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Júri do caso Henry Borel entra na reta final com depoimentos da defesa

Por Redação

Tomaz Silva / Agência Brasil

O julgamento pela morte do menino Henry Borel chegou ao sétimo dia neste domingo (31), com a continuidade da fase de depoimentos das testemunhas de defesa. No banco dos réus estão o ex-vereador Jairo Souza Santos e a professora Monique Medeiros, acusados de envolvimento na morte da criança de 4 anos, ocorrida em 2021.

 

A principal testemunha ouvida pela defesa de Monique foi seu irmão, Bryan Medeiros, que descreveu a ré como uma mãe presente e cuidadosa. Ele também relatou que a família nunca suspeitou que Jairo pudesse agredir o menino e afirmou que, após a divulgação dos laudos periciais, o ex-vereador teria tentado convencer Monique a sustentar uma versão diferente dos fatos.

 

A acusação, no entanto, sustentou que o depoimento não altera o conjunto de provas reunidas durante a investigação. Segundo os representantes da família de Henry, documentos e perícias indicam que as lesões ocorreram enquanto a criança estava sob os cuidados da mãe e do padrasto.

 

Nos dias anteriores, peritos e investigadores reforçaram a tese de agressões. Um dos legistas afirmou que Henry sofreu múltiplos traumatismos na cabeça, tórax e abdômen, enquanto o delegado responsável pelo caso declarou que Jairo tentou evitar que o corpo da criança fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal para perícia.

 

De acordo com o Ministério Público, Jairo é acusado de homicídio qualificado, tortura e outros crimes. Já Monique responde por homicídio por omissão e outras acusações relacionadas ao caso. A expectativa é que o julgamento prossiga ao longo desta semana.