Jerônimo confirma nova sede da Embasa em terreno do antigo Detran-BA e atualiza planos para antiga rodoviária e Odorico Tavares
Por Victor Hernandes
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentou sobre a negociação do terreno que abrigava a antiga sede do Detran-BA, em Salvador. O espaço está localizado na Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM), na região do antigo Iguatemi, uma das mais valorizadas da capital baiana.
Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o gestor estadual revelou que a negociação do terreno já foi concluída e que o local será utilizado pela Embasa para a construção de sua nova sede e de uma central de serviços.
"Já foi feita a negociação. A Embasa vai precisar de um local para construir sua sede e fazer a prestação de serviços. O presidente da Embasa, Gildeone Almeida, está correndo com isso", anunciou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
Ainda durante a entrevista, o petista atualizou a situação de outros imóveis estaduais na capital baiana que estão sem utilização. Ao comentar sobre o Colégio Odorico Tavares, no Corredor da Vitória, o governador afirmou que o Executivo recebeu uma proposta para uma possível negociação da área, mas as tratativas não avançaram.
Com isso, o espaço do colégio será cedido temporariamente à Polícia Militar durante as obras de reforma de uma unidade da corporação, além de contribuir para o reforço da segurança no Centro da capital.
"Nós percebemos que a Polícia Militar está precisando de um espaço para poder transferir uma área da polícia enquanto reforma ou resolve. Então, vamos usar temporariamente aquele espaço até para dar uma garantia, uma segurança ainda maior ali", afirmou.
Jerônimo também trouxe novidades sobre o planejamento para o terreno da antiga Rodoviária de Salvador. Segundo ele, a área possui limitações urbanísticas relacionadas à altura das construções e ao tipo de empreendimento que pode ser instalado no local.
O governador descartou a implantação de equipamentos que gerem grande fluxo de veículos, como hospitais, para evitar novos congestionamentos na região.
"A antiga rodoviária tem uma zona que estabelece limites de construção e de altura. A gente chegou a pensar até em fazer um parque da cidade. Não podemos fazer alguma coisa ali que atrapalhe o trânsito. Nós tiramos a rodoviária dali porque estava engarrafada, ela ficou pequena, mas eu não posso jogar uma carga de trânsito que vai, novamente, inviabilizar aquela região. Eu tenho uma responsabilidade", completou Rodrigues.
