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"O Vila nunca parou": Fernando Guerreiro destaca entrega do Teatro Vila Velha e obras no Passeio Público

Por Eduarda Pinto

Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

O presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, ressaltou a importância da entrega oficial do Teatro Vila Velha, em Salvador, a partir desta sexta-feira (25). Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1), o gestor cultural destacou que a reforma vai reconectar os baianos e soteropolitanos com um dos equipamentos artísticos mais relevantes do estado.

 

“O Teatro Vila Velha, para quem não sabe, é um teatro histórico, 62 anos que ele foi fundado. Quando ele foi fundado, foi uma dissidência da Escola de Teatro na época, que era dirigida por Martin Gonçalves”, conta Guerreiro. Conhecido por "Vila", a fundação do teatro data de 1964, e o prédio está localizado na Avenida Sete, no interior do Passeio Público.

 

Um dos marcos do espaço é ter sido o primeiro palco de grandes lendas das décadas de 60 e 70. “Nesse palco surgiram Caetano, Bethânia, Gal, Gilberto e Bethânia, tem histórias maravilhosas”. Entre elas, Fernando narra: “Bethânia cantava, tinha vergonha de entrar em cena, e cantava atrás do cenário. Nara Leão ouviu Bethânia cantar, chamou para fazer ‘Opinião’. Os Novos Baianos, o primeiro show foi no palco do Vila Velha. O Bando de Teatro Olodum, que não precisa falar, porque é um grupo, um dos mais importantes do país”

 

Segundo Guerreiro, “o Vila nunca parou, na verdade”. O gestor cultural conta que o espaço “teve uma primeira reforma, que na época Márcio assumiu, Márcio Meireles – que hoje é o grande capitão dessa nave, uma figura importantíssima para segurar esse Vila funcionando”.

 

Com uma revitalização orçada em mais de R$ 28 milhões, o gestor cultural narra que o processo da obra precisa considerar a manutenção do espaço. “Porque tem um detalhe no serviço público, que muita gente esquece, a manutenção. Porque se inaugura alucinadamente, mas não se coloca nos custos essa palavra mágica. Então, acaba que a gente tem que sempre ficar voltando e reestruturando. Se uma casa reforma, você precisa reformar tudo, de forma pesada, fechar tudo”, diz.

 

“Então, o Vila agora tá sendo entregue, projeto de Cisco Filho, de Mariele Ferreira, um projeto lindíssimo. O teatro está mantido como ele era, mas com acessibilidade, equipamentos novos, ele tá todo equipado em novas tecnologias e a possibilidade aí de novamente virar um grande centro numa região hoje muito importante, porque ali tá colado o Centro Cultural Banco do Brasil, o CCBB, no Palácio da Aclamação e o Passeio Público veio como a cereja do bolo”, afirma Fernando.

 

O presidente da Fundação Gregório de Mattos detalha que, apesar de não ser responsabilidade do município, a gestão da Prefeitura optou por realizar também a obra do Passeio Público.

 

“Como a gente já ia reformar o Vila, há 10 anos que estava em enrolação com aquele Passeio Público, a gente falou ‘vamos embora, resolver isso’. Não era responsabilidade da Prefeitura, mas [a gestão] tomou à frente e metade do Passeio Público já está sendo entregue e ano que vem todo. Então, vai criar realmente um ambiente ali, um espaço que a cidade esqueceu”, destaca.

 

“E eu fui fazer as contas, coisa interessante, inclusive instigado por Bruno Reis, que é o 21º equipamento que a gente entrega desde que entrei na gestão. Entre reforma e entrega de equipamentos novos. Então, eu mesmo me assustei”, brinca Fernando Guerreiro.