Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
/
Tag

Artigos

Nelson Cadena
 A mãe da gula
Foto: Acervo pessoal

A mãe da gula

Andei revisitando os sete pecados capitais, os que o Papa Gregório I publicitou, dizem que inspirado nos oito pensamentos malignos que o monge Evágrio Póntico listou no século IV do cristianismo. Não com a intenção de corrigir meus erros, levar uma vida virtuosa. Já passei dessa fase. Alguns me parecem pecados, apenas no dia seguinte. Sei que o arrependimento é um ato de generosidade do tipo não vou pecar mais, juro! Pelo menos nesta semana. Na próxima, talvez, a depender da oportunidade. 

Multimídia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
O deputado estadual Adolfo Menezes opinou sobre o uso de emendas parlamentares e a contratação de grandes atrações em cidades do interior da Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o deputado afirmou ser contra o pagamento de altos valores em dinheiro em cidades pequenas. Na ocasião, ele citou como exemplo shows de cantores como Gustavo Lima e Wesley Safadão, que cobram valores superiores a R$ 1 milhão.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

esporte olimpico

Keno Marley vence Agnaldo Cruz por decisão unânime avança para as semifinais no Brasileiro de Boxe 2026
Foto: YouTube / CBBoxe

O baiano Keno Marley começou com o pé direito sua participação no Campeonato Brasileiro de Boxe 2026. Na última sexta-feira (1º), o pugilista venceu Agnaldo Cruz por decisão unânime, em combate realizado no Rafain Palace Hotel, em Foz do Iguaçu. 

 

Lutando na categoria até 90kg, Keno confirmou o favoritismo e controlou maior parte das ações ao longo da luta. Seguro nos rounds, o atleta não deu brechas ao adversário e garantiu a vitória sem maiores dificuldades na estreia.

 

Na edição anterior, Keno foi vice-campeão, quando foi superado na final por Isaias Filho. 

 

Vale lembrar que, apesar na carreira do boxe amador, Keno Marley também já iniciou sua trajetória no profissional em 2025, ao assinar com a Most Valuable Promotions, organização liderada por Jake Paul. A estreia ocorreu em Miami, com vitória sobre Diarra Davis Jr., também por decisão unânime.

 

Mesmo com a nova fase no profissional, o foco principal segue sendo o ciclo olímpico. O baiano já declarou que pretende disputar os Jogos de Los Angeles 2028. Ele disputa a semifinal neste sábado (2), podendo disputar a final neste domingo (3). 

 

O Campeonato Brasileiro de Boxe 2026 reúne os principais nomes da modalidade no país e segue até este domingo, com mais combates decisivos previstos ao longo do fim de semana. Na categoria feminina, a Bahia também é representada pro Bia Ferreira, que também venceu na sua estreia. 

Esquiva Falcão vende medalha de prata olímpica para investir em projeto pessoal: "Estou muito triste com isso"
Foto: Divulgação

O boxeador Esquiva Falcão decidiu vender a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. O anúncio foi feito pelo próprio atleta nas redes sociais, acompanhado de reflexões sobre sua carreira e o cenário do esporte no país.

 

 

De acordo com Esquiva, a negociação não teve relação com dificuldades financeiras imediatas, mas sim com planejamento pessoal. O lutador pretende utilizar o valor para investir em uma academia própria e garantir melhores condições para sua família.

 

"Eu não vendi a medalha por dívida financeira. Um dos motivos foi que eu quero abrir a minha própria academia. Hoje tenho uma, mas o lugar é alugado. Além disso, quero dar uma vida melhor aos meus filhos. Quero deixar bem claro também: ninguém vende a medalha porque quer; sempre existe um motivo", explicou.

 

O valor da venda e a identidade do comprador não foram revelados, uma vez que o atleta afirmou que os detalhes da negociação foram mantidos em sigilo. Para Esquiva, o objeto conquistado em 2012 foi um dos maiores marcos de sua trajetória no boxe.

 

“Hoje me despeço de um dos maiores símbolos da minha vida: minha medalha olímpica. Minha maior conquista no boxe. Ela representa muito mais do que prata; representa a luta de um menino sonhador", afirmou.

 

Na Olimpíada de Londres, o brasileiro competiu na categoria até 75 kg (médios) e avançou até a final, na qual foi superado pelo japonês Ryota Murata por uma diferença mínima de pontos. Durante a campanha, venceu adversários como Soltan Migitinov, Zoltán Harcsa e Anthony Ogogo.

 


Foto: Instagram / @esquivafalcao

 

O desempenho consolidou, à época, a melhor participação de um brasileiro no boxe olímpico, marca superada posteriormente pelo ouro de Robson Conceição nos Jogos do Rio 2016.

 

Ao comentar a decisão, Esquiva também relacionou o episódio à realidade enfrentada por atletas no Brasil, especialmente após grandes conquistas.

 

"Estou muito triste com isso. Essa decisão doeu muito, porque essa medalha carrega parte da minha alma e da minha família. Não é apenas um objeto. Isso me fez refletir sobre uma realidade dura do nosso país. Muitas vezes, o atleta olímpico não recebe o devido valor. Mesmo após o pódio, falta apoio e valorização", desabafou.

 

Mesmo com a venda, o boxeador reforçou que o legado e a trajetória construída no esporte permanecem intactos.

Brasil conquista prata na Copa do Mundo de ginástica rítmica em Baku
Foto: Reprodução / Sportv

O conjunto brasileiro de ginástica rítmica conquistou a medalha de prata na prova das cinco bolas durante a etapa da Copa do Mundo disputada em Baku, no Azerbaijão.

 

Com nota 26.350, a equipe formada por Duda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi e Sofia Pereira ficou atrás apenas de Israel, que levou o ouro com 26.650. O Uzbequistão completou o pódio com 25.450.

 

Conhecidas como “leoas”, as brasileiras se apresentaram com a nova coreografia para o ciclo olímpico ao som de “Feeling Good”, clássico de Nina Simone. Vice-campeãs mundiais em 2025, elas haviam estreado a série na etapa de Tashkent, quando terminaram na oitava posição. Em Baku, a equipe apresentou evolução na execução e garantiu a medalha de prata.

 

Sob o comando da técnica Camila Ferezin e da coreógrafa Bruna Martins, o Brasil também disputou a final mista neste domingo, na prova de três arcos e dois pares de maças.

 

Na apresentação, realizada ao som de “Abracadabra”, da cantora Lady Gaga, a equipe contou com a entrada de Nicole Pircio no lugar de Mariana Gonçalves. Apesar de ter conquistado prata na mesma prova na etapa anterior, em Tashkent, o conjunto ficou fora do pódio desta vez após um erro na parte final da série.

 

Nas disputas individuais, o Brasil foi representado por Maria Eduarda Alexandre, que terminou na sétima colocação tanto na prova da bola quanto na fita.

Oscar Schmidt, Emanuel, Ricardo e dupla da vela entram no Hall da Fama do COB; saiba como foi
Foto: Alexandre Loureiro / COB

Cinco ídolos do esporte olímpico brasileiro entraram no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB) na noite da última quarta-feira (8). A cerimônia, realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, reuniu atletas, dirigentes e convidados para homenagear nomes que marcaram gerações.

 

Foram eternizados Alex Welter e Lars Björkström, da vela, Ricardo Santos e Emanuel Rego, do vôlei de praia, além de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro.

 

O evento destacou o legado deixado pelos atletas ao longo dos anos. A celebração foi conduzida pelo jornalista Marcelo Barreto e contou com momentos de emoção, homenagens e resgate histórico.

 

Presidente do COB, Marco La Porta ressaltou o papel do Hall da Fama na preservação da memória esportiva.

 

"Nossos heróis olímpicos receberam hoje, no icônico Copacabana Palace, o justo reconhecimento por nos ajudarem a construir a história do esporte brasileiro, passarão a integrar o nosso Hall da Fama. Nossa Nação Esportiva não se constrói apenas com resultados presentes. Ela se molda também com memória, com respeito ao passado e com a valorização daqueles que abriram caminhos e que sempre vão inspirar gerações. Preservar essas histórias é preservar a essência do movimento olímpico brasileiro e fortalecer o caminho que queremos seguir. O Hall da Fama cumpre exatamente essa missão", disse.

 

A noite começou com a homenagem a Oscar Schmidt. Ícone do basquete mundial, o ex-jogador teve a carreira exaltada como símbolo de excelência e dedicação ao esporte. Ausente na cerimônia, foi representado pelo filho, Felipe Schmidt.

 

"Infelizmente meu pai não pôde estar aqui conosco, mas ele está muito feliz e honrado em receber essa homenagem. Todos aqui viram a dedicação que ele teve dentro do esporte, do basquete, principalmente na seleção brasileira. Ele ter falado ‘não’ para a NBA, para defender a seleção brasileira, foi uma das suas maiores felicidades, principalmente no Pan-americano de 87 e nos Jogos Olímpicos. Obrigado, COB e todos!", afirmou.

 

Outro destaque foi a dupla Alex Welter e Lars Björkström, responsável por um marco histórico na vela brasileira. Campeões olímpicos em Moscou 1980, eles encerraram um jejum de 24 anos sem ouro do Brasil nos Jogos.

 

"Ser convidado para integrar o Hall da Fama do COB foi uma honra enorme. Um reconhecimento que veio no tempo certo e que representa não apenas uma conquista individual, mas a história e o crescimento da vela e do esporte olímpico brasileiro", disse Alex Welter.

 

"Nossa parceria se construiu naturalmente, com muito entrosamento dentro e fora do barco. Quando cheguei ao Brasil, comecei a frequentar clubes náuticos e foi nesse ambiente que conheci o Alex. Eu havia conseguido trazer um barco da classe Tornado da Europa, algo bastante complexo na época, devido às restrições de importação. Esse encontro foi decisivo para a formação da nossa dupla", relembrou Lars Björkström.

 

Encerrando as homenagens, Ricardo Santos e Emanuel Rego tiveram suas trajetórias reconhecidas como uma das parcerias mais vitoriosas do vôlei de praia.

 

"Obrigado, Radamés Lattari, presidente da CBV, agradeço à toda a comissão técnica que fez parte disso, o Dentinho, que foi meu grande apoiador. À toda minha família, minha esposa, meu filho, que está aqui presente, meus outros dois filhos que não puderam vir. Mas eu queria deixar uma mensagem especial à uma pessoa que infelizmente não está mais aqui, o Paulo, que foi o responsável por minha vida esportiva, por me ingressar no vôlei. Infelizmente, o perdemos no ano passado. Certamente, sem ele eu não estaria podendo viver esse momento tão especial. Obrigado pela presença de todos!", disse Ricardo.

 

"Agradeço ao Comitê Olímpico do Brasil, não pela homenagem, mas sim por trazer esse espírito de ter mais atletas querendo estar em lugares especiais e dar oportunidade para eles. Deixo aqui meu agradecimento e reconhecimento para nossa equipe técnica, o Cajá e o Rossini, dois gigantes que nos levaram até longe", afirmou Emanuel.

 

 

HALL DA FAMA DO COB
Criado em 2018, o Hall da Fama do COB tem como objetivo preservar e valorizar a trajetória de atletas que marcaram a história olímpica do país. Com os novos integrantes, o espaço passa a contar com 44 personalidades do esporte brasileiro.

Almir Júnior sobe ao pódio na França e conquista bronze no salto triplo em prova de alto nível
Foto: Wander Roberto/COB

O brasileiro Almir Júnior conquistou a medalha de bronze na prova do salto triplo masculino do Meeting Indoor de Miramas, disputado na última sexta-feira (30), na França. Aos 32 anos, o atleta alcançou a marca de 16,52 metros, resultado que lhe garantiu lugar no pódio em uma final marcada por alto nível técnico e pela presença de nomes relevantes do circuito internacional.

 

A medalha de ouro ficou com o senegalês Amath Faye, vencedor da prova com 16,79m, marca que igualou a melhor performance mundial da temporada indoor. Já a prata foi conquistada pelo argelino Yasser Triki, que atingiu 16,70m, sua melhor marca no ano.

 

Almir Júnior iniciou a competição com um salto válido de 16,21m, mas enfrentou dificuldades de regularidade ao longo da disputa, alternando tentativas nulas com marcas abaixo do esperado. O melhor desempenho do brasileiro ocorreu na quarta rodada, quando alcançou os 16,52m que o mantiveram na briga direta pelo pódio até o fim da prova. Nas duas últimas tentativas, o atleta do Mato Grosso (MT) cometeu faltas ao adotar uma estratégia mais arriscada e não conseguiu melhorar a distância.

 

O brasileiro chegou ao meeting após conquistar a medalha de ouro no salto triplo no Meeting Indoor de Lyon, no último sábado (24), e garantiu assim seu segundo pódio em duas semanas na temporada europeia.

 

A final do salto triplo contou com a participação de sete atletas e foi disputada no Stadium Miramas Métropole, com duração aproximada de uma hora. O evento integra o circuito indoor europeu e tem como referências históricas o recorde mundial de 18,29m, estabelecido pelo britânico Jonathan Edwards, e o recorde do meeting, de 17,46m, registrado pelo italiano Andy Díaz Hernández, em 2024.

 

Com o resultado, Almir Júnior se consolida, neste início de temporada, entre os principais nomes do salto triplo no cenário internacional.

Brasil revela novos trenós do bobsled para os Jogos de Inverno de Milão-Cortina
Foto: Divulgação

A equipe brasileira de bobsled divulgou, na última sexta-feira (30), os novos trenós que serão utilizados nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. Os veículos receberam envelopamento com as cores da bandeira do Brasil e um design especial que valoriza a história do país na modalidade olímpica.

 

Os equipamentos foram finalizados na Suíça, local onde a delegação brasileira realiza a última fase de preparação para os Jogos. O projeto visual foi desenvolvido pelo designer Marcello Alves e traz seis estrelas, representando as seis participações do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno no bobsled. A estreia oficial dos trenós está prevista para a Cerimônia de Abertura, marcada para o dia 6 de fevereiro.

 

Piloto da equipe e veterano olímpico, Edson Bindilatti, que disputará sua sexta edição de Jogos Olímpicos, comentou sobre o conceito do novo equipamento:

 

“Os trenós foram inspirados no nosso capacete. O design do trenó foi feito com muito carinho pelo designer Marcello Alves e ele remeteu ali à bandeira do Brasil, até por conta de a gente ser muito patriota e estar representando o nosso país. E também tem as seis estrelas que representam as seis participações do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno no Bobsled. Esses são os detalhes do nosso trenó, que está lindo, lindo”.

 

O Brasil será representado na modalidade por Edson Bindilatti, Davison de Souza (Boka), Luís Bacca, Rafael Souza e Gustavo Ferreira. As competições do bobsled nos Jogos de Inverno terão início no dia 16 de fevereiro, com a disputa da prova 2-Man.

 


Foto: Divulgação

Rio Indoor 250: Marcus D’Almeida cai na semifinal para Thomas Chirault e lamenta: "Preciso me dedicar mais ao indoor"
Foto: Gabriel Freiman / Brasil Arco

A esperada final entre o brasileiro Marcus D’Almeida e o americano Brady Ellison não se concretizará no Rio Indoor 250. O arqueiro brasileiro foi derrotado na semifinal pelo francês Thomas Chirault por 6 a 4, enquanto Ellison venceu o colombiano Santiago Arcila pelo mesmo placar, garantindo vaga na decisão.

 

O confronto entre D’Almeida e Chirault foi marcado pelo equilíbrio:

 

  • 1º Set: Empate em 30/30.
  • 2º Set: D’Almeida assumiu a frente, fazendo 30/29.
  • 3º Set: Novo empate em 30/30.
  • 4º Set: Chirault fez 30/29, garantindo a vitória e a vaga na final.

 

Após a derrota, Marcus D’Almeida reconheceu a superioridade do adversário na modalidade e lamentou a necessidade de maior dedicação ao tiro com arco indoor.

 

“Ele é um bom arqueiro de indoor. Todo mundo na Europa começa no indoor. Ele é de um clube lá que é muito tradicional nessa modalidade, então eu sabia que ia ser difícil. Para mim, fica claro que preciso me dedicar mais ao indoor. Não é minha prova favorita, mas é algo que precisa melhorar”, disse o brasileiro.

 

D’Almeida apontou a diferença cultural na Europa, onde a prática indoor é mais comum devido aos climas frios, e citou que ele só começou a competir neste circuito em 2022, após quase dez anos focado no outdoor.

 

 

O atleta também expressou sua insatisfação com as regras da World Archery, que desde 2022 contam os pontos do indoor para o ranking mundial geral, misturando-o com o outdoor e o field.

 

“A gente acaba tendo que ser especialista em quase tudo. É difícil, sim. São modalidades muito diferentes. Na minha opinião, não deveria ser dessa forma, mas essa é a regra. Então você precisa se acostumar e se adaptar”, reclamou D’Almeida.

Por causa do antidoping, aceitação do fisiculturismo como esporte olímpico foi meio a meio, diz presidente da IFBB-BA
Foto: Divulgação / IFBB

O Fisiculturismo não conseguiu entrar no programa dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. No entanto, a modalidade é um esporte olímpico e fez parte das disputas do Pan-Americano de 2019, em Lima, no Peru, onde o Brasil foi representado por dois atletas, um deles o baiano Juscelino Santos. Uma polêmica é o uso de esteroides anabolizantes, prática comum no meio. Inclusive a questão gerou dúvidas e fez muitos atletas torcerem o nariz quando souberam da novidade, como conta o presidente da Federação Baiana de Fisiculturismo (IFBB-BA), Marcos Santos.

 

"Foi meio que 50% positivo e 50% negativo. Porque a gente olha o fisiculturismo e a primeira coisa que a pessoa acha que para ter um físico deste tamanho tem que usar um monte de esteroides anabolizantes e tal. E dentro do esporte olímpico você precisa fazer exames antidoping", declarou em entrevista ao Bahia Notícias. "Alguns treinadores e alguns atletas não queriam que fosse justamente por causa do uso de esteroides", completou.

 

No entanto, o dirigente ressaltou que alguns campeonatos como o Brasileiro e Sul-Americano obrigam os atletas a fazerem exames antidoping, "justamente para conseguir espaço como o esporte olímpico".

Marcos Santos é presidente da IFBB-BA | Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

 

SAÚDE X ANABOLIZANTES

Esporte é sinônimo de saúde, enquanto os anabolizantes são prejudiciais ao corpo. Marcos Santos procura desmistificar que os esteróides são os principais meios para ter ficar forte e musculoso. O dirigente frisou que o acompanhamento médico é de extrema importância para administrar as doses de hormônios para que não prejudiquem o corpo do atleta.

 

"Quando o atleta tem um médico acompanhando, toda dosagem que ele vai fazer tanto de proteína que ingere na dieta, quanto algum hormônio que precisa utilizar, porque está deficiente. Todo esse trabalho é acompanhado pelo médico. Então, o atleta faz uma bateria de exames antes de fazer a preparação para o médico do esporte direcionar: "Olhe, não coma mais proteína. Se tem muito carboidrato e se aumentar isso pode desenvolver uma pré-diabetes e diabetes. Tudo isso com o consumo do alimento, não é por causa do hormônio ou algo do tipo não. Tudo precisa de um acompanhamento médico. O que acontece em relação ao esporte que as pessoas procuram entrar no esporte, fazem tudo que um atleta está fazendo sem antes passar por um médico. Então, vira uma bomba relógio. Ele pode desenvolver diabetes e não sabe por quê. Pode ter um AVC e não sabe por quê. Pode ter um problema cardíaco... Então, tem todo um cuidado que o atleta tem que ter, porque senão ele não dura", defendeu.

 

Foto: Divulgação / IFBB-BA

 

"No fisiculturismo, para que você diminua o risco, tem que ter o médico ali colado com você. Porque você ingere mais proteína do que deveria ingerir, 2kg seria o normal para ter hipertrofia. Um atleta come mais do que 2kg de proteína por peso corporal. Até a ingestão proteica do atleta é superior ao que uma pessoa normal deveria fazer. Então, o que ele tem que fazer para não sobrecarregar o fígado e os rins? Porque vai haver uma sobrecarga. Então, o médico vai direcionar para que não sobrecarregue. Problema cardíaco, se tiver um abuso de hormônio, vai hipertrofiar o coração. Vários atletas já morreram por problema no coração, porque não tiveram o acompanhamento médico devido ao lado. E tem que ter, se o cara resolver entrar no fisiculturismo ou qualquer outro esporte de alto rendimento, vai precisar de acompanhamento médico para saber se vai suportar o treino. No fisiculturismo, se o cara não tiver uma recuperação boa do treino que ele faz e devido às competições para voltar a competir de novo no ano, três ou quatro vezes, ele não aguenta. Precisa mais do que nunca procurar um médico do esporte que viva o esporte para poder ver se ele pode ou não seguir", continuou. "Antes de qualquer esporte tem que procurar um médico para ver articulações, porque senão vai se machucar. Tem que ter um profissional acompanhando, um coach para se preparar para saltar. O fisiculturismo não é diferente. Com relação a essa divisão, foi justamente por isso que tem muitos atletas que acham que não precisam passar pelo médico. Só o que o coach disser, o que o amigo faz está valendo, está ficando grande, mas não é só ficar grande. É que fique forte, grande de forma saudável", ressaltou.

 

MAIS APOIO COMO ESPORTE OLÍMPICO

Por ter se tornado esporte olímpico, o fisiculturismo ganhou mais incentivos e apoio dos governos estadual e federal.

 

"Conseguimos um espaço como esporte olímpico. Antigamente o fisiculturismo era visto como estilo de vida. Hoje não, nos tornamos esporte olímpico. Então, vamos poder representar o Brasil nos Jogos Olímpicos e nos Jogos Pan-Americanos também. Já começamos em 2019. Tivemos atletas brasileiros disputando. O Brasil e o nosso estado tem uma quantidade de atletas muito grande e a galera com um físico muito competitivo. Então, por ser um esporte olímpico, a gente consegue apoio direto com a Sudesb, com o FazAtleta. Temos um meio de conseguir verba para esses atletas que têm interesse em participar. Participando como atleta olímpico, tem um pagamento mensal para que ele se prepare. A ideia é trazer essa visão para as pessoas. Muita gente não sabe que hoje o fisiculturismo se tornou esporte olímpico, pensam que é só boxe, futebol, entre outros. Mas não, o fisiculturismo também é esporte olímpico e a gente tem esse projeto de ampliar ainda mais essa situação para que a gente consiga fazer uma equipe baiana para junto com a equipe brasileira disputar os Jogos Olímpicos e Pan-Americanos", destacou Marcos Santos.

 

O FazAtleta é uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia. Criado em 1999, o programa funciona através de uma concessão de abatimento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dado às empresas que apoiam financeiramente projetos esportivos aprovados pela Comissão Gerenciadora do Programa.

 

"A gente organiza todo um projeto anual para o atleta e aí dentro daquele projeto anual a gente classifica para competir o regional, nacional e os internacionais que vão ter durante o ano. A gente monta o projeto, manda para o Faz Atleta", explicou.

 

Foto: Divulgação / IFBB-BA

 

Outro benefício que o fisiculturismo herdou por se tornar esporte olímpico é o Bolsa Atletas, mantido pelo Governo Federal desde 2005. Trata-se de um programa de patrocínio individual de atletas de alto rendimento. No entanto, eles precisam conquistar bons resultados em competições nacionais e internacionais.

 

"As pessoas têm que começar a entender que a visibilidade para o esporte é absurda. Os benefícios que vão ter, o Bolsa Atleta, o FazAtleta. Só vão conseguir apoio da Sudesb justamente por ter se tornado esporte olímpico. Os incentivos financeiros do governo federal, estadual e prefeitura nunca iam chegar no esporte. A gente ia continuar sendo apenas 1% da população mundial que, graças a Deus, hoje não é mais, porque cresceu bastante", frisou Marcos Santos.

 

CAMINHO OLÍMPICO

Para os atletas de fisiculturismo que colocaram como meta disputar um Pan-Americano ou até chegar nas Olimpíadas, caso futuramente passe a integrar a programação, Marcos Santos também explicou o caminho a ser seguido para conseguir uma convocação para a equipe brasileira. Quem monta o time é a Confederação Brasileira de Musculação, Fisiculturismo e Fitness (CBMFF). As categorias são Bikini Fitness no feminino, e as masculinas Games Classic e Men's Physique.

 

"Ele vai passar primeiro pelo Campeonato Baiano, ficar entre o top 3. Vai para o brasileiro e também se classifica entre os três. Depois tem o Sul-Americano e novamente precisa se classificar entre os três", explicou. "Temos categorias específicas para disputar as olimpíadas, a Bikini Fitness na feminina, a Games Classic na categoria masculina e a Men's Physique também na masculina. Os campeões, quem tiver o melhor destaque dentro desse cenário de competições, serão convocados pela Confederação Brasileira para fazer parte da equipe brasileira de fisiculturismo", finalizou.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Entre a cama de gato que armaram para o Molusco no Senado e recados ao pé do ouvido, o Galego virou protagonista de crise e emendou missão internacional com timing cirúrgico. No meio de tudo isso, o Correria ainda prefere título do passado, enquanto o Pernambucano vem tentando captar os “sinais”. Teve ainda o sincericídio de Elmato e o Mauricinho da Terceira Idade que já trocou a disputa pelo doce sossego do céu de brigadeiro do TCM. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jaques Wagner

Jaques Wagner
Foto: Bahia Notícias

"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso". 

 

Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.

Podcast

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (4). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias. 

Mais Lidas