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Associação Nacional dos Produtores de Cacau se posiciona sobre mudança nas taxas de insumos e pede suspensão de importações 

Por Redação

Foto: Paula Laboissiêre / Agência Brasil

A Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) divulgou uma nota pública, nesta sexta-feira (13), em resposta a mudança no prazo para importação de cacau em regime drawback de dois anos para seis meses. A alteração foi publicada pelo governo ainda nesta sexta por meio da Medida Provisória (MP) 1341/2026. 

 

 

Com o regime de “drawback”, as indústrias de cacau podem importar amêndoas com isenção de tributos, processá-las no Brasil e exportar derivados como manteiga, pó ou liquor. Em resposta, a ANPC agradecu a medida, mas fez considerações sobre o impacto a longo prazo. 

 

"Registramos nosso agradecimento às autoridades pela medida adotada. Entretanto, o ponto central continua sendo o retorno da previsão de safra do cacau brasileiro. É a partir dessa informação que se poderá avaliar, com responsabilidade, se existe ou não necessidade de importação de cacau", diz a entidade brasileira. 

 

A presidente da Associação, Vanuza Barroso, destacou ainda que "essa medida ainda não nos atende". "O que solicitamos é claro: a suspensão das importações enquanto não se comprovar a real necessidade de trazer cacau de outros países. Somente após o retorno da previsão de safra é que se poderá discutir outras medidas, como o drawback, se de fato houver necessidade de se importar".

 

A nota da entidade completa que, para garantir o exitô no setor, é necessário que os produtores participem do debate: "A Associação Nacional dos Produtores de Cacau defende que os produtores participem dessas discussões, para que as decisões resolvam o problema de nossa crise", finaliza.