Lula diz que “quer fazer guerra com o poder do convencimento” e cita Mahatma Gandhi: “Fazer política na paz”
Por Fernando Duarte / Leonardo Almeida
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (23), que pretende conduzir a política externa e o debate político “na paz” e “com o poder do convencimento”, ao discursar durante o evento de aniversário do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado no Parque de Exposições, em Salvador.
“Então eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos. Eu não quero fazer guerra armada com a China. Eu não quero fazer guerra armada com a Rússia. Eu quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, mostrar que a democracia é imbatível. Para a gente compartilhar aquilo que a gente tem de bom. É importante lembrar que o Mahatma Gandhi derrotou o Império Inglês sem dar um tiro, quase que pelado. Ele conseguiu mobilizar toda a Índia e derrotou o Império Inglês”, afirmou o presidente.
“É assim que a gente quer fazer política na paz, na convergência”, completou.
Na sequência, Lula reforçou que pretende atuar politicamente por meio da convergência entre os países, sem estimular conflitos. Durante o discurso, o presidente também fez críticas a guerras e à destruição de territórios, sem citar diretamente países ou governos. Em um trecho mais duro da fala, Lula questionou projetos de reconstrução em áreas devastadas por conflitos armados.
“É assim que a gente quer fazer política na paz, na convergência. E não acendendo em condição de qualquer país ou outro país. (...) Não queremos mais ter cara fria. (…) Roubaram, mataram mais de 70 mil pessoas. Vai dizer que eu vou voltar agora e resolver a casa e fazer um hotel de luxo? E o povo que morreu e as pessoas que morreram vão morar onde?”, declarou.
