Ministra do Esporte da França vê nova política de gênero do COI como “retrocesso”
Por Redação
A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, criticou a nova política de gênero do Comitê Olímpico Internacional (COI), anunciada na última quinta-feira (26). Segundo a dirigente, realizar testes para determinar a elegibilidade de atletas à categoria feminina representa um "retrocesso".
Para Marina, os exames "levantam grandes preocupações, pois visam especificamente as mulheres ao introduzir uma distinção que mina o princípio da igualdade".
“Nós nos opomos à generalização dos testes genéticos, que levanta inúmeras questões éticas, legais e médicas, particularmente à luz da legislação francesa. Esses testes, introduzidos em 1967, foram descontinuados em 1999 devido a fortes reservas da comunidade científica quanto à sua relevância. A França lamenta esse retrocesso”, disse Ferrari em um comunicado emitido nesta sexta-feira (27).
O procedimento adotado pelo COI é proibido na França. No entanto, a presidente da comissão de atletas da entidade, Kirsty Coventry, afirmou que competidoras de países onde o teste de gênero é vedado terão que ser submetidas aos exames em outros locais.
A medida anunciada nesta quinta-feira valerá para todas as competições oficiais do COI a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, abrangendo todas as modalidades olímpicas, sejam elas individuais ou coletivas.
A elegibilidade à categoria feminina será definida por um exame que detecta a presença ou a ausência do gene SRY, que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino.
