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STJD derruba afastamento da diretoria da CBTM após Conselho de Ética nomear interventor

Por Redação

Foto: Divulgação / CBTM

A crise interna na Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) passou por uma  "virada" em poucas horas. Depois de o Conselho de Ética afastar preventivamente toda a diretoria executiva da entidade e nomear um interventor, o STJD do Tênis de Mesa suspendeu os efeitos da decisão nesta quinta-feira (13).

 

Com a determinação do tribunal, os diretores afetados retornam aos cargos, e os poderes concedidos ao advogado Marcelo Jucá, nomeado como interventor, perdem eficácia. O mérito das acusações contra a cúpula da confederação ainda não foi julgado de forma definitiva.

 

A decisão inicial havia sido tomada pelo presidente do Conselho de Ética da CBTM, Gustavo Lopes, após denúncias contra a gestão de Vilmar Schindler. A medida suspendia a diretoria executiva por 30 dias e colocava Jucá à frente da entidade durante o período

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O afastamento cautelar e a nomeação do interventor tinham como objetivo, segundo a decisão, garantir a manutenção das atividades da confederação, incluindo a área administrativa e o calendário esportivo.

 

Na prática, porém, o episódio expôs o ambiente de instabilidade na entidade. A sede da CBTM, no Rio de Janeiro, passou a última terça-feira (11) com as portas fechadas, em meio à repercussão da decisão do Conselho de Ética.

 

A reviravolta veio após recurso apresentado pelo presidente da confederação. Ao analisar o caso, o STJD entendeu que a denúncia era anônima e genérica. Para o tribunal, o conteúdo poderia justificar uma investigação preliminar, mas não servir de base, naquele momento, para uma medida considerada grave, como o afastamento da diretoria executiva.

 

Com isso, a gestão de Vilmar Schindler volta a exercer suas funções enquanto o caso segue em tramitação. A suspensão determinada pelo STJD não encerra a apuração sobre as acusações, mas impede que o afastamento preventivo produza efeitos imediatos.