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Codesal apresenta balanço final da Operação Chuva 2026 com mais de 4 mil vistorias

Por Redação

Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) encerrou, no dia 30 de junho, a Operação Chuva 2026 com um saldo positivo. No quadrimestre, foram realizadas 4.933 vistorias técnicas na capital baiana e a Codesal também liberou 86.900 m² de lona plástica para proteção de encostas e áreas de risco, atendendo a 625 locais. 

 

Entre os bairros com os maiores registros de colocação de lonas estiveram Sete de Abril, São Marcos e Castelo Branco.

 

O Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec) exerceu um papel fundamental durante a Operação Chuva 2026. O equipamento opera com uma equipe multidisciplinar dedicada a acompanhar e avaliar a evolução dos fenômenos meteorológicos que representam riscos aos soteropolitanos. 

 

De acordo com o Cemadec, a Operação Chuva 2026 foi encerrada dentro da normalidade, em relação aos índices pluviométricos, apesar de alguns meses terem ultrapassado à média histórica. 

 

Entre março e junho, a capital baiana acumulou 984,0 mm de chuva, volume 1,2% superior à normal climatológica, que é de 972,0 mm, conforme dados da estação de referência do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), localizada em Ondina.

 

O grande destaque do período foi março, que registrou 234,8 mm, o maior acumulado para o mês nos últimos quatro anos e 59,4% acima da média esperada, de 147,3 mm. Em algumas localidades, como a estação Liberdade – Vila Sabiá, o volume chegou a 318,6 mm, superando em 116,2% a normal climatológica mensal. 

 

Em abril, o acumulado de 310,2 mm também ficou acima da média (284,9 mm), com alta de 8,8%. As maiores precipitações foram registradas na Calçada (353,6 mm), Caixa D’Água (353,2 mm) e Barra – Vila Naval (351,4 mm), impulsionadas por um corredor de umidade e cavado atmosférico próximo à costa.

 

Já maio e junho apresentaram volumes abaixo do esperado. Em maio, foram registrados 209,4 mm, equivalentes a 69,3% da normal climatológica - média histórica dos últimos 30 anos - de 302,2 mm. 

 

Em junho, a estação de Ondina mediu 229,6 mm, ligeiramente abaixo dos 237,6 mm previstos. Apesar disso, algumas estações como Palestina e Barra – Vila Naval superaram a média. O mês em questão, inclusive, ficou marcado por alguns fenômenos: foram registradas as maiores rajadas de vento e as menores temperaturas do ano. 

 

Em Valéria – Embasa, os ventos atingiram 66,6 km/h no dia 4, e em Barra – Vila Naval, 61,9 km/h no dia 5. As temperaturas mais baixas ocorreram nos dias 21 e 22 de junho, com 18,0°C em Barro Duro e 18,2°C na Praia do Flamengo, devido à intensificação da umidade vinda do Atlântico após a passagem de uma frente fria.

 

Apesar dos volumes expressivos terem surgido em alguns momentos, os acumulados nas 14 áreas monitoradas pelo sistema de sirenes da Codesal não atingiram os critérios técnicos para acionamento do alerta. 

 

ATENDIMENTO SOCIAL
Além das vistorias técnicas, a operação destacou-se pelo suporte às famílias. O Setor de Atendimento à Comunidade em Áreas de Risco (Seatc) contabilizou 2.637 atendimentos sociais entre março e junho, montante que equivale a um crescimento de 30,4% em relação ao mesmo período de 2025. Esses números refletem a ampliação da resiliência da Codesal em articulação com a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre).

 

As Prefeituras-Bairro Liberdade/São Caetano, Cabula/Tancredo Neves e Subúrbio/Ilhas realizaram, respectivamente, 894, 653 e 646 vistorias, concentrando a maior parte das ações e comprovando a capilaridade do trabalho da Defesa Civil nos territórios.

 

As vistorias em localidades com sistemas de alerta e alarme – como Bom Juá, Calabetão e Mamede – possibilitaram a detecção antecipada de perigos e a orientação para saídas programadas.

 

MONITORAMENTO
O número 199, que funciona 24h por dia, durante os sete dias da semana, foi o principal canal de comunicação com a população. As demandas predominantes envolveram riscos de desabamento (2.346) e ameaças de deslizamento (922), que exigiram intervenção célere e qualificada das equipes. Foram registradas ainda 430 vistorias técnicas de imóveis alagados e 289 deslizamentos de terra.