Ministério da Cultura nega irregularidade em contratação de Margareth Menezes com Lei Rouanet para Carnaval de Salvador
Por Redação
O Ministério da Cultura negou irregularidades envolvendo o uso de recursos da Lei Rouanet na apresentação da cantora e ministra da Cultura, Margareth Menezes, no Carnaval de Salvador com o bloco Os Mascarados.
O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação para apurar o suposto uso de verba pela empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento no desfile que aconteceu no dia 12 de fevereiro, o circuito Dodô (Barra-Ondina).
Por meio de nota, a pasta afirmou que “a contratação da artista foi realizada sem qualquer participação do Ministério da Cultura”. Ainda segundo o comunicado, também “não há projeto aprovado no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) para a realização do bloco Os Mascarados no Carnaval de 2026”.
Em 2025, a baiana se pronunciou em audiência pública na Câmara dos Deputados, negando a irregularidade em um caso semelhante. Na época, a artista estava sendo investigada pela contratação para participar de shows financiados por prefeituras durante o Carnaval em Fortaleza (CE) e Salvador (BA).
As apresentações realizadas durante as férias da ministra, custaram R$ 640 mil, entre cachê da artista e gastos como a produção dos eventos.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a equipe da cantora também se pronunciou sobre o assunto:
Trata-se de fato já apurado pelos órgãos responsáveis e cuja legalidade já fora atestada. O procedimento instaurado pelo Ministério Público Federal está no âmbito de suas atribuições e seguramente será arquivado, pois não há qualquer uso de recurso público federal na contratação da artista. E mais, sequer a contratante recebeu neste ano ou no anterior qualquer recurso Federal de maneira direta ou indireta.
A inexistência de uso de recursos federais ou de ilegalidade em shows da artista já fora apurado pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Justiça Federal do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.
