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Bahia registra mais de 3,8 mil casos de estupro de vulnerável contra crianças e adolescentes em 2025

Por Ronne Oliveira / Eduarda Pinto

Foto gerada por I.A (Gemini): Reprodução / Google

No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado neste 18 de maio, dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) acendem um alerta sobre a violência sexual infantojuvenil no estado. Levantamento do Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (Ispe), obtido pelo portal Bahia Notícias, aponta que a Bahia registrou 3.867 casos de estupro de vulnerável contra vítimas de 0 a 17 anos ao longo de 2025.

 

Ao longo do ano passado, milhares de crianças e adolescentes foram vítimas de crimes que acendem um alerta crítico para a necessidade de proteção social. De acordo com o relatório, a Bahia registrou 442 ocorrências categorizadas estritamente como estupro, tendo como principais vítimas meninas com idades entre 12 e 17 anos. 

 

Confira os dados abaixo:

 

O levantamento também aponta a ocorrência de 770 casos de importunação sexual contra o público infantojuvenil no mesmo período. Embora essas modalidades específicas tenham apresentado uma leve oscilação para baixo, as autoridades destacam que o volume total de ocorrências permanece em patamares inaceitáveis e críticos. 

 

Veja em números:

 

Diferentemente dos índices de estupro, os indicadores de assédio e exploração apresentaram alta de 17 vítimas em relação ao ano de 2024. Foram contabilizados 265 casos de assédio sexual contra menores de idade no ano passado. Confira no gráfico abaixo:

 

 

ESTUPROS E PROSTITUIÇÃO
O detalhamento dessa faixa etária revela a vulnerabilidade das vítimas: a maioria esmagadora das ocorrências de assédio envolveu jovens de 12 a 17 anos (209 casos), seguida por crianças de 6 a 11 anos (51 casos) e crianças com menos de cinco anos (5 casos).

 

O relatório também aponta um aumento nas ocorrências enquadradas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como submissão de criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual, somando 39 casos em território baiano. 

 

É possível consultar os números aqui abaixo:

 

Esse cenário reforça o papel indispensável de canais de denúncia como o Disque 100 e a atuação enérgica de Conselhos Tutelares e forças de segurança para combater e interromper o ciclo de abusos no estado.