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Um dia depois de ter se reunido no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu, na noite desta terça-feira (27), o apoio da federação de partidos formada por PT, PCdoB e PV para a sua reeleição. Motta conversou com Lula junto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Os três partidos governistas fizeram uma reunião e fecharam questão sobre a reeleição de Motta. Ao final da reunião, o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou que a decisão foi tomada para ampliar a governabilidade do novo governo do presidente Lula e permitir o avanço das pautas defendidas pelos três partidos que compõem a federação.
“Estamos compondo com o bloco do centro, no espaço prático dentro da Casa, para permitir que a pauta avance. Essa composição estratégica para os próximos quatro anos é para dar governabilidade e avançar pautas das nossas três bancadas, como as das mulheres, da soberania e dos direitos culturais, sociais e históricos”, afirmou Uczai.
De acordo com o líder, PT, PCdoB e PV farão parte também do bloco parlamentar composto por partidos de centro, como União, PP, PSD, Republicanos, MDB, Federação PSDB-Cidadania e Podemos. Esses partidos já sinalizaram o apoio à reeleição de Hugo Motta.
Com a decisão da federação PT-PCdoB-PV, já são 15 os partidos que anunciaram seu apoio ao presidente da Câmara. No total, esses partidos reúnem mais de 330 deputados, o que deixa o PL isolado para tentar chegar à presidência da Câmara. O líder do PV, deputado Aliel Machado (PR), explicou que o apoio se deu pelo apoio dado por Motta a pautas importantes, como o fim da escala de trabalho 6x1 e medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs).
“Para ter governabilidade e cumprir os compromissos que o presidente Lula assumiu, é preciso que as Casas legislativas atuem com responsabilidade. O presidente Hugo colocou pautas extremamente importantes, como a escala 6x1 e os MEIs, mesmo em momentos difíceis, e isso foi uma sinalização importante”, declarou o líder do PV.
Os deputados da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara aprovaram, em reunião nesta terça-feira (27), requerimento para convidar a lobista Roberta Luchsinger a prestar esclarecimentos sobre a relação dela com Fábio Luís Lula da Silva, Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O requerimento foi apresentado pelo deputado federal Sanderson (PL-RS), eleito senador nas eleições de 2026. O deputado também quer ouvir da lobista informações sobre negócios entre ela, Lulinha e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
“A gravidade dessas afirmações recomenda que sejam esclarecidas, perante esta Comissão, as circunstâncias em que os fatos teriam ocorrido, a natureza das ameaças, a eventual identificação de seus autores, as medidas de proteção adotadas e a existência de registros, comunicações ou outros elementos que possam contribuir para a atuação das autoridades competentes’, diz o requerimento aprovado nesta terça.
O presidente da Comissão, deputado Coronel Meira (PL-PE), ainda não marcou uma data para ouvir a lobista. Entretanto, como o requerimento foi aprovado em formato de convite, a lobista não tem obrigação de comparecer.
O pedido de audiência foi motivado por entrevista dada por Roberta à emissora CNN Brasil em 17 de outubro de 2026. Na conversa, a empresária disse sentir-se coagida por causa de críticas públicas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou querer colaborar com a Justiça.
O deputado federal eleito Sandro Filho (PP) foi barrado ao tentar subir em um trio elétrico durante o ato em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste sábado (17), na região da Barra, em Salvador. A situação chama a atenção por envolver um político que acaba de conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Veja em vídeo:
?? Sandro Filho é barrado ao tentar subir em trio bolsonarista ???? Mariana Ribeiro/ Bahia Notícias Confira ?? https://t.co/hkg8EZHAH2
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 17, 2026
No dia 4 de outubro, Sandro Filho foi eleito deputado federal pela Bahia, com 164.396 votos, segundo dados divulgados com 96% das urnas apuradas. Aos 21 anos, ele se tornou o deputado federal mais jovem já eleito pelo estado. Antes de conquistar uma cadeira no Congresso Nacional, Sandro Filho exercia mandato de vereador na Câmara Municipal de Salvador (CMS), para a qual foi eleito em 2024, com 12.565 votos.
Criado no bairro de Coutos, no subúrbio de Salvador, o político ganhou projeção na capital baiana por sua atuação na oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). Na Câmara Municipal, também integrou a base política do prefeito Bruno Reis (União). Sandro Filho teve passagem pelo Movimento Brasil Livre (MBL), do qual foi expulso no fim de 2025.
Foto: Mariana Ribeiro / Bahia Notícias
Na ocasião, o fundador do grupo, Renan Santos, anunciou a decisão publicamente. O então vereador, por sua vez, afirmou ter sido alvo de perseguição. A manifestação deste sábado reúne apoiadores de Flávio Bolsonaro e outras lideranças políticas na região do Morro do Cristo e ao longo da Avenida Oceânica, na Barra. A programação inclui discursos em trio elétrico e a entrega do Título de Cidadão de Salvador ao senador.
A concentração de público também provoca reflexos no trânsito em vias da Barra, Ondina e Graça. Até o momento, o contexto apresentado não esclarece quem teria impedido Sandro Filho de subir no trio nem o motivo da situação.
Confira fotos do ato:


Na sessão deliberativa realizada pela Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (15), um dos projetos aprovados foi o PL 1435/2023, de autoria do deputado Capitão Alden (PL-BA), que que determina a divulgação de orientações sobre manobras de desobstrução das vias aéreas. O projeto segue agora para ser apreciado pelo Senado.
A proposta do deputado baiano determina a estabelecimentos comercializadores de alimentos e com mais de dez funcionários a manter cartazes em local visível ilustrando manobras de desengasgo. O texto também institui a Campanha Nacional Permanente “Recrutando Anjos”.
Pelo que afirma o deputado Capitão Alden, a campanha tem o objetivo de promover atividades voltadas à conscientização, à educação, à prevenção e ao treinamento sobre os primeiros socorros em casos de obstrução de vias aéreas. A principal técnica para liberar a respiração é conhecida como manobra de Heimlich, um procedimento rápido de primeiros socorros por meio de tração abdominal da pessoa engasgada.
“São orientações simples que, aliadas às campanhas, poderão salvar vidas em todo o Brasil. Há uma média de 3 mil crianças que morrem vítimas de engasgo por ano no País”, afirmou Capitão Alden.
Descrita pela primeira vez pelo médico norte-americano Henry Heimlich, em 1974, a manobra citada no projeto do deputado baiano consiste em exercer pressão sobre o diafragma – na região abdominal –, causando pressão expulsiva muito eficaz para desobstruir as vias respiratórias.
“Esses procedimentos podem ser administrados de forma eficiente por adultos minimamente treinados no recinto – quer sejam eles professores, cuidadores ou funcionários do estabelecimento de ensino ou recreação”, argumentou o deputado Capitão Alden na justificativa do projeto.
“Em vista disso, capacitar pessoas leigas, e mais ainda, àquelas que estão diretamente envolvidas por força de seu trabalho, na atenção a crianças, adolescentes e jovens, é uma necessidade urgente”, acrescentou Alden.
A campanha Recrutando Anjos, que ficará a cargo do Sistema Único de Saúde (SUS), terá ações como campanhas educativas e de conscientização da população, nos meios de comunicação de massa, sobre métodos e técnicas para a desobstrução de vias respiratórias.
Deverá haver ainda divulgação de informações e de material educativo para a comunidade escolar e nos estabelecimentos de saúde. O projeto prevê também que profissionais das instituições de ensino, de saúde e da educação física deverão fazer treinamento de aplicação da manobra de Heimlich.
O Republicanos elegeu apenas um representante evangélico nas eleições de 2026. O presidente estadual do partido, Márcio Marinho, é o único vinculado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) entre os três parlamentares eleitos. O número representa uma redução importante em comparação a 2022, quando todos os deputados eleitos pela sigla eram vinculados ao eleitorado evangélico da Bahia, com destaque para a IURD.
Márcio Marinho é natural de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, estado onde a própria Igreja Universal foi criada pelo pastor Edir Macedo Bezerra, nos anos 70. Vinculado à rede da IURD desde os 16 anos, o pastor e radialista chegou à Bahia nos anos 2000, onde deu início a sua trajetória política.
Desde 2010, quando se filiou ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), o pastor foi o único candidato eleito em todas as eleições ao Legislativo Federal nos últimos 16 anos. O que muda em 2027 é que, pela primeira vez, os evangélicos não são maioria ou ao menos metade da bancada baiana do Republicanos na Câmara dos Deputados.
A história da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e o Partido Republicanos começa ainda na fundação, em 2003. Há cerca de 23 anos, pastores da IURD reuniram o apoio de mais de 400 mil eleitores para a criação do Partido Municipalista Renovador (PMR), registrado em 2004 e oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2005.
Em 2006, em sua primeira eleição, o partido passou a se chamar Partido Republicano Brasileiro (PRB) e em 2019 o nome mudou para Republicanos, sem uso de sigla. Tradicionalmente liderado por evangélicos, o atual presidente do Republicanos, Marcos Pereira, é um bispo licenciado da IURD.
Mantendo um viés conservador e de direita em suas diretrizes oficiais, o partido sempre manteve quadros mais neutros em suas chapas proporcionais, abrindo espaço para políticos não-evangélicos e alguns vinculados a outras instituições cristãs, além da IURD. Historicamente, no entanto, o balanço de forças sempre favoreceu os quadros da Igreja. Até agora.
PODER UNIVERSAL
A primeira eleição com representação do PRB/Republicanos na bancada baiana foi em 2010. Na época, Márcio Marinho foi eleito deputado em seu segundo pleito eleitoral ao Congresso – o primeiro ocorreu em 2006, onde ficou na suplência do Partido da República (PR).
No ciclo eleitoral seguinte, o PRB chegou a duas cadeiras na Câmara dos Deputados, com dois candidatos negros e evangélicos: Marinho, em seu segundo mandato, e Eronildes Carvalho, conhecida como Tia Eron. Ambos eram abertamente vinculados à Igreja Universal em Salvador.
Em 2018, o PRB manteve as duas cadeiras, dessa vez com Márcio Marinho e João Roma, então chefe de gabinete da Prefeitura de Salvador que se tornou ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro. Nesse cenário, Marinho voltou a ser o único representante da IURD no grupo. No fim do mandato, mudanças importantes aumentaram a bancada do partido que se tornou Republicanos em 2019: o deputado Marcelo Nilo, eleito à federal pelo PSB, e o deputado Alex Santana, eleito pelo PDT, se filiaram ao partido em 2022; enquanto o deputado eleito pelo Republicanos, João Roma, migrou para o PL, partido de Bolsonaro, no mesmo ano.
Com a chegada de Alex Santana, a bancada inédita de 3 deputados do Republicanos, passou a ter uma maioria de evangélicos, ainda que Santana seja pastor da Assembleia de Deus e não pertença à IURD.
Já em 2022, os Republicanos conseguiram eleger três deputados pela primeira vez. Foram eles: Márcio Marinho, Alex Santana e Rogéria Santos, todos evangélicos. Neste momento, a Igreja Universal voltou a impor maior força no grupo, com a adesão de Rogéria Santos. Esse foi o pico de representatividade do partido na bancada baiana até então, com forte presença da IURD.
Este ano, o Republicanos ganhou reforços importantes que elevaram a bancada ao número de 5 deputados federais neste final de mandato. Durante a janela partidária, os parlamentares Diego Coronel e Leo Prates chegaram à sigla, com a promessa de fortalecer o contingente de votos do grupo. Ao Bahia Notícias, o partido revelou uma projeção para eleger cinco nomes ao Congresso.
O sonho não se realizou. Na disputa, o partido manteve, na Bahia, as três cadeiras já conquistadas anteriormente. No entanto, o único a invocar o eleitorado evangélico segue sendo Márcio Marinho, frente aos demais eleitos Diego Coronel e Leo Prates, que possuem bases fortes no interior do estado e no “carlismo” soteropolitano, respectivamente.
Confira o histórico:
2010 | 54ª Legislatura (2011 a 2015) - 1/1
Márcio Marinho
2014 | 55ª Legislatura (2015 a 2019) - 2/2
Márcio Marinho
Tia Eron
2018 | 56ª Legislatura (2019 a 2022) - 1/2
Márcio Marinho
João Roma
+ Alex Santana, ex-PDT (Assembleia de Deus, não é IURD)
+ Marcelo Nilo, ex-PSB (não é IURD)
2022 | 57ª Legislatura (2023 a 2027) - 2/3
Márcio Marinho
Alex Santana (não é IURD)
Rogéria Santos
+ Léo Prates, ex-PDT (não é IURD)
+ Diego Coronel, ex-PSD (não é IURD)
2026 | 58ª Legislatura (2027 a 2031) - 1/3
Márcio Marinho
Léo Prates (não é IURD)
Diego Coronel (não é IURD)
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (14), o projeto de lei que amplia o limite de faturamento para enquadramento no Microempreendedor Individual (MEI) e perdoa dívidas de inadimplentes da categoria. O placar foi de 461 deputados favoráveis e quatro contrários.
Ambas as mudanças foram enviadas pelo governo Lula, e o perdão das dívidas do MEI foi a última medida anunciada pela campanha de Lula nesta semana, numa tentativa de reaproximação com o grupo a poucos dias do 2º turno.
O projeto amplia o enquadramento no MEI para os empreendedores com faturamento anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil a partir de 2028. Atualmente, o valor de faturamento está em R$ 80 mil.
Agora, o texto segue para análise do Senado Federal.
O deputado federal Leo Prates (PDT), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6x1 na Câmara dos Deputados, expressou otimismo quanto à conclusão do processo deliberativo da matéria no Senado Federal nesta quarta-feira (14).
Em declarações prestadas em Brasília, o parlamentar ressaltou que esteve em diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União), para acompanhar a movimentação do texto na Casa Alta.
"A expectativa é a melhor possível de aprovação no dia de hoje. Estamos torcendo aqui para que os dois turnos sejam hoje no Senado e que o povo brasileiro tenha essa conquista", diz o deputado, enfatizando que a medida conta com amplo respaldo da população, "sobretudo pelas mulheres".
Questionado sobre o fato de o Senado apreciar a matéria sem promover alterações no conteúdo aprovado na Câmara, Prates minimizou a autoria individual do parecer e atribuiu a construção do texto ao trabalho coletivo dos parlamentares das duas Casas legislativas.
"Não é o meu texto, é o texto da Câmara dos Deputados. Foram vários parlamentares, inclusive senadores também, que sugeriram modificações. Eu acho que meu único mérito foi ter encontrado um texto médio que agradasse à Câmara e ao Senado. O texto é do Congresso Nacional", pontua.
Ao avaliar o cenário político no estado da Bahia após o pleito eleitoral, Leo Prates fez um agradecimento aos eleitores baianos e soteropolitanos pela votação que garantiu sua recondução à Câmara dos Deputados para mais quatro anos de mandato.
Sobre a disputa pelo governo estadual, o parlamentar comentou o desempenho de seu grupo político e desejou êxito ao Executivo baiano. "Infelizmente, na eleição para o governo nós não tivemos sucesso, mas é isso mesmo. Acho que o sucesso da campanha de ACM Neto foram as ideias e as propostas que trouxeram para a Bahia. A gente deseja sucesso ao governador eleito e agora é se debruçar sobre as pautas que interessam ao país", conclui.
Parte do teto do corredor que liga o edifício principal da Câmara dos Deputados ao Anexo II desabou em Brasília, na madrugada desta quarta-feira (14). O desabamento ocorreu no lugar conhecido como Túnel do Tempo do Congresso Nacional.
Confira em vídeo:
?? Parte de teto do Túnel da Câmara dos Deputados desaba em Brasília ???? Metrópoles Confira ?? https://t.co/DN3AZ3k9jD
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 14, 2026
O local foi interditado para manutenção depois do incidente, conforme divulgou a Câmara por meio de nota.
"Para facilitar o acesso, o fluxo de pessoas na Chapelaria estará liberado para todos os públicos nesta quarta-feira", diz a nota.
Uma equipe de engenharia esteve no local, mas não detectou nenhum dano na estrutura nem a motivação do ocorrido.
"Durante a manutenção, o corredor ficará interditado e a circulação entre o edifício principal e o Anexo II deverá ser feita pela área externa."
Não houve feridos após o incidente.
As 39 cadeiras da bancada baiana na Câmara dos Deputados foram definidas no último domingo (4), consolidando a representação de partidos e federações para a próxima legislatura. Pelo sistema proporcional, utilizado na eleição para deputado federal, os votos recebidos pelos candidatos e os votos de legenda são considerados na distribuição das cadeiras entre partidos e federações.
O voto de legenda ocorre quando o eleitor digita apenas o número do partido na urna, sem indicar um candidato. Nesse caso, o voto é contabilizado para a legenda e contribui para o cálculo das vagas. Nas federações, os partidos que integram a aliança são tratados conjuntamente na distribuição das cadeiras.
Depois da definição das vagas, os candidatos mais votados dentro de cada partido ou federação ocupam as cadeiras conquistadas. Os demais candidatos que não foram eleitos formam a lista de suplência, também em ordem decrescente de votação. Não há, para a definição dos suplentes, exigência de votação nominal mínima.
Por isso, nas federações, a suplência deve ser analisada de forma conjunta. Um candidato de um partido que integra a federação pode ser suplente de um deputado eleito por outro partido da mesma federação. Assim, a lista abaixo apresenta os primeiros suplentes de cada partido ou federação, conforme a ordem de votação, e não necessariamente um suplente específico para cada deputado eleito.
Confira os nomes pelas legendas:
Republicanos
-
Soldado Correa
-
Rogéria Santos
-
Vanuza do Cacau
PSD
-
Adriano Lima
-
Paulo Magalhães
-
Adriano Lima
-
Bebeto
-
Oziel Oliveira
-
Marcola do Grau
PSB
-
Lídice da Mata
PL
-
Leandro de Jesus
-
Abraão Reis
-
Giu Argolo
-
Constança Docelar
PDT
-
Paulo Cezar
MDB
-
Jayminho Vieira Lima
Federação União Progressista (União Brasil/PP)
-
Arthur Maia
-
Cacá Leão
-
Robinho
-
Cibele de Teobaldo
-
Zito Barbosa
-
Zé Chico
-
Sandro Bahiense
-
Jorge Araújo
Federação PSDB-Cidadania (PSDB/Cidadania)
-
Duda Sanches
-
Maurício Trindade
Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV)
-
Waldenor
-
Adélia Pinheiro
-
Luiz Carlos Suíca
-
Elen
-
Delegada Gabriela
-
Professor Uberdan
-
Valéria Santana
-
Valdemir Medeiros
-
Dr. Zé Raimundo
-
Ana Campos
Avante
-
Dr. Marcelo
-
Luiza de Deus
-
Davi dos Anjos
SOBRE A CONVOCAÇÃO
A lista de suplentes ganha importância quando um deputado deixa temporariamente ou definitivamente o exercício do mandato. Pela Constituição, o suplente é convocado em caso de vaga, quando o titular assume determinadas funções previstas na Constituição ou em caso de licença superior a 120 dias.
A ordem de convocação segue a classificação dos suplentes dentro da respectiva legenda ou federação. Portanto, em uma federação, o próximo suplente não é necessariamente do mesmo partido do deputado que deixou a Câmara.
Relembre como ficou a bancada da Bahia:
O secretário municipal de governo João Leão (PP) deve retornar à Câmara dos Deputados para os últimos meses da legislatura. A informação foi apurada pelo Bahia Notícias.
Com a decisão, o deputado federal Jorge Araújo (PP), hoje suplente de Leão na Casa, deve deixar o cargo e retomar seus trabalhos como vereador na Câmara Municipal de Salvador (CMS).
A mudança deve provocar um efeito em cadeia na CMS. O atual suplente de Jorge Araújo na Câmara Municipal, Sandro Bahiense, não deve ficar muito tempo fora do mandato de vereador, já que o também progressista Sandro Filho vai deixar a Casa para ocupar uma vaga na Câmara dos Deputados.
A decisão de João Leão foi tomada depois das eleições proporcionais, nas quais seu filho, Cacá Leão (PP), foi candidato a deputado federal e não conseguiu se eleger, tornando-se segundo suplente da legenda.
Jorge Araújo também concorreu a deputado federal nestas eleições e recebeu 24.813 votos, total menor do que o obtido em 2024, quando se candidatou a vereador na Câmara Municipal de Salvador.
A partir de 2027, a família Sarney ficará sem nenhum representante em mandato eletivo pela primeira vez em 72 anos. O cenário ocorre depois da derrota de Roseana Sarney (MDB-MA), filha do ex-presidente José Sarney, na disputa pelo Senado Federal.
Roseana foi eleita deputada federal pelo Maranhão em 2022, mas o mandato acaba em janeiro de 2027 e nenhum outro membro da família estará em algum mandato.
Roseana foi a terceira colocada na disputa pelo Senado Federal no Estado. André Fufuca (PP), com 21,43% dos votos, e Lahesio Bonfim (Novo), que conquistou 20,65% dos votos, conseguiram as duas vagas em disputa.
A derrota de Roseana encerra um ciclo político que remonta aos anos 50, quando seu pai assumiu o cargo de deputado federal. Sarney exerceu o cargo por três mandatos, até 1965.
Roseana seguiu a trajetória política do pai e se elegeu como deputada federal, pela primeira vez em 1990, e ficou no cargo até 1994, quando foi eleita governadora do Maranhão.
Ela ficou no cargo por dois mandatos consecutivos, até 2002. Roseana também foi senadora da República, ficando no cargo até 2009 e mais uma vez voltou ao governo do estado, onde ficou até 2014.
Foi eleita novamente para deputada federal em 2022; seu mandato acaba em 2027.
Seu irmão, José Sarney Filho, conhecido como Zequinha Sarney (PV) foi deputado estadual pelo Maranhão entre 1979 e 1983 e deputado federal pelo mesmo estado por nove mandatos, entre 1983 e 2019. Ele também assumiu como ministro do Meio Ambiente nas gestões de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002, e Michel Temer, de 2016 a 2018.
Em 1966, foi eleito governador do Maranhão. Em seguida, foi para o Senado Federal pela primeira vez, onde ficou até 1985. Foi presidente entre 1985 e 1990. Depois, voltou ao Senado mais uma vez, onde ficou até 2015, cumprindo três mandatos consecutivos.
Adriano Sarney, neto de Sarney, é o membro da terceira geração a ocupar cargo político. Ele foi deputado estadual pelo Maranhão, por dois mandatos, entre 2015 e 2023. Ele tentou se reeleger nas eleições de 2022, mas não obteve votos o suficiente.
O Republicanos oficializou nesta quarta-feira (7) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Marcos Pereira (SP), em Brasília. A decisão foi tomada de forma institucional, mas sem fechamento de questão.
Com isso, integrantes do partido não serão punidos caso optem por apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio contou com a presença dos governadores reeleitos Tarcísio de Freitas (SP), Otaviano Pivetta (MT) e Cleitinho Azevedo (MG), além da senadora Damares Alves (DF).
O líder do Republicanos na Câmara, Augusto Coutinho (PE), foi o responsável por anunciar o apoio em nome da bancada. Já o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não participou do evento. A definição também ocorre em meio às articulações para a eleição da presidência da Câmara em fevereiro de 2027.
Motta busca permanecer no comando da Casa, enquanto o PL, que terá 121 dos 513 deputados, avalia disputar a presidência ou apoiar outro nome. O acordo entre Republicanos e Flávio foi articulado com participação de Tarcísio, que conversou com Marcos Pereira e posteriormente com o candidato do PL.
Enquanto no Senado foi realizada uma sessão deliberativa na tarde desta terça-feira (6) para discutir a PEC 221/2019, que altera a jornada 6x1, na Câmara dos Deputados as portas do plenário permaneceram fechadas ao longo de todo o dia.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), não marcou nenhuma sessão deliberativa para esta semana. Segundo informação de um funcionário da Secretaria da Mesa Diretora da Casa, não há previsão de sessões nem mesmo para a próxima semana, que antecede o feriado de Nossa Senhora Aparecida.
Já no Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP), apesar da resistência da oposição, abriu a sessão para discussão do projeto que implanta a jornada 5x2 no país. Diversos senadores discutiram a matéria, a grande maioria a favor da aprovação do texto.
"No momento adequado, cada senador e senadora terá o livre-arbítrio de votar com o seu coração, com a sua consciência e com sua convicção, se acha razoável diminuirmos a escala de trabalho de quase 40 milhões de brasileiros que vivem na escala 6x1 há décadas", diz Alcolumbre.
Durante a sessão, Alcolumbre anunciou que vai cumprir o rito regimental exigido para a votação da PEC, que inclui cinco sessões deliberativas antes da votação da matéria em primeiro turno. Na prática, portanto, serão realizados cinco debates ao longo desta e da próxima semana, até que o texto seja votado, com previsão para o dia 15 de outubro.
"O meu desejo é cumprir integralmente o rito constitucional, sem atropelos, sem acelerar nada, cumprir terça, quarta e quinta as sessões de discussão. A partir daí, organizar novamente uma pauta para semana que vem termos sessões terça, quarta e quinta e, se caso todos nós pudermos concluir as cinco sessões de debate na semana que vem, do ponto de vista regimental, colocar pra sua deliberação em primeiro turno", concluiu o presidente da Casa.
O vereador Rony Gabriel (Podemos), um dos principais influenciadores políticos do bolsonarismo, foi eleito para a Câmara dos Deputados com expressiva votação nas urnas do último domingo (4), no Rio Grande do Sul. Com os mais de 200 mil votos que recebeu, Gabriel ajudou a eleger também um veterano da política gaúcha que há 15 anos estava afastado de mandatos eletivos.
Graças ao quociente eleitoral, os mais de 200 mil votos recebidos por Rony Gabriel, quarta maior votação no estado, elegeram também o ex-senador Sérgio Zambiasi, de 77 anos, do Podemos gaúcho. Radialista, em sua carreira política Zambiasi exerceu 4 mandatos de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Em 2003, pelo PTB, Zambiasi foi o campeão de votos para o Senado pelo estado.
Zambiasi derrotou naquele ano o então deputado Paulo Paim (PT), que se elegeu com a segunda vaga para o Senado. Posteriormente, Paulo Paim foi reeleito outras duas vezes. Ao deixar o mandato, em 2011, Sérgio Zambiasi ainda chegou a presidir o PTB gaúcho por alguns anos, antes de se afastar da política. Agora, o veterano gaúcho retorna ao Congresso, graças à votação do jovem Rony Gabriel, de 32 anos.
Mesmo com um alto índice de renovação no Congresso e a presença de nomes da esquerda eleitos neste domingo (4), o Brasil elegeu a Câmara dos Deputados com a bancada mais forte da história do Partido Liberal (PL), alcançando 121 cadeiras. Além disso, a Federação União/Progressistas soma 81 nomes e o partido Novo 10 nomes, confirmando que os grupos mais conservadores/liberais ganham força no Parlamento.
O cenário deve ser um desafio para Lula em um eventual segundo turno, já que, se vencer, enfrentará um Congresso e um Senado com o maior número de opositores declarados. Afinal, sua bancada é a terceira no parlamento e perdeu espaço no Senado Federal.
Apesar desse avanço, os partidos que integram o Centrão (grupo fisiológico que integrou todos os governos desde a Constituinte e que renasceu no governo Dilma sob a liderança de Eduardo Cunha) mantiveram sua força no cenário político.
Confira a nova composição da Câmara dos Deputados:
As maiores quedas históricas foram registradas pelo União/Progressistas, que perdeu 19 cadeiras, e pelo PDT, que perdeu 11. O PSC e o MDB também reduziram suas bancadas, perdendo 6 cadeiras cada. Em contrapartida, os partidos que mais ganharam força foram o Novo, com um acréscimo de 7 cadeiras, o Partido Liberal (PL), que cresceu 22 cadeiras, o Podemos, com mais 15 cadeiras, e a Federação Brasil da Esperança, que aumentou sua representação em 8 assentos.
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Câmara única que representa o Poder Legislativo baiano, e a bancada baiana na Câmara dos Deputados também não fugiram dessa lógica. Diego Castro (PL) e Raissa Soares (PL) estão entre os nomes mais votados do partido nas urnas baianas, tanto na disputa pelas 39 cadeiras da bancada federal quanto na nova composição da AL-BA. O resultado reforça a força política conservadora na Bahia, em uma onda que pode marcar uma mudança na história política nacional.
Como o Podemos e o Novo são aliados do PL, os dados indicam que a extrema-direita e o Centro ganharam força ou mantiveram seus espaços. O número de deputados reeleitos neste domingo foi de 301 — o equivalente a 58,6 % do total de parlamentares que foram eleitos titulares nas eleições de 2022 ou de suplentes que foram efetivados como titulares ao longo da atual legislatura.
A tendência conservadora também se reflete na juventude, com nomes como Diego Castro (PP) simbolizando essa vertente pela Bahia. Além disso, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) figuraram como os deputados federais mais bem votados em 2026 nacionalmente, ultrapassando a marca de 3 milhões de votos cada um.
Segundo a avaliação do cabeça de análise política da Atlas/Intel, Yuri Sanches, a votação expressiva obtida por ambos os candidatos confirma a consolidação de um perfil mais conservador entre o eleitorado jovem.
Pastor Sargento Isidório (Avante) foi reeleito deputado federal neste domingo (4) e terminou a apuração como o candidato mais votado da Bahia para a Câmara dos Deputados, com 248.147 votos. Atual deputado federal, Isidório conquista mais um mandato após já ter liderado a votação para o cargo no estado nas eleições de 2018, quando também concorreu pelo Avante.
Antes de chegar à Câmara dos Deputados, Isidório construiu sua trajetória política na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Em 2002, foi eleito deputado estadual pelo PT, usando o nome Sargento Isidório. Em 2006, tentou a reeleição pelo Partido Social Cristão (PSC), mas não conseguiu manter o mandato.
Quatro anos depois, voltou a ser eleito deputado estadual, desta vez pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), para a legislatura de 2011 a 2015. Em 2014, foi novamente eleito para a Assembleia Legislativa, pelo PSC, e permaneceu no cargo entre 2015 e 2019.
Aposentado como sargento da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Isidório também é pastor e atua na Fundação Doutor Jesus.
O deputado federal Joseildo Ramos (PT) é o parlamentar mais velho a ser eleito na bancada baiana nas eleições de 2026.
Nascido em 23 de agosto de 1957, em Alagoinhas, o deputado tem 69 anos e conseguiu seu terceiro mandato como deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores.
Antes disso, ele foi prefeito de Alagoinhas, eleito em 2000 e reeleito em 2004, e depois deputado estadual pela Assembleia Legislativa da Bahia, eleito em 2010 e reeleito em 2014.
A configuração do Congresso Nacional passou por mudanças importantes ao final da apuração das urnas neste domingo (4). Na Câmara dos Deputados, seis candidatas baianas se elegeram para a 58ª legislatura. Com esse número, as candidatas conquistam 15,38% das 39 vagas em disputa na bancada. A variação em relação à última legislatura foi de 20% pontos percentuais. (Atualizada às 8h54)
Entre os destaques, a candidata mulher com maior votação foi a Doutora Raissa Soares (PL), que somou 162.194 votos válidos na Bahia.
Já na distribuição partidária, PL, PT e PCdoB empataram como as siglas que mais elegeram mulheres para a Casa, com duas cadeiras cada uma das cinco conquistadas pelas mulheres na Bahia.
Confira a lista das deputadas federais eleitas na Bahia, organizadas por ordem de votação:
- Doutora Raissa Soares (PL) - 162.194 votos
- Ivoneide Caetano (PT) - 161.537 votos
- Roberta Roma (PL) - 155.473 votos
- Olivia Santana (PCdoB) - 122.790 votos
- Alice Portugal (PCdoB) - 114.107 votos
- Maria Marighella (PT) - 108.870 votos
As duas deputadas que não conseguiram obter uma renovação do mandato foram Lídice da Mata (PSB) e Rogeria Santos ( Republicanos).
A Bahia escolheu, neste domingo (4), os deputados e deputadas federais que vão representar o estado em Brasília pelos próximos quatro anos, na Câmara dos Deputados. A votação vale para o próximo mandato na Câmara, com início previsto para fevereiro de 2027.
Confira lista:
Federação União Progressista (PP/União Brasil)
- Sandro Filho (PP)
- Claudio Cajado (PP)
- Elmar Nascimento (União Brasil)
- Dal Barreto (União Brasil)
- Leur Lomanto Junior (União Brasil)
- Ditinho Avivip (União Brasil)
- Paulo Azi (União Brasil)
- Manuel Rocha (União Brasil)
PSD
- Antonio Brito
- Daniel Alencar
- Gabriel Nunes
- Sergio Brito
- Raimundo da Costa
- Charles Fernandes
MDB
- Ricardo Maia
Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV)
- Lucas Reis (PT)
- Ivoneide Caetano (PT)
- Jorge Solla (PT)
- Valmir Assunção (PT)
- Afonso Florence (PT)
- Maria Marighella (PT)
- Joseildo (PT)
- Daniel (PCdoB)
- Olivia Santana (PCdoB)
- Alice Portugal (PCdoB)
PSDB
- Carlos Muniz
- Adolfo Viana
Avante
- Pastor Sargento Isidório
- Neto Carletto
- Elmo Vaz
PSB
- Mario Negromonte Jr
Republicanos
- Diego Coronel
- Léo Prates
- Márcio Marinho
PDT
- Felix Mendona Jr.
PL
- Doutora Raissa Soares
- Roberta Roma
- Capitão Alden
- João Bacelar
Veja em números por partidos:
A eleição deste domingo (4) vai definir a nova composição da bancada da Bahia na Câmara dos Deputados. Ao todo, o estado elege 39 parlamentares para representar a população baiana em Brasília a partir de 2027. O resultado das urnas também deve alterar a distribuição das forças partidárias na bancada baiana.
Até o momento, a nova composição da bancada da Bahia na Câmara dos Deputados:
- Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV): 10 deputados;
- Federação União Progressista (União Brasil-PP): 8 deputados;
- PSD: 6 deputados;
- PL: 4 deputados;
- Republicanos: 3 deputados;
- Avante: 3 deputados;
- Federação PSDB-Cidadania: 2 deputados;
- PDT: 1 deputado;
- MDB: 1 deputado;
- PSB: 1 deputado.
Total: 39 deputados.
A comparação considera a composição partidária da bancada antes da eleição e o resultado das urnas de 2026. A análise também leva em conta as mudanças de legenda ocorridas durante a atual legislatura, já que deputados eleitos em 2022 podem ter mudado de partido antes da disputa deste ano.
Como deve ficar a bancada baiana, em gráfico do BN logo abaixo:
[Nota em atualização]
O candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL-MG) se tornou, neste domingo (4), o deputado federal mais votado da história do Brasil, superando o recorde de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que havia recebido 1.843.735 votos em 2018.
Com 61,95% das urnas apuradas em Minas Gerais, Nikolas Ferreira somava 2.045.024 votos.
Ele já havia sido o deputado federal mais votado do país nas eleições de 2022, quando recebeu 1.492.047 votos.
As eleições de 2026 devem redesenhar a composição da bancada da Bahia na Câmara dos Deputados. Com 39 cadeiras em disputa, partidos e federações fazem as contas nos bastidores, avaliam o desempenho de suas nominatas e projetam quantos nomes poderão levar para Brasília a partir de 2027.
Entre os nomes, há deputados federais que buscam a reeleição, ex-parlamentares, nomes com atuação em Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, além de empresários, lideranças regionais e candidatos que estreiam na corrida por uma vaga no Congresso Nacional.
A atual bancada dos baianos na Câmara dos Deputados é composta pelos seguintes nomes e partidos:
Desses, pelo menos 26 disputam a reeleição. Muitos aparecem nas contas internas das próprias legendas como nomes importantes para a manutenção das bancadas, enquanto outros candidatos tentam ocupar os espaços deixados por parlamentares que não disputarão novamente o cargo.
A eleição proporcional, porém, não depende apenas do desempenho individual de cada candidato. A distribuição das cadeiras considera a votação das legendas e federações, o que torna a composição das chapas um dos principais elementos da disputa.
Na Bahia, são 535 candidaturas registradas para 39 vagas de deputado federal, segundo dados atualizados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa uma concorrência de aproximadamente 13,7 candidatos por cadeira.
O cenário também é marcado pela atuação das federações partidárias. Em 2026, cinco estão registradas no TSE e disputam o estado: Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV; Federação PSOL-Rede; Federação PSDB-Cidadania; Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade; e Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas.
Com as novas alianças, a disputa pelas vagas federais passa também pelo equilíbrio interno entre os partidos que integram cada federação. Na prática, os candidatos precisam dividir o eleitorado e, ao mesmo tempo, contribuir para que o grupo alcance votos suficientes para conquistar cadeiras.
Nas palavras de Ulysses Guimarães, um dos principais nomes da Assembleia Nacional Constituinte, o papel do parlamentar está diretamente relacionado à representação dos interesses nacionais. Durante a Constituinte, ele afirmou: “A história nos desafia para grandes serviços, nos consagrará se os fizermos, nos repudiará se desertarmos”.
Em 2026, o cenário baiano reúne centenas de candidaturas, mas nem todos os nomes partem das mesmas condições políticas e eleitorais. O Bahia Notícias (BN) ouviu interlocutores de diferentes partidos e, a partir dessas conversas, organizou os nomes que aparecem com maior frequência nas contas internas das legendas.
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Vale ressaltar que a divisão apresentada pelo BN não representa exclusão de candidaturas nem antecipa o resultado das urnas. O objetivo é retratar o cenário de bastidores e testar as projeções apresentadas pelas próprias legendas diante da composição das chapas e da força política de cada candidato.
OS FAVORITOS:
-
Adolfo Viana (PSDB);
-
Muniz Filho (PSDB);
-
Daniel Alencar (PSD);
-
Antonio Brito (PSD);
-
Roberta Roma (PL);
-
Lucas Reis (PT);
-
Jorge Solla (PT);
-
Zé Neto (PT)
-
Ivoneide Caetano (PT);
-
Bacelar (PV);
-
Elmar Nascimento (União);
-
Dal Barreto (União);
-
Claudio Cajado (Progressistas);
-
Paulo Azi (União);
-
Arthur Maia (União);
-
Léo Prates (Republicanos);
-
Diego Coronel (Republicanos);
-
Márcio Marinho (Republicanos);
-
Rogéria dos Santos (Republicanos);
-
Neto Carletto (Avante);
-
Ricardo Maia (MDB);
-
Jayme Viera Lima / Jayminho (MDB);
OS DESAFIANTES:
-
Gabriel Nunes (PSD);
-
Raimundo da Costa (PSD);
-
Sérgio Brito (PSD);
-
Paulo Magalhães (PSD);
-
Charles Fernandes (PSD);
-
Mauricio Trindade (PSDB);
-
Duda de Alan Sanches / Duda Sanches (PSDB);
-
Waldir Catarino (NOVO);
-
Carlos Medeiros (NOVO);
-
Capitão Tadeu (PDT);
-
Capitão Alden (PL);
-
Leandro de Jesus (PL);
-
Jonga Bacelar (PL);
-
Abraão Reis (PL);
-
Valmir Assunção (PT);
-
Afonso Florence (PT);
-
Joseildon Ramos (PT);
-
Daniel Almeida (PCdoB);
-
Alice Portugal (PCdoB);
-
Olívia Santana (PCdoB);
-
Sandro Filho (União Progressista);
-
Manuel Rocha (União Progressista);
-
Leur Lomanto Junior (União Progressista);
-
Carlos Silva / ‘Robinho’ (União Progressista);
-
Cacá Leão (União Progressista);
-
José Pinto / Zé Chico (União Progressista);
-
Benedito Filho / Ditinho Avivip (União Progressista);
-
Jorge Araújo / Jorge Araújo Repórter (União Progressista);
-
Professor Hamilton Assis (PSOL);
-
Eliete Paraguassu (PSOL);
-
Professor Reginaldo Alves (PSOL);
-
Ulderico Pinto (Rede);
-
Luiz Argôlo (Republicanos);
-
Marcelo Nilo (Republicanos);
-
Soldado Correa (Republicanos);
-
Talita Oliveira (Republicanos);
-
Renato Piaba (Republicanos);
-
Doutor Alan Castro (Republicanos);
-
Quécia Reis (Missão);
-
Pastor Sargento Isidório (Avante);
-
Danilo Henrique (MDB);
-
Moema Gramacho (MDB);
-
Ubaldino Junior (MDB);
-
Isaac Nery (MDB);
-
Félix Mendonça Júnior (PDT);
-
Paulo Cezar (PDT);
OS INCERTOS:
-
Bebeto Galvão (PSD);
-
Uziel Bueno (PSD);
-
Ana Rita Tavares (PSD);
-
Kátia da Saúde (PSD);
-
Leonardo Bandeira (PSD);
-
Dr. Alfred Assis / ‘Alfredinho’ (PSD);
-
Doutora Raissa Soares (PL);
-
Cinthia Machado (Republicanos);
-
Dr. Marcelo (Avante);
-
Elmo Vaz (Avante);
-
Giovana Ferreira (UP);
-
Luiz Guilherme de Oliveira / Guizin (UP);
-
Vânia Souza / Van de Ninga (PRD);
-
Júlio de Jesus / Irmão Júlio (PRD);
Os partidos Agir, PCO, PCB, PSTU, PRTB, Podemos e PTB não registraram nenhuma candidatura na Justiça Eleitoral. O DC não tem grandes expectativas, mas possui seis candidatos concorrendo (cinco inaptos) na disputa nesta sexta-feira (2), dois dias antes do primeiro turno. O Solidariedade tem seis candidaturas, mas nenhuma foi apontada pelas lideranças ouvidas pelo BN.
Confira projeções em lista otimista, isto é, que os partidos almejam alcançar:
-
Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV): 11 parlamentares;
-
Federação União Progressista: 9 parlamentares;
-
Federação Renovação Solidária (Solidariedade + PRD): 2 parlamentares;
-
Federação PSOL-Rede: 1 parlamentar;
-
PSD: 7 parlamentares;
-
Avante: 3 parlamentares;
-
PDT: 2 parlamentares;
-
PL: 4 parlamentares;
-
Republicanos: 5 parlamentares;
-
PSDB - Cidadania: 3 parlamentares;
-
MDB: 4 parlamentares;
-
PSB: 2 parlamentares;
-
Missão: 1 parlamentar;
-
UP: 1 parlamentar;
Total: 82 nomes aparecem nas projeções para as 39 cadeiras da Câmara dos Deputados em 2027.
Em um cenário otimista, considerando todas as apostas levantadas, 24 candidatos são apontados como favoritos, enquanto outros 58 permanecem entre desafiantes e nomes ainda incertos. O número de candidatos projetados supera em 43 o total de vagas disponíveis. Confira a distribuição no gráfico:
(Nota em atualização)
O deputado federal em exercício pela Bahia e candidato à reeleição, Marcelo Nilo (Republicanos), teceu críticas à gestão do atual presidente da sigla, o deputado Márcio Marinho, e afirmou que está sendo boicotado na distribuição do espaço entre os candidatos no horário eleitoral gratuito. Em entrevista ao BN nesta terça-feira (29), Nilo afirmou que não deve permanecer na legenda caso Marinho seja mantido na presidência do partido após a disputa eleitoral.
“Eu estou sendo boicotado pelo Republicanos, por Márcio Marinho. Eu tenho quase 25 dias que não saio no horário eleitoral e sou deputado igual aos outros. E só saem Márcio Marinho e Rogéria todo dia”, afirmou o parlamentar.
Marcelo Nilo, que está no Republicanos desde 2022, completou que “se ele [Márcio Marinho] ficar na presidência do partido, eu vou sair, porque não aceito ditadura”. “Márcio Marinho ou é incompetente ou tá me boicotando. Como ele não é incompetente, tá me boicotando”, argumentou o deputado.
Ele diz acreditar que o motivo do “boicote” seria a disputa pela “última vaga” do Republicanos na Câmara de Deputados. “Por que ele tá fazendo isso? Porque eu tô disputando com Rogéria a última vaga. Então ele me tira, certo?”, sugere o deputado.
Conforme apuração do Bahia Notícias, o Republicanos espera eleger até cinco deputados federais pela Bahia nas eleições de 2026. Os quatro nomes considerados garantidos são os atuais parlamentares Léo Prates, Diego Coronel, Márcio Marinho e Rogéria Santos. A quinta cadeira, vista como possível mas não certa, dependeria de uma disputa interna que envolve o deputado Marcelo Nilo.
Nilo segue afirmando que diante da situação, chegou a comunicar a insatisfação com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. “Já comuniquei a direção nacional do partido que, se ele ficar na presidência, eu vou sair. É o maior ditador que eu conheci em minha vida”, destaca. “Ele não me atende no telefone. Eu liguei, há 20 dias tentando falar com ele, e ele não me atende.”
Ele ressalta ainda que o critério de distribuição do espaço no horário eleitoral deveria ter sido estabelecido internamente. “Ele é um ditador, ele não reúne a executiva. A lei diz que a executiva estadual que decide o horário, o critério. Ele não reúne”, disse ao BN.
“É o maior ditador, olha que eu já fui por vários partidos, já convivi com vários partidos, mas é o maior ditador que eu conheci em minha vida”, completa o parlamentar.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria um acordo com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para utilizar a casa do banqueiro em Brasília. Mensagens divulgadas pela coluna da jornalista Natália Portinari, no Uol, nesta terça-feira (29), narram que Motta costumava utilizar o imóvel quando o banqueiro não estava na capital.
As mensagens foram extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-dono do Banco Master. Conforme os dados, a última visita registrada estava marcada justamente para a data em que Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, 17 de novembro de 2025. "À noite irei receber Hugo na casa", escreveu o funcionário que administrava o imóvel em mensagem para o banqueiro, à tarde.
Vorcaro respondeu: "Ok. Me avise sempre antes." O funcionário se desculpou: "na correria aqui acabei não avisando o Sr." Segundo o Uol, a casa fica no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, e era usada por Vorcaro para receber políticos e autoridades.
No histórico de mensagens, é possível mapear que o acordo teria sido discutido entre Motta e Vorcaro em maio de 2025, meses após o deputado assumir a presidência da Câmara. Na conversa, enviou ao deputado o contato do funcionário que cuidava do imóvel e escreveu: “Só avisa ele se prefere uma pessoa pra servir ou se não quer ninguém na casa na hora”.
Motta responde apenas: “Muito obrigado” e, segundo os registros, pede para usar o imóvel cerca de duas semanas depois. “Será que posso dar uma passada na casa hj pela hora do almoço? Mas só se vc não tiver compromisso lá”, diz o parlamentar.
Vorcaro respondeu que tinha um almoço e depois iria para o aeroporto e o presidente da Câmara disse que combinaria a chegada com o funcionário, para ser avisado quando o banqueiro saísse.
Depois desse acordo, as mensagens entre o dono do Master e o funcionário registram o histórico de ocasiões em que o empregado teria sido acionado para “receber Hugo” na casa. Há registros em 24 de junho, 28 de agosto, 5, 18 e 25 de setembro e 17 de novembro de 2025, dia da prisão.
Depois, não houve explicações sobre o que foi feito na casa. As mensagens não registram o motivo das visitas nem quem mais estava presente.
Ao Uol, o presidente da Câmara disse que não iria se manifestar.
Mensagens trocadas entre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, registram a participação do parlamentar nas tratativas para a compra de uma área de mais de 400 hectares em João Pessoa. Os diálogos, que começam em março de 2024, foram extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do empresário.
Em uma das conversas divulgadas pelo site Fatos Online, Motta afirma que a empresa responsável pelo negócio havia sido transferida para sua cunhada e menciona um “formato de sociedade” que, segundo ele, já havia sido combinado com Vorcaro. O parlamentar também pede orientação sobre os próximos passos da negociação.
A operação envolveu um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões contratado pela cunhada de Motta junto ao Banco Master. A área, onde funcionava uma fábrica de cimento, foi adquirida por R$ 45 milhões e seria utilizada para a implantação de um novo bairro na capital paraibana.
Os diálogos mostram ainda uma relação próxima entre Motta e Vorcaro. Na época, após informar que havia conseguido concluir as assinaturas necessárias para o negócio, o deputado agradeceu ao empresário pela “confiança e parceria”. Vorcaro respondeu dizendo que aquele seria o “início de uma parceria de vida”.
As mensagens também registram outros pedidos e contatos entre os dois. Em novembro, Vorcaro procurou Motta para tratar de um projeto de lei sobre carbono, enquanto o parlamentar também solicitou ao banqueiro um estudo relacionado ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Em outro episódio, Motta perguntou a Vorcaro de onde sairia o avião que o levaria de Guarulhos para Brasília. O empresário respondeu que a aeronave já estaria esperando por ele.
Defesa
Procurado, Hugo Motta afirmou que os diálogos não indicam qualquer ilícito e negou ter mantido relação de interesse ou favorecimento com Vorcaro. O presidente da Câmara disse que mantém contato com representantes do empresariado em razão de sua atuação parlamentar.
Motta também afirmou que o empréstimo realizado pela empresa privada junto ao Banco Master ocorreu antes de ele ter conhecimento das investigações posteriormente divulgadas sobre o banco e seu proprietário. Ele declarou confiar nos órgãos responsáveis pela apuração.
Criação de uma política nacional para a prevenção do câncer de pele, doença que afeta mais de 260 mil pessoas anualmente no país. Esse é o objetivo do PL 5175/2026, de autoria do deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), e que já está tramitando na Câmara dos Deputados.
Além do câncer de pele, a proposta do deputado baiano também tem como objetivo proporcionar atenção integral às pessoas com neoplasia cutânea. O projeto apresentado por Félix Mendonça prevê ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, além de medidas específicas para proteger trabalhadores submetidos à exposição frequente à radiação solar.
De acordo com o texto do PL 5.175/2026, serão estabelecidas no país campanhas permanentes sobre os riscos da exposição excessiva à radiação ultravioleta, a ampliação do acesso a protetores solares para grupos de maior risco e o fortalecimento da atenção primária à saúde para identificar precocemente lesões suspeitas e encaminhar os pacientes para diagnóstico e tratamento.
Um dos principais focos da proposta são os trabalhadores que exercem atividades ao ar livre, como agricultores, pescadores, profissionais da construção civil e garis. Pelo projeto de Félix Mendonça, deverão ser adotadas medidas de prevenção e redução dos riscos ocupacionais, incluindo fornecimento gratuito dos equipamentos de proteção individual aplicáveis, disponibilização de protetor solar nas situações definidas em regulamento e orientação sobre a utilização dos equipamentos e dispositivos de proteção.
Na justificativa do projeto, Félix chama atenção para a dimensão do câncer de pele no país. Com base na estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, o parlamentar aponta que são esperados 263.280 novos casos de câncer de pele não melanoma por ano no Brasil. Para o melanoma, menos frequente, mas mais agressivo e com maior potencial de disseminação, a projeção é de 9.360 novos casos anuais.
A exposição durante o trabalho também é destacada na proposição. Estudo citado pelo deputado, elaborado com base na Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, estimou que 23,5% da população ocupada brasileira estava exposta à radiação solar durante a atividade profissional.
Félix cita especificamente a realidade da região de Irecê, no Semiárido baiano, devido à forte presença da atividade agropecuária e da agricultura familiar. Segundo a justificativa, trabalhadores que permanecem longos períodos em ambientes externos estão entre os grupos que justificam o fortalecimento das políticas de prevenção ao câncer de pele.
“A exposição excessiva à radiação ultravioleta constitui o principal fator de risco para os diversos tipos de câncer de pele. A questão assume especial importância no ambiente de trabalho, sobretudo para pessoas que exercem atividades ao ar livre”, afirma o deputado na justificativa da proposta.
O projeto do parlamentar baiano também prevê o uso da telessaúde e da teledermatologia para ampliar o acesso à avaliação especializada, principalmente em regiões com menor oferta de assistência dermatológica e oncológica. A proposta estimula ainda a criação e o fortalecimento de serviços regionais de referência em dermatologia oncológica.
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) da Bahia projeta eleger dois deputados federais, com a possibilidade de emplacar um terceiro, e mira até quatro cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), sendo três delas vistas como mais "palpáveis". É o que mostra um levantamento feito pelo Bahia Notícias junto a interlocutores do partido.
Segundo esses aliados, a conta para a Câmara dos Deputados é simples: o partido deve conseguir eleger facilmente dois deputados. Os dois nomes certos dentro do grupo são o atual deputado federal Ricardo Maia, que concorre à reeleição, e o presidente estadual da sigla, Jayme Vieira Lima Filho, o Jayminho, primo de Geddel e Lúcio Vieira Lima.
Ricardo Maia deve essa força ao mandato atual e à influência em Ribeira do Pombal, cujo prefeito, Bebeto, é seu aliado político, e em Tucano, cidade comandada por seu filho, Ricardo Maia Filho.
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O grupo ainda trabalha com a possibilidade de disputar uma terceira vaga na Câmara, mesmo sabendo que as chances são menores. Entre os nomes citados por aliados estão Danilo Henrique, ex-secretário de Governo de Luís Eduardo Magalhães e ex-candidato à prefeitura de Barreiras; a ex-prefeita de Lauro de Freitas Moema Gramacho; a vereadora de Vitória da Conquista Lúcia Rocha; o empresário Ubaldino Júnior; e o ex-candidato à prefeitura de Itabuna Isaac Nery. Segundo os aliados, esses nomes tanto podem ajudar a formar votos para a segunda vaga quanto disputar essa terceira cadeira.
Já para a AL-BA, os aliados do grupo projetam eleger três deputados estaduais e avaliam como uma grande possibilidade emplacar também uma quarta cadeira. Os dois nomes apontados como favoritos são o atual deputado estadual Rogério Andrade, que concorre à reeleição, e o ex-prefeito de Coronel João Sá Carlinhos Sobral.
A terceira vaga, e a possível quarta, ainda são uma incógnita para o grupo. Segundo os aliados, três nomes disputam essas duas cadeiras: a ex-secretária municipal de Saúde de Santa Maria da Vitória Bete de Zé de Agdônio, o deputado estadual Matheus de Geraldo, filho do vice-governador Geraldo Júnior e que também concorre à reeleição, e o médico David Rios.
Segundo aliados, o nome de Matheus não é visto como favorito devido à perda de força política do vice-governador Geraldo Júnior nos últimos quatro anos, incluindo a terceira colocação na disputa pela Prefeitura de Salvador em 2024, atrás do eleito Bruno Reis (União) e do candidato Kleber Rosa (PSOL).
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (3), a Medida Provisória (MP) que acaba com o imposto de importação conhecido como taxa das blusinhas. A votação representa uma vitória para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a cerca de um mês das eleições.
O texto agora é encaminhado para o Senado. A votação foi feita simbolicamente, sem contagem de votos nominal. A proposta isenta as compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein e Shopee.
Existia a possibilidade da proposta ser levada ao plenário da Câmara ainda na última quarta-feira (2), quando o relatório foi aprovado na comissão mista. O texto, no entanto, só chegou a Casa Alta nesta quinta-feira (3).
Por meio de votação simbólica, foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, na sessão plenária desta quarta-feira (2), o projeto de lei nº 3.904/2023, que institui a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. O projeto, de autoria do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), segue agora para ser apreciado pelo Senado.
Deputados da oposição tentaram retirar o projeto da pauta da sessão desta quarta, mas requerimento neste sentido foi rejeitado pela maioria. Também foi derrotado pela maioria um destaque apresentado pela oposição para modificar pontos do texto do relator, deputado Padre João (PT-MG).
O projeto foi batizado pelo deputado Valmir Assunção como “Lei Anna Primavesi”, que foi uma engenheira agrônoma, pesquisadora e professora austríaca radicada no Brasil, considerada uma das maiores pioneiras mundiais da agroecologia e da agricultura orgânica. Anna Primavesi faleceu em 2020 e foi grande referência científica para movimentos sociais que reivindicam a produção de alimentos saudáveis.
“A inspiração veio da experiência da Bahia, depois que o governador instituiu a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica. Entregamos à sociedade diretrizes importantes para a promoção da alimentação saudável que independe de governos. Torna-se política de Estado”, comemorou Valmir Assunção após a aprovação da proposta.
A proposição do deputado baiano fomenta práticas agrícolas ambientalmente sustentáveis, amplia a oferta de alimentos saudáveis e apoia a transição de sistemas produtivos menos dependentes de insumos químicos. O texto estabelece diretrizes amplas para o setor, como o fortalecimento de mercados locais e circuitos curtos de comercialização, o incentivo a energias renováveis no campo, a valorização de sementes crioulas e saberes tradicionais, e a promoção da igualdade entre homens e mulheres na agricultura familiar.
Entre os principais instrumentos previstos no texto está a criação do PLANAPO (Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica), que deverá ser incorporado ao Plano Plurianual e à Lei de Diretrizes Orçamentárias. A proposta também institui linhas de crédito específicas, seguro para a agricultura familiar, compras públicas preferenciais de produtos orgânicos, incentivos fiscais e um sistema participativo de certificação agroecológica.
“Além disso, o projeto cria o Conselho Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), com participação paritária entre governo e sociedade civil, e a Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (CIAPO), responsável por articular a implementação entre os órgãos federais e os entes subnacionais. Iniciativas concretas de participação popular, uma grande conquista dos movimentos sociais de luta por terra e território”, complementa o deputado Valmir Assunção.
Segundo o texto aprovado pelos deputados, está prevista a criação de um sistema participativo de certificação da produção agroecológica. O selo será destinado prioritariamente a agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e empreendimentos solidários.
Ainda de acordo com o PL 3904/23, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) será coordenado pela Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica em cooperação com estados e municípios. A sociedade civil participará da elaboração e acompanhamento do plano por meio do Conselho Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), adiou para a sessão plenária de quinta-feira (3) a votação da medida provisória 1357/2026, que revogou a cobrança da chamada “taxa das blusinhas”. A votação inicialmente estava marcada para esta quarta (2).
A medida foi aprovada mais cedo na comissão mista de deputados e senadores criada para analisar o texto enviado ao Congresso pelo governo federal. Na comissão, a senadora Leila Barros (PDT-DF) apresentou parecer favorável ao projeto com algumas alterações no texto. O parecer da senadora foi aprovado de forma simbólica.
Na comissão, após acordo com o governo, lideranças da oposição retiraram destaques para agilizar a votação. Os oposicionistas, entretanto, disseram que vão apresentar os destaques no Senado, para tentar modificar alguns pontos da medida.
A deputada Bia Kicis (PL-DF) disse que serão quatro destaques para incluir medidas de compensação à indústria nacional na MP que acaba com a taxa das blusinhas. Entre os destaques está a criação de uma alíquota de 30% de Imposto de Importação para compras internacionais acima de US$ 50. As remessas de até esse valor permaneceriam com alíquota de 0%.
O PL também pretende criar um crédito tributário de 15% para empresas nacionais e garantir à indústria brasileira o mesmo benefício concedido às empresas que realizam importações. Outro destaque deve retirar do texto a possibilidade de o Executivo limitar a quantidade de compras internacionais e o valor das compras que podem ser feitas pelos consumidores.
A MP isenta do Imposto de Importação as compras internacionais de até 50 dólares, conhecida como “taxa das blusinhas”. A proposta também zera a alíquota de importação para medicamentos destinados a doenças raras e negligenciadas sem similar nacional.
Após ser votada na Câmara, a medida ainda precisa ser aprovada pelo Senado, antes do fim do seu prazo de validade, que expira no dia 8 de setembro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse no plenário que realizará uma sessão também nesta quinta, logo após a medida ser aprovada pela Câmara.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele foi aprovado com o placar de 404 votos favoráveis a 61 votos contrários.
O nome de Pacheco foi indicado após a abertura de uma vaga após a saída antecipada do ministro Bruno Dantas. Relator da indicação, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que Pacheco está apto, "portanto, a exercer não apenas o posto de Ministro do Tribunal de Contas da União, mas qualquer cargo no cume da cordilheira estatal que exija notório saber jurídico e administrativo, reputação ilibada, idoneidade moral inatacável e compromisso com a democracia."
No Senado Federal, ele foi aprovado em votação realizada diretamente no plenário da Casa, sem análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (1°).
Com a aprovação nas duas Casas Legislativas, a indicação será promulgada pelo Congresso. O ex-ministro do TCU, o baiano Bruno Dantas renunciou ao cargo nesta segunda (31) em ofício enviado ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho. Ele permanece na função até o fim da semana.
Rodrigo Otávio Soares Pacheco é advogado. É graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Em Brasília, chegou ao Congresso como deputado federal eleito por Minas Gerais em 2014. Na Câmara, chegou a presidir a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser eleito senador nas eleições de 2018.
O senador ainda se elegeu como presidente em fevereiro de 2021 com ampla coalizão partidária, reelegendo-se posteriormente para o biênio seguinte.
O Republicanos espera eleger até cinco deputados estaduais e cinco federais pela Bahia nas eleições de 2026. A sigla, que ganhou nomes de peso durante a janela partidária, como o clã Coronel e o deputado federal Léo Prates, já calcula o potencial da nova composição para ampliar suas bancadas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e na Câmara dos Deputados.
A apuração do Bahia Notícias junto a aliados do partido aponta que apesar da meta, parte da cúpula do grupo avalia que um resultado mais modesto e realista seria a conquista de quatro cadeiras na Câmara e três na AL-BA.
Em Brasília, os quatro nomes considerados garantidos são os atuais deputados federais da legenda: Léo Prates, Diego Coronel, Márcio Marinho, que também é presidente estadual do partido, e Rogéria Santos. A quinta cadeira, vista como possível mas não certa, dependeria de uma disputa interna entre, provavelmente, o ex-deputado federal Luiz Argolo, que foi preso na Operação Lava Jato, e o também deputado federal Marcelo Nilo. Segundo aliados do grupo, Argolo é visto como o nome com densidade eleitoral já consolidada, enquanto Nilo poderia crescer por conta dos "votos de opinião" conquistados nas redes sociais.
Ainda de acordo com o levantamento, outros nomes podem surpreender na disputa pela quinta vaga federal, como o influenciador policial Soldado Corrêa, a ex-deputada estadual Talita Oliveira, o humorista Renato Piaba e o ex-deputado estadual Alan Castro. Fontes descrevem a nominata para a Câmara como "bem montada", mas apontam que seriam necessários cerca de 900 mil votos para garantir essa quinta cadeira pelo sistema de sobras de vagas.
Já a corrida para a Assembleia é vista pela cúpula como mais complexa. Descrita como uma nominata que "não recebeu tanta atenção" no momento de ser montada, a chapa estadual é apontada como capaz de eleger três deputados com segurança, com chance de disputar um quarto assento. Entre os quatro mais cotados para essas vagas, um ficaria de fora: três são os atuais deputados estaduais do partido que concorrem à reeleição, José de Arimateia, Jurailton Santos e Ângelo Coronel Filho, enquanto o quarto seria o ex-prefeito de Ponto Novo Thiago Gileno, apontado como uma aposta de destaque e de crescimento dentro do grupo.
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Parte desse fortalecimento do Republicanos na Bahia vem da janela partidária, período em que políticos podem trocar de legenda sem perder o mandato. A movimentação, vista como positiva dentro do grupo, garantiu à sigla nomes de peso na política baiana. Um deles foi o do deputado federal Léo Prates, que deixou o PDT, partido que integra a base de Jerônimo Rodrigues, para se filiar ao Republicanos. Outro grande reforço foi a adesão completa do clã Coronel à legenda, reunindo o deputado estadual, o deputado federal e o candidato à reeleição no Senado que integra a chapa majoritária do ex-prefeito e candidato a governador ACM Neto (União), o senador Ângelo Coronel.
No primeiro dia do esforço concentrado do Congresso Nacional, na noite desta segunda-feira (31), foi aprovada na Câmara dos Deputados a Medida Provisória 1366/26, que criou uma nova linha de financiamento destinada a motociclistas profissionais que atuam no transporte individual de passageiros e em serviços de entrega por aplicativos. A medida segue agora para o Senado.
De acordo com o parecer da deputada Amanda Gentil (PP-MA), os recursos da linha de crédito são voltados para o financiamento de veículos, e beneficiam motoristas de transporte privado de passageiros, incluindo motoristas de aplicativo, taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar.
O texto incorporou também dispositivos da Medida Provisória 1359/26, que destina até R$ 30 bilhões para financiar compra de veículos novos que sigam critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. Entre as mudanças no texto está a permissão ao financiamento de infraestrutura, equipamentos e renovação da frota do transporte urbano de passageiros ou cargas.
A versão aprovada também inclui novas regras para o Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), além de incorporar medidas relacionadas ao transporte escolar, à acessibilidade, à transparência e às áreas de trânsito, habitação e indústria de baterias.
Outra mudança feita pela relatora autoriza os bancos a adotarem sistema de pagamento flexível para as operações. A regra permite a cobrança de parcelas com valores diferentes no início e no final do financiamento, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito pelos trabalhadores.
As normas infralegais que regem o programa incluem as seguintes condições:
- os entregadores e motociclistas devem estar cadastrados em plataformas digitais por pelo menos seis meses e terem feito, no mínimo, 100 corridas ou entregas;
- poderão ser financiadas motocicletas, motonetas e ciclomotores flex produzidos no Brasil, com até 160 cilindradas. A medida também inclui motocicletas e bicicletas elétricas fabricadas no país ou vinculadas a projetos de investimento produtivo nacional. A versão a ser votada pelo Senado limita o benefício a um veículo por beneficiário;
- as operações terão juros de 12,5% ao ano para homens e de 11,5% para mulheres, e o prazo de pagamento será de até 48 meses.
O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) foi escolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para presidir a comissão mista que vai analisar a medida provisória que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Motta acertou a escolha do nome após reunião nesta quarta-feira (26) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Na reunião, ficou acertado que a comissão mista, composta por deputados e senadores, fará a eleição do seu presidente na próxima terça (1°/9). Há o compromisso de votação no mesmo dia, e posteriormente nos plenários da Câmara e do Senado até a quinta-feira (3).
A medida provisória assinada pelo presidente Lula isenta de tributação as compras internacionais de até US$ 50 e reduz a alíquota para 30% para as remessas de até US$ 30 mil. A medida precisa ser votada até o dia 8 de setembro, data de sua validade.
Se a MP caducar, o regime de importação anterior volta a valer, ou seja, as tarifas voltarão a ser cobradas sobre as compras internacionais feitas nesses sites.
A escolha do deputado Reginaldo Lopes havia sido feita pelo Palácio do Planalto na última semana de esforço concentrado, já que o parlamentar petista é considerado de confiança da equipe de Lula. Lopes também é frequentemente procurado para articulação de matérias econômicas na Câmara, como ocorreu com a reforma tributária.
Reginaldo Lopes também é o autor da proposta de emenda à Constituição que modifica a jornada de trabalho 6x1 no país. O projeto de Lopes foi aprovado na Câmara dos Deputados e deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado na próxima semana.
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) foi a parlamentar mais premiada na 19ª edição do Prêmio Congresso em Foco, entregue em solenidade na noite desta terça-feira (25), em Brasília. O prêmio, criado em 2006, reconhece deputados federais e senadores que se destacam no exercício do mandato.
Erika Hilton foi agraciada com o Prêmio Congresso em Foco em quatro categorias: melhor da Câmara por voto popular, deputados mais bem avaliados por jornalistas, deputados escolhidos por análise do júri técnico, além de ser escolhida pelo público como melhor deputada do Estado de São Paulo.
Em seu primeiro mandato como deputada federal por São Paulo, iniciado em 2023, Erika Hilton, de 33 anos, ganhou projeção nacional por uma atuação voltada principalmente aos direitos humanos, à igualdade, aos direitos das mulheres, à população LGBTQIA+ e às relações de trabalho. Antes de chegar ao Congresso, Hilton foi vereadora da capital paulista entre 2021 e 2023.
No último ano, Erika Hilton se projetou também por sua defesa da mudança na jornada de trabalho 6x1. A deputada do Psol é autora de uma proposta que estabelece a jornada 4x3 no país, e que tramita em conjunto com a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e que, no momento, aguarda ser votada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Em vídeo publicado nas suas redes, Erika Hilton agradeceu a votação popular e do júri do prêmio. Hilton enfatizou ainda a sua vitória em todas as principais categorias, sendo a primeira deputada a alcançar esse feito na história da premiação.
“Isso é muito mais que reconhecimento. É um combustível pra eu continuar a luta pelo fim da escala 6x1, pelos direitos das mulheres, da população LGBTQIA+, das pessoas marginalizadas e muito mais”, afirmou a deputada do Psol.
A escolha dos vencedores do Prêmio Congresso em Foco envolve diferentes modalidades, entre elas a votação popular e a escolha do júri técnico, que permite a avaliação especializada de diferentes profissionais especializados em política, comunicação e atividade legislativa.
A Federação União Progressista, montada pelos partidos União Brasil e Partido Progressista, já faz suas projeções para as eleições proporcionais na Bahia.
O Bahia Notícias fez um levantamento junto a aliados do partido para entender as projeções do grupo político do pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), tanto para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) quanto para a Câmara dos Deputados.
Segundo apuração feita, a projeção do partido é de 100% de certeza em relação a pelo menos 10 cadeiras. Ainda segundo aliados, existe uma contagem interna de que, pelo crescimento do ex-prefeito na comparação com o 1º turno de 2022, a 11ª cadeira é uma grande possibilidade. Existe ainda a leitura feita pelo coordenador de campanha de Neto, o deputado estadual Nelson Leal, e compartilhada com aliados do grupo, de que se pode chegar a uma 12ª cadeira.
Entre as 10 cadeiras garantidas, existe consenso no grupo de que 9 delas já estão bem encaminhadas. São elas do ex-prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo, e dos deputados estaduais que buscam a reeleição Pedro Tavares, Sandro Regis, Katia Oliveira, Luciano Simões, Hassan Iossef, Júnior Nascimento, Emerson Penalva e Marcelinho Veiga. A última cadeira que deve estar garantida está em disputa interna de votos eleitorais entre o deputado estadual Cafu Barreto e o ex-prefeito de Candeias, Dr. Pitágoras.
Para as outras duas cadeiras, que ainda são uma equação interna até o dia 4 de outubro, a disputa pode reunir diversos nomes. Os que mais chamam atenção dentro do grupo são os de Wagner Alves, marido da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, e, mais atrás, o vereador de Salvador Paulo Magalhães Jr.
Já na disputa em Brasília, a lógica dos votos é outra. Segundo o que foi ouvido pelo BN junto a aliados, o partido pretende fazer entre 8 e 9 cadeiras na Casa Baixa, ou Câmara dos Deputados.
Das 8 a 9 vagas que o grupo pode fazer, existem cinco nomes que estão mais à frente no favoritismo dentro do grupo, todos deputados federais: Elmar Nascimento, Dal Barreto, Cláudio Cajado, Paulo Azi e Arthur Maia. Logo atrás desse grupo, um nome que já aparenta estar bem encaminhado é o do deputado estadual Manuel Rocha, que vem, de forma figurada, ocupar o espaço eleitoral do pai, José Rocha, que, segundo ele mesmo, vai se aposentar dos mandatos políticos. Na briga pelas outras 3 a 4 vagas, existem 5 nomes que vão disputar as cadeiras restantes: o deputado federal Leur Lomanto Júnior, o deputado estadual Robinho, o também deputado federal Caca Leão, Zito Barbosa, Zé Chico e Ditinho da Avivip.
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Além desses nomes, aparecem os do vereador de Salvador Sandro Filho, visto como uma incógnita no grupo, e do deputado federal Jorge Araújo, também considerado imprevisível. Os dois são vistos como "votos de redes sociais."
O número de deputados federais em exercício que deixaram a disputa pela reeleição à Câmara para concorrer a uma vaga no Senado dobrou nas eleições de 2026. Ao todo, 42 integrantes da Câmara são candidatos a senador, contra 21 em 2022. O dado representa uma alta de 100%.
O levantamento, feito pelo Metrópoles, cruzou dados de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a composição da Câmara em 2022 e 2026. O crescimento se dá em um ano no qual há o dobro de vagas para o Senado em disputa. Em 2022, cada estado e o Distrito Federal escolheram um senador, com a renovação de um terço da Casa.
Neste ano, cada unidade da Federação elegerá dois, totalizando 54 das 81 cadeiras do Senado. Cada eleitor terá, portanto, dois votos para senador no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Levantamento do Bahia Notícias identificou oito candidaturas na Bahia diretamente ligadas ao esporte entre os nomes que concorrem aos cargos de deputado estadual e deputado federal nas eleições de outubro de 2026. A relação reúne ex-jogadores de futebol, atletas, dirigentes, torcedores conhecidos e representantes da capoeira. Ao todo, são cinco candidatos à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e três postulantes à Câmara dos Deputados.
Entre os candidatos a deputado estadual está Bobô (PCdoB), nome histórico do futebol baiano que segue em busca do seu 4º mandato. Raimundo Nonato Tavares da Silva foi ídolo do Bahia e campeão brasileiro pelo clube em 1988. Conhecido por sua "elegância sutil", também passou por São Paulo, Flamengo, Fluminense e Corinthians. Depois de pendurar as chuteiras, atuou como diretor-geral da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) entre 2007 e 2014.
Outro ex-atleta que tenta retornar na AL-BA é Marcone Amaral (PSD), que assumiu temporariamente o mandato da deputada Jusmari Oliveira entre janeiro de 2025 e abril de 2026. O candidato teve carreira como jogador profissional e foi revelado pelo Vitória, onde atuou como zagueiro entre 1997 e 2001. Em 2016, ele se tornou prefeito de Itajuípe. Quatro anos depois, foi reeleito e ficou no cargo até 2022.
A lista também inclui Jean Paulo Fernandes, conhecido como Jean Goleiro (União), que soma passagens por três clubes baianos. Após ser revelado pelo Fluminense de Feira, em 1993, ele vestiu as cores do Esquadrão de Aço por dois anos (1994 à 1996), e retornou em 1998, após ser vendido ao Cruzeiro. No ano seguinte, o arqueiro decidiu vestir a camisa do rival Vitória, onde jogou por três temporadas.
A relação estadual ainda tem Roberto Carlos (PV). O deputado, que já ocupa seu sexto mandato, teve passagem pelo futebol profissional, defendendo equipes como Olaria e Colonial. Também é fundador e presidente da Juazeirense.
Na política, Roberto Carlos foi eleito vereador de Juazeiro por três vezes pelo PDT e exerceu dois mandatos, entre 1997 e 2000 e 2001 e 2004, tendo renunciado em 2003. No mesmo ano, chegou à Assembleia Legislativa da Bahia pelo PDT. O parlamentar foi reeleito para os períodos de 2007 a 2011, 2011 a 2015, 2015 a 2019 e 2019 a 2023. Já pelo PV, conquistou novo mandato para o período de 2023 a 2027.
Fora dos gramados, o futebol também aparece como elemento de identificação eleitoral. É o caso de Binha do Bahia (PSB), nome conhecido entre os torcedores do Tricolor. Flávio Alexandre da Silva Filho, o Binha, tornou-se uma figura emblemática das arquibancadas e do futebol baiano.
CAPOEIRA E CORRIDA NA CÂMARA
Na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados, o levantamento encontrou três candidaturas ligadas ao esporte. Um dos nomes é o ex-vereador de Lauro de Freitas Jânio Corredor (PDT). Bacharel em Educação Física, ele dedicou parte de sua carreira ao ensino com o Projeto Social Bom na Escola Pé na bola.
A capoeira aparece com dois postulantes. Os mestres Carlinhos Capoeira (PSOL) e Carlos da Capoeira (PSB), que utilizam a modalidade como elemento central de suas campanhas, são os representantes do movimento na busca por uma cadeira no Congresso.
CONFIRA A LISTA COMPLETA:
Deputado estadual
Bobô - PCdoB
Marcone Amaral - PSD
Jean Goleiro - União
Roberto Carlos - PV
Binha do Bahia - PSB
Deputado federal
Jânio Corredor - PDT
Carlinhos Capoeira - PSOL
Carlos da Capoeira - PSB
O Partido Liberal (PL) trabalha com a possibilidade de ampliar sua bancada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições de 2026. Segundo apuração do Bahia Notícias, as projeções informais de bastidores apontam cinco vagas como cenário mais provável, com possibilidade de chegar a seis, enquanto a legenda também avalia conquistar de três a quatro cadeiras na Câmara dos Deputados.
A disputa envolve um número expressivo de candidatos. Ao todo, 553 nomes concorrem a vagas na AL-BA e outros 507 estão na corrida pela Câmara Federal. Atualmente, o PL possui cinco deputados estaduais e três representantes na bancada federal baiana.
Para a Câmara, os deputados federais Capitão Alden e Roberta Roma aparecem com frequência entre os nomes considerados mais próximos de uma reeleição nas projeções consultadas. Também deputado federal, João Carlos Bacelar aparece ao lado do parlamentar estadual Leandro de Jesus, do Pastor Abraão Reis e da Dra. Raissa Soares na disputa pelas vagas restantes.
Na corrida por uma vaga na Assembleia, o deputado estadual Samuel Júnior e o ex-secretário de Relações Institucionais e Particular do prefeito, Igor Dominguez aparecem como os principais nomes nas projeções. A primeira-dama de Luís Eduardo Magalhães, Cynthia Marabá, e Jânio Natal Júnior, filho do atual prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, aparecem em diferentes cenários na faixa de disputa pelas cadeiras seguintes, assim como Paulo Câmara e Diego Castro, que buscam uma reeleição.
Também são mencionados na composição eleitoral do partido nomes como Soldado Prisco, Cezar Leite, Coronel França e Tenobio. Nas estimativas de bastidores, a definição das últimas vagas dependeria diretamente do desempenho coletivo da legenda e da votação individual dos candidatos.
As projeções não representam resultado oficial nem pesquisa eleitoral registrada e podem sofrer alterações até o pleito. O cálculo das cadeiras dependerá da votação obtida pelo partido e das regras do sistema proporcional.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réu o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O julgamento ocorreu nesta terça-feira (18), após o colegiado acolher denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Votaram pela abertura da ação penal a relatora, ministra Cármen Lúcia, e os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Cristiano Zanin se declarou impedido.
O caso envolve declarações feitas por Gilvan em 8 de abril de 2025, durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. Na ocasião, o parlamentar associou Lula ao crime organizado e fez declarações desejando a morte do presidente. O discurso também foi publicado nas redes sociais do deputado.
Durante a defesa, Gilvan alegou que as declarações estavam protegidas pela imunidade parlamentar, já que foram feitas dentro da Câmara, durante uma discussão considerada acalorada. O deputado também citou o arquivamento de uma representação sobre o episódio no Conselho de Ética da Câmara e afirmou que o caso já havia sido analisado pelo próprio Congresso. Com a decisão, Gilvan da Federal passa a responder a uma ação penal no Supremo.
Apesar do esvaziamento do Congresso Nacional por conta do início da campanha eleitoral, foi instalada nesta segunda-feira (17) a comissão mista que vai analisar a medida provisória 1366/2026, que criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.
A medida precisa ser votada até o dia 9 de outubro para não perder a validade. Para acelerar a tramitação da medida, deputados e senadores participaram de forma virtual da reunião desta segunda (17) e elegeram a senadora Leila Barros (PDT-DF) como presidente da comissão mista.
Após sua eleição como presidente, a senadora Leila Barros designou como relatora da medida a deputada Amanda Gentil, do Progressistas do Maranhão. Depois de analisada e votada pela comissão mista, a medida provisória ainda precisa ser apreciada nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
O texto da medida editada pelo governo Lula busca beneficiar uma categoria que atualmente reúne mais de dois milhões de brasileiros: motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e motofretistas. Esses trabalhadores dependem de seus veículos diariamente, mas enfrentam a burocracia dos bancos na hora de financiar um novo modelo.
Ao assumir a presidência da comissão mista, a senadora Leila ressaltou que a falta de crédito acessível acaba penalizando quem mais trabalha.
“Quem trabalha por aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro, apresentando uma renda variável, e conseguir crédito com juros e prazos razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com um veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador. A MP procura mudar essa realidade”, disse a senadora, que compareceu presencial à reunião da comissão.
Para facilitar os financiamentos, a medida provisória prevê o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, e a criação de mecanismos de garantia pública. Além de gerar renda, a proposta foca em cidades sustentáveis, incentivando frotas de baixo carbono e pontos de recarga de baterias.
A senadora Leila Barros garantiu que o Congresso fará uma análise ampla e responsável da proposta.
“Sei que por detrás de cada corrida e de cada entrega existe alguém pagando a prestação do carro ou da moto, combustível, manutenção seguro e tantos outros custos antes mesmo de levar sua renda para casa. Por isso, como presidente dessa comissão, trabalharei para que possamos analisar essa medida com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, aperfeiçoar o texto quando necessário e buscar construir as condições para aprovação pelo Congresso”, explicou.
A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:
- a compra de veículos e a renovação da frota;
- investimentos para melhorar a atividade de transporte;
- projetos que aumentem a produtividade;
- iniciativas de redução das emissões de carbono.
Após a instalação, nesta semana, da comissão especial que vai analisar a proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal no Brasil, o presidente do colegiado, deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA), já convocou uma primeira reunião deliberativa para o dia 1º de setembro. A comissão analisará, na segunda semana de esforço concentrado do Congresso Nacional antes das eleições, diversos requerimentos que já foram apresentados por deputados.
O deputado baiano Capitão Alden (PL), membro titular da comissão, foi um dos parlamentares que mais apresentou requerimentos até o momento. Alden protocolou seis requerimentos com pedidos de realização de audiências públicas, convite de autoridades para debater o tema e também de realização de seminários da comissão em outros estados.
Um desses seminários foi requisitado por Capitão Alden para ser realizado em Salvador. O deputado pede no seu documento que a comissão possa debater o projeto que reduz a maioridade penal em um evento aberto ao público na capital baiana, com participação de parlamentares, de autoridades federais e estaduais e representantes da sociedade.
Capitão Alden é autor de uma proposta de emenda à Constituição, a PEC 8/2026, que promove a mudança na legislação para reduzir a maioridade penal em casos de crimes hediondos e de crueldade extrema contra pessoas e animais. O projeto do deputado baiano está sendo analisado junto com a PEC 32/2015, que promove a redução geral da maioridade penal para pessoas entre 16 e 18 anos.
O texto da PEC apresentada por Capitão Alden prevê que pessoas menores de 18 anos podem ser consideradas como maiores em casos de crimes como estupro, estupro de vulnerável, homicídio qualificado com crueldade extrema, latrocínio, tortura, maus-tratos extremos contra pessoas e animais, entre outros.
Na justificativa do seu projeto, o deputado baiano afirma que crimes praticados com sadismo, sofrimento prolongado ou violência extrema revelam desvio grave de conduta incompatível com respostas estatais meramente simbólicas.
“A proposta não extingue a inimputabilidade penal, não generaliza a redução da maioridade penal e não criminaliza a infância”, diz o parlamentar, afirmando que a proposta cria uma brecha estritamente limitada, aplicável apenas aos casos definidos em lei complementar.
Durante a reunião de instalação da comissão, na última quarta-feira (12), o relator do projeto, deputado Mendonça Filho (PL-PE), apresentou um plano de trabalho para buscar, entre outros pontos, o diagnóstico sobre a promoção de justiça às vítimas, o dimensionamento do impacto civil e o estudo da viabilidade institucional da medida. As audiências na Câmara, os seminários nas cinco regiões do país e as reuniões técnicas com especialistas e entidades vão se basear em alguns eixos temáticos:
- constitucionalidade, direitos humanos e tratados internacionais;
- segurança pública, crime organizado e dissuasão penal;
- infraestrutura e gestão dos sistemas prisional e socioeducativo; impactos jurídicos; e
- legitimidade de eventual referendo popular sobre o tema nas eleições municipais de 2028.
Ao final da reunião, em conversa com jornalistas, o deputado Mendonça Filho disse que vai propor a realização de um referendo, junto das eleições municipais de 2028, para “legitimar a proposta”.
“A vontade popular pede há décadas a redução da maioridade penal”, afirma o relator.
O PDT projeta ampliar de forma expressiva sua bancada na Bahia nas eleições deste ano, com a meta de conquistar mais cadeiras tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa (AL-BA). A ambição aparece na composição das chapas, formalizada em convenção partidária, e nas contas que aliados fazem nos bastidores.
Segundo a ata retificadora enviada à Justiça Eleitoral no dia 5 deste mês, o partido lançou 40 candidatos a deputado federal na Bahia, sendo 26 homens e 14 mulheres. Para a Assembleia, a chapa é maior, com 50 nomes, 33 homens e 17 mulheres.
Para a Câmara, de acordo com interlocutores do partido ouvidos pelo Bahia Notícias, o PDT pretende renovar com relativa facilidade o mandato do presidente estadual da legenda, Félix Mendonça Júnior, e disputa uma segunda cadeira. Dois nomes aparecem como candidatos a essa vaga: o ex-vereador de Salvador e ex-deputado estadual Capitão Tadeu, hoje sem mandato, e o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Alagoinhas Paulo Cézar, apontado como favorito na apuração.
Na Assembleia, a expectativa é ainda maior. Embora Félix Mendonça Júnior e o líder do partido na Casa, Marcinho Oliveira, tenham falado publicamente em sete cadeiras, a avaliação nos bastidores é de que a sigla deve conquistar de cinco a seis, o que mais que dobraria e poderia até triplicar sua representação atual. Dois nomes são dados como praticamente eleitos: o próprio Marcinho Oliveira, afilhado político do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), e Luciano Pinheiro, ex-prefeito de Euclides da Cunha.
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As demais vagas, ao menos três, seriam alvo de disputa interna entre vários candidatos. Entre eles está Pancadinha, que busca a reeleição, além de nomes ligados a gestões municipais do interior:
- Pastor Tom, de Feira de Santana;
- Penélope Belitardo, esposa do prefeito de Teixeira de Freitas, Marcelo Belitardo;
- Cacau da Mata, filho da prefeita de São Sebastião do Passé, Nilza da Mata (MDB);
- Rafael Meireles, ligado ao gestor de Cairu, Hildécio Meireles (União Brasil);
- Kátia Bacelar;
- Ex-deputado estadual Josafá Marinho;
- Mitsue Yoshida, filha da prefeita de Conceição do Jacuípe, Tânia Yoshida (PSD).
A projeção representa um salto em relação a 2022, quando o PDT elegeu apenas uma cadeira na Assembleia, com Emerson Penalva, que migrou para o PP em março deste ano. Marcinho Oliveira, hoje um dos principais nomes do partido, foi eleito naquele ano por outra legenda, o PRD, e passou pela Federação Renovação Solidária antes de se tornar líder do PDT na Casa, após atritos internos na federação.
No último dia de votações da semana de esforço concentrado, nesta quinta-feira (13), a Câmara dos Deputados aprovou 13 matérias, entre requerimentos e projetos que haviam sido selecionados pelos líderes partidários. Entre as propostas aprovadas no plenário está o PL 4578, de autoria do Poder Executivo, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil.
A proposta torna o futebol feminino prioridade na política pública esportiva e cria regras para a profissionalização das competições. O texto, relatado pela deputada Jack Rocha (PT-ES), também assegura às organizações formadoras de futebol feminino os mesmos direitos e benefícios concedidos às entidades do futebol masculino.
Entre as diretrizes apontadas pelo projeto estão a promoção do direito ao esporte; o respeito à gravidez e à maternidade; e o combate à discriminação e à violência contra mulheres no futebol.
Na justificativa do projeto, enviado à Câmara em setembro do ano passado, o então ministro do Esporte, André Fufuca, destaca que a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, prevista para ocorrer no Brasil, representa uma oportunidade para avanços na modalidade. “Pretende-se que o legado da Copa de 2027 seja, primordialmente, em benefício da inserção e da profissionalização da mulher no futebol”, declarou o ministro, que em abril de desincompatibilizou do cargo para concorrer nas eleições de outubro.
O projeto atribui ao Ministério do Esporte responsabilidades como:
- promover condições favoráveis ao desenvolvimento do futebol feminino profissional e amador;
- estimular a inclusão da modalidade nas atividades de formação esportiva;
- incentivar o futebol feminino de base, com apoio a competições das categorias sub-20, sub-17, sub-15 e sub-12.
O ministério também deverá orientar a profissionalização das competições oficiais, reduzir desigualdades em relação ao futebol masculino e estimular a participação de mulheres em funções como gestão, arbitragem, direção técnica e outras atividades profissionais. Em outro ponto da proposta, é determinado que as partidas sejam realizadas, preferencialmente, em estádios com presença de torcedores, observados critérios mínimos de lotação e qualidade.
Há ainda uma limitação, na proposição, do número de atletas não profissionais nas competições oficiais de futebol feminino: até quatro atletas na principal divisão nacional; até seis atletas nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual; até oito atletas nas outras competições profissionais.
A proposta prevê que ato do Poder Executivo estabeleça a redução gradual desses limites até a total profissionalização das competições. Com a aprovação no plenário na sessão desta quinta, o projeto segue agora para o Senado Federal.
O ator Humberto Martins, galã de diversas novelas principalmente da TV Globo, tenta, aos 65 anos, iniciar uma carreira política pelo estado do Rio de Janeiro. Martins registrou candidatura a deputado federal pelo partido Democracia Cristã (DC).
Humberto Martins nunca havia se candidato a qualquer cargo eletivo. O ator é muito conhecido por papéis em novelas como “Barriga de Aluguel” (1990), “Mulheres de Areia” (1993), “Quatro por Quatro” (1994), “O Rei do Gado” (1996), “O Clone” (2001), “América” (2005), “Caminho das Índias” (2009), “Escrito nas Estrelas” (2010), “Em Família” (2014), entre outras.
Nos últimos dias, com a revelação de que foi inscrito como candidato pelo DC, Humberto Martins gerou debate nas redes sociais não apenas por conta de sua intenção de ingressar na carreira política, mas pelo patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. O documento apresentado reúne cerca de 3,6 milhões de reais em bens.
A relação anunciada por Martins inclui um apartamento avaliado em 600 mil reais, um terreno em Campo Paulista (SP), estimado em 70 mil reais, uma motocicleta de 5 mil reais, cerca de 130 mil reais mantidos em contas no exterior, além de aplicações financeiras. Entretanto, a maior parcela do patrimônio de Humberto Martins corresponde a um seguro de vida e planos de previdência, que somam 2,1 milhões de reais.
Além do ator Humberto Martins, o partido Democracia Cristã registrou outros 46 candidatos a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Um dos nomes registrados é o da ex-deputada federal Cristiane Brasil, filha do ex-presidente do PTB e ex-deputado, Roberto Jefferson.
Cristiane Brasil foi vereadora pelo Rio de Janeiro por três mandatos, secretária de Envelhecimento Saudável da Prefeitura da capital carioca e deputada federal eleita em 2014, sempre como filiada ao PTB. Em 2018, a então deputada não conseguiu se reeleger pelo Rio de Janeiro, e na última eleição, em 2022, concorreu novamente à Câmara pelo estado de São Paulo, novamente não se elegendo.
Nos últimos anos, Cristiane Brasil estava morando nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, se filiou ao DC e agora registra candidatura novamente no Rio de Janeiro com o nome de urna “Cristiane do Roberto Jefferson”. Cristiane declarou patrimônio de R$ 1,1 milhão.
Quem também registrou candidatura pelo DC para concorrer a uma cadeira de deputada federal pelo Rio de Janeiro foi a atriz e diretora Andrea de Faria Antunes, mais conhecida como Andrea Sorvetão. Conhecida nacionalmente pelo trabalho como paquita de Xuxa Meneghel, Andrea Sorvetão, aos 53 anos, já tentou concorrer a deputada nas eleições passadas, pelo Republicanos, mas não conseguiu se eleger.
Na declaração apresentada à Justiça Eleitoral, Andrea Sorvetão informou possuir mais de R$ 144 mil em bens. A maior parte do patrimônio está concentrada em participações societárias e em uma parcela de um imóvel.
Há três semanas, Sorvetão afirmou que o rompimento dela com Xuxa Meneghel teve motivação política e negou ter atitudes homofóbicas. A declaração foi feita um dia após a apresentadora dizer que só deixou de falar com uma ex-paquita por não tolerar homofobia.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Sorvetão apareceu vestida de paquita e contestou associação feita por internautas. Embora Xuxa não tenha citado seu nome na entrevista, a ex-assistente de palco afirmou que não aceita ser rotulada dessa forma e insinuou que outras ex-paquitas tiveram comportamentos preconceituosos.
Depois do acordo firmado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) para “destravar a pauta” no Congresso Nacional de temas considerados prioritários pelo governo federal, foram instaladas nesta quarta-feira (12) cinco comissões mistas de análise de medidas provisórias que vão ter o seu prazo de validade finalizado nos próximos meses.
O governo só não conseguiu garantir a instalação da comissão que vai analisar a medida provisória 1357/2026, que revogou o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. A reunião da comissão mista chegou a ser aberta nesta quarta (12) pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), mas foi depois adiada por falta de acordo sobre o nome do presidente e do relator do colegiado.
Do lado do governo, há a intenção de emplacar o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como presidente da comissão mista. Já a relatoria deve ficar com um senador, ainda não indicado.
Como também não houve quórum para a realização da reunião da comissão nesta quinta (13), a instalação do colegiado foi adiada para o dia 1º de setembro. O governo corre contra o tempo para aprovar a medida provisória, que tem data de validade até o dia 8 de setembro.
A MP 1357/2026 foi editada pelo governo Lula em 12 de maio e, caso não seja aprovada até a data-limite, perde a validade e tributação de 20% é retomada a partir de 9 de setembro. Com isso, a chamada “taxa das blusinhas” retornaria na fase final da campanha eleitoral, com potencial de desagradar os eleitores.
Como só haverá mais um semana de esforço concentrado no Congresso Nacional para votação de projetos até as eleições de outubro, as lideranças do governo terão que conseguir instalar a comissão, apresentar um parecer e votar o texto na Câmara dos Deputados e no Senado, tudo isso em apenas três dias.
Em outra frente de pressão, empresários do setor produtivo e do varejo nacional tentam convencer parlamentares a deixarem a medida provisória caducar. Os empresários argumentam que a isenção para compras internacionais de baixo valor favorece produtos importados e cria uma concorrência desigual com o comércio brasileiro.
O setor produtivo defende a chamada “isonomia tributária”, com uma tributação mais equilibrada entre produtos nacionais e importados, sob o argumento de proteger empresas e empregos no país.
Federação do PSDB mira três cadeiras na Câmara dos Deputados e quer dobrar bancada na AL-BA; entenda
A federação formada por PSDB e Cidadania na Bahia projeta ampliar sua bancada nas próximas eleições, com a meta de conquistar até três cadeiras na Câmara dos Deputados e dobrar sua representação na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). As candidaturas foram definidas na ata da convenção da federação, realizada no dia 22, no Centro de Convenções de Salvador, em ato conjunto com partidos de oposição.
Presidida pelo deputado federal Adolfo Viana, a federação lançou candidatos das duas legendas tanto para a Câmara quanto para a Assembleia. Segundo o DivulgaCand, painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 34 nomes do PSDB e 6 do Cidadania na disputa por vagas na Câmara, somando 40 candidaturas. Desses, apenas um busca a reeleição: o próprio Adolfo Viana.
De acordo com interlocutores do partido ouvidos pelo Bahia Notícias, a federação acredita que conquistará duas cadeiras federais com relativa facilidade e trabalha para tentar uma terceira. As duas primeiras seriam de Adolfo Viana, candidato à reeleição, e de Muniz Filho, filho do presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB).
A terceira vaga, segundo a mesma apuração, seria alvo de disputa interna entre vários nomes, como o ex-presidente da Câmara de Camaçari, Flávio Matos, a vereadora de Salvador Débora Santana e o ex-vereador Felipe Lucas.
A cúpula tucana avalia que essa última cadeira deve ser decidida entre nomes ligados à Câmara de Salvador, entre eles o vereador Duda Sanches, filho do falecido deputado estadual Alan Sanches, e o primeiro vice-presidente da Casa, Maurício Trindade.
Para a Assembleia Legislativa, a federação reúne 62 candidatos, sendo 51 do PSDB e 11 do Cidadania. Segundo membros do partido, a expectativa é eleger de três a cinco deputados estaduais, sendo quatro, para eles, o número mais realista. O objetivo, apurado pelo BN, é dobrar a bancada atual.
Internamente, líderes do partido avaliam que os nomes mais prováveis para a reeleição são os deputados estaduais Jordávio Ramos e Tiago Correia, que já ocupam cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia. As outras duas vagas estariam em uma disputa equilibrada entre cinco candidatos.
Entre os nomes que despontam nessa corrida estão Luizinho Sobral (PSDB), ex-vereador de Salvador entre 2009 e 2011, deputado estadual pela Bahia entre 2011 e 2012 e prefeito de Irecê entre 2013 e 2016; Colbert Martins (PSDB), ex-prefeito de Feira de Santana, entre 2019 e 2024, e ex-deputado federal entre 2003 e 2011; Pedro Américo, vereador de Feira de Santana e candidato a deputado estadual da Bahia pelo Cidadania, integrante da Federação PSDB Cidadania; além dos vereadores de Salvador Anderson Ninho (PSDB) e Pastor Luciano Braga (PSDB).
A ata da convenção traz ainda os dois suplentes da federação na chapa ao Senado do pré-candidato João Roma (PL), ambos do PSDB: a ex-prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos, como primeira suplente, e o ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge, como segundo.
A Câmara dos Deputados instalou, nesta quarta-feira (12), a comissão especial que vai analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal. O deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA) foi escolhido para presidir a comissão. A relatoria ficará sob responsabilidade de Mendonça Filho (PL-PE), que também relatou a PEC da Segurança Pública.
A proposta original foi apresentada pelo ex-deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e previa a antecipação da maioridade civil para 16 anos. Essa parte, porém, foi retirada pelo relatório do deputado Coronel Assis (PL-MT). A PEC recebeu outras duas propostas por apensamento.
Uma delas prevê responsabilização penal de adolescentes em casos específicos, como crimes hediondos e atos de extrema crueldade. A outra trata de adolescentes entre 12 e 16 anos envolvidos em delitos graves, incluindo homicídio e crimes cometidos com violência ou grave ameaça.
O texto que será discutido pela comissão ainda pode sofrer alterações. A PEC terá prazo regimental de 40 sessões do plenário para tramitação. Se for aprovada na comissão especial, seguirá para o plenário da Câmara, onde precisará de dois turnos de votação e apoio de pelo menos três quintos dos deputados antes de avançar ao Senado.
O relatório final não deve ser votado antes das eleições gerais de outubro. A discussão também ocorre em meio a divergências entre parlamentares que defendem punições mais rígidas para menores de 18 anos e aqueles que apontam risco de aumento do encarceramento.
Com 318 votos a favor e 113 contra, foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (12), o PLP 114/2026 que cria regras para o governo federal abrir mão de receitas (com a redução de tributos sobre combustíveis) e compensar a renúncia com receitas extraordinárias do petróleo. Após a rejeição de emendas, o projeto seguiu para o Senado, que deve votar a matéria em plenário ainda nesta quarta.
No início da manhã, em uma reunião no Palácio da Alvorada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fechou um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para conclusão da votação desse projeto ainda neste primeiro período de esforço concentrado do Congresso Nacional. O acordo foi anunciado pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, que também participou da reunião.
Líderes de partidos no Senado disseram a jornalistas que há acordo para aprovação do projeto ainda nesta quarta, e sem que sejam feitas alterações no texto. O acordo é para que o projeto possa ter sua tramitação finalizada e a matéria seja enviada diretamente à sanção presidencial.
O PLP 114/2026 foi apresentado pelo líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), no mês de maio, para permitir a concessão de incentivos fiscais aos combustíveis a fim de reduzir o preço na bomba. O texto foi formulado no contexto da guerra no Oriente Médio e, com o arrefecimento do conflito em meados de junho, perdeu impulso por parte do governo, que também temia a inserção de emendas que ampliassem as despesas orçamentárias.
Diante da imprevisibilidade quanto a um desfecho na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o governo optou por manter a subvenção da gasolina por mais tempo. Dessa forma, o PLP voltou a ser necessário para garantir respaldo financeiro. Além disso, há uma pressão do setor de biocombustíveis para incluir o etanol hidratado no escopo de subvenções para preservar o diferencial competitivo do insumo.
A proposta, relatada pela deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), estava prevista para ser votada na Câmara na sessão desta terça (11). Entretanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), cancelou a sessão plenária devido a um AVC sofrido pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), durante a reunião de líderes.
A tramitação foi acelerada também como parte de um acordo para aprovar o Profert, que foi aprovado pelo Senado na terça (11) e enviado à sanção presidencial. O relatório da senadora Tereza Cristina (PP-MS) suprimiu um trecho que criava um fundo de estímulo à produção nacional de fertilizantes por meio de aportes do orçamento, deixando-o para o PLP 114.
A questão não poderia ser abordada dentro do PL (Projeto de Lei) do Profert porque a criação de fundos por projetos de lei é considerada inconstitucional por parecer de 2017 da CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) da Câmara. Portanto, restou a apreciação por meio de um projeto de lei complementar, o PLP da gasolina.
A aprovação da matéria deverá viabilizar incentivos para fertilizantes, criados pelo Profert (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes), e para minerais críticos. O projeto está sendo tratado agora como um “PLP de benefícios tributários”, disse um interlocutor por dentro dos acordos.
Entre os trechos diferenciados, ou "jabutis", inseridos no texto estão as regras para a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, e para a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
O substitutivo afasta, em 2026, exigências fiscais que precisam ser cumpridas para a concessão de benefícios tributários relacionados a essas duas áreas. No caso da Copa, a justificativa da relatora, Marussa Boldrin (Republicanos-GO), é permitir que o Brasil cumpra compromissos de isenção tributária assumidos para a realização do torneio.
Já no caso dos minerais críticos e estratégicos, também inseridos no projeto, o argumento é de que o setor é considerado essencial para a transição energética e para a soberania tecnológica do país e teve sua cadeia de suprimentos afetada pelo aumento dos custos globais de energia e transporte. Os minerais críticos são matérias-primas consideradas essenciais para setores tecnológicos, energéticos e industriais e cuja oferta pode enfrentar riscos de abastecimento.
Nesse grupo estão, por exemplo, as terras raras, conjunto de elementos utilizados em equipamentos eletrônicos, motores, ímãs de alto desempenho e tecnologias ligadas à transição energética. O texto aprovado, porém, não cria sozinho um benefício fiscal específico para cada mineral. Ele abre uma exceção às amarras fiscais para proposições que venham a instituir incentivos ligados à política nacional do setor. O mesmo raciocínio vale para os benefícios relacionados à Copa Feminina.
Os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos aprovaram nesta terça-feira (11) um novo texto para o projeto que implanta no Brasil o novo piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas. O projeto, que é considerado pelo governo uma “pauta-bomba”, por elevar gastos públicos sem previsão de receita, eleva o piso para R$ 13.662, em uma jornada de 20 horas semanais. O piso atual é de R$ 3.636 para jornada de 20 horas semanais.
O projeto, o PL 1365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), já havia sido aprovado no mês de junho pela Comissão de Assuntos Sociais, em caráter terminativo, ou seja, que faz com que a proposta siga diretamente para a Câmara dos Deputados sem passar por votação no plenário do Senado. Uma manobra do governo, entretanto, obrigou o projeto a retornar para as comissões.
A líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), e o senador Jaques Wagner (PT-BA), apresentaram emendas no plenário, o que, pelo regimento, obriga que uma proposta passe por novo ciclo de votações nas comissões. Essas emendas foram debatidas na reunião desta terça da Comissão de Assuntos Econômicos.
O relator do projeto, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), acatou apenas uma das quatro emendas que foram apresentadas no plenário. Pela emenda aprovada, o piso dos médicos e cirurgiões-dentistas será implantado em três etapas: 40% do valor no primeiro exercício financeiro após a publicação da lei, 70% no segundo e 100% no terceiro.
Segundo o relatório aprovado, a transição dará tempo para que empregadores públicos e privados se adaptem ao aumento e poderá reduzir impactos sobre o mercado de trabalho, sem alterar o valor final do piso. O texto também prevê reajuste anual do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na rede privada e eleva para 50% os adicionais pelo trabalho noturno e pelas horas extras.
O projeto agora terá que ser votado novamente pela Comissão de Assuntos Sociais. O senador Fernando Dueire (PSD-PE) foi nomeado relator da matéria no colegiado. Caso o projeto seja aprovado com a emenda, a matéria seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.
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