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Relatório dos EUA aponta existência de base militar ilegal da China em Salvador

Por Victor Hernandes

Fotos: Infográficos Poder 360

Um levantamento do Congresso dos Estados Unidos indicou a existência de uma base militar secreta da China, na cidade de Salvador. O relatório, publicado na última quinta-feira (26), foi efetuado por um grupo dedicado a monitorar as autoridades chinesas e suas movimentações. 

 

Segundo o Poder 360, o documento apontou que a instalação denominada Estação Terrestre de Tucano, estaria na capital baiana, na sede da empresa brasileira do setor aeroespacial, Ayla Space. A organização possui parceria com a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology. 

 

De acordo com a publicação, a parceria entre as duas entidades é destinada para análise de dados de satélites chineses dentro do Brasil. Conforme a reportagem, o relatório publicado no Comitê Seleto sobre a China, classificou a instalação em território brasileiro como “não oficial”. Os autores da pesquisa ainda consideraram que a estrutura possibilitaria a China a encontrar ativos militares estrangeiros e rastrear objetos espaciais em tempo real na América do Sul. 

 

“[A base] fornece à RPC [República Popular da China] um canal para observar e influenciar a doutrina espacial militar brasileira, ao mesmo tempo que estabelece uma presença permanente em uma região vital para a segurança nacional dos EUA”, diz um trecho do relatório.

 

Outra plataforma do tipo teria sido mencionada no Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia Tecnologia na Serra do Uruba, na Paraíba. De acordo com o Poder 360, o laboratório é uma parceria entre o Instituto de Pesquisa em Comunicações da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China com a UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) e a UFPB (Universidade Federal da Paraíba) firmada em 2025.

 

O projeto é voltado para colaboração bilateral em pesquisa avançada em radioastronomia. O motivo do Congresso norte-americano acompanhar essa iniciativa, seria porque o Instituto de Pesquisa em Comunicações da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China estaria integrado à base industrial de defesa da China e “as aplicações tecnológicas mais amplas desses sistemas de observação do espaço profundo podem ter capacidades de uso duplo para inteligência militar”.

 

O relatório observou ainda que as parcerias foram feitas pelos chineses para criar uma rede de influência através do comércio bilateral. Os chineses teriam também cerca de 10 bases deste tipo no continente sul-americano.