USP decide demitir professor acusado de assédio sexual e moral por alunas
Por Redação
A Universidade de São Paulo informou que a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) decidiu desligar o professor José Maurício Rosolen após acusações de assédio sexual e moral feitas por alunas da instituição.
Segundo nota divulgada pela faculdade, a Congregação da FFCLRP deliberou pela aplicação da penalidade de demissão durante reunião realizada na quinta-feira (12). O comunicado afirma que os autos serão encaminhados agora à Reitoria da universidade, responsável pela execução e oficialização do ato administrativo.
O docente estava afastado das funções desde o ano passado. Na última segunda-feira, ele chegou a receber autorização para retornar às atividades, mas deverá ser notificado da decisão de demissão.
Duas vítimas, ex-alunas de pós-doutorado, relataram a jornalistas da EPTV que sofreram contatos físicos inapropriados, convites inconvenientes e episódios de assédio moral após reagirem negativamente às investidas. Uma lista com os nomes de outras 14 alunas que também teriam passado por situações semelhantes foi encaminhada à direção do departamento.
Os episódios ocorreram em períodos diferentes, mas eram de conhecimento da universidade pelo menos desde setembro de 2024, quando Rosolen foi afastado provisoriamente. A medida disciplinar tinha duração inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 180.
