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Com prisão de Filipe Martins, veja a situação dos 23 réus já condenados da trama golpista

Por Redação

Foto: Reprodução/Arthur Max/Ministério das Relações Exteriores

A prisão preventiva do ex-assessor internacional da Presidência da República Filipe Garcia Martins Pereira, decretada nesta sexta-feira (2), elevou para 23 o número de condenados presos por envolvimento na tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Do total, 15 cumprem pena em regime fechado e outros oito estão em prisão domiciliar.

 

A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes após Martins descumprir medidas cautelares impostas pela Corte ao acessar uma rede social. Ele já estava em regime domiciliar desde o último sábado, mas teve a prisão novamente decretada por ordem do STF.

 

No último dia 16, a Primeira Turma do Supremo concluiu o julgamento do chamado núcleo 2, classificado como “núcleo estratégico” da trama golpista. Com isso, o colegiado encerrou a análise dos quatro núcleos investigados, resultando na condenação de 29 pessoas acusadas de tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após as eleições de 2022, para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no cargo.

 

Apesar de nem todas as ações penais terem transitado em julgado, as decisões já resultaram em prisões e no cumprimento de medidas restritivas impostas aos réus. Confira a situação dos condenados por núcleo:

 

O núcleo 1, considerado pelo Supremo Tribunal Federal como o centro político da tentativa de golpe, reúne as principais lideranças do esquema. Nesse grupo, o ex-presidente Jair Bolsonaro, os ex-ministros Walter Braga Netto, Almir Garnier, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira cumprem pena em regime fechado. Augusto Heleno está em prisão domiciliar. O deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, é considerado foragido. Já Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, cumpre pena em regime aberto, com medidas restritivas impostas pela Justiça.

 

O núcleo 2, classificado pela Corte como “estratégico”, é formado por assessores presidenciais e dirigentes de órgãos de segurança. Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor internacional da Presidência, Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército, Mário Fernandes, general da reserva, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, cumprem pena em regime fechado. Marília Alencar, delegada da Polícia Federal e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, cumpre prisão domiciliar.

 

O núcleo 3 é composto majoritariamente por oficiais do Exército e um agente da Polícia Federal, apontados como responsáveis pelo apoio operacional e logístico à tentativa de ruptura institucional. Nesse grupo, Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Wladimir Matos Soares cumprem pena em regime fechado. Bernardo Romão Corrêa Netto, Fabrício Moreira de Bastos e Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros estão em prisão domiciliar. Márcio Nunes de Resende Jr. e Ronald Ferreira de Araújo Jr. tiveram condenações proferidas, mas ainda aguardam definição do regime de cumprimento.

 

O núcleo 4 reúne militares da reserva, agentes da Polícia Federal e civis envolvidos em ações de mobilização e apoio externo. Ângelo Denicoli, Guilherme Almeida e Ailton Moraes Barro cumprem prisão domiciliar. Giancarlo Rodrigues e Marcelo Bormevet estão presos em regime fechado. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, é considerado foragido, enquanto Reginaldo Abreu aguarda definição judicial sobre o regime de cumprimento da pena.