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Indicação de Otto Lobo à CVM perde força e Alcolumbre deve pedir novo nome ao governo; entenda

Por Redação

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tornou-se insustentável nos bastidores de Brasília.

 

Segundo a coluna da jornalista Andreza Matais, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou a interlocutores que pretende pedir ao governo o envio de outro nome para a vaga.

 

De acordo com a reportagem, o avanço das investigações envolvendo o Banco Master teria esvaziado o apoio à indicação. Alcolumbre nega ser o padrinho político de Lobo, assim como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também refuta ter feito a indicação.

 

Passados quase dois meses desde o envio do nome pelo governo, Alcolumbre ainda não encaminhou a indicação à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), etapa necessária para a realização da sabatina antes da votação em plenário.

 

Nesta segunda-feira (2), o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou um pedido do Ministério Público junto ao órgão que buscava impedir a sabatina, mesmo diante de entendimento da área técnica de que Lobo teria atuado para favorecer interesses do Banco Master.

 

A Corte considerou que não possui prerrogativa para interferir nos trabalhos do Congresso Nacional. Caberá, portanto, aos senadores decidir se aprovam ou rejeitam a indicação feita pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Responsável por regular o mercado de capitais e fundos de investimento, a CVM reconheceu ter identificado movimentações atípicas envolvendo o Banco Master desde 2022, mas não adotou medidas que interrompessem as supostas irregularidades.