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Bahia ocupa a 5ª posição em ranking de despesas com Segurança Pública e fica atrás de estados do Sudeste e do Sul

Por Eduarda Pinto / Victor Hernandes

Foto: Divulgação / Polícia Civil da Bahia

A Bahia ocupou a 5ª posição entre os estados com maiores despesas na área da Segurança Pública. A informação foi publicada no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado no mês de julho. O recorte acessado pelo Bahia Notícias apresenta uma análise da evolução das despesas com segurança pública no Brasil entre 2021 e 2025. Em valores absolutos, no ano passado, a Bahia figurou entre os estados que mais investiram no setor.

 

Mesmo assim, o estado ficou atrás de unidades da Federação das regiões Sudeste e Sul, registrando o quinto maior orçamento destinado à Segurança Pública. O ranking é liderado por:

  • São Paulo: R$ 18,37 bilhões;

  • Rio de Janeiro: R$ 17,37 bilhões;

  • Minas Gerais: R$ 12,78 bilhões;

  • Rio Grande do Sul: R$ 8,57 bilhões;

  • Bahia: R$ 7,63 bilhões.

 

O estado também registrou aumento nos investimentos ao longo dos últimos quatro anos. Entre 2021 e 2025, o orçamento destinado à Segurança Pública cresceu 44,5%, enquanto a média nacional foi de 27,2%.

 

O percentual de crescimento baiano superou o de São Paulo (9,7%) e o de Minas Gerais (10,9%), além de ficar tecnicamente empatado com o do Rio de Janeiro (44,2%).

 

VIOLÊNCIA NA BAHIA
Apesar da ampliação dos investimentos em Segurança Pública, a Bahia possui cinco cidades entre as dez com as maiores taxas de mortes violentas intencionais (MVIs) do país. O levantamento, divulgado no último dia 23 pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, considera a taxa de MVIs por 100 mil habitantes em cada município.

 

As mortes violentas intencionais (MVIs) correspondem à soma dos casos de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, mortes de agentes de segurança e fatalidades decorrentes de intervenção policial. Entre os dez municípios com os maiores índices de mortes violentas do país, todos estão localizados no Nordeste: cinco na Bahia, três no Ceará, um em Pernambuco e um na Paraíba.

 

Na Bahia, aparecem no ranking os municípios de Eunápolis e Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, na segunda e quarta posições, respectivamente; Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, na quinta posição; Jequié, no Médio Rio de Contas, na sexta colocação; e Juazeiro, no norte do estado, na décima posição. 

 

Além disso, a Bahia é o estado que mais mata no Brasil. O estado registrou 5.473 casos de mortes violentas intencionais (MVI) em 2025 e ficou na 1ª posição do ranking nacional deste tipo de registro. Os dados apontaram ainda que a liderança é isolada, já que nenhum outro estado superou a marca de 4 mil mortes.

 

No cenário nacional, o país registrou um total de 40.775 mortes violentas intencionais no último ano. As MVIs são contabilizadas como a soma dos dados de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes de agentes de segurança e fatalidades resultantes de intervenção policial.

 

Conforme o Anuário deste ano, além da Bahia, os maiores números de MVIs foram registrados no Rio de Janeiro (3.890) e São Paulo (3.615). Por outro lado, os estados com os menores números foram Roraima (144), Acre (191) e Distrito Federal (287).

 

ÍNDICES EM QUEDA
O Anuário ainda contabiliza os índices estaduais e nacionais de mortes violentas, considerando a taxa de MVIs por 100 mil habitantes. O Brasil registrou uma queda de -8,2%, o equivalente a apenas 4 mil registros a menos em comparação a 2024, quando foram registradas 44.220 mortes violentas intencionais.

 

Apesar de registrar números altos, no ranking que mede a maior redução percentual de mortes entre 2024 e 2025, o estado da Bahia apresentou uma taxa de redução superior à média nacional e ocupa a 9ª posição, com uma queda de -9,6% no total de vítimas.

 

Os índices dos demais estados com maiores números totais de mortes ficaram fixados em 22,6% no Rio de Janeiro, com uma queda de apenas 0,5% em um ano; e 7,8% em São Paulo, com uma queda de 3,9%. As maiores reduções no período foram registradas pelos estados do Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%) e Mato Grosso (-23,2%). As menores reduções foram registradas em Santa Catarina (7,6%), São Paulo (7,8%) e Distrito Federal (9,6%).