Candidato à Presidência, Hertz Dias visita Alagoinhas e apresenta propostas do partido
Por Redação
O candidato à presidência, Hertz Dias (PSTU), cumpriu agenda no município de Alagoinhas, no Litoral Norte e Agreste Baiano, e participou de um programa de rádio local. Em entrevista à Rádio Ouro Negro FM, ele apresentou algumas das principais propostas de sua candidatura e discutiu questões de economia, relações de trabalho, segurança pública e saúde.
Durante a entrevista, o maranhense explicou que a passagem pelo município faz parte da estratégia da campanha de percorrer também cidades do interior e estabelecer contato direto com a classe trabalhadora. "O nosso programa é voltado para a classe trabalhadora. então, onde tem trabalhador e for possível a gente chegar, a gente vai", afirmou o presidenciável.
Além da participação no programa, Hertz anunciou uma atividade para as 19h desta sexta-feira (4), no Espaço Cultural, onde pretende apresentar seu programa de governo.
PROJETOS APRESENTADOS
Entre as propostas apresentadas pelo candidato, está a afirmação de que uma eventual adequação não deveria recair sobre o empresariado. A proposta apresentada pelo candidato envolve o fim de benefícios fiscais destinados a grandes grupos econômicos e a maior tributação sobre bilionários. Ele também defendeu maior intervenção estatal para impulsionar áreas consideradas estratégicas, citando petróleo, indústria de alta tecnologia, semicondutores e inteligência artificial.
Questionado pelo Alagonews, parceiro do Bahia Notícias na região, sobre segurança pública, Hertz defendeu a legalização das drogas sob controle estatal e a desmilitarização das polícias. O objetivo seria colocar a produção e comercialização sob controle do Estado e tratar a dependência química prioritariamente como questão de saúde pública. Ele também defendeu a criação de conselhos populares de segurança pública como forma de aproximar as forças policiais das comunidades.
O candidato ainda defendeu a criação de um sistema de fila única no SUS e afirmou que, em um eventual governo do PSTU, não haveria planos privados nem hospitais privados." No governo nosso, O SUS vai ser fila única e não vai ter plano de saúde nem hospital privado", afirmou o professor. Segundo Hertz, recursos públicos atualmente destinados à contratação de serviços privados deveriam ser direcionados à expansão da própria rede pública.