Cunha vê função na Seleção mais próxima do United e celebra volta por cima após ausência em 2022: "Muito gratificante"
Por Thiago Tolentino
Matheus Cunha concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (29), no terceiro dia de preparação da Seleção Brasileira na Granja Comary antes do amistoso contra o Panamá.
Convocado por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026, o atacante do Manchester United iniciou falando sobre a emoção de viver a preparação para o Mundial após ter ficado fora da lista de 2022, no Catar. Para o jogador, a presença na Granja Comary representa a superação de um ciclo difícil.
"No futebol, tudo na vida faz parte. Passar por momentos de dificuldade, superá-los e alcançar os objetivos. É muito gratificante, depois de tudo que eu passei, ver meu nome na lista. Dar um passo para o meu sonho e chegando [na Granja Comary] no dia do meu aniversário acho que é destino. Vamos ver. Mais um ano de vida aqui onde sempre sonhei", afirmou.
Um dos pontos abordados na coletiva foi o posicionamento de Matheus Cunha na Seleção. O atacante afirmou que, neste segundo ciclo com a Amarelinha, a função exercida se aproxima mais do papel que desempenha no United.
Segundo ele, o trabalho com Ancelotti permite maior movimentação entrelinhas e participação em zonas de criação, algo mais próximo da rotina no clube inglês.
"Sem dúvidas. Acho que nesse meu segundo ciclo de Seleção é muito mais parecido com o que jogo no clube. Mais flutuações entrelinhas e em muitos momentos jogando totalmente como meia. É uma função que vou exercendo mais no período do clube. Muito feliz com o que tem acontecido comigo num clube que sempre sonhei jogar", disse.
Matheus também comentou o fato de chegar à Copa com uma percepção mais clara sobre suas características. Antes tratado muitas vezes como centroavante de referência, o jogador afirmou que se sente mais reconhecido em uma função na qual está habituado a atuar.
"É gratificante você demonstrar e ser reconhecido, creio eu, pelo ponto mais forte. Chegar aqui agora numa posição que você é mais habituado a exercê-la durante um ano, sem dúvidas te dá mais confiança, mais felicidade. Estando aqui num período em que sempre sonhei participar, pré-Copa, acho que do que ele [Ancelotti] precisar de mim, vou tentar exercer da melhor forma possível", declarou.
Matheus Cunha também foi questionado sobre a disputa no setor ofensivo da Seleção, que teve mudanças importantes na reta final antes da Copa. A lesão de Estêvão, o retorno de Neymar e a presença de nomes como Rayan, Endrick e Igor Thiago aumentaram a concorrência no ataque brasileiro.
O jogador lamentou a ausência de Estêvão, mas destacou que o grupo precisa se fechar em torno do objetivo coletivo.
"Nos períodos que tivemos oportunidade é gratificante saber que foi bem aproveitada, não só nós quatro, mas acredito que outros atacantes quando entraram também conseguiram demonstrar o quão importante é se adaptar às funções que o Ancelotti pede. Infelizmente aconteceu algo muito triste pra todos nós [lesão de Estêvão]. É muito importante pra todo mundo que está aqui se fechar num só objetivo", afirmou.
Para Matheus, a definição dos titulares dependerá das escolhas de Ancelotti e das funções exigidas em cada momento da competição.
"Independente de quem começar jogando, temos que ter a tranquilidade de exercer a melhor função possível. Depende do mister e de quem ele quer que exerça a função no momento", completou.
A Seleção Brasileira segue em preparação na Granja Comary antes do amistoso contra o Panamá, que acontece no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Depois da partida, a delegação embarca para os Estados Unidos, onde fará a reta final de preparação, incluindo um amistoso contra o Egito, em Cleveland, para a estreia na Copa do Mundo.
