Hugo Motta diz que CPI do Banco Master entrará na fila e defende pauta de consenso na Câmara
Por Redação
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (3) que a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master entrará na fila de pedidos já existentes na Casa, que soma ao menos 15 requerimentos.
Motta também negou qualquer participação ou articulação para não prorrogar a CPMI do INSS como moeda de troca para evitar a instalação de uma CPI que investigue o banco do empresário Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
“Essas CPIs são tratadas na ordem cronológica. No ano passado, tivemos em torno de 15 ou 16 CPIs protocoladas e acabamos não instalando nenhuma. Agora vamos fazer o debate sobre esses pedidos. A Câmara precisa obedecer à ordem cronológica e às regras regimentais, que permitem o funcionamento simultâneo de até cinco CPIs, se for decisão da Presidência. No momento certo, vamos tratar dessa pauta”, disse o presidente da Câmara a jornalistas.
O chefe do Legislativo confirmou ainda que pretende priorizar o consenso na definição da pauta de votações, evitando temas considerados controversos neste início de ano legislativo.
“Temos priorizado, junto ao colégio de líderes, a instalação das comissões permanentes para que a Casa retome sua normalidade. Isso demonstra maturidade política e compromisso com a pauta em um ano eleitoral, que é naturalmente mais curto, já que no segundo semestre as atividades ficam prejudicadas pelo processo eleitoral. Queremos produzir de forma positiva neste primeiro semestre, com pautas importantes para o país”, afirmou.
Segundo Motta, a estratégia também visa viabilizar a eleição dos presidentes das comissões permanentes, que não pode ocorrer quando há Ordem do Dia em plenário.
“Para eleger os presidentes dessas comissões, não podemos ter a Ordem do Dia em andamento, pois isso inviabiliza as eleições. Por isso, estamos construindo uma pauta de consenso”, concluiu.
