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O caso envolvendo Bruno Henrique, do Flamengo, e a suspeita de benefício a apostadores em uma partida do Campeonato Brasileiro de 2023 avançou na Justiça Comum. O recurso apresentado pela defesa do atacante contra a acusação de estelionato chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e terá como relator o ministro Joel Ilan Paciornik. A informação foi publicada inicialmente pelo UOL nesta terça-feira (15).
A defesa sustenta que Bruno Henrique não poderia responder pelo crime de estelionato porque as casas de apostas envolvidas não teriam apresentado uma representação formal válida contra o jogador.
Em primeira instância, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) recebeu a denúncia por fraude em competição esportiva, mas rejeitou inicialmente a acusação de estelionato. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recorreu e conseguiu reverter a decisão na segunda instância.
O entendimento do tribunal foi de que os alertas e informações encaminhados pelas empresas de apostas às autoridades seriam suficientes para demonstrar interesse na responsabilização. A defesa contestou essa interpretação e levou a discussão ao STJ.
Enquanto o recurso não é analisado por Paciornik, a ação penal no TJDFT está suspensa.
CASO COMEÇOU EM FLAMENGO X SANTOS
A investigação envolve o cartão recebido por Bruno Henrique na derrota do Flamengo por 2 a 1 para o Santos, em novembro de 2023, no Mané Garrincha, em Brasília.
Já nos acréscimos do segundo tempo, o atacante recebeu cartão amarelo após uma disputa com Soteldo. Na sequência, reclamou com o árbitro Rafael Rodrigo Klein e acabou expulso.
Soteldo humilhando o Bruno Henrique ???? pic.twitter.com/m0JxLKOMbY
— Rodrygodepre ?? ???????? (@rodrygodepre) November 2, 2023
As autoridades passaram a investigar o episódio depois de empresas de apostas identificarem movimentações consideradas atípicas no mercado referente a cartões para Bruno Henrique. Segundo a acusação, pessoas próximas ao jogador teriam realizado apostas prevendo a advertência.
A investigação resultou em operação de busca e apreensão, e o celular do atacante esteve entre os materiais analisados. Mensagens trocadas entre Bruno Henrique e o irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, passaram a integrar a apuração.
Além do atacante, o processo envolve Wander, Ludymilla Araújo Lima, Poliana Ester Nunes Cardoso, Andryl Sales Nascimento dos Reis, Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Rafaela Cristina Elias Bassan e Max Evangelista Amorim.
JUSTIÇA DESPORTIVA JÁ JULGOU O CASO
Na esfera esportiva, Bruno Henrique foi inicialmente condenado, em setembro de 2025, a 12 partidas de suspensão e multa de R$ 60 mil pelo STJD.
O cenário mudou no julgamento do recurso pelo Pleno do tribunal, em novembro. Por maioria, os auditores reformaram a decisão e entenderam que a conduta deveria ser enquadrada como compartilhamento de informação sensível e descumprimento de regulamento, retirando a suspensão e aplicando somente uma multa de R$ 100 mil.
A decisão na Justiça Desportiva não encerra o processo criminal, que tramita de forma independente.
DEFESA JÁ RECORREU AO STJ EM OUTRA FRENTE
Não é a primeira vez que o caso chega ao Superior Tribunal de Justiça.
Em 2025, a defesa de Bruno Henrique tentou retirar o processo da Justiça do Distrito Federal sob o argumento de que a competência seria da Justiça Federal. O ministro Joel Ilan Paciornik rejeitou o pedido, e a ação permaneceu no TJDFT.
Agora, o novo recurso trata especificamente da validade da acusação de estelionato.
Além desse crime, Bruno Henrique responde por suposta fraude em competição esportiva. Pela Lei Geral do Esporte, a pena prevista para fraude em competição é de dois a seis anos de reclusão, além de multa, em caso de condenação.
Até o momento, não há condenação criminal definitiva contra o jogador no caso.
O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ampliou, nesta sexta-feira (11), de dois para três jogos a suspensão de Abel Ferreira. O julgamento ocorreu após recurso apresentado pelo Palmeiras, que havia mantido o treinador à disposição enquanto o caso era analisado.
Com a decisão, Abel não comandará o Palmeiras contra São Paulo, Grêmio e Bahia, pelo Campeonato Brasileiro. O retorno do técnico está previsto para o clássico diante do Corinthians, em outubro, no Nubank Parque.
A punição foi aplicada em razão do chute dado por Abel em um equipamento de áudio localizado à beira do campo durante o empate com o Mirassol. A Procuradoria considerou a atitude voluntária e antidesportiva e enquadrou o treinador no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que estabelece suspensão de um a seis jogos.
Durante o julgamento, o advogado André Sica, que defendeu o Palmeiras, argumentou que a arbitragem teve conhecimento do episódio ainda durante a partida e optou por não punir Abel.
"Não houve equívoco disciplinar algum. O árbitro, muito bem postado, viu e foi informado. Conversou com o VAR e tomou sua decisão. Ele simplesmente não viu gravidade. Ele entendeu que, naquele momento, não cabia punir. Assim como não existe nesse Tribunal", afirmou André Sica.
A decisão do Pleno é definitiva, e o Palmeiras não pode mais recorrer da suspensão no âmbito do STJD.
O técnico Abel Ferreira foi punido com dois jogos de suspensão pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta sexta-feira (4). A decisão ocorreu após o treinador chutar um microfone à beira do campo durante o empate entre Palmeiras e Mirassol, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Com a suspensão, Abel não poderá comandar o Palmeiras nos próximos dois compromissos pelo Brasileirão. O treinador ficará fora dos duelos contra Botafogo, no dia 6 de setembro, e São Paulo, no dia 12.
No mesmo julgamento, o STJD absolveu o árbitro João Vitor Gobi, o quarto árbitro Roger Goulart e o profissional do VAR Ilbert Estevam da Silva. Os três haviam sido denunciados por suposta omissão diante da atitude de Abel.
A defesa da arbitragem, representada pelo advogado Eduardo Vargas, alegou que os profissionais não presenciaram o lance. Os integrantes do tribunal entenderam que a denúncia estava baseada em hipóteses e consideraram o processo inepto, resultando na absolvição dos envolvidos.
O técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, foi denunciado pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após chutar um microfone à beira do campo durante o empate com o Mirassol, no último domingo (30), pelo Campeonato Brasileiro. A informação foi veiculada inicialmente pelo site Ge.Globo.
O treinador responderá por infração ao artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punição para condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva não especificadas em outros dispositivos. A pena pode variar de um a seis jogos de suspensão. De acordo com o CBJD, a suspensão também pode ser substituída por uma advertência caso o entendimento seja de que a infração teve menor gravidade.
Além de Abel, a Procuradoria denunciou o árbitro João Vitor Gobi, o quarto árbitro Roger Goulart e o árbitro de vídeo, Ilbert Estevam da Silva. Os integrantes da equipe de arbitragem deverão prestar esclarecimentos sobre a ausência de expulsão do técnico após o episódio.
Esta não é a primeira punição recente envolvendo Abel Ferreira. Em abril deste ano, o treinador havia recebido inicialmente uma suspensão de oito partidas pelas expulsões nos jogos contra Fluminense e São Paulo, pelo Brasileirão. Posteriormente, o Pleno do STJD reduziu a pena para sete jogos.
Rafael Libertuci, advogado do Atlético Mineiro, foi bastante direto ao comentar o caso que envolveu Kaio Jorge, do Cruzeiro, e Ruan Tressoldi, do Galo. Na sessão de julgamento do atacante cruzeirense, nesta segunda-feira (31), no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Libertuci afirmou que o movimento feito pelo atleta da Raposa “foi uma tentativa de homicídio”.
“Precisamos falar sobre a diferença entre os lances mostrados pelo Cruzeiro. O que o Kaio Jorge fez não foi uma cama de gato, foi uma agressão deliberada. Ele olha o jogador e dá uma ombrada nele. Não é uma cama de gato, é uma tentativa de homicídio. É uma bizarrice sem precedentes”, declarou.
No julgamento, Kaio Jorge foi suspenso por um jogo, com a pena convertida em advertência. O atacante cruzeirense foi liberado para atuar no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Atlético Mineiro, nesta terça-feira (1º), às 21h, na Arena MRV.
Dando sequência em sua argumentação, o advogado do Galo citou exemplos de casos passados em que Kaio Jorge se envolveu em polêmicas em partidas contra o Atlético Mineiro. No fim, Rafael Libertuci questionou quando o STJD começaria a ser mais rígido com o atacante.
“Temos um atleta reincidente, que no último clássico fez mão de roubo, pegou também na mão de um atleta nosso que estava com o local lesionado. Ele vem fazendo essas situações em todos os jogos contra o Atlético. A rigidez do STJD vai atingir o Kaio Jorge quando?”, disse.
Procuradoria do STJD denuncia Kaio Jorge, do Cruzeiro, após lance com Ruan Tressoldi, do Atlético-MG
A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou o atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro, pelo lance envolvendo o zagueiro Ruan Tressoldi, do Atlético-MG, no clássico mineiro pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, disputado na última terça-feira (25), no Mineirão.
A denúncia enquadra o jogador no artigo 254, § 1º, inciso II, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por uma ação considerada fora da disputa de bola. A punição prevista varia de uma a seis partidas de suspensão. Ainda não há data definida para o julgamento.
Segundo o procurador Marcos Souto Maior Filho, responsável pela denúncia, o lance se enquadra como infração relacionada a uma atuação temerária ou imprudente, conforme estabelece o CBJD.
Ruan Tressoldi deixou o campo aos 18 minutos do primeiro tempo após o Atlético-MG acionar o protocolo de concussão da CBF. O defensor foi encaminhado a um hospital de Belo Horizonte para a realização de exames, mas nenhuma lesão foi constatada.
Uma cena assustadora marcou os primeiros minutos do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, que aconteceu nesta terça-feira (25), pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. O zagueiro Ruan Tressoldi caiu com a cabeça no gramado após uma disputa aérea com Kaio Jorge, precisou ser substituído pelo protocolo de concussão e deixou o Mineirão de ambulância para realizar exames em um hospital de Belo Horizonte.
O lance aconteceu logo no primeiro minuto de partida. Ruan chegou primeiro na disputa pelo alto e conseguiu cabecear a bola. Enquanto ainda estava no ar, porém, recebeu um contato de Kaio Jorge, perdeu completamente o equilíbrio e caiu de maneira preocupante, atingindo a cabeça contra o gramado. Assista:
agoniante a queda do ruan após o choque com o kaio jorge
— out of context brasileirão (@oocbrsao) August 26, 2026
ele já está bem e em campo pic.twitter.com/AdGTvI6uGr
O defensor recebeu atendimento médico ainda no campo e tentou continuar jogando. Aos 17 minutos, entretanto, voltou ao chão e passou por uma nova avaliação. Ruan chegou a manifestar o desejo de permanecer na partida, mas foi convencido pelo departamento médico do Atlético-MG a deixar o gramado. Vitão entrou em seu lugar aos 18 minutos.
Diante da pancada na cabeça, o Atlético acionou o protocolo de concussão da CBF. No intervalo, Ruan deixou o Mineirão de ambulância e foi encaminhado ao Hospital Mater Dei, acompanhado por um médico do clube, para passar por exames.
A arbitragem não aplicou cartão a Kaio Jorge no lance, e o VAR também não recomendou uma revisão para uma possível expulsão.
Depois do susto e já após a realização dos exames, Ruan utilizou seu perfil no Instagram para informar que estava bem. A publicação, porém, também foi direcionada a Kaio Jorge.
O zagueiro acusou o atacante do Cruzeiro de buscar vantagem por meio da "deslealdade"” e afirmou que "caráter também entra em campo". Na sequência, subiu o tom e se referiu ao adversário como alguém com "histórico de mau-caráter".
Na mesma manifestação, Ruan tranquilizou os torcedores ao confirmar que havia sido encaminhado ao hospital, realizado exames e que estava bem.

Foto: Instagram / @ruantressoldi
A diretoria atleticana também demonstrou revolta com o episódio. Paulo Bracks classificou a jogada como "maldosa" e "desleal" e afirmou que o clube pretende solicitar uma análise do caso pelo STJD. Segundo o dirigente, a queda poderia ter provocado uma lesão grave na região cervical do jogador.
DESFALQUE CONTRA O VITÓRIA
Além de ter deixado o clássico, Ruan não poderá atuar no próximo compromisso do Atlético-MG. Pelo protocolo adotado pela CBF, um atleta substituído por suspeita de concussão deve permanecer afastado das partidas por pelo menos cinco dias. Com isso, o defensor será desfalque diante do Vitória, no próximo sábado (29), pelo Campeonato Brasileiro.
Cruzeiro e Atlético-MG empataram por 1 a 1 no Mineirão. A definição da vaga nas semifinais da Copa do Brasil acontece na próxima terça-feira (1º), na Arena MRV.
A crise interna na Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) passou por uma "virada" em poucas horas. Depois de o Conselho de Ética afastar preventivamente toda a diretoria executiva da entidade e nomear um interventor, o STJD do Tênis de Mesa suspendeu os efeitos da decisão nesta quinta-feira (13).
Com a determinação do tribunal, os diretores afetados retornam aos cargos, e os poderes concedidos ao advogado Marcelo Jucá, nomeado como interventor, perdem eficácia. O mérito das acusações contra a cúpula da confederação ainda não foi julgado de forma definitiva.
A decisão inicial havia sido tomada pelo presidente do Conselho de Ética da CBTM, Gustavo Lopes, após denúncias contra a gestão de Vilmar Schindler. A medida suspendia a diretoria executiva por 30 dias e colocava Jucá à frente da entidade durante o período
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O afastamento cautelar e a nomeação do interventor tinham como objetivo, segundo a decisão, garantir a manutenção das atividades da confederação, incluindo a área administrativa e o calendário esportivo.
Na prática, porém, o episódio expôs o ambiente de instabilidade na entidade. A sede da CBTM, no Rio de Janeiro, passou a última terça-feira (11) com as portas fechadas, em meio à repercussão da decisão do Conselho de Ética.
A reviravolta veio após recurso apresentado pelo presidente da confederação. Ao analisar o caso, o STJD entendeu que a denúncia era anônima e genérica. Para o tribunal, o conteúdo poderia justificar uma investigação preliminar, mas não servir de base, naquele momento, para uma medida considerada grave, como o afastamento da diretoria executiva.
Com isso, a gestão de Vilmar Schindler volta a exercer suas funções enquanto o caso segue em tramitação. A suspensão determinada pelo STJD não encerra a apuração sobre as acusações, mas impede que o afastamento preventivo produza efeitos imediatos.
A Diretoria de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), junto à Comissão de Arbitragem, realizou uma reunião com o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), na sede do órgão judicial, nesta sexta-feira (7), para alinhar processos que integrem as atividades das instituições, como a readequação do preenchimento das súmulas das partidas.
Segundo a CBF, o encontro faz parte de políticas de aproximação institucional conduzidas simultaneamente pela entidade e pelo STJD, com o objetivo de fortalecer o diálogo entre os órgãos, promovendo maior integração entre a atuação da arbitragem e a da Justiça Desportiva.
Entre as pautas apresentadas, foram debatidos a modernização dos processos internos, o aperfeiçoamento das informações registradas nas súmulas e a busca por maior segurança jurídica e agilidade na tramitação dos procedimentos disciplinares.
A CBF ainda convidou integrantes do STJD para participar dos próximos treinamentos da arbitragem brasileira. Netto Góes, diretor de Arbitragem da Confederação, frisou que um dos principais encaminhamentos da reunião foi o aperfeiçoamento das súmulas das partidas.
“Entendemos que podemos tornar o preenchimento das súmulas mais claro e objetivo. Já na próxima semana vamos apresentar sugestões de ajustes para discussão conjunta com o STJD. Isso dará mais segurança aos árbitros e contribuirá para tornar os processos mais eficientes. Também convidamos o presidente Luís Otávio Veríssimo e os auditores para participarem dos próximos treinamentos da arbitragem, aproximando ainda mais as duas instituições e permitindo que os árbitros conheçam diretamente a visão e as expectativas da Justiça Desportiva”, afirmou.
Participaram da reunião o presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo Teixeira; o diretor de Arbitragem da CBF, Netto Góes; o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sandro Meira Ricci; o vice-presidente do STJD, Maxwell Vieira; o vice-presidente administrativo, Marcelo Bellizze; o diretor da Escola Nacional de Justiça Desportiva (ENAJD), Luiz Felipe Bulus; os auditores Marco Choy e Mariana Barreiras; e o procurador-geral, Marcelo Doval Mendes.
O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu, nesta sexta-feira (7), manter a suspensão do zagueiro Victor Gabriel, atleta do Internacional. Por 5 votos a 2, os auditores rejeitaram o recurso do clube gaúcho e confirmaram a punição imposta pela 6ª Comissão Disciplinar.
A penalidade prevê seis partidas de suspensão, e o impedimento de atuar até que o atacante Gabriel Pec, do Cruzeiro, esteja apto a retornar aos treinamentos, com um limite máximo de 180 dias. O defensor foi punido pela falta que provocou a fratura na perna do atleta do Cruzeiro durante confronto válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputado no Beira-Rio.
Antes do julgamento, o STJD havia concedido efeito suspensivo parcial ao atleta, permitindo seu retorno após o cumprimento de dois jogos e 15 dias de suspensão. Com a decisão do Pleno, no entanto, a medida perdeu efeito, e Victor Gabriel seguirá afastado até que Gabriel Pec comunique oficialmente ao tribunal seu retorno às atividades.
O departamento jurídico do Internacional ainda poderá solicitar uma transação disciplinar para tentar reduzir a punição. Desde a expulsão na derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, em 22 de julho, o zagueiro já desfalcou a equipe nas partidas contra Athletico e Flamengo, pelo Brasileirão, e nos dois confrontos diante do Corinthians pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
O meia-atacante Maurício foi punido com uma partida de suspensão, convertida em advertência, pela 2ª Comissão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em julgamento realizado por um lance envolvendo o zagueiro Cacá, do Vitória, durante o triunfo do Palmeiras por 4 a 0, pela 21ª rodada da Série A, na última quarta-feira (29). Com a decisão, o jogador está liberado para atuar pelo clube paulista.
O camisa 18 havia sido denunciado com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta violenta e prevê suspensão de um a seis jogos.
Após a vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Fortaleza, no último domingo (2), pela Copa do Brasil, Maurício afirmou que não teve a intenção de atingir o adversário com uma cotovelada.
"O lance foi totalmente sem intenção, dá para ver pelo meu histórico que não sou um jogador maldoso, com vontade de machucar o adversário. Sou muito tranquilo e sei da minha índole, meus valores", disse o jogador.
A partida também foi marcada por duas expulsões do Vitória. Cacá recebeu cartão vermelho por uma entrada considerada violenta em Jhon Arias, enquanto Luan Cândido foi expulso após fazer um gesto de "roubo" em direção à arbitragem depois da primeira expulsão.
O zagueiro Victor Gabriel está novamente à disposição do Internacional. Neste sábado (1º), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concedeu efeito suspensivo parcial ao defensor, permitindo seu retorno aos gramados após o cumprimento de duas partidas de suspensão, enquanto aguarda o julgamento do recurso apresentado pelo clube ao Tribunal Pleno.
O jogador havia sido punido pela 6ª Comissão Disciplinar do STJD com seis jogos de suspensão, além de permanecer afastado até o retorno do atacante Gabriel Pec, do Cruzeiro, aos treinamentos, limitada ao prazo máximo de 180 dias. A sanção foi aplicada em razão do lance que provocou uma fratura exposta na tíbia esquerda do atleta cruzeirense durante uma partida do Campeonato Brasileiro.
Ao analisar o pedido, o auditor Maxwell Vieira suspendeu apenas a parte da punição que excede duas partidas ou 15 dias de afastamento, conforme previsto na Lei Pelé e no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Com isso, Victor Gabriel poderá voltar a atuar até que o recurso seja apreciado pelo Tribunal Pleno.
No recurso, o Internacional solicita a exclusão da penalidade prevista no artigo 254, §3º, do CBJD e a redução da suspensão ao mínimo legal. O clube sustenta que o zagueiro é réu primário, não teve intenção de atingir o adversário e cita decisões anteriores do próprio STJD em casos semelhantes.
O advogado baiano Gabriel Andrade de Santana está entre os nomes indicados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para assumir a Procuradoria-Geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A lista enviada pela entidade também inclui Marcelo Doval Mendes e Danilo Pereira de Carvalho.
Atualmente subprocurador do STJD, Gabriel já havia integrado a relação de indicados ao cargo durante a gestão de Ednaldo Rodrigues na CBF. Advogado criminalista e mestre pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ele disputa a função deixada por Paulo Dantas Nazaré, que encerrou seu mandato de dois anos.
A escolha do novo procurador-geral será feita pelos integrantes do Pleno do STJD. Segundo informações do UOL, Marcelo Doval Mendes é apontado como o favorito para assumir o posto. Até a última sexta-feira, ele integrava a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão responsável pelo fair play financeiro da CBF, além de já ter atuado como auditor do tribunal entre 2024 e 2025.
O terceiro indicado, Danilo Pereira de Carvalho, também integra atualmente a estrutura da Procuradoria do STJD. Enquanto a definição da chefia da Procuradoria segue em aberto, a presidência do tribunal permanece sob o comando de Luís Otávio Veríssimo Teixeira.
STJD suspende Victor Gabriel, do Internacional, até retorno de Gabriel Pec, do Cruzeiro, aos treinos
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou, nesta terça-feira (28), a suspensão do zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, até que o atacante Gabriel Pec, do Cruzeiro, esteja apto a retornar aos treinamentos. A punição tem limite máximo de 180 dias e ainda cabe recurso.
O defensor foi julgado pela entrada que resultou na fratura da tíbia da perna esquerda de Gabriel Pec durante a derrota do Internacional por 2 a 1 para o Cruzeiro, em partida disputada no último dia 22 de julho.
Inicialmente, Victor Gabriel respondeu ao artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê suspensão de uma a seis partidas por jogada violenta. No entanto, a Procuradoria do STJD incluiu o agravante previsto no parágrafo 3º do mesmo artigo, que permite ampliar a punição quando a vítima fica impossibilitada de praticar a modalidade em decorrência da infração.
Durante o julgamento, o auditor-relator Rodrigo Steinmann Bayer votou pela aplicação da pena máxima de seis partidas. A maioria da comissão, formada pelos auditores Jorge Octavio Lavocat Galvão, Eduardo Xible Salles Ramos e Aline Gonçalves Jatahy, porém, decidiu aplicar a suspensão até a recuperação do atacante, respeitando o prazo máximo de 180 dias.
No lance que originou o processo, Victor Gabriel foi expulso após receber cartão vermelho direto. Gabriel Pec sofreu uma fratura na tíbia da perna esquerda, precisou passar por cirurgia e tem previsão de recuperação entre três e quatro meses.
Ao prestar depoimento na sessão, o zagueiro voltou a pedir desculpas ao jogador do Cruzeiro e se emocionou ao comentar o episódio. "Desde aquela noite, tem sido dias difíceis para mim. Saí de casa para momentos de felicidade. São noites em claro que oro por ele. Peço desculpas de todo o meu coração a todo o pessoal do Cruzeiro", declarou o jogador.
O goleiro Gabriel Brazão, do Santos, foi suspenso por quatro jogos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta sexta-feira (29). A punição foi motivada por “proferir ofensas contra o árbitro” em entrevista concedida logo após o clássico contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro.
De acordo com a decisão da Terceira Comissão Disciplinar, Brazão foi julgado com base no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por “ofender alguém em sua honra”. O Peixe já entrou com um pedido de efeito suspensivo e tenta recorrer da decisão.
Caso o clube não consiga o recurso a tempo, Gabriel Brazão desfalcará a equipe já neste sábado (30), às 20h (de Brasília), no confronto contra o Vitória, na Vila Belmiro. A partida será a última das equipes antes da pausa no calendário nacional para a disputa da Copa do Mundo.
RELEMBRE O CASO
Após o empate por 1 a 1 contra o Palmeiras, no Allianz Parque, Brazão reclamou publicamente do cartão amarelo que recebeu durante o segundo tempo. Na ocasião, o arqueiro afirmou que, por estar na casa do adversário, “sabe que na dúvida é sempre para eles”.
Além do gancho de quatro partidas, o goleiro santista recebeu uma multa de R$ 4 mil do tribunal. Caso a ausência de Brazão se confirme, o técnico Cuca deve escalar Diógenes, reserva imediato do elenco e que já substituiu o titular em outras oportunidades nesta temporada.
O jogador Paulinho, do Palmeiras, foi absolvido por unanimidade pela Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Em julgamento realizado nesta quinta-feira (28), o tribunal analisou a comemoração do jogador no gol marcado diante do Flamengo, no último sábado, no Maracanã.
O atleta havia sido denunciado pela procuradoria com base no artigo 258-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê pena de dois a seis jogos de suspensão por "provocar o público durante a partida".
O motivo da denúncia foi um gesto considerado obsceno pela acusação, mas que é característico da união entre torcidas organizadas do Palmeiras e do Vasco, clube onde o atacante foi revelado.
Atualmente concentrado para a partida do Palmeiras contra o Junior Barranquilla, que acontece também nesta quinta, Paulinho enviou um vídeo ao tribunal para esclarecer o episódio. No depoimento, ele reforçou o lado emocional do gol e negou qualquer intuito de ofender os rubro-negros.
“Foi um jogo em que voltei a marcar um gol depois de quase um ano sem poder atuar. Foi na minha cidade natal, com a minha família no estádio. Fiz um gesto para a torcida do Palmeiras, que representa a união das torcidas dos três clubes pelos quais passei (Palmeiras, Vasco e Atlético-MG)”, justificou o camisa 9. Confira o momento abaixo:
“Fiz o gesto para a torcida do Palmeiras. É um gesto de união das torcidas dos 3 clubes que joguei: Vasco, Atlético-MG e Palmeiras. Não foi para provocar a torcida do Flamengo ou incitar a violência.”
— Planeta do Futebol ???? (@futebol_info) May 28, 2026
????? Paulinho, em julgamento no STJD.
???? Reprodução pic.twitter.com/KPm1GhJoXQ
“Não houve provocação alguma à torcida do Flamengo. O objetivo era apenas mostrar toda a história que tenho com essa parceria entre os clubes. Jamais foi para provocar os adversários ou incitar a violência”, completou.
O argumento da defesa foi integralmente aceito pelo relator do caso, Gustavo Vaughn, que votou pela absolvição de Paulinho. O voto foi acompanhado pelos outros quatro auditores, encerrando o caso sem punições ao atleta.
A quarta comissão disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou nesta quinta-feira (28) os incidentes registrados na vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Flamengo, no último sábado (23). O meia Carrascal foi suspenso por três partidas após a expulsão na partida, enquanto o auxiliar Fernando Munhoz recebeu suspensão de 30 dias e multa de R$10 mil. O Flamengo também foi penalizado com multa de R$ 45 mil em razão de objetos arremessados no gramado e da confusão ao término do confronto. Já o técnico Leonardo Jardim foi absolvido.
Com a decisão, Carrascal desfalca o Flamengo no duelo contra o Coritiba, neste sábado. As outras duas partidas de suspensão serão cumpridas após a Copa do Mundo, nos jogos diante de Chapecoense e São Paulo. O clube carioca informou que irá recorrer da punição.
O jogador colombiano foi denunciado com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta violenta, após atingir o rosto do zagueiro Murilo no lance que resultou em sua expulsão. A previsão de pena variava entre um e seis jogos de suspensão.
Durante o julgamento, a defesa do Flamengo pediu absolvição ou aplicação da pena mínima de uma partida. Os advogados argumentaram que o lance foi acidental e citaram uma punição anterior envolvendo o Fla-Flu, quando Carrascal recebeu suspensão de dois jogos.
Relator do processo, Gustavo Vaughn avaliou que não houve intenção do atleta em cometer a infração, mas destacou a imprudência no lance e o histórico recente de expulsões. Inicialmente, ele votou por suspensão de dois jogos, porém os demais auditores decidiram ampliar a pena para três partidas.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva julgou improcedente, nesta sexta-feira (22), o pedido do Santos para anular a partida contra o Coritiba, válida pelo Campeonato Brasileiro. O confronto, disputado no último domingo (17), na Neo Química Arena, terminou com vitória do time paranaense por 3 a 0.
O clube paulista alegava ter sido prejudicado por um erro na substituição envolvendo Neymar e Robinho Jr. Segundo o Santos, o lateral Gonzalo Escobar deveria ter deixado o campo, informação que, de acordo com o recurso apresentado, constava na papeleta oficial da CBF exibida pelo camisa 10 durante a transmissão da partida.
Durante o julgamento, o auditor Marcelo Augusto Bellizze afirmou que a rejeição do pedido não elimina a responsabilidade da equipe de arbitragem pelo equívoco registrado no lance. Foram citados o árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva, os assistentes Nailton Junior de Sousa Oliveira e Luis Carlos de Franca Costa, além do quarto árbitro Bruno Mota Correia.
Apesar da decisão desfavorável, o STJD elogiou a condução jurídica do caso por parte do Santos. O presidente do tribunal, Luis Otávio Veríssimo Teixeira, ressaltou a relevância da discussão levantada pelo clube e declarou que a arbitragem deveria ter corrigido o erro relacionado à substituição do camisa 10.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu, nesta sexta-feira (22), anular o confronto entre Mauaense-SP e Itacoatiara-AM, válido pela segunda fase da Copa do Brasil Feminina. A decisão inédita está fundamentada em um "erro de direito", após a arbitragem validar um gol em que a bola entrou no gol por um buraco no lado de fora da rede.
O lance ocorreu na vitória por 1 a 0 do time paulista. Sem o auxílio do VAR, as jogadoras do Itacoatiara protestaram imediatamente, mas a arbitragem manteve a marcação. Diante do erro, o clube amazonense impugnou a partida com base no artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê a anulação quando a regra do jogo é aplicada de forma incorreta.
Durante o julgamento, a defesa do Mauaense argumentou que o episódio seria apenas um "erro de fato", uma interpretação equivocada do lance pelo árbitro, alegando que a rede teria se rompido no momento do chute. A procuradora Rita Bueno acompanhou essa tese, votando contra a anulação por entender que a decisão foi apenas um equívoco de visão da equipe de arbitragem.
No entanto, a maioria dos auditores discordaram da posição da procuradora. O advogado do Itacoatiara reforçou que o caso ultrapassou o limite da interpretação.
"O que se discute aqui é um fato objetivo: a bola entrou de forma irregular. O clube sofre com prejuízo moral e financeiro, e buscamos apenas que a verdade de campo prevaleça", argumentou a defesa do time amazonense.
O relator do processo e vice-presidente do STJD, Maxwell Vieira, votou pela anulação da partida. Ele destacou que as provas em vídeo foram contundentes para configurar o erro de direito, uma norma raramente aplicada em tribunais esportivos.
Com o veredito, o resultado anterior está invalidado e o jogo deverá ser remarcado e realizado integralmente pela CBF em uma nova data.
O Santos acionou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para tentar anular a derrota por 3 a 0 para o Coritiba, no último domingo (17), na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro. O clube contesta a substituição de Neymar durante a partida e alega erro de direito na condução do lance.
Segundo o Santos, a comissão técnica preparava a saída do lateral Escobar quando o quarto árbitro indicou, aos 19 minutos do segundo tempo, a substituição de Neymar para a entrada de Robinho Júnior. O atacante estava fora do gramado recebendo atendimento na panturrilha no momento da troca.
Inconformado, Neymar tentou retornar ao campo, mas foi impedido e acabou advertido com cartão amarelo. Ainda em campo, o camisa 10 exibiu um papel que, de acordo com o clube, apontava a saída do jogador argentino, e não a dele.
Na súmula da partida, o auxiliar técnico César Sampaio confirmou ter participado do preenchimento da papeleta de substituição ao lado do delegado do jogo, Guilherme Zangari. O documento, porém, registrou a saída de Neymar.
Após a partida, César Sampaio assumiu a responsabilidade pelo episódio e explicou a versão da comissão técnica santista.
“Eu sou o responsável por esse evento. Eu chamei o quarto árbitro para substituição do Juninho pelo Escobar, o 7 pelo 31. Neste momento (Neymar) sai de campo acusando um pouco de dor, parece que na panturrilha. Conversei com ele também. E aí eu pedi para o quarto árbitro aguardar para ver se o Neymar poderia voltar ou não. Ele, fora de campo, o quarto árbitro Bruno, com quem até tenho uma boa relação, falou que o Neymar não podia voltar mais”, explicou Sampaio.
Confira a nota oficial do Santos na íntegra:
"O Departamento Jurídico informa que entrou com ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para solicitar a anulação da partida disputada no dia 17/5, diante do Coritiba, válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Clube entende que houve erro de direito quando a arbitragem impediu a permanência em campo do atleta Neymar Jr., o que contrariou determinação da própria comissão técnica e desrespeitou o protocolo oficial de substituições de jogadores.
A Procuradoria do STJD (Supremo Tribunal da Justiça Desportiva) denunciou o Flamengo pela confusão ocorrida nos arredores do Maracanã após clássico contra o Vasco, no último dia 3, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Caso seja deferido, o rubro-negro pode perder o mando de campo por até 10 jogos.
O clube foi enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punição a quem "deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto". Como o Flamengo era o mandante da partida, questões de segurança eram de sua responsabilidade.
A procuradoria pede, além do mando de campo, uma multa prevista no artigo que varia de R$ 100 a R$ 100 mil. O caso será julgado em primeira instância na próxima quinta-feira (14) pela Terceira Comissão Disciplinar do STJD.
Mesmo se condenado, a decisão não afeta a partida contra o Palmeiras, marcada para o próximo dia 23, pelo Brasileirão. Isso porque não haveria o tempo hábil previsto no regulamento da CBF para cumprimento da suspensão (dez dias), além do provável pedido suspensivo por parte do Flamengo.
RELEMBRE O CASO
Após o jogo entre Flamengo e Vasco, que terminou empatado em 2 a 2, houve confusão e correria no entorno do Maracanã envolvendo torcidas organizadas. A briga começou na rampa do metrô e se espalhou, com registros de atos violentos por parte dos policiais.
O estudante de nutrição Arthur Cortines Laxe Ferreira da Conceição, de 18 anos, perdeu a visão do olho direito após ser atingido por um tiro de bala de borracha, nas proximidades da ala sul do estádio.
Após ser ferido, o jovem foi levado para o Hospital Souza Aguiar. Na manhã desta segunda-feira (4), Arthur será submetido a uma cirurgia plástica na Casa de Saúde São José.
A mãe do estudante, Christine Cortines, relatou o impacto da lesão e afirmou que o filho perdeu a visão de forma irreversível. "Meu filho perdeu a visão. Ele foi mutilado. É irreversível. E se fosse com o filho de um deles?", desabafou.
Os reveses com a arbitragem não se limitaram ao futebol baiano nesta rodada. Vasco e Corinthians se enfrentaram no último domingo (26), na Neo Química Arena, em jogo válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O volante da equipe carioca, Thiago Mendes, foi denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por declarações dadas na zona mista após a derrota de sua equipe.
O jogador criticou a atuação de Davi de Oliveira Lacerda e será enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que diz respeito a "assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva".
“O árbitro apitou bastante para o Corinthians, não sei se era a pressão da torcida contra ele. Infelizmente, é o futebol. Quando a pressão é grande para eles, eles apitam para o time da casa”, afirmou Mendes na zona mista. Se punido, ele pode ser suspenso por até seis jogos.
CONFIRA TRECHO DA DENÚNCIA
"Observa-se, pela entrevista concedida pós-jogo, que ocorreu uma RECLAMAÇÃO DESRESPEITOSA em relação ao árbitro, tendo o Denunciado proferido as seguintes palavras: 'quando a pressão é grande para eles, eles apitam para o time da casa'. De forma velada e subliminar, teve a intenção de realizar uma reclamação totalmente desrespeitosa contra a equipe de arbitragem, dando a entender que foi tendenciosa para a equipe do Corinthians, tendo prejudicado propositadamente a equipe do Vasco da Gama.
Em casos similares, nos autos do Processo nº 188/2026, envolvendo o atleta Hugo Souza, do Corinthians, e nos autos do Processo nº 161/2026, envolvendo o treinador Rogério Ceni, do Bahia, cujos mesmos foram denunciados por manifestações desrespeitosas contra a equipe de arbitragem em entrevistas pós-jogo, houve o reconhecimento da ocorrência da infração ao artigo 258, § 2º, II, do CBJD, sendo a ambos aplicada a pena de suspensão por 1 (uma) partida."
O zagueiro JP Talisca, do Jacuipense, foi registrado fazendo um gesto direcionado à arbitragem após ser expulso na partida contra o Palmeiras, válida pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, na última quinta-feira (23), no Allianz Parque. Assista:
VIXE! JP Talisca, do Jacuipense, foi expulso contra o Palmeiras e saiu de campo revoltado, chegando a fazer gesto de roubo contra a arbitragem de Marcelo de Lima Henrique pic.twitter.com/9G6FKEwZnd
— HTE Sports (@HTE__Sports) April 23, 2026
O defensor recebeu cartão vermelho direto aos 35 minutos do primeiro tempo, após falta em Lucas Evangelista. A decisão foi tomada pelo árbitro cearense Marcelo de Lima Henrique.
Após a expulsão, o jogador tentou argumentar e, na sequência, fez um gesto com a mão em rotação, que pode ser interpretado como reclamação contra a arbitragem.
Talisca tem passagem pelas categorias de base do próprio Palmeiras, clube adversário no confronto.
De acordo com o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), esse tipo de atitude pode ser enquadrado como conduta desrespeitosa ou ofensiva à arbitragem, passível de punição com suspensão por partidas.
O Flamengo não poderá contar com um de seus titulares nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro. O volante Erick Pulgar foi punido com três jogos de suspensão pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em julgamento realizado nesta sexta-feira (17), após a expulsão na partida contra o Red Bull Bragantino, pela 9ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
A decisão foi tomada por unanimidade entre os auditores que participaram da sessão, com placar de quatro votos a zero. Um dos integrantes do tribunal não esteve presente. A defesa do jogador avalia a possibilidade de recorrer da punição na tentativa de reduzir a pena.
O atleta já cumpriu a suspensão automática no confronto diante do Santos, mas ainda terá que desfalcar a equipe nos jogos contra Bahia, Atlético-MG e Vasco, todos pelo Brasileirão.
Além da sanção disciplinar, Pulgar também segue afastado por questões físicas. O volante chileno se recupera de uma lesão na articulação acromioclavicular do ombro direito, sofrida no mesmo lance que resultou em sua expulsão. No momento, ele realiza atividades internas sob acompanhamento do departamento de fisioterapia e ainda não tem prazo definido para retornar aos treinos com o restante do elenco.
O Vitória pode enfrentar o Flamengo pela Copa do Brasil sem um dos seus principais jogadores. O meia Jorge Carrascal foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e pode desfalcar o time carioca no confronto entre as equipes pela Copa do Brasil.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (17), quando o jogador recebeu dois jogos de suspensão pela expulsão no clássico contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro. Ele foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogada violenta.
Carrascal já cumpriria suspensão automática no duelo contra o Bahia, que acontece neste domingo (19), pela 12ª rodada do Brasileirão. Com a nova punição, também pode ficar fora do jogo de ida contra o Vitória. O Flamengo informou que irá recorrer da decisão.
Esta foi a segunda punição do colombiano na semana. Nesta quarta-feira (15), o Pleno do STJD reduziu de quatro para dois jogos a suspensão referente à expulsão na Supercopa do Brasil, diante do Corinthians, ao reclassificar a infração de agressão física para jogada violenta.
Com as duas decisões, Carrascal pode desfalcar o Flamengo em até quatro partidas, incluindo compromissos no Brasileirão e na Copa do Brasil. Ele ainda corre risco de ausência em jogos contra Atlético-MG e no clássico diante do Vasco.
As punições não se aplicam às partidas da Libertadores.
O presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, foi condenado pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a 15 dias de suspensão por desrespeito à equipe de arbitragem. A decisão ocorreu nesta terça-feira (15) após recurso da Procuradoria, que contestou a absolvição do dirigente em primeira instância.
O caso está relacionado ao empate em 3 a 3 entre Vasco e Cruzeiro, em partida realizada na 6ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, Pedrinho se dirigiu ao árbitro da partida com críticas e ofensas, conforme registrado em súmula
"Você vai relatar na súmula tudo o que eu vou te falar, você sempre prejudica o Vasco quando a gente joga fora de casa, foi assim ano passado com o Palmeiras, na casa deles. Lá você prejudicou a gente e hoje aqui de novo, com os pênaltis que você deixou de marcar e com esses acréscimos. Você é arrogante, prepotente e soberbo. Sua forma de apitar é arrogante. Sua soberba vai preceder a sua queda", disse Pedrinho.
Durante o episódio, houve necessidade de escolta policial para retirada da equipe de arbitragem, além do uso de spray de pimenta para conter a confusão. Um boletim de ocorrência foi registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais, que apontou participação de dirigentes no aumento da tensão no local.
Ao analisar o recurso, o Pleno do STJD entendeu, de forma unânime, que a conduta do dirigente ultrapassou um simples “desabafo”, como havia sido considerado anteriormente pela 2ª Comissão Disciplinar. Entre os fatores levados em conta estão a necessidade de intervenção policial, a repercussão do caso e a posição institucional ocupada pelo presidente.
Os auditores também destacaram que as declarações extrapolaram o limite técnico da crítica à arbitragem, atingindo a honra pessoal dos profissionais envolvidos.
Pedrinho foi enquadrado no artigo 258, parágrafo 2º, inciso II do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê suspensão de 15 a 180 dias. O dirigente recebeu a pena mínima.
Com a decisão, ele ficará afastado das atividades relacionadas ao clube, incluindo presença em jogos, durante o período determinado.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende endurecer as punições contra manifestações públicas que coloquem em dúvida a integridade da arbitragem. A proposta mira declarações de jogadores, treinadores e dirigentes que utilizam termos como “roubo” ou “assalto” ao comentar decisões de árbitros.
O tema foi debatido durante encontro recente promovido pela entidade com clubes das Séries A e B, no contexto das discussões sobre a criação de uma liga unificada no país. A expectativa é que as novas diretrizes passem a ser aplicadas ainda nesta edição do Campeonato Brasileiro, por meio do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A CBF sustenta que os investimentos na arbitragem, incluindo profissionalização e implementação de tecnologias como o impedimento semiautomático, devem ser acompanhados por mudanças de comportamento no ambiente do futebol. A entidade também defende uma atuação mais rigorosa dos árbitros em campo, com o objetivo de reduzir interrupções e coibir reclamações excessivas.
Nesta quinta-feira (16), o STJD realiza, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o 2º Encontro Nacional dos Tribunais de Justiça Desportiva. O evento deve alinhar procedimentos para coibir acusações recorrentes contra a arbitragem, muitas vezes sem sanção efetiva. O próprio tribunal reconhece dificuldades em punir esses casos, já que expressões como “roubo” podem ser interpretadas como linguagem cultural do futebol, e não necessariamente como acusação formal de dolo.
A proposta em discussão inclui a padronização de punições conforme o papel de quem faz a declaração. A lógica prevê maior gravidade para manifestações vindas de figuras com mais influência e distantes do campo de jogo. Assim, críticas de jogadores seriam consideradas infrações sérias, mas declarações de treinadores teriam peso maior, enquanto acusações feitas por dirigentes estariam sujeitas às penalidades mais severas.
Paralelamente, árbitros também devem ser cobrados por maior agilidade na entrega de súmulas, medida que visa acelerar os julgamentos em primeira e segunda instância no STJD. A intenção é reduzir a duração dos processos e limitar a concessão de efeitos suspensivos.
O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta quinta-feira (9), com oito jogos de suspensão após episódios envolvendo expulsões no Campeonato Brasileiro. As decisões foram tomadas em primeira instância e ainda cabem recurso.
A pena foi dividida em dois processos. No caso mais grave, relacionado ao clássico contra o São Paulo, o treinador recebeu seis partidas de suspensão. Já pela expulsão no confronto diante do Fluminense, foi punido com mais dois jogos.
O julgamento ocorreu na segunda comissão disciplinar do STJD, que levou em consideração o histórico recente de expulsões do treinador português no futebol brasileiro. Abel foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de condutas contrárias à ética esportiva.
Na súmula do jogo contra o São Paulo, consta que o técnico teria ofendido o árbitro ao chamá-lo de “cagão”. Durante o julgamento, a procuradoria apresentou um vídeo com outro momento de reclamação do treinador. A defesa contestou as acusações, mas não conseguiu reverter o entendimento dos auditores.
A relatora do caso, Ana Ralil, destacou que as atitudes do treinador indicam um padrão de comportamento considerado inadequado para a função.
No episódio envolvendo o Fluminense, Abel foi expulso após reclamar de uma decisão de lateral, o que resultou em mais dois jogos de suspensão.
De acordo com os auditores, as punições anteriores não foram suficientes para conter o comportamento do treinador, o que justificou a aplicação de penas mais severas.
Com a soma das decisões, Abel Ferreira terá que cumprir oito partidas de suspensão, podendo desfalcar o Palmeiras em sequência importante da temporada, caso a punição seja mantida após possíveis recursos.
O diretor técnico do Internacional, Abel Braga, obteve efeito suspensivo parcial junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e pôde atuar normalmente na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense, no último domingo (22).
O dirigente havia sido punido no início de fevereiro pela 6ª Comissão Disciplinar do STJD com cinco partidas de suspensão e multa de R$ 20 mil, em razão de uma declaração de cunho homofóbico feita em 2025, durante sua apresentação como técnico do clube nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro.
Desde o julgamento, o Internacional disputou quatro partidas: contra o Remo, Atlético Mineiro, Bahia e Santos. O pedido de efeito suspensivo foi analisado e aceito na última sexta-feira (20), liberando Abel para a beira do campo na rodada seguinte.
A punição foi baseada no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê sanções para atos discriminatórios relacionados, entre outros pontos, à orientação sexual. A denúncia teve origem após representação do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT.
Na ocasião que motivou o processo, Abel Braga criticou o uso de uniforme rosa pelo clube e afirmou: "Eu não quero o meu time treinando com uma camisa rosa, porque parece um time de veado".
A declaração gerou repercussão negativa imediata. Ainda no mesmo dia, o então treinador utilizou as redes sociais para divulgar uma nota de retratação pelo episódio.
O técnico e diretor técnico do Internacional, Abel Braga, foi punido pela 6ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por uma declaração de teor homofóbico feita durante coletiva de imprensa realizada em novembro do ano passado.
A decisão determinou a suspensão de cinco jogos, além da aplicação de multa no valor de R$ 20 mil. A punição ainda cabe recurso ao Pleno do STJD, instância superior da Justiça Desportiva.
A fala ocorreu durante a apresentação oficial de Abel no clube, quando o treinador criticou a cor do uniforme de treino e afirmou que não queria o time usando camisa rosa, pois isso “parece time de veado”. A declaração gerou forte repercussão negativa, críticas públicas e mobilizações nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a persistência da LGBTfobia "recreativa" no futebol brasileiro.
O caso foi enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de práticas discriminatórias relacionadas à orientação sexual e outras formas de preconceito, prevendo punições esportivas e financeiras.
Uma das notícias de infração que deu origem ao processo foi formalizada e enviada ao STJD pelo Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+.
Em nota, o coletivo avaliou a decisão como um marco no enfrentamento institucional à discriminação no esporte.
“Essa é uma decisão importante, que reforça mais uma vez a postura antidiscriminatória do STJD e aprofunda a luta contra a LGBTfobia recreativa no futebol brasileiro. O futebol não pode continuar tratando a violência como piada. Quando uma autoridade do esporte reproduz esse tipo de discurso, ela legitima um ambiente hostil e perigoso para milhares de pessoas”, afirmou Onã Rudá, fundador e presidente do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+.
O grupo também destacou que a punição reforça a necessidade de atuação firme da Justiça Desportiva diante de declarações públicas discriminatórias, especialmente quando proferidas por figuras de liderança, como técnicos, dirigentes e atletas.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (2), trancar a ação penal contra o jogador de futebol Igor Aquino da Silva, o Igor Cariús, acusado de receber vantagem indevida para receber um cartão amarelo intencionalmente em uma partida de 2022. O colegiado entendeu que a conduta, embora reprovável e passível de sanção na esfera desportiva, não configura crime na esfera penal no caso concreto.
O julgamento do Recurso Ordinário em Habeas Corpus (RHC) 238757, de relatoria do ministro André Mendonça, teve como voto vencedor o do ministro Gilmar Mendes, que abriu divergência. Para o decano, a conduta do atleta "atenta contra a integridade da competição esportiva". No entanto, ele argumentou que a ação individual não foi suficiente para alterar o resultado da partida ou do torneio, requisito necessário para tipificar o crime previsto no artigo 198 da Lei Geral do Esporte.
"Situação absolutamente distinta seria verificada se ao paciente fosse imputada a conduta de promover reiterada e sistematicamente a obtenção artificiosa de cartões amarelos – o que, aí sim, teria o condão de influenciar o resultado da competição e, consequentemente, relevância penal", afirmou Gilmar Mendes em seu voto.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO), o jogador teria aceitado R$ 30 mil para provocar um cartão amarelo no jogo entre Atlético Mineiro e Cuiabá, pela Série A do Campeonato Brasileiro de 2022. A defesa impetrou habeas corpus pleiteando o trancamento da ação, sob a alegação de que o atleta visou apenas ao lucro em apostas, sem intenção de influenciar o resultado esportivo.
O relator, ministro André Mendonça, havia negado o pedido em decisão individual, entendendo que a análise da intenção do atleta dependia da instrução criminal. No julgamento do agravo regimental, seu voto foi vencido. O ministro Dias Toffoli acompanhou o voto divergente de Gilmar Mendes.
O STF destacou que os fatos já levaram a uma punição disciplinar: o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) afastou Igor Cariús das competições por um ano. Os ministros Nunes Marques e Luiz Fux não participaram da sessão de julgamento.
Após a derrota do Palmeiras para o Santos por 1 a 0, no último sábado (15), na Vila Belmiro, Abel Ferreira foi perguntado sobre a situação envolvendo a absolvição de Bruno Henrique no STJD. A resposta do técnico se transformou em um desabafo sobre o papel do futebol na sociedade.
O português defendeu que o esporte precisa carregar valores que ultrapassem as quatro linhas.
"O futebol faz parte do DNA do brasileiro. Por isso, deveria ser referência de comportamento, um embaixador de respeito, ética e educação", afirmou Abel, ressaltando que não cabe a ele julgar o caso, mas sim reforçar princípios.
O treinador disse ser grato à forma como foi recebido no país e destacou que rivalidade não pode se confundir com hostilidade.
"Somos adversários, não inimigos. O futebol deve unir, não separar. É isso que dá magia ao jogo: conectar pessoas de diferentes realidades."
Abel ainda reconheceu que também precisa controlar melhor seu próprio comportamento durante as partidas, mas reforçou que sua preocupação principal é com a imagem que o futebol deixa para as próximas gerações.
"Eu olho para o futebol como um representante dos nossos valores. É isso que me apaixona no esporte", completou.
Nem a goleada do Flamengo por 5 a 1 sobre o Sport, na Arena Pernambuco, no último sábado (15), foi capaz de ofuscar um dos principais assuntos da semana: o julgamento de Bruno Henrique. Em entrevista coletiva após a partida, válida pela 12ª rodada (atrasada) do Brasileirão, o atacante e ídolo rubro-negro falou pela primeira vez desde que foi absolvido pelo STJD da acusação de fraude ligada a apostas.
"A resposta que eu tenho que dar é dentro de campo. Recebi críticas de pessoas e jornalistas o tempo todo, de forma muito pesada. Vi muita raiva e muito ódio dessas pessoas, mas que Deus possa abençoá-las. A resposta que eu tenho que dar é para o Flamengo e para o nosso torcedor. É isso que vou fazer daqui para frente", declarou.
Bruno Henrique, sobre o seu julgamento:
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) November 16, 2025
“Recebi críticas duras e pesadas de muitas pessoas. Vi muita raiva e muito ódio. Que Deus possa abençoar eles. A resposta que eu tenho que dar é para o Flamengo, para o nosso torcedor.”
????: @PP7Catonhopic.twitter.com/W0waIxKkPz
Dentro de campo, Bruno Henrique foi um dos destaques da goleada, marcando um dos cinco gols do Flamengo e sendo bastante celebrado pelos companheiros. Esta foi sua primeira partida sem atuar sob efeito suspensivo desde a condenação inicial, quando recebeu a pena mínima de 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil por manipulação esportiva.
A vitória recolocou o Flamengo na liderança do Brasileirão, beneficiado pela derrota do Palmeiras no clássico contra o Santos, na Vila Belmiro.
O resultado também decretou matematicamente o rebaixamento do Sport à Série B. O Leão da Ilha ainda tem cinco partidas por disputar, mas não possui mais chances de deixar o Z-4.
ENTENDA O CASO BRUNO HENRIQUE
Bruno Henrique foi investigado por suspeita de manipulação de resultado para beneficiar apostadores. O episódio ocorreu na partida contra o Santos, pela 31ª rodada do Brasileirão de 2023. Na ocasião, o Flamengo brigava pelo título, mas foi derrotado por 2 a 1. O atacante recebeu um cartão amarelo — seguido da expulsão — que levantou as suspeitas das casas de apostas.
Segundo o protocolo de investigação, as empresas de betting alertaram a Justiça após identificarem movimentações suspeitas. Mensagens encontradas no celular do irmão do jogador, Wander Nunes Júnior, levantaram a hipótese de que Bruno Henrique poderia ter forçado o cartão.
O atleta foi inicialmente absolvido pelo relator Alcino Guedes no artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de “atuar deliberadamente de modo prejudicial à equipe que defende”. No entanto, o relator acolheu a denúncia do artigo 243-A, que trata de conduta desleal ou fraudulenta com o objetivo de influenciar o resultado de uma partida. Essa denúncia recebeu quatro votos a um.
Com isso, Bruno Henrique chegou a ser condenado por manipulação de resultados.
Posteriormente, o Pleno do STJD reverteu a decisão, absolvendo o atacante da acusação de fraude ligada a apostas e anulando a suspensão. Ainda assim, o jogador foi enquadrado no artigo 191, III, do CBJD — por descumprimento de regulamentos — e recebeu multa de R$ 100 mil.
A maioria dos membros do Pleno entendeu que não havia provas suficientes para caracterizar infração à ética desportiva. Dos nove auditores, seis votaram pela absolvição, dois pediram aumento de pena e um defendeu a manutenção da condenação original.
Bruno Henrique está livre para jogar pelo Flamengo. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o atacante do clube carioca, nesta quinta-feira (13), por conduta de fraude ligada a apostas, e reverteu a punição de suspensão de jogos. Com isso, o atleta vai ter de pagar uma multa de R$100 mil.
A punição anterior era de suspensão em 12 partidas e uma multa de R$60 mil, podendo ser alterada para R$100 mil em multa, como aconteceu.
O relator do caso, Sérgio Furtado Filho, modificou as punições de Bruno Henrique, que antes havia sido enquadrado no artigo 243-a, que previa até 12 jogos de suspensão. Posteriormente, o jogador foi absolvido da punição anterior e foi punido no artigo 191, III, do CBJD, que é referente a infrações relativas ao descumprimento de regulamentos, e deve pagar R$100 mil de multa.
Embora não tenha sido unânime, a maior parte do Tribunal Pleno do STJD considerou que não existem provas suficientes para condenar o atleta por infrações contra a ética desportiva.
A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) entrou com recurso para aumentar a pena de Bruno Henrique, atacante do Flamengo. O atleta foi suspenso por 12 jogos por participação em um esquema de manipulação de apostas na internet.
A condenação do jogador foi em primeira instância no Artigo 243-A. Além da suspensão, BH também terá que pagar uma multa de R$ 60 mil.
A Procuradoria destacou, no recurso, que o atleta teve benefício pessoal com a informação, depois de avisar aos parentes que levaria o terceiro cartão amarelo. O clube também foi prejudicado por conta da ampla repercussão da situação, que afeta o valor do atacante no mercado.
Em caso de reconsideração da decisão no STJD, o jogador Bruno Henrique poderá pegar um gancho de até dois anos.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concedeu, na noite do último sábado (13), efeito suspensivo ao atacante Bruno Henrique, do Flamengo. A decisão permite que o jogador atue normalmente até o julgamento em segunda instância, no Pleno do tribunal, ainda sem data definida.
Na semana passada, Bruno Henrique havia sido suspenso por 12 partidas após ser condenado por manipulação ao forçar um cartão amarelo em 2023, situação que teria favorecido apostadores.
Apesar da liberação, o atacante não foi relacionado para enfrentar o Juventude neste domingo (15), pela 23ª rodada da Série A, em Caxias do Sul. Segundo o clube, ele sentiu dores durante o treino e, diante da demora na confirmação da decisão do STJD, acabou poupado. O foco do Flamengo agora está no duelo contra o Estudiantes, pela Libertadores, na quinta-feira (18).
Em nota oficial, o clube informou: “O Clube de Regatas do Flamengo informa que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deferiu o pedido de efeito suspensivo da decisão que havia aplicado 12 jogos de suspensão ao atleta Bruno Henrique. A medida, aguardada pelo Flamengo diante dos votos divergentes apresentados na 1ª Comissão Disciplinar — que acolheram a preliminar de prescrição — garante a plena condição de jogo do atacante até o julgamento do caso pelo Pleno do Tribunal. Dessa forma, Bruno Henrique está liberado para atuar normalmente pela equipe rubro-negra.”
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu reduzir de quatro para três partidas a suspensão do lateral Eduardo, do Cruzeiro, expulso na derrota para o Vitória, em junho. O julgamento do Pleno ocorreu nesta quinta-feira, e não cabe mais recurso. Como já cumpriu uma partida, o atleta será baixa contra Bahia e Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro.
Em primeira instância, no dia 22 de agosto, Eduardo havia sido punido com quatro jogos de afastamento. A defesa conseguiu efeito suspensivo, o que permitiu sua participação contra Internacional e São Paulo até a análise do recurso.
O jogador foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punição para casos de agressão física em partidas oficiais. O cartão vermelho foi aplicado diretamente após falta dura em Jamerson, lateral do Vitória, nos acréscimos do primeiro tempo.
A Procuradoria chegou a pedir que a suspensão fosse equivalente ao tempo de afastamento do atleta do Vitória, que sofreu fratura no tornozelo direito e ruptura de ligamentos, o que representaria até 180 dias fora de combate. A solicitação foi rejeitada pelos auditores.
O lance ocorreu após um carrinho de Eduardo, que travou o tornozelo de Jamerson. O jogador do Vitória caiu imediatamente, com fortes gritos de dor, e precisou deixar o campo de maca, sendo levado de ambulância. A torcida rubro-negra reagiu com indignação e chamou o meia cruzeirense de “assassino”. Na Toca do Leão, Jamerson passou por cirurgia e segue em recuperação.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou, nesta sexta-feira (5), o rebaixamento do União-TO por conta da escalação irregular do zagueiro Sheik na primeira fase do Campeonato Tocantinense. A decisão atendeu ao recurso apresentado pelo Batalhão, que havia caído na atual edição, mas foi reintegrado à elite após a vitória no julgamento.
O processo teve origem na utilização do defensor, que entrou em campo na segunda rodada, em jogo atrasado, mesmo estando suspenso por acúmulo de três cartões amarelos. A falha foi registrada após erro de comunicação do árbitro Fernando Henrique Alcântara na súmula da partida. O União venceu por 2 a 0, mas acabou enquadrado no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
Pelo regulamento, o clube perdeu seis pontos, foi multado em R$10 mil e acabou rebaixado. A diretoria informou que pretende recorrer. "O atleta só foi relacionado após consulta à Federação Tocantinense de Futebol (FTF), que autorizou sua inclusão", alegou o União em nota.
Com a mudança, o Gurupi assumiu vaga no G-4 e enfrentará o Tocantinópolis na semifinal. A outra disputa será entre Araguaína e Capital. A FTF (Federação Tocantinense de Futebol) declarou que só vai se manifestar após a publicação oficial da decisão. Ainda cabe recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) agendou para sexta-feira (5), às 10h, no Rio de Janeiro, o julgamento do pedido de anulação da partida entre Anápolis e Guarani, válida pela 13ª rodada da Série C, disputada em 21 de julho. A decisão pode alterar a configuração do G-8 e do Z-4 da competição.
O processo foi movido pelo Guarani, que acusa erro de direito da arbitragem de Marcello Ruda Neves (DF). O clube alega que o Anápolis atuou por alguns minutos com 12 jogadores em campo. O atacante João Celeri teria permanecido no gramado mesmo após a entrada de Igor Cássio, participando inclusive de um lance defensivo em cobrança de escanteio. O placar já marcava 2 a 0 para os goianos, resultado que se manteve até o fim.
A denúncia se baseia no artigo 259, parágrafo 1º, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê a possibilidade de anulação da partida em caso de erro de direito capaz de influenciar o resultado.
POSSÍVEIS MUDANÇAS
Caso o jogo seja remarcado, os impactos podem atingir diferentes frentes da tabela. O Guarani, já classificado ao quadrangular final, pode alterar sua posição entre os oito primeiros. Uma vitória simples colocaria o time na sexta posição; triunfos por dois ou mais gols poderiam mudar o grupo em que será inserido. Já uma derrota por três gols faria a equipe cair para oitavo lugar, entrando no Grupo B ao lado de Caxias, Londrina e Floresta ou São Bernardo.
No cenário da parte de baixo da tabela, o Anápolis também corre riscos. Se não repetir a vitória, o clube pode ser rebaixado à Série D. Nesse caso, o CSA, que encerrou a fase classificatória com 22 pontos, se beneficiaria e garantiria a permanência na terceira divisão.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aguarda o resultado do julgamento para confirmar a sequência da competição. Existe a possibilidade de adiamento da primeira rodada do quadrangular final, marcada para sábado (6). Os confrontos previstos são Guarani x Ponte Preta, no Brinco de Ouro, e São Bernardo x Londrina, no ABC paulista.
O julgamento do jogador Bruno Henrique, do Flamengo, nesta quinta-feira (4), por supostamente ter recebido um cartão amarelo que beneficiou apostadores terá uma novidade. A Procuradoria do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva deve usar um vídeo em que o atuante em jogos de azar Douglas Ribeiro Pina Barcelos afirma que sabia, antecipadamente, que o atleta receberia um cartão amarelo no duelo contra o Santos pelo Brasileirão de 2023.
O atleta foi denunciado baseado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: o 243, sobre atuar de modo prejudicial à equipe que defende e o 243-A sobre atuar de forma contrária à ética desportiva para influenciar o resultado.
Caso seja condenado, Bruno Henrique pode ser suspenso por até 2 anos e mais 24 partidas. Além disso, também deve ser multado em até R$200 mil.
Douglas Barcelos, indiciado por ter sido um dos que fizeram apostas no cartão amarelo do atleta, assumiu ao Ministério Público que sabia que o atacante seria punido. Durante a semana, o STJD pediu acesso ao vídeo em acordo com a não persecução penal do apostador.
Além disso, Barcelos é amigo do irmão de Wander Nunes Pinto Júnior, irmão de Bruno Henrique, que teria compartilhado a informação sobre o cartão amarelo no jogo contra o Santos.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspendeu o meia Eduardo, do Cruzeiro, por quatro jogos, por causa do carrinho em Jamerson, lateral do Leão, que gerou a expulsão do jogador cruzeirense na partida contra o Vitória, na 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O julgamento foi realizado nesta sexta-feira (22).
O lateral-esquerdo do Vitória fraturou o tornozelo e rompeu os ligamentos. A procuradoria tinha pedido que Eduardo ficasse suspenso enquanto Jamerson está afastado dos gramados, respeitando o prazo de 180 dias. No entanto, os auditores negaram essa ideia.
Imagens fortes: o lance da expulsão de Eduardo, do Cruzeiro, pela entrada em Jamerson. O jogador do Vitória saiu de ambulância.
— Planeta do Futebol ???? (@futebol_info) June 12, 2025
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De acordo com a apuração do portal ‘ge’, o time mineiro vai entrar com recurso para que Eduardo possa jogar contra o Internacional, neste sábado (23), no Mirão, às 18h30, em jogo da 21ª rodada do Brasileirão.
O atleta cumpriu suspensão automática na rodada seguinte, contra o Grêmio, e terá que ficar mais três partidas sem jogar. O efeito suspensivo serve para que o jogador fique à disposição até o julgamento do recurso do Cruzeiro no Tribunal Pleno do STJD.
O meia de 35 anos foi punido no Artigo 254, parágrafo I, inciso I, que fala sobre "praticar agressão física durante a partida, prova ou equivalente".
Na tarde desta quinta-feira (31’), durante o julgamento do recurso do atacante Dudu, do Atlético-MG, no processo envolvendo a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, a advogada do atleta argumentou que o termo “VTNC” não se trataria de um caso de misoginia, porque se fosse algo do tipo, a tradução seria “Vai trabalhar na cozinha”.
Advogada de Dudu sobre o "VTNC" para Leila Pereira: "Seria misoginia se falasse vai trabalhar na cozinha."
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) July 31, 2025
Jogador do Galo está sendo julgado pelo Pleno do STJD nessa quinta-feira (31) após pedido de redução de pena.
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“Senhores, já começa que VTNC, se ele quisesse, já que dizem ser tão ofensiva essa afirmação, muito embora no convívio com a mocidade hoje, e indo aos campos de futebol, é o que a gente mais ouve. Se isso significa ‘Vai tomar no **’, para mim seria misoginia se fosse ‘Vai trabalhar na cozinha’, porque aí sim estaria falando de algo que atingia todas (mulheres)”, explicou.
O julgamento em questão teve de ser suspenso, porque a auditora relatora, Antonieta da Silva, não conseguiu comparecer à sessão no pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta de problemas de saúde. Com a ausência, o andamento do julgamento foi impedido.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concedeu nesta segunda-feira (21) um efeito suspensivo parcial ao atacante Dudu, do Atlético-MG. A decisão isenta, parcialmente, o pagamento da multa de R$90 mil imposta na última sexta-feira (18), mas mantém a suspensão de seis jogos. Com isso, o jogador seguirá fora das próximas cinco partidas do clube em competições organizadas pela CBF.
A punição foi aplicada pela 5ª Comissão Disciplinar do STJD, que julgou o atleta por um episódio de misoginia contra Leila Pereira, presidente do Palmeiras. O Atlético-MG entrou com pedido de suspensão imediata da pena, visando a liberação de Dudu para enfrentar o ex-clube no último domingo (20), no Allianz Parque. No entanto, o jogador já cumpriu a primeira das seis partidas de gancho.
Dudu poderá atuar normalmente na próxima quinta-feira (25), diante do Bucaramanga, pela Copa Sul-Americana, já que o torneio é organizado pela Conmebol e não sofre influência da sanção do STJD. Em seguida, o Galo encara o Flamengo duas vezes: no domingo (28), pelo Campeonato Brasileiro, e na quarta-feira (31), pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Caso o clube não consiga reverter a punição, o atacante também ficará de fora dos confrontos contra o Bragantino, Flamengo (volta da Copa do Brasil) e Vasco, todos pelo Brasileirão.
Leila x Dudu
O conflito entre Dudu e Leila Pereira ganhou repercussão pública no ano passado, após o atacante romper contrato com o Palmeiras. À época, a presidente criticou a postura do jogador, afirmando que ele “saiu pela porta dos fundos”.
Em resposta, Dudu publicou: “O caminhão estava pesado e mandaram eu sair pelas portas do fundo!!! Minha história foi gigante e sincera, diferente da sua senhora Leila Pereira. Me esquece. VTNC”, mencionando diretamente o perfil da dirigente.
Em entrevistas posteriores, Leila afirmou: “Se fosse um homem, ele não teria coragem de fazer isso como nunca houve na história do futebol brasileiro”. E acrescentou, em maio deste ano: “Não tenho dúvida que tudo o que esse atleta fez é porque sou mulher.”
O caso também se desenrola na esfera judicial. A presidente do Palmeiras move uma ação cível contra o jogador. Já Dudu apresentou na semana passada uma queixa-crime contra Leila, alegando injúria e difamação. O processo tramita na 13ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo, e a audiência está marcada para 26 de agosto.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou nesta quarta-feira (7) que instaurou um inquérito para apurar possível infração disciplinar do atacante Bruno Henrique, do Flamengo. A medida foi tomada após o jogador ser indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de forçar um cartão amarelo em uma partida contra o Santos, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2023, com o objetivo de beneficiar apostadores, incluindo familiares.
A decisão foi assinada pelo presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo Teixeira, com base no artigo 81 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
“Considerando o conteúdo compartilhado em 5 de maio de 2025 e com fulcro nas atribuições conferidas pelo art. 81 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), determino de ofício a instauração de inquérito para apurar possível infração disciplinar cometida pelo atleta Bruno Henrique Pinto, do Clube de Regatas do Flamengo (CRF), relacionada a suspeita de manipulação de resultados”, escreveu.
O auditor Maxwell Borges de Moura Vieira foi designado como responsável pela condução do inquérito. Ele terá 15 dias para apresentar um relatório, prazo que pode ser prorrogado por mais uma quinzena. A Procuradoria do STJD foi notificada para acompanhar o processo.
Como não houve solicitação de suspensão preventiva, Bruno Henrique permanece à disposição do Flamengo. Desde o indiciamento, ele disputou seis partidas, três como titular e três saindo do banco, sem registrar gols ou assistências.
O clube carioca mantém o atacante em atividade amparado na presunção de inocência e aguarda a conclusão das investigações.
No início de maio, a Justiça do Distrito Federal negou o pedido de parentes do jogador para impor sigilo ao caso. O juiz Fernando Brandini Barbagalo também autorizou o compartilhamento das provas com o STJD e rejeitou um recurso da defesa do atleta contra o envio do material à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, em andamento no Senado.
Pouco mais de 12 horas depois do caso de racismo durante Internacional x Sport, no Brasileirão Feminino, o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luís Otávio Veríssimo Teixeira, determinou a perda de mando de campo de três partidas ao Internacional, no Brasileiro Feminino. O clube gaúcho jogará, como mandante, com portões fechados na competição até que haja o julgamento do colegiado do STJD.
No fim da partida entre Inter x Sport, logo após o gol do time pernambucano, uma banana foi arremessada contra o banco de reservas da equipe. O Colorado, nesta terça, afirmou que uma de suas atletas da base foi responsável por atirar uma banana em direção ao banco de reservas do Sport.
"Defiro o pedido liminar para determinar, cautelarmente, a perda de mando de campo pelo Sport Club Internacional, com realização das partidas com portões fechados, até o julgamento por colegiado da denúncia anunciada pela Procuradoria, a quem cabe a adoção de rito urgente para formalização do ato. Caso o julgamento por colegiado não se dê a tempo, os efeitos da presente ordem se limitam a três partidas", escreveu o presidente Luís Otávio Veríssimo Teixeira.
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— Bastidores da ilha (@bastidoresdilha) March 31, 2025
Torcida do Internacional joga banana em jogadoras do Sport no Campeonato Brasileiro Feminino.
Que absurdo! pic.twitter.com/cOUyprpCOh
O duelo aconteceu no campo do Sesc Campestre, em Porto Alegre, que terminou em 2 a 2. Ainda na segunda, a CBF havia enviado de imediato toda a documentação ao órgão referente ao episódio e pedido punição.
“O futebol brasileiro agiu rápido no combate ao racismo. Em pouco mais de 12 horas, a Justiça Desportiva já proferiu uma decisão dura, colocando o Internacional para jogar com portões fechados até o que o caso seja julgado. Em casos de racismo a CBF sempre se antecipa e vai propor punições preventivas contra os racistas. Desta vez não foi diferente”, disse o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) condenou, nesta sexta-feira (14), sete pessoas por participação em um esquema de manipulação de resultados na Série D do Campeonato Brasileiro de 2024. O caso envolve a partida entre Patrocinense e Inter de Limeira, disputada em 1º de junho, no interior de São Paulo, e que terminou com vitória da equipe paulista por 3 a 0.
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Entre os punidos estão jogadores, membros da comissão técnica e investidores ligados ao clube mineiro na época. O esquema foi identificado por uma empresa especializada em detecção de fraudes, cujo relatório levou à investigação.
O técnico Estevam Soares, que já comandou clubes como Palmeiras, Botafogo e Coritiba, foi multado em R$ 20 mil por ter conhecimento da manipulação e não denunciá-la. Seu auxiliar, Dodô, recebeu multa de R$ 10 mil.
Os jogadores Richard Bala e Felipe Gama foram suspensos por 720 e 549 dias, respectivamente, além de multas de R$ 25 mil e R$ 20 mil. Segundo o relatório, Richard marcou um gol contra, enquanto Felipe facilitou um dos gols da Inter de Limeira. O lateral Dener, que sabia do esquema, foi multado em R$ 2,5 mil.
Já o dirigente Anderson Ibrahim Rocha e o investidor Marcos Vinícius da Conceição, apontados como responsáveis por agenciar os atletas, foram banidos do esporte. Anderson também recebeu multa de R$ 50 mil, enquanto Conceição foi punido com R$ 25 mil.
O relator do caso, Gustavo Favero Vaughn, destacou que as provas contra os envolvidos foram consistentes. "Há prova confortável", afirmou.
Através do Supremo Tribunal de Justiça, o Atlético-MG conseguiu a redução de pena imposta após a final da Copa do Brasil, contra o Flamengo, na Arena MRV. Por conta da conquista do Galo, ao invés de 10 jogos sem torcida, o clube terá 6 partidas sem torcida, sendo que os três duelos com os portões fechados já foram cumpridos. As outras três disputas contarão apenas com mulheres, crianças e pessoas com deficiência.
No fim do ano passado, o Atlético já havia sido punido, inicialmente, com 10 jogos com portões fechados, e atuou contra Juventude, Botafogo e Athletico-PR aplicando a punição. Além disso, o clube também foi submetido a uma multa avaliada em cerca de R$ 198 mil, mais R$ 20 mil por gritos homofóbicos por parte da torcida.
Depois do apito final, a disputa que valia a taça da Copa do Brasil presenciou uma briga generalizada nas arquibancadas, além de invasões de campo e bombas arremessadas no gramado.
Um inquérito do STJD que apurava a manipulação em um dos jogos da Patrocinense no Campeonato Brasileiro da Série D 2024 apontou seis nomes como responsáveis pelo esquema que favoreceu apostadores. O auditor Rodrigo Aiache Cordeiro foi quem tomou a decisão que acarretou na indiciação dos nomes para a Polícia Federal. A informação foi inicialmente veiculada pelo site ge.globo.
Os nomes apontados pelo tribunal aparecem no relatório de conclusão do inquérito assinado por Rodrigo Aiache. A decisão foi tomada após as investigações da Polícia Federal, que foram iniciadas depois da suspeita de irregularidades na partida entre Inter de Limeira e Patrocinense em junho do ano passado, o jogo foi vencido por 3 a 0 pelo time paulista.
Um dos nomes citados no relatório é o de Estevam Soares, técnico que comandou o Patrocinense na partida investigada, também é lembrado por ser o treinador do Palmeiras na campanha de quarto colocado no Brasileirão de 2004. Além de Estevam, outros nomes estão envolvidos no caso:
Richard Sant Clair da Silva (Richard Bala) - ex-zagueiro do Patrocinense que entrou em campo contra a Inter de Limeira;
Felipe Gama Chaves - ex-goleiro do Patrocinense que entrou em campo contra a Inter de Limeira. Hoje, está no Darmstadt, da Alemanha;
Rodolfo Santos de Abreu (Dodô) - auxiliar técnico do Patrocinense na época da partida;
Anderson Ibrahin Rocha - dirigente que assumiu gestão do futebol do clube na época;
Marcos Vinicius da Conceição - possível investidor.
De acordo com o auditor, as atitudes de Richard Bala, Estevam, Felipe Gama, Rodolfo Santos e Anderson Ibrahin se enquadram no artigo 242 do Código Brasileiro da Justiça Desportiva, que aponta como infração "atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende". A pena prevista no código é de multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de 180 a 360 dias.
Amderson e Marcos Vinicius devem responder pelo artigo 243, que prevê ilegalidade no ato de "dar ou prometer vantagem indevida a membro de entidade desportiva, dirigente, técnico, atleta ou qualquer pessoa natural, para que, de qualquer modo, influencie o resultado de partida, prova ou equivalente". A pena também é de R$ 100 a R$ 100 mil.
Após a conclusão do inquérito, o auditor enviou o processo para a Procuradoria de Justiça Desportiva, que vai analisar o documento. Os seis nomes acusados devem ser denunciados e julgados com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
No inquérito, Rodrigo Aiache detalhou a participação de cada envolvido no caso. Segundo o auditor, Anderson Ibrachin, dono da empresa Air Golden que firmou parceria com o Patrocinense em abril, "cooptava jogadores a atuar na manipulação de partidas". Em investigação da Polícia Federal, a atuação do empresário foi confirmada em mensagens coletadas.
Os jogadores Richard Bala e Felipe Gama entraram em campo no jogo contra o Inter de Limeira. O relatório diz que Richard fez um gol contra e Felipe "deixou" o adversário fazer o primeiro gol, sendo os dois atos considerados propositais. Após a partida, a diretoria do Patrocinense rompeu o contrato com a Air Golden.
Demitido logo depois da partida, o técnico Estevam teria escalado os dois jogadores a pedido de Anderson Ibrachin. O STJD afirma que o treinador tinha conhecimento do esquema após confirmação de troca de mensagens. Já o auxiliar Dodô, além de ter conhecimento da manipulação, "teria ameaçado um dos atletas do Patrocinense para que contribuísse para a manipulação do resultado", de acordo o relatório.
Conforme detalhado pelo documento, Marcos Vinicius era um dos investidores e foi chamado de "chefe" por Richard Bala em troca de mensagens. O atleta teria recebido de Marcos um smartphone e a quantia de R$ 5 mil como recompensa pelo cumprimento do combinado.
Confira o comunicado oficial da atual diretoria do Patrocinense:
O Clube Atlético Patrocinense (CAP) vem a público esclarecer aos seus torcedores e à população de Patrocínio/MG sobre as recentes notícias divulgadas pela imprensa, que associam o clube a supostos casos de manipulação de resultados em partidas. Tais matérias não correspondem à realidade dos fatos e distorcem os acontecimentos.
Durante o Campeonato Mineiro de 2024, o CAP enfrentou uma grave crise financeira, que culminou em sua desistência da competição por absoluta falta de recursos. Poucas semanas após essa decisão, às vésperas do início do Campeonato Brasileiro Série D, o clube foi procurado pela empresa AIR Agenciamento e Marketing Ltda – Agency Air Golden, representada pelo senhor Anderson Ibrahim Rocha, com uma proposta de parceria desportiva.
A empresa AIR GOLDEN ofereceu um contrato de gestão esportiva no qual se comprometia a assumir o pagamento da folha salarial dos atletas e demais despesas relacionadas às partidas. Em contrapartida, teria a prerrogativa de indicar alguns atletas para compor o elenco do clube. A proposta foi cuidadosamente analisada pelo CAP, pois os recursos oferecidos pela empresa seriam fundamentais para viabilizar a participação no Campeonato Brasileiro Série D.
O contrato foi firmado no dia 1º de abril de 2024, com vigência de seis meses, prorrogáveis por mais 24 meses, caso o clube obtivesse acesso ao Campeonato Brasileiro Série C.
No entanto, durante a disputa da Série D, o CAP identificou comportamentos suspeitos por parte de alguns atletas, indicando possíveis vendas ilegais de lances para casas de apostas. Diante disso, o clube imediatamente acionou a Unidade de Integridade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), denunciando os fatos.
Paralelamente, o contrato de gestão esportiva com a empresa AIR GOLDEN foi rescindido antecipadamente. Desde então, o CAP tem colaborado ativamente com as autoridades competentes, fornecendo todas as informações solicitadas, participando de audiências no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e prestando esclarecimentos no Senado Federal. Durante essas apurações, ficou evidente que o Clube Atlético Patrocinense foi VÍTIMA de um esquema criminoso conduzido pela empresa AIR GOLDEN, cujo representante, ANDERSON IBRAHIM ROCHA, também participou em sessão do Senado em agosto/2024 sobre as manipulações de resultados por meio de apostas esportivas.
Como consequência dos atos ilícitos praticados pela AIR GOLDEN, o CAP também enfrenta diversas ações trabalhistas devido à inadimplência da empresa em relação ao pagamento dos salários dos atletas e funcionários, uma obrigação que deveria ter sido cumprida pela parceira à época.
Diante do exposto, o Clube Atlético Patrocinense reitera seu compromisso com a transparência e comunica as devidas informações aos seus torcedores e à população de Patrocínio/MG. O clube aguarda a conclusão das investigações pelas autoridades competentes e espera que todos os responsáveis por esses atos sejam devidamente punidos.
O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva decidiu punir o atacante do Cruzeiro, Rafael Silva, expulso aos 17 segundos da partida contra o Athletico-PR, na 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Denunciado no Artigo 254-A do CBJD que fala sobre agressão física durante uma partida, o jogador podia ter sido suspenso de até 12 jogos, mas terá de pagar 4 partidas sem atuar.
O jogador possuia contrato com o Cabuloso até 31 de dezembro, e se despediu do clube assim que a temporada acabou. Caso feche com algum clube brasileiro, terá de cumprir a suspensão nas competições organizadas pela CBF.
Logo na saída de bola, Rafa Silva correu para disputar o lance, que estava na posse do Athletico, e acertou uma cotovelada em Kaique Rocha. Além da expulsão, o atleta foi investigado, mas confirmaram que o lance não aparentou conter manipulação.
O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol, Luís Otávio Verissimo acatou o pedido da Procuradoria e interditou, provisoriamente, a Arena MRV, por conta dos atos violentos que aconteceram no último domingo (10), na final da Copa do Brasil entre Atlético-MG e Flamengo. Além disso, nesta terça-feira (12), ainda foi determinado que o Galo mandasse seus jogos para outro estádio com portões fechados, até que o clube comprove as medidas necessárias que garantam a segurança da arena.
Confira a seguir a decisão do presidente Luís Otávio:
“Trata-se de medida inominada acautelatória apresentada pela Procuradoria de Justiça Desportiva (PGJD) visando a interdição da ARENA MRV e a realização dos jogos do Clube Atlético Mineiro SAF, na condição de mandante, em outras praças desportivas, com portões fechados, em razão dos atos de violência; invasão e tentativa de invasão de campo; arremesso de bombas e outros objetos pela torcida; bem como apontamento de laser contra o goleiro adversário, fatos ocorridos na partida de 10/11/2024, contra o CR Flamengo, válida pelo segundo jogo da fase final da Copa do Brasil de 2024, disputada em Belo Horizonte”, afirmou.
A decisão ainda foi baseada no grande número de provas, entre documentos e vídeos, que comprovam arremessos de objetos e bombas, incluindo o caso do fotógrafo que foi atingido.
Com o prazo de dois dias para se pronunciar no STJD, o próximo jogo do Galo será no dia 20 de novembro, pelo Campeonato Brasileiro, contra o Botafogo. Por conta da interdição, a diretoria do time ainda não definiu onde será a partida.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).