Justiça proíbe candidato de usar camisa da seleção em campanha na Colômbia
Por Redação
A Justiça da Colômbia proibiu o representante da direita no segundo turno das eleições do país, Abelardo De La Espriella, de usar a camisa da seleção em atos de campanha. A decisão liminar revelada pelo jornal El Tiempo diz que Abelardo não deve usar ou exibir a camisa da seleção no curso das eleições. A medida ainda reforçou que esse símbolo pertence a um contexto esportivo, não político.
O candidato, por meio de sua defesa, em publicação nas redes sociais, afirmou que a camisa da Colômbia "não pertence a nenhum partido" e classificou a ordem judicial como autoritária.
"Ninguém pode proibir um colombiano de vestir as cores de sua seleção nem de expressar, de forma livre e pacífica, o amor que sente por seu país", disse o advogado do político.
"Por isso, continuaremos usando a camisa da Colômbia com alegria, respeito e patriotismo. Porque a camisa não se censura e a Colômbia pertence a todos", completou.
O candidato de esquerda, o senador Iván Cepeda criticou o ato de seu adversário em utilizar a camisa da seleção. Cepeda, através de uma mensagem dirigida à Federação Colombiana de Futebol, indagou por que a vestimenta o estava sendo usada para "fins eleitorais".
"A Seleção da Colômbia é de todos os colombianos. Sua camiseta é um símbolo nacional, e possui restrições comerciais e políticas. Seu uso com fins eleitorais, particulares e ideológicos, é um ato claramente oportunista, cujos efeitos jurídicos devem ser examinados. Mais ainda quando estamos a poucos dias do início da Copa Mundial de Futebol", apontou Cepeda.
