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A BYD do Brasil deu mais um passo rumo à consolidação de sua operação industrial na Bahia. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços autorizou oficialmente a montadora chinesa a utilizar os benefícios fiscais do Regime Automotivo para o Desenvolvimento Regional na produção e comercialização do modelo Atto 2 DM-I fabricado de Camaçari, no Polo Industrial da cidade. A medida foi formalizada por meio de despacho assinado pelo secretário Uallace Moreira Lima.
A autorização foi concedida com base no programa instituído pela Lei nº 9.440/1997, voltado a estimular a instalação e a operação de montadoras em regiões específicas do país por meio de incentivos tributários. A adesão da BYD ao regime foi o que viabilizou, em grande medida, a escolha de Camaçari como sede da primeira fábrica da marca fora da Ásia. O documento tem validade até 31 de dezembro de 2026, contada a partir da emissão da primeira nota fiscal de venda do veículo no Brasil.
O Atto 2 DM-I é um SUV compacto híbrido plug-in. A sigla DM-I, que significa Dual Mode Intelligence, identifica a tecnologia híbrida desenvolvida pela BYD.
A fábrica de Camaçari, instalada no antigo complexo da Ford, representa um dos maiores investimentos estrangeiros já realizados na Bahia. A BYD anunciou aporte de cerca de R$ 5,5 bilhões na unidade, que tem capacidade prevista para produzir até 150 mil veículos por ano em regime de plena operação. (Atualizada às 09h para correção do valor do investimento)
A movimentação no canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, tem se intensificado nos últimos dias com a chegada de materiais e equipamentos que serão utilizados na construção da Ponte Salvador-Itaparica. Considerado o principal polo industrial e logístico nesta fase inicial do empreendimento, o local já recebeu centenas de toneladas de componentes importados da China, além de estruturas e equipamentos adquiridos junto a empresas brasileiras.
Parte dos materiais utilizados na obra foi transportado da China por via marítima. Ao todo, mais de 800 toneladas de equipamentos e componentes chegaram ao Porto de Salvador e estão sendo encaminhadas para os canteiros de São Roque do Paraguaçu e de Vera Cruz. A carga inclui painéis de Bailey e estruturas metálicas, itens que serão empregados nas etapas iniciais da construção.
A mobilização também envolve fornecedores nacionais, mais de 17 empresas brasileiras já foram contratadas até este momento. Cerca de 3.900 toneladas de tubos de aço, conhecidos como camisas metálicas e destinados às fundações da ponte, estão sendo enviados aos canteiros de São Roque e Vera Cruz. O espaço em São Roque também já recebeu dois guindastes com capacidade para movimentar até 60 toneladas. Em Vera Cruz, outros dois guindastes, com capacidades de 25 e 40 toneladas, estão disponíveis para apoiar as atividades de mobilização na Ilha de Itaparica.
Uma nova remessa de equipamentos vindos da China também está a caminho do Brasil. A carga inclui um guindaste de esteira de 320 toneladas, dois guindastes de 150 toneladas, dois guindastes de 100 toneladas, além de um martelo hidráulico de impacto e dois martelos vibratórios elétricos, equipamentos que serão utilizados nas atividades de fundação da ponte.
A construção desse novo sistema de mobilidade conta com três grandes canteiros operacionais distribuídos estrategicamente entre São Roque do Paraguaçu, Salvador e Vera Cruz. Juntos, eles concentrarão atividades industriais, administrativas e logísticas essenciais para a execução do empreendimento.
São Roque do Paraguaçu será o principal polo industrial e logístico pesado da obra. Instalado em uma área de aproximadamente 400 mil metros quadrados, o canteiro ocupa a estrutura de um antigo estaleiro e abrigará linhas de produção de componentes metálicos, além de etapas de pré-fabricação de estruturas da ponte, como aduelas e lajes.
Em Salvador, o canteiro de Jequitaia funcionará como principal base administrativa do projeto e centro de produção de materiais primários. Com cerca de 57 mil metros quadrados de área operacional e píer próprio, o espaço contará com usina de concreto e central de armações de aço. Já o canteiro de Vera Cruz terá perfil operacional voltado às atividades executadas na Ilha de Itaparica. A estrutura será predominantemente modular, utilizando contêineres adaptados e sistema steel frame, permitindo futura desmobilização com menor impacto ambiental e operacional.
Fábrica chinesa de armazenamento de energia será instalada em Camaçari com investimento de R$ 100 mi
A chinesa Windey Energy anunciou um investimento de R$ 100 milhões para instalar sua primeira fábrica brasileira de sistemas de armazenamento de energia em baterias no Polo Industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A unidade terá capacidade para produzir até 1,5 GWh por ano e deve iniciar as operações no primeiro semestre de 2027.
A escolha de Camaçari reforça o avanço da Bahia no mercado de energias renováveis e tecnologias de transição energética. Cerca de R$ 30 milhões serão aplicados já na fase inicial de implantação. A empresa também planeja transformar o Brasil em base de atendimento para outros mercados da América Latina.
O anúncio ocorre em meio à preparação do primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia do Brasil, estruturado pelo Ministério de Minas e Energia. A chegada da fabricante chinesa amplia a oferta de equipamentos produzidos no país e fortalece a cadeia produtiva nacional.
A Windey já havia dado os primeiros passos na Bahia antes de confirmar a fábrica. A empresa inaugurou um escritório nacional e um centro de pesquisa e desenvolvimento em Salvador, em parceria com o Senai Cimatec. Com a nova unidade, a companhia pretende atender também os setores de geração solar e eólica, transmissão de energia e grandes consumidores industriais que buscam ampliar sua autonomia energética.
A China afirmou que continuará apoiando Cuba diante do aumento da pressão política e econômica exercida pelos Estados Unidos sobre a ilha caribenha. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, durante reunião com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, realizada em Nova York, na terça-feira (26).
Durante a conversa, Wang Yi declarou que Pequim seguirá defendendo Cuba em fóruns internacionais e apoiando o desenvolvimento econômico e social do país. Segundo o chanceler chinês, a posição faz parte da defesa da “justiça” em relação à ilha.
“A China continuará a defender a justiça para Cuba, a apoiar a justa causa do povo cubano e a auxiliar Cuba em seu desenvolvimento econômico e social”, destacou.
A manifestação ocorre em meio ao endurecimento do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra Cuba. Nos últimos meses, Washington ampliou medidas de pressão sobre o país, que enfrenta embargo econômico norte-americano desde 1962. Além das restrições econômicas, Trump voltou a fazer declarações sobre a possibilidade de agir diretamente contra o governo cubano após o encerramento do conflito envolvendo o Irã.
Uma explosão registrada em uma mina de carvão na cidade de Changzhi, na China, matou cerca de 90 pessoas na noite desta sexta-feira (22). Câmeras de segurança do local registraram o momento que aconteceu na província de Shanxi.
Cerca de 350 equipes participam da operação de resgate e mais de 200 pessoas foram resgatadas com vida. No momento, 247 trabalhadores realizavam serviços no local. Essa e outras 3 minas pertencentes ao grupo Shanxi Tongzhou Coal Coking Group foram fechadas.
??Imagens mostram explosão em mina de carvão na China que matou 90 pessoas
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 25, 2026
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Pelo menos 123 pessoas estão hospitalizadas. Este é o acidente de mineração mais letal do país em 17 anos. Investigações apontam que o acidente pode ter sido provocado por um acúmulo de gás metano, que é inflamável e comum em minas de carvão.
Em nota, o Itamaraty se pronunciou sobre o acidente e prestou apoio aos familiares. “O Brasil manifesta ao povo e ao governo da China sua solidariedade neste momento difícil e suas sinceras condolências às famílias enlutadas”, diz o comunicado.
O Comando da Marinha autorizou a atracação do navio oceanográfico chinês “Chen Jingrun” no porto de Salvador entre os dias 6 e 10 de julho deste ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (19) e assinada pelo vice-chefe do Estado-Maior da Armada, João Alberto de Araújo Lampert.
A embarcação é considerada uma das mais modernas do país asiático na área de pesquisas oceanográficas. A autorização foi concedida após solicitação da Embaixada da República Popular da China no Brasil. A presença do navio amplia a movimentação chinesa em território baiano nos últimos meses.
“Adido de Defesa junto à Embaixada da República Popular da China no Brasil Autorização para visita de Navios de Guerra a Portos e Águas Jurisdicionais Brasileiras Embaixada da República Popular da China no Brasil. [...] Autorizo a visita do Navio Oceanográfico "CHEN JINGRUN", pertencente à Marinha da China, ao porto de Salvador, no período de 6 a 10 de junho de 2026”, diz o texto.
Um terremoto de 5,2 graus de magnitude atingiu a região de Guangxi, no sul da China, nesta segunda-feira (18). O tremor provocou duas mortes e o desabamento de 13 prédios, informou a imprensa estatal.
??Terremoto de 5,2 graus mata duas pessoas e derruba 13 prédios na China
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 18, 2026
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O terremoto aconteceu na cidade de Liuzhou, no início da madrugada, por volta de 13h21 de Brasília, no domingo. A emissora estatal CCTV identificou as vítimas fatais como um casal, um homem de 63 anos e uma mulher de 53, e informou que os trabalhos de busca prosseguem para tentar encontrar a pessoa desaparecida.
A agência oficial de notícias chinesa, Xinhua, destacou que, até o momento, uma pessoa é considerada desaparecida. Mais de 7.000 pessoas foram obrigadas a abandonar a área afetada pelo terremoto.
Que a China é referência em velocidade de entrega de grandes obras, muita gente sabe. Mas o avanço da rede de metrô de Shenzhen, o “Vale do Silício” chinês, surpreende até para os padrões do país. O sistema cresce atualmente em uma média de 30 km por ano - o que Salvador demorou quase uma década pra alcançar.
É claro que os números de Shenzhen são muito maiores. O desenvolvimento da rede subterrânea precisou acompanhar o crescimento da cidade, que saltou de 30 mil habitantes para quase 18 milhões em 40 anos.
O metrô de Shenzhen conta com cerca de 635 km de extensão e 441 estações. São 17 linhas em operação, incluindo algumas sem condutor, e outras que chegam a uma velocidade de até 120 km/h. E a expansão segue a todo vapor: a expectativa é de que a rede chegue a mais de 1,1 mil km de trilhos até 2035.

Foto: Rebeca Menezes, da China / Bahia Notícias
O projeto foi aprovado em 1998, e a construção começou no ano seguinte. A primeira linha foi inaugurada em dezembro de 2004. Mas a proposta foi criar mais do que um meio de transporte. A união de tecnologia e design permitiu a criação de uma verdadeira cidade subterrânea.
Um dos ícones dessa proposta é a Estação Gangxia North, Hub inaugurado em 2022 que é conhecido pelo “Olho de Shenzhen” - uma claraboia que permite a entrada de luz, além de simbolizar a visão tecnológica da cidade. Dentro da estação, é possível encontrar restaurantes, quiosques de roupas e artesanato, massagem, espaço de jogos e até um cinema.
INSPIRAÇÃO PARA A BAHIA?
A velocidade de investimento por aqui contrasta com a realidade de Salvador. Após um impasse que deixou a obra paralisada, o metrô da capital baiana foi inaugurado em junho de 2014, 14 anos depois do início do projeto. À época, o sistema foi entregue com 7,3 km.
Nove anos depois, o sistema chegou aos 38 km, com a inauguração da Estação Águas Claras/Rodoviária em dezembro do ano passado, com 21 estações no total.
Com a expansão anunciada pelo governo da Bahia para o Campo Grande, a rede deve chegar aos 40 km para atender os 2,5 milhões de habitantes da capital, além de quem mora na Região Metropolitana.

Foto: Rebeca Menezes, da China / Bahia Notícias
A proximidade da Bahia com a China - principalmente após a chegada a Camaçari da BYD - que tem sua sede global em Shenzhen - pode ajudar a inspirar uma transformação no modelo de transporte público na cidade.
Apostar em mobilidade é apostar em desenvolvimento, em atração de investimentos e no impulsionamento da imagem de Salvador para o Brasil e para o mundo. A integração da cidade com os próprios habitantes é resultado de uma política pública de longo prazo, essencial quando se pensa no crescimento econômico e social da população, e precisa ser vista como um elo estratégico para uma cidade com tanto potencial como Salvador.
BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China.
A equipe acompanhou o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 5 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen - cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD.
O BN ainda acompanhou as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
Imagine a cena: uma cidade com 18 milhões de habitantes, áreas densamente populadas, alguns dos prédios mais altos da Ásia… e o único barulho no trânsito é o das buzinas de alguns poucos impacientes. É cada vez mais raro ouvir o ronco dos motores, ônibus barulhentos ou fumaça preta saindo do escapamento de carros maiores. Na cidade de Shenzhen, onde cerca de 80% dos carros vendidos são elétricos ou híbridos, reina o baixo ruído mesmo em dias mais caóticos e horas de pico.
A região, que fica no sul da China, se adaptou bem à escolha. Por aqui, se identificam os poucos carros a combustão pela placa azul - os híbridos ou elétricos têm a placa verde. Além disso, 100% dos mais de 22 mil táxis são elétricos - fornecidos, inclusive, pela BYD, gigante do setor que foi fundada na cidade e tem uma fábrica em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Talvez só seja difícil fazer essa relação no primeiro instante para os brasileiros, por causa de uma curiosidade: aqui, a marca da Build Your Dreams é diferente em veículos de transporte público, menor e mais arredondada.
TRANSPORTE PÚBLICO ELETRIFICADO
Atualmente, cerca de 1,5 milhão da frota de 4,7 milhões de veículos de Shenzen já não é movida a combustão. Outros meios de transporte também são em sua maioria eletrificados. É o caso dos mais de 38 mil ônibus - inclusive, foi a primeira cidade do mundo a eletrificar completamente o transporte público de passageiros.
As motos? Nem se questiona. Quase todas são movidas a energia, e pequenas - a ponto, inclusive, de ser raro ver alguma andando pelas ruas da cidade.
Foto: Rebeca Menezes/ Bahia Notícias
É mais frequente encontrar motociclistas invadindo as calçadas, se misturando com os moradores que andam pela cidade como se a opção de ser atropelado não existisse.
Aliás, uma moradora da cidade resumiu ao Bahia Notícias: aqui os motoristas “dirigem caoticamente, mas é um caótico que eles se entendem”.
A ENERGIA VERDE COMO PROPÓSITO
O combustível por aqui subiu com a guerra e o fechamento do estreito de Ormuz? Pra quem eu perguntei, ninguém soube responder. Com a dimensão da frota elétrica, a maioria se preocupa com o valor da conta de energia elétrica. E se eu te disser que, ainda assim, esse número é bem menor do que o que os baianos pagam?
O BN pesquisou e descobriu que, por aqui, o custo de um litro de gasolina custa entre 8 e 8,5 yuans chineses - o equivalente a um valor entre R$ 5,84 e R$ 6,21. Já a energia? Eles pagam quase metade do que os baianos: R$ 0,44 por kWh, contra R$ 0,82 por kWh cobrados pela Coelba.
Já nos postos de carregamento espalhados pela cidade, o preço do megawatt por aqui é em média de R$ 1. Em Salvador, eletropostos cobram entre R$ 1,50 e R$ 2.
Foto: Rebeca Menezes/ Bahia Notícias
Mas esse preço não tem apenas relação com quem cobra. O próprio governo tem investido em iniciativas e campanhas que orientem a população sobre a relevância de buscar energias renováveis. No ano passado, inclusive, a metrópole chinesa lançou um projeto ambicioso de estímulo para veículos de nova energia (NEVs) que utilizem fontes renováveis para a recarga. A iniciativa foi batizada de “Carro Verde, Eletricidade Verde”. De acordo com o projeto, motoristas que acumulem 1.000 em recargas em estações de eletricidade verde (mantida por energia eólica, solar ou biomassa) ganham um certificado emitido pela Administração Nacional de Energia (NEA).
Aliás, este é um compromisso nacional: A China se comprometeu a alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060. Além disso, gigantes chinesas também defendem o iniciativas mais sustentáveis e com impacto real. A própria BYD definiu como compromisso a defesa de diminuir em 1ºC a temperatura da Terra, a partir da diminuição drástica de emissão de carbono.
O desafio maior tem sido buscar formas de armazenar as energias renováveis, como a energia solar ou a eólica (que dependem de recursos naturais inconstantes). O assunto inclusive foi pautado pelo senador baiano Jaques Wagner, que visitou nesta semana a sede global da BYD. "O grande desafio, e na erdade eles estão na frente, é você ter bancos de bateria gigantescos que aguentem armazenar enquanto tem o sol. Pra quem tem placa solar em casa, quando chega de noite, você vai depender da energia da rede", reforçou o senador. "A Itaipu Binacional, que metade é brasileira, tem um profundo estudo sobre bateria, que é o desafio de você ficar só dependente dessa energia. Senão, a gente sempre tem que 'misturar' as duas energias", completou.
Mas a solução já está em teste em alguns lugares do mundo. Head de Relações Públicas na BYD, Henri Karam detalhou uma iniciativa na Califórnia, estado dos EUA que tem mais carros elétricos. "Você tem na Califórnia uma grande concentração de energia solar, que é durante o dia, e você tem o carro elétrico. Que horas as pessoas carregam? De noite, quando você volta pra casa. E aí você tinha um desequilíbrio no sistema elétrico", explicou. A BYD, então, transformou a bateria blade, que é utilizada nos carros, para construir "super powerbanks": "O projeto custou US$ 1 bilhão. A energia é captada durante o dia, armazenada nesse powerbank, como se fosse uma bateria gigante, e de noite ela é liberada para que as pessoas possam usar. E esse é um modelo que a gente também vai ter em breve no Brasil", adiantou.
Enquanto isso, potências renováveis no Brasil ainda esbarram em gargalos, como a ausência de produção interna de equipamentos estratégicos, como turbinas eólicas e painéis solares, desafios na exploração de minerais e insegurança jurídica relacionada a debates ambientais. Considerando a presença frequente de espaços verdes, em uma cidade que cresceu tão rápido como Shenzhen, o Brasil ainda tem muito a aprender sobre como acelerar o crescimento mantendo o foco na sustentabilidade.
BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanhou o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 05 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen - cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A viagem ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
Para muitos dos jovens músicos da Neojiba, a ficha ainda não caiu. Depois de saírem de cidades do interior da Bahia e de projetos sociais ligados à música, eles encerraram, nesta terça-feira (5), no Shenzhen Concert Hall, a maior turnê já realizada por um grupo brasileiro na China.
A circulação passou por Pequim, Xi’an, Tianjin e Shenzhen desde o último dia 29 de abril e reuniu cerca de 100 integrantes da orquestra em uma série de concertos que misturaram repertório clássico e referências da música brasileira.
“Eu não tinha a mínima ideia do que era o mundo orquestral, nem de onde aquilo poderia me levar”, contou o percussionista Esdras Salatiel, de 18 anos. Integrante da Neojiba desde os 6, ele participa da sexta turnê com a orquestra e da terceira internacional. “A gente tenta entender a dimensão do que é trazer a Bahia para a China, mas acho que ainda não consegue totalmente”.
No palco, a percussão brasileira virou um dos principais pontos de conexão com o público chinês. “A gente traz a nossa música para dentro do ambiente orquestral. Eles estão curtindo muito, sobretudo a percussão”, afirmou Júlio Hendrique, que conheceu a Neojiba através de um projeto social em Jacobina.
As experiências, porém, não ficaram restritas às salas de concerto. Para muitos integrantes, esta foi a primeira vez fora do Brasil. “Eu amei passear pelas ruas, é tudo muito diferente. Eles são muito respeitosos e pacientes com a gente”, disse Nadine Lima, natural de Feira de Santana. “Nas músicas brasileiras, a energia sobe automaticamente. Todo mundo dança e fica sorridente”.
A violinista Eduarda Dalcom também destaca o impacto cultural da viagem. “Todas as cidades são muito bonitas, a arquitetura é bem diferente, e as salas de concerto só melhoram”, comentou. Ela lembra que foi na infância que descobriu, através da Neojiba, um universo que antes parecia distante. “A gente aprende que a música clássica não é só para a elite.”
A viagem também ganhou um significado especial para o percussionista Anderson Silva. O irmão dele trabalha na fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, e a turnê da Neojiba pela China acontece justamente com patrocínio da empresa, que tem sede global em Shenzhen. “Contei a ele e ficou todo mundo muito empolgado”, disse.
Entre ensaios, apresentações e passeios pelas cidades chinesas, muitos músicos descrevem a experiência como a realização de um sonho construído ao longo de anos dentro do programa. “A ficha só cai quando a gente sai do aeroporto e pensa: eu realmente estou aqui”, resumiu Marcelo Silva. “É a realização de um sonho”, completou.
BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanhou o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 5 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen — cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
Músicos da Neojiba celebram turnê na China e destacam experiências dentro e fora do palco pic.twitter.com/YBwD0d3kKj
— BN Hall (@bnhall_) May 6, 2026
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Cantor, compositor, multi-instrumentista e, além disso, viral na internet. Raysson Lima ganhou as redes e o coração de muita gente ao aparecer dançando no meio da rua durante a turnê do Neojiba na China. Segundo ele, essa espontaneidade fez com que a barreira da língua não fizesse diferença e tornou a experiência no país ainda mais inesquecível.
“A gente não precisa falar Mandarim, Chinês, Inglês, Espanhol… A gente precisa ser a gente! A Bahia tem muito isso, o improviso. A simplicidade, a resenha, e eu não sou nada tímido”, admitiu. O artista diz que há várias influências na sua personalidade, como o pai, Tonho Matéria, ensinando a capoeira, o seu tempo no teatro, e também a rua. “Foi a rua que me ensinou a ser gaiato, a ser zoeira, a fazer essas coisas que eu tô fazendo na China”, explicou.
Inclusive, ao Bahia Notícias, Raysson adiantou que registrou o momento em que literalmente fez os chineses pararem. No vídeo, que ainda não foi publicado, ele surge em uma praça em Xi’an, uma das cidades onde se apresentou, apenas com o som do berimbau, atraindo a atenção de todos que passavam: “É a novidade. E você ainda ver um negão diferente na China é outra coisa. Fica todo mundo olhando”.
O retorno da turnê, inclusive, impulsiona ainda mais o artista a investir em um novo e desafiador momento da sua carreira. “Meu sonho é ter minha carreira consolidada. É algo que eu sonho todos os dias e eu sei que estou caminhando pra isso. Esse ano eu vou lançar minha carreira solo. Hoje eu faço parte de projetos: Filhos do Brasil, como vocalista; Doum, com meu amigo Diggo, que está estourado com ‘Hipnotiza’; sou produtor musical do meu pai, Tonho Matéria; músico de Carlinhos Brown… E esse ano eu estou focando em mim. Essa turnê foi um ponto de partida para focar em mim e entender quem é Raysson e o que vou agregar para o mercado e pras pessoas”, revela.
Raysson ainda comentou como chegou ao grupo, do qual já fez parte quando era mais novo. Ele conta que fez uma peça de berimbau, e deixou o maestro Ricardo Castro “alucinado”. “Ele estava na Suíça, viu pelo Facebook. Eu nunca esqueço. Ele me mandou uma mensagem: ‘Tem uma peça pra você’. Eu não acreditei, levei de boa. Em 2022, teve um concurso e quem ganhou foi nosso amigo Jamberê Cerqueira, que escreveu essa peça maravilhosa”, relembrou.
Ainda em 2022, o grupo fez a turnê pela Europa, passando por seis países, e agora a peça voltou ao palco no projeto da China.
Para o multi-instrumentista, o momento mais emocionante da turnê foi a visita a um templo: “Eu fiquei meio triste porque não consegui levar o berimbau, que não podia entrar. Mas me marcou muito porque a gente precisa ter fé, acreditar. Hoje o mundo está complexo, mas vamos melhorando e acreditando na fé, além de conhecer a fé do outro. Eu sou do Candomblé, do Axé, mas é importante também conhecer o hindu, o cristianismo…”, defendeu.
BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanha o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 05 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen - cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
Com apenas 13 anos, a soteropolitana Maria Eduarda Enéas sonhava com um intercâmbio em qualquer lugar do mundo - menos na China. Ela tinha receio por causa da relação do país com a pandemia de Covid-19, já que se mudaria um ano depois do mundo “voltar ao normal”, em 2023. Porém, após três anos vivendo no país, a adolescente mudou de ideia a ponto de aceitar ficar sem acarajé e praia, em troca de algo muito mais relevante: a constante sensação de segurança. Apesar do crescimento rápido nos últimos anos, a ponto de virar referência global em tecnologia, Shenzhen tem baixos índices de criminalidade, atrubuídos principalmente à cultura da população.
“Era aniversário da minha amiga, e eu fui pra casa dela de manhã, para ajudar a arrumar a festa. Depois a gente foi pro shopping, pra cantar karaokê. A gente acabou às 18h e foi pra casa dela, jogou, conversou… E perto das 23h30 eu voltei pra casa. Minha amiga tinha uma moto elétrica e eu voltei com ela”, relatou durante a entrevista, que aconteceu no Shenzhen Bay Park, um parque costeiro de 128 hectares com 13 km de orla, que oferece lazer e contato com a natureza.
Para a adolescente, apesar da existência de câmeras espalhadas por toda a cidade, assim como a existência de policiamento e guardas de segurança privada, o que mais a conforta é a cultura dos moradores de Shenzhen. “Várias vezes, se você derrubar alguma coisa, como o celular ou a carteira, eles vêem e não param e pegam, eles avisam que caiu [e devolvem]. É sobre o jeito que eles pensam e o jeito que eles agem. Se não for seu, você não pega”, resumiu.
A soteropolitana contou que não tem receio mesmo quando estranhos param pra tirar fotos dela na rua. Apesar de estranho, o costume tem uma explicação: os chineses são curiosos com pessoas que mostram características físicas muito diferentes das deles, como cabelo diferente, pele de cor escura e até mesmo ter muitos pelos no corpo. “Eu pareço diferente do que eles, porque eles não têm um cabelo cacheado, ou uma pele como a minha. Mas não é que eles queiram me sequestrar, é só que eles nunca viram alguém assim”.
Em pouco tempo, o choque de cultura surpreendeu Duda positivamente. Assim que chegou na cidade ao lado da mãe - que havia aplicado para trabalhar como pedagoga em Shenzhen -, se supreendeu com as compras pagas com a mão e com a organização da cidade.
Hoje, Maria Eduarda tem aulas em inglês, mas também faz uma matéria para aprender Mandarim. Ao BN, ela explica que ainda está nos níveis mais baixos, mas tem começado aos poucos a entender mais sobre gramática, vocabulário e formas de conversação. Mas a escrita é o mais desafiador. “Eles têm um sistema. Você tem que começar [a escrever] por cima, depois vai pra direita, esquerda, no meio, depois embaixo… E é bem difícil de lembrar como fazer. Além disso, se você escrever um caractere em uma palavra, vai significar uma coisa, mas se você fizer com outro caractere junto, já significa uma coisa completamente diferente”, explicou.
Duda já voltou duas vezes para Salvador desde que veio morar na China. De lá, sente mais falta do acarajé e da praia: “Eu raramente vou pra praia aqui, porque a gente mora em uma cidade que tem praia, mas não é a mesma coisa do Brasil”.
Ainda assim, quando perguntada se escolheria voltar para a capital baiana ou permanecer em Shenzhen, Duda foi categórica: quer ficar na China. “Quando eu cheguei eu sentia falta de muitas coisas. Eu queria comer um acarajé, ou queria ir pra praia. Mas acho que já me adaptei a morar aqui. E ter a segurança de poder ir pra casa da minha amiga, ficar até tarde, e ter a liberdade de sair sozinha, e não ter que planejar com os pais… Mesmo que eu sinta saudade de tapioca e acarajé, [vale a pena ficar]”, concluiu.
BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanha o encerramento do projeto, que acontece neste dia dia 05 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen - cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
O BN Hall embarca, nesta sexta-feira (1º), para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A jornalista Rebeca Menezes, editora do Bahia Notícias e apresentadora da Antena 1 Salvador 100.1 FM, vai assistir ao vivo o encerramento do projeto, que acontecerá no dia 05 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen - cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD.
A convite da BYD Auto do Brasil, nos próximos dias, o portal acompanha os bastidores do grupo, composto por 100 jovens talentos baianos, nesta que representa a maior turnê já realizada por uma orquestra brasileira no país asiático - que é patrocinada pela montadora. Após a estreia na última quarta-feira (29) com uma apresentação de gala no prestigiado Beijing Forbidden City Concert Hall, em Pequim, a Neojiba sobe ao palco nesta sexta no Xi?an City Concert Hall, na cidade de Xi'an; e no próximo sábado (3), no Tianjin Theatre.
Além disso, a jornalista visita a sede global da BYD e acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.
A cobertura especial reforça o propósito do BN Hall de exaltar a Bahia e os baianos no mundo, especialmente em um momento estratégico do estado. Enquanto a turnê traduz um movimento de diplomacia cultural relevante, o território baiano impulsiona a atração de investimentos, e reforça o potencial de crescimento a partir da tecnologia e da busca por soluções inovadoras.
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A Neojibá começou, nesta quarta-feira (29), sua turnê na China com um concerto no Beijing Forbidden City Concert Hall, em Pequim. Essa é a maior turnê já feita por uma orquestra brasileira no país.
Com cerca de 100 jovens músicos baianos, o projeto vai além dos palcos e promove um intercâmbio cultural entre Brasil e China. A iniciativa conta com o patrocínio da BYD, parceira da turnê, e integra a programação do Ano Cultural Brasil–China.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, acompanhou a apresentação em Pequim e destacou a importância do projeto. “O Neojibá transforma vidas e mostra como a cultura pode criar oportunidades para os jovens”, afirmou.
Depois da estreia, a orquestra segue para apresentações em Xi’an (1º de maio), Tianjin (3 de maio) e Shenzhen (5 de maio), cidade onde fica a sede da BYD.
Sob regência do maestro Ricardo Castro, o grupo apresenta o concerto “Música das Américas”, com obras de Heitor Villa-Lobos, George Gershwin e Arturo Márquez. Um dos destaques é a música Kamarámusik, de Jamberê Cerqueira, que mistura berimbau com orquestra. A obra é interpretada pelo jovem percussionista Raysson Lima, de 21 anos, que começou sua formação no próprio Neojibá.
Criado em 2007, o Neojibá já beneficiou mais de 42 mil crianças, adolescentes e jovens na Bahia, unindo música e inclusão social.
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Dois dias depois do anúncio da compra, pela empresa americana USA Rare Earth, de participação na mineradora Serra Verde, responsável por uma mina de terras raras em Minaçu (Goiás), transação avaliada em US$ 2,8 bilhões, a Câmara dos Deputados votará um projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A votação acontecerá na sessão plenária desta quarta-feira (22).
O projeto em pauta é o PL 2.780/2024, de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), que busca regulamentar a pesquisa, a lavra e a transformação de minerais críticos e estratégicos de maneira sustentável no país. Entre esses minerais estão os chamados de terras raras.
Esses minerais de terras raras são essenciais para a fabricação de tecnologias como veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. Atualmente, a maior parte da produção global está concentrada na Ásia, especialmente na China, e projetos fora desse eixo, como no Brasil, por exemplo, têm ganhado importância geopolítica e econômica.
O Brasil tem a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, mas ainda produz pouco, o que coloca o país como uma potência ainda consolidada no setor. O objetivo do projeto que será votado nesta quarta é evitar que o país fique só na exportação de matéria-prima, perca soberania sobre um insumo estratégico e flexibilize controles ambientais para atrair investimentos.
De acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o marco legal das terras raras e minérios críticos será uma das prioridades nas votações do Congresso neste primeiro semestre.
“O projeto protege a soberania nacional e coloca o país não só como exportador de minerais críticos, mas sim grande produtor de tecnologia, e isso vai fazer com que tenhamos condição de exportar matérias-primas com valor agregado, para que isso incentive a educação com formação de mão de obra e, consequentemente, gere riqueza”, defendeu Motta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma piada envolvendo o aumento dos gastos dos brasileiros com cuidados de cachorros durante a reinauguração do parque fabril da montadora de veículos chinesa Caoa, em Anápolis (GO), nesta quinta-feira (26). Na ocasião, de frente a um representante da China, o petista afirmou que os “chineses não devem ter esse problema” com os gastos com pets.
Ao se dirigir a Zhu Huarong, representante de uma fábrica chinesa de automóveis presente ao evento, Lula afirmou que, no Brasil, as pessoas gostam muito de cachorros e disse que os chineses não devem ter "esse problema" com as despesas com cães.
"Meu caro Zhu, na China não deve ter esse problema, mas aqui no Brasil nós gostamos muito de cachorro. [...] Eu tive cachorro a vida inteira, só para vocês terem ideia, quando eu casei com a Marisa, eu fui morar numa casa de 33 metros quadrados. Eu, a mãe da Marisa, a Marisa, três filhos e duas cachorras. Eu tive uma dálmata que teve 11 filhotes, e tinha que dar mamadeira para os filhotes porque as tetinhas dela não davam para amamentar tudo. Eu levantava de noite para dar", disse o presidente.
De acordo com publicação do G1, em algumas regiões da China, há uma tradição de consumo de carne de cachorro, sobretudo, em um determinado período do ano. Todavia, a prática tem recebido a oposição da própria população chinesa e, em algumas localidades, tem sido coibida ou desestimulada.
Prosseguindo, Lula classificou o aumento dos gastos como um “sequestro do salário” e comentou sobre as mudanças de costume no cuidado dos cachorros.
"Mas, agora, quem tem um cachorrinho tem que levar no dentista para cuidar da boca dele, ninguém aceita que se dê mais resto de comida para o cachorro. Agora não. Agora, os cachorrinhos têm que dormir com a gente. Tem que tá limpinho, dar banho uma vez por semana, levar no veterinário. E tudo isso é um sequestro do nosso salário. E a gente só se dá conta no final do mês", completou o petista.
Veja o momento:
A Neojiba realizará, em 2026, uma turnê inédita pela China, considerada a maior já promovida por uma orquestra brasileira no país asiático. A agenda integra as comemorações do Ano Brasil-China e prevê quatro apresentações entre abril e maio, nas cidades de Pequim, Xi’an, Tianjin e Shenzhen.
Antes de seguir para a Ásia, o grupo baiano também se apresenta na Alemanha, dentro da programação do festival PodiumZukunft, voltado para orquestras juvenis. Com 108 integrantes entre músicos, maestro e equipe técnica, a iniciativa reforça a presença internacional do programa e destaca a música como instrumento de conexão cultural entre Brasil, Europa e Ásia.
O repertório reúne obras de compositores como George Gershwin, Heitor Villa-Lobos, Maestro Duda e Arturo Márquez, além de clássicos da música brasileira, como “Aquarela do Brasil” e “Tico-Tico no Fubá”. Entre os destaques está “Kamarámusik”, de Jamberê, que traz o berimbau como elemento central, levando aos palcos internacionais um símbolo da cultura afro-brasileira.
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Em meio a guerra no Oriente Médio, a China deve restringir as exportações de fertilizantes para proteger seu mercado interno. A informação foi divulgada pelo G1.
Pequim proibiu as exportações de misturas de fertilizantes de nitrogênio e potássio e de certas variedades de fosfato, disseram fontes à Reuters.
A medida tensiona ainda mais os mercados globais, que já estão lutando contra a escassez causada pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã.
O país é o terceiro maior fornecedor de fertilizantes do Brasil. No ano passado, as importações representaram 11,5% das compras brasileiras em 2025, ultrapassando os US$90 milhões.
Ao redor do mundo, seus embarques foram avaliados em mais de US$13 bilhões no ano passado. Apesar disso, a China já tem um histórico de controle das exportações para manter os preços baixos para os agricultores.
As remessas pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo conflito, são responsáveis por cerca de um terço do suprimento por via marítima. A passagem de cargas está bloqueada pelo Irã desde o início do mês, como retaliação a ataques conjuntos dos EUA e Israel.
Classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas pelo governo dos Estados Unidos, acordo entre os países para combate ao narcotráfico, conflitos no Oriente Médio e a posição do Itamaraty, estabelecimento de bases chinesas no Brasil. Esses foram alguns dos temas abordados pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante audiência pública nesta quarta-feira (18) na Câmara.
Ao ser questionado, na Comissão de Relações Exteriores, por deputados de oposição sobre instalação de bases chinesas na Bahia, o ministro disse se tratar de “desinformação” e de “notícias infundadas”. Os deputados destacaram a informação de que a China teria estabelecido uma rede de infraestrutura espacial em toda América Latina para vigilância de adversários e para no futuro fortalecer suas capacidades militares na região.
“Não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceira militar, nem qualquer elemento que justifique as ilações descritas e as denúncias subsequentes. Estamos falando, portanto, de especulações derivadas de notícias de internet, cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos”, declarou Vieira.
O ministro das Relações Exteriores esclareceu que a suposta estação chinesa em Tucano, na Bahia, é um projeto de uma empresa privada de tecnologia, a Alya Space, que teria negociado memorando preliminar de cooperação com empresas de outros países, incluindo a China e os Estados Unidos, mas que não avançaram.
Mauro Vieira explicou que a empresa Alya Space é uma “startup embrionária e autofinanciada” com sede em Salvador, que ainda encontra-se inscrita em processo de outorga na Anatel. A suposta estação, ressaltou Vieira, não tem contratos, operação ou infraestrutura associada.
O ministro descartou a veracidade do relatório divulgado recentemente por um comitê da Câmara dos Estados Unidos, sobre a suposta base chinesa. O relatório afirma que a “Tucano Ground Station” (Estação Terrestre Tucano), em Salvador, garantiria “troca de dados operacionais entre suas respectivas instalações por meio de suas redes de antenas” e permitiria um aprimoramento de ativos espaciais civis e militares.
O comitê norte-americano ainda aponta um acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira) “que inclui o treinamento de militares em simulação orbital e a utilização de antenas da Força Aérea como backup”.
Mauro Vieira afirmou que o relatório mostraria desconhecimento técnico e “viés geopolítico ultrapassado”, ao afirmar que América Latina e o Caribe seriam áreas de influência dos EUA.
“Permitam-me tranquilizar os membros desta comissão de que as ilações apresentadas no referido relatório não passam de desinformação baseada em suspeitas infundadas”, concluiu o chanceler.
Em resposta a diversas indagações de deputados de oposição, o ministro Mauro Vieira afirmou também que o governo Lula é contrário à classificação das organizações criminosas como terroristas, e explicou que a mudança permitiria que os Estados Unidos invadissem o país.
De acordo com o chanceler, do ponto de vista legal, também não é possível adotar outro posicionamento. Para ele, a medida poderia colocar em risco a soberania nacional.
“Isso permitiria que qualquer tipo de força americana (exército ou forças armadas dos EUA) viesse ao território brasileiro, invadisse o território brasileiro para exterminar grupos terroristas, o que fosse. Nós não podemos deixar que a soberania nacional esteja sob risco ou nas mãos de países estrangeiros”, afirmou.
Vieira ainda disse aos parlamentares que o governo quer firmar um acordo de combate ao narcotráfico com os EUA baseado na cooperação entre os dois países.
O Ministério da Defesa deverá prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados sobre as relações entre Brasil e China. O pedido ocorre após a divulgação de um relatório elaborado por parte de parlamentares dos Estados Unidos que levanta a suspeita da existência de uma possível base militar chinesa secreta no estado da Bahia.
Segundo a revista Veja, o pedido , já aprovado na comissão, foi apresentado pelo deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). Ele citou um relatório do Comitê Seleto da Câmara dos EUA sobre Competição Estratégica entre os EUA e o Partido Comunista Chinês, que analisa a expansão da infraestrutura espacial chinesa na América Latina.
Os deputados querem esclarecimentos sobre o projeto chamado Tucano Ground Station, apontado no documento americano como a única base militar chinesa “não oficial” na América do Sul. Segundo o relatório, as possíveis implicações militares estariam relacionadas à conexão do projeto com instituições de defesa brasileiras.
De acordo com o documento, a empresa Alya Nanosatellites firmou um memorando de entendimento com o Departamento de Ciência e Tecnologia da Força Aérea Brasileira. O acordo prevê, entre outros pontos, o treinamento de militares em simulações de órbita e o uso de antenas da Aeronáutica como sistema de apoio à base de Tucano.
Para os congressistas americanos, essa integração poderia permitir que a China acompanhe e influencie a doutrina espacial militar brasileira, além de estabelecer uma presença permanente em uma área considerada estratégica para a segurança nacional dos Estados Unidos. O relatório também afirma que a estrutura poderia ampliar a capacidade chinesa de vigilância por satélite, possibilitando identificar equipamentos militares camuflados e rastrear objetos espaciais em tempo real.
Ainda conforme o documento, as atividades estariam ligadas à empresa brasileira Ayla Space, que atua no setor aeroespacial e mantém parceria com a companhia chinesa Beijing Tianlian Space Technology para análise de dados de satélites.
Um levantamento do Congresso dos Estados Unidos indicou a existência de uma base militar secreta da China, associada a uma empresa com sede em Salvador. O relatório, publicado na última quinta-feira (26), foi efetuado por um grupo dedicado a monitorar as autoridades chinesas e suas movimentações.
Segundo o Poder 360, o documento apontou que a instalação denominada Estação Terrestre de Tucano, estaria na capital baiana, na sede da empresa brasileira do setor aeroespacial, Ayla Space. A organização possui parceria com a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology. No entanto, a localização exata não é determinada no relatório, havendo indicações de que seria no entorno do município de Tucano, no seminário baiano.
De acordo com a publicação, a parceria entre as duas entidades é destinada para análise de dados de satélites chineses dentro do Brasil. Conforme a reportagem, o relatório publicado no Comitê Seleto sobre a China, classificou a instalação em território brasileiro como “não oficial”. Os autores da pesquisa ainda consideraram que a estrutura possibilitaria a China a encontrar ativos militares estrangeiros e rastrear objetos espaciais em tempo real na América do Sul.
“[A base] fornece à RPC [República Popular da China] um canal para observar e influenciar a doutrina espacial militar brasileira, ao mesmo tempo que estabelece uma presença permanente em uma região vital para a segurança nacional dos EUA”, diz um trecho do relatório.
Outra plataforma do tipo teria sido mencionada no Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia Tecnologia na Serra do Uruba, na Paraíba. De acordo com o Poder 360, o laboratório é uma parceria entre o Instituto de Pesquisa em Comunicações da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China com a UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) e a UFPB (Universidade Federal da Paraíba) firmada em 2025.
O projeto é voltado para colaboração bilateral em pesquisa avançada em radioastronomia. O motivo do Congresso norte-americano acompanhar essa iniciativa, seria porque o Instituto de Pesquisa em Comunicações da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China estaria integrado à base industrial de defesa da China e “as aplicações tecnológicas mais amplas desses sistemas de observação do espaço profundo podem ter capacidades de uso duplo para inteligência militar”.
O relatório observou ainda que as parcerias foram feitas pelos chineses para criar uma rede de influência através do comércio bilateral. Os chineses teriam também cerca de 10 bases deste tipo no continente sul-americano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses. O anúncio foi feito em conversa por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, na noite desta quinta-feira (22). A isenção brasileira é uma retribuição à medida de isenção adotada pela China desde 2025.
Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (23), o Palácio do Planalto explicou que a isenção ocorre no contexto da ampliação da cooperação em áreas da “fronteira do conhecimento”.
A política de isenção de visto da China passou a incluir os cidadãos brasileiros desde 1º de junho de 2025, com validade de um ano, que posteriormente foi ampliada até 31 de dezembro de 2026. Segundo a Agência Brasil, a medida também inclui outros países sul-americanos como Argentina, Chile, Peru e Uruguai.
O objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, no contexto de aproximação da China com a América Latina e outros blocos. Os portadores de passaportes comuns válidos desses países, são isentos da exigência de visto ao entrarem na China para fins de negócios, turismo, visita a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito. Eles podem permanecer no país por no máximo 30 dias sem visto.
TELEFONEMA
O telefonema entre Lula e Xi Jinping durou cerca de 45 minutos. Os dois líderes conversaram sobre o adensamento das relações bilaterais desde a visita do presidente Xi ao Brasil e a formação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável, em novembro de 2024. A iniciativa eleva a parceria estratégica entre os dois países.
“A esse respeito, destacaram as sinergias entre os respectivos projetos nacionais de desenvolvimento, em especial nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia”, diz a nota da presidência do Brasil sobre a conversa.
Com relação ao cenário global, segunda a nota, Lula destacou que Brasil e China são países que detêm “papel central na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio”.
“Nesse contexto, os presidentes Lula e Xi reiteraram seu compromisso com o fortalecimento das Nações Unidas como caminho para a defesa da paz e da estabilidade no mundo.”
Reconhecido como um dos principais representantes do fisiculturismo na China, Wang Kun morreu de forma repentina aos 30 anos nesta semana. A confirmação foi feita pela Associação Provincial de Fisiculturismo de Anhui, que indicou um possível problema cardíaco como causa do falecimento. Não houve divulgação de mais detalhes sobre o ocorrido.
Wang competia profissionalmente pela Liga Profissional da Federação Internacional de Fisiculturismo e Fitness (IFBB) e construiu uma carreira marcada por resultados expressivos. Ao longo dos últimos anos, acumulou oito conquistas consecutivas no Campeonato Nacional de Fisiculturismo organizado pela CBBA, desempenho que o colocou entre os nomes mais vitoriosos da história recente da modalidade no país.
Conhecido pela disciplina extrema, o atleta costumava relatar que manteve uma rotina austera durante cerca de uma década. Em entrevistas, descrevia um cotidiano focado quase exclusivamente em treinos e alimentação controlada, com refeições simples e repetitivas. Datas comemorativas, como o Ano Novo Chinês, eram frequentemente ignoradas para que ele pudesse seguir o planejamento físico estabelecido.
A notícia da morte provocou forte repercussão entre praticantes, treinadores e admiradores do fisiculturismo. Nas redes sociais, mensagens de homenagem destacaram a dedicação de Wang ao esporte e o impacto de sua trajetória. “Descanse em paz, campeão”, escreveu um seguidor, em uma das diversas manifestações.
Fora dos palcos de competição, Wang Kun também atuava como empreendedor. Ele era proprietário da academia Muscle Factory, localizada em sua cidade natal, e trabalhava na abertura de uma nova unidade em Hefei. O projeto, no entanto, acabou interrompido com sua morte, que encerra de forma precoce uma carreira marcada por títulos, rigor e influência no cenário do fisiculturismo chinês.
As exportações baianas registraram uma queda de 16,4% em outubro de 2025, em relação ao mesmo mês do ano anterior.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (10) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), entidade vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan). Mesmo com um total de 1,03 bilhão de dólares exportado [o maior valor mensal do ano], o resultado foi impactado por uma redução de 17,6% no volume embarcado, parcialmente compensada por uma alta média de 1,4% nos preços dos produtos exportados.
QUEDA EM VENDAS PARA OS EUA
Segundo a SEI, o principal motivo para o recuo foi a forte retração das vendas para os Estados Unidos, que caíram 60,8% em valor e 65% em volume. O resultado é consequência das tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump e da consequente redução na demanda por produtos baianos.
Em contrapartida, houve crescimento nas exportações para outros mercados: China: +23,7%, impulsionada pela soja; Canadá: +147%, com destaque para ouro e níquel; e Índia: +178,1%, puxada pelo algodão.
Mesmo assim, a SEI alerta para incertezas futuras, já que as negociações comerciais entre China e EUA podem afetar os embarques de soja — embora boa parte da safra já tenha sido exportada.
AGROPECUÁRIA CRESCE, INDÚSTRIA RECUA
Conforme a autarquia, entre os setores, apenas a agropecuária apresentou crescimento no mês, com alta de 21,4% frente a outubro de 2024. Já a indústria extrativa caiu 47,4%, e a indústria de transformação teve recuo de 38,7%, o que reflete o enfraquecimento da demanda global.
De janeiro a outubro, as exportações da Bahia somaram 9,54 bilhões de dólares, uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações, por sua vez, totalizaram 8,07 bilhões de dólares, recuo de 13%, o que manteve o saldo comercial positivo em 1,46 bilhão de dólares.
A SEI aponta que o avanço da safra agrícola, estimada em 12,8 milhões de toneladas (+12,3%), e a melhora nos preços das commodities têm ajudado a sustentar o nível das exportações, mesmo em um cenário global de barreiras comerciais e instabilidade econômica.
IMPORTAÇÕES TAMBÉM CAEM
No caso das importações baianas, estas somaram 770,9 milhões de dólares em outubro, uma queda de 19,3% frente a 2024. A principal causa foi a redução nas compras de combustíveis (-58,8%), segundo o levantamento da SEI.
Por outro lado, alguns segmentos cresceram: Bens de capital: +102,7%, com destaque para máquinas e equipamentos; e Bens de consumo: +186,3%, impulsionados por veículos, produtos químicos e eletrônicos.
No acumulado até outubro, o estado mantém um ritmo moderado nas compras externas, com avanço de 2,7% nos bens intermediários, totalizando 4,7 bilhões de dólares.
A autarquia também informou que os EUA seguem como principal fornecedor para a Bahia, com 29% de participação, mas registraram queda de 9,3% nas exportações para o estado. No caso da China, o país asiático já ocupa a segunda posição, com 1,3 bilhão de dólares em vendas, um crescimento de 67,7% em relação ao ano passado. As compras chinesas são impulsionadas por células fotovoltaicas, veículos, fertilizantes e máquinas industriais.
Já a Rússia teve queda de 49,2% nas exportações à Bahia, por conta da redução nos embarques de diesel e nafta. Mesmo assim, continua como principal fornecedora de fertilizantes, com 220 milhões de dólares em vendas, uma alta de 18% no ano.
A Seleção Brasileira feminina sub-17 confirmou vaga nas quartas de final da Copa do Mundo da categoria ao vencer a China por 3 a 0, nesta terça-feira (28), no Marrocos. Sob o comando da técnica Rilany Silva, a equipe brasileira garantiu presença entre as oito melhores seleções do torneio.
Os gols da vitória foram marcados por Kaylane, Evelin e Giovana Iseppe, em uma atuação dominante do Brasil. Apesar de alguns momentos de pressão da equipe chinesa, as brasileiras controlaram o jogo do início ao fim. O próximo desafio será diante do vencedor do duelo entre Canadá e Zâmbia, que se enfrentam nesta quarta-feira (29), às 16h, pelas quartas de final.
O momento de preocupação da partida ficou por conta de Giovanna Waksman, artilheira da equipe com três gols e uma assistência em três jogos. A atacante de 16 anos deixou o campo ainda no primeiro tempo após sentir o joelho esquerdo em um lance isolado. Chorando, ela precisou ser retirada de maca e substituída por Dulce Maria. A jogadora será avaliada para determinar a gravidade da lesão.
Na fase de grupos, o Brasil terminou na segunda posição do Grupo A, atrás apenas da Itália. A campanha contou com uma vitória, um empate e uma derrota, com sete gols marcados e cinco sofridos.
A brasileira Luisa Stefani conquistou o vice-campeonato nas duplas do WTA 500 de Ningbo, na China, neste domingo (19). Atuando ao lado da húngara Timea Babos, Stefani foi superada pela parceria formada pela americana Nicole Melichar-Martinez e pela russa Liudmila Samsonova por 2 sets a 1, com parciais de 5/7, 6/4 e 10/8.
Apesar da derrota na final, o resultado garantiu à dupla vaga no WTA Finals, torneio que reúne as oito melhores parcerias da temporada, e que será disputado em novembro, na Arábia Saudita.
Antes do Finals, Stefani e Babos voltam às quadras na próxima semana, para o WTA 500 de Tóquio, onde serão cabeças de chave número 4.
A parceria vive grande fase em 2025. A final em Ningbo foi a quarta da dupla no ano, com títulos nos WTA 500 de Linz (Áustria) e Estrasburgo (França), além do WTA 250 de São Paulo.
No ranking individual de duplistas, que considera os resultados de cada jogadora independentemente da parceira, Luisa Stefani — que já chegou ao top 10 mundial — deve voltar ao top 20, subindo para a 17ª colocação após a campanha na China.
A decisão foi marcada pelo equilíbrio e pelo forte desempenho nos saques. Em toda a partida, cada dupla conseguiu apenas uma quebra de serviço. Stefani e Babos tiveram cinco chances de break, enquanto Melichar-Martinez e Samsonova criaram oito oportunidades, aproveitando melhor nos momentos decisivos do match-tiebreak.
O deputado estadual Júnior Muniz (PT) pediu licença na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para participar de um evento na fábrica da BYD na cidade de Shenzhen, na China, a partir desta segunda-feira (13) até o dia 24 de outubro. Conforme o parlamentar, a viagem ocorre após convite a própria empresa chinesa.
Em requerimento enviado à AL-BA nesta segunda, Muniz anexou a solicitação dos chineses.
“Temos o prazer de estender um convite oficial Junior Muniz para visitar nossa empresa na China pelo período de 13/10/2025 a 23/10/2025. A visita de seu representante à China é essencial para futuras relações”, diz o convite.
Em abril, Muniz também realizou uma viagem para a fábrica da BYD em Shenzhen. Na oportunidade, a jornada durou 15 dias e além do deputado, a comitiva também contou com um grupo de empresários.
Além de visitar as fábricas da montadora, Muniz também entregou o Título de Cidadã Baiana para a CEO da BYD, Stella Li.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, iniciou nesta segunda-feira (13) uma missão oficial à China. A viagem, que vai até quinta-feira (17), tem como foco principal a atração de investimentos para o Brasil e o avanço em projetos de integração entre a América do Sul e a Ásia, por meio do Oceano Pacífico.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também participa da comitiva. Ele deve visitar um hospital inteligente na província de Zhejiang. O modelo de gestão e as tecnologias empregadas no local serão avaliados com o objetivo de possível aplicação no sistema de saúde brasileiro.
A programação da missão inclui passagem pelo Porto de Xangai, ponto considerado estratégico para o projeto Rotas de Integração Sul-Americana. O plano é dividido em cinco rotas e propõe melhorias em modais como rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, com o objetivo de ampliar a logística nacional e facilitar o comércio com países vizinhos e com o mercado asiático.
Durante a estadia, a comitiva também deve participar de reuniões com autoridades chinesas. Os encontros abordarão possíveis parcerias nas áreas de infraestrutura, inovação, saúde e planejamento urbano.
O supertufão Ragasa, o ciclone tropical mais poderoso do ano, atingiu a capital chinesa Hong Kong e a região sul da China nesta quarta-feira (24), no horário local, com chuvas intensas e ventos de mais de 150 km/h. Os desastres levaram ao fechamento da cidade e ao cancelamento de mais de 700 voos no principal aeroporto do país.
VÍDEO: Tufão atinge Hong Kong e causa desastres com chuvas intensas
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) September 24, 2025
CONFIRA??????? pic.twitter.com/cz3ouKOrzk
Segundo a CNN, além de Hong Kong, o tufão deve atingir Macau, Shenzhen e Guangzhou, antes de atingir o continente novamente no oeste da província de Guangdong, na China continental. Taiwan, por onde o ciclone já passou anteriormente, pelo menos 14 pessoas morreram após o rompimento de uma barreira de água na segunda-feira (22).
Com ventos que chegam a 200 km/h, Ragasa deve se aproximar ainda mais da cidade nas próximas horas, passando a cerca de 100 km ao sul do território densamente povoado. Nos dias que antecederam a chegada da tempestade, moradores correram aos supermercados em busca de mantimentos, esvaziando prateleiras e enfrentando longas filas, temendo que o comércio permanecesse fechado por até dois dias.
As autoridades de Hong Kong elevaram o alerta para o nível 10, o mais alto do sistema de sinais de tempestade, determinando o fechamento de empresas e a suspensão de serviços de transporte público. Além disso, o governo emitiu um alerta de inundações, já que chuvas torrenciais continuam a atingir a cidade, com algumas vias já parcialmente alagadas, segundo o South China Morning Post.
O observatório meteorológico alertou para uma possível elevação do nível do mar, comparável à registrada durante os devastadores tufões Hato (2017) e Mangkhut (2018), que causaram bilhões de dólares em prejuízos. A expectativa é de que o sistema mantenha sua intensidade enquanto avança rumo à costa da província chinesa de Guangdong, lar de mais de 125 milhões de pessoas, onde deve tocar o solo por volta do meio-dia (0400 GMT).
A Seleção Brasileira Masculina de Vôlei deu adeus ao Mundial, realizado nas Filipinas, na manhã desta quinta-feira (18). Após um início promissor, com duas vitórias nas primeiras rodadas, a equipe acabou eliminada na fase de grupos.
O revés para a Sérvia por 3 a 0, combinado à vitória da República Tcheca sobre a China pelo mesmo placar, selou a eliminação brasileira. Com isso, o Brasil não avançou para as oitavas de final, ficando fora do grupo das 16 melhores seleções do torneio.
A posição final ainda não está definida, pois depende dos resultados dos demais grupos, mas, na melhor das hipóteses, o país terminará em 17º lugar — atrás da 11ª posição alcançada em 1956, que era sua pior campanha até então.
Nas primeiras partidas, a seleção brasileira havia vencido a China por 3 a 1 e a República Tcheca por 3 a 0, o que deixava a classificação encaminhada. No entanto, a derrota para a Sérvia na última rodada eliminou o Brasil, mesmo com duas vitórias na fase inicial.
A Seleção Brasileira masculina de vôlei começou o Mundial com vitória. Neste domingo (14), o time comandado por Bernardinho superou a China por 3 sets a 1, de virada, com parciais de 19/25, 25/23, 25/22 e 25/21, pelo Grupo H da competição disputada nas Filipinas.
Arthur Bento foi o destaque da partida, anotando 17 pontos e liderando a reação brasileira após a derrota no primeiro set. Judson, Alan e Lucarelli também tiveram papel decisivo no ataque. No quarto set, a China chegou a abrir vantagem, mas o Brasil se reorganizou, contou com boa distribuição de Brasília e com a entrada de Honorato, que ajudou a evitar o tie-break.
Com o resultado, a seleção estreia com moral e se prepara para enfrentar a República Tcheca nesta segunda-feira (15), às 23h (horário de Brasília). O último compromisso na fase de grupos será contra a Sérvia, na quarta-feira (17), no mesmo horário. O Mundial segue até 28 de setembro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs neste sábado (13) aos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a imposição de um grande pacote de "sanções severas" à Rússia. Em documento oficial, o presidente americano ainda delimitou, como condição, que os países europeus do bloco deixem de comprar petróleo russo.
"Estou pronto para impor sanções severas à Rússia quando todas as nações da Otan tiverem concordado e começado a fazer o mesmo, e quando todas as nações da Otan PARAREM DE COMPRAR PETRÓLEO DA RÚSSIA", disse o presidente norte-americano em uma carta endereçada aos países da Otan e publicada em sua rede social Truth Social.
"A compra de petróleo russo, por alguns, tem sido chocante! Isso enfraquece enormemente sua posição de negociação e poder de barganha sobre a Rússia", completou Trump.
Na carta, Trump também sugeriu aos sócios da OTAN a aplicação de tarifas entre "50 a 100% sobre produtos chineses até que o conflito entre Rússia e Ucrânia acabe”, como forma de acelerar o fim da guerra na Ucrânia. "A China tem um forte controle, e até mesmo domínio, sobre a Rússia, e essas tarifas poderosas romperão esse controle", escreveu.
Trump voltou a repetir que a guerra na Ucrânia “nunca teria começado” caso ele estivesse na Casa Branca, chamando o conflito de “ridículo” e responsabilizando o ex-presidente americano, Joe Biden, e o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Segundo informações do site BP Money, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 6,133 bilhões no mês de agosto. O resultado representou um saldo 35,8% mais alto do que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando ficou positiva em US$ 4,5 bilhões.
Os dados oficiais foram foram divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) nesta quinta-feira (4).
No mês passado, as exportações somaram US$ 29,861 bilhões, uma alta de 3,9% em comparação ao mesmo período do ano passado. Já as importações foram de US$ 23,728 bilhões, queda de 2,0%.
O resultado do mês passado foi impactado pela entrada em vigor da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. No oitavo mês do ano, o valor embarcado para os norte-americanos caiu 18,5% ante agosto de 2024.
A participação dos EUA no total das vendas do Brasil ao exterior ficou em 9,3% no mês, abaixo dos 11,8% em agosto do ano passado.
Por outro lado, as exportações para a China - em dado que inclui ainda Hong Kong e Macau - saltaram 29,9% no mês. A participação dos chineses chegou a 32,1%, contra 25,7% em agosto do ano passado.
No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o saldo comercial foi de US$42,812 bilhões, uma queda de 20,2% em relação ao observado no mesmo período de 2024. As exportações somaram US$227,583 bilhões (+0,5%) no ano, e as importações, US$184,771 bilhões (+6,9%).
A artista visual baiana Carol Miag participou do International Watercolor Art Festival, na China, realizado de 11 de julho a 4 de agosto, com etapas em Xidi e Hongcun, aldeias históricas reconhecidas como Patrimônio Mundial pela Unesco. Na ocasião, ela representou o Brasil e a Bahia como International Brand Ambassador (IBA) da Rockwell Art Supplies, marca canadense de tintas e pincéis, responsável por sua residência artística no país.
Para o festival, que promoveu uma imersão artística ao ar livre, a artista levou uma aquarela em homenagem ao Pelourinho. A obra, que une memória afetiva, arquitetura colonial e resistência cultural, agora integra o acervo permanente do museu da Fábrica de Papel Baohong, em Baoding, uma das maiores fabricantes de papel artístico do mundo.
“Foi muito importante, para mim, representar a Bahia neste evento internacional, reforçando a perspectiva de minha terra como território fértil de criação e expressão artística. Foi incrível perceber as pessoas diante da opulência das cores do Pelourinho. Talvez seja clichê para nós, mas, para os chineses, acostumados com pinturas de paisagens urbanas europeias e cenas bucólicas do campo, ver uma imagem dessa é algo que desloca esse espectador, tira um pouco dos trilhos. Foi, realmente, uma jornada mágica”, relatou.
Bacharel em Letras e mestre em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Carol Miag também é tradutora, ilustradora, tatuadora e escritora, além de artista visual. Natural de Salvador, desde 2024 mora no Canadá, onde vem desenvolvendo um trabalho que une tradição e contemporaneidade, por meio de uma linguagem marcada pelo gesto, pela fluidez e pelo olhar atento.
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A China registrou neste mês de agosto o maior surto de chikungunya do país. Mais de 10 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença nas últimas semanas. A maior parte foi infectada na cidade de Foshan, na província de Guangdong, no sul do país.
Por conta da disseminação da enfermidade, medidas rigoras foram adotadas para tentar conter a transmissão do vírus.
Entre as medidas estão multas de em até 10 mil yuans (R$ 7,6 mil) e o corte de eletricidade para pessoas que não esvaziarem garrafas, vasos de flores ou outros recipientes ao ar livre.
Segundo a Organização Mundial da Saúde a chikungunya pode se espalhar para outros países, em especial nas regiões onde há grande circulação de pessoas e presença dos mosquitos transmissores. A entidade observou sinais semelhantes aos de surtos anteriores, a exemplo de quase meio milhão de pessoas duas décadas atrás.
O açaí brasileiro chegou às principais cidades chinesas. É o disse a Embaixada da China no Brasil por meio das redes sociais, nesta quarta-feira (6). Dias após incentivar a importação do café brasileiro, a Embaixada anunciou que a super fruta brasileira já chegou a Beijing, Shanghai, Shenzhen e Guangzhou.
“Açaí conquista paladares na China. Já disponível em cidades como Beijing, Shanghai, Shenzhen e Guangzhou, a super fruta amazônica ganha espaço nas lojas de bebidas, atraindo consumidores chineses pelo sabor único e benefícios à saúde.”, escreveu a organização chinesa.
Açaí conquista paladares na China ????????????!
— Embaixada da China no Brasil (@EmbaixadaChina) August 6, 2025
Já disponível em cidades como Beijing, Shanghai, Shenzhen e Guangzhou, a superfruta amazônica ganha espaço nas lojas de bebidas, atraindo consumidores chineses pelo sabor único e benefícios à saúde. #Açaí #ChinaBrasil pic.twitter.com/a23Z7zWi2a
No caso do café, a China habilitou 183 novas empresas brasileiras de café a exportarem o produto para o país. A medida tem validade de cinco anos e deve incentivar o consumo de café no país, que já cresceu 13,08 mil toneladas entre 2020 e 2024.
????A China no Brasil, e o Brasil na China!
— Embaixada da China no Brasil (@EmbaixadaChina) August 5, 2025
Empresas chinesas estão chegando no Brasil, de entregas rápidas a bebidas e até sorvetes. E a ponte é de mão dupla: o Brasil também está marcando presença na China, com o queridíssimo café brasileiro.
Parcerias, acordos e muita troca… pic.twitter.com/YtHyYDKTq8
A ação ocorre em meio as campanhas nacionais contra o tarifaço de Donald Trump aos produtos brasileiros. Produtos como carnes e frutas passaram a receber uma sobretaxa de 50% a partir desta quarta-feira (6).
A China habilitou 183 novas empresas brasileiras de café a exportar o produto para o país. O anúncio foi feito pela Embaixada da China no Brasil nas redes sociais. Segundo a publicação, a medida tem validade de cinco anos e entrou em vigor a partir de 30 de julho, mesmo dia em que os Estados Unidos assinaram a ordem que oficializou o tarifaço contra o Brasil.
Durante a semana, uma postagem já trazia números do produto no mercado chinês. As importações líquidas de café no país cresceram 13,08 mil toneladas entre 2020 e 2024. E o potencial de crescimento é medido pelo fato de que o consumo per capita é de 16 xícaras/ano, muito abaixo da média global de 240. “O café vem conquistando espaço no dia a dia dos chineses”, comemora a publicação.
O Ministério da Agricultura e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) ainda não se manifestaram sobre o assunto.
O anúncio ocorre em um momento de incertezas para os exportadores do produto. O governo de Donald Trump anunciou que, a partir de 6 de agosto, a exportação do café brasileiro para os Estados Unidos passará a ser taxada em 50%.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações do produto. Em 2024, eles importaram cerca de 23% de café brasileiro, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.
Segundo a Agência Brasil, nos seis primeiros meses de 2025, as exportações de café para os EUA totalizaram 3.316.287 sacas de 60 quilos. Enquanto o país lidera as compras do produto, a China ocupa a décima colocação nesse ranking. No mesmo período, foram exportadas 529.709 sacas de 60 quilos para o país asiático. Um número 6,2 vezes menor do que o volume vendido aos EUA. Os dados são do Cecafé.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), os produtores brasileiros poderão ser forçados a redirecionar parte de sua produção para outros mercados. Isso deverá exigir “agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional”.
As ameaças de novas sanções do governo dos Estados Unidos ao Brasil nos próximos dias fizeram crescer nas redes sociais o debate a respeito da criação de um Sistema de Posicionamento Global brasileiro. Diante do risco de ser estabelecido algum tipo de interferência no uso do sistema GPS no país por decisão retaliatória de Donald Trump, governo federal e Congresso já se mobilizam em prol da criação de um sistema nacional nos próximos anos.
Segundo reportagem do site BP Money, tramita desde 2023 no Senado um projeto para estabelecer o desenvolvimento de um sistema nacional com tecnologia de geolocalização por meio de satélites. Trata-se do PL 4569/2023, de autoria do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), e que vem sendo discutido na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
O projeto é relatado na Comissão pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), e chegou a ser colocado em pauta no mês de maio, mas acabou não sendo votado. O projeto cria o Programa de Desenvolvimento do Sistema Brasileiro de Posicionamento Global, que visa à promoção de pesquisas, inovação, regulamentação técnica e parcerias entre instituições.
De acordo com o BP Money, o objetivo da proposta é a busca por autonomia e segurança no uso da tecnologia no Brasil, que atualmente depende dos serviços de outros países. De acordo com o texto, a execução do programa envolverá articulação nas esferas federativa e público-privada.
Atualmente, existem apenas quatro sistemas desse tipo com alcance mundial, operados pelos Estados Unidos (o GPS), Rússia (o GLONASS), China (sistema BeiDou) e o Galileo, da União Europeia. Para o senador Marcos Pontes, o Brasil tem capacidade de desenvolver tecnologias nacionais e se proteger de espionagem estrangeira se tiver seu próprio sistema.
“Para além das vantagens militares e de inteligência, a existência de um sistema nacional também é útil do ponto de vista civil, permitindo aos usuários contar com recurso de geolocalização alternativo na hipótese de haver qualquer falha no funcionamento de algum dos sistemas de alcance mundial”, afirma Pontes.
Já o autor do projeto, senador Styvenson Valentim, afirma que é importante transformar o projeto de desenvolvimento de tecnologia de posicionamento global em uma estratégia verdadeiramente nacional.
“A proposta tem como objetivo reduzir a dependência do Brasil em relação a sistemas de navegação estrangeiros. O Brasil precisa garantir a sua soberania”, diz o senador.
De parte do governo federal, o assunto da criação de um sistema de posicionamento global pelo Brasil já é alvo de um grupo de trabalho criado no início deste mês de julho, por meio da Resolução nº 33, do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro.
O grupo conta com a participação de diversos especialistas que vão estudar a viabilidade de o Brasil desenvolver seu próprio sistema de geolocalização por satélite, um empreendimento de altíssima complexidade e custo. Formado por representantes de ministérios, da Aeronáutica, de agências e institutos federais e da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, o grupo técnico deve diagnosticar as eventuais consequências do país depender de sistemas de posicionamento, navegação e tempo controlados por outras nações.
“O grupo ainda está se organizando”, disse nesta segunda-feira (21) Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB), um dos 14 órgãos e entidades que vão compor o grupo.
"No Brasil, historicamente, priorizamos o debate acerca de outros aspectos espaciais, como a necessidade de termos satélites para monitoramento territorial. Agora, vamos discutir se queremos ou não ter nosso próprio sistema de navegação; o investimento necessário para fazê-lo e, se for o caso, a necessidade nacional de ter um sistema global ou um sistema regional, capaz de cobrir todo nosso território”, afirmou Leonardi.
“Qualquer que seja o caso, se o país concluir que deve fazer isso, o patamar de investimentos terá que ser muitas vezes maior que o atualmente investido no programa espacial brasileiro”, concluiu o diretor da AEB, admitindo a complexidade da empreitada, que exige capacidade tecnológica para projetar, fabricar e lançar satélites capazes de transmitir, do espaço para a terra, sinais precisos.
O número de jumentos abatidos no interior da Bahia atingiu níveis alarmantes nos últimos anos, impulsionado pela crescente demanda de exportação para mercados asiáticos. Nessas regiões, o couro e outros derivados do animal são utilizados na fabricação de medicamentos tradicionais e cosméticos — muitas vezes produzidos em ambientes comparados a campos de concentração, conforme alertam diversos pesquisadores.
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) revelam que, entre 2018 e 2024, cerca de 248 mil jumentos foram abatidos no país, representando uma redução de 94% da população da espécie em território nacional. A Bahia lidera o ranking tanto em número de abates quanto no risco à preservação da espécie.
Para o pesquisador Pierre Escobro, referência em estudos sobre impactos socioambientais no Nordeste, o cenário é crítico.“Se nada for feito, o jumento estará extinto do território brasileiro antes mesmo de 2030”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias, durante um evento de debate sobre o tema na Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Escobro explica que o agravamento da situação na Bahia começou em 2018, com o crescimento do abate em larga escala. Naquele período, universidades como a Ufba, UFRB e a USP começaram a receber denúncias e mobilizaram estudos para investigar os impactos da atividade.
“As periferias do Nordeste tiveram um pico de abates em 2018. Fomos contatados por várias universidades e constatamos, ali no município de Canudos, que havia cerca de 700 jumentos — mas muitos morreram. Restaram apenas 120. Parecia um campo de concentração. Estávamos lidando com doenças infectocontagiosas tanto nos jumentos quanto em outros equinos. Também havia zoonoses, como o mormo, e doenças metabólicas. Foi nesse momento que compreendemos o verdadeiro impacto da exportação de peles e do extrativismo chinês nessa questão”, detalha.
Segundo Escobro, o interior baiano concentra os piores indicadores porque é tanto centro de abate quanto de transporte irregular de jumentos vindos de outros estados.
“A Bahia é o reflexo de uma coleta extrativista em toda a região Nordeste. Essa queda de 94% pode ser até maior. A demanda internacional por peles é o principal fator. A Bahia é o epicentro de uma rede clandestina que movimenta animais de outros estados. Existem criadouros que são, na verdade, 'pseudo-fazendas', funcionam apenas como pontos de acumulação. Os animais são capturados e transportados, muitas vezes durante a madrugada”, alerta o professor.
O ABATE SEM FISCALIZAÇÃO
Especialistas alertam que não existe uma cadeia produtiva formal e estruturada para o abate de jumentos na Bahia — o que agrava ainda mais o problema. O jurista e professor Yuri Lima explica ao Bahia Notícias como funciona o transporte.
“Como não há cadeia produtiva, também não há investimento em bem-estar animal. O que se observa é a captura de animais abandonados, a compra de jumentos de pequenos tutores e inúmeros casos de furto. Eles são transportados por longas distâncias, sem água, sem cuidados veterinários. Esse tem sido o modus operandi nos últimos anos”, detalha o pesquisador.
Vale ressaltar que, quando pesquisadores se referem ao abate, não estão usando uma figura de linguagem. Os jumentos são capturados em várias regiões do sertão e do cerrado baiano e nordestino e confinados em condições consideradas extremamente inadequadas por defensores dos direitos dos animais.
Nesses centros de confinamento — que Escobro classificou como "campos de concentração" — os animais frequentemente enfrentam escassez de alimento e água. Casos como esses foram documentados em municípios como Itapetinga (2018), Canudos (2019), Paulo Afonso e Itatim (2021).
“Aqueles jumentos apreendidos em Canudos, em 2019, em sua maioria morreram ainda na época do resgate. Havia casos de mormo naquele grupo — se não me engano, 11 casos confirmados. O mormo é uma doença infecciosa, zoonose (transmissível a humanos), incurável, grave, de difícil diagnóstico. Nossa estrutura de saúde única não está preparada para lidar com ela, e muitos profissionais sequer conhecem a doença. Por ser respiratória, é frequentemente confundida com outras síndromes e, por isso, é subnotificada”, alerta Yuri Lima.
O Bahia Notícias teve acesso a um dossiê enviado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), que contém imagens impactantes das condições desses locais. Veja a situação dos locais:

Registro de locais cheios e sem comida onde os animais esperavam o abate | Foto: Reprodução / Bahia Notícias
A legislação brasileira permite o abate de jumentos apenas sob certas condições: animais com mais de 90 kg e com limite de até 40% de fêmeas no total abatido. É proibido o abate de fêmeas no terço final da gestação. No entanto, essas normas são frequentemente desrespeitadas em propriedades da Bahia, conforme verificado em locais como Itapetinga e Canudos.
Cova cheia de jumentos mortos por doenças ao lado de filhote desnutrido em Paulo Afonso | Foto: Reprodução / Bahia Notícias
Além disso, há relatos de remanejamento estratégico dos criadores ilegais para dificultar fiscalizações. Como explica o professor Escobro. “Depois dos casos de Itapetinga, Canudos e outros, não houve mais registro de grandes aglomerações. Isso mostra que os criadouros ilegais redobraram os cuidados para evitar denúncias e flagrantes”, afirma Escobro.
E A BAHIA?
Apesar do cenário crítico, a Bahia ainda abriga iniciativas voltadas à criação e preservação dos asininos. Um exemplo é a valorização da raça Pêga, criada por criadores-modelo em diversas regiões do estado. Dados da Associação Brasileira dos Criadores de Jumento Pêga (ABCJPÊGA) confirmam a existência de criatórios em pelo menos 72 municípios baianos, com 291 criadores registrados, em cidades como Vitória da Conquista, Mucuri e Itororó.
Essas propriedades, de pequeno e médio porte, se destacam por seguir rigorosos estatutos de criação e bem-estar animal, segundo exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária. “Seguimos um regulamento aprovado pelo MAPA, que determina prazos de comunicação de até 120 dias, sob pena de multa. Cada animal é avaliado tecnicamente antes de ser registrado”, explica Ivanilson Alves, da associação.
Além das ações da sociedade civil, universidades também têm atuado na preservação dos jumentos. A Universidade Federal da Bahia (Ufba), por meio da Escola de Zootecnia e Medicina Veterinária, desenvolve o projeto "A Rota do Jumento", em parceria com pequenos produtores. A proposta busca compreender os desafios enfrentados na manutenção de animais de carga e promover ações educativas junto a comunidades rurais.
Especialistas como Yuri Lima alertam que a ausência de fiscalização em todas as esferas — municipal, estadual e federal —, somada à expansão do mercado externo, continua colocando em risco a sobrevivência da espécie no Brasil.
“É preciso entender que ainda estamos engatinhando no conhecimento sobre os jumentos. Existe um manual específico para cavalos, mas nada voltado aos jumentos. O conhecimento científico é escasso, embora esteja crescendo. O governo federal é omisso. Não há regulação efetiva, nem combate às práticas cruéis e ilegais. O mesmo vale para o governo estadual e muitas prefeituras", relata o jurista.
Em contato com o Bahia Notícias, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) esclareceu que, na Bahia, existem apenas três abatedouros habilitados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) para abater equídeos e exportar, sendo fiscalizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Destes, somente a unidade localizada em Amargosa abate jumentos no estado.
A agência retomou o contato para reforçar que a Adab "garante o regramento disciplinar para o trânsito de asininos. A Bahia, inclusive, é o único estado da federação a possuir essa regulamentação, visando assegurar a sanidade e o bem-estar dos animais". Essa declaração vem logo após o alerta emitido pelos pesquisadores.
O Bahia Notícias também procurou o Ministério da Agricultura e Pecuária para comentar as fiscalizações sobre o abate de jumentos, mas até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. (Texto atualizado às 14h35 com informações revisadas).
Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores nesta sexta-feira (13), o governo Lula condenou os ataques aéreos realizados pelas forças militares de Israel contra alvos no Irã. Logo no começo do dia, Israel utilizou 200 caças em seu ataque, lançando mais de 330 “munições diversas” e atingindo mais de 100 alvos em todo o Irã.
Na nota à imprensa, o Itamaraty afirma que o ataque realizado por Israel viola a soberania iraniana e o direito internacional.
“O governo brasileiro expressa firme condenação e acompanha com forte preocupação a ofensiva aérea israelense lançada na última madrugada contra o Irã, em clara violação à soberania desse país e ao direito internacional. Os ataques ameaçam mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão, com elevado risco para a paz, a segurança e a economia mundial”, afirma o Itamaraty.
No final do seu comunicado, o Ministério das Relações Exteriores fez um apelo para que “todas as partes envolvidas” adotem postura de “máxima contenção”, além de pedir o “fim imediato das hostilidades”.
Diversos militares iranianos de alto escalão foram mortos nos ataques. Entre eles, está o General Hossein Salami, o poderoso comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã; o Major-General Mohammad Bagheri, o oficial militar de mais alta patente do Irã; e o ex-chefe de segurança nacional do Irã, Ali Shamkhani.
Em resposta aos ataques, o governo do Irã disparou mais de 100 drones em direção ao território israelense. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que atuaram para interceptar os drones.
Logo após os ataques, a missão permanente do Irã junto às Nações Unidas solicitou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU para discutir a ofensiva israelense. Após a solicitação do Irã receber apoio de China e Rússia, o Conselho de Segurança decidiu se reunir em caráter de urgência na tarde desta sexta.
O novo episódio do BN Autos Cast foi ao ar nesta quinta-feira (22), e trouxe um debate aprofundado sobre a crescente influência da China no setor automotivo brasileiro. A apresentadora Daniela Peres recebeu especialistas para abordar o tema, entre eles o CEO da agência Soma Marketing, Leonardo Sahade, e o jornalista automotivo Duda Godinho.
Durante uma dinâmica interativa no programa, Daniela questionou Leonardo sobre a possibilidade de aumento na geração de empregos com a chegada e expansão das marcas automotivas chinesas no Brasil. O empresário destacou que, de fato, a instalação e operação de novas fábricas e redes de concessionárias por essas montadoras asiáticas, especialmente aqui na Bahia, representam uma vantagem significativa para a população local.
Segundo Sahade, a expectativa é de uma considerável geração de empregos, abrangendo tanto vagas diretas, nas linhas de produção e administração das fábricas, quanto vagas indiretas, em toda a cadeia de suprimentos, logística, serviços de pós-venda, marketing e outros setores relacionados que serão impulsionados pela presença dessas novas empresas.
Esse movimento pode trazer um importante aquecimento para a economia do estado, fomentando o desenvolvimento regional e a qualificação de mão de obra.
Para conferir o programa completo, acesse o canal do YouTube do Bahia Notícias. E para ficar por dentro das novidades do podcast, notícias automobilística e conferir anúncios de compra e venda de carros, siga o BN Autos no Instagram!
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), evitou comentar o suspeito vazamento do áudio da primeira-dama Janja Lula da Silva mencionando o TikTok, tema que tem gerado burburinho nos bastidores políticos e nas redes sociais. Questionado sobre o assunto, Costa fez questão de desviar o foco para temas que, segundo ele, são mais relevantes para o país.
"Eu não vou falar disso", afirmou o ministro. "Eu vim aqui falar que quero valorizar o leitor e o ouvinte que acompanha os sites e os jornais de vocês. Eu acho que o leitor jovem está querendo saber o seguinte: o país vai investir em tecnologia? Se eu for fazer engenharia, se eu for fazer ciência, eu vou ter oportunidade? Quem está desempregado quer saber se vai ter concurso público, se vai gerar emprego."
Rui Costa criticou a atenção dada a temas que classificou como "fofoca" e destacou que esse tipo de discussão não contribui com o progresso nacional. "Eu não vou ficar alimentando esse tipo de fofoca, porque isso não gera emprego, não desenvolve o país, não gera nenhum valor positivo."
O ministro também afirmou que seu tempo e esforço são dedicados a questões de interesse público. "Se vocês me desculpem, meu tempo é muito valioso, meu esforço é muito valioso para eu ficar gastando tempo com essas forças."
Ao ser questionado se se sente perseguido, Rui respondeu com uma negativa e mencionou sua vida pessoal como prioridade fora do expediente: "Não, não acho nada. A convicção que eu tenho é minha vontade de trabalhar e, nas horas vagas, de cuidar dos meus filhos. De minhas duas filhinhas e de meu menino pequeno, que por sinal está gripado. Eu preciso ir ficar um pouquinho com ele, porque eu fico muito tempo em Brasília. É o que eu tenho vontade de fazer."
Durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), explicou os impasses, negociações e avanços no projeto da Ponte Salvador-Itaparica, uma das obras mais ambiciosas do estado.
O governador relatou que o empreendimento passa por revisões contratuais e tratativas complexas com o consórcio chinês responsável pela construção, que envolvem não apenas questões técnicas e financeiras, mas também aspectos culturais e burocráticos do modelo de gestão chinês.
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Jerônimo enfatizou que o projeto da ponte “não é qualquer ponte” e que, apesar de entraves, ele segue como prioridade do governo estadual. A obra, inicialmente contratada antes da pandemia de Covid-19, foi impactada pelo aumento dos custos de insumos, da mão de obra e das taxas de juros. Esses fatores levaram à necessidade de uma reavaliação do contrato com o consórcio chinês.
Para lidar com o impasse sobre os valores, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) entrou como mediador, o que, segundo o governador, foi uma medida inédita e positiva. “O TCE puxou para si a responsabilidade de mediar uma negociação que era boa para o Estado”, afirmou Jerônimo, destacando o papel do órgão como árbitro imparcial entre o governo e o consórcio.
Outro fator que influenciou o ritmo das negociações foi a troca de uma das empresas integrantes do consórcio. A saída da empresa CR20 e a entrada da CCCC (China Communications Construction Company), responsável por grandes obras, como a ponte subaquática de Macau, exigiu nova rodada de alinhamento técnico e jurídico, atrasando os trâmites.
Jerônimo também explicou que, diferentemente do Brasil, onde estados e municípios têm maior autonomia para celebrar contratos, empresas estatais chinesas dependem de autorização do governo central, o que torna o processo mais demorado. “Não é burocracia, é cultura deles”, pontuou o governador.
Jerônimo afirmou que a ponte foi apresentada pelo presidente Lula ao presidente chinês Xi Jinping, durante visita recente à China, como projeto estratégico na relação Brasil-China. Segundo ele, Xi respondeu diretamente, reafirmando o interesse e comprometimento com a obra. “Xi Jinping disse que a ponte era um projeto estratégico. Isso nos animou”, relatou o governador.
Outro ponto técnico levantado foi o resultado de sondagens subaquáticas, que identificaram áreas de solo mole sob o mar, exigindo adaptações no projeto e possíveis reajustes no contrato. Jerônimo destacou que, caso essas mudanças impliquem em mais custos, haverá diálogo para redistribuir responsabilidades, mas também se houver economia, o governo reivindicará a redução proporcional de valores.
Entre outras demandas do consórcio, Jerônimo citou pedidos paralelos, como o aumento na concessão de vistos para chineses trabalharem no Brasil, mas ressaltou que esses tópicos “não tinham a ver diretamente com o contrato da ponte”.
Um dos cenários mais comentados no setor automotivo brasileiro nos últimos tempos é a crescente presença de marcas chinesas em solo nacional. Consciente dessa nova dinâmica, o BN Autos Cast preparou um episódio especial para analisar essa nova era, buscando compreender o impacto dessas empresas na Bahia, quais são seus planos de expansão, os desafios e, claro, o que isso significa para o consumidor.
O episódio será lançado nesta quinta-feira (22), no canal do YouTube do Bahia Notícias. Para dar um panorama completo desses investimentos e suas perspectivas, a apresentadora Daniela Peres receberá o CEO da agência Soma Marketing, Leonardo Sahade, e o jornalista automotivo, Duda Godinho.

Juntos, eles irão debater as tendências, os modelos que estão chegando, as tecnologias embarcadas e as estratégias de preços, além de avaliar o potencial de aceitação e a concorrência com as marcas já estabelecidas no mercado baiano.
Este episódio é essencial para quem acompanha o cenário automotivo e deseja entender as implicações da chegada das montadoras chinesas ao estado.

Em sua 4ª temporada, o BN Autos Cast chega à marca de mais de 30 episódios. Nessa nova etapa, o podcast automotivo do Bahia Notícias tem como objetivo se consolidar como um guia completo para quem busca informações sobre o mercado automotivo na Bahia.
Para ficar por dentro das novidades do podcast e do mundo automotivo, acesse o site do BN Autos e siga o canal no Instagram clicando aqui.
Após uma missão internacional com agenda extensa na China, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), revelou que em uma das reuniões com o consórcio responsável pela construção da Ponte Salvador-Itaparica no país asiático, ele foi questionado sobre detalhes da obra. Segundo o gestor estadual, integrantes das empresas CRCC e CCC (China Communications Construction) solicitaram informações sobre pelo menos cinco temas referentes ao processo para tirar o equipamento do papel.
Governador Jerônimo Rodrigues é surpreendido com questionamentos de consórcio chinês responsável pela Ponte Salvador-Itaparica pic.twitter.com/Y843AxUgbc
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 20, 2025
Jerônimo não indicou quais temas foram levantados pelo consórcio, mas disse que se tratava sobre dúvidas e pedidos sobre as intervenções da ponte. O governador afirmou ainda que após os pedidos, suspendeu a reunião para coletar informações com sua equipe no Brasil, a exemplo da Casa Civil e da Secretaria de Infraestrutura. A fala de Jerônimo Rodrigues foi feita durante uma edição do seu podcast "Fala Jero".
"Nós tivemos uma reunião dura, mas muito bem receptivo sobre a Ponte. Nós chegamos às 10h para reunir, e naquele momento a CCC e CRCC levantaram cinco ou seis temas sobre dúvidas e pedidos. Quando eu vi aquilo não tinha recebido... Para mim estava tudo claro com a negociação do TCE. Suspendi a reunião para que eu pudesse sentar virtualmente com a minha equipe para retomar", disse.
"Fizemos assim, retomamos às 18h. Nesse intervalo eu fui me reunir com a BYD, recebi os empresários e terminou por volta de 17h e 18h eu estava no pé da obra na CCC e levamos até quase 22h", acrescentou.
As críticas que sofreu por ter se dirigido ao presidente da China, Xi Jinping, com comentários sobre o TikTok, seriam fruto de machismo e misoginia. A afirmação foi feita pela primeira-dama, Janja, em conversa com a CNN nesta quarta-feira (14).
De acordo com relatos repassados ao G1, a primeira-dama, durante um jantar oferecido pelo presidente chinês, teria tomado a palavra e criticado o TikTok. Os relatos dão conta de que Janja reclamou que o algoritmo da plataforma estaria favorecendo postagens da extrema direita no Brasil, e sua intervenção irritou Xi Jinping, além de constranger a comitiva brasileira.
A fonte ouvida pelo G1 disse ainda que o presidente chinês respondeu a primeira-dama brasileira com uma reprimenda, afirmando que o país podia, se quisesse, regulamentar a presença da plataforma, ou proibi-la. A primeira-dama chinesa também teria se mostrado constrangida com a intervenção de Janja.
“Vejo machismo e misoginia da parte de quem presenciou a reunião e repassou de maneira distorcida o que aconteceu. E vejo a amplificação da misoginia por parte da imprensa, e me entristece que essa amplificação tenha o engajamento de mulheres”, afirmou a primeira-dama à CNN.
A fala de Janja, que não estava programada para acontecer na solenidade, acabou gerando um mal-estar na delegação brasileira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao ser questionado por um jornalista a respeito da situação constrangedora, saiu em defesa de Janja e disse que foi ele que fez uma pergunta a Xi Jinping sobre o TikTok.
Lula também reclamou do vazamento da informação sobre as críticas de Janja à plataforma de vídeos curtos.
“Primeira coisa que eu acho estranho é como essa pergunta chegou à imprensa, porque estavam só meus ministros lá. Então, alguém teve a pachorra de ligar para alguém e contar uma conversa que aconteceu durante o jantar — algo muito, muito confidencial e pessoal”, disse Lula, destacando ainda que sua esposa não seria uma “cidadã de segunda classe”, e que portanto ela poderia falar, principalmente por temer o alcance de postagens ofensivas a mulheres e crianças.
Na defesa de Janja, Lula disse que ele pediu para Xi Jinping realizar uma intervenção no TikTok. O líder petista afirmou que perguntou ao presidente chinês sobre a possibilidade de enviar ao Brasil um representante "da confiança dele" para discutir a pauta, e só depois disso Janja teria falado a respeito de efeitos nocivos da plataforma chinesa.
Nas redes sociais, o comentário feito por Janja foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nesta quarta. Parlamentares de oposição também engrossaram as críticas à postura da primeira-dama durante a solenidade oficial na China.
Em publicação na rede o X, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a primeira-dama passou “vergonha internacional”.
“Janja foi para a China, tentou lacrar… e passou vergonha internacional. Criticou o TikTok bem na frente de Xi Jinping — num encontro diplomático! Irritou a comitiva chinesa e envergonhou o Brasil. Primeira-dama não é chanceler. Diplomacia não é palco de lacração”, escreveu Sóstenes.
À CNN, o líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), demonstrou preocupação com a conversa entre Lula e o presidente chinês sobre a regulamentação das redes sociais. O deputado mencionou o controle do governo chinês sobre a internet.
“Quando o presidente da República busca inspiração nesse modelo para lidar com as redes sociais no Brasil, o que está sendo confessado ao mundo é o desejo de transformar nossa democracia em um simulacro autoritário”, escreveu.
O líder da oposição na Câmara disse ainda que pediu a convocação do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, para explicar aos deputados a fala de Lula.
Na mesma linha de Zucco, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (RN), também criticou as falas do presidente Lula a respeito da regulamentação das redes sociais. “O ato falho de Lula revela, com clareza, a força da chamada democracia relativa que a esquerda pretende implantar no Brasil. Para o PT, o modelo ideal de regulação das redes sociais é o chinês”, publicou Marinho.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), se tornou o principal suspeito de divulgar a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, com o presidente da China, Xi Jinping. O relato divulgado extra-oficialmente aponta que o diálogo, que ocorreu em uma reunião interna do presidente chinês com a comitiva brasileira, gerou mal-estar entre os presentes.
O caso foi publicado inicialmente pelo G1. Na ocasião, Janja teria pedido a palavra para se dirigir diretamente ao presidente chinês e falou sobre os efeitos do TikTok no Brasil, que considera nocivos. A ação, que não foi mapeada anteriormente, teria causado desconforto inclusive na primeira-dama da China, Peng Liyuan.
Segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o principal suspeito seria o ministro Rui Costa. Fontes próximas alegam que, nos bastidores, o petista baiano é apontado como um opositor de Janja, com histórico de bombardear a primeira-dama. Informações vazadas na imprensa anteriormente recriam cenários de embate entre Rui e Janja, especialmente no que diz respeito aos gastos da primeira-dama.
Já nesta quarta (14), Lula respondeu a uma pergunta sobre o assunto e disse: "A primeira coisa que eu acho estranho é que como é que essa pergunta chegou à imprensa. Porque estava só meus ministros lá, o Alcolumbre e o Elmar. Então alguém teve a pachorra de ligar para alguém [jornalista] e contar uma conversa que teve no jantar [com Xi Jinping] que era uma coisa muito, mas muito, confidencial e uma coisa muito pessoal".
"A pergunta foi minha. Eu não me senti nem um pouco incomodado", seguiu Lula. "O fato da minha mulher pedir a palavra é porque a minha mulher não é cidadã de segunda classe. Ela entende mais de rede digital do que eu e ela resolveu falar."
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta terça-feira (13), o vazamento de uma conversa ocorrida durante um jantar oficial com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim. A declaração foi feita após a imprensa divulgar detalhes do diálogo, que contou com a participação da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e abordou temas relacionados ao TikTok.
Segundo Lula, o conteúdo da conversa deveria ter permanecido restrito aos integrantes da comitiva presidencial. “A primeira coisa que acho estranha é como essa pergunta chegou à imprensa, porque estavam só meus ministros lá: o Alcolumbre e o Elmar. Alguém teve a pachorra de ligar para alguém e contar uma conversa que aconteceu em um jantar que era algo muito pessoal e confidencial”, declarou o presidente.
De acordo com fontes que participaram do encontro, a primeira-dama teria solicitado a palavra, mesmo sem previsão de falas no protocolo do jantar, para comentar sobre os impactos negativos da rede social chinesa. Janja teria afirmado que o algoritmo do TikTok estaria contribuindo para o avanço da extrema-direita no Brasil.
Relatos apontam que a intervenção causou desconforto entre membros da comitiva, que consideraram a atitude da primeira-dama inadequada para o contexto do evento. A situação teria sido classificada por alguns como um “ponto negativo” em uma viagem avaliada, no geral, como positiva para as relações bilaterais entre Brasil e China.
Ainda conforme os relatos, o presidente chinês respondeu de forma diplomática, afirmando que cabe ao Brasil decidir se deseja regulamentar ou até banir a plataforma.
O presidente negou que tenha havido qualquer manifestação desrespeitosa por parte da primeira-dama. “Eu fiz uma pergunta ao companheiro Xi Jinping se era possível enviar para o Brasil uma pessoa da confiança dele para discutir a questão digital e, sobretudo, o TikTok”, afirmou Lula.
Segundo o presidente, foi nesse momento que Janja pediu a palavra para destacar que, no Brasil, mulheres e crianças têm sido alvo frequente de ataques na plataforma.
Ainda de acordo com Lula, Xi Jinping respondeu que o Brasil tem o direito de regulamentar o uso da rede social conforme considerar necessário.
Durante um dos compromissos oficiais da comitiva brasileira com o presidente da China, Xi Jinping, nesta terça-feira (13) em Pequim, a primeira-dama Janja teria protagonizado um pequeno incidente diplomático. Segundo informações dos colunistas Andréia Sadi e Valdo Cruz, do G1, a primeira-dama quebrou o protocolo e pediu a palavra, e falou sobre os efeitos nocivos da rede social chinesa TikTok.
De acordo com relatos feitos aos jornalistas, Janja fez diversas críticas à plataforma, e teria irritado não apenas o presidente chinês, mas também a primeira-dama do país, Peng Liyuan. A primeira-dama brasileira falou sobre como a plataforma representava um desafio em meio ao avanço da extrema direita no Brasil, e disse ainda que o algoritmo do TikTok favorece as postagens com conteúdo direitista.
Integrantes da comitiva brasileira na China relataram aos jornalistas do G1 que a situação criada pela primeira-dama foi constrangedora para a diplomacia brasileira e para o governo. Em uma viagem com diversos pontos positivos e anúncio de acordos e investimentos, a intervenção de Janja se tornou ponto negativo.
A postura da brasileira também foi considerada desrespeitosa em relação ao presidente Xi Jinping. A fala da primeira-dama chegou inclusive a ser contestada pelo próprio presidente chinês.
Janja ouviu uma reprimenda do presidente chinês, que disse ainda que o Brasil tem legitimidade para regular e até banir, se quiser, o TikTok, falando em tom irritado. Nas palavras de um ministro, ninguém entendeu “nem o tema nem o pedido” para falar em um encontro em que não havia falas previstas.
Depois de ter sido repreendida por Xi Jinping, Janja teria continuado a falar e fazer críticas à plataforma de vídeos curtos. O constrangimento causado pela primeira-dama só piorou e virou o principal assunto entre os membros da comitiva brasileira.
Em seu primeiro dia de trabalho na China, o governador Jerônimo Rodrigues falou, nesta segunda-feira (12), para um público formado por cerca de 400 empresários chineses sobre o potencial energético da Bahia e o conjunto de oportunidades de investimentos em alta tecnologia que isso proporciona. Organizado pela Apex Brasil, agência brasileira de promoção de exportações e investimentos, o Seminário Empresarial China - Brasil é uma ação estratégica na busca de novos negócios e no fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países, que passa pela Bahia, estado que recebe alguns dos principais investimentos chineses no Brasil.
O Seminário contou também com a participação de autoridades governamentais e representantes ministeriais. Destaque na produção de energia limpa, com 98% da energia produzida vindo de fontes renováveis, a Bahia apresentou seu avanço em transição energética e sustentabilidade. Jerônimo Rodrigues reforçou o protagonismo do estado nessa área, falou das qualidades da Bahia e como o estado se preparou para receber investimentos internacionais.
"Eu fiz uma exposição da experiência nossa, nesses últimos 20 anos, o que a gente vem fazendo para construir um ambiente seguro de legislação, pra quem quer investir e tem os incentivos fiscais, falei também de mão de obra e da localização geográfica que a Bahia tem", destacou o chefe do executivo baiano.
Destino de investimentos como a fábrica da BYD e da Goldwind, em Camaçari, a Bahia atraiu o interesse de diversas empresas que procuraram a comitiva baiana com o objetivo de aprofundar discussões e obter mais detalhes sobre a possibilidade de investir no estado. A expectativa é que o encontro resulte em avanços nas áreas de química e petroquímica, inovação tecnológica, inteligência artificial e desenvolvimento sustentável, abrindo caminho para uma nova fase de cooperação bilateral entre a Bahia e a China.
"Estou aqui representando o Brasil e a Bahia e buscando recursos para que possam ser investidos na Bahia, na geração de emprego, renda, levando a marca do potencial da Bahia e do Brasil para o mundo", completou o governador.
Antes do Seminário, o governador participou de três reuniões com o presidente Lula e empresas que pretendem investir no Brasil. Uma delas, a Windey Energy, firmou parceria com o SENAI-CIMATEC para criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento em energia eólica na Bahia. A iniciativa vai fomentar a colaboração tecnológica e desenvolver soluções inovadoras em energia renovável, como o armazenamento energético e projetos de geração híbrida, combinando energia eólica e solar.
No fim do dia, o governador prestigiou o encerramento do Seminário Empresarial China - Brasil, que contou com pronunciamento do presidente Lula aos empresários chineses. “Esse fórum é mais uma demonstração da importância que damos à relação entre os nossos países. A construção dessa aliança econômica entre China e Brasil não tem retorno, daqui pra frente só vai fazer crescer. Queremos comprar mais e vender mais para a China”, afirmou Lula.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.