Justiça determina que Havan libere equipe para votar e proíbe novas falas político-eleitorais de Luciano Hang
A Justiça do Trabalho concedeu parcialmente a liminar pedida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na ação civil pública movida contra a Havan e o empresário Luciano Hang por assédio eleitoral. A decisão, desta quarta-feira (23), determina três medidas imediatas e deixa outras três para decisão futura, após ouvir os réus.
O processo trata do discurso feito por Hang em 29 de agosto, na inauguração de uma loja em Caldas Novas (GO), quando associou o fim da escala 6x1 e o voto de outubro a uma possível perda de renda para empregados da loja.
Pela decisão, a Havan deve garantir, nos dias 4 e 25 de outubro, que toda a equipe escalada tenha ao menos quatro horas seguidas para votar, sem desconto no salário. A empresa também precisa avisar, por escrito e em local visível em cada loja, que ninguém sofrerá qualquer consequência no emprego por sua escolha política.
Além disso, Luciano Hang fica proibido de fazer ou divulgar novas manifestações político-eleitorais em lojas, eventos ou canais da empresa, e a Havan não pode permitir ou divulgar esse tipo de conteúdo. O descumprimento de cada obrigação gera multa.
