IPAC firma contratação para elaboração de projeto de restauro no Terreiro do Alaketo
Por Maurício Leiro / Eduarda Pinto
O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) firmou a contratação de uma empresa especializada para a elaboração de projetos de restauro para o Ilê Maroiá Láji, conhecido como Terreiro Alaketu. O espaço, que é considerado um patrimônio cultural do país, foi fundado no século XVII (17) e possui registros documentais de 1858.
O resultado da licitação foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta segunda-feira (18). A empresa responsável pelos projetos executivos será a LCN Arquitetura LTDA., por meio de um contrato de R$262,5 mil.
O Terreiro Alaketu está localizado na rua Luiz Anselmo, no bairro de Matatu, em Salvador. Reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio nacional em 2004, o espaço foi fundado por Maria do Rosário, de nome original Otampê Ojarô, uma descendente da Família Real de Queto que foi vendida, ainda criança, como escrava no Brasil.
Ela conquistou a própria liberdade, retornou ao continente africano, onde se casou, e retornou ao Brasil para abrir o espaço religioso que ocupa 1.500 metros quadrados no “miolo” da capital baiana. Desde então, o terreiro passou por seis gerações de líderes, sendo a mais famosa Olga Francisca Régis, conhecida como Olga de Alaketu (1925-2005), a quarta ialorixá a ocupar o trono e que liderou o terreiro por 57 anos.
