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Feira de Santana: Operação prende policial penal por esquema de celulares em presídio

Por Redação

Foto: Divulgação / MP-BA

Um policial penal foi preso preventivamente no âmbito da terceira fase da Operação Sífiso, deflagrada na manhã desta terça-feira (18), para investigar um esquema para a entrada e circulação irregular de aparelhos celulares no Conjunto Penal de Feira de Santana.

 

A ação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), em conjunto com a Polícia Civil e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), cumpriu cinco mandados de busca e apreensão cumpridos nos municípios de Feira de Santana e Santo Estêvão.

 

A nova fase da ação é uma continuação de uma apuração conjunta que segue desde 2024, como uma sequência da Operação Angerona II, que identificou indícios do esquema de ingresso clandestino de celulares em presídios baianos. Ambas as operações apontaram para a prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, ingresso indevido de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 


Foto: Divulgação / MP-BA

 

Em julho deste ano, a 2ª Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana condenou 12 pessoas por atuação em um esquema de corrupção passiva, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no sistema prisional de Feira de Santana.

 

De acordo com os elementos reunidos na investigação, o policial penal preso nesta terça teria atuado em articulação com pessoas responsáveis pela entrega de aparelhos e valores fora da unidade prisional e com internos que receberiam e fariam circular os dispositivos no interior do estabelecimento.

 

A investigação também busca esclarecer a possível obtenção de vantagens financeiras decorrentes do ingresso irregular dos equipamentos e de sua utilização por custodiados.

 

A operação é realizada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia, por meio dos Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e de Execução Penal (Gaep); Polícia Civil da Bahia (PC-BA), por intermédio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), e pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).