“As pessoas estão fazendo apenas matemática eleitoral e esqueceram o programa político”, diz Fabíola Mansur
Por Liz Barretto
A deputada estadual Fabíola Mansur (PV) criticou a falta de preocupação com pautas ideológicas na política. Em entrevista à Antena 1 nesta quinta-feira (9), a parlamentar falou sobre o aumento do pragmatismo político, quando o objetivo passa a ser a eleição sem atenção aos ideais defendidos pelo partido.
“As pessoas estão fazendo apenas matemática eleitoral, que a gente chama pragmatismo político, e esqueceram o programa político. É preciso ter uma identidade”, disparou a deputada.
Recém-filiada ao Partido Verde, Fabíola desabafou sobre as dificuldade da eleição de um deputado estadual, fazendo com que muitos candidatos busquem a filiação em um partido que exija uma quantidade menor de votos.
“Ninguém quer ser candidato sem a mínima esperança de chegar lá, as eleições também ficaram caras e o fundo eleitoral – sobretudo para deputados estaduais – não é aquilo que a população espera. Aqueles candidatos que não se vê com uma quantidade de votos para chegar lá ou numa suplência, desistem da eleição”, afirmou.
Os desafios para ocupar uma cadeira, segundo a parlamentar, fazem com que mudanças em busca da melhor legenda aconteçam com frequência. Ela ainda revelou que manteve o diálogo com lideranças de diversos partidos.
“Para eleger um deputado estadual é preciso em torno de 125 mil votos, você tem que ter a somatória de todos os seus companheiros de partido para fazer um. Então você fica buscando composições. Nós tivemos essa busca no PDT, MDB, PSB, Podemos, PSB… Isso gerou uma série de inseguranças, inclusive minha”, contou.
Apesar disso, a deputada garantiu que a mudança para o novo partido ainda seguiu critérios ideológicos, mas reforçou que o PSB, sua antiga sigla, também representava seu posicionamento.
“Eu me identifico muito com as bandeiras do do PSB. Eu era da executiva nacional, então é muito difícil deixar um partido. A gente então na escolha procurou escolher um que mais se assemelhasse àquilo que eu sempre defendi”, completou.
