEO: Augusto Cury compara polarização política no Brasil a uma "seita" com apoiadores radicais

Por Liz Barretto / Ronne Oliveira

Fotos: Liz Barretto / Francis Juliano / Leonardo Almeida / Bahia Notícias

O escritor Augusto Cury, pré-candidato à Presidência da República pelo partido Avante, criticou o cenário político brasileiro nesta quinta-feira (11). Em entrevista concedida ao Bahia Notícias, Cury classificou o clima da disputa como um alerta sobre a intolerância, comparando o atual nível de polarização a uma "seita" e pior que as torcidas organizadas de futebol.

 

Confira em vídeo:

 

Para o pré-candidato, alega que o maior entrave para lideranças políticas reside justamente na falta de autocrítica de seus seguidores mais fervorosos. "E quem são os piores inimigos de um líder? São aqueles que aderem a eles de maneira radical, sem usar sua autocrítica para poder contribuir com eles. Quem são os piores inimigos de Marx? São os marxistas; de Trump, os trampistas; de Lula, os lulistas; e de Bolsonaro, os bolsonaristas", relata.

 

"Toda vez que você é um 'ista', você tem o sufixo 'ista', você supervaloriza, você não contribui mais, você só supervaloriza, você só aplaude e não fala dos defeitos. Isso impede que eles evoluam", acrescenta o pré-candidato.   

 

Ao ser questionado sobre como a corrida presidencial poderia ser conduzida diante da forte divisão no país, Cury apontou o próprio desconhecimento de seu nome como o primeiro grande obstáculo.

 

"Bom, eu não sou conhecido por 85% a 90% do público, eles não sabem que eu sou pré-candidato à presidência. O desafio vai ser levar essa mensagem. Sementes são mais poderosas, embora aparentemente não causem impacto na hora, mas plante semente que você terá uma floresta e nunca vai faltar madeira para se aquecer", fala o escritor.

 

Apresentando-se como uma terceira via fundamentada no equilíbrio entre a economia e o social, o escritor criticou duramente o desgaste das relações familiares e sociais provocado pela política.

 

"Como eu tenho uma mente que se preocupa com o desenvolvimento econômico na plenitude e um coração que é social, que valoriza as dores das pessoas, eu tenho sido um choque de lucidez numa sociedade altamente polarizada, onde as pessoas não têm liberdade sequer em família de falar em quem vão votar", comenta.