Em relação a eventos culturais, Salvador se contenta com pouco?

Nesses últimos tempos, têm aparecido diversos eventos culturais de diferentes vertentes em Salvador. Tem sido comentado muito nas ruas: “Qual foi a última vez que você viu três circos na cidade?”. A maioria, às vezes, pode se contentar com muito pouco. Isso pode até ter contribuído negativamente para a diversidade cultural na capital baiana. Poucos questionam, poucos criticam, poucos contribuem e só “aceitam”.
Quando se levanta questionamentos sobre o motivo da pequena existência de shows internacionais, falam primeiramente da estrutura (dizem que a cidade não tem um lugar para suportar eventos internacionais). Esquecem que já tiveram grandes nomes da música internacional aqui e houve espaço para comportar o público solicitado. O espaço nós temos sim. Pouco (que isso não seja motivo de orgulho). Poderíamos, sim, ter mais opções.
Outro fator que complica a pouca diversidade de shows é que a cidade de Salvador “se vende” como o lugar do axé 24 horas. Sim, nós produzimos e temos axé, pagode e arrocha que imperam nas ruas e nas rádios, mas não temos SÓ isso. O problema não são os estilos musicais, e sim, o pouco investimento nos outros gêneros.
Além de todos os problemas citados e listados, a cidade é mal administrada, e isso influencia muito na condição que nos encontramos, na falta de realização de diversos eventos culturais e nesse conformismo impregnado. Porém, existem circuitos “alternativos” que gritam por melhoras e não querem mais do mesmo. Salvador tem público para eventos diversos e são pessoas com sede de mais, que podem consumir as coisas daqui, mas não se limitam a mais do mesmo. Só que por enquanto, se encontram adormecidas...
